Mútua submissão e reverência por Cristo

MÚTUA SUBMISSÃO E REVERÊNCIA POR CRISTO

Por Christopher West

Submetei-vos uns aos outros no temor a Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, como Cristo também é a cabeça da Igreja, seu Corpo, da qual Ele é o Salvador. Por outro lado, como a Igreja se submete a Cristo, que as mulheres também se submetam, em tudo, a seus maridos. Maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de santificar pela palavra aquela que Ele purifica pelo banho da água” (Ef 5, 21-26).

Note a primeira recomendação de São Paulo aos esposos: “submetei-vos uns aos outros no temor a Cristo” (Ef 5, 21). Como enfatiza João Paulo II, em Efésios 5, São Paulo convida o casal a uma submissão mútua. Os que acham que o apóstolo está apenas regurgitando preconceitos culturais contra as mulheres não percebem quanto esta idéia era contra a cultura.

Quando São Paulo – insiste o Papa – pede às mulheres que “sejam submissas a seus maridos” (Ef 5, 22), “não tenciona dizer que (…) o casamento é um pacto de domínio do marido sobre a mulher (…). O amor torna o marido simultaneamente submisso à mulher” (11/8/1982). E ser “submisso” à mulher – acrescenta ele – significa viver em “completa doação a ela” (18/8/1982). Significa dizer que ambos realizam e vivem o significado esponsal de seus corpos, que os convida a uma sincera e mútua autodoação.

Cristo, que “ofereceu o próprio corpo” por sua Esposa, deve ser a fonte e o modelo dessa autodoação. Os cônjuges cristãos se doam um ao outro “no amor reverente de Cristo” (Ef 5, 21). O Papa chega a dizer que esse amor reverencial “não é senão uma forma espiritualmente madura” da atração mútua entre os sexos (04/7/1984). Em outras palavras, a “reverência a Cristo” resulta de uma experiência vivida da libertação da atração e do desejo sexual. Através de uma contínua conversão, iremos experimentar gradualmente aquele maduro nível de pureza de que falamos antes.

Homens e mulheres puros vêem o mistério de Cristo revelado através de seus corpos. Não é apenas uma idéia religiosa; homens e mulheres puros sentem isto em seus corações. Compreendem que o chamado à união, inscrito em sua sexualidade, é realmente um “grande mistério” a proclamar a união de Cristo com a Igreja. Quando experimentamos isto como o “conteúdo” de nossas atrações sexuais, não queremos mais a luxúria, mas a genuflexão. Se vivemos como São Paulo recomenda, a luxúria torna-se inconcebível. O “grande mistério” da sexualidade enche-nos de profundo assombro, admiração e maravilha. Em outras palavras, nos enche de reverência por Cristo.

Trecho do Livro “Teologia do Corpo para Principiantes – uma introdução básica à revolução sexual por João Paulo II”, de Christopher West. Porto Alegre: Editora Myriam, 2008.

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