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Eutrapelia: a virtude da “boa risada”

Grandes santos praticaram essa virtude como São Filipe Neri, São Francisco de Sales e São João Bosco
Por Paolo Gulisano

ROMA, 23 de Março de 2015 (Zenit.org) – Eutrapelia? Sim, vocês leram bem. Que palavra é essa? É nada mais e nada menos do que uma virtude. Uma virtude comentada por grandes filósofos gregos, como Aristóteles, e que mais tarde tornou-se uma virtude cristã, querida por São Tomás de Aquino, São Filipe Neri, São Francisco de Sales, São João Bosco.
Até mesmo Dante Alighieri falou da eutrapelia no Convivio, definindo-a como a décima virtude do cristão, a penúltima antes da Justiça e depois da Fortaleza, Temperança, Liberalidade, Magnificência, Magnanimidade, ‘Amativa de honra’, Mansidão, Afabilidade e a Verdade. “A décima – escreve Alighieri – chama-se Eutrapelia, que nos modera nas diversões e nos faz usá-la corretamente”.
Portanto, esta palavra antiga, hoje, infelizmente, esquecida, Eutrapelia, ou seja – do grego – “alegria, brincadeira, bom humor” é uma virtude importante, que também se traduziu em arte, uma arte especial, que felizmente nunca sai de moda durante séculos, e que se expressa por meio da literatura, do teatro, do desenho e muito mais. É a arte de fazer as pessoas rirem. O bom humor, muito diferente da sátira, que consiste não tanto no ri, mas no zombar.
A Eutrapelia é uma virtude que deveria ser recuperada, em uma época que oscila entre uma soberba seriedade cheia de si e uma sátira maldosa, corrosiva. Predomina em suma a gargalhada desbocada, onde em vez disso precisamos de um sorriso bom.
A Eutrapelia é uma virtude relacionada com a modéstia: nos ajuda a não dar demasiada importância e a não sermos orgulhosos. Chesterton, um grande Eutrapelico, dizia que a razão pela qual os anjos voam é que levam as coisas com leveza.
A diversão, portanto, não é um fim, mas um meio para melhorar-nos: a virtude do bom humor nos dá aquela forma de desapego e de elegância espiritual que consente captar e apreciar os lados jocosos da vida: virtude de santos, de místicos e de todos aqueles que não hesitam em lançar-se com entusiasmo na resposta ao convite de Cristo.
Entre os santos, grandes exemplos dessa virtude eram São Francisco de Assis, São Filipe Neri, mas também São Francisco de Sales, que na sua Filoteia especificava as características de um bom humorismo cristão que, em primeiro lugar, deve alegrar o coração e não ofender ninguém.
Um dos piores defeitos do espírito é o de ser zombeteiro: Deus odeia muito este vício e sabemos que o puniu com castigos exemplares.
Nenhum vício é tão contrário à caridade, e mais ainda à devoção, do que o desprezo e a zombaria do próximo.
O escárnio e a zombaria, de fato, se fundamentam na presunção e no desprezo dos outros, e este é um pecado muito grave: o escárnio é um modo horrível de ofender o próximo com palavras; as outras ofensas sempre salvam, pelo menos em parte, a estima pela pessoa, o escárnio, pelo contrário, não economiza nada.
Muito diferente são as brincadeiras entre amigos, que se fazem com alegria e serenidade, diz Francisco de Sales: “Trata-se, na verdade de uma virtude na qual os Gregos davam o nome de eutrapelia: nós chamamos de boa conversa. É o modo de ter uma recriação honesta e amável sobre as situações cômicas nas quais os defeitos dos homens dão ocasião.
É necessário só ter cuidado para não passar das piadas para o escárnio. A zombaria provoca a risada por falta de estima e por desprezo do próximo; pelo contrário, a piada alegre e a brincadeira provocam a risada por causa da surpresa, as combinações imprevisíveis feitas na confiança e sinceridade amigável; e sempre com muita cortesia da linguagem”.
Parece ser que escritores cristãos ricos de bom humor como Giovannino Guareschi, o criador de Don Camillo e Peppone, ou Chesterton de Padre Brown, ou o escritor escocês Bruce Marshall, foram alunos diligentes de Francisco de Sales e Dom Bosco.
Desde menino o Santo de Valdocco sempre se dedicou a divertir os seus amigos com jogos de malabarismo.
Ele agradava a todos e de todos atraía a benevolência, a afeição, e a estima. Quando começou a sua obra de educador, os jovens começaram a vir à ele para jogar e brincar, depois para escutar histórias, depois para fazer as tarefas da escola.
Um santo que entretinha seus discípulos nas brincadeiras e travessuras honestas e agradáveis, jogos de habilidade, e até mesmo truques de mágica.
A virtude da Eutrapelia era conatural a ele, e manifestava a tranquilidade inalterável da sua alma.
Poder-se-ia dizer que In risu veritas: a Verdade se encontra na boa risada, no bom humor.
O humor é uma realidade especificamente humana: a sua essência reside na ligação profunda com a emotividade, com a interioridade mais atávica e instintiva do homem.
Para aqueles que dizem que o cristianismo é chato, que é um conjunto de regras morais que tiraram a felicidade do homem e os prazeres que (a condicional é uma obrigação) teriam vindo a ele pelo paganismo, pode se responder com a alegria de viver como santos, que demonstram que a vida é bela, também quando nos parece dura, também quando nos fere, também quando nos parece um jogo perdido, porque tem um sentido.
A Tristeza é a sombra do diabo: para expulsá-la, precisamos de uma boa dose de Eutrapelia!

As dez lições do Papa Francisco

A visita do religioso ao Brasil foi marcada por diversos ensinamentos

Papa Francisco teve o sorriso como uma de suas marcas registradas; com o gesto, revelou e pediu alegria

Mais do que o sorriso, o abraço acolhedor, o olhar firme e os discursos, o que marcou a visita do papa Francisco ao Brasil foram os seus ensinamentos. Lições, como pontuam teólogos e religiosos, pautadas no exemplo. “Ele fala com ações, como prega o Evangelho”, observou dom frei Rubens Sevilha, bispo auxiliar de Vitória.

O papa chegou ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), carregando sua própria mala. Também foi embora levando-a ele próprio, seis dias depois. Há muito já havia abdicado da casa, dos trajes e dos adereços suntuosos. Andou em um carro simples e não se furtou em estar próximo do povo. Abraçou, acolheu. “O primeiro grande discurso do papa Francisco é ele mesmo. A própria pessoa dele está sendo o sermão”, observou dom Sevilha.

