Santa Missa Solene da Padroeira – 170 Anos

Inicia: 15 de setembro de 2019 em 9:00
Termina: 15 de setembro de 2019 em 10:30

Santa Missa Solene na igreja Matriz, às 9h, com a participação do Coral Misto Nossa Senhora da Piedade.

Hamburgo Velho e sua PADROEIRA
Pe. Inácio José Schuster

O segundo e/ou terceiro domingo de setembro é dia de festa na Paróquia Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Hamburgo Velho. Reconhecer a importância desse momento é fundamental. As datas especiais são componentes determinantes do movimento que dá ritualidade à vida de cada pessoa, de uma família e de um povo.

A vida sem ritos perde sua interioridade e, assim, corre o risco de cair na superficialidade. Os prejuízos serão sempre grandes, comprometendo o sentido de solidariedade, a consciência de povo e os laços culturais. Essa perda impõe ao dia a dia uma rotina que esteriliza o viver e não lhe permite um horizonte altruísta, belo.

Celebrar o dia 15 de setembro – e os sete dias que o precedem; meditando as sete dores de Maria – é um ritual que pode e deve se tornar uma grande fonte de força para os hamburguenses, com incidências na vivência da fé e na própria cultura. Vale a pena ter presente que os rituais, mesmo aqueles de gestos simples, abrem caminhos e ampliam horizontes, no conjunto da vida de um povo e no andamento das instituições; qualifica relações interpessoais, tão importantes e urgentes num tempo de individualismos e isolamentos.

A vivência de tudo que envolve os ritos, incontestavelmente, impulsiona na direção da fonte de referências que podem transformar a vida, particularmente com a compreensão adequada do caminho para se viver bem. Os ritos são gestos concretos e ordenam a vida com leveza e beleza. Têm força curativa, propriedades para resgates importantes e criação das condições que permitem a reconquista da inteireza do viver, a inserção social e cultural adequadas, bem como a capacidade de contribuir com cidadania.

Assim, o ritual, com todos os gestos, por mais simples que seja, como a celebração da Padroeira de Hamburgo Velho, torna-se uma oportunidade de dar à própria alma, na vivência da fé e na condução da vida, uma nova ordem. Esse novo ordenamento desdobra-se em incidências sobre as dinâmicas social e política, pela peculiaridade do resgate da história, pela força própria advinda da reverência a pessoas de grande estatura que nos precederam, além do reconhecimento dos dons e prerrogativas recebidos através da natureza, da história, da cultura e da religiosidade. É uma oportunidade de reafirmar valores, enraizar a profundidade da autoestima e convencer-se de que a vida tem sentido.

A Padroeira de Hamburgo Velho não é uma invenção de hoje, nem um mecanismo de produção de alguma coisa. É um legado que tem oficialidade ultrapassando mais de 170 anos. Uma história que reverencia a memória de homens e mulheres notáveis, muitos devotos, peregrinos, cuidadores e defensores desta herança nossa: a igreja da Padroeira de Hamburgo Velho e a devoção à Senhora da Piedade. Um patrimônio comparável àqueles que são mundialmente reconhecidos como mais belos e significativos.

O tesouro desta fé, enraizado na magnífica arquitetura divina que é a montanha do antigo Hamburgo Berg da Piedade, que congrega o patrimônio paisagístico natural e a herança histórica de grande relevância, merece de todos um grande apreço.  Exige também a disposição de cada um para celebrar, de longe ou de perto, a festa da Padroeira.

Do alto da montanha da Piedade, tocados pelo silêncio das montanhas, beijados pela aragem que só nelas se encontra, avistando longe, pode se fazer a inigualável experiência de crer, de transformar-se pela força da beleza e de orgulhar-se santamente pelo privilégio deste patrimônio sagrado.

A oportunidade é de semear a alegria hamburguense dessa herança, unir e fortalecer o povo ao celebrar solidariedades. Momento de olhar para Hamburgo Velho e sua padroeira com um amor novo.

É festa da Padroeira, de todos os hamburguenses, uma festa de todos!

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda