Legislação Diocesana – Confirmação-Eucaristia

LEGISLAÇÃO DIOCESANA

1º SÍNODO da Diocese de Novo Hamburgo – 1990

Diretório Litúrgico para os Sacramentos

II. A Confirmação

1. Por este sacramento são os batizados enriquecidos com o dom do Espírito Santo, vinculados mais estreitamente à Igreja e fortalecidos para testemu­nhar sua fé pela palavra e pela ação.

2. Para receber licitamente este sacramento, é necessário que o candida­to esteja convenientemente preparado, devidamente disposto e que possa re­novar as promessas do batismo, feita a primeira comunhão.

3. Acatequese para a confirmação seja um aprofundamento da vida cris­tã, uma confirmação do compromisso do Batismo e oportuna motivação para o engajamento na comunidade. Haja para os confirmandos uma preparação de pelo menos 30 encontros semanais, quando a preparação for de um ano; com 30 encontros quinzenais, quando a preparação for de dois anos, cabendo ao conselho pastoral paroquial a decisão de optar por um ou dois anos. A cateque­se para a Confirmação seja dada com os subsídios e roteiros elaborados ou apro­vados pelo bispo diocesano.

4. Aadministração deste sacramento deve ser verdadeira festa para a co­munidade.

5. Como norma geral, a Confirmação não seja conferida antes dos doze anos de idade. Contudo, mais do que com o número de anos, o pastor deve preocupar-se com a maturidade do crismando na fé e com a inserção na comu­nidade. Por isso, a juízo do pároco, a idade indicada poderá ser diminuída ou aumentada, de acordo com as circunstâncias do crismando, permanecendo a obrigação de confirmar os fiéis ainda não crismados que se encontrem em peri­go de morte, seja qual for sua idade.

6. Em perigo de morte, o pároco ou qualquer sacerdote poderá administrar o sacramento da Confirmação.

7. É conveniente que se tome como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no Batismo.

8. No Livro de Crisma, a ser conservado no arquivo paroquial, anotem-se os nomes dos confirmados, mencionando o ministro, os pais e padrinhos, o lugar e o dia da Confirmação.

III. A Eucaristia

1. Augustíssimo sacramento é a Santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O sacrifício Eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Se­nhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da Cruz, é o ápice e a fonte de todo culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do po­vo de Deus e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramen­tos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a Santíssima Eucaristia e a ela se ordenam.

2. Os fiéis tenham em máxima honra a Santíssima Eucaristia, participando ativamente na celebração do Augustíssimo sacrifício, recebendo devotíssima e freqüentemente esse sacramento e prestando-lhe culto supremo de adoração.

3. Para afervorar a oração e a meditação dos fiéis, promovam-se oportu­namente horas de adoração e vigília diante do Santíssimo Sacramento.

4. Anão ser que obste motivo grave, a Igreja em que se conserva a Santíssima Eucaristia esteja aberta todos os dias aos fiéis, aos menos durante algumas horas, a fim de que eles possam dedicar-se à adoração diante do Santíssi­mo Sacramento.

5. Acelebração eucarística deve realizar-se em lugar sagrado, a não ser que, em caso particular, a necessidade exija outra coisa. O sacrifício Eucarístico deve realizar-se sobre altar dedicado ou benzido; fora do lugar sagrado, pode ser utilizada uma mesa conveniente, mas sempre com toalha e corporal.

6. De acordo com o pároco, poderá celebrar-se a Santa Missa em pequenos grupos e comunidade de base, promovendo maior evangelização.

7. No domingo e nos outros dias de festa de preceitos, os fiéis têm a obrigação de participar na Santa Missa ou no culto dominical. Satisfaz o preceito de participar na santa Missa quem assiste à Missa em qualquer lugar onde é celebrada em rito católico, no próprio dia ou na tarde do dia anterior.

8. Todo fiel, depois de ter recebido a Santíssima Eucaristia pela primeira vez, tem a obrigação de receber a Sagrada Comunhão ao menos uma vez por ano. Esse preceito deve ser cumprido no tempo pascal, a não ser que, por justa causa, se cumpra em outro tempo do ano.

9. Recomenda-se vivamente que os fiéis recebam a Sagrada Comunhão na própria celebração Eucarística, oxalá todos os domingos; seja-lhes, porém, administrada fora da Santa Missa quando pedem por justa causa, observando-se os ritos litúrgicos.

10. Quem já recebeu a Santíssima Eucaristia, pode recebê-la uma segun­da vez no mesmo dia, mas somente dentro da celebração Eucarística.

11. Cuide-se com especial carinho dos doentes e idosos, facilitando-lhes a Sagrada Comunhão em casa, também através de ministros extraordinários da Sagrada Comunhão.

12. Para que a Santíssima Eucaristia possa ser administrada às crianças, requer-se que elas tenham suficiente conhecimento e cuidadosa preparação, de acordo com sua capacidade, e recebam o Corpo do Senhor com fé e devoção.

13. Apreparação para a participação plena na Eucaristia é momento pri­vilegiado para a formação na fé. E preciso aproveitá-lo para educar as crianças e as famílias. Cuide-se de que não seja mera preparação para uma solenidade, mas verdadeira iniciação na comunidade. Recomenda-se vivamente que tal preparação seja feita em grupos de famílias, com a participação dos pais.

14. Onde isso não for possível:

a) Organize-se a catequese especial para a iniciação Eucarística, com a duração preferencial de doze meses. Insista-se para que se estabeleçam dois anos; em qualquer hipótese, seja assegurado o mínimo de quarenta encontros.

b) Programem-se encontros com os pais das crianças, visando formá-los para a participação na comunidade.

c) Façam-se, na medida do possível, visitas às famílias.

15. Tendo presente que a pessoa deve assumir a própria fé, é preciso pro­porcionar à criança suficiente maturidade para comprometer-se com Cristo e com sua comunidade; não se retarde, contudo, demasiadamente a primeira Eu­caristia. Quanto à escolaridade, sejam admitidas as crianças da terceira série do primeiro grau. Quanto ao domicílio, sejam elas instruídos na própria paróquia. Em caso de necessidade, exija-se um atestado de transferência.

16. Em vista do crescente número de jovens e adultos que não fizeram a primeira Comunhão, é preciso que a paróquia disponha de pessoas aptas para a preparação deles, mediante uma programação especial de, pelos menos, cinco meses, motivando-se para a integração na comunidade e encaminhando-os pa­ra o sacramento da Confirmação.

17. Aprimeira Comunhão culmina um longo trabalho que envolve toda a paróquia. A celebração deve ser preparada com esmero para a participação dos neocomungantes, de seus familiares, dos catequistas e de toda a comunidade paroquial. Seja uma liturgia solene, bem celebrada, alegre, capaz de conta­giar, motivando à participação na comunidade muitos que só aparecem em tal ocasião.

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