Batizados na igreja Matriz

Inicia: 25 de novembro de 2017 em 10:00
Termina: 25 de novembro de 2017 em 11:00

O Sacramento do Santo Batismo é celebrado aos sábados, às 10h, conforme calendário que segue…

2017

25/3  –  22/4  –  27/5  –  24/6  –  29/7  –  26/8  –  30/9  –  28/10  –  25/11  –  23/12

 

PADRINHOS E TESTEMUNHAS NOS SACRAMENTOS
Mons. Inácio José Schuster

Como sucede em toda língua, existem palavras que adquirem significados diferentes, mas que se usam no vasto território do orbe. Mas quando algumas palavras se traduzem da língua do Direito Canônico, originalmente em latim, ao expressar-se na língua vulgar, seu conteúdo pode ser diverso para quem não tem uma cultura canônica suficiente, ou bem uma pessoa da mesma língua pode entender algo diferente. Este é o caso que pode acontecer com os vocábulos “Padrinho” e “Testemunha”.

Padrinho/Madrinha
O Código de Direito Canônico que rege a Igreja Latina, nos fala do “Padrinho” ou dos “Padrinhos” unicamente em relação aos sacramentos da Iniciação Cristã (cfr. cânon 842 § 2), a saber: Batismo, Confirmação e Eucaristia. A função própria do padrinho é encontrada no cânon 872, indicando que é uma função de assistência na iniciação cristã do adulto que se batiza; no caso que seja um infante quem recebe o batismo tem a função de apresentá-lo juntamente com seus pais, e procurar que depois leve uma vida cristã congruente com o batismo e cumpra fielmente as obrigações inerentes ao mesmo. Anexo a estas funções, no cânon 855 se indica que juntamente com os pais do batizado e o pároco, é quem procura que não se imponha um nome alheio ao sentir cristão.
Quem pensava que ser padrinho ou madrinha é algo simples, com a indicação destas funções comprovará que não é assim. As mesmas funções requerem a uma pessoa que tenha a qualidade de vida cristã de acordo ao compromisso que assume, pois, ainda que não se expressa como tal no Código de Direito, é um verdadeiro representante da Comunidade que de maneira especial “vigia” e “acompanha” no crescimento da fé.
Desta maneira é compreensível que o cânon 874 ponha as condições com o adjetivo “necessárias”, para que uma pessoa seja admitida como padrinho ou madrinha:
a) tenha sido escolhido por quem vai batizar-se (no caso de uma pessoa que entrou ao uso de razão), ou por seus pais (os quais tem a obrigação de fazer que seus filhos sejam batizados nas primeiras semanas: cfr. cânon 867 § 1), ou por quem ocupa seu lugar (quer dizer tutores), ou pelo pároco ou ministro; se requer ademais que tenha capacidade para esta missão assim como intenção de desempenhá-la. Estes dois últimos requisitos devem ser contemporâneos ao momento de assumir o compromisso.
b) Se requer idade suficiente e o Código dispõe que seja de dezesseis anos, mas permite que o Bispo Diocesano estabeleça outra idade, e assim mesmo faculta ao pároco ou ministro para que por justa causa possa admitir uma exceção.
c) O terceiro requisito é conseqüente, e é que o padrinho tem que ser católico, estar confirmado e ter recebido o Sacramento Santíssimo da Eucaristia; em outras palavras, se vai assistir na iniciação cristã do adulto ou procurar que o infante leve uma vida congruente com o batismo, além de vigiar que cumpra suas obrigações inerentes ao mesmo, é indispensável que ele mesmo seja exemplo; por isso, a segunda parte do inciso indica que deve levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir. Seria um tema de reflexão própria a “missão dos padrinhos”, que não é possível realizar neste momento.
d) Assim mesmo não deve estar afetado por uma pena canônica.
e) A missão de padrinho não pode exercê-la o pai, pelo que se indica que tem que ser diferente.
Além destas indicações o Código vê oportuno não multiplicar aos responsáveis do acompanhamento. Por isso o cânon 873 estabelece que se nomeie um padrinho ou uma madrinha, ou um e uma.
Insistindo no acompanhamento da iniciação cristã, o cânon 892 nos fala do padrinho de quem vai ser confirmado, cujo labor é procurar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra fielmente as obrigações inerentes ao sacramento. O cânon seguinte em seu primeiro parágrafo exige os mesmos requisitos do cânon 874; por isso sugere a conveniência de que o mesmo padrinho de batismo seja o de confirmação, reforçando o cânon 872, mas não é determinante que tenha que ser o mesmo.
Em relação com o Sacramento da Eucaristia não se indica de maneira expressa no apartado, senão somente no cânon 842 § 2, como já vimos com antecedência.

