Passear com o Santíssimo Sacramento

REVMOS. SENHORES PÁROCOS, VIGÁRIOS PAROQUIAIS E AUXILIARES, REITORES DE SANTUÁRIOS E SEMINÁRIOS

É PERMITIDO “PASSEAR” COM O SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Em primeiro lugar, o padre NÃO É dono da liturgia. Ele é obrigado a seguir estritamente as rubricas da Missa e das outras ações litúrgicas fixadas pela Igreja.

Não se permite ao Padre sair com o Santíssimo Sacramento passeando pela igreja e, como alguns padres fazem, dançando com a Hóstia consagrada nas mãos.

Sempre que o sacerdote é obrigado a transportar o Santíssimo Sacramento de um local a outro, isso deve ser feito com o maior respeito: o padre deve usar uma capa especial (capa pluvial e véu humeral), deve ser acompanhado no trajeto por dois coroinhas, segurando velas acesas, e ao toque de campainhas, anunciando ao Povo que deve então adorar o Santíssimo Sacramento em seu trajeto. Tudo isso visa dar consciência da presença real de Cristo na Hóstia consagrada.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando o padre leva a Hóstia da capela do Santíssimo ao altar onde se realiza a Missa, ou na procissão de Corpus Christi.

 

Convém ainda discernir…

As Procissões Eucarísticas são aquelas em que a Eucaristia é levada solenemente pelas ruas com cânticos e em que o povo cristão dá testemunho público de fé e de piedade para com o Santíssimo Sacramento (EDREL 795). Uma procissão eucarística não é um passeio folclórico com o Santíssimo e as imagens pelas ruas duma terra, mas uma súplica solene do povo fiel, neste caso dirigida ao Senhor de todos os Santos, presente no pão consagrado.

Procissões com imagens de Santos são aquelas em que são levadas imagens em andores, transportados aos ombros por clérigos ou fiéis. Nestas procissões pode ir, além das imagens, uma relíquia sagrada. Mas nunca vai o Santíssimo Sacramento. Por quê? Porque o Santíssimo Sacramento é o “Sacramento Santíssimo”, é o “Corpo Santíssimo de Cristo”, é o “Corpo de Deus”, ao passo que uma imagem é apenas uma representação de alguém, homem ou mulher, a quem a Igreja declarou Santo ou Santa. O Santíssimo e as imagens dos Santos são realidades da fé totalmente distintas.

*In EDREL (Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica), editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia.

Para os católicos o milagre não necessita de “toques” no ostensório (para quem não sabe, é a custódia onde se coloca o Santíssimo Sacramento para ser exposto e/ou levado em procissão) ou onde quer que seja, pois depende somente de Deus; ou que o mesmo seja esfregado na cara ou qualquer outra parte do corpo dos fiéis; isso sempre vai ser um abuso. As pessoas que vão à adoração não vão para conseguirem um “toque no ostensório” como condição para alcançarem milagres. Vão para rezar.

A cerimônia de adoração ao Santíssimo Sacramento faz parte da tradição da Igreja Católica e é uma coisa muito boa, santa, justa e agradável a Deus. Que o Altíssimo possa abençoar o nosso país, em atenção aos milhares de fiéis que se aproximam para vê-Lo na Hóstia Consagrada; e que a presença diante de Deus em contemplação possa transformar as almas cada  vez mais Naquele que é contemplado.

In Iustitia Christi,

Mons. Inácio José Schuster

Vigário Geral da Diocese

Novo Hamburgo, 08 de dezembro de 2010. Solenidade da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.

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