Tag: alma

Nossa Senhora do Carmo – 16 de Julho

Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba, In Jornal Gazeta do Povo

Monsenhor Fulton J. Sheen, Bispo Auxiliar de Nova Iorque, a 16 de maio de 1940, prefaciava o livro de John Haffert, “Maria na sua promessa do Escapulário”. Neste Prefácio, diz Monsenhor Fulton Sheen: “Este livro ocupa-se de um dos títulos mais gloriosos de Maria, a Mãe do Escapulário do Monte Carmelo. O Escapulário contém o testemunho de proteção de Maria contra as revoltas da carne provenientes da queda de nossos primeiros pais e a influência de Maria, como Medianeira de todas as Graças. Se ao menos uma só alma que, de outro modo, não tivesse possibilidade de chegar ao conhecimento de Maria e de seu Escapulário, vier a conhecê-la e amá-la por meio deste livro, tenho a certeza que John Jaffert dará por bem empregado seu tempo”. O livro é dividido em 16 capítulos, com 280 páginas.
O primeiro capítulo descreve a origem da promessa, no Monte Carmelo, onde Deus escuta a oração do profeta Elias, faz descer o fogo do céu que devora o boi, a lenha, as pedras do altar e depois chover (IIIº Livro dos Reis, 18, 38). A nuvem, que trouxe abundante chuva, depois de prolongada seca, foi a figura de Maria (IIº Livro dos Reis, 18, 45). Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra, alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior Geral para os mesmos. Em 1245, foi ele eleito para desempenhar este cargo. Encontrou ele dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, com seus 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pedia a proteção de Maria. Orava ele em sua cela, quando viu um clarão, na noite de 16 de julho de 1251.
Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: “Recebe, filho queridissimo, este Escapulário de tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno”. Desde aquele 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo jamais deixou de amparar seus devotos, revestidos do Escapulário. Passaram sete séculos, Milhões de cristãos, trouxeram o Escapulário de Maria. É verdade que aqui e acolá surgem vozes, negando a aparição e, por consequência, a devoção devida a Maria. John Haffert, em seu livro, fez questão de documentar a historicidade do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. O maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o Galicano Launoy, dizendo que é uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só um desprezador da Religião podia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado e as dúvidas persistiram. Foi devido aos ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro, denominado “Viridarium”, escrito em 1398 por Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela atividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com S. Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é S. Simão Stock, o sexto superior geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a aparição, a 16 de julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordeus, na França, quando visitava a Província de Vascônia em 1261. Infelizmente, a biblioteca de Bordeus foi queimada um século depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio. Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e, ao fundar a Igreja anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas. Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: “De multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae”. Nesta obra, contava as terríveis perseguições e dissenções que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da aparição de Nossa Senhora . Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas.
O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados. Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino. Em 1262, um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas. Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, ocorrida em 1261, foi sepultado em Arezzo, a 10 de janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830 quando foi exumado seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha ao Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História. Em 1820, numa Assembléia, em Florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em julho de 1287, em Montpelier, França. As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo. Diante disto, John Haffert diz: “Conclui-se, portanto, que a aparição da Santíssima Virgem a S. Simão Stock é, historicamente, ceríssima”. Uma vez demonstrada a historicidade da aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

 

