A Juventude e a Liberdade

A Juventude e a Liberdade

Carin Salvador // 29/3/2000

O mundo em que vivemos hoje, nos oferece muitas coisas, atraentes aos olhos humanos, mas para nossa santidade podem ser a perdição e a tentação que nos faz cair e afastar-nos de Deus.

Nossa juventude é exigente, exige que busquemos, que encontremos, que façamos opções e que além de tudo vivemos, e é neste viver que o mundo e a sociedade atual quer nos estabelecer normas, e seguindo estas normas perdemos a realidade das coisas e o significado do que é pecado…

…Viver e ser livre, para nós cristãos vai muito além de simplesmente querer sem limites aproveitar todas as coisas e marcas do mundo, já me dizia alguém muito especial: “É possível viver a pureza, sem provar das marcas escuras do mundo vivendo uma liberdade sem limites…”

Em nossa idade e nesta bela fase da vida que é a juventude, buscamos preencher vazios que se manifestam em nossos corações, buscamos aceitação, buscamos nos conhecer e fazer com que os outros nos conheçam, de tal forma que percebam em nós, alguém diferente. É, realmente somos diferentes, mas precisamos mostrar ao mundo que ainda é possível ser diferente, ou digo, somos diferentes, porque somos jovens, livres e cristãos, e buscamos viver por Cristo e em Cristo.

Imaginamos que nossa vida seja um grande mapa cheio de caminhos com longas estradas, largas e estreitas, planas e tortuosas, é possível passar por todos ou optar por alguns… a cada dia, Deus nos chama à Conversão e a viver na liberdade.

A opção é nossa, mas é sempre bom e possível se levar em consideração alguns pontos, já dizia James Farmer: “Tornas livre um homem, mas ele ainda não é livre. Falta ainda que se liberte a si mesmo.” Às vezes chegamos a pensar que liberdade consiste só na ausência de restrições externas, mas esquecemos das que são mais importantes, as limitações internas, por exemplo, o mundo me oferece tudo, mas os meus princípios, minha convicção de fé e de cristão internamente me dizem o que em relação a isso? – não me permitem, então, porque eu insisto em passar por cima de mim mesmo, é nessa agressão as nossas limitações internas que começamos um grande conflito de personalidade e identidade, numa busca incessante e quase incontrolável de auto-aceitação, aí encontra-se o grande perigo, de se perder o verdadeiro sentido do pecado, da tentação, do certo e do errado. Poderíamos dizer que o grande mal do mundo hoje, ainda pior do que a AIDS, seria perder o sentido de discernir o certo e o errado, de pensar que tudo é normal, de achar que tudo pode, na verdade tudo podemos, mas nem tudo nos convém, é essa transgressão de nossos princípios, rendendo-se aos desejos carnais e mundanos que encontramos nossa maior dificuldade de vivência, nos combatemos com nós mesmos, em busca de respostas que não conseguimos mais responder, pois nossos olhos ficam obscuros pelas manchas do mundo e não conseguimos mais ver claramente a presença divina e santa nos atos e gestos.

Nossa liberdade vai muito além do que pensamos, não é simplesmente viver a cada momento sem sentido, mas consiste em almejar uma mudança, uma meta a fim de chegarmos a ser aquilo que realmente podemos ser. Quanto mais livres formos, mais controle pleno teremos de nós mesmos. Em tudo isso precisamos tomar alguns cuidados, como por exemplo: estar em estado de graça na hora de nossas decisões (estado de graça quer dizer estar em relação íntima e afetuosa com Deus, estreitamente ligada por oração, entrega e espiritualidade), para não cair na tentação da soberba, da luxúria, da mesquinhez. Mas decidir-se por um caminho de montanha, e quem quiser andar por ele terá que subir até o mais alto da justiça, do serviço, da humildade, da castidade, do amor, do perdão, do sacrifício …

O homem para o qual a “liberdade” significa seguir os impulsos e instintos de cada momento, deveria perguntar-se se não está defendendo a liberdade de fechar-se cada vez mais na órbita do eu, assim nesta visão toda meta que fale de uma verdade objetiva que deva ser atingida por todos os homens, será como um inimigo dessa “liberdade”.

Lembrando-nos de que a liberdade perfeita está somente em Deus que é infinita misericórdia e bondade, podemos pensar ou tentar encontrar a liberdade em vários lugares e coisas, mas a verdadeira liberdade e perfeita está em Deus, o homem não vive só e não seria nada só, em Isaías 49, 15 temos”…ainda que uma mãe esquecesse do filho que amamenta, eu não me esqueceria…”, vemos aí que Deus não nos desampara em nossas dificuldades, em nossas limitações e falhas, mas sempre nos chama para voltar a caminhar lado a lado com Ele, a trilhar os seus caminhos, a viver na sua santidade, a encontrar a verdadeira liberdade, basta que entendamos: “Deus não se afasta de nós, nós é que nos afastamos dEle, precisamos buscar a Deus enquanto ainda é tempo de voltar”.

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