A Santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo

A Santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.

 

VIII. A Eucaristia – “Penhor da Glória Futura”.

1402 Em uma oração, a Igreja aclama o mistério da eucaristia:

“O Sacrum Convivium in quo Christus Sumitur. Recolitur memória Passionis eius, mens impletur gratia et futurae gloriae nobis pignus datur. – Ò sagrado banquete em que de Cristo nos alimentamos. Celebra-se a memória da sua paixão, o Espírito é repleto de graça e se nos da o penhor da glória”. Se a eucaristia é o memorial da páscoa do Senhor, se pela nossa comunhão ao altar somos repletos “de todas as graças e bênçãos do céu”, a Eucaristia é também a antecipação da glória celeste.

1403 Quando da última ceia, o Senhor mesmo dirigia o olhar dos seus discípulos para a realização da páscoa no reino de Deus: “desde agora não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco beberei o vinho novo no reino do meu pai” (Mt 26, 29). Toda vez que a Igreja celebra a eucaristia lembra-se desta promessa, e seu olhar se volta para “aquele que vem” (Ap 1, 4). Na sua oração, suspira por sua vinda: “Naranatha” (1Cor 16, 22), “vem, Senhor Jesus” (Ap 22, 20), “venha a vossa graça e passe este mundo!” (Catecismo da Igreja Católica).

 

Comentário:

– “Cada dia o banquete eucarístico testemunha a profunda esperança da Igreja militante, na ‘ceia das bodas do cordeiro’ (Apoc 19, 9), o banquete sem fim da Igreja triunfante.

Perseguida pelo Dragão, a Igreja militante foge para o deserto, onde é alimentada por Deus (Apoc 12, 14) do maná escondido (Apoc 2, 17). A união eucarística com o esposo no exílio prefigura a união com ele na pátria definitiva. Esse dom inefável da caridade de Cristo, esse convívio tão íntimo e familiar, como não aguçariam a esperança da esposa! “.

No momento da comunhão o sacerdote pede:

“Que o corpo de Cristo me guarde para a vida eterna,

Que o sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.”

“Guarde” significa: sustente, preserve do pecado, proteja até o fim, que o céu. Surge aqui novamente o simbolismo prefigurativo do pão de Elias, exausto e desejando a morte. Deu-lhe forças para a longa caminhada até o monte onde viu Deus. Assim o pão celestial nos sustenta as energias enquanto caminhamos longe do Senhor (2Cor 5, 16) e nos faz alcançar o termo da vida cristã, a pátria verdadeira.

A promessa do Banquete do Reino, fita por Jesus na última Ceia (Lc 22, 16; Mc 14, 25; Mt 26, 29), mostra que a ceia eucarística é figura da ceia celeste – sinal eficaz, logo penhor da imortalidade. Sem dúvida toda alma é imortal, mas que se trata de imortalidade gloriosa”. (Mons. Teixeira Penido).

“O Senhor deixou para os seus um penhor desta esperança e um viático para esta caminhada; aquele sacramento de fé, no qual os elementos da natureza, cultivados pelo homem, se convertem no Corpo e no Sangue glorioso, na ceia da comunhão fraterna e prelibação do banquete celeste” (Gaudium et Spes 38).

 

Resumo:

1419 Tendo Cristo tendo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, á Santa Virgem Maria e a todos os Santos (Catecismo da Igreja Católica).

Para refletir:

1) Amigo ouvinte, com Maria santíssima, unidos a ela e com sua ajuda, aprendamos a viver o mistério da eucaristia e a participar dele. Maria está presente. A eucaristia é também celebrar Maria, a Mãe de Jesus, aquela que gerou e deu ao mundo o verbo feito carne, que temos no altar em sacrifício e em sacramento de corpo e de sangue.

2) Será proveitosa a leitura da promessa do banquete do reino, feita por Jesus na última ceia:

Mateus 26, 29

Marcos 14,25

Lucas 22,16

 

Oração: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta Dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno (Liturgia da Missa).

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