Por Mons. Inácio José Schuster

Hoje, 16 de Julho, celebra a Igreja a festa de Nossa Senhora do Monte Camelo, comumente conhecida como Nossa Senhora do Carmo. A Virgem Maria é conhecida na Sagrada Escritura como “aquela que recebia a Palavra de Deus”, não apenas na Escritura, mas em colóquio com seu próprio Filho e a meditava em seu coração.  Os primeiros carmelitas que resolveram viver uma vida contemplativa no alto do Monte Carmelo tomaram-na como sua padroeira, mãe e mestra na vida espiritual.  De Maria nós conhecemos pouquíssimo; no entanto, existem silêncios que são muito mais eloqüentes do que livros inteiros.  Maria meditava silenciosamente, ruminava diariamente a palavra de Deus e é isto que desejam fazer na Igreja os carmelitas e as carmelitas. Este estilo de vida todo contemplativo, debruçado sobre a Palavra de Deus, a partir da qual se faz o que hoje, após o Concilio Vaticano II e a constituição Dei Verbum chama-se lectio divina, é o que a Igreja espera que esta família carmelitana ofereça aos seus irmãos na fé. A Igreja católica tem necessidade urgente de viver o primado da escuta da Palavra sobre suas múltiplas atividades.  Infelizmente nossas paróquias muitas vezes pecam por excesso de atividades, relegando em segundo plano a vida espiritual – entendendo-se por vida espiritual a vida sob a guia e a iluminação do Espírito Santo. A Virgem Maria do Monte Carmelo, hoje por todos nós invocada, gostaria de abrir nossos corações – é esta a graça que ela impetra a seu Filho, para que entendamos a Sagrada Escritura, para que descubramos em nossas vidas, ainda que ativas, uma veia contemplativa. Como os carmelitas e as carmelitas na Igreja, ofereçamos o primado de nossas existências concretas e diárias à Palavra com a qual queremos abrir nosso dia, inaugurar nossa jornada e diante da qual queremos oferecer o melhor de nós mesmos. A Virgem do Carmelo nos conduza nesta aventura através das noites escuras aos dias luminosos da contemplação de Deus, através da escuta de Sua mensagem.

 

Quem são meus familiares?
Padre Pacheco

O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus cercado pela multidão, que O comprime, pois deseja escutar Sua Palavra; o povo quer escutar a Palavra do Senhor, pois num primeiro momento, recebe o convite de um Jesus tomado de misericórdia, compaixão e amor por cada um deles. Primeiro Cristo ama, depois fala ao coração do povo sedento. Nosso Senhor Jesus Cristo ama, e porque ama, fala aos corações dessas pessoas na certeza de que uma resposta será necessária por parte do povo. A única resposta cabível frente a uma proposta de amor é retribuirmos com amor, pois amor com amor se paga. O maior gesto de amor, neste caso, é colocarmos esta palavra na vida, em prática. Os familiares de Jesus estão ali; eles desejam falar com Ele, porque têm algo muito importante para comunicar-Lhe. Num primeiro momento, parece que o Senhor responde com grosseria ao aviso que dão a Ele sobre Seus familiares que querem falar com Ele. Não, não é isso, Jesus aproveita a ocasião para educar aqueles que ali estão e mostrar que seus familiares são mais que familiares, ou seja, são íntimos d’Ele. Há uma grande diferença entre familiaridade e intimidade; intimidade requer familiaridade; mas familiaridade não requer intimidade. Infelizmente. Basta olharmos para a maioria das famílias hoje em dia. Quantas famílias que vivem sob a casa da estranheza; ou seja, não há intimidade, são estranhos, não se conhecem. Par dizer que, para sermos da família de Jesus, é fundamental que haja intimidade com Ele; esta intimidade será fruto de uma profunda experiência com a Sua Palavra; será fruto de corações que estarão sempre próximos, num constante colóquio de amor entre pessoas que se amam: Jesus e eu; eu e Jesus. Não basta acreditar – satanás também acredita em Deus. Não basta termos os sacramentos, pois o que salva não são eles; os sacramentos são meios de salvação. O que salva é a vivência destes sacramentos. Da mesma forma, não basta ser da família de Jesus; é preciso ser íntimo e obediente à  Palavra d’Ele. A familiaridade verdadeira será conseqüência disso. Mas saibamos de uma realidade fundamental para que esta maravilha aconteça na nossa vida e, conseqüentemente, também haja a felicidade e a salvação: não existe Jesus Cristo sem a Sua Igreja e não existe Igreja sem Jesus Cristo. Estas obediências e estes seguimentos ao Senhor, sem obediência e seguimento da Igreja, é tudo, menos obediência e seguimento verdadeiro. “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”, diz o Senhor. Que vontade é esta? Amor e obediência a Jesus Cristo e à Sua Igreja.

Santo Evangelho (Mt 10, 24-33)

14ª Semana Comum – Sábado 09/07/2016

Primeira Leitura (Is 6,1-8)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo.2Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas, duas cobriam-lhes o rosto, duas, os pés e, com duas, eles podiam voar. 3Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”. 4Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. 5Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”. 6Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, 7e tocou minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. 8Ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós? Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 92)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e esplendor!

