Bênção de NÃO CASADOS NA IGREJA

PODE-SE BENZER ALIANÇAS A DIVORCIADOS QUE JÁ TEM UM CASAMENTO RELIGIOSO ANTERIOR?

NÃO CASADOS NA IGREJA, PODEM TER MISSA DE BODAS?

Negativo nos dois casos, uma vez que faltou a celebração religiosa sacramental, que dá origem a família cristã.

            Deveria-se no primeiro caso, se for possível, e os dois estiverem de acordo, prepará-los para celebrar o casamento religioso, uma vez que para os batizados, só o Matrimônio Cristão consagra a aliança conjugal e responde ao plano de Deus.

            É interessante fazer refletir que haveria um contra senso ao celebrar uma missa de bodas, a casais unidos pelo civil ou por convivência de fato, uma vez que a Igreja sendo fiel a Cristo não reconhece essas uniões não sacramentadas.

            Na hipótese do cânon 1161 que trata da sanação radical, ou convalidação extraordinária de casais que tenham uma estabilidade alicerçada num consentimento natural suficiente, é possível pela autoridade concedida aos Bispos, proceder ad casum, dando eficácia a essa união.

            Neste dispositivo, o efeito legal do matrimônio, tem retroação ao momento que foi realizada ou dada a prestação de consentimento natural, ou a decisão de morarem juntos.

            Realizada a sanação radical, haveria no caso da união ter antigüidade de um jubileu matrimonial (25 ou 50 anos) a possibilidade de ser celebrada a missa de bodas.

            Na situação de bênção de alianças a divorciados com casamentos religiosos anteriores, este ato seria uma verdadeira farsa e simulação, uma vez que as alianças são sinal de fidelidade ao amor conjugal que é indissolúvel e exclusivo, e estes casais estão unidos sacramentalmente a cônjuges anteriores.

            O ministro está severamente proibido de benzer alianças nestas circunstâncias, já que seria uma profanação do próprio símbolo da aliança e se prestaria ao engano de legitimar uma união adúltera e irregular.

 

E A BÊNÇÃO AOS CASAIS, COM A RENOVAÇÃO DO CONSENTIMENTO MATRIMONIAL POR OCASIÃO DE UMA NOVENA PAROQUIAL, ONDE TODOS, CASADOS E NÃO CASADOS A RECEBEM?

Isso se chama falta de prudência pastoral e também relativismo e indiferentismo teológico-sacramental, uma vez que, os casados que receberam o Sacramento do Matrimônio, e os não casados (em situação irregular e segunda união), são colocados no mesmo plano. Jamais o Sacramento do Matrimônio, de acordo com a doutrina católica, pode ser equiparado às uniões de outro tipo qualquer. O ministro também está severamente proibido de fazê-lo. A caridade sempre supõe e exige a verdade e vice-versa. A “pastoral da simpatia” não pode ser aplicada, para evitar abusos de todo tipo.

Mons. Inácio José Schuster

Vigário Geral da Diocese de Novo Hamburgo e

Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico Regional Sul 3 de Porto Alegre

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