Mais do que uma cerimônia nupcial…

“O Espírito Santo está em vós: Ele vive dentro de vós em virtude dos sacramentos do Batismo, Confirmação e Matrimônio! Ele vos manterá no cumprimento da vossa Missão!”
Beato Papa João Paulo II, 02/7/1998

Mais do que uma cerimônia nupcial…
Porquê casar-se na Igreja?

http://masscatholicmarriage.org/assets/HomileticsBulletinInserts/portuguese/Church_Wedding_Port.pdf

Quando Joel e Marie se decidiram casar, tinham acabado de se formar e ganhavam pouco. Tinham que escolher: um “casamento na igreja,” com todas as despesas que a indústria de casamentos em todas as revistas da especialidade dizem ser necessário, ou apenas uma simples cerimônia civil perante um juiz de paz?

Por vezes, temos a impressão de que a razão para nos casarmos à igreja é primeiramente estética: podemos encontrar uma igreja bonita e ter o casamento ideal para as fotografias.

Por outro lado, para muitas pessoas, existem muitas vezes graves restrições financeiras. É conveniente não gastar as economias em bonitas fotografias e recordações.

Mas a cerimônia nupcial não é o verdadeiro motivo para se casar na Igreja. A razão verdadeira é o matrimônio.

Um matrimônio cristão é um sacramento que torna presente a graça de Deus. E nada acerca do matrimônio tem a ver com esvaziar a conta bancária.

Convidem Jesus

Pense em todas as dificuldades com que os casamentos se deparam hoje em dia. Deus quer dar-nos a força para termos um casamento feliz e santo. E quer que sejamos livres dos males do divórcio, que criemos bem os nossos filhos, e que desabrochemos como uma família.

Deus concede-nos a sua graça para fazermos tudo isto no sacramento do Matrimônio (casamento). Pela graça, Deus transforma-nos para que possamos amar como Ele ama.

De fato, no sacramento do Matrimônio, o noivo inicia o matrimônio ministrando a graça de Deus à sua noiva, tal como ela o faz para com ele. É por isso que são “os esposos, como ministros da graça de Cristo, que mutuamente se conferem o sacramento do Matrimônio, ao exprimirem, à face da Igreja, o seu consentimento.”1 O sacerdote é a testemunha; os esposos são os ministros do sacramento.

Aquele momento é o início de uma inundação de graça que Jesus quer derramar sobre os esposos. O Catecismo da Igreja Católica descreve estas graças: “Cristo fica com eles, dá-lhes a coragem de O seguirem tomando sobre si as suas cruzes, de se levantarem depois das quedas, de se perdoarem mutuamente, de levarem o fardo um do outro, de serem submissos um ao outro no temor de Cristo (Ef 5, 21), e de se amarem com um amor sobrenatural, delicado
e fecundo.”2

Ao terem um “casamento na igreja”, os Católicos têm mais do que um bonito casamento. Eles têm o poder sacramental de Deus para um belo casamento!

Matrimônio: Natural e Sobrenatural

Nem toda a cerimônia nupcial realizada numa igreja é um sacramento, todavia. Para poder receber a graça sacramental, a pessoa tem de ser batizada. O Batismo inicia a pessoa na vida Cristã e prepara-a para receber outros sacramentos. Se um ou ambos os nubentes não são batizados, então o matrimônio não é um sacramento. É, no entanto, um casamento verdadeiro, que a Igreja chama um “casamento bom e natural”.

Como Jesus disse, “Não lestes que o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher, e disse: Por isso, o homem deixará o pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois um só?” (Mt 19, 4-5)

O Matrimônio foi planejado pelo Criador “desde o princípio” para ser o lugar onde o amor para toda a vida e dador da vida forma a família. Os matrimônios entre não-Cristãos têm este valor natural, e por isso são válidos (“bons e naturais”) matrimônios.

O sacramento do Matrimônio mergulha esta coisa naturalmente boa na graça de Deus e abençoa-a ainda mais.

E se um Católico casar com um não católico? Se o cônjuge não-Católico é um cristão batizado (um “casamento misto”), então ambos marido e esposa recebem o sacramento do Matrimônio, desde que o Católico receba autorização da diocese para casar e siga os requisitos para o Matrimônio Católico.

E se um Católico se casar com um não-Cristão (alguém não batizado)? Então, é preciso mais cuidado, o que é expresso na dispensa necessária em tais casos (chamados “disparidade de culto”). O Matrimônio não será sacramento, mas um matrimônio “bom e natural”.
Porque é que a Igreja se preocupa com a fé que cada um tem? Porque ela tem uma compreensão realista das possíveis dificuldades que envolvem matrimônios mistos e matrimônios com disparidade de cultos.

“Nas alegrias do seu amor e vida familiar, Cristo dá-lhes aqui na Terra uma prova da festa das núpcias do Cordeiro”. Catecismo da Igreja Católica, 1642

Podem gerar tensão no matrimônio e indiferença religiosa. E, acima de tudo, está em jogo, a sorte dos filhos.

Deus quer que eles tenham todas as graças da Sua bondade – as quais só podem ser encontradas na sua plenitude na Igreja Católica. Mas a Igreja afirma que religiões diferentes não constituem “um obstáculo intransponível para o matrimônio” quando ambos os esposos estão abertos à graça de Deus que atua nas suas vidas.3

Colocando a Missa em Primeiro Lugar

Quando Joel e Marie estavam a pensar casar-se, não tiveram quaisquer hesitações: “Para nós, o casamento não era a recepção, o vestuário ou a lua-de-mel,” disse Marie. “Era o sacramento, que nos uniria num só aos olhos de Deus”.

Mas como podiam pagar um “casamento na igreja?” “Fácil!” – disse Joel. “A nossa atenção estava focada na Missa”. A recepção teve lugar no salão paroquial e foi preparada pelo grupo de amigos que se ofereceram como voluntários. As decorações foram simples e a mãe de Marie fez o bolo do casamento. Um amigo tirou as fotografias. A lua-de-mel durou uns poucos dias.

Os dias de estudante de Joel e Marie já passaram, e eles celebram este ano o seu décimo aniversário matrimonial.
Será que eles sentem algum arrependimento por terem tido um casamento tão simples?

“Não, nenhum!” — diz Marie. “Porquê começar a vida matrimonial enterrado em dívidas de um casamento faustoso?”
Joel confirma:
“Nós gostamos demais do nosso casamento, e temos gratas recordações. Mas, temos mais do que recordações — temos um precioso matrimônio que nos aproxima de Deus, e é isso o sacramento. Cristo esteve no centro do nosso casamento, então, e Ele está no centro do nosso casamento hoje!

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1Catechism of the Catholic Church, 1623.
2Ibid., 1642.
3Ibid., 1634.

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