O sumo pontífice chamou a atenção para valores que andam meio esquecidos – família, respeito, amor ao próximo, inclusão social – e convocou autoridades e povo a serem mais solidários. “Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo”, declarou.

Com a experiência dos seus 76 anos, o papa lembrou aos jovens que não devem desanimar nem perder a confiança. Ao mesmo tempo destacou que, apesar de viverem em uma sociedade que valoriza o momento, a juventude deve se manter fiel a seus valores. “Nadem contra a maré. Tenham a coragem de ser felizes”, disse.

Veja as lições deixadas pelo Papa

1. Alegria
Foi com um enorme sorriso que o papa Francisco surgiu ao sair do avião, em solo brasileiro, no último dia 22. E o sorriso se repetiu em cada canto que o pontífice visitou. Na missa celebrada no Santuário Nacional de Aparecida (SP), o papa foi explícito em seu pedido, por uma vida mais alegre: “Conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria.”

2. Esperança … e por falar em esperança: ela também ficou evidente em vários discursos do sumo pontífice. Em um hospital com ala de recuperação de usuários de drogas, ele afirmou: “Ninguém pode fazer a subida no seu lugar. Olhem para a frente com confiança, a travessia é longa e cansativa, mas olhem para a frente. Nunca percamos a esperança. Deus é nossa esperança.”

3. Solidariedade
Para o Papa, este é um exemplo que pode ser dado pelos mais simples. E fez apelo por justiça social: “Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário.” Convocou a todos a saírem de seus guetos, destaca padre Anderson Gomes, lembrando os que estão sendo excluídos de uma sociedade pautada em valores econômicos: os jovens e os idosos.

4. Simplicidade … a começar pelo seu nome, Francisco. “Revela um compromisso com a humildade”, pontua o teólogo Edebrande Cavalieri. O papa usa roupas e carros simples, carrega sua mala (foto), divide uma casa com outros bispos. Não dá valor ao poder, à riqueza, a bens provisórios. Quer a Igreja sem ostentação, sem os “príncipes da fé”. “Ele está no auge, é papa, mas para ele isso não é nada”, resume padre Anderson Gomes.

5. Proximidade
Papa Francisco quer a Igreja mais próxima de seus fiéis. Quer uma igreja que atinja a todos dentro de suas próprias culturas, respeitando a diversidade. Ele insiste que os sacerdotes deixem a sacristia e tomem as ruas, dando especial atenção às periferias – não só das cidades, mas também aos segmentos marginalizados da sociedade. “O que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade”, declarou. E ele mesmo foi exemplo. Quebrou protocolos para estar junto daqueles que tanto o aguardaram. Nunca um papa foi tão beijado e (calorosamente) abraçado. Acolheu e foi acolhido.

6. Coragem
O Papa não tem medo. Optou por um papamóvel sem vidros para estar próximo do povo. “Ninguém morre de véspera”, afirmou Francisco. Mas, acima de tudo, não tem medo da mudança, de romper estruturas, de dizer o que pensa e de lutar pelo que acredita. Exemplo disso foram as críticas feitas à instituição, que chamou de “atrasada” e com “estruturas caducas”. Foi assim que convocou os jovens a serem revolucionários, a “terem a coragem de serem felizes”.

7. Diálogo
A “cultura do encontro” também foi defendida pelo papa Francisco em sua visita ao Brasil. Ele afirmou que, “entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo”. “O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade”, afirmou Francisco. E completou: “Quando os líderes me pedem um conselho, a minha resposta é a mesma: diálogo, diálogo, diálogo”.

8. Valores
Valores que andam, muitas vezes, esquecidos na sociedade de hoje foram destacados durante as homilias e os discursos do líder da Igreja Católica: família, casamento, solidariedade, inclusão social, respeito ao próximo, fraternidade, honestidade. O papa Francisco chegou a perguntar aos fiéis, durante encontro com os 15 mil voluntários da JMJ: “Casamento saiu de moda?”. Recebeu de volta a resposta, em coro: “Não”.

9. Transparência
O Papa não foge de temas desfavoráveis à Igreja Católica, tais como pedofilia, a homossexualidade, os desvios ocorridos no banco do Vaticano. Um exemplo de honestidade e franqueza que deve ser seguido por todos. “Ele deixa claro que esta é uma virtude que o ser humano deve buscar”, assinala padre Anderson Gomes.

10. Espiritualidade
Além dos gestos concretos, Francisco fez questão de mostrar a importância da espiritualidade em sua vida ao ir até o Santuário de Nacional de Aparecida (SP) e rezar, sozinho, diante da imagem de Nossa Senhora. Lá encontrou-se com judeus, muçulmanos e evangélicos. E, em quase todos os lugares a que foi, pediu, com humildade: “Rezem por mim. Necessito”.

 

DEZ LIÇÕES DE VIDA DO PAPA FRANCISCO

01 – Seja desapegado.

02 –  Honestidade, bondade, verdade.

03 – Relacionar-se com várias pessoas, não só no conforto familiar.

04 – Misturar-se com o povo esclarece e humaniza.

05 – Seja inserido em grupos de trabalho, de lazer, da igreja, com discrição.

06 – Conviva com profissionais de outras áreas, de outras religiões, de outros grupos.

07 – Priorize a proximidade entre seus membros.

08 – Renuncie a ser conhecido pelos títulos que possui.

09 – Todo mundo peca, até o Papa peca”, seja mais compassivo consigo mesmo.

10 – A amizade é uma relação transformadora, de profundo engajamento que requer atenção e doação.

 

AS DEZ LIÇÕES DE LIDERANÇA DO PAPA FRANCISCO
Conheça o modelo de gestão do pontífice, que inspira e atrai seguidores  

Transparente, generoso, disponível e, principalmente, carismático. Na avaliação de especialistas em gestão, ouvidos por Época NEGÓCIOS, o papa Francisco é o líder certo, na hora certa. Ao menos para a Igreja Católica, instituição que tenta reverter uma imagem de organização arcaica e que lida com a notória perda de fiéis em todo o mundo – dados do último Censo mostram que, apenas no Brasil, a Igreja perdeu 465 fiéis por dia entre os anos 2000 e 2010.

Daniela Simi, diretora do Hay Group, pondera: é preciso lembrar que o papel de líder não se restringe ao de ser carismático. “Não se pode pressupor que, para ser líder, tem que ter carisma. Você pode ser generoso, estar próximo e disponível, ser transparente e não necessariamente ser carismático.”

Para Van Marchetti, diretora da Attitude Plan, carisma em excesso pode até mesmo ser um problema. “O líder que é visto só como bonzinho perde autoridade. Quando se vive um momento que exige grandes mudanças, é preciso ser firme. Ele, ao que me parece, consegue fazer esse contrapeso.”

Na avaliação de Homero Reis, coach ontológico e sócio-diretor da Homero Reis e Consultores, os desafios do Papa Francisco à frente da Igreja são semelhantes aos desafios enfrentados por muitas corporações e líderes ao longo da história. “Não vivemos em mundos perfeitos, vivemos em mundos possíveis. O papel do líder não é viver a perfeição, mas viver a possibilidade. O que dá pra fazer dentro dessa instituição? Não dá pra fazer tudo, mas alguns resultados, com certeza ele conseguirá atingir.”

Abaixo, listamos os principais pontos no perfil de liderança do Papa Francisco, destacados pelos especialistas.

Transparência  
Homossexualismo, mau uso do dinheiro, ostentação, perda de fiéis. Em passagem pelo Brasil, o papa Francisco falou dos temas mais espinhosos para a Igreja. No mundo corporativo, gestor que não tem transparência, perde credibilidade.

Generosidade  
Mesmo sob os holofotes, Francisco se colocou em posição de igualdade perante os fiéis que se aproximavam. Está com os dias contados o líder que quer aparecer sozinho, não dá espaço para seus liderados se destacarem e faz de tudo para não perder recursos para outras áreas.

Participação
Como gestor, o papa Francisco não se restringe a fazer o trabalho de gabinete. Ele vai às ruas e coloca a mão na massa. Líder que também executa vira exemplo positivo e sabe cobrar melhor.

Proximidade
Descer de um automóvel em plena carreata e parar para conversar com fiéis. Essas foram cenas que se repetiram na visita do papa Francisco. Ao gestor, não basta dizer que mantém suas portas abertas. É preciso estar realmente disponível. Mais ainda, é preciso demonstrar interesse pela equipe.

Coerência
Usar um carro popular em sua aparição oficial, adotar a simplicidade em sua hospedagem, no modo de se vestir etc. As atitudes do papa casam perfeitamente com seu discurso contra a ostentação e a busca desenfreada por bens materiais.

Objetividade  
A mesma simplicidade das atitudes do papa Francisco pode ser observada em seu discurso. Palavras fáceis, mensagens diretas, uso de metáforas e foco na solução.

Motivação
Como líder, o papa trabalha o lado emocional das pessoas. Dessa maneira, eleva o entusiasmo dos fiéis, gera a percepção de que todos fazem parte de algo maior e angaria a confiança do público.

Referência
A imagem de integridade moral que o papa Francisco transmite tem capacidade de criar seguidores. No papel de líder, ele se transforma em uma referência a ser seguida.

Inspiração
Quando um líder inspira sua equipe, propicia a geração de mudança, cria um ambiente favorável a transformações. E essa é uma mudança que não é outorgada, mas que acontece de dentro para fora.

Autocracia  
Se em suas aparições públicas o papa Francisco transmite uma imagem de bonzinho, nos bastidores, é um líder assertivo. No Vaticano, ao assumir, cortou equipe e trabalha apenas com quem confia. Investigou as pessoas mais próximas, tem metas e objetivos claros, determinou papéis e cobra resultados. Em um momento tenso, que exige uma grande mudança, ser firme é necessário.

(Fontes: Daniela Simi, diretora do Hay Group; Homero Reis, coach ontológico e sócio-diretor da Homero Reis e Consultores e Van Marchetti, diretora da Attitude Plan.)

Papa Francisco: Famílias, vós sois a esperança da Igreja e do mundo

https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-familias-vos-sois-a-esperanca-da-igreja-e-do-mundo-99247

Papa Francisco na Festa das Famílias em Dublin. Foto: Rudolf Gehrig / EWTN Germany.

DUBLIN, 25 Ago. 18 / 07:06 pm (ACI).- Ao presidir a Festa das Famílias na capital Dublin (Irlanda), o Papa Francisco assegurou que as famílias “são a esperança da Igreja e do mundo”.

No evento, no marco do Encontro Mundial das Famílias, o Santo Padre destacou que “Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, criaram a humanidade à sua imagem para fazê-la partícipe de seu amor, para que fosse uma família de famílias e gozasse dessa paz que só ele pode dar”.

Diante de mais de 70.000 pessoas reunidas no estádio Croke Park Stadium, o Papa destacou que “É bom estar aqui! É bom celebrar, porque nos torna mais humanos e mais cristãos. Também nos ajuda a partilhar a alegria de saber que Jesus nos ama, acompanha no percurso da vida e, cada dia, nos atrai para mais perto de Si”.

“Hoje, em Dublin, reunimo-nos para uma celebração familiar de ação de graças a Deus pelo que somos: uma única família em Cristo, espalhada por toda a terra. A Igreja é a família dos filhos de Deus; uma família, onde se regozija com aqueles que estão na alegria e se chora com aqueles que estão na tribulação ou se sentem desanimados com a vida. Uma família onde se cuida de cada um, porque Deus nosso Pai nos fez, a todos, seus filhos no Batismo”, assinalou.

O Papa assegurou que “o Evangelho da família é verdadeiramente alegria para o mundo”, pois na família “sempre se pode encontrar Jesus; lá habita, em simplicidade e pobreza, como fez na casa da Sagrada Família de Nazaré”.

“Foi para nos ajudar a reconhecer a beleza e a importância da família, com as suas luzes e sombras, que escrevi a Exortação Amoris laetitia sobre a alegria do amor, e quis que o tema deste Encontro Mundial das Famílias fosse «O Evangelho da família, alegria para o mundo»”, disse o Papa Francisco.

“Deus quer que cada família seja um farol que irradia a alegria do seu amor pelo mundo. Que significa isto? Significa que nós, depois de ter encontrado o amor de Deus que salva, procuramos, com palavras ou sem elas, manifestá-lo através de pequenos gestos de bondade na vida rotineira de cada dia e nos momentos mais simples da jornada”.

“Isto é santidade”, acrescentou.

O Papa assegurou que “a graça de Deus ajuda dia a dia a viver com um só coração e uma só alma. Mesmo as sogras e as noras! Ninguém diz que seja fácil… É como preparar um chá: é fácil ferver a água, mas uma boa taça de chá requer tempo e paciência; é preciso deixar em infusão! Então, dia após dia, Jesus aquece-nos com o seu amor, fazendo de modo que penetre todo o nosso ser. Do tesouro do seu Sagrado Coração, derrama sobre nós a graça que precisamos para curar as nossas enfermidades e abrir a mente e o coração para nos escutarmos, compreendermos e perdoarmos uns aos outros”.

