A beleza da Santa Missa – desfigurada

Perdoe-me, mas por que é raro as paróquias que observam o que nos pede e ensina nossa Santa Mãe Igreja?

Qual a influencia no Brasil para ser diferente?

Uma liturgia pensada e estuda há muitos séculos para ser vivida com a alma e para DEUS e insistimos numa missa para os homens para ser vivida com a razão e não com o coração. Muitos são os autores que nos falam que a Santa Missa é o CÉU na Terra.

Porque a idéia dos cantos Rituais da Santa Missa substituídos por qualquer canto popular ou pastoral? E quando falamos para os Leigos imbuídos do preparo da Liturgia que esse e aquele não é canto de glória se espantam e alguns já me perguntaram por que a Igreja mudou o Glória e não informam as equipes de Liturgia? Outros trazem a idéia de um canto trinitário. O Glória é um antigo Hino que pode ser rezado ou musicado, mas a letra não pode ser mudada. E o Santo? Quanta invenção? Não podemos mudar o texto que está no Missal. O Pai Nosso de mãos dadas. O abraço da paz que se transforma numa balburdia dentro da Igreja tirando todo o sentido da Santa Missa. A oração após os avisos quando deve ser após a comunhão. E porque o padre sentar-se em frente ao altar após a comunhão e se deleitar com avisos e elogios de toda ordem e só então faz a oração após a comunhão? Por que todo aquele teatro em tantos momentos da Santa Missa. Leigo proclamando o Santo Evangelho, leigo ou religioso fazendo homilia? E os celebrantes que convidam o povo para rezar junto a oração da paz entre outras. Para citar alguns pontos.

Diácono Francisco Assis de Barros

Padre, o senhor gostou da Missa do Galo celebrada pelo Papa?

Pois é, padre, se o senhor gostou, então por que em Roma tem incenso e em sua paróquia não? Se o senhor gostou, então por que em Roma há canto gregoriano e polifonia sacra e em sua paróquia só música religiosa popular, muitas vezes de péssimo gosto estético e letras pobres e fracas? Se o senhor gostou, então por que em Roma a Missa foi em latim e em sua paróquia nem mesmo um “Dominus vobiscum” se ouve? Se o senhor gostou, então por que em Roma o Papa distribuiu a Sagrada Comunhão exclusivamente na boca e com os fiéis de joelhos e em sua paróquia não só essa postura não é incentivada, como, muitas vezes, vista com maus olhos? Se o senhor gostou, então porque na Missa celebrada pelo Santo Padre, ele foi ajudado por diáconos e acólitos, e em sua paróquia o senhor insiste em colocar “ministros extraordinários da Comunhão” para fazer um papel que não lhes compete? Se o senhor gostou, então por que na Basílica de São Pedro o silêncio, a sacralidade, a solenidade e a sobriedade reinaram, e em sua paróquia o que se viu foi palmas ritmadas acompanhando as músicas, teatrinhos no lugar da homilia, cantos com melodias nada sacras? Se o senhor gostou, então por que o Papa fez um sermão espiritualmente profundo e ricamente teológico e em sua paróquia a homilia foi melosa, romântica e sem conteúdo? Se o senhor gostou, então por que o Romano Pontífice usou alva, cíngulo, amito, estola, dalmática e casula, e em sua paróquia o senhor usa apenas uma túnica protestantizada com uma estola por cima?

A Missa celebrada pelo Papa é o modelo de todas as Missas. É nela que devem os sacerdotes se espelhar. Não se pode ter medo de latim, de canto gregoriano, de polifonia sacra, de silêncio, de paramentos belíssimos, de Comunhão de joelhos. Evitar isso, que se vê abundantemente na Missa do Papa, é ter medo não do latim, do canto gregoriano etc, mas do catolicismo; é substituir a liturgia católica por qualquer coisa que é um seu arremedo.

Senhor padre, o povo não tem receio da tradição litúrgica, nem do latim, nem da piedade, nem da sacralidade ou do silêncio. Talvez alguns não saibam apreciar tudo isso, mas é questão de educá-los. Vamos abolir as letras apenas porque existem analfabetos? Ou vamos ensinar-lhes o significado?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Missa do Galo na Basílica de São Pedro

Postado por Kairo Neves

Na noite desta quinta-feira, O Santo Padre celebrou na basílica de São Pedro a Missa do Galo, missa da noite de Natal. Diferentemente dos anos anteriores, a celebração iniciou-se às vinte e duas horas. Mons. Guido Marini, em recente entrevista, afirma que tal mudança não ocorreu em função de nenhuma piora da saúde do papa, mas sim para que o pontífice possa descansar um pouco mais entre as celebrações. A seguir mostramos as fotos da celebração, na qual Bento XVI mais uma vez demonstra que mesmo a forma ordinária do rito romano pode e deve ser celebrado com zelo, piedade e solenidade.

Na procissão de entrada, sete velas acompanham a cruz, algo próprio da missa estacional.

Também sobre o altar estão 7 velas.

Durante o “Gloria in excelsis Deo”, tocaram os sinos da Basílica de São Pedro.

As leituras foram feitas em inglês e espanhol e o salmo responsorial cantado em italiano.

O evangelho foi cantado em latim.

Durante o Credo, às palavras “Et incarnatus est…” todos se ajoelham como é próprio da liturgia do natal.

O cânon e diversas outras partes da missa foram ditas em latim.

Os diáconos, bem como todos os fiéis mantiveram-se de joelhos durante a consagração, conforme as rubricas do rito romano.

O papa distribuiu a comunhão aos fiéis diretamente na boca e de joelhos, mostrando que essa é a forma tradicional e ordinária, que demonstra respeito e adoração.

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