Pastoral Familiar

AOS SENHORES PÁROCOS, VIGÁRIOS PAROQUIAIS,

REITORES DE SANTUÁRIOS E SEMINÁRIOS

Juntamente com o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Porto Alegre (1ª Instância) e o Tribunal Eclesiástico Regional Sul 3 de Porto Alegre (2ª Instância), unimo-nos com a

PASTORAL DA FAMÍLIA                              para manifestar que

O Direito Eclesiástico mostra viva preocupação pastoral na preparação para o enlace matrimonial; isto consta nos cânones 1.063 até 1.072. Colhemos especialmente no cân. 1.066, tríplice finalidade no processo de habilitação:

a) Recolher dados pessoais e verificar ausência de impedimentos;

b) Certificar-se do livre consentimento;

c) Completar, se houver necessidade, a instrução sobre a doutrina católica.

Esta é a tarefa de responsabilidade do Pároco.

Com base nos itens do Direito Canônico, permito-me oferecer despretensiosa contribuição em favor de uma eficaz preparação ao matrimônio. Seria muito proveitoso valer-se de um roteiro para levar os noivos a refletir em pontos essenciais, que são:

1°) Aspectos de mútuo conhecimento: nada esconder do que possa perturbar a vida familiar; mostrar a cara com verdade – declarar os impedimentos ou obstáculos invencíveis – planos sobre a prole futura.

2°) Aspectos de ordem moral: índole própria, caráter, força de vontade, retidão no pensar e agir, sinceridade, verdadeiro amor – é necessário um mínimo de amor verdadeiro.

3°) Aspectos de ordem psicológica: desvios de comportamento, desconfianças, ciúmes, anomalias, psicoses ou fixação, tratamento psiquiátrico, desequilíbrios, etc.

4°) Aspectos de ordem econômica: possibilidades de manutenção e habitação – pensar nos futuros filhos e suas necessidades de sobrevivência, estudo e saúde. Não casar por motivos financeiros tão somente.

5°) Aspectos de ordem religiosa e espiritual: buscar santificação mútua – prática religiosa regular – doutrina da Igreja Católica – evitar outros credos ou crendices – intenção e resolução firme de educar os filhos no viver católico. Crescer na comunhão de vida interpessoal “una caro” no matrimônio uno e indissolúvel.

Advertência Indispensável

1°) Se forem freqüentes as desavenças, críticas impiedosas e repetidas, intolerância mútua, falta de sintonia de vida, reclamações contínuas da maneira de ser e de se comportar, isto tudo nesta época de conquista amorosa entre ambos, o que poderá acontecer futuramente, quando estiverem vivendo a rotina cotidiana? A ruína familiar será inevitável, pois “quem semeia ventos colhe tempestades”.

2°) Se não houver procura de mútuo conhecimento e o diálogo sobre planos de responsabilidade matrimonial não for levado a sério, se o móvel principal do casamento for o interesse pessoal, financeiro, social ou especialmente sexual, já começa fracassado o enlace matrimonial preparado desta forma alienada.

3°) Se ambos não tiverem a preocupação de verificar seriamente a certeza moral de que existe entre os dois um verdadeiro amor para se tolerar, ajudar e perdoar, mantendo sempre acesa a chama de convivência interpessoal por toda a vida, estarão preparando um malogro certo, como tantos que hoje conhecemos.

4°) Se na vivência matrimonial faltar o cultivo dos valores espirituais cristãos e a assídua participação na comunidade paroquial for desprezada, esfriará o amor conjugal.

In Iustitia Christi,

Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral

Novo Hamburgo, 01 de setembro de 2009.

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