Notícias

Que os cristãos levem a sério a própria fé, pede Papa em homilia

Missa na Casa Santa Marta, quinta-feira, 24 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano  

Francisco centrou sua homilia no antes e depois de Jesus, lembrando que após Cristo todos são chamados à santificação

Todos os batizados são chamados a prosseguir no caminho da santificação, uma atitude que deve ser levada a sério. Essas foram palavras do Papa Francisco em Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 24. O Santo Padre afirmou que sempre na vida há o antes e o depois de Jesus, destacando que Cristo fez no homem uma “segunda criação” que se deve levar adiante com o modo de viver.

Antes e depois de Jesus. Francisco desenvolveu a homilia a partir da passagem da Carta aos Romanos centrada no mistério da redenção humana. Ele observou que o apóstolo Paulo procura explicar isso com a lógica do antes e depois de Cristo, sendo o antes uma “sujeira” enquanto o depois é uma “nova criação”.

“Fomos re-feitos em Cristo! Se antes toda a nossa vida, o nosso corpo, a nossa alma, os nossos hábitos estavam no caminho do pecado, da iniquidade, depois desta re-criação devemos fazer o esforço de caminhar na estrada da justiça, da santificação”.

O Papa recordou então o momento do batismo, em que os pais fazem um ato de fé em Jesus Cristo, uma fé que deve ser reassumida e levada adiante com o modo de vida. O Pontífice reconheceu que muitas vezes há o pecado e as imperfeições, mas o Sacramento da reconciliação pode curar essas feridas de forma que também elas sirvam para o caminho de santificação. “Depois de Cristo estamos no caminho da santificação, mas devemos levá-lo a sério”.

E para seguir nesse caminho com seriedade, o Santo Padre defendeu as obras de justiça, obras simples, como adorar a Deus e fazer o que Jesus aconselha: ajudar o próximo. “Sem esta consciência do antes e depois da qual nos fala Paulo, o nosso cristianismo não serve pra nada! E mais: vai pelo caminho da hipocrisia (…) Peçamos a São Paulo que nos dê a graça de viver como cristãos a sério, crer realmente que fomos santificados pelo sangue de Cristo”.

Para a salvação, não bastam obras sem amor misericordioso, diz Papa

Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 14 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Obras são necessárias, mas são apenas uma consequência, lembrou o Papa

É preciso combater a “síndrome de Jonas” que leva à hipocrisia de pensar que para salvar-se bastam as obras. Foi o que afirmou Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta segunda-feira, 14, na Casa Santa Marta. Ele alertou para a “atitude de religiosidade perfeita”, que olha para a doutrina, mas não cuida da salvação do “povo pobre”.

A homilia do Papa concentrou-se no binômio “síndrome de Jonas” e “sinal de Jonas”. Ele observou que Jesus fala no Evangelho do dia da “geração má”, mas Ele não se refere ao povo que O seguia com amor, e sim aos “doutores da lei”, que procuravam testá-Lo e fazê-Lo cair em armadilhas.

Estas pessoas, de fato, segundo explicou o Papa, pediam sinais e Jesus respondeu que somente lhes seria dado o “sinal de Jonas”. Francisco explicou que Jonas tinha as coisas muito claras para si: “a doutrina é esta e se deve fazer isto, os pecadores que cuidem de si”. Segundo o Papa, Jesus chama de hipócrita quem vive assim, pois não querem a salvação dos pobres, dos pecadores.

“A ‘síndrome de Jonas’ não tem o zelo pela conversão do povo, procura uma santidade – permito-me a palavra – uma santidade de ‘tinturaria’, toda bela, toda bem feita, mas sem aquele zelo de ir pregar o Senhor”.

E diante desta geração doente pela “síndrome de Jonas”, Francisco lembrou que o Senhor promete o sinal de Jonas. “A outra versão, aquela de Mateus, diz: Jonas esteve dentro da baleia por três noites e três dias, referindo-se a Jesus no sepulcro – à sua morte e à sua Ressurreição – e aquele é o sinal que Jesus promete, contra a hipocrisia, contra esta atitude de religiosidade perfeita, contra esta atitude de um grupo de fariseus”.

O Papa citou outra parábola do Evangelho que fala muito bem deste aspecto: a do fariseu e do publicano que rezam no templo. O fariseu estava seguro de si mesmo, agradecendo por não ser como o publicano, que somente pedia a misericórdia de Deus, reconhecendo-se pecador. Eis, então, que o sinal que Jesus promete pelo seu perdão é a sua misericórdia: misericórdia, e não sacrifício.

“O sinal de Jonas, o verdadeiro, é aquele que nos dá a confiança de ser salvos pelo sangue de Cristo. Quantos cristãos, quantos há, pensam que serão salvos somente pelo que fazem, pelas suas obras. As obras são necessárias, mas são uma consequência, uma resposta ao amor misericordioso que nos salva. Mas as obras, sem este amor misericordioso, não servem. Em vez disso, a ‘síndrome de Jonas’ confia somente na sua justiça pessoal, nas suas obras”.

Ao final da homilia, o Papa reforçou que o sinal de Jonas é um chamado – seguir o Senhor – e para todo chamado há uma resposta. “Aproveitemos hoje desta liturgia para perguntarmos a nós mesmos e fazermos uma escolha: o que eu prefiro, a síndrome de Jonas ou o sinal de Jonas?”.

O desejo da Mãe é levar os filhos a Jesus, explica bispo

Sábado, 12 de outubro de 2013, Dom Aldo Pagotto, Arcebispo da Paraíba (RN)

”O desejo da mãe, cuja missão é encaminhar os filhos que Deus lhe confia, é levá-los à conversão a Jesus Cristo e ao compromisso com o Evangelho”

O Coração da Mãe

Em união com o Papa Francisco, os católicos consagram o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Consagração é feita somente a Deus, Senhor da vida e da história. O desejo da mãe, cuja missão é encaminhar os filhos que Deus lhe confia, é levá-los à conversão a Jesus Cristo e ao compromisso com o Evangelho.

Maria se incumbe dessa missão, como mãe educadora, formadora, assumindo como seus os filhos e filhas que o Senhor lhe confia. Aos pés da cruz de Jesus, Maria recebe o misterioso desígnio: “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe” (Cf. Jo. 19,25).

No Evangelho, Maria aparece de forma discreta, como uma humilde serva, disponível ao que o Senhor lhe pedir. Durante uma festa de casamento, em Caná, na Galileia, certamente Maria servia às mesas. Então percebe que faltava vinho, elemento que representa alegria, abundância, felicidade. Ela toma a iniciativa de interceder junto ao seu Filho, Jesus Cristo. Após se dirigir a Jesus, diz aos serventes que “façam tudo o que Ele (Jesus) lhes disser” (Jo 2, 5). Em função de Jesus Cristo, em quem reside a salvação, Maria se torna intercessora, em favor do bem das pessoas.

Na ordem sobrenatural, Maria estará sempre presente para prover o que falta aos seus filhos(as), na ordem da graça.

Todos nós demonstramos deficiências, senão físicas, falhas consideráveis na esfera espiritual, ética, moral. Sempre nos falta algo, incluindo as próprias contradições, egoísmos, pecados, contra-testemunhos. Compreende-se que o Pai confiou a Maria a missão de proteger e também de orientar o caminho dos filhos(as).

Assim, Deus permitiu algumas manifestações sobrenaturais em Fátima, Portugal, em 1917, quando Maria transmite, a três crianças, o pedido de oração e penitência pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo, evitando perseguições de ódio, como a guerra e a destruição sem fim. João Paulo II, no ano de 1984, consagrou os povos ao Coração Imaculado de Maria, aludindo aos sofrimentos e esperanças, diante da luta entre o bem e o mal, entre luz e trevas que abalam o mundo contemporâneo.

Cheios de inquietude pelo destino terreno e eterno da humanidade e dos povos, consagramos ao Imaculado Coração o gênero humano e o mundo todo, especialmente as nações que têm particular necessidade desta entrega e consagração, confiando-os à proteção da mãe e serva do Senhor, diante das provações.

Em comunhão com Francisco, realizamos este ato de consagração, nas paróquias e comunidades da Arquidiocese da Paraíba, afirmando a profecia da Santíssima Virgem Maria: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”!

A coragem de acolher e encontrar Deus na oração

Papa enfatiza necessidade de coragem na oração 
Missa na Casa Santa Marta, quinta-feira, 10 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

A parábola do amigo importuno, que obtém aquilo que deseja graças à sua insistência, deu o ponto de partida para o Papa Francisco refletir sobre a qualidade da nossa oração. Na missa desta manhã na Casa de Santa Marta foi ouvido o Evangelho do dia em que Jesus sublinha a necessidade de rezarmos com confiante insistência. O Papa Francisco referiu que muitas vezes rezamos piedosamente por hábito, de forma tranquila e sem muito envolvimento. “Não colocamos coragem na oração” – afirmou o Santo Padre – “a coragem de ter confiança de que o Senhor nos escutará, a coragem de bater à porta… É o Senhor que o diz: Porque quem pedir recebe e quem procura encontra e a quem bate será aberto. Mas é preciso pedir, procurar e bater à porta” – considerou o Papa. “Devemos envolver-nos com Deus na oração” – continuou o Papa Francisco – “e quando rezamos corajosamente, o Senhor dá-nos a graça e dá-nos mesmo a si próprio na graça: o Espírito Santo, ou seja, a si próprio! Mas o Senhor nunca envia uma graça por correio: nunca! Ele é a porta! Aquilo que nós pedimos é pouco como se fosse o papel que envolve a graça…” – afirmou o Santo Padre… A nossa oração, se é corajosa, recebe aquilo que pedimos mas também aquilo que é mais importante: o Senhor – observou o Papa – que considerou, como podemos ler nos Evangelhos, “alguns recebem a graça e vão-se embora como aqueles dez leprosos curados e só um voltou para agradecer”. Desta forma, segundo o Papa Francisco devemos ter a coragem de acolher o próprio Deus na oração: “Nós pedimos uma graça, mas não ousamos dizer: Mas vem Tu a trazê-la. Sabemos que uma graça é sempre entregue por Ele. Não façamos a triste figura de não reconhecer Aquele que a vem trazer. Aquele que a dá: o Senhor. Que o Senhor nos conceda a graça de dar-nos Ele próprio, sempre, em cada graça. E que nós o reconheçamos, que nós louvemos como aqueles doentes curados no Evangelho. Porque, naquela graça, encontramos o Senhor.”
Fonte: Rádio Vaticano  

 

Em Missa, Papa destacou que é preciso ter coragem de bater à porta de Deus, rezando com confiança

