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“Só a esperança cristã não desilude. Só ela dá o sorriso”

Francisco circundado pelos fiéis na audiência desta quarta (07/12) – AP

Cidade do Vaticano (RV) –  A catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira (07/12/2016) foi a primeira de uma nova série dedicada à ‘esperança cristã’, que não desilude.

Na Sala Paulo VI para o tradicional encontro semanal com os fiéis, o Pontífice anunciou o tema dizendo que muitas vezes, hoje, diante de tanto mal, tantas dores e violências, nos sentimos desencorajados e impotentes e portanto, a esperança se faz necessária. “Deus, com o seu amor, caminha conosco, não nos deixa sós; o Senhor Jesus venceu o mal e nos abriu o caminho da vida”, iniciou Francisco, completando: “Eu espero porque Deus caminha comigo”.

Convidando os fiéis a refletirem sobre a esperança, o Papa leu as palavras de Isaías, o grande Profeta do tempo do Advento, que se dirige ao povo com um anúncio de consolação:

“Consolai, consolai o meu povo!”,
diz o vosso Deus.
 Falai ao coração de Jerusalém, anunciai-lhe:
 seu cativeiro terminou, sua culpa está paga,
 da mão do Senhor já recebeu
 por suas faltas o castigo dobrado.
 Grita uma voz:
“No deserto abri caminho para o Senhor!
 No ermo rasgai estrada para o nosso Deus!
 Todo vale seja aterrado,
 toda montanha, rebaixada,
 para ficar plano o caminho acidentado
 e reto, o tortuoso.
 A glória do Senhor vai, então, aparecer
 e todos verão que foi o Senhor quem falou!”.

O Pontífice explicou que Deus consola evocando consoladores, a quem pede para tranquilizar o povo e anunciar que acabaram as tribulações e as dores e que o pecado foi perdoado: é isso que cura o coração aflito e assustado. Por isso, o Profeta pede para preparar o caminho ao Senhor, abrindo-se aos seus dons de salvação.

O que significava isso? Para aquele povo, que estava exilado na Babilônia, a consolação começava com a possibilidade de atravessar o deserto, uma estrada cômoda, sem vales e montanhas, e retornar à sua pátria. 

“Preparar aquela estrada era preparar um caminho de salvação e libertação de todo obstáculo e impedimento”.

O exílio havia sido um momento dramático na história de Israel; o povo perdeu tudo: pátria, liberdade, dignidade e confiança em Deus. Se sentia abandonado e sem esperança, quando o apelo do Profeta reabriu seu coração à fé.

“O deserto é um lugar em que é difícil viver, mas a partir de agora, será possível caminhar, voltar para a pátria, retornar a Deus; e principalmente esperar e sorrir. Uma das primeiras coisas que acontecem primeiro com quem se separa de Deus é que perdem o sorriso. Às vezes são capazes de fazer grandes risadas, mas falta o sorriso. só a esperança dá o sorriso”, improvisou.

A vida é muitas vezes um deserto, é difícil caminhar dentro, mas se confiarmos em Deus pode ser bela e ampla, como uma avenida. Basta não perder jamais a esperança mas continuar a crer, sempre, apesar de tudo”.

Prosseguindo na catequese, Francisco lembrou que estas palavras de Isaías foram também usadas por João Batista na pregação em que convidava à conversão:

“Voz de quem clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele”.

Aquela voz, disse o Papa, gritava aonde ninguém podia ouvi-la, no vazio devido à crise de fé. Os Israelitas viviam como exilados, osb a dominação romana, estrangeiros em seu próprio país. Mas a verdadeira história não é feita pelos poderosos, mas por Deus, com seus pequenos: Zacarias e Isabel, idosos e estéreis; Maria, jovem virgem prometida a José, os pastores, desprezados: são os pequenos que se tornaram grandes pela fé, os pequenos que sabiam continuar a esperar. A esperança é uma virtude dos pequenos.

Enfim, o Papa concluiu:

“São eles que transformam o deserto do exílio, da solidão, do sofrimento, em um caminho plano no qual caminhar em direção da glória do Senhor. Seja qual for o deserto de nossas vidas, se deixarmos que nos ensinem a esperança, ele se transformará num jardim florido”.

