Dos oratórios e capelas particulares

DOS ORATÓRIOS E CAPELAS PARTICULARES

Cân. 1223 Sob a denominação de oratório, entende-se um lugar destinado, com licença do Ordinário, ao culto divino em favor de alguma comunidade ou grupo de fiéis que aí se reúnem, e ao qual também os outros fiéis podem ter acesso com a licença do Superior competente.

Cân. 1224 § 1. O Ordinário não conceda a licença pedida para se constituir um oratório, a não ser depois de o ter visitado, pessoalmente ou por outrem, e de o ter encontrado decentemente preparado.

§ 2. Entretanto, uma vez dada a licença, o oratório não pode ser destinado a usos profanos sem autorização desse Ordinário.

Cân. 1225 Nos oratórios legitimamente constituídos, podem-se realizar todas as celebrações sagradas, a não ser aquelas que sejam excetuadas pelo direito ou por prescrição do Ordinário local, ou que a elas se oponham normas litúrgicas.

Cân. 1226 Sob a denominação de capela particular, entende-se o lugar destinado, com a licença do Ordinário local, ao culto divino em favor de uma ou mais pessoas físicas.

Cân. 1227 Os Bispos podem constituir para si uma capela particular, que tem os mesmos direitos do oratório.

Cân. 1228 Salva a prescrição do cân. 1227, requer-se a licença do Ordinário local para se realizar na capela particular a missa ou outras celebrações sagradas.

Cân. 1229 Convém que os oratórios e capelas particulares sejam benzidos segundo o rito prescrito nos livros litúrgicos; devem, porém, ser reservados unicamente para o culto divino e livres de outros usos domésticos.

Porque os padres não podem celebrar casamentos fora da igreja?

Escrito por Reverendo Rogério

http://www.casamentonocampo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=41:porque-os-padres-nao-podem-celebrar-casamentos-fora-da-igreja&catid=38:cerimonia&Itemid=73

Sex, 07 de Maio de 2010

Começo com um pequeno trecho da própria igreja católica romana. Creio ser esclarecedor.
“A celebração, ordinariamente, (no caso, do casamento religioso) deve ser na paróquia de um dos noivos. se por circunstâncias particulares, se realiza em outra igreja (paróquia e não apenas igreja), dever-se-á providenciar a necessária transferência, de acordo com as normas canônicas”.

No item 7.2 – “o casamento religioso só se realizará em igrejas, capelas ou locais habituais de culto da comunidade. não é permitida a celebração do casamento religioso em residências, sítios, fazendas, clubes e outros lugares habitualmente não destinados ao culto”. E eu ainda acrescentaria: em locais ou mesmo capelas particulares ou oratórios, contíguos a salão de festas, “buffet”, onde não há ambiente religioso adequado.

E essas pessoas, de modo geral, estão se preocupando com a cerimônia religiosa como tal, com o sagrado, com o sacramento, com o compromisso indissolúvel diante de deus na igreja católica?

Há muito mais motivos pelos quais a proibição existe, acesse o link e confira na íntegra.

http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/site.php?nome=decreto04/2005&idioma=portugues&edicao=273
Pelas informações que tenho a idéia de não poder celebrar casamentos fora da igreja vem desde um documento escrito pelo Papa João Paulo II sobre o consórcio da família.

Documento esse que foi ratificado pelo então Papa Bento XVI e como virou decreto, ou seja, norma a ser seguida sem questionamento por força de lei, toda a igreja católica romana está proibida de realizar o sacramento fora do templo, que segundo trecho citado acima, é o único lugar destinado ao culto. Não estão proibidos só os padres da sua cidade, estão proibidos todos os padres da igreja católica romana. Padres, diáconos e todos os ministros qualificados para esse sacramento.

Lembro-os, caros leitores, que nesse caso não existe o famoso “jeitinho brasileiro”. O padre que desobedecer a essa norma vai para o tribunal eclesiástico para dar explicações à igreja do porque fez, uma vez que não pode. Quem quebra as regras deve tomar cuidado, eu pessoalmente não aconselho que o façam.