Em Missa celebrada nesta quinta-feira, 10, na Casa Santa Marta, Papa Francisco destacou a importância de ser corajoso na oração, a fim de descobrir a verdadeira graça que nela é dada: o próprio Deus. A reflexão central da homilia veio do Evangelho do dia, em que Jesus destaca a necessidade de rezar com confiante insistência. “Como nós rezamos? Rezamos assim, por hábito, piedosamente, mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir aquilo pelo qual rezamos? A coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta… O Senhor diz: ‘Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre’. É preciso pedir, procurar e bater”. Francisco explicou que quando se reza corajosamente, o Senhor concede a graça, mas também Ele doa a si mesmo na graça. Jamais o Senhor concede ou envia uma graça “por correio”, mas Ele a concede, Ele é a graça. O que se pede, disse ainda o Papa, na verdade é o papel que embrulha a graça, porque a verdadeira graça é Deus, que vem para entregá-la. “A nossa oração, se for corajosa, recebe o que pedimos, mas também o que é mais importante: o Senhor”. O Papa recordou que nos Evangelhos, por exemplo, vê-se que alguns recebem a graça e vão embora: dos dez leprosos curados por Jesus, somente um volta para agradecer-Lhe. O cego de Jericó encontra o Senhor na oração e louva a Deus. Mas é preciso rezar com a “coragem da fé”, reiterou o Pontífice, pedindo também aquilo que a oração não ousa esperar, ou seja, o próprio Deus. “Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós O reconheçamos, e que O louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor”.

Igreja não é grupo de elite, diz Papa ao explicar catolicidade

Catequese, quarta-feira, 9 de outubro  de 2013, Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano / Da Redação  

Papa explicou três significados fundamentais para o aspecto católico da Igreja

Na catequese desta quarta-feira, 9, Papa Francisco seguiu falando sobre a Igreja, concentrando-se, desta vez, sobre o fato dela ser “católica”. Ele destacou três significados fundamentais que explicam essa natureza da Igreja.

Francisco explicou que a palavra “católico” vem do grego ‘kath’olòn’, que significa totalidade. Com relação à Igreja, este aspecto se aplica em três significados fundamentais. O primeiro deles, segundo disse o Papa, é que a Igreja é católica porque é o espaço no qual a fé vem anunciada por inteiro, no qual a salvação de Cristo é oferecida a todos.

“Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo”, disse.

Como um segundo aspecto, o Papa falou da universalidade da Igreja, uma vez que ela está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todos. “A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns. A Igreja não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano”.

Por fim, o Santo Padre destacou que a Igreja é católica porque é a “Casa da harmonia”, onde unidade e diversidade combinam-se para formar uma riqueza. Ele citou como exemplo a sinfonia, que é a harmonia entre diversos instrumentos que tocam juntos.

“Na sinfonia que vem apresentada todos tocam juntos em ‘harmonia’, mas não é cancelado o timbre de cada instrumento, a peculiaridade de cada um, antes é valorizada ao máximo! É uma bela imagem que nos diz que a Igreja é como uma grande orquestra na qual há variedade: não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais”.

O Papa ressaltou que esta não é uma diversidade que entra em conflito, mas que se deixa unir em harmonia pelo Espírito Santo, o verdadeiro “Maestro”.

“Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’, isso é, nessa Igreja que é católica e universal”.

 

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Vê-se que hoje, com esta bruta jornada, vocês são corajosos: parabéns!

“Creio na Igreja una, santa, católica…” Hoje nos concentramos em refletir sobre este aspecto da Igreja: digamos católica, é o Ano da catolicidade. Antes de tudo: o que significa católico? Deriva do grego “kath’olòn” que quer dizer “segundo o tudo”, a totalidade. Em que sentido esta totalidade se aplica à Igreja? Em que sentido nós dizemos que a Igreja é católica? Em diria que em três significados fundamentais.

1. O primeiro. A Igreja é católica porque é o espaço, a casa na qual vem anunciada toda a fé, por inteiro, na qual a salvação que nos trouxe Jesus é oferecida a todos. A Igreja nos faz encontrar a misericórdia de Deus que nos transforma porque nessa está presente Jesus Cristo, que lhe doa a verdadeira confissão de fé, a plenitude da vida sacramental, a autenticidade do ministério ordenado. Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo.

Para dar um exemplo, podemos dizer que é como na vida em família; na família, a cada um de nós é dado tudo aquilo que nos permite crescer, amadurecer, viver. Não se pode crescer sozinho, não se pode caminhar sozinho, isolando-se, mas se caminha e se cresce em uma comunidade, em uma família. E assim é na Igreja! Na Igreja nós podemos escutar a Palavra de Deus, seguros de que é a mensagem que o Senhor nos doou; na Igreja podemos encontrar o Senhor nos Sacramentos que são as janelas abertas através das quais nos é dada a luz de Deus, dos córregos nos quais traçamos a própria vida de Deus; na Igreja aprendemos a viver a comunhão, o amor que vem de Deus. Cada um de nós pode perguntar-se hoje: como eu vivo na Igreja? Quando eu vou à Igreja, é como se eu fosse ao estádio, a uma partida de futebol? É como se eu fosse ao cinema? Não, é outra coisa. Como eu vou à Igreja? Como acolho os dons que a Igreja me oferece para crescer, para amadurecer como cristão? Participo da vida de comunidade ou vou à Igreja e me fecho nos meus problemas isolando-me do outro? Neste primeiro sentido, a Igreja é católica porque é a casa de todos. Todos são filhos da Igreja e todos estão nesta casa.