Corrupção e direitos humanos, realidades relacionadas

Nos próximos dias, as Nações Unidas promovem duas importantes Jornadas, que o Papa quis lembrar depois da catequese da audiência geral, na Sala Paulo VI:

“O Dia contra a corrupção – 9 de dezembro – e o Dia dos Direitos Humanos – 10 de dezembro. São duas realidades estritamente relacionadas: a corrupção é o aspecto negativo a ser combatido, começando pela consciência pessoal e controlando os âmbitos da vida civil; os direitos humanos são o aspecto positivo, a ser promovido com decisão, para que ninguém seja excluído do reconhecimento efetivo dos direitos fundamentais da pessoa humana. Que o Senhor nos ampare neste duplo compromisso”.

Após as saudações aos grupos de peregrinos, o Papa terminou o encontro com a bênção apostólica.

(cm)

Cristão não é status social, mas testemunha de obediência a Deus

Quinta-feira, 27 de abril de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

O cristão é uma testemunha da obediência, destacou o Santo Padre na homilia de hoje

Ser cristão não é um status social, mas tornar-se testemunha de obediência a Deus, como fez Jesus, e a consequência disso são as perseguições, afirmou o Papa Francisco na Missa desta quinta-feira, 27, fazendo alusão ao que disse Pedro na leitura dos Atos dos Apóstolos, de que “é preciso obedecer a Deus antes que aos homens”.

Pedro, de fato, deu esta resposta ao ser levado junto com os apóstolos diante do Sinédrio, após ter sido libertado da prisão por um anjo. Haviam sido proibidos de ensinar em nome de Jesus – os havia recordado o sumo sacerdote – mas encheram Jerusalém com os seus ensinamentos.

A homilia do Papa Francisco parte deste episódio narrado na primeira leitura. Para fazer compreender este acontecimento, o Papa faz referência também ao que foi narrado anteriormente pelos Atos, nos primeiros meses da Igreja, quando a comunidade crescia e aconteciam tantos milagres. Havia a fé do povo, mas havia alguns “espertalhões” que queriam fazer carreira, como Ananias e Safira, alertou o Papa.

O mesmo acontece hoje, enfatizou Francisco, assim como o desprezo das pessoas ao ver os doentes sendo levados até os apóstolos. Assim, cheios de inveja, os chefes pegaram os apóstolos e os trancafiaram na prisão. Pedro, que por medo havia traído Jesus na Quinta-feira Santa, desta vez, corajoso, responde que é necessário obedecer a Deus antes que aos homens.

Uma resposta que faz portanto entender que “o cristão é testemunha da obediência”, como Jesus que se aniquilou no Jardim das Oliveiras e disse ao Pai: “Faça-se segundo tua vontade, não a minha”.

“O cristão é uma testemunha da obediência e se nós não estamos neste caminho de crescer no testemunho da obediência, não somos cristãos. Pelo menos caminhar por esta estrada: testemunha de obediência. Como Jesus. Não é testemunha de uma ideia, de uma filosofia, de uma empresa, de um banco, de um poder, é testemunha de obediência. Como Jesus”.

Mas tornar-se testemunha de obediência é uma graça do Espírito Santo, explicou o Papa. “Não, eu vou naquele mestre espiritual, eu leio este livro…”. Tudo está bem, mas somente o Espírito pode transformar o nosso coração e pode nos fazer a todos testemunhas de obediência. É uma obra do Espírito e devemos pedir a ele, é uma graça a ser pedida: “Pai, Senhor Jesus, envia-me o teu Espírito para que eu me torne uma testemunha de obediência, isto é, um cristão”.

Ser testemunha de obediência acarreta consequências, como narrado pela primeira leitura: depois da reposta de Pedro, queriam de fato levá-lo à morte. “As consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus enumera as Bem-aventuranças termina com: Bem-aventurados quando vos perseguirem e insultarem’. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é repleta de calúnias, boatos e perseguições”.

Para ser testemunhas de obediência como Jesus – conclui o Papa – é preciso rezar, reconhecer-se pecador, com tantas mundanidades no coração e pedir a Deus a graça de tornar-se um testemunho de obediência e de não amedrontar-se quando chegam as perseguições, as calúnias, pois o Senhor disse que quando se for levado diante do juiz, será o Espírito a dizer ao homem o que responder.

Papa na catequese: o amor se manifesta na fidelidade

Sexto mandamento

Quarta-feira, 31 de outubro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé
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Na reflexão de hoje, Papa seguiu falando sobre o sexto mandamento, destacando que se refere explicitamente à fidelidade matrimonial

Papa na catequese fala sobre o sexto mandamento / Foto: Reprodução Youtube Vatican Media

Na catequese desta quarta-feira, 31, o Papa Francisco deu sequência à reflexão sobre o sexto mandamento – “não cometerás adultério” – evidenciando que o amor fiel de Cristo é a luz para viver a beleza da afetividade humana.