Tenho conversado com alguns padres sobre o assunto e o que ouço é o seguinte: “norma é norma”. Então queridos leitores, se vocês forem a um casamento fora do templo e estiver lá um padre celebrando, das duas uma: ou ele está se arriscando e quebrando a norma da casa, ou ele não é padre da igreja católica romana, pode ser da anglicana, da ortodoxa, pode ser pastor luterano, metodista, presbiteriano, etc. vá falar com ele e pergunte de onde ele é, é a melhor forma de não ficar com dúvidas.

Se a minha posição sobre o assunto interessa, ela é a seguinte: sou padre da igreja anglicana. A nossa tradição costuma chamar de reverendo, mas sou padre.

A igreja anglicana tem diálogo constante não só com a igreja católica romana, mas com muitas outras igrejas tradicionais. Somos membros do CONIC – conselho nacional de igrejas cristãs, sendo a igreja anglicana co-fundadora deste e de outros organismos ecumênicos. Sendo assim, somos igrejas irmãs, e de forma alguma posso falar mal do meu irmão, mesmo que ele pense diferente de mim.
Temos laços de amizade e de respeito mútuo, porém temos normas e formas de interpretação diferente sobre vários assuntos, entre eles sobre a celebração de casamento fora da igreja.

Nesse caso, indo direto ao ponto, se você quer uma cerimônia católica, de uma igreja séria, você tem a igreja anglicana com as portas abertas para te receber.

Não temos o impedimento de celebrar fora da igreja. Recomendamos que preferencialmente seja na igreja, verdade, mas se não for possível, pode ser no buffet, no sítio, etc.

O mais importante é o desejo e a sinceridade de coração de que esta união seja para a vida toda, até que a morte os separe. Essa união celebrada fora do templo, melhor do que dizer fora da igreja, pois igreja somos todos nós, os filhos e filhas de deus batizados (as) se celebrada fora do templo, terá a mesma importância e a sacralidade necessária. Cremos que quando estamos reunidos de coração sincero na presença de deus, ele está entre nós nos abençoando, e isso é o mais importante.

A fundamentação do que é o santo matrimônio para a igreja anglicana é a mesa da igreja católica romana e de outras igrejas sérias e tradicionais. Recomendo até que acessem a minha página e confiram outro texto que escrevi sobre o assunto, onde cito inclusive um livro que pode ajudá-los. Quando acessarem, procurem o post que fala sobre “casamentos interconfessionais” em http://revrogerio.wordpress.com
Vale a pena ser informado sobre seus direitos e deveres para não sofrerem com padres e pastores desinformados e para também não exigirem aquilo que para as igrejas não tem cabimento.

 

Instrução Pastoral

1. As mutações que estão a operar-se na sociedade civil e na vivência religiosa recomendam a definição de algumas orientações pastorais a ter em conta na celebração dos Sacramentos nos oratórios e nas capelas particulares (também chamadas privadas) existentes nas nossas comunidades paroquiais.
A progressiva secularização e a tendência individualista que caracterizam a cultura do nosso tempo, a nível da vida pessoal e a nível social, refletem-se nas atitudes e na expressão religiosa das mesmas pessoas, quer na sua conduta individual quer coletiva.

Por outro lado, as novas estruturas empresariais de acolhimento ou promoção turística estão a manifestar grande propensão para cativar a prática dos serviços religiosos nas suas unidades hoteleiras, especialmente onde se generalizou o turismo rural de habitação. Para tanto, promoveram o restauro de antigas capelas privadas ou propõem-se construir outras novas.

São de diversa natureza os inconvenientes pastorais que daí advêm. Entre outros, podem apontar-se: a ofuscação do sentido eclesial pela perda do espírito comunitário das ações sacramentais litúrgicas, especialmente na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos, a ausência da assembléia cristã por incapacidade dos fiéis nelas participarem se tal for o seu desejo, a freqüente improvisação dos templos, as dificuldades acrescidas para os respectivos párocos, a ausência de ambiente apropriado, para o culto público inerente a estes atos, a perturbação da vida privada dos outros usufrutuários desses centros de turismo.

2. O que acabamos de referir, leva-nos a recordar as determinações e orientações pastorais da Igreja sobre esta matéria. As celebrações do culto público, nunca são um ato privado, mesmo se celebrados em recintos particulares.

Na Liturgia da Nova Aliança, toda a ação litúrgica, especialmente a celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos, é um encontro entre Cristo e a sua Igreja. A assembléia litúrgica recebe a sua unidade da «comunhão do Espírito Santo» que reúne os filhos de Deus no único Corpo de Cristo, ultrapassa todas as afinidades humanas, raciais, culturais e sociais (Catecismo da Igreja Católica nº 1097). Cristo é o verdadeiro templo de Deus, «o lugar em que reside a sua glória»; pela graça de Deus, também os cristãos se tomam templos do Espírito Santo, pedras vivas com que se constrói a Igreja. Nas condições terrenas, a Igreja tem necessidade de lugares em que a comunidade possa reunir-se: as nossas igrejas visíveis, lugares sagrados, configuração da Cidade Santa, da Jerusalém celeste para a qual caminhamos como peregrinos. É nestas igrejas que a Igreja celebra o culto público para glória da Santíssima Trindade, ouve a Palavra de Deus e canta os seus louvores, faz subir até Ele a sua oração, oferece o sacrifício de Cristo, sacramentalmente presente no meio da assembléia e contribui para a santificação dos fiéis (cf. Preliminares da Dedicação ou Bênção da Igreja).

Pelo nome de igreja entende-se o edifício sagrado destinado ao culto divino, ao qual os fiéis têm o direito de acesso para exercerem, sobretudo publicamente, o culto divino (cân. 1214).

Concluída a construção, a nova igreja é dedicada ou pelo menos benzida o mais prontamente possível, com observância das leis litúrgicas (cân. 1217). Nela podem realizar-se todos os atos do culto divino… (cân. 1219).

Pelo nome de oratório entende-se o lugar destinado, com licença do Ordinário do lugar, ao culto divino, em favor de alguma comunidade ou grupo de fiéis que nele se reúnem, e a que também outros fiéis podem ter acesso com o consentimento do Superior competente (cân. 1223).

“Pelo nome de capela particular (ou privada) entende-se o local destinado, com licença do Ordinário do lugar, ao culto divino, em favor de uma ou mais pessoas físicas (cân. 1226).

A celebração eucarística deve ser realizada, portanto, em lugar sagrado ou ao menos benzido, a não ser que a necessidade exija outra coisa; neste caso, deve celebrar­-se em lugar digno. O sacrifício eucarístico deve realizar-se sobre altar dedicado ou benzido; fora do lugar sagrado, pode utilizar-se uma mesa apropriada, mas sempre com toalha e corporal (cân. 932).

O Cerimonial dos Bispos, no referente a estas matérias estabelece:

Salvo em caso de necessidade, o Bispo não celebre os sacramentos da iniciação cristã em capelas ou casas particulares, mas sim, por via de regra, na igreja catedral ou em igrejas paroquiais, de forma que a comunidade cristã possa tomar parte (cf. C.B., 405).

Para mais claramente mostrar que esta participação do Bispo (no Matrimônio) não significa acepção de pessoas nem tem sentido de mera solenidade, estabelece que é de toda a conveniência que o Bispo, por via de regra, assista aos matrimônios não em capelas particulares ou em casa, mas sim n. igreja catedral ou nas paróquias, de modo que as celebrações do sacramento revistam um caráter autenticamente eclesial e a comunidade local nela possa tomar parte (cf. C.B., 598).

3. Em conformidade com o exposto, promulgamos as seguintes orientações pastorais:

– Os atos sagrados, culto público da Igreja que envolvem a sagrada Eucaristia e os outros Sacramentos, devem ser celebrados nas igrejas paroquiais ou, por causa justa, noutra igreja (vulgarmente chamadas capelas públicas ou semi-públicas).­

– A sua celebração em capelas particulares só poderá realizar-se por motivo justificado, em favor do grupo de fiéis ou pessoas singulares a que a capela diz respeito, mediante licença do Ordinário diocesano.
– Os Reverendos Párocos terão em conta estas orientações pastorais ao iniciar o processo das referidas celebrações. E informarão os interessados sobre as mesmas, no próprio momento em que os serviços lhes sejam solicitados.

– Estas orientações pastorais entrarão em vigor a partir de um de Janeiro de 2003.

Viana do castelo, 15 de Outubro de 2002.

+ José Augusto Pedreira, Bispo de Viana do Castelo

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