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A nossa roupa de domingo

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Sempre me comoveu participar de Missas e celebrações em paróquias de pequenas cidades e vilarejos. É muito bonito ver como as pessoas têm especial cuidado com sua arrumação pessoal e com seu modo de se vestir para a Missa. O decoro e a elegância com que se apresentam, aquela “roupa de domingo“, que não é luxuosa, mas que se vê que foi cuidadosamente escolhida, refletem a piedade e sensibilidade da sua alma. Essa atitude me faz pensar que a aparência exterior é uma maneira de expressar o amor que temos dentro do coração.

A preparação para a Santa Missa é, antes de tudo, uma atitude interior: a disposição de oferecer a Deus tudo o que somos e temos, e de perdoar nossos irmãos antes de apresentarmos nossa oferta. No entanto, também a nossa atitude exterior é importante para um digno culto a Deus e se manifesta, entre outros aspectos, por meio da nossa postura e do nosso modo de vestir.

A vestimenta é uma forma de nos comunicar. Quando vamos visitar uma pessoa muito importante ou por quem temos um grande apreço, gastamos tempo para nos preparar, pois estar bem arrumados é uma forma de prestigiá-la. A ninguém ocorre pensar em ir a um casamento ou a uma festa com trajes esportivos. Na Missa, nosso anfitrião é o próprio Deus, o que faz dela o acontecimento mais importante da nossa semana.

Por isso, muito me entristece ver as pessoas chegando para a Missa direto do parque, do churrasco ou da praia, vestidas como se a celebração eucarística fosse apenas uma parte a mais de sua rotina de domingo, um compromisso pouco importante. A Missa torna presente o mesmo sacrifício da Cruz e cada um de nós está ali como a Virgem Maria, o Apóstolo João ou as Santas Mulheres, acompanhando Jesus no Calvário.

No Evangelho de São Marcos (Mc 14, 3-9), lemos que Jesus não censurou a mulher por derramar sobre seus pés um perfume de grande preço. Pelo contrário, demonstrou gratidão pelo gesto de amor que teve para com Ele. Imagino como alegra o coração de Deus quando damos generosamente a Ele o que temos de melhor, não o que nos sobra. Por isso, fazer da Missa o centro do nosso domingo, preparando a nossa alma e o nosso corpo adequadamente para esse momento tão sublime, é a melhor forma de demonstrar nosso amor a Deus.

Mesmo sendo profissional da área, não pretendo dar exemplos concretos, pois não se trata de um editorial de moda. Cada um, a seu modo e sem perder seu estilo pessoal, pode pensar como se apresentar de maneira mais especial para a Missa. Como cristã, gostaria apenas de propor uma reflexão: como podemos demonstrar externamente mais reverência a Jesus Eucarístico, retribuindo-Lhe o Amor com que se entrega a cada um de nós todos os domingos na Santa Missa?

Hino ao Espírito Santo, de Edith Stein

Num clima místico, poucos meses antes da sua deportação para Auschwitz, nasce uma das mais belas orações de Edith Stein, Santa Benedita da Cruz. Um hino ao Espírito Santo. Foi o seu «último pentecostes»

I
Quem és tu, Doce luz que me preenche e
ilumina a obscuridade do meu coração?
Conduzes-me como a mão de uma mãe
E se me soltasses, não saberia nem dar mais um passo.
És o espaço que envolve todo meu ser e o encerra em si.
Se Fosse abandonado por ti cairia no abismo do nada, de onde tu o elevas ao Ser.
Tu, mais próximo de mim que eu mesmo e mais íntimo que minha intimidade,
E, sem dúvida, permaneces inalcançável e incompreensível,
E que faz brotar todo nome:
Espírito Santo — Amor eterno!

II
Não és Tu O doce maná que do coração do Filho flui para o meu,
alimento dos anjos e dos bem aventurados?
Aquele que da morte à vida se elevou,
Também a mim despertou a uma nova vida
Do sono da morte. E nova vida me doa
Dia após dia. E um dia me cumulará de plenitude.
Vida de minha Vida.
Sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, – Vida Eterna!

III
Tu és o raio que cai do Trono do Juiz eterno e irrompe na noite da alma,
que nunca se conheceu a si mesma?
Misericordioso e impassível penetras nas profundezas escondidas.
Se ela se assusta ao ver-se a si mesma,
Concedes lugar ao santo temor, princípio de toda sabedoria que vem do alto,
e no alto com firmeza nos unes à tua obra, que nos faz novos,
Espírito Santo — Raio penetrante!

IV
Tu és a plenitude do Espírito e da força com a qual o Cordeiro
rompe o selo do segredo eterno de Deus?
Impulsionados por ti os mensageiros do Juiz cavalgam pelo mundo e
com espada afiada separam o reino da luz do reino da noite.
Então surgirá um novo céu
E uma nova terra, e tudo retorna ao seu justo lugar graças a teu alento:
Espírito Santo — Força triunfante!

V
Tu és o mestre construtor da catedral eterna que se eleva da terra aos céus?
Por ti vivificadas as colunas se elevam
Para o alto e permanecem imóveis e firmes.
Marcadas com o nome eterno de Deus se elevam para a luz sustentando a cúpula,
que cobre, qual coroa, a santa catedral, tua obra transformadora do mundo,
Espírito Santo — Mão criadora!

VI
Tu és quem criou o claro espelho,
Próximo ao trono do Altíssimo, como um mar de cristal aonde a divindade se contempla amando?
Tu te inclinas sobre a obra mais bela da criação, e resplandecente te ilumina com teu mesmo esplendor.
E a pura beleza de todos os seres,
Unida à amorosa figura da Virgem, tua esposa sem mancha:
Espírito Santo — Criador do Universo!

VII
Tu és o doce canto do amor e do santo recato,
que eternamente ressoa diante do trono da Trindade,
e desposa consigo os sons puros de todos os seres?
A harmonia que une os membros com a Cabeça,
onde cada um encontra feliz o sentido secreto de seu ser,
e jubilante irradia, livremente desprendido em teu fluir:
Espírito Santo — Júbilo eterno!

Santa Benedita da Cruz
In Pátio dos Gentios © SNPC | 29.05.12

FONTE:  http://www.snpcultura.org/hino_ao_Espirito_Santo_edith_stein.html (Site de Portugal).

 

10 Ensinamentos de Santa Edith Stein

“Judia, filósofa, religiosa, mártir — como foi afirmado por João Paulo II no dia da Beatificação, a 1 de Maio de 1987, em Colônia — a Beata Edith Stein [agora, santa] representa a síntese dramática das feridas do nosso século. E, ao mesmo tempo, proclama a esperança de que é a cruz de Jesus Salvador que ilumina a história”.

Conheça algum dos ensinamentos deixados por ela:

1. “Quanto mais alguém está imerso em Deus tanto mais deve sair de si, isto é, ir para o mundo a fim de levar a este a vida divina”.

2. “A Igreja é inabalável justamente porque une a absoluta defesa da verdade eterna a uma inigualável elasticidade em adaptar-se às situações e exigências de cada tempo”.

3. “O lugar de cada um de nós depende unicamente da nossa vocação. A vocação não se encontra simplesmente depois de ter refletido e examinado os vários caminhos: é uma resposta que se obtém com a oração”.

4. “Debaixo da cruz, compreendi a sorte do povo de Deus…”.

5. “Quanto mais escuridão se faz ao nosso redor, mais devemos abrir o coração à luz que vem do alto”.

6. “Uma coisa é certa, que vivamos no momento e no lugar presentes para alcançar a nossa salvação e a daqueles que nos foram confiados”.

7. “Há circunstâncias em que nos entendemos mais facilmente sem palavras”.

8. “O que conhecemos de nós mesmos não é senão superfície. A profundidade permanece-nos em grande parte oculta. Só Deus a conhece”.

9. “O que vale a pena possuir, vale a pena esperar”.

10. “Responder o chamado de Deus é sempre uma aventura, mas vale a pena correr o risco”.

Amar é construir alguém querido

O amor, quando autêntico, é capaz de superar tudo

Normalmente, é no próprio círculo de amizades e nos ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você precisa procurar alguém nos lugares onde as pessoas vivem os mesmos valores que são importantes para você. Se você é cristão, então, procure uma pessoa entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc.

O namoro começa com uma amizade, a qual pode ser um “pré-namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça de que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê – o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu bom coração, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes etc. – são coisas que não passam, o tempo não pode destruí-las.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo nem na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Ao escolher o namorado, não se prenda apenas à aparência física, mas desça até as profundezas da alma dele e busque lá os seus valores. Há uma velha música, dos meus tempos de garoto, que dizia assim: “Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora; por isso já não sei o que será de mim agora”.

Será que você não “mandou embora” quem, de fato, o amava e poderia tê-lo feito feliz? Lembre-se: paixão não é amor. Se você encontrou uma pessoa que satisfaça os valores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. Você terá de aprender a ceder em alguns pontos, repito, não essenciais.

Há um ditado que diz: “Quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiperexigente”, poderá ficar só. Muitas vezes, aquele que escolhe muito acaba sendo o último contemplado. Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo ou por meio de outras chantagens. Namoro não é momento de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez, o Governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóveis e usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!”. Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança: “Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”.

Ao escolher com quem namorar, não deixe de lado alguns aspectos como idade, nível social e cultural, situação financeira, religião etc.

Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher. O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isso será uma pedrinha a mais no sapato dos dois.

A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para relacionar-se com uma moça sem estudos. Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos. Na hora de escolher alguém, você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.

Há coisas que são mutáveis, mas outras não o são.Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural – e isso é muito bonito –, mas será difícil fazê-la mudar de religião se ela for convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro existe para que você perceba essas coisas e jamais reclame que se casou enganado. Isso ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame, amanhã, de ter se casado mal ou com quem não deveria; a escolha será sua.

Sobretudo, lembre-se de que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar, mesmo porque “amar é construir alguém querido, não querer alguém já construído.”

Texto extraído do Livro – Namoro
Felipe Aquino
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O medo nos enfraquece

Sexta-feira, 15 de maio de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Homilia do Papa, nesta manhã, concentrou-se nas palavras “medo” e “alegria” para explicar que uma comunidade medrosa e triste está doente

“Medo e alegria” são as duas palavras da liturgia desta sexta-feira, 15. Elas foram o centro da homilia do Papa Francisco na Missa presidida na Casa Santa Marta.

“O medo  é uma atitude que nos faz mal,  enfraquece-nos, limita-nos e até nos paralisa. Quem tem medo não faz nada, não sabe o que fazer; concentra-se em si mesmo para que não lhe aconteça nada de mal. O medo leva a um ‘egocentrismo egoísta’, que paralisa. O cristão medroso é aquele que não entendeu a mensagem de Jesus”.

Por isso mesmo, o Papa recordou que Jesus disse a Paulo que ele não deveria temer, mas continuar a falar. “O medo não é cristão; é um comportamento de quem tem a alma aprisionada, presa, sem liberdade de olhar para frente, de criar e fazer o bem. E diz sempre: ‘Não, aqui há este perigo, aqui outro… e assim por diante. E isso é um vício. O medo faz mal”.

O Santo Padre destacou que não ter medo é pedir a graça da coragem do Espírito Santo. Ele lembrou que há comunidades medrosas, que apostam sempre em algo certeiro, como se na porta de entrada estivesse escrito “proibido”: tudo é proibido por medo. Quando se entra em uma comunidade assim, sente-se o marasmo, disse o Papa, porque se trata de uma comunidade doente.

“O medo deve ser distinguido do ‘temor de Deus’, que é santo, é o temor da adoração diante do Senhor. O temor de Deus é uma virtude, não é limitativo, não enfraquece, não paralisa: faz ir adiante para cumprir a missão dada pelo Senhor”.

A alegria

A outra palavra da liturgia é ‘alegria’. O Papa explicou que, nos momentos mais tristes e de dor, a alegria se torna paz. Ao contrário, uma diversão no momento da dor se torna sombrio, escurece.

“Um cristão sem alegria não é cristão; um cristão que continuamente vive na tristeza também não o é. E um cristão que, no momento da provação, das doenças ou das dificuldades, perde a paz… é porque lhe falta algo”.

O Papa lembrou ainda que a alegria cristã não é um simples divertimento nem algo passageiro, mas é um dom do Espírito Santo. Trata-se de ter o coração sempre alegre, porque Jesus venceu, está à direita do Pai.

“Uma comunidade sem alegria também é uma comunidade doente: pode até ser uma comunidade ‘divertida’, mas é ‘doente de mundanidade’, porque não tem a alegria de Jesus Cristo. Assim, quando a Igreja é medrosa e não recebe a alegria do Espírito Santo, ela adoece, as comunidades e os fiéis adoecem”.

O Papa concluiu a homilia com uma prece: “Elevai-nos, Senhor, ao Cristo, sentado à direita do Pai; elevai o nosso espírito. Despojai-nos de todo medo e dai-nos a alegria e a paz”.

Santo Evangelho (Mc 12, 28b-34)

3ª Semana da Quaresma – Sexta-feira 09/03/2018

Primeira Leitura (Os 14,2-10)
Leitura da Profecia de Oseias.

Assim fala o Senhor Deus: 2“Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia”. 5Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 80,6-17)

— Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!
— Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Eis que ouço uma voz que não conheço: “Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. Na angústia a mim clamaste, e te salvei.

— De uma nuvem trovejante te falei, e junto às águas de Meriba te provei. Ouve, meu povo, porque vou te advertir! Israel, ah! se quisesses me escutar.

— Em teu meio não exista um deus estranho, nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei.

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos. Eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com mel que sai da rocha o fartaria”.

 

Evangelho (Mc 12,28b-34)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28bum escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Francisca Romana

Santa Francisca Romana se sobressaiu pelas graças extraordinárias, fazendo milagres

Santa Francisca Romana nasceu em Roma, no ano de 1384. Seu pai, Paulo Busa di Leoni pertencia a nobreza romana. Desde sua infância sentiu-se atraída pela pureza e obrigou-se por voto a ser religiosa. Mas, teve de condescender com os desejos do pai, que a deu em matrimônio aos 12 anos ao jovem aristocrata Lourenço de Ponziani. Teve com ele três filhos: Inês, João Evangelista e João Baptista.

A história de Santa Francisca confunde-se com a da Cidade Eterna naquela época. Roma estava dividida em dois bandos que se guerreavam, os Orsíni, que lutavam em favor do Papa, e os Colonnas, que apoiavam Ladislau de Nápoles.

Lourenço ficou gravemente ferido e, perdida a batalha, Ladislau entrou vitorioso em Roma e levou como refém os filhos das famílias mais distintas. Santa Francisca viu-se obrigada a entregar seu filho João Baptista.

Apesar de o marido estar ferido, o filho cativo e o palácio saqueado, Francisca não perdeu a paz de alma, a resignação e o fervor, que a levavam a fazer o bem a todos. Tudo o que caía em suas mãos era em favor dos pobres e doentes.

A sua volta reuniram-se depois outras senhoras, desejosas de imitar seus impulsos generosos. Ela dirigia-as espiritualmente, apartando-as das vaidades do mundo e ensinando-lhes o caminho evangélico da caridade e sacrifício. Assim nasceu a confraria de Oblatas Beneditinas.

Em 1436 seu esposo faleceu, Francisca retirou-se para a casa das suas Oblatas, que a nomearam Superiora Geral, cargo que desempenhou até a morte.

A vida de Santa Francisca se sobressaiu pelas graças extraordinárias, como o poder de fazer milagres e de penetrar nos segredos do outro mundo. Via seu anjo da guarda. Viu o inferno com o seu fogo e os suplícios horríveis, e o purgatório com o seu fogo.

Levada pela mão de Deus penetrou no paraíso no ano de 1440. Em 1608, o Cardeal São Roberto Belarmino junto ao seu voto favorável a declaração de que esta Santa – tendo vivido primeiro em virgindade e depois uma série de anos em casto matrimônio, tendo suportado os incômodos da viúvez e tendo seguido finalmente a vida de perfeição no claustro – merecia tanto mais as honras dos altares, quanto mais podia ser apresentada como modelo de virtude a todos. Francisca foi canonizada no dia 29 de maio de 1608.

Santa Francisca Romana, rogai por nós!

Orações a São Rafael pelos doentes

Anjo da cura

São Rafael, Medicina de Deus

A missão de São Rafael Arcanjo

Oração

Ficai conosco, ó arcanjo Rafael, chamado Medicina de Deus! Afastai para longe de nós as doenças do corpo, da alma e do espírito e trazei-nos a saúde e toda plenitude de vida prometida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Ladainha de São Rafael

Senhor, tenha piedade de nós
Cristo, tenha piedade de nós
Cristo, graciosamente nos escutai,
Deus Pai, tende piedade de nós,
Senhor, tenha piedade de nós,
Deus Filho, redentor do mundo,
Tenha piedade de nós,
Deus Espirito Santo,
Tenha piedade de nós,
Santa Trindade e Um só Deus,
Tenha piedade de nós
Santa Maria, rainha dos anjos ,rogai por nós.
São Rafael, rogai por nós
São Rafael, cheio da misericórdia de Deus, rogai por nós
São Rafael, perfeito adorador do Divino Mestre, rogai por nós
São Rafael, terror dos demônios, rogai por nós
São Rafael, exterminador dos vícios, rogai por nós
São Rafael, saúde dos doentes, rogai por nós
São Rafael, refugio em nossas necessidades, rogai por nós
São Rafael, consolador dos prisioneiros, rogai por nós
São Rafael, alegria dos tristes, rogai por nós
São Rafael, cheio de zelo para a salvação de nossas almas, rogai por nós
São Rafael, cujo nome significa, cura, rogai por nós
São Rafael, amante da castidade, rogai por nós
São Rafael, acoite dos demônios, rogai por nós
São Rafael, nosso protetor na peste, na fome, na guerra, rogai por nós
São Rafael, anjo da paz e da prosperidade, rogai por nós
São Rafael, repleto da graça da cura, rogai por nós
São Rafael, guia seguro no caminho da virtude e santificação, rogai por nós
São Rafael, socorro de todos que imploram a sua ajuda, rogai por nós
São Rafael, que guiou e consolou Tobias em sua jornada, rogai por nós
São Rafael, aquele que as Escrituras saúdam, como “Rafael o santo anjo do Senhor foi enviado para curar”, rogai por nós
São Rafael, nosso advogado, nos salve,
Cordeiro de Deus que tirastes os pecados do mundo,
Tenha piedade de nós,
Cristo, escutai nossas preces
Tenha misericórdia de nós.
São Rafael, rogai por nós a Nosso Senhor Jesus Cristo,
Agora e na hora de nossa morte. Amém!

Aprenda com as virtudes de um Papa santo

São João Paulo II vivia mergulhado na oração

O instinto do povo não se enganava quando, desde o início do pontificado de João Paulo II, via no Papa Wojtyla um homem de Deus. A fé notava-se-lhe no calor sereno e viril da voz, no olhar profundo, afetuoso e calmo, na paz com que abraçava o seu serviço sacrificado e incansável e com que aceitava as adversidades, doenças e dores como vindas da mão de Deus.

A fé, uma fé segura, sólida e feliz, pode-se dizer que lhe saía por todos os poros do corpo e da alma. Acreditava mesmo em Deus, acreditava mesmo em Jesus Cristo, único Salvador do mundo; acreditava plenamente no chamado de todos à salvação que está em Cristo Jesus; acreditava, com confiança de filho, na intercessão da santíssima Virgem Maria, em cujos braços maternos se abandonara muito cedo, declarando-se Totus tuus! – Todo teu!

Diz-se, com toda a razão, que a oração é o espelho da fé. É pela oração que a alma se une a Deus, em plena intimidade; é pela oração amorosamente contemplativa que os traços de Cristo se imprimem na alma; é pela oração que os olhos vêem o mundo, a história, os homens – cada homem – com a própria visão de Deus; e é pela oração que se pode chegar a dizer, como São Paulo: Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gál 2, 20).

Pois bem, João Paulo II vivia literalmente mergulhado na oração. E isso, mesmo para os que o ignoravam, se notava de uma forma indisfarçável. Desde o início do seu pontificado – continuando, aliás, com seus antigos hábitos de padre e de bispo – , levantava-se às 5:30 horas e, depois de se arrumar, ia imediatamente à capela para fazer mais de uma hora de oração íntima, ajoelhado diante do sacrário, perante um crucifixo e uma imagem da Virgem Negra de Czestokowa.

No seu penúltimo livro, Levantai-vos! Vamos!, o próprio Papa fala da alegria de ter a capela tão perto das dependências onde trabalhava: “A capela fica tão próxima para que na vida do bispo tudo – a pregação, as decisões, a pastoral – tenha início aos pés de Cristo, escondido no Santíssimo Sacramento […]. Estou convencido de que a capela é um lugar de onde provém uma inspiração particular. É um privilégio enorme poder habitar e trabalhar no espaço dessa Presença, uma Presença que atrai, como um potente ímã”. “Todas as grandes decisões – comentava um dos seus ajudantes – tomava-as de joelhos em frente ao santíssimo Sacramento”.

A capela era, realmente, o ímã constante, irresistível, do dia-a-dia de João Paulo II. Nela, além da oração matutina e da celebração da Santa Missa, rezava todos os dias a Liturgia das Horas. Na capela, muitas vezes, das 9:30 às 11:00 horas, dedicava-se a escrever, anotando sempre no cabeçalho de cada folha uma oração abreviada, uma jaculatória.

Na capela, guardava o que ele chamava a “geografia da sua oração”, pois, no interior da parte de cima do genuflexório, as freiras que cuidavam da casa pontifícia deixavam centenas de folhas datilografadas, com pedidos de oração pessoal enviados por carta ao Papa por fiéis de todo o mundo, intenções pelas quais fazia questão de rezar. Conta-se que um dos seus secretários, o Pe. John Magee, procurou certa data o Papa nos seus aposentos e não o encontrou. Foi-lhe indicado que o procurasse na capela, mas não o viu. Sugeriram-lhe, então, que olhasse melhor, e lá descobriu efetivamente o Papa, prostrado no chão, em adoração, diante do Sacrário.

Esse clima de oração estendia-se, como uma onda cálida, a todas as atividades do dia. João Paulo II rezava constantemente: entre as diversas reuniões, a caminho das audiências, no carro, num helicóptero… Num terraço do Palácio Apostólico, onde mandara colocar as catorze estações da Via Sacra, praticava essa devoção todas as sextas-feiras do ano e, na Quaresma, todos os dias. Rezava o terço em diversos momentos da jornada, até completar o Rosário.

Um detalhe simpático: só dedicava ao descanso, após o almoço, uns dez minutos; depois dos quais, enquanto outros repousavam, passeava pelos jardins do Vaticano rezando o terço.

Padre Francisco Faus
http://www.padrefaus.org/

Curando as feridas

Cicatrizando saudades

Uma ferida aberta leva tempo para cicatrizar. Aberta muitas vezes pelo descuido dos atos, ela precisa do tempo sagrado para que a cura aconteça. Embora o tempo cure as marcas da cicatriz, ela continua a nos mostrar algo que foi ferido nos tempos de outrora. A dor não mais sentida é a certeza de que o passado já não mais pertence ao presente. Fica somente a marca de uma parte da história que muitas vezes foi convertida em aprendizado.

Há despedidas que se tornam feridas abertas na alma. A dor da saudade de quem se foi cria fendas sem fim em muitos corações que ainda esperam o regresso de um adeus que não mais tem volta.  O tempo da saudade se eterniza em cicatrizes que nem mesmo o tempo consegue apagar. Quem fica sempre espera a regresso de um abraço que nunca foi permitido ou o sorriso que não mais poderá ser contemplado.

As estações da vida surgem em tardes de outono e se escondem em noites de lágrimas. Há noites que não se veem estrelas porque a luz das esperanças foi apagada das estrelas da Fé. Saudade não reconciliada é dor sem nome, é silêncio banhado por um oceano de lágrimas, é uma manhã sem sol em dias quase sempre nublados. Quem nunca se despediu de quem um dia partiu, jamais deixará a estação da dor ir embora de sua alma.

Na saudade de quem fica apenas a certeza de muitas esperas. Dias longos e segundos sem fim. Foi assim que muitos deixaram a sua alegria ir nas bagagens de quem se foi. Se o coração não se reconcilia com a despedida dos outonos do presente, o futuro sempre será uma triste espera nos bancos de velhos tempos de carências não cicatrizadas.

Saudade dolorida é ferida aberta  aberta no tempo não reconciliado consigo mesmo. O medo de dizer adeus nos prende sempre em um passado que não mais existe, mas mesmo assim se faz presente em futuros sombrios.

O remédio que cura a ferida da saudade é a reconciliação com a própria dor que ainda grita no coração de quem ainda não aceitou o peso das despedidas da vida. Na saudade cicatrizada fica apenas a certeza de quem um dia a vida será plena junto de Deus. No Altar da Vida Jesus pediu que a samaritana se despedisse de um passado de incertezas, e que no Seu amor acolhesse a certeza de novos tempos. Diante da despedida e do amor que agora seria a água que saciaria todas as suas sedes, ela abandonou o cântaro velhos outonos para viver as estações de uma nova primavera junto a Fonte de uma nova vida.

No amor de Cristo reconciliamos nossas esperanças com as saudades que foram embora em bagagens que não mais nos pertencem. Se a dor se faz presente, a ternura de Deus é o remédio para a cura de nossas carências que ainda insistem em germinar no solo de nossas fragilidades humanas. Jesus Cristo abraça todas as nossas carências e faz das tristes saudades de uma tarde sem fim uma manhã de novos reencontros com a vida. Somos chamados a todo instante a curar nosso coração em seu Amor. Todas as nossas tristes saudades que ainda não nos disseram adeus, são curadas e cicatrizadas no bálsamo da paz que nasce das fontes do amor de Deus.

Padre Flávio Sobreiro
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG. http://www.flaviosobreiro.com

Igreja é fiel se seu único tesouro é Jesus

Segunda-feira, 23 de novembro de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Papa falou sobre a “viuvez” da Igreja, que é fiel quando sabe esperar por seu esposo Jesus

A Igreja é fiel se o seu único tesouro e interesse é Jesus, mas é “morna” e medíocre se procura sua segurança nas coisas do mundo. Essa foi a reflexão central do Papa Francisco em Missa nesta segunda-feira, 23, na Casa Santa Marta.

No Evangelho, o relato da pobreza da viúva que depositou no tesouro do templo duas pequenas moedas enquanto os ricos ostentavam suas grandes ofertas. Para Jesus, foi a maior oferta de todas, pois ela deu o que tinha para viver, não o que estava sobrando.

Francisco explicou que essa viúva tinha a sua esperança somente no Senhor; ele acrescentou que gosta de ver nas viúvas retratadas no Evangelho a imagem da viuvez da Igreja que espera o retorno de Jesus.

“A Igreja é a esposa de Jesus, mas o seu Senhor foi embora e o seu único tesouro é o seu Senhor. A Igreja, quando é fiel, deixa tudo por causa da espera de seu Senhor. Quando a Igreja não é fiel ou não é muito fiel ou não tem muita fé no amor de seu Senhor procura se arranjar com outras coisas, com outras seguranças, mais do mundo que de Deus”, disse.

Segundo o Papa, as viúvas do Evangelho dão uma mensagem bonita de Jesus sobre a Igreja. Ele deu exemplos retomando algumas passagens bíblicas:

“Tem aquela sozinha, única, que saia de Nain, com o caixão de seu filho: chorava, sozinha. Sim, as pessoas tão boas, a acompanhavam, mas o seu coração estava só! A Igreja viúva que chora quando os seus filhos morrem à vida de Jesus. Tem aquela outra que, para defender os seus filhos, vai até o juiz iníquo: torna sua vida impossível, batendo à sua porta todos os dias, dizendo ‘faça-me justiça!’. No final, faz justiça. É a Igreja viúva que reza, intercede por seus filhos. Mas o coração da Igreja está sempre com seu Esposo, com Jesus. Está nas alturas. E também nossa alma – de acordo com os pais do deserto – se parece tanto à Igreja. E quando nossa alma, a nossa vida, está mais próxima de Jesus, se afasta de tantas coisas mundanas, coisas que não servem, que não ajudam e que afastam de Jesus. Assim é a nossa Igreja que procura o seu Esposo, espera o seu Esposo, espera aquele encontro, que chora por seus filhos, luta por seus filhos, dá tudo aquilo que tem porque seu único interesse é o seu Esposo”.

A ‘viuvez’ da Igreja, esclareceu o Papa, refere-se ao fato de que a Igreja está esperando Jesus: “pode ser uma Igreja fiel a esta espera, aguardando com confiança o retorno do marido, ou uma Igreja não fiel a esta ‘viuvez’, procurando seguranças em outras realidades: a Igreja morna, a Igreja medíocre, a Igreja mundana. Francisco convidou os fiéis a pensarem também se suas almas procuram segurança somente no Senhor ou procuram outras seguranças que o Senhor não gosta.

“Nestes últimos dias do Ano Litúrgico, fará bem nos perguntarmos sobre a nossa alma: se é como esta Igreja que Jesus quer, se a nossa alma volta-se ao seu esposo e diz: ‘Vinde, Senhor Jesus! Vinde!’. E que deixamos de lado todas as coisas que não servem, que não são de ajuda à fidelidade”.