Francisco destacou além que “não existe uma família perfeita; sem o hábito do perdão, a família cresce doente e gradualmente desmorona-se”.

“Perdoar significa dar algo de si mesmo. Jesus nos perdoa sempre. Com a força de seu perdão, também nós podemos perdoar a outros, se realmente o quisermos”.

“É tarde e estais cansados! Mas deixai que vos diga uma última coisa. Vós, famílias, sois a esperança da Igreja e do mundo! Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, criou a humanidade à sua imagem para fazê-la participante do seu amor, para que fosse uma família de famílias e gozasse daquela paz que só Ele pode dar. Com o vosso testemunho do Evangelho, podeis ajudar Deus a realizar o seu sonho. Podeis contribuir para aproximar todos os filhos de Deus, para que cresçam na unidade e aprendam o que significa, para o mundo inteiro, viver em paz como uma grande família”.

O Santo padre depois rezou a oração do Encontro Mundial das Famílias com os presentes e outorgou a sua bênção apostólica.

O Encontro Mundial das Famílias decorre até este domingo 26 de agosto, e terá como ponto alto uma missa no Phoenix Park, em Dublin, às 10:00h, horário de Brasília.

Nossa Senhora foi assunta aos céus?

Entenda

Grandioso é o mistério da Virgem Maria! Como compreender sua assunção aos céus?

A Santa Igreja ensina que a Virgem Maria, “preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme seu Filho, Senhor dos senhores1 e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo”2. O dogma da Assunção significa que a Santíssima Virgem foi assumida por Deus no Reino dos Céus, que ela foi glorificada de corpo e alma na Jerusalém celeste.

Depois de sua vida terrena, a Mãe do Senhor encontra-se antecipadamente no estado escatológico dos justos na ressurreição final. Nesse sentido, a crença no dogma da Assunção enche de esperança o nosso coração, pois une a dimensão antropológica, o sentido da nossa existência terrena, o destino escatológico com o fim último da nossa humanidade redimida pela cruz de Cristo.

A respeito dos fundamentos bíblicos do dogma da Assunção de Maria não há uma unanimidade. Alguns autores colocam como fundamento bíblico final da doutrina da Assunção a descrição do livro do Apocalipse: “Então, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”3. Outro recorrem ao livro do Gênesis como fundamento: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”4.

Tendo em vista as dificuldades de interpretação que estes fundamentos bíblicos trazem em si, o Papa Pio XII procedeu com um método misto, não meramente bíblico. O Pontífice considerou, de modo especial, a Doutrina dos Santos Padres, que, desde o século II, afirmam uma especial união de Maria, a Nova Eva, com Cristo, o Novo Adão, na luta contra o diabo5. Esta luta contra o demônio há de terminar com a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte6, na qual há uma participação da Virgem Maria, por sua associação na obra de seu Filho. Esta “especial participação de Maria na vitória de Cristo não poderia considerar-se completa sem a glorificação corporal de Maria”7.

Como seu Filho Jesus Cristo, a Virgem Maria partiu deste mundo voltando “para a casa do Pai”8. Tudo isso não está distante de nós, embora possa parecer, porque todos nós somos filhos de Deus, todos nós somos irmãos e irmãs de Jesus e todos nós somos também filhos e filhas de Maria, nossa Mãe. Todos nós desejamos a felicidade, e a felicidade para a qual todos nós tendemos é Deus. Todos nós estamos a caminho da felicidade, que chamamos céu, o qual, na realidade, é a vida com Deus.

Que Nossa Senhora nos ajude, nos dê coragem para fazer com que cada momento da nossa existência seja um passo neste êxodo, nessa saída em busca da felicidade, nesse caminho rumo a Deus. A Virgem Maria nos ajude também a tornar presente a realidade do céu, a grandeza do Senhor na vida do nosso mundo.

No fundo, essa realidade faz parte do nosso dinamismo pascal, de cada um de nós que deseja tornar-se celeste, totalmente feliz, em virtude da Ressurreição de Cristo. Este é o início e a antecipação de um movimento que diz respeito a cada ser humano e ao mundo inteiro. Nossa Senhora, “aquela de quem Deus tinha tomado a carne e cujo coração fora trespassado por uma espada no Calvário, encontrava-se associada, por primeiro e de modo singular, ao mistério dessa transformação para a qual todos nós tendemos, muitas vezes, também nós trespassados pela espada do sofrimento neste mundo”9.

A Virgem Maria, a nova Eva, seguiu Jesus Cristo, o novo Adão, no sofrimento, na Paixão, e, desse modo, também na alegria definitiva. Cristo é a primícia da obra da salvação, mas a sua carne ressuscitada é inseparável da carne da sua Mãe terrena, a Virgem de Nazaré. Em Nossa Senhora, toda a humanidade está envolvida na Assunção a Deus, e com ela toda a criação, cujos gemidos e sofrimentos são, como diz São Paulo, as dores do parto da nova humanidade10. Dessa forma, nascem os novos céus e a nova terra, onde já não haverá mais pranto nem lamentações, porque não haverá mais morte11.

Como é grandioso o mistério de amor que se repropõe à nossa contemplação na Assunção da Virgem Maria! Seu Filho Jesus Cristo venceu a morte com a onipotência do seu amor, pois só este é onipotente. Este amor levou o Senhor a morrer por nós e, dessa forma, vencer a morte. Somente “o amor faz entrar no reino da vida! E Maria entrou após o Filho, associada à sua glória, depois que foi associada à sua paixão”.

Nossa Senhora entrou no céu com um desejo incontrolável e deixou o caminho aberto para todos nós. Por isso, no dia da Assunção, a invocamos como “Porta do céu”, “Rainha dos anjos” e “Refúgio dos pecadores”. Diante desse grande mistério do amor de Deus, “não são os raciocínios que nos fazem compreender essas realidades tão sublimes, mas sim a fé simples, pura, e o silêncio da oração que nos põe em contacto com o Mistério que nos ultrapassa infinitamente”12.

Peçamos a Santíssima Virgem Maria que nos conceda hoje o dom da sua fé, que nos faz viver já nesta dimensão entre o finito e o infinito. Roguemos a Nossa Senhora a fé que transforma também o sentimento do tempo e do transcorrer da nossa existência. Supliquemos a ela aquela fé na qual sentimos intimamente que a nossa vida não se encontra encerrada no passado, mas está orientada para o futuro, para Deus, onde Jesus Cristo e, depois d’Ele, a Virgem Maria nos precederam.

