NORMAS dos Ministérios Extraordinários na Diocese de NH

Introdução

            Na Igreja, novo Povo de Deus e Corpo Místico de Cristo, cada um tem uma tarefa a cumprir, cabendo-lhe ser fiel em descobri-la e realizá-la. Muitos são, pois, os ministérios na comunidade cristã. E todos os ministérios devem contribuir para a vitalidade e a beleza do Corpo eclesial.

            Sem clericalizar os leigos (nem secularizar os clérigos) e sem ofuscar a sua vocação específica – a “índole secular”, isto é, a presença e a atuação nas realidades terrestres – os ministros extraordinários (da Comunhão, da Palavra, das Bênçãos, da animação das comunidades, das exéquias…) auxiliam os ministros ordenados na tarefa pastoral e juntos manifestam que “a Igreja é toda ministerial”, mas que cada um possui a sua tarefa específica e própria. Alguns no sacerdócio ministerial (ministros ordenados, que tenham recebido o Sacramento da Ordem) e outros no sacerdócio comum dos fiéis (ministros não ordenados, todos os batizados, entre eles os ministros extraordinários).

            Sejam todos exatos e criativos, isto é, sigam o que a Igreja prescreve, sem perder o sábio e necessário dom de adaptar-se às circunstâncias concretas e sem atropelar o específico de cada ministério.

            As realidades santas, que tocam e oferecem aos outros, façam os ministros extraordinários crescer na fé e na caridade, na comunhão e na fidelidade, para a edificação do Reino de Deus.

Atribuições do Ministro Extraordinário

1) Ajudar o sacerdote e o diácono a distribuir a Santa Comunhão nas Missas, quando o número de fiéis o exigir.

            2) Distribuir a Santa Comunhão a si e aos outros fiéis nos cultos (Celebração da Palavra com distribuição da Santíssima Eucaristia) por eles presididos.

            3) Levar a Comunhão aos doentes em casa e instituições de saúde e confortá-los.

            4) Dirigir o culto litúrgico na ausência do sacerdote.

            5) Pregar a Palavra de Deus, na ausência do sacerdote, durante o culto dominical.

            6) Presidir as orações nos funerais, na ausência do sacerdote ou diácono.

            7) Expor e repor o Santíssimo Sacramento nas adorações, sem dar a Bênção do Santíssimo, (o que é próprio do sacerdote por ser ele o ministro ordinário da Eucaristia).

            8) Fazer as orações junto aos agonizantes, sem dar a Unção dos Enfermos, a qual é reservada unicamente ao sacerdote.

            9) Dar as bênçãos facultadas também aos leigos, segundo o novo “Ritual de Bênçãos por Ministros Leigos”.

            10) Fazer parte integrante da Equipe de Liturgia.

            11) Estar atento às necessidades da comunidade e promover a união de todos, estando em comunhão plena e total com os pastores e fidelidade à doutrina da Santa Igreja.

            12) Estar em profunda comunhão e unidade com o pároco, mantendo-o informado da situação das pessoas, famílias e doentes que visita, e acompanhando-o quando as circunstâncias exigirem.

Veste própria e objetos

O invisível e a graça se manifestam através dos sinais visíveis e sensíveis. Sem o uso dos sinais os homens não se entendem e não atingem o transcendental, o essencial. Por isto:

            – Os ministros extraordinários deverão vir com roupa decente e limpa, sem decotes, transparências ou ajustadas demais ao corpo. As mulheres, de preferência, com vestido abaixo do joelho e blusa com mangas, tendo sapato apropriado. Os homens de calça comprida (não de moletom ou estilo “pijama”) e camisa com mangas (com gola), calçando sapatos.

            – Os ministros extraordinários sempre deverão usar a opa (e nunca uma túnica) quando atuam liturgicamente. A Diocese de Novo Hamburgo propõe um modelo uniforme para todas as suas paróquias, em cor branca e com o símbolo eucarístico.

            – Nas funções litúrgicas exige-se dos ministros o uso do Ritual do Ministro Extraordinário, adotado na Diocese.

            – Para levar a Comunhão aos doentes o ministro extraordinário usará uma pequena bolsa (que deverá ser confeccionada para esse fim) para conter a teca e o corporal, com um sanguíneo para a devida purificação. Não se deve deixar nenhum fragmento (pedacinho) da hóstia consagrada na teca, uma vez que é o mesmo Senhor Jesus Cristo por inteiro, presente também no pequeno fragmento.

Atuação do Ministro Extraordinário na Missa

O Ministro extraordinário da Comunhão tem sua função específica, ou seja, a de auxiliar na Missa o sacerdote a distribuir o Pão da Eucaristia, quando necessário. Na santa Missa, não deve ele, assumir outros serviços litúrgicos. Não pode substituir, por exemplo, a função dos coroinhas que devem ter um lugar privilegiado em todas as paróquias. O ministro extraordinário não sobe ao altar com o celebrante no início da Missa, e não fica ao lado do sacerdote, como se fosse um “concelebrante” ou “coroinha”. Não faz e não acompanha em voz alta as orações que são próprias e somente do sacerdote.