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

 

Evangelho (Mt 10,24-33)

—O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Bel­zebu, quanto mais aos seus familiares! 26Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, pro­clamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus

Dedicou-se religiosamente em cuidar de uma senhora com câncer e a partir desta experiência caridosa deu-se a descoberta do Carisma

Hoje comemoramos a santidade de vida da naturalizada brasileira Amábile Lúcia Visintainer que nasceu no ano de 1865 e partiu para a Glória em 1942. Nascida em Vigolo Vattaro (Itália), com apenas 10 anos de idade emigrou com seus pais para o Brasil dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no sul do país.

Santa Paulina, antes de entrar para a vida consagrada, dedicou-se religiosamente em cuidar de uma senhora com câncer e a partir desta experiência caridosa deu-se a descoberta do Carisma que fora reconhecido em 1895 pelo Bispo de Curitiba, Paraná, com o nome de Filhas da Imaculada Conceição.

Na oração litúrgica da Igreja é pedido a Deus para nós fiéis a virtude do serviço, motivado pelo amor, a qual mais brilhou no coração da virgem Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Santa Paulina, rogai por nós!

Aprender com o Evangelho a combater o mal

Não às tentações

Sexta-feira, 11 de abril de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco lembrou que a vida cristã é uma luta contra o mal, sendo preciso ficar atento para não cair em tentações

A partir do Evangelho aprende-se a lutar contra as tentações. Foi o que afirmou o Papa Francisco, na Missa desta sexta-feira, 11, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que todos somos tentados, porque o diabo não quer a santidade, e a vida cristã é uma luta contra o mal.

Francisco recordou que a vida de Jesus foi uma luta e Ele veio para vencer o mal. O foco de toda a homilia foi a luta contra o demônio, uma luta que cada cristão deve enfrentar, uma verdade que todo cristão deve conhecer se quiser seguir Jesus, que sofreu tantas tentações e perseguições.

Uma vez que não quer ver a santidade humana, o diabo apresenta tentações ao homem e procura afastá-lo do caminho de Jesus. Francisco explicou três características dessas tentações, que constituem o modo como elas agem. “A tentação começa livremente, mas cresce, sempre cresce. Segundo: cresce e contamina o outro. Por fim, para tranquilizar a alma, se justifica, cresce, contamina e se justifica”.

Como exemplo, o Santo Padre citou as fofocas, que começam com a inveja do outro. Depois, a pessoa sente a necessidade de partilhar essa inveja com alguém. Esse é o mecanismo da fofoca, e todos são tentados a fazer isso. “Talvez alguns de vocês não sejam tentados a isso, se forem santos; mas também eu sou tentado a fofocar! É uma tentação cotidiana que começa suavemente como um fio de água. Cresce por contágio e, ao fim, se justifica”.

O Santo Padre mencionou ainda algumas tentações que Jesus sofreu, como aquela de jogar-se do Templo. A tentação cresceu, envolveu outras pessoas e, por fim, se justificou. Quando Jesus pregou na Sinagoga, por exemplo, seus inimigos desmereceram-No, disseram que ele não tinha estudado, não tinha autoridade para falar. “A tentação envolveu todos contra Jesus. E o ponto mais alto da justificativa foi aquele do sacerdote, quando diz: ‘Não sabem que é melhor que um homem morra para salvar o povo?”.

O Santo Padre destacou a necessidade de estar atento para não cair em tentações e acabar fazendo coisas que destroem as pessoas. “Se um fio de água não é parado no momento certo, pode se transformar em uma maré”, alertou Francisco.

“Todos somos tentados, porque a lei da vida espiritual, a nossa vida cristã, é uma luta. O príncipe deste mundo – o diabo – não quer a nossa santidade, não quer que sigamos Cristo. Alguém de vocês, talvez, não sei, possa dizer: ‘Mas, padre, que antigo o senhor é, falar de diabo no século XXI!’. Mas vejam bem que o diabo existe! Mesmo no século XXI! E não devemos ser ingênuos. Temos de aprender com o Evangelho como se faz a luta contra o diabo”.

O que o Corpo e o Sangue de Cristo têm a dizer para o homem de hoje?

Ele está no meio de nós!

A Festa de Corpus Christi encerra uma longa sequência de grandes festas litúrgicas: Páscoa, Ascensão, Pentecostes e Santíssima Trindade. É como se fosse um fecho espiritual apresentando a nós o amor de Cristo que se fez Pão para ser “remédio e sustento para a nossa vida”.

A Festa de Corpus Christi surgiu, no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258), que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra à Sagrada Eucaristia, o que foi aprovado pelo Papa Urbano IV (1262-1264), em 11/08/1264 pela Bula “Transiturus de mundo”. Quando o Papa encontrou a procissão na entrada de Orvieto, trazendo a relíquia do milagre eucarístico acontecido em Bolsena, pronunciou diante da relíquia as palavras: “Corpus Christi”.

Muitos são os milagres eucarísticos em todo o mundo; por causa deles, a Igreja oficializou a procissão nas ruas, levando o Santíssimo Sacramento para ser adorado publicamente e nos abençoar.

Neste tempo de grandes e muitas ofensas públicas feitas a Deus, onde a religião é espezinhada, onde vemos o sagrado ser profanado de muitas formas, onde os ensinamentos de Jesus são negados, Cristo em Pessoa (Corpo, Sangue, Alma e Divindade) quer caminhar no meio de nós para nos lembrar o Seu amor por cada um que Ele veio salvar com o sacrifício de Sua vida. Um teólogo disse que se Deus foi capaz de se transformar em Homem, então, por amor a nós, também é capaz de se fazer Pão para poder estar conosco.

Ao menos uma vez no ano, o Senhor quer passar por nossas casas para nos dizer que nos ama, chama-nos, que ninguém deve desistir de vir a Ele sem medo até dos seus próprios pecados. Cristo vem nos dizer que sem Ele não podemos fazer nada de bom e de belo, e que o mundo vai mal, porque lhe virou as costas.

Sua presença eucarística, nas nossas ruas, têm a nos dizer muitas coisas: que Ele é o único Salvador do homem (cf. At 4,12), que o mundo só pode ser salvo pela vitória do amor a Deus e ao próximo, como Ele ensinou, e não como ensinam as novelas e o mundo; que “o seu Reino não é deste mundo”, que não tenhamos “medo dos que matam o corpo mas não podem matar a alma”; que “o seu Reino não terá fim”; que sua Igreja é infalível na doutrina e invencível na luta, até que Ele venha.

A peregrinação do Senhor por nossas ruas é para nos dizer que “Ele está no meio de nós” até o fim da história humana, e que não devemos ter medo porque Ele, ressuscitado, caminha conosco. Mais uma vez, Ele quer gritar em nossos ouvidos: “Eu sou a Luz do mundo. Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Sua caminhada por nossas ruas vem nos lembrar que a fé não é – como disse Bento XVI – apenas uma atividade particular, mas pública, que o Estado deve ser laico (sem professar uma fé específica), mas que o povo é religioso e tem o direito de viver sua fé. O Senhor vem dizer a todos, de público, que a religião é fundamental na vida do povo, na elaboração das leis, na justiça e no governo, e que sem ela o homem perde o rumo da vida. Disse o Concilio Vaticano II que “só Cristo revela o homem ao próprio homem” (GS).

A caminhada do Senhor por nossas ruas e cidades vem nos dizer que nenhum dos Seus discípulos pode se omitir e se calar diante da destruição moral que estamos assistindo e que atinge principalmente a família, as crianças e os jovens, anulando os valores cristãos sobre os quais a nossa civilização foi construída, especialmente o casamento, a família e a educação cristã dos filhos.

O Senhor vem ao nosso encontro, sai a público para lembrar que “Ele nos fez e a Ele pertencemos; somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho” (Sl 99,3), e que Ele vem buscar cada ovelha tresmalhada que deixou o aprisco. Ele quer que olhemos para Ele que passa e tenhamos a certeza de que só Ele é a Vida, a Verdade e o Caminho, e que não nos deixemos nos iludir pelos falsos profetas tão abundantes em algumas mídias, universidades, livros e conversas. Eles querem substituir a fé e o Evangelho da salvação por ideologias humanas vazias e destruidoras.

Enfim, o Senhor vem nos dizer – de público – que só Ele pode nos dar o máximo que o nosso coração deseja. Então, vamos a Ele com o mesmo amor e devoção que Ele vem a nós. Vamos desagravar o Seu coração tão ofendido pelos pecados dos homens. Vamos, mais uma vez, enxugar as lágrimas do Seu rosto e o Sangue de Suas chagas.

