Não temos rei, senão César

“NÃO TEMOS REI, A NÃO SER CÉSAR!”

Agora que as eleições terminaram, já podemos separar os católicos verdadeiros daqueles que apenas se dizem católicos. Os que estão perplexos com o resultado das eleições, podem estar certos de que estão em boa companhia, junto com os santos.

Mas os que assinalaram seu voto na opção que em última análise representa o sangue dos abortados, e tomaram a decisão de ficar com a cultura da morte, necessitam fazer um serio exame de consciência. Vejamos agora o que fizemos para nos mesmos.

Os Estados Unidos fizeram a escolha de seu líder Máximo, que não foi boa. Na realidade, foi um dos golpes mais devastadores contra a civilização crista em toda a história americana, e não estou usando linguagem figurada.

Madre Teresa de Calcutá disse uma vez que “a nação que mata seus filhos não tem futuro”. Do mesmo modo, o padre Benedict Groeschel comentou recentemente que entramos no “começo do crepúsculo” de nosso país. São palavras terríveis, mas que descrevem a realidade da eleição do mais extremado candidato pró-aborto, que infelizmente os norte-americanos elegeram para ocupar o mais alto cargo público da nação.

Mas isso já aconteceu no passado. Quando o profeta Samuel se queixou de que o povo hebreu estava pedindo um rei, o Senhor lhe respondeu que eles não estavam rejeitando o profeta, mas o próprio Deus, sua soberania e autoridade sobre eles (1Sm 8). Mais de mil anos depois, o mesmo povo rejeitou seu Deus mais uma vez, quando, diante de Pilatos, gritou “Não temos rei, a não ser César!”

No fundo, agora novamente escolhemos Barrabás, em vez de Cristo. E escolhas têm conseqüências. As conseqüências dessa eleição ficarão impressas na consciência da nação por muitos anos. E uma delas e que, ao eleger abortistas radicais para nos governar, tanto na Presidência quanto no Congresso, perdemos a bênção prometida no Salmo 41, 1-4:

“Bem-aventurado e aquele que da atenção ao necessitado e ao pobre para os socorrer; o Senhor o salvara no dia mau. O Senhor o guardara, e lhe conservara a vida; e o fará feliz aqui na terra, e não o entregara ao desejo de seus inimigos. O Senhor lhe dará auxílio no leito da dor; na sua enfermidade, aliviá-lo-á de todo o incômodo”.

E difícil para os norte-americanos imaginarem que uma terra tão abençoada possa ser privada de tal bênção. Entretanto, fizemos nossa cama e devemos deitar-nos nela.

Isto não aconteceu sem antes ter havido sérios e prolongados avisos sobre a institucionalização do mal. Não podemos dizer que não fomos alertados.

Quando a persuasão moral sobre a matança de inocentes não funcionou, a ciência e a razão foram nossas testemunhas. Quando a ciência foi ignorada e depois cooptada para as obras da morte, a AIDS e as doenças venéreas vieram despertar as consciências das pessoas. Mas não obtiveram grande resultado.

Deus teve então, nos últimos dez anos, que permitir o ataque violento do terrorismo, furacões, tornados, enchentes, incêndios florestais, terremotos e tsunamis. Ele certamente pensou que iríamos nos dar conta da cruel realidade da Cultura da Morte, e que nos arrependeríamos.

Como isso não aconteceu, Ele nos atingiu no ponto mais sensível do corpo humano: nosso bolso. Ele pensou que o enorme aumento dos preços da gasolina e a recente crise financeira certamente trariam o resultado desejado.

Mas, aparentemente, isso não funcionou tampouco, porque nosso povo com dureza de coração recusou ser dissuadido de sua luxúria pelo aborto, e elegeu todos aqueles que servirão a essa agenda malsã nos próximos anos.

Devemos cair de joelhos e nos arrepender do fundo dos nossos corações, pela praga que acabamos de trazer para o nosso querido país.

Ao mesmo tempo, meus amigos, apesar desse panorama sombrio, e hora de agradecermos a Deus Nosso Senhor pelos dons da vida, do amor e da família, que temos recebido. E também hora de nos engajarmos com seriedade em obras para resgatar nossa cultura. Então, eventualmente, os políticos acompanharão o crescimento de uma nova cultura pró-vida, a partir das sementes que hoje estamos plantando.

Sinceramente vosso em Cristo,

Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente da Human Life International

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