Pagode na Igreja?

PAGODE NA IGREJA ?

“…sem se deixarem levar pela “influência negativa” de outros grupos religiosos, “hoje muito difundidos no País e muito fortes em certas regiões”.

 

No artigo abaixo o Papa João Paulo II chama a atenção da CNBB, para as práticas indiscriminadas de ‘certos grupos de religiosidades paralelas dentro da Igreja Católica’, cujas práticas rituais e ritos musicais são contrários aos ‘rituais tradicionais da liturgia da Igreja Católica’; ou seja, os rituais pagãos estão sendo adaptados para as celebrações e orações de cunho sagrado, que incluem os ritos musicais profanos do rock, samba, forró, batucadas, gafieiras, rebolados, carnaval, pagode, sons estridentes/estravagantes e ensurdecedores, histeria religiosa, pula-pula, mexe-mexe, “saravá, meu pai”, axé…, ritos teatrais, etc. e etc., os quais, dão origem às práticas superficiais de “orgia religiosa”, muito comum e atual nos cultos/Encontrões públicos de religiosidade dos chamados condutores de ‘religiosidades paralelas’ dentro da Igreja Católica.

Ocorre que, estas inovações compatíveis com o espírito do mundo tem sido causa de muitos procurarem outras crenças, seitas ou religiões, assim como tem afastado muitos ‘cristãos de linha tradicional’ do convívio da Igreja para viverem ‘à margem’ como se Deus não existisse ou como ovelhas que não tem pastor, com já dizia Jesus Cristo.

Particularmente, o Sumo Pontífice esclarece também que os cultos afro-brasileiros não são compatíveis com a doutrina da Igreja Católica, ou seja, a doutrina de Cristo. Vale ressaltar que Jesus Cristo nunca andou de braço dado com os deuses/divindades pagãs de danças/rituais profanos, roqueiros, pagodeiros, feiticeiros (e seus derivados), invocadores de mortos, mãe e pai-de-santos, adeptos das culturas/religiões pagãs, etc .

“Quem não adere/acata as exortações e orientações pastorais do Santo Padre, não está nos conformes para seguir a Cristo e Sua Igreja”.

Pense nisso… Já imaginaste se o Papa fosse seguir as crenças e práticas de religiosidade dos antigos povos romanos, que para cada situação ou necessidade, eles inventavam um “deus”? (deus do vinho, do amor, da guerra, da saúde, da fertilidade, da juventude, etc.)?

Já imaginou também Jesus, os Apóstolos ou o Papa João Paulo II pulando em cima de um tablado, dançando e teatrando “conforme a música”, seguindo os ritos do rock, das discotecas, da gafieira, do forró ou da macumba? Pense nisso e reflita… Isto é muito importante! Que a nossa crença ou fé não sirva de escândalos para os incautos, os fracos ou os incultos da fé!

“Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam” (Rm 15, 1-3 )

Rezemos pelo Santo Padre e roguemos ao Senhor pelos Sacerdotes!

 

 

 

Papa pede à CNBB fidelidade a Roma (23/1/2003)

 

O Papa João Paulo II exortou nesta quinta-feira os católicos brasileiros a seguir com fidelidade os princípios da doutrina autêntica da Igreja, sem se deixarem levar pela “influência negativa” de outros grupos religiosos, “hoje muito difundidos no País e muito fortes em certas regiões”.

Em audiência, em Roma, a 64 representantes do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que reúne as dioceses do Estado de São Paulo, o Papa falou também da importância da eucaristia na vida dos cristãos, pediu que se respeite o domingo como dia do Senhor e recomendou aos fiéis que não se desviem dos ritos e textos da liturgia.

“Há uma tendência de nivelar as religiões e as diversas experiências espirituais segundo um mínimo denominador comum, de forma que pareçam quase equivalentes e que cada pessoa se sinta livre para seguir indiferentemente qualquer dos vários caminhos propostos para a salvação”, afirmou o Papa, conforme o texto divulgado pelo Serviço de Informação do Vaticano (VIS).

João Paulo II atribuiu a evasão de católicos para outras crenças “à grave carência religiosa que leva à indecisão acerca da necessidade da fé em Cristo e de adesão à Igreja por ele instituída”. O Papa aconselha o episcopado “a renovar o estilo de acolhida nas comunidades eclesiais e a estimular uma evangelização nova e decidida”.

Em defesa de uma liturgia autêntica, João Paulo II advertiu que, embora tais manifestações sejam típicas do povo brasileiro, “uma aplicação errada do valor da criatividade e da espontaneidade nas celebrações não deve alterar os ritos e os textos”.

Depois de ressalvar que a Igreja reconhece que o Brasil é uma sociedade multicultural e que cada grupo étnico e cada cultura tem papel importante a desempenhar, o Papa chama a atenção para o “delicado” tema da inculturação (incorporação de valores de um grupo sem renunciar à própria identidade), “especialmente nos ritos litúrgicos, na terminologia e nas expressões musicais e corporais características da cultura afro-brasileira”.

João Paulo II adverte que “seria incompreensível dar ao rito litúrgico uma apresentação externa e uma estrutura baseada nos trajes, na linguagem, no canto, nas cerimônias e nos objetos sem a aplicação rigorosa de um discernimento sério e profundo acerca de sua compatibilidade com a verdade revelada por Jesus Cristo”.

Numa referência ao sincretismo religioso que “põe em perigo a identidade da fé católica”, o Papa disse que a liturgia autêntica não pode se confundir com “o panteão dos espíritos e divindades dos cultos africanos”.

A Igreja, acrescentou João Paulo II, “observa com interesse esses cultos, mas considera prejudicial o relativismo concreto de uma prática comum de ambos (cultos católicos e afros) ou sua mescla, como se tivessem o mesmo valor”.

O bispo de Lages (SC), Dom João Oneres Marchiori, responsável pelo ecumenismo e diálogo inter-religioso na CNBB, comentou que a orientação do Papa é muito bem-vinda numa hora em que a Igreja analisa a evasão de católicos, tenta renovar seus métodos de evangelização e busca novos caminhos de aproximação com outros grupos cristãos.

 

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