Luta contra pobreza requer ser honestos e íntegros

Luta contra pobreza requer ser honestos e íntegros, diz Papa

Ao receber a nova embaixadora das Filipinas

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI destacou a necessidade de valores como a honestidade para lutar contra a pobreza, especialmente nos funcionários da administração.

Ele o fez na sexta-feira, 2 de outubro, ao receber em audiência, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, a nova embaixadora das Filipinas na Santa Sé, Mercedes Arrastia Tuason, por ocasião da apresentação das cartas credenciais.

“Acima de tudo, a luta contra a pobreza requer honestidade, integridade e uma fidelidade inquebrantável aos princípios de justiça, especialmente por parte dos encarregados diretos dos escritórios de governo e administração pública”, afirmou o Papa.

Citando sua última encíclica, Caritas in veritate, Bento XVI destacou que “em uma época em que o nome de Deus é objeto de abuso por certos grupos, a obra da caridade é particularmente urgente”.

Após indicar que “isso se torna especialmente certo nas regiões que foram tristemente marcadas por conflitos”, animou todos a “perseverarem para que a paz possa prevalecer”.

A embaixadora explicou ao Papa algumas iniciativas para promover o progresso e a paz nas Filipinas e assegurou que a fé é o que dá resistência ao povo filipino para enfrentar as dificuldades e crises.

O pontífice destacou “as diversas iniciativas de desenvolvimento em curso em seu país, incluída a modernização dos sistemas de irrigação, a melhoria do transporte público e a reforma dos programas de assistência social”.

Também valorizou as “medidas valentes para unir as pessoas, a fim de fomentar a reconciliação e o entendimento mútuo”, entre elas a da Conferência dos Bispos de Ulama, da Conferência das Populações de Mindanao e as de muitas outras organizações.

E avaliou como positiva a reunião especial ministerial do movimento de não-alienados sobre o diálogo e a cooperação para a paz e do desenvolvimento, que será realizada nas Filipinas em dezembro.

Para o Papa, este encontro oferece uma esperança para promover a paz em Mindanao e no mundo inteiro.

O Santo Padre mostrou sua confiança em que o país aproveitará todos os seus recursos, “tanto espirituais quanto materiais”, para “um desenvolvimento justo e sustentável”.

Segundo o Papa, “iniciativas que levam a facilitar o diálogo e o intercâmbio cultural são particularmente eficazes para a paz, que não pode ser alcançada simplesmente como resultado de um processo técnico de engenharia, através de meios legislativos, judiciais ou econômicos”.

Bento XVI animou o povo filipino, representado em sua nova embaixadora na Santa Sé, “para que sua fé profunda, seu patrimônio cultural e os valores democráticos que foram parte da sua riqueza desde o momento de sua independência brilhem como um exemplo para todos”.

O pontífice destacou as boas relações entre as Filipinas e a Santa Sé e pediu à diplomata que transmitisse ao “querido povo filipino o testemunho da minha proximidade espiritual e a oração, especialmente para as vítimas do tufão Ketsana”.

Finalmente, pediu que, “através da intercessão de Nossa Senhora da Verdade, Justiça e Santidade, Deus abençoe os esforços das autoridades e os cidadãos para que vossa nação avance no caminho do autêntico progresso humano, em uma atmosfera de harmonia e de paz”.

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