Prof. Felipe Aquino
[email protected]

Oração para ser feita antes de dormir

No silêncio da noite, que convida à serenidade da alma,
venho diante de Ti, Senhor, com meu coração agitado.
Nem sempre é fácil amar quando há tanto desamor
em almas que errantes caminham semeando ódio,
e cultivando discórdias.

Eu, porém, sigo firme em Teu amor.
Santo ainda não sou, mas em Ti
busco santificar-me.

Ensina-me a cuidar das coisas da Terra
como se já vivesse no Céu.
Faz de minhas palavras o bálsamo que cura as feridas do coração
e alivia as dores da alma.

Sim, em Ti busco suportar as ofensas,
porque na cruz que carrego
contemplo a glória da vida,
que doa e se faz nova em cada gesto de amor.
Faz-me florir no jardim onde Tu me plantastes.
Amém.

 

Padre Flávio Sobreiro, Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG).

Papa pede que cristãos vivam em harmonia, não em tranquilidade

Terça-feira, 5 de abril de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa diferenciou uma vida harmônica de uma vida tranquila, resgatando o exemplo das primeiras comunidades cristãs

Como de costume, o Papa Francisco celebrou a Missa, na Casa Santa Marta, nesta terça-feira, 5. A homilia de hoje tratou da diferença entre os cristãos viverem em harmonia ou em tranquilidade.

Um só coração e uma só alma, nenhum pobre e bens distribuídos segundo as necessidades. Os sentimentos e o estilo de vida da primeira comunidade cristã podem ser resumidos em uma única palavra, segundo os Atos dos Apóstolos: harmonia.

Uma palavra sobre a qual é preciso um consenso, afirmou o Papa, no início da homilia, porque não se trata de uma concórdia qualquer, mas de um dom do céu para quem renasceu do Espírito Santo, como os primeiros cristãos.

“Nós podemos fazer acordos, uma certa paz… mas a harmonia é uma graça interior que somente o Espírito Santo pode promover. E essas comunidades viviam em harmonia, e os sinais da harmonia são dois: ninguém fica na necessidade, porque tudo era em comum. Em que sentido? Tinham um só coração, uma só alma e ninguém considerava o que lhe pertencia como propriedade, porque tudo era em comum. Ninguém deles era carente. A verdadeira ‘harmonia’ do Espírito Santo tem uma relação muito forte com o dinheiro: o dinheiro é inimigo da harmonia; o dinheiro é egoísta e, por isso, todos davam o que tinham para que não faltasse nada a ninguém”.

Harmonia não é tranquilidade

O Papa se concentrou sobre este aspecto e repetiu o exemplo virtuoso oferecido pelo trecho dos Atos dos Apóstolos, o de Barnabé, que vende sua terra e entrega o dinheiro aos apóstolos. No entanto, os versículos seguintes, não incluídos na leitura do dia, propõem outro episódio, oposto ao primeiro, que Francisco citou: o de Ananias e Safira, um casal que finge dar o arrecadado com venda de suas terras, mas, na realidade, retém uma parte do dinheiro.

Essa foi uma escolha que para eles terá um preço muito amargo: a morte. Deus e o dinheiro são dois patrões, “cujo serviço é irreconciliável”, repetiu Francisco, que logo depois esclareceu também o equívoco que pode surgir sobre o conceito de ‘harmonia’. Não se trata de ‘tranquilidade’, ressaltou.

“Uma comunidade pode ser muito tranquila, em que tudo vai bem, tudo funciona… Mas não está em harmonia. Uma vez, ouvi dizer de um bispo algo muito sábio: ‘Na diocese, há tranquilidade. Mas se você tocar um problema, ou este ou aquele outro problema, logo começa a guerra’. Esta seria uma harmonia negociada, e esta não é a do Espírito Santo. É uma harmonia – digamos – hipócrita, como aquela de Ananias e Safira com aquilo que fizeram”.

O Espírito e a coragem

Francisco concluiu convidando à releitura dos Atos dos Apóstolos sobre os primeiros cristãos e sua vida em comum. Segundo ele, isso é bom para entender como testemunhar a novidade em todos os ambientes em que se vive.