      Nas missas dominicais, que são sempre solenes, o pároco convida os ministros para participarem da procissão de entrada com os coroinhas e o sacerdote. Neste caso os ministros terão um lugar fixo no presbitério ou na igreja.

            – Os Ministros poderão ser sempre bons orientadores dos coroinhas, ajudando-os a serem piedosos e terem suas vestes sempre bem ordenadas.

            Orientações práticas

– Convém organizar rodízio entre os ministros extraordinários, para que todos eles tenham seu lugar e espaço de atuação. Ninguém é dono de determinada celebração, mas é sempre um servidor da comunidade.

            – O Ministro extraordinário que auxilia a distribuir a Eucaristia na Missa entra com a procissão de entrada, já vestindo a sua opa. Terá um lugar especial, no presbitério ou à frente dos bancos. Após o Pai-nosso, purifica os dedos, e se dirige ao sacrário. Se o cibório estiver no mesmo, o ministro vai até lá, faz genuflexão, abre o sacrário, toma o cibório com a mão direita e leva o Santíssimo respeitosamente até o altar, colocando-o sobre o corporal. Ao retirar o(s) cibório(s) suficiente(s) para a distribuição da Sagrada Comunhão, torna a fechar (ou encostar) a porta do sacrário. O centro da celebração do Santo Sacrifício da Missa é a mesa do altar, que simboliza o Corpo de Cristo.

            – Ao receber a Comunhão do sacerdote (o ministro extraordinário não comunga sob as duas espécies), espera que ele (o sacerdote) lhe entregue o cibório para ajudar na distribuição da Eucaristia (o sacerdote não deve eximir-se desta função porque lhe é própria).

            – Os fiéis sejam sempre orientados a comungar na frente do sacerdote ou do ministro extraordinário (para evitar profanação e sacrilégio), respondendo o “Amém” respectivo.

            – Ao transportar o cibório, faça-o com dignidade, concentração e oração, pois está com o Cristo Senhor nas mãos. Não se preocupe com outras coisas.

            – Após a Comunhão da comunidade, abre a porta do sacrário, leva e depõe o cibório no mesmo, faz a devida genuflexão, fecha a porta do sacrário, purifica os dedos, volta ao seu lugar até a procissão de saída. (A purificação do cibório(s) e do cálice cabe ao sacerdote porque suas mãos foram ungidas para o sagrado).

            – Quando usar o sanguíneo para a purificação e o corporal para o transporte do Santíssimo Sacramento dentro da bolsa própria para esse fim deve cuidar da limpeza dos mesmos. Lavar o sanguíneo e o corporal em água separada (porque ali podem estar depositados fragmentos) e depositar essas águas em folhagens ou flores plantadas onde ninguém pise.

            – É sinal de delicadeza, profunda fé, amor sem medida, sumo respeito, máxima adoração e total cuidado reverencial, quando sabemos valorizar o Deus vivo e verdadeiro, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, presente na Eucaristia como alimento de eternidade.

            – A Sagrada Comunhão somente deverá ser levada aos fiéis que estiverem devidamente preparados, pela confissão freqüente, em combinação com o pároco, (que deverá atender estes enfermos mais graves), de acordo com a necessidade e no período estipulado por este.

            – Nos hospitais, cuide-se que a Sagrada Comunhão seja recebida com as devidas disposições, tendo o doente sido atendido em confissão (se é um fiel não participante na comunidade eclesial ou desviado para outras “igrejas”). Aos membros de outras igrejas cristãs não se distribui a Sagrada Comunhão, salvo com expressa autorização do Bispo diocesano, em casos extremos, tendo o doente manifestado a crença na presença real do Senhor Jesus, assim como ensina e crê a Igreja Católica.

Sua organização

Os ministérios extraordinários são temporários e somente podem ser exercidos por mandato recebido do Bispo quando devidamente preparados e aprovados pela Comissão Diocesana dos Ministérios. Seu documento é a carteirinha.

– Devem portar consigo a carteirinha de ministro, atualizada de dois em dois anos.

– Devem atualizar-se em formação permanente em nível de paróquia, área pastoral e diocese.

– Os ministros de uma paróquia devem ter uma reunião mensal de estudos sob a orientação do pároco.

– Devem escolher entre si um coordenador paroquial que faz parte da coordenação dos ministros da área pastoral e representa os ministros da sua paróquia.

– Uma vez por semestre os ministros de uma área pastoral se reúnem para o retiro e/ou o aprofundamento anual. Estes encontros servem para a troca de experiência e o fortalecimento mútuo. Ser ministro é ser discípulo do Senhor, por excelência.

Dom Zeno Hastenteufel

Bispo Diocesano de Novo Hamburgo.

            Aos 10 de agosto de 2008, na festa de São Lourenço, diácono e mártir.

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