A missa nos meios de comunicação social

A Missa nos meios de comunicação social

A celebração eucarística requer dos fiéis uma participação consciente e ativa, plena e frutuosa, de alma e corpo. Com efeito, é o Povo de Deus, reunido em assembléia, presidida pelo ministro ordenado (bispo ou presbítero) que realiza a ação pela qual Cristo, associando a Si a Sua Esposa, a Igreja, santifica os homens e presta a Deus o culto verdadeiro e integral.

Entretanto, àqueles fiéis que se vêem impedidos, por motivos razoáveis (doentes, presos, etc.) de ir à assembléia dominical, a Igreja, Mãe solícita, envia-lhes os seus ministros ou mesmo leigos para tal designados, a fim de que a ninguém falte o alimento da Palavra divina e do Pão da Vida e de que se mantenha o vínculo da comunhão eclesial entre todos.

Nestes nossos tempos, difundindo os grandes acontecimentos humanos, os meios de comunicação social interessam-se também por este grande acontecimento eclesial que é a assembléia celebrante dominical. Assim, de modo particular nos nossos dias, uma profusão de rádios locais traz-nos, cada domingo, por todo o país, uma multiplicidade de transmissões de rádio da missa. Por tal motivo, convém lembrar algumas exigências e condições impostas pelo caráter próprio da celebração da Eucaristia.

Em primeiro lugar, importa esclarecer que a obrigação que a todos os fiéis afeta, de participar na Eucaristia dominical, não pode ser substituída se somente é “assistida’ rádio ou televisão. Nem que seja transmita diretamente do Vaticano e presidida pelo Papa, como é muito comum.

A Rádio (ou Televisão) que pede para transmitir a Eucaristia deveria proporcionar à Igreja tempos de antena para programas de caráter religioso cristão, porventura como prelúdio ou como complemento da Missa.

A transmissão da Eucaristia deverá ser precedida e concluída com um tempo de ambientação que poderá ser preenchido por leituras bíblicas ou patrísticas, comentários bíblicos ou litúrgicos, música sacra, nomeadamente de órgão, imagens religiosas da vida comunitária e ação catequética e missionária local. Deve ser proibida a publicidade antes, durante ou depois da transmissão da celebração.

Exijam-se os meios necessários, técnicos e humanos, para uma transmissão de qualidade: número suficiente de microfones para captar a assembléia, a música, o Presidente e os diversos ministros.

Os microfones, cabos e demais aparelhos técnicos deverão usar-se discretamente.

Preveja-se, também, um lugar discreto para o operador e comentarista.

Nas transmissões de rádio, o comentarista da rádio ou ta televisão tem um papel importante (diferentemente da televisão onde o comentário é feito, sobretudo, pela imagem). O comentarista deverá preparar-se convenientemente (quer quanto aos textos, quer quanto aos ritos) e por escrito, levando consigo também alguns textos para qualquer emergência. Deverá ser moderado nas intervenções, sóbrio na duração e oportuno quanto ao momento celebrativo. Nunca se sobreporá à voz do presidente, às intervenções da música e dos ministros, ao canto e à oração da assembléia. Deve manter-se estritamente como guia e não fará comentários estranhos à celebração.

“Sempre que possa fazer-se uma seleção de pessoas para a ação litúrgica que se celebra com canto, convém dar preferência àqueles que são mais competentes musicalmente, sobretudo se… são transmitidas pela rádio ou pela televisão” (Musicam sacram, 8). Esta norma da Instrução pós-conciliar pode entender-se em sentido maior. O Presidente deve pronunciar ou cantar bem as partes que lhe competem. Os leitores devem proclamar bem as leituras. Os cantores deverão executar bem os cânticos. Os acólitos devem preparar e realizar a sua ação com sobriedade, nobreza e beleza. São, aliás, exigências para qualquer celebração.

O Presidente da Celebração e o Comentarista deverão ter em conta que, nestas condições, a celebração se projeta para além do espaço celebrativo. Por conseguinte, deverá haver uma referência expressa, particularmente na homilia, aos ouvintes, especialmente os doentes, os presos, os que viajam, os idosos, etc. As intenções da Oração Universal deverão recolher estas preocupações.

Por tudo isto, a transmissão de uma celebração eucarística deve ser prevista com suficiente antecedência para que se possa programar e ensaiar tudo de modo conveniente.

Fonte: SDPL

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