O amor se manifesta na fidelidade, no acolhimento e na misericórdia, disse Francisco. Ele ressaltou que o sexto mandamento se refere explicitamente à fidelidade matrimonial, e por isso é bom refletir mais a fundo sobre esse significado. Ele descreveu como “revolucionário” o trecho da Carta de São Paulo em que este afirma que o marido deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja. “Talvez, naquele tempo, é a coisa mais revolucionária que foi dita sobre o matrimônio. Sempre no caminho do amor”.

Na realidade, este mandamento de fidelidade é para todos, disse o Papa, uma vez que é uma Palavra paterna de Deus dirigida a cada homem e mulher. O caminho de amadurecimento humano, explicou, é o percurso do próprio amor, que vai do receber cuidado à capacidade de oferecê-lo, de receber a vida à capacidade de dar a vida.

Nesse sentido, o adúltero, o infiel é uma pessoa imatura, que tem para si a própria vida e interpreta as situações com base no próprio bem estar. “Para casar-se, não basta celebrar o matrimônio! É preciso fazer um caminho do eu ao nós, do pensar sozinho ao pensar em dois, do viver sozinho a viver em dois: é um belo caminho”.

Alargando um pouco a perspectiva, Francisco destacou que toda vocação cristã, nesse sentido, é esponsal. O sacerdócio é esponsal porque é o chamado, em Cristo e na Igreja, a servir a comunidade com todo afeto, cuidado concreto e sabedoria que o Senhor dá.

“Toda vocação cristã é esponsal, porque é fruto da ligação de amor em que todos somos regenerados, a ligação de amor com Cristo, como nos recordou o trecho de São Paulo lido no início. A partir da sua fidelidade, da sua ternura, da sua generosidade, olhamos com fé ao matrimônio e a cada vocação, e compreendemos o sentido pleno da sexualidade”.

Nesse ponto, Francisco destacou que o corpo humano não é um instrumento de prazer, mas lugar do chamado ao amor, e no amor autêntico não há espaço para a luxúria e para a superficialidade. “Os homens e as mulheres merecem mais que isso!”.

Concluindo a reflexão, o Papa frisou que o sexto mandamento, mesmo se em forma negativa, orienta ao chamado original: o amor esponsal pleno e fiel, que Jesus revelou e doou.

Papa: o verdadeiro cristão é apaixonado pelo Senhor

Terça-feira, 9 de outubro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Papa Francisco refletiu em sua homilia sobre a relação de Marta e Maria com Jesus

Papa Francisco durante a missa na Casa Santa Marta, nesta terça-feira, 9./ Foto: VaticanMedia

O Papa Francisco celebrou a Santa Missa nesta terça-feira, 09, na Casa Santa Marta e em sua homilia destacou que a palavra-chave para não errar em nossa vida de cristãos é ser “apaixonados” pelo Senhor e Dele obter inspiração para as nossas ações.

Assim era Paulo, o Apóstolo que hoje descreve a própria vida na Primeira Leitura extraída da Carta aos Gálatas. Um equilíbrio entre “contemplação e serviço”, duas qualidades ilustradas no Evangelho de Lucas da liturgia de hoje, centrado nas figuras de Marta e Maria, irmãs de Lázaro de Betânia, que receberam Jesus em sua casa.

Cristãos atarefados e sem a paz do Senhor

“São duas irmãs que, com sua maneira de agir, nos ensinam como deve caminhar a vida do cristão”, explicou Francisco. “Maria escutava o Senhor, enquanto Marta era perturbada porque estava ocupada nos serviços”. Marta é uma daquelas mulheres “fortes, ressaltou o Papa, é capaz também de repreender o Senhor por não estar presente na morte de seu irmão Lázaro. Sabe como “avançar”, é corajosa, mas não possui a “contemplação”, incapaz de “perder tempo olhando para o Senhor”:

Existem muitos cristãos que vão, sim, à missa aos domingos, mas depois estão sempre atarefados. Não têm tempo nem para os filhos, nem para brincar com os filhos. É feio isso! “Tenho muita coisa para fazer, estou ocupado…” No final das contas se tornam cultores da religião dos atarefados: um grupo de atarefados que está sempre fazendo… mas pare, olhe para o Senhor, tome o Evangelho, ouça a Palavra do Senhor, abra o seu coração … Não: sempre a linguagem das mãos, sempre … Faz o bem, mas não o bem cristão: um bem humano. Falta a contemplação. A Marta faltava isso. Corajosa, ela sempre prosseguiu, carregava as coisas nas mãos, mas lhe faltava a paz: perder tempo olhando para o Senhor.