Testemunha
Nenhum cânon define que é uma testemunha, mas encontramos diversidade de pessoas que podem exercer a função de testemunhas no caso da administração do batismo (cfr. cânones 875, 876 e 877), ou do consentimento matrimonial (cfr. cânones 1108 e 1109), assim como as testemunhas no trâmite judicial (cfr. cânones 1548 e 1549 entre outros). Em todo caso, é uma pessoa que tendo estado presente num lugar presenciou uma ação como as anteriormente assinaladas, e verifica a certeza ou falsidade de um ato jurídico; é a pessoa a quem lhe consta que se realizou ou não uma ação. O ordenamento canônico não exige que seja homem ou mulher, batizado ou não, simplesmente que seja capaz de dar seu testemunho daquilo que sabe, seja por experiência própria ou por meio de outra fonte.

Sinônimos?
No caso do padrinho este pode exercer a função de testemunha, mas não sempre toda testemunha é padrinho. Por exemplo, no caso do confirmado, pode estar presentes um grande número de fiéis no momento da administração do sacramento, mas só um deles assume a missão de padrinho. Ou no caso de um batismo de emergência num hospital de um recém nascido, pode ocorrer que a enfermeira exerça de ministro extraordinário e o doutor não seja católico, e não havendo mais pessoas este último seria só testemunha.

Um caso especial
O cânon 1108 § 1 sanciona que para a validez do consentimento matrimonial tenha que ser expresso pelos contraentes ante o Ordinário de lugar, ou o pároco, ou um sacerdote ou diácono delegado por um deles para que assistam, e além do mais deve ter duas testemunhas.
No ordenamento canônico não se estabelece que tenha padrinhos para o matrimônio, senão testemunhas. Mesmo assim é um costume introduzido pela comunidade que não teve repúdio por parte dos Pastores das Igrejas particulares em muitos lugares, e por isso pode ser considerado como um costume aceito pela norma dos cânones 5 § 2 e 25. Este é o caso especial, mas o que sim é uma degeneração do vocábulo “padrinhos” é a utilização deste termo para indicar a pessoa que cobre uns gastos, como “padrinhos de anéis”, “padrinhos de festa”, ou padrinhos para um determinado objeto ou utensílio dentro do templo, pois se identificou a palavra “padrinho” com o de “subsídio”, “doador”, “colaborador em gastos”, sempre ligado ao aspecto econômico.
Mesmo assim, sendo tão delicada a função própria dos padrinhos, como vimos desde o Direito da Igreja Latina, me parece apropriado ter conceitos claros, assim como chamar a atenção a todos aqueles que tivemos a oportunidade de ser chamados para a função de padrinhos e daqueles que ainda não o são, para que tenham em conta as obrigações que livremente possam ser assumidas.

 

É CONVENIENTE QUE OS AVÓS sejam padrinhos de batismo dos netos?
Pe. Henry Vargas Holguín
https://pt.aleteia.org/2017/05/31/e-conveniente-que-os-avos-sejam-padrinhos-de-batismo-dos-netos/

O que é certo é que os pais não podem ser padrinhos dos filhos
Você já reparou na vontade que os avós têm de batizar os netos? Eles desejam isso com loucura, e só querem ajudar as crianças a serem cristãs como eles, já que dispõem de uma grande experiência… Então, que inconveniente poderia haver nisso?
Se os avós podem cumprir as funções de apoio na formação cristã da criança, acompanhando-a e ajudando-a a partir do bom exemplo, não há nenhum impedimento no fato de eles serem padrinhos dos netos. O que é preciso é avaliar se o avô ou a avó terá a capacidade de exercer a missão, levando em conta a idade ou qualquer outra circunstância.
A única coisa que não é possível é que os pais da criança sejam padrinhos dela, já que estes últimos devem desempenhar uma função de apoio, diferente da missão dos pais. O direito canônico proíbe explicitamente essa situação. Os requisitos para padrinhos estão dispostos no Cânon 874:
1. Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:
1° – seja designado pelo batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na
falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
2° – Tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo Bispo diocesano, ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;
3° – seja católico, confirmado, já tenha recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;
4° – não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;
5° – não seja pai ou mãe do batizando.
Portanto, podem ser padrinhos quaisquer parentes, amigos ou conhecidos da família que cumpram as condições acima.
Vale dizer que a transmissão da fé começa em casa e os avós, independentemente de serem padrinhos ou não, não estão isentos desta missão.
Os pais devem pensar bem: a responsabilidade do padrinho na formação da vida cristã da pessoa batizada é para sempre e começa na hora do batismo. Já aconteceram casos, inclusive, em que os pais morreram e os padrinhos ficaram responsáveis pelo afilhado, embora esta não seja uma obrigação prevista pelo direito canônico.
Alguém poderia pensar: se o avô ou a avó morre logo, a criança ficará sem padrinho. Se o avô ou avó estiver próximo à morte no momento do batismo, não seria adequado que ele ou ela batizasse a criança. Entretanto, o que é preciso lembrar é que do céu, em sua plena união com Deus e sem as limitações da vida terrena, os avós (e qualquer outra pessoa) poderão ajudar espiritualmente seus afilhados.

 

COMO SELECIONAR CANDIDATOS aos cargos de padrinho e madrinha de seus filhos
https://pt.aleteia.org/2017/03/28/como-selecionar-candidatos-aos-cargos-de-padrinho-e-madrinha-de-seus-filhos/

O perfil ideal do candidato e as experiências necessárias para exercer a função
Se você decidiu batizar seu filho na Igreja Católica, você terá de escolher um padrinho e uma madrinha para o seu anjinho. São “funções” muito importantes para a vida cristã das crianças. Por isso, essa escolha deve ser encarada como um verdadeiro processo seletivo, como aqueles adotados pelas grandes empresas quando querem contratar altos executivos.
Aqui, apresentamos o perfil ideal do candidato, além da descrição do cargo e das experiências necessárias para exercer a função. Esperamos que as dicas sejam úteis neste processo seletivo!
Cargo: Padrinho e Madrinha
Área de atividade: Igreja Católica
Duração do contrato: Ilimitado
Tipo do contratação: Tempo integral
Idade mínima exigida: Acima de 16 anos
Experiências espirituais exigidas pela Igreja: necessário ter recebido os 3 sacramentos – Batismo, Primeira Comunhão e Crisma.

Qualidades necessárias para o cargo:
• Ser amoroso e bondoso com seu afilhado;
• Ser capaz de criar um vínculo forte com seu afilhado;
• Dominar a arte de ser um padrinho e uma madrinha atenciosos, ou seja, desejar feliz aniversário para seus afilhados, lembrar-se deles na Páscoa e no Natal, enviar mensagem de boa sorte na noite anterior aos exames etc;
• Ser suficientemente maduro e forte em sua fé para assumir as missões listadas abaixo.

Missões:
Durante o Batismo:
– Renunciar os pecados e proclamar a fé católica.
• Para a madrinha: Vestir o seu afilhado com uma roupa branca, símbolo da Ressurreição de Cristo. “Porque todos vós que fostes batizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo” (São Paulo em Gálatas 3, 27).
• Para o padrinho: Receber a vela do batismo, símbolo da luz de Jesus Cristo. Juntamente com os pais, os padrinhos deverão manter esta chama acesa. “Porque tu eras uma vez trevas, mas agora és luz no Senhor. Vivam como filhos da luz” (São Paulo em Efésios 5, 8).
• Ao final da celebração, assinar o documento como padrinho e madrinha, prova do compromisso assumido com o afilhado.

Durante a vida do afilhado:
• Ajudar seu afilhado a crescer na fé;
• Ajudar seu afilhado a lutar contra o pecado;
• Oferecer ajuda na vida cristã do afilhado, principalmente durante a celebração dos sacramentos (Primeira Comunhão, Crisma e Matrimônio);
• Ser exemplo para o afilhado na vida cotidiana, tentando viver de acordo com os Evangelhos.

Nós não nos tornamos cristãos sozinhos
Ser cristão é fazer parte da Igreja, é celebrar o Corpo de Cristo juntos. E são os pais, o padrinho e a madrinha que são os primeiros a acolher o recém-batizado na comunidade cristã e a acompanhá-lo ao longo de seu caminho espiritual. Portanto, escolha com visão clara, honestidade e com a ajuda do Espírito Santo as pessoas que guiarão o seu filho no caminho para a fé, a esperança e a caridade.

Casos específicos:
Uma pessoa não batizada ou um cristão batizado em uma igreja que não seja católica não pode ser padrinho madrinha. Mas pode ser testemunha do batismo e assinar o registro como tal. Se um padrinho não puder estar presente durante o batismo, ele pode ser representado por um procurador.

 

DOIS HOMENS E DUAS MULHERES podem ser padrinhos de batismo?
http://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/dois-homens-e-duas-mulheres-podem-ser-padrinhos-de-batismo/

A Igreja permite dois homens e duas mulheres serem padrinhos de batismo?

O Código de Direito Canônico diz com toda clareza:

Cânon 872 – “Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes”.

Cânon 873 – Admite-se apenas um padrinho ou uma só madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.

Então, fica claro que não podem ser dois homens ou duas mulheres padrinhos de batismo de uma criança.

Outras exigências para ser padrinho

Aproveito para colocar aqui outras exigências que o Código exige para alguém ser padrinho ou madrinha de batismo.

Cânon 874 – § 1. Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:
1° – seja designado pelo batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

2° – Tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo Bispo diocesano, ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;

3° – seja católico, confirmado, já tenha recebido o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;

4° – não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;

5° – não seja pai ou mãe do batizando.

§ 2. O batizado pertencente a uma comunidade eclesial não católica só seja admitido junto com um padrinho católico, o qual será apenas testemunha do batismo.

Cânon 875 – Se não houver padrinho, aquele que administra o batismo cuide que haja pelo menos uma testemunha, pela qual se possa provar a administração do batismo.

Cânon 876 – Para provar a administração do batismo, se não advém prejuízo para ninguém, é suficiente a declaração de uma só testemunha acima de qualquer suspeita, ou o juramento do próprio batizado, se tiver recebido o batismo em idade adulta.

Cânon 892 – Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho, a quem cabe cuidar que o confirmando se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento.

 

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