“A harmonia do Espírito Santo nos dá esta generosidade de não ter nada próprio enquanto há alguém necessitado. A harmonia do Espírito nos dá uma segunda postura: ‘Com grande força, os apóstolos davam testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus, e todos regozijavam de grande favor’, isto é, de coragem. Quando existe harmonia na Igreja, na comunidade, existe coragem, a coragem de testemunhar o Senhor Ressuscitado.”

“Caricaturas” do Estado de Graça

“A todos quantos agora sentem sede da verdade, dizemos-lhes: ide a Tomás de Aquino”
Papa Pio XI, Enc. Studiorum Ducem
http://doctorisangelici.blogspot.com/2008/07/caricaturas-do-estado-de-graa.html

Assim como temos várias caricaturas da verdadeira Igreja de Cristo, hoje em dia temos várias “caricaturas” da verdadeira condição para salvação de nossa alma. O Concílio de Trento (totalmente válido e infalível até hoje) definiu como condição indispensável para a salvação da alma, o crente estar em estado de graça. Muitos católicos perderam o valor ou não aprenderam o que realmente se dá com aquele que está em estado de graça: é aquele que tem a vida divina, que participa da natureza divina, habitado pela Santíssima Trindade, que é templo do Espírito Santo. O demônio, muito astuto, quer que não percebamos o valor do estado de graça e de sua conservação para a vida da alma, por isso coloca nos corações dos homens outras doutrinas diferentes e destruidoras, que tem por objetivo fazer as pessoas perderem a noção da conservação da vida da graça para a salvação da alma. A maior luta do demônio é para que percamos a noção do que é o estado de graça, bem como de sua necessidade. Pois aquele que perde esta noção fica mais vulnerável à sua ação tentadora, deixa de velar para que este estado seja conservado, deixa de evitar o pecado, pois pensa que Deus perdoa seus pecados apenas pelo fato de pedirmos isto a Ele em nossas súplicas. É claro, que se Ele assim o quisesse poderia nos perdoar desta forma, e de maneira extraordinária (fora do normal) pode até o fazer em alguns casos onde a pessoa esteja de boa fé. Mas se fosse esta a Sua vontade, não haveria necessidade de Jesus instituir o sacramento da Confissão, que é a forma ordinária (via normal) que Ele instituiu para este fim. Aquele que perde o sentido do estado de graça perde também o verdadeiro valor do sacramento da Confissão, que foi instituído por Cristo justamente para perdoar os pecados mortais cometidos após o batismo e com isto restaurar o perdido estado de graça. Pois, estar em estado de graça é estar isento de pecado mortal. Sendo assim o demônio inventa nos corações dos homens “caricaturas” ou “distorções” do estado de graça para nos enganar e fazer que sejamos condenados ao inferno. Podemos dizer que esta é a grande luta deste nosso tempo: lutar contra a “falsificação” do estado de graça. O mesmo podemos dizer da “oração em línguas”, que é em certo sentido uma “caricatura” ridícula e muito bem falsificada daquilo que São Paulo escreve na sua Carta aos Coríntios, onde ele explica o que é realmente o dom de línguas. Este tipo de caricatura, derivada daquela principal que destrói o estado de graça, colabora para que a principal seja promovida. Mas de que maneira? Suponhamos o exemplo de uma seita que destituída da sucessão Apostólica, e com isso dos Santos Sacramentos, bem como da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério. Com estas premissas já concluímos que ela já não possa existir. Mas considerando o que acontece na prática: a seita existe. Como fica destituída dos sacramentos, e com isso de sinais sensíveis que comunicam a graça invisível (insensível), necessita então de criar algo de sensível para “caricaturar” os sacramentos, e assim oferecer em suas reuniões heréticas. Apela então para o emocionalismo e sentimentalismo. Substituindo o estado de graça, que é algo de sobrenatural e por isso não experimentado (CIC 2005) pelos sentidos do homem, por algo natural como o emocionalismo, a seita introduz na consciência do crente que este sentiu a Deus, e se baseia neste sentimento para deduzir que Deus habita em sua alma (Sendo que na verdade não podemos sentir nossa própria alma). Concluindo então que na referida seita a presença de Deus na alma é baseada através dos sentimentos, deduzimos que a oração em línguas deve ser também algo de sensível para reforçar aquilo que concluem sobre a mesma presença de Deus. A oração em línguas então serve para confirmar aquela “presença sentimental” de Deus em suas almas. Daí dizerem que “oram em espírito”, ou seja, se estão orando em espírito, deduzem que é sinal de que o Espírito Santo está habitando neles. Sendo que na verdade qualquer pessoa, até mesmo um ateu, se exercitado para “orar em línguas” da maneira deles o conseguiria facilmente. Aquilo que chamam de “dom de línguas” não é nada mais que um som produzido pela vibração contínua das cordas vocais onde estas tremem e produzem o som. Não é um dom, é apenas aptidão, basta que a pessoa seja treinada para fazer este som que ela o produzirá sem menores dificuldades. Uma verdadeira “perda de tempo”, onde as pessoas, muitas vezes sem conhecimento e sem ajuda de ninguém, são enganadas e levadas a pensar que agindo através de um puro sentimentalismo, poderão receber os mesmos méritos que receberiam se orassem pedindo a Deus as graças necessárias à sua salvação. Mas é também verdade que Deus conhece a intenção do coração destas pessoas, e de acordo com aquilo que Ele vê nestes corações: pureza ou maldade – pode conceder até mais méritos do que para aqueles que oram corretamente, mas possuem “corações de pedra”. De qualquer forma, a verdade é que perdem tempo e deixam de pedir aquilo que serviria para a salvação da alma, ou seja, a graça santificante. Este é um meio que o demônio se utiliza para desviar os corações do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo confiado à sua Igreja. Voltando ao assunto principal, independentemente da intenção das pessoas, essa “caricatura” do “dom das línguas” faz com que seja promovida a falsificação do estado de graça e consequentemente de toda a doutrina da Igreja Católica. Que aqueles que são responsáveis pela difusão da verdade dentro da nossa Santa Igreja Católica possam perceber a importância do ensino correto das verdades da nossa fé. Peçamos a Virgem Imaculada, Maria Santíssima, que nos livre a todos e ao nosso povo deste ensinamento de todo contrário à verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Anunciar o Evangelho com humildade, pede Papa em homilia