2. Um segundo significado: a Igreja é católica porque é universal, está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todo homem e a toda mulher. A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns. A Igreja não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano. E a única Igreja está presente também nas menores partes desta. Todo mundo pode dizer: na minha paróquia está presente a Igreja católica, porque também essa é parte da Igreja universal, também essa tem a plenitude dos dons de Cristo, a fé, os Sacramentos, o ministério; está em comunhão com o Bispo, com o Papa e está aberta a todos, sem distinções. A Igreja não está só na sombra do nosso campanário, mas abraça uma imensidão de pessoas, de povos que professam a mesma fé, alimentam-se da mesma Eucaristia, são servidas pelos mesmos Pastores. Sentir-nos em comunhão com todas as Igrejas, com todas as comunidades católicas pequenas ou grandes do mundo! É bonito isto! E depois sentirmos que estamos todos em missão, pequenas ou grandes comunidades, todos devemos abrir as nossas portas e sair pelo Evangelho. Perguntemo-nos então: o que faço eu para comunicar aos outros a alegria de encontrar o Senhor, a alegria de pertencer à Igreja? Anunciar e testemunhar a fé não são tarefas de poucos, diz respeito também a mim, a você, a cada um de nós!

3. Um terceiro e último pensamento: a Igreja é católica porque é a “Casa da harmonia” onde unidade e diversidade combinam-se para ser uma riqueza. Pensemos na imagem da sinfonia, que quer dizer acordo, harmonia, diversos instrumentos tocando juntos; cada um mantém o seu timbre inconfundível e as suas características de som têm algo em comum. Depois tem o guia, o diretor, e na sinfonia que vem apresentada todos tocam juntos em “harmonia”, mas não é cancelado o timbre de algum instrumento: a peculiaridade de cada um, antes, é valorizada ao máximo!

É uma bela imagem que nos diz que a Igreja é como uma grande orquestra na qual há variedade. Não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais. Todos somos diversos, diferentes, cada um com as próprias qualidades. E este é o bonito da Igreja: cada um leva o seu, aquilo que Deus lhe deu, para enriquecer os outros. E entre os componentes há esta diversidade, mas é uma diversidade que não entra em conflito, não se contrapõe; é uma variedade que se deixa unir em harmonia pelo Espírito Santo; é Ele o verdadeiro “Mestre”, Ele mesmo está em harmonia. E aqui perguntamo-nos: nas nossas comunidades vivemos a harmonia ou brigamos entre nós? Na minha comunidade paroquial, no meu movimento, onde eu faço parte da Igreja, há fofocas? Se há fofocas, não há harmonia, mas luta. E isto não é Igreja. A Igreja é harmonia de todos: nunca fofocar um contra o outro, nunca brigar! Aceitamos o outro, aceitamos que haja uma certa variedade, que isto seja diferente, que este pensa de um modo ou de outro – mas na mesma fé se pode pensar diferente – ou tendemos a uniformizar tudo? Mas a uniformidade mata a vida. A vida da Igreja é variedade, e quando queremos colocar esta uniformidade sobre todos matamos os dons o Espírito Santo. Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais “católicos”, isso é, nessa Igreja que é católica e universal! Obrigado.

 

A Igreja é como uma grande orquestra onde cada um enriquece os outros, diz o Papa
VATICANO, 09 Out. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Na catequese desta manhã ante 60 mil fiéis na Praça São Pedro, o Papa Francisco refletiu sobre o significado da catolicidade e o ser católico. A respeito disso, o Pontífice disse que a Igreja é como uma grande orquestra onde nem todos são iguais e onde cada um enriquece o outro.
Em primeiro lugar, disse o Papa, “A Igreja é católica porque é o espaço, a casa na qual vem anunciada toda a fé, por inteiro, na qual a salvação que nos trouxe Jesus é oferecida a todos… Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo”.
“A Igreja é católica porque é universal, está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todo homem e a toda mulher… não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns… não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano. E a única Igreja está presente também nas menores partes desta”.
Como terceiro significado de catolicidade, o Papa reiterou que “a Igreja é católica porque é a ‘Casa da harmonia’ onde unidade e diversidade combinam-se para ser uma riqueza”.
O Santo Padre utilizou a imagem de uma sinfonia e dos diferentes instrumentos que a interpretam. Cada um com o seu timbre inconfundível e as suas próprias características guiados por um diretor. Assim todos tocam juntos em harmonia, e não se anula o timbre de nenhum instrumento, valoriza-se ao máximo a peculiaridade de cada um deles.
A Igreja é como uma grande orquestra. “Não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais -destacou-. Cada um oferece o que Deus lhe deu”.
Ao finalizar, o Papa pediu aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro, que vivam esta harmonia, aceitando a diversidade: “A vida da Igreja é variedade, e quando queremos colocar esta uniformidade sobre todos matamos os dons o Espírito Santo. Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’”, concluiu.

Missa com o Papa: “rezar com o coração abre as portas a Deus”

Casa Santa Marta, terça-feira, 8 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco destacou o poder da oração, que pode fazer milagres, pois não é fruto de um gesto mecânico

Um coração que sabe rezar e sabe perdoar: a partir disso se reconhece um cristão. Assim explicou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira, 8, na Casa Santa Marta. Ele enfatizou a importância da oração, que faz milagres, porque não é fruto de um ato mecânico.

Marta e Jonas foram as figuras presentes na liturgia do dia, sobre a qual o Papa se concentrou, destacando o ponto comum entre ambos: não sabiam rezar. O Evangelho narra como Marta pedia a Jesus, em tom de reprovação, que a irmã Maria a ajudasse no serviço em vez de permanecer parada a escutá-Lo.

“ ‘Esta é a melhor parte’, porque Maria escutava o Senhor e rezava com seu coração. E o Senhor nos diz: ‘a primeira tarefa na vida é esta: a oração’. Mas não a oração de palavras, como os papagaios, mas a oração, o coração: olhar o Senhor, escutar o Senhor, pedir ao Senhor. Nós sabemos que a oração faz milagres”.

Em síntese, o Papa afirmou que um coração que sabe rezar sabe perdoar. E é a partir daí que se vê um bom cristão. Ele disse que a oração que é só uma fórmula, sem coração, bem como o pessimismo ou a vontade de uma justiça sem perdão são tentações, mas um cristão deve sempre escolher “a melhor parte”.

“Quando não rezamos, fechamos as portas ao Senhor para que Ele não possa fazer nada! Ao invés, diante de um problema, de uma situação difícil, de uma calamidade, a oração abre as portas ao Senhor para que Ele venha. Ele refaz as coisas, Ele sabe arranjar as coisas, colocá-las no lugar. Rezar é isso: abrir as portas ao Senhor. Se as fecharmos, Ele não pode fazer nada”.

Francisco concluiu a homilia exortando todos a pensarem em Maria, que escolheu a parte melhor e  mostra o caminho para abrir as portas ao Senhor.

A Igreja santa acolhe também os pecadores, diz Papa na catequese

Santidade da Igreja

Quarta-feira, 2 de outubro  de 2013, Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano / Da Redação

Reunido com fiéis na Praça São Pedro, Papa lembrou que a Igreja é santa não por mérito humano, mas pela ação do Espírito Santo / A Igreja santa acolhe também os pecadores, diz Papa na catequese

Na catequese desta quarta-feira, 2, Papa Francisco refletiu sobre a santidade da Igreja. O Santo Padre recordou que esta é uma característica presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, porque estes tinham a certeza de que é a ação de Deus, o Espírito Santo, que santifica a Igreja.

O primeiro ponto explicado pelo Papa foi como a Igreja pode ser santa se é formada por homens pecadores. A resposta vem da reflexão de um trecho da Carta de São Paulo aos Efésios, em que o apóstolo afirma que Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela, para torná-la santa.

“É santa (a Igreja) porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!”.

E esta santidade da Igreja a faz acolher a todos, mesmo os pecadores, chamando todos a deixar-se envolver pela misericórdia de Deus. “Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre”.

O Papa disse ainda que a Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho de santidade, que é o caminho do cristão, especialmente na Confissão e na Eucaristia. “Nós nos deixamos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma?”, questionou o Pontífice.

Concluindo as reflexões, o Papa reforçou que os que se sentem pecadores, frágeis e indefesos não devem ter medo da santidade. Ele explicou, por fim, que a santidade não é fazer algo extraordinário, mas deixar Deus agir.

“É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo”.

 

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No “Credo”, depois de ter professado “Creio na Igreja una”, acrescentamos o adjetivo “santa”; afirmamos, isto é, a santidade da Igreja e esta é uma característica que já esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, os quais se chamavam simplesmente “os santos” (cfr At 9, 13. 32. 41; Rm 8, 27; 1 Cor 6, 1), porque tinham a certeza de que a ação de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja.

Mas em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?

Para responder à pergunta gostaria de guiar-me por um trecho da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que “Cristo amou a Igreja e doou a si mesmo por ela, para torná-la santa” (5, 25-26). Cristo amou a Igreja, doando todo a si mesmo na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal (cfr Mt 16, 18). É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus (cfr Mc 1, 24), está unido de forma indissolúvel a esta (cfr Mt 28, 20); é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!

2. Vocês poderiam dizer-me: mas a Igreja é formada por pecadores, vemos isso todos os dias. E isto é verdade: somos uma Igreja de pecadores; e nós pecadores somos chamados a deixar-nos transformar, renovar, santificar por Deus. Houve na história a tentação de alguns que afirmavam: a Igreja é somente a Igreja dos puros, daqueles que são totalmente coerentes e os outros seguem afastados. Isto não é verdade! Isto é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; não rejeita todos nós; não rejeita porque chama todos, acolhe-os, está aberta também aos mais distantes, chama todos a deixar-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de encontrá-Lo, de caminhar rumo à santidade. “Mas, padre, eu sou um pecador, tenho grandes pecados, como posso sentir-me parte da Igreja?”. Querido irmão, querida irmã, é propriamente isto que deseja o Senhor; que você lhe diga: “Senhor, estou aqui, com os meus pecados”. Alguém de vocês está aqui sem os próprios pecados? Alguém de vocês? Ninguém, nenhum de nós. Todos levamos conosco os nosso pecados. Mas o Senhor quer ouvir que lhe digamos: “Perdoa-me, ajuda-me a caminhar, transforma o meu coração!”. E o Senhor pode transformar o coração. Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre, Deus te espera sempre. Deus te abraça, te beija e faz festa. Assim é o Senhor, assim é a ternura do nosso Pai celeste. O Senhor nos quer parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher todos, que não é a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos podem ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais frágeis, os pecadores, os indiferentes, aqueles que se sentem desencorajados e perdidos. A Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho da santidade, que é o caminho do cristão: faz-nos encontrar Jesus Cristo nos Sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; comunica-nos a Palavra de Deus, faz-nos viver na caridade, no amor de Deus para com todos. Perguntemo-nos então: deixamo-nos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma? Somos uma Igreja na qual se vive o amor de Deus, na qual se tem atenção para com o outro, na qual se reza uns pelos outros?

3. Uma última pergunta: o que posso fazer eu que me sinto indefeso, frágil, pecador? Deus te diz: não ter medo da santidade, não ter medo de sonhar alto, de deixar-se amar e purificar por Deus, não ter medo de deixar-se guiar pelo Espírito Santo. Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Todo cristão é chamado à santidade (cfr Const. Dogm. Lumen gentium, 39-42); e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas no deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo. Há uma célebre frase do escritor francês Léon Bloy; nos últimos momentos da sua vida dizia: “Há uma só tristeza na vida, aquela de não ser santos”. Não percamos a esperança na santidade, percorramos todos este caminho. Queremos ser santos? O Senhor espera todos nós, com os braços abertos; espera-nos para nos acompanhar neste caminho de santidade. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor… peçamos este dom a Deus na oração, por nós e pelos outros.

Paz e alegria: Papa destaca sinais da presença de Deus na Igreja

Em Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 30 de setembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

O Santo Padre refletiu ainda sobre o risco de descartar crianças e idosos e de estabelecer o funcionalismo na Igreja

Paz e alegria são os sinais da presença de Deus na Igreja. Assim disse o Papa Francisco na Missa celebrada nesta segunda-feira, 30, na capela da Casa Santa Marta. O Santo Padre refletiu ainda sobre o risco de descartar crianças e idosos e de estabelecer o funcionalismo na Igreja.

Partindo das leituras do dia, Francisco explicou que os discípulos estavam entusiasmados, faziam projetos para o futuro da organização da Igreja, discutiam quem seria o maior. Mas Jesus os surpreendeu, descentrou-lhes as ideias dirigindo-se para as crianças. “Quem de fato é o menor dentre todos vós – diz – é grande”.

Na Leitura do Profeta Zacarias também se fala desses sinais da presença de Deus, atentando para o cuidado com os idosos sentados nas praças. Então o Papa citou que o risco é descartar seja os idosos seja as crianças, e Jesus faz advertências quanto a isso.

“Um povo que não cuida dos seus idosos e das suas crianças não tem futuro, porque não terá memória e nem promessa. Os idosos e as crianças são o futuro de um povo! Como é comum deixá-los de lado, não?”.

Francisco também atentou para o risco de se cair no funcionalismo da Igreja. “Eu entendo, os discípulos queriam a eficácia, queriam que a Igreja caminhasse sem problemas e esta pode ser uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo certinho, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja assim não vai bem: será uma Igreja de luta pelo poder, será a Igreja dos ciúmes entre os batizados e tantas outras coisas que existem quando não há memória nem promessa”.

Assim, a vitalidade da Igreja, segundo disse Francisco, não vem dos documentos e reuniões para planificar e fazer bem as coisas, estas são realidades necessárias, mas não são sinal da presença de Deus.

“O sinal da presença de Deus é este, assim disse o Senhor: Velhos e velhas estarão sentados nas praças de Jerusalém, cada um com o seu cajado para sua longevidade. E as praças da cidade estarão cheias de meninos e meninas que jogarão nas praças. Jogo faz-nos pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E estes anciãos, sentados com o seu cajado na mão, tranquilos, fazem-nos pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja.”

O verdadeiro cristão não evita a Cruz, diz Papa em homilia

Sexta-feira, 27 de setembro de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco destacou que a capacidade de suportar as humilhações é um sinal para a identificação de um verdadeiro cristão 

A prova para entender se uma pessoa é cristã está na capacidade de levar com alegria e paciência as humilhações. Esta foi a reflexão do Papa Francisco na Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira, 27. O Santo Padre voltou a falar da tentação do “bem estar espiritual”, que impede de amar Cristo plenamente. O ponto de partida foi o Evangelho de Lucas, com o trecho em que Jesus pergunta aos discípulos o que as pessoas dizem Dele e o que eles mesmos dizem sobre Ele. Foi quando Pedro respondeu: o Cristo de Deus.  Francisco disse que esta é uma pergunta dirigida também aos fiéis de hoje.

“Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem poderia explicar aquilo…Mas Ele o disse. E se cada um de nós, em sua oração, olhando ao Tabernáculo, diz ao Senhor: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, primeiro não pode dizê-lo por si mesmo, deve ser o Espírito Santo a dizer isto nele. E, segundo, prepare-se, porque Ele te responderá: ‘é verdade’”.

Francisco lembrou que Jesus pede a Pedro para não revelar essa resposta a ninguém e depois anuncia a sua Paixão, morte e Ressurreição. Neste ponto, o Santo Padre recordou a reação do chefe dos apóstolos, que declara: “Isto não te acontecerá jamais”. Ele comentou que Pedro se escandalizou não mais nem menos que tantos cristãos que dizem seguir Jesus, mas O seguem para conhecê-Lo até um certo ponto. Esta é, segundo ele, a tentação do bem-estar espiritual.

“Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os Sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isso, porque se pensar ao contrário é pecado!”.

Porém, este bem estar espiritual não é suficiente, segundo disse o Papa. “Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até à morte, morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: eu sou um cristão de cultura do bem-estar? Eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”.

O Papa disse então que o escândalo da Cruz continua a bloquear muitos cristãos. Ele disse que todos querem ressurgir, mas nem todos pretendem fazê-lo pelo caminho da Cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se ao contrário do que Jesus fez e pede para imitar.

“A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: o cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se – ou o cristão próximo a Jesus, pela estrada de Jesus”.

 

Papa: “Cristãos não evitam a Cruz, mas enfrentam humilhações com alegria e paciência”
2013-09-27 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Os cristãos dão uma boa prova de si quando “sabem enfrentar humilhações com alegria e paciência”. Papa Francisco ressaltou este aspecto da vida de fé na missa celebrada na manhã desta sexta, 27, na Casa Santa Marta. O Papa alertou novamente para a “tentação do bem-estar espiritual”, que pode nos impedir “de amar plenamente Jesus Cristo”. Francisco desenvolveu seu pensamento a partir do Evangelho de Lucas, no trecho em que Jesus pergunta aos discípulos o que as pessoas falam Dele e o que eles próprios pensam, até a resposta de Pedro: “O Cristo de Deus”. “Esta pergunta é dirigida também a nós”, disse o Pontífice. “Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério… Quem o pode explicar? Se cada um de nós, na oração, disser ao Senhor: “Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo”, Ele responderá “É verdade”. “Jesus pede a Pedro que não revele sua resposta a ninguém e anuncia sua Paixão, morte e Ressurreição”, disse o Papa, recordando a reação do chefe dos Apóstolos, descrita no Evangelho de São Mateus, que declara: “Isso não acontecerá jamais”. “Pedro – comentou ainda o Papa – se assusta, se escandaliza, como tantos cristãos que dizem: “Isto nunca vai acontecer!”. Este é o modo para “seguir Jesus, para conhecê-lo apenas até um certo ponto”: “E esta é a tentação do bem-estar espiritual. Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os Sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isso, porque se pensar ao contrário é pecado! Mas não é o suficiente; com o bem-estar espiritual até um certo ponto. Como o jovem que era rico: ele queria ir com Jesus, mas até um certo ponto. Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até à morte, morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: Eu sou um cristão de cultura do bem-estar? Eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”. O escândalo da Cruz, no entanto, continua a bloquear muitos cristãos. Todos – constata Papa Francisco – querem ressurgir, mas “nem todos” pretendem fazê-lo pelo caminho da Cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se ao contrário do que Jesus fez e pede para imitar: “A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: o cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se! – ou o cristão próximo a Jesus, pela estrada de Jesus”. (CM/SP)

Para conhecer Jesus é preciso envolvermo-nos com Ele

O Papa na Missa desta quinta-feira
2013-09-26 Rádio Vaticana   

Para conhecer Jesus é preciso envolvermo-nos com Ele – esta a mensagem principal do Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa de Santa Marta. O Papa afirmou que Jesus só se pode conhecer na vida quotidiana. O Santo Padre desenvolveu a sua homilia partindo da pergunta que Herodes faz sobre Jesus. Uma interrogação que todos que O conhecem fazem, pois, como diz o Papa, da leitura do Evangelho percebe-se que muitos tinham medo daquele homem que lhes poderia trazer problemas políticos com os romanos. Porque Cristo traz tantos problemas… “Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas. E eu ousarei dizer: Queres ter problemas, vai pelo caminho de Jesus. Não vais ter um, mas tantos vais ter! Mas este é o caminho para conhecer Jesus! Não se pode conhecer Jesus na primeira classe! Jesus conhece-se no caminhar quotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranquilidade, nem na biblioteca… Conhecer Jesus!” “Sim, deve-se conhecer Jesus no Catecismo. Mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: é um passo. Mas Jesus é necessário conhecê-lo no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos. Se tu não rezas, se tu não falas com Jesus, não O conheces. Tu sabes coisas de Jesus, mas não ficas com aquele conhecimento que te dá o coração na oração. Conhecer Jesus com a mente, o estudo do Catecismo; conhecer Jesus com o coração, na oração, no diálogo com Ele. Isto ajuda-nos bastante, mas não é suficiente… Há um terceiro caminho para conhecer Jesus: é a sequela. Ir com Ele; caminhar com Ele”. É preciso percorrer os caminhos de Jesus… caminhando. É a linguagem da ação que propôs o Papa Francisco na missa desta manhã. Eis, portanto, as três linguagens que propõe o Santo Padre para conhecer Jesus: a mente, o coração e a ação. Temos que nos envolver com Ele: “Não se pode conhecer Jesus sem nos envolvermos com Ele, sem arriscar a nossa vida por Ele. Quando tanta gente – e também nós – colocamos esta questão: Mas, quem é este? A Palavra de Deus responde-nos: Tu queres conhecer quem é este? Lê o que a Igreja diz sobre Ele, fala com Ele na oração e caminha pela estrada com Ele. Assim, tu conhecerás quem é este homem. Este é o caminho! Cada um fará a sua escolha!” (RS) 

 

“Na primeira classe, não se conhece Jesus”, afirma Papa na Casa Santa Marta
2013-09-26 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Para conhecer Jesus, é preciso se envolver com Ele. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. O Papa desenvolveu sua homilia a partir da pergunta que Herodes faz a si mesmo sobre Jesus. “Quem é Ele, de onde vem?” Lendo o Evangelho, disse, vemos que algumas pessoas começaram a sentir medo de Cristo, porque poderia levá-los a um conflito político com os romanos: Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas. E eu ousaria dizer: Se quiser ter problemas, siga a estrada para conhecer Jesus. E terá não um, mas muitos problemas! Não se pode conhecer Jesus na primeira classe! Podemos conhecê-Lo no caminhar cotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranquilidade nem na biblioteca…

Certamente, acrescentou o Pontífice, “se pode conhecer Jesus no Catecismo”, porque “nos ensina muitas coisas sobre sua vida e por isso devemos estudá-lo e aprendê-lo”. Todavia, observou, quantos leram o Catecismo da Igreja Católica desde que foi publicado 20 anos atrás? Sim, se deve conhecer Jesus no Catecismo. Mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: este é um passo. Mas é necessário conhecer Jesus no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos. Se não rezamos, se não falamos com Jesus, não O conhecemos. Há uma terceira via para conhecer Jesus: é a sequela. Ir com Ele, caminhar com Ele.

É preciso “ir, percorrer suas estradas, caminhando”. É necessário, afirmou o Santo Padre, “conhecer Jesus com a linguagem da ação”. Somente com essas três linguagens – da mente, do coração e da ação – conheceremos Jesus e nos envolveremos com Ele”: Não se pode conhecer Jesus sem envolver-se com Ele, sem apostar a vida por Ele. Leia o que a Igreja diz Dele, fale com Jesus e percorra a sua estrada com Ele. Este é o caminho! Cada um deve fazer a sua escolha! (BF)

 

Para conhecer Jesus
2013-09-26 L’Osservatore Romano

Para conhecer verdadeiramente Jesus é preciso falar com ele,  dialogar com ele enquanto o seguimos no seu caminho. O Papa Francisco centrou a sua homilia da missa celebrada na manhã de quinta-feira, 26 de Setembro, na capela de Santa Marta, exatamente no conhecimento de Jesus.

O Pontífice inspirou-se no trecho do Evangelho de Lucas (9, 7-9) no qual Herodes  se questiona sobre quem seja aquele Jesus de quem tanto ouve  falar. A pessoa de Jesus, recordou o Pontífice, suscitou muitas vezes perguntas deste tipo: «Quem é? De onde vem? Pensemos em Nazaré, por exemplo, na sinagoga de Nazaré, quando  esteve lá pela primeira vez: mas onde aprendeu tudo isto? Nós conhecemo-lo bem: é o filho do carpinteiro. Pensemos em Pedro e nos apóstolos depois da tempestade, aquele vento  que Jesus parou. Mas quem é aquele ao qual obedecem o céu e a terra, o vento, a chuva, a tempestade? Mas quem é?».

Perguntas, explicou o Papa, que se podem  formular por curiosidade ou para ter certezas sobre o modo de se comportar  diante dele. Contudo, permanece o fato que quem conhece Jesus se faz estas perguntas. Aliás, «alguns – prosseguiu o Papa voltando ao episódio evangélico – começam a ter medo deste homem, porque os pode levar a um conflito político com os romanos»; e, portanto, decidem não  considerar mais  «este homem que causa tantos problemas».

E por que, perguntou-se o Pontífice, provoca Jesus  problemas? «Não se pode conhecer Jesus – foi a sua resposta – sem ter problemas». Paradoxalmente, acrescentou, «se quiseres ter um problema, vai pelo caminho que te leva a conhecer Jesus» e então surgirão muitos problemas. Em todo caso, não se pode conhecer Jesus «na primeira classe» ou «na tranquilidade», nem «na biblioteca». Só conhecemos  Jesus no caminho diário da vida.

Podemos conhecê-lo, afirmou o Santo Padre, «também no catecismo. É verdade! O catecismo – frisou – ensina-nos muitas coisas sobre Jesus e devemos estudá-lo, aprendê-lo. Assim aprendemos que o Filho de Deus veio para nos salvar e compreendemos o amor do Pai  na beleza da história da salvação». Entretanto, o conhecimento de Jesus através do catecismo «não é suficiente»: conhecê-lo com a mente é já um passo em frente, mas «é necessário conhecer Jesus no diálogo com ele. Falando com ele, na oração, de joelhos. Se não rezas, se não falas com Jesus – disse – não o conheces».

Enfim, existe uma terceira via para conhecer Jesus: «É o seguimento, ir com ele, caminhar com ele, percorrer as suas estradas». E enquanto caminhamos com ele, conhecemos «Jesus com a linguagem da ação. Se conheces Jesus com estas três linguagens: da mente, do coração e da ação, então podes dizer que conheces Jesus».

Para ter este conhecimento é necessária a participação pessoal. «Não podemos conhecer Jesus – afirmou o Pontífice – sem uma relação direta com ele, sem apostar a vida por ele». Portanto, para conhecê-lo verdadeiramente é preciso ler «o que a Igreja diz sobre ele, falar com ele na oração e caminhar  na sua estrada com ele». Este é o caminho e «cada um – concluiu – deve fazer a própria escolha».

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda