Tag: alegria

Milagre do Casamento

Por Pe. Inácio José Schuster

A Bíblia narra um milagre extraordinário, operado por Jesus Cristo, nosso Senhor. É o relato de como um casamento foi tocado pelo poder de Deus, e de como o seu casamento poderá ser tocado também!

Observemos o relato bíblico: ‘Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus; e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento. E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três medidas. Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram. Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele’ (Jo 2, 1-11).

Este foi o primeiro milagre que Jesus realizou, e não é em vão que tenha acontecido justamente num casamento! As Escrituras dão testemunho através disto, mostrando-nos que antes de Jesus realizar qualquer outro milagre de cura, libertação, etc. está interessado em agir nos casamentos. A família tem prioridade no plano de Deus, pois Ele não a criou para o fracasso, e sim para ser bem sucedida. Percebemos também que o milagre ocorrido deu-se em torno de haver ou não VINHO, que na Bíblia é uma figura de alegria (Sl 104, 15).

Nos casamentos, o que vemos e ouvimos é que o vinho sempre acaba. Pessoas que viviam embriagadas de amor pelo cônjuge, assistem perplexos seus sentimentos desaparecerem. O matrimônio, de maneira geral está falido, pois o vinho sempre acaba. Mas quando Jesus está presente aí é que se estabelece a diferença! Milagres acontecem e ele traz vinho novo aonde já não mais existia. Mas perceba que o milagre aconteceu porque Jesus estava lá. Ele e seus discípulos foram convidados para simplesmente estarem nas bodas; não receberam um chamado de última hora só porque os noivos precisavam de um milagre. Ele havia sido chamado para estar junto… E porque estava presente, operou o milagre!

De maneira semelhante, se você quer um casamento que dure, que sobreviva à falta do vinho (alegria), convide o Senhor Jesus para estar presente. Não espere a crise chegar, cultive sempre a presença dele por meio de oração e leitura da Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. E não apenas leia, mas pratique a Palavra, pois o milagre acontece aonde há obediência; foi dito aos serventes que fizessem tudo o que Jesus mandasse, e porque fizeram sem questionar se era racional ou não, receberam o milagre.

Podemos observar ainda algumas figuras neste texto:
– O NÚMERO 6 – Havia seis talhas. Na Bíblia, este número sempre fala de algo que é humano. É chamado número de homem (Ap 13, 18). Portanto, percebemos que o milagre não depende só de Deus, mas há uma participação e um fator humano ligado a este milagre no casamento.
– AS TALHAS – O significado espiritual destas talhas está apontando para a parte que nos toca no que tange a receber o milagre de Deus. O seis fala do homem, e aqui entendemos nossa participação no milagre. As talhas eram o recipiente para o vinho que o Senhor Jesus transformaria. Normalmente eram pedras talhadas, cavadas. Isto sugere o quão duro somos no que tange aos relacionamentos e o quanto precisamos ser trabalhados por Deus em nossa forma de ser e agir no matrimônio. Quanto mais cavados nos deixamos ser pelo agir de Deus, maior será nosso potencial para receber o vinho. Uma pedra pouco cavada, comporta pouco vinho, mas uma pedra bem trabalhada comporta mais vinho!
– A ÁGUA – Era a matéria prima necessária para que o milagre pudesse acontecer. Não havia água nas talhas, Jesus foi quem mandou enchê-las. A água simboliza a Palavra e também o Espírito Santo. Nos lares onde o vinho chega a acabar, e todo o prazer do relacionamento desaparece, temos percebido que além dos erros cometidos na esfera natural, havia também falta de água; não havia o cultivo diário da presença de Deus por sua Palavra (lida e praticada) e a presença viva de seu Espírito. Creio ser esta a chave do milagre.

É importante se deixar ser trabalhado (o que é diferente de ser manipulado pelo cônjuge) na forma de se relacionar, mas se estas talhas não forem cheias da presença de Deus o vinho não aparecerá! Vale também ressaltar que quanto mais água aqueles servos colocassem nas talhas, mais vinho haveria; ou seja, o milagre de Deus em nosso casamento esta diretamente relacionado com o investimento que fazemos em cultivar Sua presença.

Finalizando, quero chamar sua atenção para a qualidade do milagre. Jesus deu o que havia de melhor em matéria de vinho, a ponto de o mestre-sala se impressionar e comentar que normalmente se bebe o melhor vinho e, depois de o terem desfrutado, oferece-se o inferior. Assim é com a maioria dos relacionamentos conjugais; bebem o melhor vinho nos primeiros anos, depois a qualidade cai e assim é até que acabe. Mas quando Deus faz um milagre, o que se experimenta é algo inédito, muito superior a tudo o que já se experimentou até então. Deus nos dá o melhor, sempre!

Deixe Deus ser não apenas o Criador do matrimônio, mas aquele que oferece toda manutenção necessária. Quando isto acontece, não somente somos beneficiados com um lar melhor, mas Deus recebe a honra e glória devidas. O vinho dos lares cristãos deve ser o da mais alta qualidade… Se você reconhece que o vinho acabou (ou está quase acabando) em seu matrimônio, creia na vontade de Deus de agir nos casamentos. Renove o convite ao Senhor Jesus para estar em seu lar, pratique estes princípios espirituais e seja feliz como o Pai Celestial sempre quis que cada casal fosse!

Tal como a Família de Nazaré, muitas outras se encontram hoje em exílio, mesmo dentro das próprias famílias

Papa no Angelus

A Sagrada Família de Nazaré que hoje a Igreja comemora, foi o tema da reflexão do Papa Francisco, por ocasião da oração mariana do Angelus, juntamente com os milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro e com quantos o seguiam através dos meios de comunicação social.

Família – porque Deus quis nascer numa família com mãe e pai, como aliás mostram os presépios – disse o Papa – frisando que o Evangelho deste domingo é centrado sobre a fuga da Sagrada Família de Belém para o Egipto devido às ameaças de Herodes.

José, Maria e Jesus experimentam portanto as condições dramáticas dos refugiados, marcadas por medo, incerteza, dificuldades – prosseguiu o Papa – recordando que, infelizmente, também nos nossos dias, milhões de famílias vivem esta triste realidade. Quase todos os dias os meios de comunicação falam de pessoas obrigadas a fugir devido à fome, guerras e outros perigos graves, indo à procura de segurança e de uma vida digna para si e para os próprios familiares…

Mesmo quando esses refugiados e emigrantes encontram trabalho, nem sempre isto é acompanhado dum verdadeiro acolhimento, respeito, apreço dos valores de que são portadores – frisou o Papa, convidando a pensar no drama dos migrantes e refugiados que são vítimas de recusa e exploração.

Mas o Papa convidou também a pensar naqueles que definiu de “exilados escondidos” no seio das famílias, e deu como exemplo os anciãos, por vezes tratados como uma presença incómoda, e recordou mais uma vez que a forma como se tratam os anciãos e as crianças é espelho do estado da família…

E com veemência Francisco voltou a repetir que numa família onde os membros se recordam sempre de pedir licença, dizer obrigado e pedir desculpas, nessa família reina a alegria e a paz…

O Papa Francisco continuou a sua reflexão, fazendo notar que Jesus quis pertencer a uma família humana que passou por várias dificuldades, isto para mostrar que Deus está lá onde a pessoa humana enfrenta perigos, lá onde o homem sofre, onde tem de fugir, onde experimenta a recusa e o abandono; mas está também lá onde a pessoa humana sonha, espera regressar à Pátria em liberdade, projecta e opta pela vida, pela própria dignidade e pela dos seus familiares.

O Papa referiu-se ainda à simplicidade de vida da Família de Nazaré, exemplo para as famílias de hoje, ajudando-as a se tornar comunidades de amor e de reconciliação, em que se experimenta a ternura, a ajuda e o perdão recíprocos. Mas convidou-as também a tomar consciência da importância que têm na Igreja e na sociedade, especialmente no anuncio do Evangelho que da família passa aos diversos âmbitos da vida quotidiana…

Depois da oração mariana do Angelus, o Papa recordou que o próximo Sínodo dos Bispos enfrentará o tema da família e, neste dia da Festa da Sagrada Família confiou à Família de Nazaré os trabalhos do Sínodo, dirigindo a Ela, juntamente como os fiéis, uma oração a favor de todas as famílias do mundo…

ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA

Jesus, Maria e José, em Vós, contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, escolas autênticas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais se faça, nas famílias, experiência de violência, egoísmo e divisão: quem ficou ferido ou escandalizado depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré, que o próximo Sínodo dos Bispos possa despertar, em todos, a consciência do carácter sagrado e inviolável da família, a sua beleza no projecto de Deus.

Jesus, Maria e José, escutai, atendei a nossa súplica.

Por fim o Santo Padre dirigiu uma saudação especial aos fiéis que estavam em ligação com a Praça de São Pedro naquele momento a partir da Basílica da Anunciação em Nazaré, para onde se deslocou o Secretário Geral do Sínodo dos Bispos; a partir da Basílica da Sagrada Família em Barcelona, onde se encontra o Presidente do Conselho Pontifício para a Família; a partir da Basílica Santuário da Santa Casa, em Loreto, Itália; e a quantos se encontravam reunidos em várias partes do mundo para celebrações em que a família estava no centro da atenção.

O Papa concluiu saudando os peregrinos que enchiam verdadeiramente a Praça, especialmente as famílias… e ainda diversos outros grupos vindos essencialmente de diversas partes da Itália…

 

Domingo da Sagrada Família – Papa Francisco fala da bênção que se transmite na família

O caminhar da família (Papa Francisco, Encíclica “Lumen fidei”, 52-53)

“No caminho de Abraão para a cidade futura, a Carta aos Hebreus alude à bênção que se transmite dos pais aos filhos (cf 11, 20-21). O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimónio. Tal união nasce do seu amor, sinal e presença do amor de Deus, nasce do reconhecimento e aceitação do bem que é a diferença sexual, em virtude da qual os cônjuges se podem unir numa só carne (cf Gn 2, 24) e são capazes de gerar uma nova vida, manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projectos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada. Depois, a fé pode ajudar a individuar em toda a sua profundidade e riqueza a geração dos filhos, porque faz reconhecer nela o amor criador que nos dá e nos entrega o mistério de uma nova pessoa; foi assim que Sara, pela sua fé, se tornou mãe, apoiando-se na fidelidade de Deus à sua promessa (cf Heb 11, 11).

Em família, a fé acompanha todas as idades da vida, a começar pela infância: as crianças aprendem a confiar no amor de seus pais. Por isso, é importante que os pais cultivem práticas de fé comuns na família, que acompanhem o amadurecimento da fé dos filhos. Sobretudo os jovens, que atravessam uma idade da vida tão complexa, rica e importante para a fé, devem sentir a proximidade e a atenção da família e da comunidade eclesial no seu caminho de crescimento da fé.

Devemos confiar nossa vida a Deus e perdoar, diz Papa no Ângelus

Quarta-feira, 26 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/papa/devemos-confiar-nossa-vida-deus-e-perdoar-diz-papa-no-angelus/

Papa Francisco recordou o testemunho de Santo Estevão, que a exemplo de Jesus, perdoou seus algozes

No Ângelus desta quarta-feira, 26, Papa Francisco falou sobre o perdão e a confiança em Deus./ Foto: Reprodução Youtube Vatican News

Nesta quarta-feira, 26, o Papa Francisco rezou o Ângelus por ocasião da Festa de Santo Estevão, com os fieis na Praça de São Pedro, como de costume.

O Papa iniciou seu discurso fazendo uma referência ao Natal: “A alegria do Natal ainda inunda nossos corações. Continua a ressoar o maravilhoso anúncio de que Cristo nasceu para nós e traz ao mundo a paz. Neste clima de alegria, celebramos hoje a festa de Santo Estevão, Diácono e primeiro mártir.”

Francisco lembrou que, apesar de parecer estranho aproximar a memória de Santo Estevão e o nascimento de Jesus, devido ao contraste da alegria de Belém e do drama do apedrejamento do mártir, na realidade estão interligados. O menino Jesus é o Filho de Deus, feito homem, que salvará depois a humanidade, morrendo na Cruz. No Natal, é contemplado envolto em faixas, no presépio; mais tarde também será, após a crucificação, envolvido em panos, e colocado num sepulcro. Além disso, frisou o Papa, Santo Estêvão foi o primeiro a seguir os passos do Divino Mestre com o martírio. Morreu como Jesus, confiando sua vida a Deus, e perdoando seus perseguidores.

“Dois comportamentos: confiar sua vida a Deus e perdoar.” – deu enfoque o Papa.- “A atitude de Estevão que fielmente imita o gesto de Jesus é um convite dirigido a cada um de nós, para receber com fé das mãos do Senhor o que a vida nos reserva de positivo e também de negativo. Nossa existência é marcada não apenas por circunstâncias felizes, mas também por momentos de dificuldade e perda. Confiar em Deus nos ajuda a aceitar os momentos difíceis, e vivê-los como uma oportunidade para o crescimento da fé e a construção de novos relacionamentos com os irmãos. Trata-se de nos abandonar nas mãos do Senhor que sabemos ser um Pai rico em bondade para com seus filhos.”

Francisco deu sequência à sua reflexão, falando da segunda atitude ensinada por Estevão: o perdão. O Papa lembrou que o santo não amaldiçoou seus perseguidores, e que o cristão é chamado a aprender a perdoar sempre:

“Não é fácil fazer isso, todos nós sabemos disso. O perdão alarga o coração, gera partilha, dá serenidade e paz. Mas o perdão se cultiva com a oração. Não é fácil perdoar. O perdão nos permite manter os olhos fixos em Jesus.”

Estevão foi capaz de perdoar seus assassinos porque, cheio do Espírito Santo, ele olhou para o Céu e tinha os olhos abertos para Deus. Da oração veio a força para sofrer o martírio.

“Devemos rezar insistentemente ao Espírito Santo para derramar sobre nós o dom da fortaleza que cura nossos medos, nossas pequenezas, e alargar o nosso coração para perdoar, perdoar sempre. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora e de Santo Estevão. A oração deles nos ajude a confiar sempre em Deus, especialmente nos momentos difíceis e nos apoie no propósito de sermos homens e mulheres capazes de perdão.”, concluiu Francisco.

Preparando o Natal

Advento – tempo de esperança

O dia 26 de Novembro marcou o início do tempo do Advento, um dos denominados “tempos fortes” do ano litúrgico que acentua, diacronicamente, um momento particular do Mistério de Cristo.

A história do Advento, no Rito Romano, começa no Século VI, no sentido de espera jubilosa do Natal, e a sua pré-história remonta às Galícias e à Espanha dos fins do Século IV, como preparação ascética para o Natal e a Epifania.

No Século V o começo do Advento era na festa da Anunciação (18 de Dezembro – hoje, a Anunciação é comemorada em Março). Apenas no Século X o seu início passou a ser no Domingo, quatro semanas antes do Natal.

A “feliz expectativa” do Advento assinala de forma clara que o tempo da festa não chegou; aliás, no início do Cristianismo a palavra “adventum” (parusia, em grego) utilizava-se para denominar não a primeira vinda de Jesus, mas a sua vinda definitiva no fim dos tempos, como Senhor do Universo.

Quem participar nas celebrações dos primeiros três Domingos do Advento notará que esta perspectiva continua a dominar, com destaque para os profetas e para João Batista. No entanto, a partir do dia 17 de Dezembro, a preparação do Natal fixa-se nos antecedentes próximos do nascimento de Jesus e na figura da Virgem Maria, com as célebres antífonas do “Ó” na Liturgia das Horas.

Do Oriente para o Ocidente

Apesar desse Tempo ser muito peculiar nas Igrejas do Ocidente, o seu impulso original provavelmente veio das Igrejas Orientais, onde era comum, depois do Concílio Ecumênico de Éfeso em 431 dedicar sermões nos domingos anteriores ao Natal, ao tema da Anunciação. Em Ravena, na Itália (onde era grande a influência Oriental) São Pedro Crisóstomo fazia esses sermões.

A primeira referência sobre o Advento é a do Bispo de Tours, França, chamado Perpétuo (461-490) que estabeleceu um jejum antes do Natal, que começava a 11 de Novembro (Dia de São Martinho de Tours). O Concílio de Tours (567) faz menção ao tempo do Advento, costume que se conhecia como a “Quaresma de São Martinho”.

Este caracter ascético para a preparação do Natal devia-se à preparação dos catecúmenos para o Batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 Domingos.

Um período de seis semanas foi adotado pelas Igrejas de Milão e pelas Igrejas da Espanha. Na Itália somente aparece no século VI, quando foi reduzida, provavelmente pelo Papa São Leão Magno (590-604), para as quatro semanas antes do Natal. O Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a Liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

A Celebração do Advento

O Advento é hoje celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal os fiéis se unam aos anjos e entoem este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós.

Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, “para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus”.

As vestes litúrgicas (casula, estola, etc.) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal, com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria, cuja cor tradicionalmente usada é o róseo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está próxima.

Fonte: Ecclesia

Natal bipolar

O Natal é repleto de contradições. Período que tanto se fala de alegria, esperança e paz, enquanto um sentimento estranho de tristeza, desespero e inquietação invade a alma. Famílias reunidas em ceia decorada e separadas em teia de intrigas. Muita comida na barriga e pouco alimento no coração. Gente correndo atrás dos presentes e o mimo do presépio esquecido na manjedoura.

Ruas congestionadas da loucura no trânsito e caminhos vazios do bom senso nos relacionamentos. Luzes coloridas nas casas e praças e sombras cinzentas na vida das pessoas. Gente saindo e gente chegando sem saber aonde ir, sem saber aonde chegar.

Natal é ponto de exclamação e ponto de interrogação. É resposta, é dúvida. Natal é fé no Menino Deus e descrença no Deus Menino. É a criança divina nos braços de Simeão “escolhida por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente” (Lucas 2.34). É o amor que conecta o mundo num Salvador, é o ódio que divide a humanidade em fanatismo e perseguições. É a vida no céu, é a morte no inferno. É o indulto pela fé na justiça divina, é a condenação pela dúvida na clemência celestial. Natal é o Deus Eterno gerado na barriga finita da mulher, é o Filho do Homem morto no ventre da cruz “para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna” (João 3.15). Natal é vida, Natal é morte.

Natal é a Criança que foge para o Egito, são os infantes que não conseguem escapar da espada do Herodes. São crianças protegidas, são inocentes massacrados por extremistas religiosos no reino de violência. Natal é deixar que os pequeninos venham a Jesus, é impedir que tenham vida.

Quem pode entender o Natal? Até Maria ficou confusa ao saber que seria mãe do Filho de Deus. “Para Deus nada é impossível”, disse-lhe o anjo. Num mundo tão estranho, do bem e do mal, do amor e do ódio, da alegria e da tristeza, o Natal traz o Céu para a Terra onde “o seu povo não o recebeu. Porém, alguns creram Nele e o receberam” (João 1.12).

 

O Natal derruba os poderosos

Muitos vão cair do seu trono a qualquer momento. A profecia não é minha, é de Maria. Com o Filho de Deus na barriga, ela expressa na canção Magnificat que Deus levanta a sua mão poderosa, derrota os orgulhosos com todos os planos deles, derruba dos seus tronos reis influentes (Lucas 1.51, 52). Deus não acaba com os tronos, com as instituições, com aquilo que mantém a ordem neste mundo suscetível à desordem. Deus acaba com os reizinhos petulantes. “Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele” (Romanos 13.1).
O Natal de 2016 vem manifestar outra vez esta profecia. E, desta vez, para todos perceberem que, quanto mais alto, maior o tombo. Nunca antes na história deste País se viu tanta gente em pouco tempo cair dos seus reinados. E estrago na política, nas empresas, nos esportes – no mundo do poder. Uma tempestade que vem do Natal. Não do Natal enfeitado, sofisticado, ostentoso – igual aos tronos. Mas o Natal de Jesus – desnudo, simples, despretensioso.
Por isto, o desprezo dos reis Herodes escandalizados com a miserável estrebaria, desprovida de riqueza e conforto. Mas é a mãe Ignorância com a filha Soberba. Não entendem que o Rei Jesus “abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo” (Filipenses 2.7) para nos livrar do trono do orgulho, da maldade, da corrupção, E nos entronar com o cetro da humildade, do amor, da bondade. “Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios”, lembra a Bíblia, “mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos” (Filipenses 2.3).
Ah, se neste mundo tivesse mais Natal de Jesus. Haveria menos sofrimento. Quantos poderosos ainda cairão dos seus tronos para Jesus reinar?

Marcos Schmidt é pastor luterano
[email protected]

7 frases de São João Paulo II para compartilhar o Natal em família

https://www.acidigital.com/noticias/7-frases-de-sao-joao-paulo-ii-para-compartilhar-o-natal-em-familia-10025

Foto: Flickr – Manuel (CC-BY-NC-ND-2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 19 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Mistério de alegria é o Natal… Da mesma alegria participa a Igreja, repassada, hoje, pela luz do Filho de Deus: as trevas jamais poderão obscurecê-la”, disse e certa ocasião São João Paulo II. Com este mesmo sentimento, compartilhamos 7 frases do Papa polonês para celebrar o Natal em família.

1. “Faz-Se homem entre os homens, para que, n’Ele e por Ele, todo o ser humano possa renovar-se profundamente. Com o seu nascimento, introduziu-nos a todos na dimensão da divindade, concedendo a possibilidade de participar na sua própria vida divina a quem, pela fé, se torna disponível a acolher este dom seu” (Natal de 1998).

2. “Aos pés do Verbo encarnado, coloquemos alegrias e preocupações, lágrimas e esperanças. É que o mistério do ser humano só encontra verdadeira luz em Cristo, o homem novo”. (Natal de 1999).

3. “Natal é a festa da vida, porque Vós, Jesus, vindo à luz como cada um de nós, abençoastes a hora do nascimento: uma hora que simbolicamente representa o mistério da existência humana, unindo a aflição à esperança, a dor à alegria” (Natal de 2000).

4. “Cabe a nós enchermo-nos da força do seu amor vitorioso, assumindo a sua lógica de serviço e humildade. Cada um de nós é chamado a vencer, com Ele, ‘o mistério da iniquidade’, tornando-nos testemunhas de solidariedade e construtores de paz” (Natal de 2001).

5. “Ó Natal do Senhor, que inspirastes Santos de todos os tempos! Penso, entre outros, em São Bernardo e nas suas elevações espirituais diante das cenas comovedoras do presépio; penso em São Francisco de Assis, idealizador da primeira animação ‘ao vivo’ do mistério da Noite Santa; penso em Santa Teresa do Menino Jesus, que diante da orgulhosa consciência moderna voltou a propor, com o seu ‘pequeno caminho’, o autêntico espírito do Natal” (Natal de 2002).

6. “O resplendor do teu nascimento ilumine a noite do mundo. O poder da tua mensagem de amor, destrua as orgulhosas insídias do maligno. O dom da tua vida nos faça compreender sempre mais quanto vale a vida de cada ser humano” (Natal de 2003).

7. “Recordai-Vos de nós, eterno Filho de Deus, que tomastes da Virgem Maria a forma humana! A humanidade inteira, atribulada por provas e dificuldades, precisa de Vós. Ficai conosco, Pão vivo descido do Céu para nossa salvação! Ficai conosco para sempre. Amém!” (Natal de 2004).

“Alegria, oração e gratidão” para viver o Natal de modo autêntico

Ao indicar os três comportamentos que devemos ter para viver de forma autêntica o Natal, Francisco ressaltou que com a oração, “podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria’.

Cidade do Vaticano

“Alegria, oração e gratidão” são os três comportamentos indicados pelo Papa Francisco no Angelus deste terceiro Domingo do Advento para nos prepararmos bem para viver o Natal de modo autêntico. Eis sua alocução na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

(Papa é interrompido pelas felicitações e com o canto do Parabéns).

Muito obrigado! Muito obrigado!

Nos últimos domingos, a liturgia sublinhou o que significa assumir uma postura de vigilância e o que comporta concretamente preparar o caminho do Senhor.

Neste terceiro domingo do Advento, chamado de “domingo da alegria”, a liturgia nos convida a colher o espírito com que tudo isto acontece, isto é, a alegria.

São Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três comportamentos. Ouçam bem: três comportamentos. Primeiro, a alegria constante; segundo, oração perseverante; terceiro, a contínua ação de graças. Alegria constante, oração perseverante e contínua ação de graças.

O primeiro comportamento, alegria constante: “Vivei sempre contentes”, diz São Paulo. Vale dizer, permanecer sempre na alegria, mesmo quando as coisas não acontecem segundo os nossos desejos, mas existe aquela alegria profunda que é a paz: a alegria, também, é dentro. E a paz é uma alegria no nível do solo, mas é uma alegria.

As angústias, as dificuldades e os sofrimentos atravessam a vida de cada um, todos nós as conhecemos; e tantas vezes a realidade que nos circunda parece ser inóspita e árida, semelhante a um deserto no qual ecoava a voz de João Batista, como recorda o Evangelho de hoje.

Mas precisamente as palavras de Batista revelam que a nossa alegria se baseia em uma certeza de que este deserto é habitado: “mas no meio de vocês – diz – está quem vós não conheceis”.

Trata-se de Jesus, o enviado do Pai que vem, como sublinha Isaías: “a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graças da parte do Senhor’.

Estas palavras, que Jesus fará suas no discurso no discurso na sinagoga de Nazaré, esclarecem que a sua missão no mundo consiste na libertação do pecado e das escravidões pessoais e sociais que ele produz. Ele veio à terra para restituir aos homens a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, que somente Ele pode comunicar.

A alegria que caracteriza a espera do Messias baseia-se na oração perseverante: esta é este segundo comportamento: São Paulo diz: “rezai incessantemente”, diz Paulo.

Por meio da oração, podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria.

A alegria do cristão não se compra: não pode ser comprada; vem da fé e do encontro com Jesus Cristo, razão de nossa felicidade. E quanto mais estivermos arraigados em Cristo, quanto mais estivermos próximos à Jesus, tanto mais encontraremos a serenidade interior, mesmo em meio às contradições cotidianas.

Por isto o cristão, tendo encontrado Jesus, não pode ser um profeta do infortúnio, mas uma testemunha e um arauto da alegria. Uma alegria a ser compartilhada com os outros; uma alegria contagiosa que torna menos cansativo o caminho da vida.

O terceiro comportamento indicado por Paulo é a contínua ação de graças, ou seja, o amor agradecido a Deus. Ele, de fato, é muito generoso conosco, e nós somos enviados a reconhecer sempre seus benefícios, o seu amor misericordioso, a sua paciência e bondade, vivendo assim em um incessante agradecimento.

Alegria, oração e gratidão são três comportamentos que nos preparam a viver o Natal de modo autêntico. Alegria, oração e gratidão. Digamos todos juntos: alegria, oração e gratidão. Mais uma vez: alegria… (continuam: oração e gratidão). Mais forte: (respondem: alegria, oração e gratidão).

Neste último período do tempo do Advento, confiemos nossa vida à materna intercessão da Virgem Maria. Ela é “causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele.

Natal sem Jesus é uma festa vazia, disse o Papa no Angelus

Ao saudar as crianças que foram à Praça São Pedro para a bênção dos “Bambinelli”, chamou a atenção do Papa uma faixa entre a multidão que dizia: “o Oratório é precisamente para cada um de nós, sempre há um lugar para ti”. E é importante que sempre exista um lugar para o Menino Jesus, ressaltou Francisco.

Cidade do Vaticano

No terceiro Domingo do Advento, tradicionalmente crianças romanas – numa iniciativa do Centro Oratórios Romanos – levam até a Praça São Pedro os “Bambinelli”, ou seja, o Menino Jesus que será colocado no Presépio em suas casas, para receber a bênção do Papa.

Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, Francisco saudou com afeto as crianças, convidando-as a deixarem-se atrair pela ternura do Menino Jesus quando rezarem diante do Presépio, alertando que sem Jesus, o Natal é uma festa vazia.

“Quando rezarem em casa, diante do Presépio com os familiares de vocês, deixem-se atrair pela ternura do Menino Jesus, nascido pobre e frágil em meio a nós, para nos dar o seu amor. Este é o verdadeiro Natal. Se tirarmos Jesus, o que permanece do Natal? Uma festa vazia. Não tirem Jesus do Natal: Jesus é o centro do Natal, Jesus é o verdadeiro Natal, Jesus é o verdadeiro Natal, entenderam?”

Audiência: Papa recebe participantes de Corais de todo o mundo

Encontro Internacional de Corais

Sábado, 24 de novembro de 2018, Denise Claro, Da redação
https://noticias.cancaonova.com/mundo/audiencia-papa-recebe-participantes-de-corais-de-todo-o-mundo/

III Encontro Internacional de Corais acontece neste final de semana, em Roma

III Encontro Internacional de Corais acontece neste final de semana, no Vaticano./ Foto: Reprodução VaticanNews

Neste final de semana, acontece em Roma o III Encontro Internacional de Corais, com a participação de cantores e músicos de todo o mundo. O evento é organizado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, em colaboração com o Nova Ópera Onlus.

Na manhã deste sábado, 24, o Santo Padre se encontrou com os participantes do evento, na Sala Paulo IV.

Papa Francisco iniciou seu discurso dizendo aos cantores que a sua presença despertou o Vaticano.

“É bom ouvir as melodias e sentir a alegria e a seriedade com que vocês dão voz à beleza da nossa oração.”

O Papa falou da importância da música como recurso pastoral, lembrando que esta foi tema do próprio Sínodo recente sobre a juventude. Pela música, se consegue alcançar os jovens, pois eles estão constantemente imersos nela. “A música tem uma cultura e uma língua capaz de despertar emoções e moldar a identidade.”

“A música é um verdadeiro instrumento de evangelização na medida em que vocês se tornam testemunhas das profundezas da Palavra de Deus, que toca o coração das pessoas (…) Com a música vocês dão voz às emoções que estão no fundo do coração de todos. Em momentos de alegria e tristeza, a Igreja é chamada a estar sempre próxima das pessoas, para oferecer-lhes a companhia da fé. Quantas vezes a música e a música tornam esses momentos únicos na vida das pessoas, porque as preservam como uma memória preciosa que marcou sua existência.”

Francisco lembrou das diversas tradições particulares, culturais de cada país, e afirmou que a Igreja está ciente de que os povos possuem uma “tradição musical própria”, com a qual sentem a necessidade de expressar seus sentimentos.

“Através dessas músicas e canções, a voz também é dada à oração e, desse modo, um verdadeiro coro internacional é formado, onde, em uníssono, o louvor e a glória de seu povo se elevam ao Pai de todos. (…) Mesmo se falamos línguas diferentes, todos podem entender a música com a qual cantamos, a fé que professamos e a esperança que nos espera.”

Ao final de seu discurso, o Papa fez um alerta aos cantores e músicos, para que não caiam na tentação de um protagonismo que ofusque o compromisso e humilhe a participação ativa das pessoas na oração:

“Sejam animadores da canção de toda a assembleia e não a substituam, privando o povo de Deus de cantar com vocês e de dar testemunho de uma oração eclesial e comunitária.”

E afirmou:

“A música é instrumento de unidade para tornar o Evangelho eficaz no mundo de hoje, através da beleza que ainda fascina e torna possível acreditar, confiando no amor do Pai.”

