Legislação Diocesana – Penitência-Unção dos Enfermos

LEGISLAÇÃO DIOCESANA

1º SÍNODO da Diocese de Novo Hamburgo – 1990

Diretório Litúrgico para os Sacramentos

IV. A Penitência

1. No sacramento da Penitência, os fiéis que confessam seus pecados ao ministro legítimo, arrependidos e com o propósito de se emendarem, alcançam de Deus, mediante a absolvição dada pelo ministro, o perdão dos pecados cometidos após o Batismo e, ao mesmo tempo, se reconciliam com a Igreja, à qual ofenderam pelo pecado.

2. Todo fiel, depois de ter chegado à idade de discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos uma vez por ano.

3. Quem está consciente de pecado grave, não celebre a Missa nem co­mungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental.

4. O fiel tem a obrigação de confessar, quanto à espécie e ao número, todos os pecados graves de que tiver consciência após diligente exame, cometidos depois do batismo e ainda não perdoados diretamente pelas chaves da Igre­ja, nem acusados em confissão individual. Recomenda-se aos fiéis que confes­sem também os pecados veniais.

5. Aconfissão individual íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e a Igreja.

6. Lembrem-se os sacerdotes do sagrado direito e da comprovada utilidade que têm os fiéis de serem atendidos individualmenteem Confissão. Sejamestabelecidos claramente, em cada paróquia, dias e horas para esse atendimento.

7. Dado que no território desta diocese de Novo Hamburgo não se configura a situação prevista pelos cânones 961-964, não se poderá administrar a ab­solvição sacramental coletiva sem prévia Confissão individual, a não ser que ha­ja iminente perigo de morte.

8. Aproveitem-se os tempos fortes do ano litúrgico para oferecer a rodas as comunidades ocasião de Confissões, com adequada preparação comunitária e ensejo para a Confissão individual. Que as paróquias limítrofes se organizem de tal forma a dar, em número maior de confessores, ocasião para confessar, a fim de favorecer a liberdade de escolha e agilidade.

9. O local apropriado para ouvir Confissões seja, normalmente, o confes­sionário tradicional, ou outro recinto conveniente, expressamente preparado para essa finalidade, de fácil acesso, de modo que os fiéis se sintam convidados à prática do sacramento da Penitência.

V. A Unção dos Enfermos

1. O sacramento da Unção dos enfermos confere ao doente a graça do Es­pírito Santo, que contribui para o bem do homem todo, reanimado pela confian­ça em Deus e fortalecido contra as tentações do maligno e as aflições da morte, de modo que possa não somente suportar, mas combater o mal, e consegue, se for conveniente à sua salvação espiritual, a própria cura. Este sacramento pro­porciona também, em caso de necessidade, não havendo possibilidade de con­fissão prévia, o perdão dos pecados e a consumação da penitência cristã.

2. AUnção dos enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo alcan­çado o uso da razão, começa a estar em perigo de vida por motivo de doença ou velhice.

3. Pode-se fazer a celebração comunitária da Unção dos enfermos para vários doentes adequadamente preparados e devidamente dispostos, com a condição, porém, que realmente comecem a estar em perigo de morte, oferecendo-lhes primeiro a oportunidade de se confessarem e receberem a Comunhão.

4. Cuidem os pastores de almas e os parentes dos enfermos que estes se­jam confortados em tempo oportuno com o sacramento da Unção dos enfermos.

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