Apaixonado pelo Senhor

Ao contrário, Maria: a sua atitude não é um “estar ali passiva”. Ela “olhava para o Senhor porque o Senhor tocava o coração e dali, da inspiração do Senhor, é de onde vem o trabalho que tem que ser feito depois”. É a regra de São Bento, “Ora et labora”, que encarnam os monges e monjas de clausura, que certamente não “ficam o dia todo olhando para o céu. Rezam e trabalham”, disse Francisco. E acima de tudo é o que o Apóstolo Paulo encarnou, como está escrito na Primeira Leitura de hoje: “quando Deus o escolheu”, ressaltou o Papa, “ele não foi pregar” imediatamente, mas “foi rezar”, “contemplar o mistério de Jesus Cristo que lhe foi revelado”:

Tudo o que Paulo fazia tinha este espírito de contemplação, de olhar o Senhor. Era o Senhor que falava do seu coração, porque Paulo era um apaixonado pelo Senhor. E esta é a palavra-chave para não errar: apaixonados. Nós, para saber de que parte estamos, se exageramos porque fazemos uma contemplação demasiada abstrata, inclusive gnóstica, ou se muito atarefados, devemos nos questionar: “Sou apaixonado pelo Senhor? Estou certo, estou certa de que Ele me escolheu? Ou vivo o meu cristianismo assim, fazendo coisas… sim, faço isto, isto, faço mas e o coração? Contempla?”.

Contemplação e serviço, o caminho da nossa vida

É como quando um marido volta para casa do trabalho e encontra sua mulher a acolhê-lo: quem está realmente apaixonado não deixa acomodar e depois continua fazendo os deveres domésticos, mas “dedica tempo para estar com ele”. Eis então, também nós tomamos tempo para o Senhor a serviço dos outros:

Contemplação e serviço: este é o nosso caminho da vida. Cada um de nós pense: quanto tempo por dia dedico a contemplar o mistério de Jesus? E depois: como trabalho? Trabalho tanto que parece uma alienação, ou trabalho coerente com a minha fé, trabalho como um serviço que vem do Evangelho? Nos fazer bem pensar nisto.

É preciso ter vida de discípulo para conhecer Jesus

Homilia, quinta-feira, 20 de fevereiro  de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco destacou que para conhecer Cristo é preciso segui-Lo

Para conhecer Jesus é preciso segui-Lo, antes mesmo de estudá-Lo. Esse foi, em síntese, o foco da homilia do Papa Francisco, nesta quinta-feira, 20, na Casa Santa Marta. O Santo Padre enfatizou que a resposta para a pergunta “quem é Cristo para mim” só pode ser dada vivendo como discípulos de Jesus.

Como exemplo, Francisco citou a figura de Pedro, que, no Evangelho do dia, aparece como corajoso ao testemunhar “Tu és o Cristo” e, ao mesmo tempo, reprova Jesus quando Ele anuncia seu sofrimento e morte na cruz.

O Papa lembrou que, muitas vezes, Jesus faz esta pergunta ao homem – “Para você, quem sou?” – e a resposta é sempre aquela que se aprende no catecismo. Segundo o Papa, é importante estudar e conhecer o catecismo, mas isso não é suficiente.

“Para conhecer Jesus é necessário fazer o caminho que fez Pedro. Ele seguiu adiante com Jesus, viu os milagres que o Mestre fazia, viu o Seu poder. Mas, a um certo ponto, Pedro renegou Jesus, traiu-O e aprendeu aquela difícil ciência – mais que ciência, sabedoria – das lágrimas, do pranto”.

Francisco explicou ainda que esta pergunta – “Quem sou eu para vós, para você?” – só se entende no decorrer de um caminho, após um longo caminho de graça e pecado, um caminho de discípulo.

“A Pedro e a seus discípulos Jesus não disse ‘Conhece-me! ’, mas disse ‘Siga-me’. E este ‘seguir Jesus’ nos faz conhecê-Lo. Seguir o Senhor com as nossas virtudes, também com os nossos pecados, mas segui-Lo sempre. Não é um estudo de coisas que é necessário, mas é uma vida de discípulo”.

O Papa defendeu a necessidade de um encontro cotidiano com Deus em meio às vitórias e fraquezas. No entanto, é um caminho que não se faz sozinho, mas, sim, com a intervenção do Espírito Santo.

“Conhecer Jesus é um dom do Pai, é Ele quem nos faz conhecer Seu Filho; é um trabalho do Espírito Santo, que é um grande trabalhador. (…) Olhemos para Jesus, para Pedro, para os apóstolos e ouçamos, no nosso coração, esta pergunta: ‘Quem sou eu para você?’. Como discípulos, peçamos ao Pai que nos dê o conhecimento de Cristo no Espírito Santo, que nos explique este mistério”.

Exercício Espiritual – Via Matris

A Via Matris – O Caminho da Mãe Dolorosa

MARIA, “A MÃE DE JESUS ESTAVA JUNTO À CRUZ” (Jo 19, 25)

Maria é tudo que o cristão precisa ser na escola do discipulado de seu filho Jesus Cristo. Esteve com Jesus do seu nascimento até a Sua gloriosa Ressurreição e ascensão ao céu. Esteve com a Igreja no Pentecostes e nos seus inícios. Maria está entre as poucas pessoas que não abandonam o Calvário é a nossa companheira no sofrimento, pois esteve firme, de pé quando via o seu único filho ser crucificado injustamente, e com Ele oferecia também as suas dores. Na verdade não estamos exaltando a dor de Jesus e Maria, mas a Vitória, a certeza que toda dor passa e nos encaminha para a ressurreição.

Será que conseguimos imaginar as dores do coração de Maria ao acompanhar O Mistério da vida de seu Filho, pois como diz a palavra de Deus em João 3, 16: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu filho único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
A vida de Jesus foi uma entrega total e consciente, um caminho para morte a fim de gerar a vida por aqueles que não mereciam. E o mais bonito Maria a mãe, se entrega com Ele, pois ela também abraça a humanidade nas dores do seu Imaculado Coração.

O Caminho da Mãe Dolorosa  
Como a Virgem Maria ajuda você a viver os seus momentos de sofrimento?

Ato de contrição:
Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a vossa graça, fazer penitência e fugir às ocasiões de pecar. Senhor tende piedade de mim, pelos méritos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta primeira estação se contempla a profecia do Santo ancião Simão.
Considera alma minha, a grande dor da Virgem Santíssima ao ouvir as tristes palavras que o ancião Simão profetizou referentes à Paixão e morte do menino Jesus. Oh! Mãe aflita. Pela dor com que foste tão atormentada em tua alma te suplico me dê lágrimas de verdadeira contrição, para que seja meritória a compaixão que sinto por tuas dores.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta segunda estação se contempla a ida ao Egito.
Considera alma minha, a aguda dor da Virgem Maria ao receber de São José a mensagem do anjo que deviam sair de noite ao Egito para salvar ao menino Deus da matança decretada por Herodes. Oh!, Mãe aflita. Pela dor que sentiste ao ir com teu Filho ao Egito, suplico-te me dês a graça para sair sempre das ocasiões de pecar.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta terceira estação se contempla a perda de Jesus no Templo.
Considera alma minha, a intensa dor da Virgem Maria quando viu que havia perdido a seu amado Filho, pelo qual buscou durante três dias com inconsolável aflição. Oh!, Mãe aflita. Pela dor que tiveste ao perder a teu Filho, te suplico me alcances a graça para que o busque até achá-lo no templo de minha alma.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta quarta estação se contempla o dolorosíssimo encontro da Virgem Santíssima com seu Filho Divino.
Considera alma minha, a agudíssima dor da Virgem Maria ao encontrar-se com seu Divino Filho, quando levava a pesada cruz até o monte Calvário para ser crucificado nela por nossa salvação. Oh!, Mãe aflita. Pela dor com que viste o teu Filho carregando a cruz, suplico-te me dês a graça para segui-lo, levando com paciência a cruz de meus trabalhos.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta quinta estação se contempla a crucificação e morte de Jesus.
Considera alma minha, a penetrante dor da Virgem Maria quando viu o seu Filho cravado sobre o duro madeiro da Cruz, e morrer derramando sangue por todo seu sacratíssimo corpo. Oh! Mãe aflita. Pela dor com que viste crucificar o teu Divino Filho suplico-te dês a graça para que mortificando minhas paixões, viva sempre crucificado com Cristo.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta sexta estação se contempla o descimento de Jesus da Cruz.
Considera alma minha, a agudíssima dor que transpassou o coração da Virgem Maria ao receber em seus braços o corpo morto de Jesus, coberto de sangue e todo despedaçado. Oh! Mãe aflita. Pela dor que recebeste ao ter em teus braços, chagado e destroçado, o corpo de teu Filho no sepulcro, te suplico me alcances a graça de recebê-lo dignamente na Sagrada Comunhão.
V: Mãe dolorosa.
R: Rogai por nós.

Nesta sétima estação se contempla a sepultura de Jesus.
Considera alma minha, os soluços que exalaria o coração aflito da Virgem Maria, ao ver a seu amado Jesus colocado no sepulcro. Oh! Mãe aflita. Pela dor com que deixaste o corpo de teu Filho no sepulcro, suplico-te me dês a graça para detestar o pecado e viver morto aos gostos do mundo.

Oração final:
Rogamos-te Senhor nosso Jesus Cristo, que seja nossa intercessora, cercada de tua clemência, agora e na hora de nossa morte, a bem-aventurada Virgem Maria, tua Mãe, cuja sacratíssima alma foi transpassada pela dor na hora de tua Paixão. Pedimos-te por Vos, Cristo Jesus, Salvador do mundo, que com o Pai e o Espírito vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.

Rezam-se sete Ave-Marias.

Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!”
Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” (Cf. Jo 19, 26-27).

Quem é Jesus?

Você sabe

Como foi possível que esse Homem pobre, que vivia em uma cidadezinha de Israel, se tornasse o mais conhecido e amado da história?

Foi um judeu, carpinteiro humilde que só fez o bem, mas foi condenado à morte. Contudo, marcou profundamente a história da humanidade. Alguns O classificam de sábio; outros, de mestre e profeta. Como foi possível que esse homem pobre, que vivia em uma cidade desprezada em Israel, que jamais escreveu um livro, não fez parte da elite, não foi militar, escriba, doutor nem artista, não procurou impor pela força Seus ensinamentos, se tornasse o Homem mais conhecido, mais amado e admirado da história? Por que, ainda hoje, tantas pessoas estão dispostas a segui-Lo, às vezes com o sacrifício da própria vida?

Simplesmente, porque Ele é, de fato, o que afirmava ser. Pelos séculos, milhões de homens e mulheres têm descoberto, por meio de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, alguém infinitamente maior que um mestre ou profeta. Ao escutar e receber Sua mensagem, O reconheceram pelo que Ele é: inteiramente Deus e inteiramente Homem, plenamente Amor e plenamente Verdade. Eles O reconheceram como Salvador, Sua Morte, Sua Ressurreição, Sua mensagem e Sua pessoa lhes deram um novo sentido para viver. Quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificando (cf. 1 Cor 2,1-2).

Jesus é Deus

“Cristo é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Rm 9,5). Criador de todas as coisas e Aquele por quem elas subsistem (Cl 1,16.17). Em Seu imenso amor, foi manifesto na carne, revelando-se como Homem: é um grande mistério e uma realidade revelada para nossa salvação e bênção agora e eternamente.

As Sagradas Escrituras declaram que Jesus é Deus:

“No princípio, era Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Ele “estava no principio com Deus” (cf. Jo 1,1-2).

O Deus Pai disse a respeito do filho: “Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos” (Hb 1,8). Seus atributos são os mesmos de Deus: É onipresente: “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). É onipotente: “Esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fl 3,20-21). É imutável: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13,8). “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2,9). “É um com o Pai: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30)”.

Observar as obras de Cristo é ver Deus trabalhando, escutar as palavras de Cristo é ouvir a voz do próprio Deus. Isso parece simples. Mas não o é. Considerar o Senhor Jesus como algo menos que Deus, por exemplo, um “mestre da moral”, “um espírito evoluído” ou “o maior benfeitor da humanidade” é afronta do pior grau possível! É não conhecer a Bíblia Sagrada e não ter experiência abissal com Jesus Cristo. “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mt 8,27). “Que dizem os homens ser o filho do homem?” (Mt 16,13). E Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt. 16,16).

E a multidão dizia: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (Mt 21,11). “Jesus é a Palavra de Deus” (Jo 1,1). “Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap. 19,16).  Diz Santo Agostinho de Hipona: “Se quereis viver piedosa e cristãmente, abraçai-vos a Cristo-Homem e chegareis a Cristo-Deus”. “Cristo-Deus é a pátria para onde vamos e Cristo-Homem é o caminho por onde vamos” (1).