“Contemplando Nossa Senhora da Assunção no Céu, compreendemos melhor que a nossa vida de todos os dias não obstante seja marcada por provações e dificuldades, corre como um rio rumo ao oceano divino para a plenitude da alegria e da paz. Entendemos que o nosso morrer não é o fim, mas o ingresso na vida que não conhece a morte. O nosso crepúsculo no horizonte deste mundo é um ressurgir na aurora do mundo novo, do dia eterno”13.

Conscientes dessas realidades, rezemos com confiança a Virgem Maria, Mãe da Igreja, pedindo que, enquanto ela nos acompanha nas dificuldades do nosso viver e morrer diários, ela nos conserve constantemente orientados para a verdadeira pátria da bem-aventurança, como ela fez durante toda a sua existência terrena.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

1Cf. Ap 19, 16
2A SANTA SÉ. PAPA JOÃO PAULO II. Carta Encíclica Redemptoris Mater, 41, cf. DH 2803, o Papa Pio IX definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, através da Bula Ineffabilis Deus, no dia 8 de dezembro de 1854; cf. DH 3903, o Papa Pio XII declarou e definiu solenemente o dogma da Assunção em corpo e alma da Virgem Maria à glória celestial, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, no dia 1 de novembro de 1950.
3Ap 12, 1.
4Gn 3, 15.
5Cf. Gn 3, 15.
6Cf. Rm 5.6; 1 Cor 15, 21-26; 54-57.
7POZO, Candido. María em la obra de salvación, Madrid, 1990, p. 316, cf. 1 Cor 15, 54.
8Cf. Jo 14, 2.
9A SANTA SÉ. Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de Agosto de 2008.
10Cf. Rm 8, 22.
11Cf. Ap 21, 1-4
12A SANTA SÉ. Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de Agosto de 2008.
13Idem, ibidem.

Natalino Ueda
Missionário da comunidade Canção Nova, desde 2005 cursou Filosofia e Teologia, atua no portal cancaonova.com como produtor de conteúdo é autor do blog Todo de Maria. blog.cancaonova.com/tododemaria

Maria nos capacita a atravessar com fé os momentos dolorosos

“A humildade é como um vazio, que deixa espaço para Deus. O humilde é poderoso, não porque é forte. E esta é a grandeza do humilde, da humildade” – ANSA

15/08/2017 Cidade do Vaticano (RV) – “Trazendo Jesus, Nossa Senhora traz também a nós uma nova alegria, cheia de significado; nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis”.

Falando aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para o Angelus na Solenidade da Assunção, o Papa Francisco recordou que devemos pedir a Maria para nossas famílias e comunidades aquele “dom imenso”, “a graça que é Jesus Cristo”.

A narrativa de Lucas da visita de Maria à sua prima Isabel inspirou a reflexão do Papa, que precede a oração do Angelus.

Francisco recordou que “na casa de Isabel e de seu marido Zacarias, onde antes reinava a tristeza pela falta de filhos, agora existe a alegria de uma criança que chega, uma criança que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias”. E completou:

“E quando chega Maria, a alegria transborda e explode nos corações, porque a presença invisível mas real de Jesus preenche tudo com um sentido: a vida, a família, a salvação do povo, tudo!”

“E esta alegria plena – explica o Santo Padre – se expressa com a voz de Maria na oração estupenda” do Magnificat:

“É o canto de louvor a Deus que opera grandes coisas por meio das pessoas humildes, desconhecidas para o mundo, como é a própria Maria, como é o seu esposo José, e como é também o local onde vivem, Nazaré. As grandes coisas que Deus fez com as pessoas humildes! As grandes coisas que o Senhor faz no mundo com os humildes, porque a humildade é como um vazio, que deixa espaço para Deus. O humilde é poderoso, não porque é forte. E esta é a grandeza do humilde, da humildade.”

“Gostaria de perguntar a vocês, e também a mim – completou Francisco. Mas não se responde em voz alta, cada um responde no coração. Como está a minha humildade?”

“O Magnificat – disse o Papa – canta o Deus misericordioso e fiel que cumpre o seu plano de salvação com os pequenos e os pobres, com aqueles que têm fé n’Ele, que confiam na sua palavra como Maria”.

“A vinda de Jesus naquela casa por meio de Maria – sublinhou Francisco – criou não somente um clima de alegria e de comunhão fraterna, mas também um clima de fé que leva à esperança, à oração, ao louvor”:

“Tudo isto nós gostaríamos que acontecesse hoje em nossas casas. Celebrando Maria Santíssima Assunta ao Céu, gostaríamos que ela, mais uma vez, trouxesse a nós, a nossas famílias, às nossas comunidades, o dom imenso, a graça única que devemos sempre pedir por primeiro e acima das outras graças que também estão no coração: a graça que é Jesus Cristo”.

“Trazendo Jesus – acrescentou o Pontífice – Nossa Senhora traz também a nós uma alegria nova, cheia de significado”:

“Nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis; nos traz a capacidade de misericórdia para perdoar-nos, compreender-nos, apoiarmo-nos uns aos outros”.

“Maria – disse o Papa ao concluir sua reflexão – é modelo de virtude e de fé”, “agradeçamos a ela porque sempre nos precede na peregrinação da vida e da fé”, pedindo que “nos proteja e nos sustente”. “Que possamos ter uma fé forte, alegre e misericordiosa, que nos ajude a sermos santos, para nos encontrarmos com ela um dia no Paraíso”. (JE)

Hoje é celebrada Santa Teresa dos Andes, padroeira dos jovens da América Latina

https://www.acidigital.com/noticias/hoje-e-celebrada-santa-teresa-dos-andes-padroeira-dos-jovens-da-america-latina-17524

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).– “Cristo, esse louco de amor, me fez louca também”, dizia Santa Teresa dos Andes, jovem carmelita descalça que buscava estar sempre em comunhão com Jesus. Faleceu ainda nova, aos 19 anos, e tornou-se modelo de santidade principalmente para a juventude latino-americana, da qual é padroeira.

Nascida em 13 de julho de 1900, em Santiago, no Chile, recebeu o nome Joana Fernandez Solar. Seus pais, Miguel e Lúcia, a educaram em um ambiente cristão. Aos seis anos passou a participar da Missa quase diariamente ao lado de sua mãe.

Essa vivência nutriu no coração da menina o grande desejo de receber a primeira comunhão, o que aconteceu em 1910. A partir de então, procurava comungar todos os dias e gostava de passar longos momentos em um íntimo diálogo com Jesus.

Estudou durante 11 anos no Colégio do Sagrado Coração e nos últimos três anos passou para o regime de internato. Nessa ocasião, precisou assumir com resignação o distanciamento de seus familiares, algo que ela se julgava incapaz de fazer, pois era muito dedicada à família.

Foi aos 14 anos que sentiu confirmada a sua vocação à vida religiosa. A troca de correspondências com a superiora das carmelitas dos Andes a ajudou a amadurecer este chamado até que, aos 17 anos, começou a expressar o desejo de ser carmelita.

Dois anos mais tarde, em 1919, ingressou para as carmelitas dos Andes, tomando o nome de Teresa de Jesus. Sua vida no Carmelo foi breve, pois onze meses depois contraiu febre tifoide e faleceu aos 19 anos, no dia 12 de abril de 1920.

Teresa foi beatificada por São João Paulo II em 1987 e canonizada pelo mesmo Papa em 1993, quando ele a chamou pela primeira vez de Santa Teresa de Jesus “dos Andes”. Na ocasião, o Pontífice ainda recordou que ela era a primeira santa chilena e a primeira carmelita descalça da América Latina a ser elevada à honra dos altares.

Na homilia de canonização de Santa Teresa, João Paulo II assinalou ainda que, “a uma sociedade secularizada, que vive de costas para Deus, esta carmelita chilena, que viveu com alegria apresentada como modelo da perene juventude do Evangelho, oferece o testemunho límpido de uma existência que proclama aos homens e mulheres de hoje que no amar, adorar e servir a Deus estão a grandeza e a alegria, a liberdade e a realização plena da criatura humana”.

O Pontífice ressaltou que a vida de Santa Teresa “grita suavemente a partir do claustro: ‘só Deus basta!’” e este é um grito “especialmente aos jovens, famintos de verdade e em busca de uma luz que dê sentido a suas vidas”.

“A uma juventude solicitada pelas contínuas mensagens e estímulos de uma cultura erotizada e uma sociedade que confunde amor genuíno, que é doação, com o uso hedonista do outro, esta jovem virgem dos Andes proclama hoje a beleza e bem-aventurança que emana corações puros”, acrescentou.

Ângelus: Pala lembra a Festa da Natividade de São João Batista

Domingo, 24 de junho de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé

Na liturgia deste Ângelus, Francisco recordou a história do nascimento de São João Batista

Papa Francisco lembrou São João Batista no Ângelus deste domingo, 24 / Foto: Reprodução Youtube Vatican News

Na manhã deste domingo, 24, o Papa Francisco celebrou a oração mariana do Ângelus, oportunidade na qual centrou a liturgia na Festa da Natividade de São João Batista. Segundo o Santo Padre, o nascimento foi um evento cercado de carinho por seus pais, Isabel e Zacarias, que embora tristes por não terem filhos por conta de suas idades avançadas, sentiram-se abençoados pelo Senhor com aquele importante evento em suas vidas ― o nascimento de João Batista.

“As leis naturais não permitiam, já que eram idosos. Mas Deus não depende de nossas lógicas e limitadas capacidades humanas. É preciso aprender a confiar e a se calar diante do mistério de Deus. E a contemplar, na humildade e no silêncio, a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação”, explicou o Sucessor de Pedro.

Assim que Isabel e Zacarias entendem que nada é impossível para Deus, a alegria de ambos se torna vasta. “O Evangelho de hoje anuncia o nascimento e depois se detém no momento da imposição do nome do menino. Isabel escolhe um nome estranho à tradição da família e diz: ‘ele se chamará João’. Porque João significa ‘Deus realizou a graça’ e esta criança será uma testemunha e arauto da graça a Deus para os pobres que esperam, com fé e humilde, a sua salvação”, disse Francisco.

Zacarias, prosseguiu o Papa, confirmou a escolha daquele nome quando o escreve em uma tábua, já que era mudo. E, naquele instante, sua boca se abriu e começou a falar. “E falava agradecendo a Deus. Todo acontecimento do nascimento de João Batista é circundado por alegria, surpresa e gratidão”, expôs o pontífice.

O milagre do nascimento de João era dito com alegria pelo povo com muita alegria e afeito. “Olhemos para as pessoas que falavam deste milagre do nascimento de João, falavam com sentido de surpresa e gratidão. E, olhando isto, perguntemo-nos: como está a minha fé? É uma fé alegre ou uma fé sempre igual, uma fé plana? Tenho este sentido da maravilha quando ouço falar das obras de Deus, quando ouço falar da evangelização da vida de um santo?”, questionou o Papa Francisco.

Ouvir o consolo do espírito e não se fechar ele, aconselhou enquanto o pontífice enquanto prosseguia a liturgia mariana do Ângelus deste domingo. “Cada um de nós, façamos um exame de consciência sobre como é a minha fé. É alegria? É aberta às surpresas de Deus? Porque o Deus é o Deus das surpresas. Ou tenho já na alma esta alegria na presença de Deus no sentido de gratidão? Pensemos nestas palavras que animaram a fé: alegria, sentido de maravilha, surpresa e gratidão”, ponderou o Sucessor de Pedro.

Beatificação de Chiquitunga

Ao final do Ângelus, o Papa se lembrou da beatificação de Maria Felícia de Jesus Sacramentado, conhecida pelo povo paraguaio como Chiquitunga. “Viveu em meados do século 20, aderiu com entusiasmo a ação católica e cuidou dos idosos e encarcerados. Esta experiência fecunda de apostolado, sustentada com a eucaristia cotidiana desabrochou na consagração ao Senhor”, lembrou. “O testemunho desta jovem beata é um convite a todos os jovens, especialmente aos paraguaios, a viverem a vida com generosidade, mansidão e alegria. Vamos saudar à Chiquitunga com aplausos”, finalizou Francisco.

Viva as virtudes dentro de casa

Seus filhos tem muito a aprender com seu exemplo

O que são as “virtudes humanas”? No Catecismo da Igreja Católica, encontramos a seguinte definição: “As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Propiciam, assim, facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moralmente boa. Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem” (n.1804)

Essas virtudes humanas podem ser exercitadas – umas ou outras – em todas as ações, em todos os momentos da vida: nós a vivemos no trabalho e no descanso, no lar, no relacionamento com os outros, enfim, em todos os aspectos da “conduta” humana. Elas se distinguem das virtudes “teologais” – fé, esperança e caridade -, cujo “objetivo” é diretamente Deus.

O Catecismo da Igreja lembra que todas as virtudes humanas giram à volta das quatro virtudes cardeais – “virtudes-eixo”: prudência, justiça, fortaleza e temperança (n. 1805-1809).

Neste texto, vamos focalizar apenas alguns traços das virtudes cardeais que todos os pais têm a responsabilidade de praticar se querem dar o exemplo necessário para a formação dos filhos. Convençam-se de que, sem elas, o exemplo de fé e religiosidade que se esforcem por dar aos filhos ficará enfraquecido e até poderá ser contraproducente.

Alguns traços das virtudes cardeais  

1) Prudência. Pense em como dá segurança e confiança aos filhos o fato de terem um pai e uma mãe sensatos e reflexivos. São pais que não se assustam facilmente nem perdem a serenidade, ainda que apareçam problemas sérios, mas os enfrentam com fé e procuram usar a cabeça, evitando o alarmismo e as reações precipitadas. Gestores que não vivem distraídos, esquecidos, improvisando, a toda a hora, no meio de uma grande confusão. Que não mudam de planos por imprevidência em prepará-los; que, por falta de ordem, não deixam as coisas para última hora ou para o fim do ano. Que não se descuidam de controlar as despesas, as contas e os prazos. Pais que não precisam, enfim, ouvir aquelas palavras do Paraíso de Dante: “Siate, cristiani, a muovervi più gravi: non siate come penna ad ogni vento…” (”Cristãos, caminhai com mais ponderação; não sejais qual pena movida por qualquer vento…”).

2) Justiça. Da mesma forma, como faz bem aos filhos ter um pai e uma mãe justos, que cumprem o que prometem! Pais que não se desdizem de levar avante aquele passeio planejado, só porque, de repente, mudaram de ideia, deixando-se dominar pelo capricho ou pela preguiça; que não tratam os filhos como números, com indicações, conselhos e ordens genéricas – iguais para todos -, como se o lar fosse uma caixa de soldadinhos de chumbo feitos em série; mas que, como pede a justiça, saibam tratar desigualmente os filhos desiguais, conforme as necessidades materiais, psicológicas e espirituais de cada um (logicamente, não por mimo ou preferências injustas). Que, se fazem uma repreensão justa e prometem um pequeno ou médio castigo (castigo grande quase nunca se justifica), não amolecem, mas cumprem, sem deixar de cercar o filho punido da certeza de que é muito amado e só querem o seu bem.

Também faz muito bem aos filhos outras “justiças” da vida cotidiana. Por exemplo, perceberem que os pais não se aproveitam nunca de um troco errado (devolvem ao caixa a diferença) nem dão jeitos para burlar a fiscalização na entrada do cinema, do estádio, do museu, deixando de pagar o ingresso que qualquer pessoa honesta paga; não admitem nunca a mentira como meio para resolver os problemas etc.

3) Fortaleza. Pense que um clima familiar, no qual não se ouvem queixas nem reclamações ou gemidos é um exemplo maravilhoso de fortaleza para os filhos. Um lar, no qual ninguém se julga mártir ou vítima e, por isso, não tem o hábito de reclamar. Um lar em que o pai, exausto, é capaz de ficar brincando com os filhos, interessando-se pelos seus pequenos “dramas” ou pelos seus sonhos e alegrias infantis – ou adolescentes -; tudo isso com uma naturalidade que não deixa transparecer o cansaço nem os problemas do serviço. Um ambiente, no qual a mãe disfarça, com um sorriso, após um dia bem duro, que se sente exausta e não acha que o desgaste a autorize a gritar com os filhos nem a descarregar neles a “eletricidade nervosa”. Esses são pais que sempre projetam nos filhos a luz e o calor da generosidade, da paciência e da constância.

4) Temperança. Que grande exemplo dão aos filhos os pais que nunca são vistos, nem dentro nem fora de casa, nem nos dias de trabalho nem na sexta-feira à noite, nem aos domingos e feriados, abusando da comida e da bebida! Que não se iludem, achando que vão enganar os filhos dizendo-lhes que se trata só de um “aperitivo” ou uma “cervejinha” de que precisam muito, porque andam fatigados e isso faz bem para a saúde (quando os filhos os veem claramente vermelhos de rosto, com a voz gosmenta e as pernas bambas). Pelo contrário, como toca o coração ver uma mãe que, habitualmente, “gosta” do bife que tem mais nervos e gorduras ou ver o pai que “gosta” do teatro que a mãe adora, mesmo em dias em que seu time joga.

O que dizer da temperança na TV e na Internet? Alguns pais acham que os filhos são tolos. Em matéria de informática, quase sempre dão um solene “chapéu” nos pais e descobrem, muito facilmente (pois ainda não aprenderam a viver a virtude da discrição e a controlar a curiosidade), a quantidade de sites inconvenientes que o pai visitou, como se fosse um adolescente descontrolado.

E quanto à humildade, que Santo Tomás de Aquino situa dentro da temperança? Como se nota a falta de humildade e como ela faz mal! Por isso, é tão formativo os filhos perceberem nos pais que estes não se deixam arrastar por mesquinharias de suscetibilidade, por mágoas persistentes, por querer ter sempre a “última palavra”. Que não os vejam nunca virando o rosto para ninguém nem dominados por espírito de superioridade ou falando com desprezo e crítica azeda sobre o cunhado que fez isso ou da tia que fez aquilo.

Virtudes humanas. São muitas as que os pais deveriam cultivar, como uma lâmpada que brilha em lugar escuro…! ( I Pedr 1, 19).   Cultivar virtudes e ensiná-las aos filhos – com a força moral que dá o bom exemplo – é um empreendimento árduo, mas é decisivo, e, por isso, deve ser enfrentado e levado a termo pelos pais dia após dia, com a graça de Deus, com muito amor e com esforço constante.

Oxalá os filhos, quando crescerem e forem avançando em anos, possam dizer que nunca se apagou neles a imagem da mãe, a imagem do pai, e que até na idade madura e na velhice o pai e a mãe continuam a iluminar-lhes a vida.

Padre Francisco Faus
http://www.padrefaus.org/

Santo Evangelho (João 16,23b-28)

6ª Semana da Páscoa – Sábado 12/05/2018

Primeira Leitura (At 18,23-28)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

23Paulo permaneceu algum tempo em Antioquia. Em seguida, partiu de novo, percorrendo sucessivamente as regiões da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos. 24Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria. Era um homem eloquente, versado nas Escrituras. 25Fora instruído no caminho do Senhor e, com muito entusiasmo, falava e ensinava com exatidão a respeito de Jesus, embora só conhecesse o batismo de João. 26Então, ele começou a falar com muita convicção na sinagoga. Ao escutá-lo, Priscila e Áquila tomaram-no consigo e, com mais exatidão, expuseram-lhe o caminho de Deus. 27Como ele estava querendo passar para a Acaia, os irmãos apoiaram-no e escreveram aos discípulos para que o acolhessem bem. Pela graça de Deus, a presença de Apolo aí foi muito útil aos fiéis. 28Com efeito, ele refutava vigorosamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 46)

— O Senhor é o grande Rei de toda a terra.
— O Senhor é o grande Rei de toda a terra.

— Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra.

— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso.

— Os chefes das nações se reuniram com o povo do Deus santo de Abraão, pois só Deus é realmente o Altíssimo, e os poderosos desta terra lhe pertencem!

 

Evangelho (Jo 16,23b-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 23b“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. 24Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa. 25Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. 26Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, 27pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. 28Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Nereu, Aquiles e Pancrácio – mártires da fé

Nereu, Aquiles e Pancrácio, três mártires da fé, que causaram grande impacto no Cristianismo

Nereu e Aquiles viveram no século III. Foram severamente torturados e morreram durante a perseguição militar, com a qual deu início a era de Diocleciano. Uma das marcantes representações de martírio, é a gravura de Santo Aquiles atingido pelo verdugo.

Sobre Pancrácio, sabemos que herdou dos pais a fé, coragem e admiração pelo imperador. Agora, ao tornar-se órfão, teve que morar com um santo tio chamado Dionísio, que morreu mártir antes do sobrinho. Diante da perseguição promovida pelo imperador, Pancrácio, que era muito jovem, começou a ver pessoas testemunhando Jesus até o sangue, como o seu tio e amigo.

Persuadido pelo próprio imperador, que recordava o amor aos pais, São Pancrácio manteve-se fiel a Jesus, mesmo diante das promessas e ameaças de morte.

Portanto, com apenas 15 anos, São Pancrácio soube dizer ‘não’ ao poder opressor e ‘sim’ à Vida Eterna, na qual entrou depois de ser decapitado, ou seja, martirizado com Nereu e Aquiles.

Santos Nereu, Aquiles e Pancrácio, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 16, 20-23a)

6ª Semana da Páscoa – Sexta-feira 11/05/2018

Primeira Leitura (At 18,9-18)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Estando Paulo em Corinto, 9uma noite, o Senhor disse-lhe em visão: “Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, 10porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence”. 11Assim Paulo ficou um ano e meio entre eles, ensinando-lhes a Palavra de Deus. 12Na época em que Galião era procônsul na Acaia, os judeus insurgiram-se em massa contra Paulo e levaram-no diante do tribunal, 13dizendo: “Este homem induz o povo a adorar a Deus de modo contrário à Lei”. 14Paulo ia tomar a palavra, quando Galião falou aos judeus, dizendo: “Judeus, se fosse por causa de um delito ou de uma ação criminosa, seria justo que eu atendesse a vossa queixa. 15Mas, como é questão de palavras, de nomes e da vossa Lei, tratai disso vós mesmos. Eu não quero ser juiz nessas coisas”. 16E Galião mandou-os sair do tribunal. 17Então todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e espancaram-no diante do tribunal. E Galião nem se incomodou com isso. 18Paulo permaneceu ainda vários dias em Corinto. Despedindo-se dos irmãos, embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila. Em Cencreia, Paulo rapou a cabeça, pois tinha feito uma promessa.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 46)

— O Senhor é o grande Rei de toda a terra.
— O Senhor é o grande Rei de toda a terra.

— Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra.

— Os povos sujeitou ao nosso jugo e colocou muitas nações aos nossos pés. Foi ele que escolheu a nossa herança, a glória de Jacó, seu bem-amado.

— Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

 

Evangelho (Jo 16,20-23a)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. 21A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo. 22Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. 23aNaquele dia, não me perguntareis mais nada”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Inácio de Láconi, exemplo vivo da pobreza

Santo Inácio de Láconi tinha o verdadeiro espírito franciscano: exemplo vivo da pobreza

Francisco Inácio Vincenzo Peis, o segundo de nove irmãos, nasceu na cidade de Láconi, Itália, no dia 17 de novembro de 1701. Seus pais eram muito pobres, mas ricos de virtudes humanas e cristãs, educando os filhos no fiel seguimento de Jesus Cristo.

Inácio, desde a infância, sentiu um forte chamado para a vida religiosa. Possuía dons especiais de profecia, de cura e um forte carisma. Costumava praticar severas penitências, mantendo seu espírito sereno e alegre, em estreita comunhão com Cristo.

Antes de completar os vinte anos de idade, ele adoeceu gravemente e por duas vezes quase morreu. Nessa ocasião, decidiu que seguiria os passos de São Francisco de Assis e se dedicaria aos pobres e doentes, se ficasse curado. E assim o fez. Foi para a cidade de Cagliari para viver entre os frades capuchinhos do Convento do Bom Caminho. Mas não pôde ser aceito, devido à sua frágil saúde. Depois de totalmente recuperado, em 1721, vestiu o hábito dos franciscanos.

Frei Inácio de Láconi, como era chamado, foi enviado para vários conventos e, após quinze anos, retornou ao Convento do Bom Caminho em Cagliari, onde permaneceu em definitivo. Ali, ficou encarregado da portaria, função que desempenhou até à morte. Tinha o verdadeiro espírito franciscano: exemplo vivo da pobreza, entretanto de absoluta disponibilidade aos pobres, aos desamparados, aos doentes físicos e aos doentes espirituais, ou seja, aos pecadores, muitos dos quais conseguiu recolocar no caminho cristão.

Durante seus últimos cinco anos de vida, Inácio ficou completamente cego. Mesmo assim continuou cumprindo com rigor a vida comum com todos os regulamentos do convento. Morreu no dia 11 de maio de 1781. Depois da morte, a fama de sua santidade se fortaleceu com a relação dos milagres alcançados pela sua intercessão.

Frei Inácio de Láconi foi beatificado pelo Papa Pio XII em 1940 e depois canonizado por este mesmo Santo Padre em 1951. O dia designado para sua celebração litúrgica foi o de sua morte: 11 de maio.

Santo Inácio de Láconi, rogai por nós!

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