Mentalidade antivida e as consequencias para a familia

Mentalidade antivida e consequências para família

Segundo Elizabeth Bunster, cofundadora do Projeto Esperança

Por Carmen Elena Villa

AREQUIPA, sexta-feira, 9 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Os critérios da cultura de morte representam uma ameaça para a sociedade desde seu núcleo fundamental: a família.

Foi o que expressou a orientadora familiar Elizabeth Bunster, cofundadora do Projeto Esperança, em sua palestra denominada “Consequências da mentalidade antivida no interior da família”.

Bunster participou do Encontro Latino-Americano de Ação pela mulher, que aconteceu na Universidade Católica de São Paulo em Arequipa (Peru), ao final de setembro.

O objetivo principal do Projeto Esperança é dar acompanhamento pastoral e psicológico às mulheres que abortaram para que encontrem assim a reconciliação em suas vidas.

 

Ferir a família

Segundo Elizabeth Bunster, a família vem sofrendo vários ataques ao se desconhecer seu papel natural e histórico na vida da sociedade. Também “ao enfraquecer a indissolubilidade do matrimônio, vínculo entre um homem e uma mulher”.

Destacou como negativo o fato de que a sociedade modifique o conceito de família: “ao não dar apoio às famílias que desejam vários filhos e mais ainda, ao proibir-lhe ser numerosa ou promover fertilidade como uma enfermidade e os filhos como um peso”.

Também “ao rejeitar o direito insubstituível dos pais de educar e transmitir os valores genuinamente humanos às novas gerações”.

“A família é atacada ao ser encurralada em uma cultura materialista. Muitas vezes com a impossibilidade de um trabalho digno e estável. Desprotegida dos sistemas do Estado e pelas políticas públicas que cada vez mais buscam a redução de membros desta instituição natural”, assegurou Bunster em sua palestra.

 

Consequências para a mulher

Disse que, ao contrário, agora se apresentam novas propostas para as famílias modernas com milhares de repercussões negativas no âmbito familiar.

“A esterilização ou a promoção das campanhas de controle demográfico se promovem como um benefício e liberdade para a mulher por meio de anticoncepção, que não avalia as consequências para a saúde da mulher e para os filhos”, assegura.

Disse que estas políticas vão trazendo consequências como “o reconhecimento dos casais de fato e das uniões homossexuais e da adoção de crianças por parte destes”.

Tendências que vão mostrando um “conceito utilitarista e cultura do descartável”. Com conceitos como “o chamado direito à morte digna ou eutanásia, o direito a ter filhos sãos, a eliminar todo tipo de violência contra a mulher como uma gravidez forçada”.

E que leva a uma “cultura hedonista, busca o prazer sobre a dignidade da pessoa e o valor da vida”.

Também ilustrou como os métodos anticoncepcionais em várias ocasiões podem fomentar o machismo: “há clara tendência a usar o aborto ou a recriminar a mulher por não usar bem os anticoncepcionais”.

Bunster afirmou, desde sua experiência no Projeto Esperança, o profundo golpe moral, psicológico e físico da mulher com consequências como “um profundo dano à autoestima, pesadelos, alteração do sono, desajuste na relação com a família ou demais pessoas, depressão, perda do sentido da vida, ansiedade, solidão, remorso”.

Da mesma forma, apresentam um “sentimento de culpa, raiva, dor, transtorno nos hábitos alimentares. Transtorno de conduta, fuga na droga ou no álcool. Tentativa de suicídio. Intenso descontrole emocional: raiva, ressentimento, depressões. Atormenta-lhe a carga de saber-se responsável de tão dolorosa perda”.

Na internet: http://www.proyectoesperanza.cl/

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