Músicas no casamento religioso

AOS SENHORES PÁROCOS, VIGÁRIOS PAROQUIAIS, VIGÁRIOS AUXILIARES E SECRETÁRIOS(AS) PAROQUIAIS

 

A pedido de 95% dos senhores Párocos de nossa Diocese, e em concordância com o senhor Bispo Diocesano, determinamos, a partir de agora, que seja respeitada a disciplina sobre as músicas a serem executadas nas cerimônias de casamento em toda nossa Circunscrição Eclesiástica.

 

O papel da Música na Cerimônia do Casamento

A música instrumental e a vocal são um serviço integrante da celebração litúrgica dos casamentos. Desta forma, a música tem sua função específica inserida na celebração. Isso é diferente de se tocar música enquanto se celebra um casamento.

É indispensável ter sempre presente, que na liturgia católica, a música e o canto devem propiciar e promover na assembléia a participação cônscia, ativa e frutuosa (SC 11, 14 e 113), em harmonia com o espírito da ação litúrgica (SC 30, 116 e 118). Há estilos diferentes de músicas e de cantos para momentos diferentes. Em todos se busca a interiorização.

A música deve servir à participação da liturgia e não se tornar enfeite de mero ato social. “O canto e a música são elementos indispensáveis e toda celebração litúrgica. No matrimônio, sejam escolhidos de acordo com a natureza do rito e expressem o mistério celebrado. O que se diz dos cantos, vale também para a escolha das músicas. Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes ou de novelas” (cf. Guia Litúrgico Pastoral da CNBB), músicas de danças, composições de festivais, canções populares ou da MPB, tipo “Carinhoso”, “Fascinação”, etc.

Em virtude disso, as músicas escolhidas sejam levadas à apreciação da Paróquia onde será celebrado o casamento com antecedência de 15 dias. Onde for possível, no tocante ao canto e a música, “dê-se preferência aos cantores e instrumentistas da própria paróquia, evitando o costume de ‘importar’ cantores e instrumentistas que não participam da vida da comunidade”. Seja de conhecimento que as Paróquias não mantém nenhum convênio ou exclusividade com músicos, instrumentistas, conjuntos, corais ou outros.

Momentos reservados para canto ou música:

-quando da entrada dos noivos;

-na aclamação ao evangelho (canto apropriado);

-após a bênção e entrega das alianças;

-na comunhão (quando previsto);

-durante as assinaturas dos noivos e cumprimentos das testemunhas;

-saída das testemunhas e noivos.

Aquilo que é dito com relação às leituras, quanto ao modo de se ler, aplica-se também ao canto, quanto ao modo de se cantar, leitores e cantores devem respeitar as pequenas pausas que são importantes, pois nela o nosso cérebro vai processando os conteúdos das palavras. Momentos de silêncio e “intermezzi”, são indispensáveis à atenção. Caso contrário, o cérebro (distrai), como computador que trava.

Nenhuma celebração litúrgica pode ser confundida com “show” e menos ainda envolver os participantes em músicas ou barulhos ensurdecedores.

Os noivos devem se informar, na secretaria paroquial, o local previsto para permanecerem os instrumentos musicais, bem como o uso ou não dos instrumentos musicais da própria Paróquia e a respectiva taxa a ser paga pelos músicos no uso da energia elétrica.

In Iustitia Christi

Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral

Novo Hamburgo, 21 de janeiro de 2010, na Memória de Santa Inês, virgem e mártir.

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