Santo Evangelho (Lc 15, 1-10)

31ª Semana Comum – Quinta-feira 08/11/2018 

Primeira Leitura (Fl 3,3-8a)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, pomos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu, 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível. 7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8aNa verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 104)

— Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
— Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

— Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus!

— Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

 

Evangelho (Lc 15,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Deodato – Papa em Roma

São Deodato, era o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem

O santo de hoje, cujo nome significa “dado por Deus”, foi por quarenta anos Padre em Roma antes de suceder ao Papa Bonifácio IV a 19 de outubro de 615. Em Roma, o Papa não era somente o Bispo e o Pai espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem. Com a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam privados de proteção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às reivindicações do império do Oriente. A teoria dos dois únicos, Papa e imperador, que deviam governar unidos o mundo cristão, não encontrava grandes adesões em Constantinopla.

O Papa Deodato, entretanto, buscou o diálogo junto ao imperador intercedendo pelas necessidades de seu povo e, apesar do imperador mostrar-se pouco solícito para o bem do povo, enviou o exarca Eleutério para acabar com as revoltas de Ravena e de Nápoles. Foi a única vez que o Papa Deodato, ocupado em aliviar os desconfortos da população da cidade, nas calamidades acima referidas, teve um contato, se bem que indireto, com o imperador.

Foi inserido no Martirológio Romano, um episódio que revalidaria a fama de santidade que circundava este pontífice que guiou os cristãos em épocas tão difíceis: durante uma das suas frequentes visitas aos doentes, os mais abandonados, os que era atingidos pela lepra, teria curado um desses infelizes, após havê-lo amavelmente abraçado e beijado.

São Deodato morreu em novembro do ano 618, amado e chorado pelos romanos que tiveram a oportunidade de apreciar seu bom coração durante as grandes calamidades que se abateram sobre Roma nos seus três anos de Pontificado (inclusive um terremoto, que deu golpe de graça aos edifícios de mármore dos Foros, já devastados por sucessivas invasões bárbaras e horríveis epidemia).

São Deodato, rogai por nós!

Na Solenidade de Todos os Santos

Quarta-feira, 1 de novembro de 2017, Da Redação, com Santa Sé

Francisco destacou que os santos são pessoas que acolheram a luz de Deus em seu coração e a transmitiram ao mundo

Nesta quarta-feira, 1º, Solenidade de Todos os Santos, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Em sua reflexão antes da oração, Francisco comparou os santos aos vitrais das igrejas, que deixam a luz entrar em diversas tonalidades de cor. “Os santos são nossos irmãos e irmãs que acolheram a luz de Deus em seu coração e a transmitiram ao mundo, cada um segundo a própria ‘tonalidade’. Mas todos foram transparentes, lutaram para tirar as manchas e a escuridão do pecado, de modo a fazer passar a luz de Deus. Este é o objetivo da vida, também para nós”.

O Santo Padre comentou ainda um trecho do Evangelho do dia, em que Jesus se dirige aos seus com a palavra “bem-aventurados”, enfatizando que quem está com Jesus é bem-aventurado, é feliz. “A felicidade não está em ter algo ou se tornar alguém, não, a felicidade verdadeira é estar com o Senhor e viver por amor”.

E os ingredientes para a vida feliz são as bem-aventuranças, lembrou o Papa, recordando que os bem-aventurados são os simples, os humildes que dão lugar a Deus, que sabem chorar pelos outros e pelos próprios erros, os mansos, os que lutam pela justiça, são misericordiosos com todos, protegem a pureza do coração, trabalham sempre pela paz e permanecem na alegria, não odeiam, e, mesmo quando sofrem, respondem ao mal com o bem.

Essas atitudes, destacou o Papa, não são para “super-homens”, mas para pessoas que vivem as provações e as dificuldades do dia a dia, e assim são os santos. Trata-se de pessoas que nunca perdem de vista o caminho de Jesus, aquele indicado nas bem-aventuranças, que são como o mapa da vida cristã.

“Hoje é a festa daqueles que alcançaram a meta indicada por este mapa: não somente os santos do calendário, mas tantos irmãos e irmãs ‘da porta ao lado’, que talvez encontramos e conhecemos. É uma festa de família, de tantas pessoas simples e escondidas que realmente ajudam Deus a levar adiante o mundo. E há tantos também hoje!”.

“A Mãe de Deus, Rainha dos Santos e Porta do Céu, interceda pelo nosso caminho de santidade e pelos nossos queridos que nos precederam e já partiram para a Pátria celeste”, concluiu o Papa.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda