Os MESCEs podem estar junto ao altar durante toda a missa?

OS MECES PODEM ESTAR JUNTO AO ALTAR DURANTE TODA A MISSA?

Por Rafael Vitola Brodbeck

Na paróquia em que eu atuo, o presbitério não é muito grande, e entramos sempre em conflito com os Ministros Extraordinários da Eucaristia, pois eles também se sentam ao lado do celebrante no presbitério, atrapalhando as funções dos coroinhas em determinados momentos da Santa Missa.

Lendo o item 70 na Aba Liturgia “As principais regras litúrgicas desobedecidas no Brasil”, vocês citam que os Ministros “fiquem na nave da igreja, junto com os demais fiéis (…) e só se aproximem do presbitério no momento de executar suas funções”.

Eu gostaria de saber de onde foi tirado isso, para que com o “documento” em mãos eu possa apresentá-lo em CPP, e mudar os ministros de lugar, para podermos ficar mais espaçosos no presbitério e realizarmos as funções de uma forma mais correta.

O senhor poderá encontrar embasamento sobre a questão mais no bom senso: se o ministro é extraordinário e só pode ser usado quando, em uma eventualidade, qual o sentido de ele estar no presbitério desde o início da Missa? Por acaso já estão prevendo que haverá uma extraordinariedade?

Ora, se há previsão, então o fato é ordinário, e o ministro leigo não pode ser usado, pois está proibido “o uso habitual de ministros extraordinários nas Santas Missas, estendendo arbitrariamente o conceito de ‘numerosa participação'” (Ecclesia de Mysterio, art. 8, § 2). Ademais, a função de auxiliar o sacerdote é do acólito, instituído ou não, e não do ministro extraordinário da comunhão.

Enfim, há uma norma da Instrução Geral do Missal Romano a esse respeito:

“Outros presbíteros eventualmente presentes podem ajudar o sacerdote na distribuição da Comunhão. Se não houver e se o número dos comungantes for muito grande, o sacerdote pode chamar ministros extraordinários para ajudá-lo, ou seja, o acólito instituído bem como outros fiéis, que para isso foram legitimamente delegados. Em caso de necessidade, o sacerdote pode delegar fiéis idôneos para o caso particular.

Estes ministros não se aproximem do altar antes que o sacerdote tenha tomado a Comunhão, recebendo sempre o vaso que contém as espécies da Santíssima Eucaristia a serem distribuídas aos fiéis, da mão do sacerdote celebrante” (IGMR, 162).

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