Sim à investigação em células adultas, nunca em embriões

ROMA, 08 Nov. 11 (ACI/EWTN Noticias) – O Responsável pelo Departamento Científico do Conselho Pontifício da Cultura, Monsenhor Tomas Trafny, participará do Simpósio Internacional celebrado amanhã no Vaticano, chamado “Células Adultas Estaminais: Ciência e Futuro do Homem e a Cultura”, para advogar pela investigação com células estaminais adultas em lugar das embrionárias.

Em uma entrevista concedida este 7 de novembro ao grupo ACI, Monsenhor Trafny, explicou que a exploração de células estaminais embrionárias vai contra o direito mais fundamental e primitivo que existe, o direito a viver.

“Do ponto de vista ético moral, como Igreja nós afirmamos e fortemente defendemos a inviolabilidade da sacralidade da vida, e, portanto nos opomos a um tipo de investigação dentro da qual se cria a vida para explorá-la e logo suprimi-la”, expressou Monsenhor Trafny.

O uso de células embrionárias tem um reduzido número de aplicações clínicas, ao mesmo tempo cria novos problemas na saúde dos pacientes. “Do ponto de vista da ética católica é inaceitável”.

Os tratamentos com células embrionárias “criam tumores, criam, por exemplo, teratomas, é uma atividade que ao mesmo tempo cria importantes questões desde o ponto de vista da segurança da aplicação clínica”.

O funcionário vaticano advoga pela investigação com células tronco adultas, quer dizer, aquelas que se apresentam de maneira natural, no próprio indivíduo.

“Nós vemos que as células tronco adultas, autólogas, evitam toda uma série de problemas que vão além do aspecto ético moral e que se referem especificamente à aplicabilidade e a segurança do ponto de vista médico científico”, afirmou.

Ele explicou que o dicastério procura “fazer que as pessoas entendam que é possível fazer uma investigação excelente que produz resultados notáveis sem criar um conflito do tipo moral, sem ferir ou destruir a vida de outro ser”.

Monsenhor Trafny considerou que há vezes que até o melhor político ou o melhor cientista tem um vazio em sua formação moral, e “não vêem o horizonte de problemáticas que, em troca, formam parte da vida do homem”.

“Nós queremos que haja um diálogo entre os representantes das ciências naturais e das ciências humanas”.

A conferência de amanhã não é um encontro puramente científico, mas divulgativo, e busca “traduzir o difícil conhecimento médico tão sofisticado e avançado a uma linguagem mais acessível”.

Ele informou que pensa-se para o futuro preparar instrumentos de ajuda pastoral dirigidos aos sacerdotes, os trabalhadores pastorais e os fiéis que procuram respostas nas questões relacionadas com a saúde e, dentro desta, as enfermidades degenerativas.
Monsenhor Trafny indicou que o dicastério é consciente de que em ocasiões os pastores e os fiéis, em questão de saúde “às vezes não sabem como pensar, não sabem como responder às perguntas e os problemas que surgem”.

Por isso este evento oferecerá uma ajuda que a longo prazo possa “chegar a ser um instrumento de ação pastoral. Porque a confusão é quão pior um pastor pode ter”.

Esta iniciativa, indicou, conta ademais com a colaboração do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde e a Pontifícia Academia para a Vida.

O objetivo é “saber que tipo de impacto pode ter esta investigação, por exemplo, sobre a vida social, sobre as feitorias econômicas, sobre a visão do homem, do ponto de vista filosófico, teológico, sobre a visão da cultura, nosso ideal seria indagar sobre o impacto legislativo, sobre como acontecem ou se manifestam as perguntas de tipo político”.

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