Motivações para um Ano Novo

Um ano novo traz novas esperanças. É um momento de reflexão, de olhar para o ano que passou e fazer uma avaliação sobre o que fizemos de bom…

Há um provérbio que diz que “um homem motivado vai a Lua, sem motivação não atravessa a rua!”.

Um ano novo traz novas esperanças. É um momento de reflexão, de olhar para o ano que passou e fazer uma avaliação sobre o que fizemos de bom, e manter para o novo ano; e o que fizemos de mal e que deve ser deixado ou corrigido. Agradecer as graças que recebemos de Deus e pedir perdão por nossos erros. Continuar a caminhada em busca da perfeição querida por Deus.

Precisamos ter metas pessoais para o novo ano, sem isso nada se realiza de bom. O objetivo geral deve ser amadurecer e crescer na fé, na espiritualidade, no amor às pessoas, no desapego das coisas transitórias; enfim, fazer a alma crescer. São Paulo nos lembra que “não importa que o corpo vá desfalecendo, desde que o espírito se renove…” E ele nos lembra ainda que “a nossa tribulação presente, momentânea e ligeira, nos prepara um peso eterno de glória sem medidas” (2 Cor 4,16).

Para isso, manter a luta constante contra os pecados, aproveitar melhor o tempo que Deus nos dá; melhorar a qualidade da oração e da meditação diária, receber bem os sacramentos, exercitar a paciência e não ficar murmurando nas contrariedades, viver na fé, confiando em Deus.  Não se deixar vencer pelo mau humor.

A escolha das metas, não muitas, deve ser feita em cima do exame do que não fizemos bem no ano que findou. O que eu preciso mudar? Ser bem objetivo e prático. Em seguida, perseguir essas metas com perseverança, pedindo a Deus a graça de cumpri-las, com calma e alegria, sabendo recomeçar se falhar, mas não desanimar e nem desistir. Santa Teresa de Jesus aconselhava: “Importa muito, em tudo, uma grande e muito determinada força de não parar até chegar à meta, venha o que vier, suceda o que suceder, custe o que custar, murmure quem murmurar”.

Alguém disse que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Se as nossas metas forem “pequenas”, o Ano será pequeno. Não podemos ter apenas como metas objetivos temporários: ganhar dinheiro, comprar um carro,  trocar os móveis, emagrecer, viajar mais, comer melhor, e assim por diante. Essas aspirações, se não forem tomadas como um fim, mas como um meio, não são erradas, mas insuficientes para satisfazer a nossa alma; pois ela tem sede do Infinito.

Deus tem planos para nós! E Ele mostra-nos a sua vontade em nossa vida diária, em cada acontecimento que nos envolve. Por meio deles, Deus nos corrige, purifica, ainda que muitas vezes sejam carregados de dor e de lágrimas. Isto não quer dizer que não somos felizes; ao contrário.

Jesus ensina como o cristão deve viver cada dia do ano: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33). Isto quer dizer, “Deus em primeiro lugar” no Ano Novo. “Amar a Deus sobre todas as coisas” é o Mandamento mais importante.

Então, é preciso “fazer a vontade de Deus” e aceitar o que Deus permite que ocorra em nossa vida neste Ano, sabendo viver cada acontecimento na fé. São Paulo diz que “o justo vive pela fé” (Rom 1,17), e “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6).

Não se preocupe com o futuro, viva bem o presente, na comunhão permanente com Deus que habita em nossa alma. Não somos  dignos disso, mas Ele o quer assim. Tralhando com honestidade e competência, hoje, você prepara o seu futuro  e da sua família, sem estresse.

Uma orientação segura é esta que São Paulo nos deixou:

“Tudo o que fizerdes, fazei de bom coração, não para os homens, mas para o Senhor, certos de que recebereis a recompensa das mãos do Senhor. Servi a Cristo Senhor!” (Col 3,23)

Faça tudo para o Senhor: a casa que você limpa, a roupa que você lava, o bebê que você alimenta, o marido que você consola, o doente que você opera… E terás um Ano Novo Feliz!

É isso que nós desejamos, neste Ano Novo da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Ano é Dele, pois Ele é o Senhor da História. Não tenha medo, Ele, ressuscitado caminhará conosco cada dia.

Prof. Felipe Aquino

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