O erudito escritor Giovanni Papini, autor do clássico História de Cristo, escreve: “Milhares de santos por ti sofreram e por ti se extasiaram, mas ao mesmo tempo milhares e milhares de renegadores e de dementes continuaram a esbofetear a tua face sanguinolenta. Justamente por não Te Amarmos suficientemente, temos necessidade de todo o Teu Amor” (2).

A nossa vida só pode ser feliz se vivermos, em Jesus Cristo, uma dimensão eterna de salvação e no amor a Deus e ao próximo! Sua graça e Seu Evangelho é tudo para Seus discípulos.

Padre Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja no Instituto de Teologia Bento XVI (Cachoeira Paulista). Também é sociólogo em Ciência da Religião.

Papa: pedir a graça de acusar a si mesmo, não os outros

Reconhecer-se pecador

Quinta-feira, 6 de setembro de 2018, Da Redação, com Vatican News

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Em homilia nesta manhã, Santo Padre destacou necessidade do cristão reconhecer os próprios pecados

Papa Francisco na Missa celebrada na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

Sem acusar a si mesmo, reconhecer-se pecador, não se pode caminhar na vida cristã. Este é o centro da mensagem do Papa Francisco na homilia desta quinta-feira, 6, na Casa Santa Marta.

A reflexão de Francisco se inspirou no Evangelho do dia, de Lucas, no qual Jesus pede a Pedro que entre em seu barco e, depois de pregar, o convida a lançar as redes, com o resultado de uma pesca milagrosa. Um episódio que evoca outra pesca milagrosa, depois da Ressurreição, quando Jesus pergunta aos discípulos se tinham algo a comer.

Em ambos os casos, observou o Papa, “há uma unção de Pedro”: primeiro como pescador de homens, depois como pastor. Jesus também muda seu nome de Simão para Pedro e, como “bom israelita”, sabia que uma mudança de nome significava uma mudança de missão.

Pedro “se sentia orgulhoso porque realmente amava Jesus” e esta pesca milagrosa representa um passo avante na sua vida. Depois de ver que as redes quase se rompiam com a grande quantidade de peixes, se jogou aos pés de Jesus, dizendo-lhe: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador”.

Este é o primeiro passo decisivo de Pedro no caminho do discipulado, de discípulo de Jesus, acusar a si mesmo: “Sou um pecador”. O Papa frisou que este é também o passo de cada um se quiser caminhar na vida espiritual, na vida de Jesus, de seguir Jesus. Porém, há um risco: não é fácil acusar a si mesmo, ser um “pecador concreto”. “Nós estamos acostumados a dizer: ‘Sou um pecador’”, assim como dizemos: ‘eu sou humano’ ou ‘eu sou um cidadão italiano’”, disse o Papa.

Acusar a si mesmo, ao invés, é sentir a própria miséria, sentir vergonha. Trata-se de algo que não se faz com palavras, mas com o coração, isto é, uma experiência concreta, como quando Pedro diz a Jesus de se afastar dele porque “realmente se sentia um pecador”. Depois, se sentiu salvo.

A salvação que Jesus traz necessita desta confissão sincera, porque “não é algo cosmético”, que muda um pouco o rosto com “duas pinceladas”: transforma, mas para que entre, é preciso deixar espaço com a confissão sincera dos próprios pecados. Assim se experimenta o estupor de Pedro.

Portanto, o primeiro passo da conversão é acusar a si mesmo com vergonha e sentir o estupor de se sentir salvo. “Devemos nos converter”, “devemos fazer penitência”, exortou Francisco, convidando a refletir sobre a tentação de acusar os outros:

Tem gente que vive falando mal dos outros, acusando os outros e nunca pensa em si mesmo e quando vou me confessar, como me confesso, como os papagaios? “Bla, bla, bla… Fiz isso, isso…”. Mas o que você fez toca o seu coração? Muitas vezes não. Você vai lá fazer cosmética, se maquiar um pouco para sair bonito. Mas não entrou no seu coração completamente, porque você não deixou lugar, porque não foi capaz de acusar a si mesmo.

O Santo Padre concluiu falando do sinal de que uma pessoa não sabe acusar a si mesma: é quando está acostumada a acusar os outros, a falar mal dos outros. “Peçamos ao Senhor hoje a graça de nos encontrar diante Dele com este estupor que a sua presença nos dá e a graça de nos sentir pecadores, mas concretos, e dizer como Pedro: ‘Afasta-te de mim, porque sou um pecador’”.

Santo Evangelho (Mt 13, 18-23)

16ª Semana Comum – Sexta-feira 27/07/2018 

ANO PAR

Primeira Leitura (Jr 3,14-17)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

14”Convertei-vos, filhos, que vos tendes afastado de mim, diz o Senhor, pois eu sou vosso Senhor; vou tomar-vos, um de uma cidade e dois de uma família, e vos reconduzirei a Sião; 15eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentarão com clarividência e sabedoria. 16Quando vos tiverdes multiplicado e crescerdes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, não se falará mais da ‘arca da aliança do Senhor’; ela não virá à memória de ninguém, não se lembrarão dela, não a procurarão nem fabricarão outra. 17Naquele tempo, chamarão Jerusalém Trono do Senhor, em torno dela se reunirão, em nome do Senhor, todos os povos; eles não se deixarão mais levar pelas inclinações de um coração mau”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Jr 31)

— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.
— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

— Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!”

— Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor.

— Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra.

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Êx 20,1-17)
Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 1Deus pronunciou todas estas palavras: 2”Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão. 3Não terás outros deuses além de mim. 4Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, debaixo da terra. 5Não te prostrarás diante destes deuses nem lhes prestarás culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento. Castigo a culpa dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, 6mas uso da misericórdia por mil gerações com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão. 8Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9Trabalharás durante seis dias e farás todos os teus trabalhos, 10mas o sétimo dia é sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades. 11Porque o Senhor fez em seis dias o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou. 12Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará. 13Não matarás. 14Não cometerás adultério. 15Não furtarás. 16Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 18)

— Senhor, só tu tens palavras de vida eterna!
— Senhor, só tu tens palavras de vida eterna!

— A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

— Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

— É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

— Mais desejáveis do que o outro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.

 

Evangelho (Mt 13,18-23)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Ouvi a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem outro sessenta e outro trinta”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Pantaleão, realizava milagrosas curas em nome de Jesus Cristo

São Pantaleão, realizava milagrosas curas em nome de Jesus Cristo, que suscitava a inveja em outros médicos

O santo de hoje viveu no séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.

Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.

Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.

Um dia que se viu diante de uma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o santo batismo.

Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava, suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado.

Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.

São Pantaleão, rogai por nós!

Ser cristão é um caminho de libertação, diz Papa na catequese

Quarta-feira, 27 de junho de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Seguindo no ciclo de catequeses sobre os Mandamentos, Papa destacou que Deus chama o homem à vida para ser livre e viver na gratidão

Na praça São Pedro, Papa se reúne semanalmente com os fiéis para a tradicional catequese / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

Ser cristão é um caminho de libertação; os mandamentos libertam do egoísmo. Essas foram reflexões do Papa Francisco nesta quarta-feira, 27, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Mandamentos.

Francisco recordou que os mandamentos, mais que mandamentos, são palavras de Deus ao seu povo para que caminhe bem, são palavras amorosas de um Pai. Ele se dedicou à frase bíblica que abre os Dez Mandamentos: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão” (Ex, 20,2).

Segundo o Papa, é preciso entender a importância dessa primeira declaração – “Eu sou o Senhor teu Deus” – que comporta uma relação, mostrando que Deus não é um estranho.

O Santo Padre destacou que a vida cristã é, antes de tudo, a resposta grata a um Pai generoso. Nesse sentido, os cristãos que seguem somente os ‘deveres’ mostram não ter uma experiência pessoal daquele Deus que é “nosso”. “Eu devo fazer isso, isso, isso…Somente deveres. Mas falta algo! Qual é o fundamento deste dever? O fundamento deste dever é o amor de Deus Pai, que primeiro dá, depois comanda”, explicou o Papa.

Colocar as leis antes da relação não ajuda o caminho de fé, observou o Santo Padre. “Como pode um jovem desejar ser cristão, se partimos de obrigações, compromissos, coerências e não da libertação? Ser cristão é um caminho de libertação! Os mandamentos te libertam do teu egoísmo e te libertam porque há o amor de Deus que te leva adiante”.

Outro ponto levantado pelo Papa na reflexão de hoje foi a gratidão, traço característico do coração visitado pelo Espírito Santo. “Para obedecer a Deus é preciso antes de tudo recordar os seus benefícios”, disse, destacando a necessidade de fazer memória de tantas coisas belas que Deus fez pelo homem.

“Deus não nos chamou à vida para permanecer oprimidos, mas para ser livres e viver na gratidão, obedecendo com alegria Àquele que nos deu tanto, infinitamente mais do que jamais poderemos dar a Ele. É bonito isso. Que Deus seja sempre bendito por tudo aquilo que fez, faz e fará em nós!”.

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