Missa na Casa Santa Marta, sexta-feira, 7 de fevereiro  de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco destacou que não se pode tirar proveito da condição de cristãos, mas sim seguir caminho de humildade traçado por Cristo

Anunciar o Evangelho sem tirar proveito da condição de cristãos. Foi o que afirmou o Papa Francisco em Missa nesta sexta-feira, 7, na Casa Santa Marta. O Santo Padre desenvolveu sua homilia a partir do martírio de João Batista e destacou que, como ele, o verdadeiro discípulo de Cristo segue o caminho da humildade sem apropriar-se da profecia.

A trágica morte de João Batista é relatada no Evangelho do dia. Francisco recordou sua vida dedicada ao anúncio do Evangelho, seu empenho para a conversão de todos, sem apropriar-se de sua autoridade moral. João foi um homem de verdade, que imitou Cristo na humildade, rebaixando-se até a morte, disse Francisco.

Assim como Cristo, João teve uma morte humilhante, momentos de angústia no cárcere, experimentando a escuridão da alma. Mas Jesus respondeu a Ele, assim como o Pai respondeu a Jesus, confortando-o.

“Anunciador de Jesus Cristo, João não se apropria da profecia, ele é o ícone de um discípulo”, disse o Papa. A fonte deste comportamento de João Batista está no encontro de Maria e sua prima Isabel, quando João pulou de alegria no ventre de sua mãe. Francisco explicou que aquele encontro encheu de alegria o coração de João e o transformou em discípulo.

Segundo o Papa, fará bem aos homens de hoje questionar-se sobre seus discipulados: se é um anúncio de Jesus ou se aproveita-se da condição de cristãos como se fosse um privilégio.

“Seguimos no caminho de Jesus Cristo? O caminho da humilhação, da humildade, do rebaixamento para o serviço? E se nós chegamos à conclusão de que não estamos firmes nisto, perguntemo-nos: ‘Mas quando foi o meu encontro com Jesus Cristo, aquele encontro que me enche de alegria?’ E voltar ao encontro! Reencontrar o Senhor e seguir adiante por este caminho tão belo, no qual Ele deve crescer em nós e nós sermos diminuídos”.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda