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Papa fala da essência dos cristãos e reitera que Igreja é para todos

Missa na Casa Santa Marta, terça-feira, 5 de novembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Em homilia na Casa Santa Marta, Francisco lembrou que todos são convidados a fazer parte da Igreja e participarem da festa que tem Deus como protagonista

A essência do cristão é um convite à festa; a Igreja não é só para as pessoas boas, mas o convite a fazer parte dela é para todos. Na Missa desta terça-feira, 5, na Casa Santa Marta, essas foram as reflexões centrais do Papa Francisco.

As leituras do dia, segundo o Santo Padre, mostram a carteira de identidade do cristão. Ele lembrou que, antes de tudo, a essência cristã é um convite gratuito que vem de Deus. “O cristão é aquele que foi convidado a uma festa, à alegria de ser salvo, à alegria de ser resgatado, de participar da vida com Jesus. Esta é uma alegria”.

Citando a Carta aos Romanos, da Primeira Leitura, Francisco mostrou como esta é uma festa de unidade, para a qual foram convidados todos, bons e maus. O que se faz é uma comunidade com os diversos dons reunidos, pois cada um tem uma qualidade, uma virtude.

“A festa se faz levando aquilo que eu tenho em comum com todos. Participa-se da festa, totalmente. Não se pode entender a existência cristã sem esta participação. É uma participação de todos nós. (…) Ou você entra com tudo ou você fica de fora. Você não pode fazer uma seleção: a Igreja é para todos, começando pelos marginalizados”.

Mas conforme narrado no Evangelho do dia, o Papa observou que, depois de um tempo, os convidados começam a encontrar desculpas para não ir à festa. Estes, na verdade, são cristãos que se contentam em ficar na lista dos convidados, o que Francisco diz não ser suficiente, pois não participam da grande festa.

“Entrar na Igreja é fazer comunidade, comunidade da Igreja; é participar de tudo aquilo que temos das virtudes, das qualidades que o Senhor nos deu, no serviço de uns pelos outros. Entrar na Igreja é estar disponível àquilo que o Senhor Jesus nos pede”, explicou.

E em meio a isso tudo está a generosidade de Deus, capaz de entender mesmo aquele que recusa seu convite. Segundo o Pontífice, Deus entende estas pessoas e as espera, porque é misericordioso. “Peçamos ao Senhor esta graça: entender bem como é belo ser convidado à festa, estar com todos e partilhar com todos as próprias qualidades, como é belo estar com Ele”.

Não se pode ser cristão sem o amor de Cristo, lembra Papa

Missa na Basílica de São Pedro, quinta-feira, 31 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano  

Celebrando na Basílica de São Pedro, Francisco centrou a homilia no amor de Cristo, base da vida do cristão

Na manhã desta quinta-feira, 31, Papa Francisco celebrou a Missa na Basílica de São Pedro, no altar onde se encontra o túmulo do Beato João Paulo II. O Papa comentou as leituras do dia: a carta de São Paulo aos Romanos, na qual o apóstolo fala de seu amor por Cristo, e o trecho do Evangelho de São Lucas, no qual Jesus chora sobre Jerusalém que não entendeu ser amada por Ele.

O Pontífice partiu da certeza de Paulo ao falar de seu amor por Cristo. Deus havia mudado a vida do apóstolo, que passou a colocá-Lo no centro de sua vida, tendo Jesus como referência para tudo.

“Sem o amor de Cristo, sem viver deste amor, reconhecê-lo, nutrir-nos daquele amor, não se pode ser cristão: o cristão, aquele que se sente olhado pelo Senhor, com aquele olhar tão belo, amado pelo Senhor e amado até o fim. O cristão sente que a sua vida foi salva pelo sangue de Cristo. E isto faz o amor: esta relação de amor”.

Por outro lado, o Evangelho do dia traz a imagem da tristeza de Jesus quando vê que Jerusalém não entendeu o seu amor, amor que Cristo compara ao de uma galinha que quer reunir os pintinhos sob suas asas. Essa falta de entendimento é justamente o contrário do que sentia Paulo.

“Sim, Deus me ama, Deus nos ama, mas é algo abstrato, é algo que não me toca o coração e eu me arranjo na vida como posso. Não há fidelidade ali. E o choro do coração de Jesus para Jerusalém é este: ‘Jerusalém, tu não és fiel; tu não te deixaste amar; e tu te confiaste a tantos ídolos, que te prometiam tudo, te diziam dar-te tudo, depois te abandonaram’. O coração de Jesus, o sofrimento do amor de Jesus: um amor não aceito, não recebido”.

O Papa convidou então a refletir sobre esses dois ícones: Paulo, que permanece fiel até o fim ao amor de Jesus e encontra nesse amor a força para seguir adiante, e, por outro lado, Jerusalém, o povo infiel, que não aceita o amor de Jesus, ou pior ainda, que vive este amor, mas pela metade, segundo as próprias conveniências.

“Olhemos para a fidelidade de Paulo e a infidelidade de Jerusalém e ao centro olhemos para Jesus, o seu coração, que nos ama tanto. O que podemos fazer? A pergunta: eu me pareço mais com Paulo ou com Jerusalém? O Senhor, por intercessão do Beato João Paulo II, ajude-nos a responder esta pergunta”, finalizou o Santo Padre.

 

HOMILIA

Nestas leituras há duas coisas que nos atingem. Primeiro, a segurança de Paulo: “Ninguém pode afastar-me do amor de Cristo”. Mas tanto amava o Senhor, porque o tinha visto, havia encontrado-o, o Senhor havia mudado a sua vida. Tanto amava-O que dizia que nada poderia afastá-lo Dele. Propriamente este amor do Senhor era o centro, justamente o centro da vida de Paulo. Nas perseguições, nas doenças, nas traições, mas, tudo aquilo que ele viveu, todas as coisas que lhe aconteceram em sua vida, nada disso pôde afastá-lo do amor de Cristo. Era o centro da sua vida, a referência: o amor de Cristo. E sem o amor de Cristo, sem viver deste amor, reconhecê-lo, nutrir-nos deste amor, não se pode ser cristão: o cristão, aquele que se sente olhado pelo Senhor, com aquele olhar tão belo, amado pelo Senhor e amado até o fim. Sente… O cristão sente que a sua vida foi salva pelo sangue de Cristo. E isto faz o amor: esta relação de amor. Isto foi a primeira coisa que me tocou tanto.

A outra coisa que me atinge é esta tristeza de Jesus, quando olha Jerusalém. “Mas tu, Jerusalém, que não entendeu o amor”. Não entendeu a ternura de Deus, com aquela imagem tão bela, que diz Jesus. Não entender o amor de Deus: o contrário daquilo que sentia Paulo.

Mas, sim, Deus me ama, Deus nos ama, mas é algo abstrato, é algo que não me toca o coração e eu me arranjo na vida como posso. Não há fidelidade ali. E o choro do coração de Jesus para Jerusalém é este: ‘Jerusalém, tu não és fiel; tu não te deixaste amar; e tu te confiaste a tantos ídolos, que te prometiam tudo, te diziam dar-te tudo, depois te abandonaram’. O coração de Jesus, o sofrimento do amor de Jesus: um amor não aceito, não recebido.

Estes dois ícones hoje: o de Paulo, que permanece fiel até o fim ao amor de Jesus, de lá encontra a força para seguir adiante, para suportar tudo. Ele se sente frágil, sente-se pecador, mas tem a força naquele amor de Deus, naquele encontro que teve com Jesus Cristo. Por outro lado, a cidade e o povo infiel, não fiel, que não aceita o amor de Jesus, ou, pior ainda, né? Que vive este amor, mas pela metade: um pouco sim, um pouco não, segundo as próprias conveniências. Olhemos para Paulo, com a sua coragem que vem deste amor, e olhemos Jesus que chora sobre aquela cidade, que não é fiel. Olhemos para a fidelidade de Paulo e para a infidelidade de Jerusalém e ao centro olhemos para Jesus, o seu coração, que nos ama tanto. O que podemos fazer? A pergunta: eu me pareço mais com Paulo ou com Jerusalém? O meu amor a Deus é tão forte como o de Paulo ou o meu coração é como o de Jerusalém? O Senhor, por intercessão do Beato João Paulo II, ajude-nos a responder a esta pergunta. Assim seja!

Papa fala da esperança cristã e pede fiéis longe do comodismo

Homilia do Papa, terça-feira, 29 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano  

Santo Padre lembrou que esperança cristã não é otimismo, mas vai além disso

A esperança cristã foi o tema da homilia do Papa Francisco nesta terça-feira, 29, na Casa Santa Marta. Afirmando que a esperança não é otimismo, mas uma ardente expectativa pela revelação do Filho de Deus, o Santo Padre defendeu que os cristãos devem se proteger de clericalismos e atitudes cômodas. Isso porque a esperança cristã é dinâmica e doa vida.

Francisco partiu das palavras de São Paulo na Primeira Leitura do dia para destacar a dimensão única da esperança cristã. Ele explicou que a esperança é segura, mas nem sempre é fácil entendê-la, o que pode fazer a pessoa confundir esperança com otimismo.

“A esperança não é um otimismo, não é aquela capacidade de olhar as coisas com bom ânimo e seguir adiante. Não, isso é otimismo, não esperança (…) Podemos dizer que a esperança é uma virtude, como diz São Paulo, ‘de uma ardente expectativa pela revelação do Filho de Deus’. Não é uma ‘ilusão’”.

Nesse sentido, o Pontífice explicou que ter esperança é justamente essa atitude de tensão para com a revelação, sendo mais que um otimismo. Remetendo aos primeiros cristãos, Francisco lembrou que estes a entendiam como uma âncora fixa na margem. E hoje o caminho é justamente caminhar para esta âncora.

“A mim vem a pergunta: onde estamos ancorados, cada um de nós? Estamos ancorados às margens daquele oceano distante ou em uma lagoa artificial que nós fizemos, com as nossas regras, os nossos comportamentos, os nossos horários, os nossos clericalismos, as nossas atitudes eclesiais? Estamos ancorados ali, tudo cômodo, seguro? Isto não é esperança”, disse.

Outro ícone que São Paulo dá à esperança é o do parto. Trata-se de uma espera dinâmica, que dá a vida. E embora não se veja a premissa do Espírito Santo, sabe-se que Ele trabalha, como um grão de mostarda, mas cheio de vida. Francisco diferenciou então o viver na esperança do viver como bons cristãos, apenas, e citou o exemplo de Maria.

“Penso em Maria, uma moça jovem, quando, depois que ela sentiu que era mãe mudou o seu comportamento e foi, ajudou e cantou aquele cântico de louvor. Quando uma mãe está grávida é mulher, mas não é nunca (somente) mulher: é mãe. E a esperança tem algo disto. Muda o nosso comportamento: somos nós, mas não somos nós; somos nós, mas procurando lá, ancorados lá”.

Ao final da homilia, o Sumo Pontífice dirigiu-se a um grupo de sacerdotes mexicanos que estavam presentes na Missa em ocasião dos 25 anos de ordenação. “Peçam a Maria, Mãe da Esperança, que os vossos anos sejam de esperança, de viver como padres de esperança, doando esperança”.

Não justificar-se diante de Deus, mas reconhecer os próprios pecados, exorta o Papa

Missa na Casa Santa Marta, sexta-feira, 25 de outubro  de 2013, Liliane Borges, Da Redação, com Rádio Vaticano  

O Papa Francisco afirma que reconhecer os próprios  pecados diante de Deus é uma graça

O Pontífice afirma que ao confessar, devemos ser como as crianças: concretos e simples / Foto: Arquivo

A confissão dos pecados feita com humildade é o que a Igreja pede a todos nós, declarou o Papa Francisco, na homilia realizada nesta sexta-feira, 25, na Casa Santa Marta, no Vaticano.

O Pontífice centrou o seu discurso no sacramento da reconciliação (confissão), encorajando a todos a não esconder os próprios pecados, mas confessá-los com sinceridade.

A partir da Carta de São Paulo aos Romanos – liturgia de hoje – o Papa destaca a coragem do apóstolo em  reconhecer publicamente que em sua carne “não habita o bem”, e por isso não faz o bem que gostaria, mas o mal. Francisco ressalta que isso acontece na vida de todo o cristão, e por esse motivo o sacramento da reconciliação é um grande auxílio.

“E esta é a luta dos cristãos. É a nossa luta de todos os dias. E nós nem sempre temos a coragem de falar como Paulo sobre essa luta. Sempre procuramos uma via de justificação. Mas sim, somos todos pecadores”, afirmou o Papa. Ele assegura que se não reconhecemos os nosso pecados, não poderemos alcançar o perdão de Deus.

“Alguns dizem: ‘Ah, eu me confesso com Deus’. Mas assim é fácil é como confessar-se por e-mail. Deus está longe e não há um face a face”, alertou o Papa ao falar sobre a indisposição que muitos católicos têm em procurar um confessor.

Por outro lado, destaca Francisco, alguns dizem confessar-se com facilidade, “mas ao falar de seus pecados o fazem de modo tão distante que  seria melhor não ter se confessado”.

Francisco alerta que confessar-se não significa ir a uma consulta com um psiquiatra, e nem ir a uma sala de tortura,  é simplesmente dizer ao Senhor: “eu sou pecador”. E a presença de um irmão (sacerdote), diz o Papa, é um modo de ser concreto na confissão.

“Os pequenos têm sabedoria. Quando uma criança se confessa, nunca diz uma coisa geral. ‘Padre, eu fiz isso, eu fiz aquilo à minha tia, para aquele eu disse essa palavra’, e dizem a palavra. São concretos, hein? Eles possuem aquela simplicidade da verdade”, ressalta o Papa. Segundo o Pontífice, os adultos tem a tendência de esconder sempre os próprios pecados.

Ao concluir a homilia, o Papa Francisco destacou que ter vergonha dos próprios pecados  diante de Deus é uma graça. “Pensemos em Pedro quando, depois do milagre de Jesus no lago, disse: ‘Mas, Senhor, afasta-te de mim, eu sou pecador’. Ele se envergonha de seus pecados diante da santidade de Jesus Cristo”, explicou o Papa.

Que os cristãos levem a sério a própria fé, pede Papa em homilia

Missa na Casa Santa Marta, quinta-feira, 24 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano  

Francisco centrou sua homilia no antes e depois de Jesus, lembrando que após Cristo todos são chamados à santificação

Todos os batizados são chamados a prosseguir no caminho da santificação, uma atitude que deve ser levada a sério. Essas foram palavras do Papa Francisco em Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 24. O Santo Padre afirmou que sempre na vida há o antes e o depois de Jesus, destacando que Cristo fez no homem uma “segunda criação” que se deve levar adiante com o modo de viver.

Antes e depois de Jesus. Francisco desenvolveu a homilia a partir da passagem da Carta aos Romanos centrada no mistério da redenção humana. Ele observou que o apóstolo Paulo procura explicar isso com a lógica do antes e depois de Cristo, sendo o antes uma “sujeira” enquanto o depois é uma “nova criação”.

“Fomos re-feitos em Cristo! Se antes toda a nossa vida, o nosso corpo, a nossa alma, os nossos hábitos estavam no caminho do pecado, da iniquidade, depois desta re-criação devemos fazer o esforço de caminhar na estrada da justiça, da santificação”.

O Papa recordou então o momento do batismo, em que os pais fazem um ato de fé em Jesus Cristo, uma fé que deve ser reassumida e levada adiante com o modo de vida. O Pontífice reconheceu que muitas vezes há o pecado e as imperfeições, mas o Sacramento da reconciliação pode curar essas feridas de forma que também elas sirvam para o caminho de santificação. “Depois de Cristo estamos no caminho da santificação, mas devemos levá-lo a sério”.

E para seguir nesse caminho com seriedade, o Santo Padre defendeu as obras de justiça, obras simples, como adorar a Deus e fazer o que Jesus aconselha: ajudar o próximo. “Sem esta consciência do antes e depois da qual nos fala Paulo, o nosso cristianismo não serve pra nada! E mais: vai pelo caminho da hipocrisia (…) Peçamos a São Paulo que nos dê a graça de viver como cristãos a sério, crer realmente que fomos santificados pelo sangue de Cristo”.

Para a salvação, não bastam obras sem amor misericordioso, diz Papa

Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 14 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Obras são necessárias, mas são apenas uma consequência, lembrou o Papa

É preciso combater a “síndrome de Jonas” que leva à hipocrisia de pensar que para salvar-se bastam as obras. Foi o que afirmou Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta segunda-feira, 14, na Casa Santa Marta. Ele alertou para a “atitude de religiosidade perfeita”, que olha para a doutrina, mas não cuida da salvação do “povo pobre”.

A homilia do Papa concentrou-se no binômio “síndrome de Jonas” e “sinal de Jonas”. Ele observou que Jesus fala no Evangelho do dia da “geração má”, mas Ele não se refere ao povo que O seguia com amor, e sim aos “doutores da lei”, que procuravam testá-Lo e fazê-Lo cair em armadilhas.

Estas pessoas, de fato, segundo explicou o Papa, pediam sinais e Jesus respondeu que somente lhes seria dado o “sinal de Jonas”. Francisco explicou que Jonas tinha as coisas muito claras para si: “a doutrina é esta e se deve fazer isto, os pecadores que cuidem de si”. Segundo o Papa, Jesus chama de hipócrita quem vive assim, pois não querem a salvação dos pobres, dos pecadores.

“A ‘síndrome de Jonas’ não tem o zelo pela conversão do povo, procura uma santidade – permito-me a palavra – uma santidade de ‘tinturaria’, toda bela, toda bem feita, mas sem aquele zelo de ir pregar o Senhor”.

E diante desta geração doente pela “síndrome de Jonas”, Francisco lembrou que o Senhor promete o sinal de Jonas. “A outra versão, aquela de Mateus, diz: Jonas esteve dentro da baleia por três noites e três dias, referindo-se a Jesus no sepulcro – à sua morte e à sua Ressurreição – e aquele é o sinal que Jesus promete, contra a hipocrisia, contra esta atitude de religiosidade perfeita, contra esta atitude de um grupo de fariseus”.

O Papa citou outra parábola do Evangelho que fala muito bem deste aspecto: a do fariseu e do publicano que rezam no templo. O fariseu estava seguro de si mesmo, agradecendo por não ser como o publicano, que somente pedia a misericórdia de Deus, reconhecendo-se pecador. Eis, então, que o sinal que Jesus promete pelo seu perdão é a sua misericórdia: misericórdia, e não sacrifício.

“O sinal de Jonas, o verdadeiro, é aquele que nos dá a confiança de ser salvos pelo sangue de Cristo. Quantos cristãos, quantos há, pensam que serão salvos somente pelo que fazem, pelas suas obras. As obras são necessárias, mas são uma consequência, uma resposta ao amor misericordioso que nos salva. Mas as obras, sem este amor misericordioso, não servem. Em vez disso, a ‘síndrome de Jonas’ confia somente na sua justiça pessoal, nas suas obras”.

Ao final da homilia, o Papa reforçou que o sinal de Jonas é um chamado – seguir o Senhor – e para todo chamado há uma resposta. “Aproveitemos hoje desta liturgia para perguntarmos a nós mesmos e fazermos uma escolha: o que eu prefiro, a síndrome de Jonas ou o sinal de Jonas?”.

O desejo da Mãe é levar os filhos a Jesus, explica bispo

Sábado, 12 de outubro de 2013, Dom Aldo Pagotto, Arcebispo da Paraíba (RN)

”O desejo da mãe, cuja missão é encaminhar os filhos que Deus lhe confia, é levá-los à conversão a Jesus Cristo e ao compromisso com o Evangelho”

O Coração da Mãe

Em união com o Papa Francisco, os católicos consagram o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Consagração é feita somente a Deus, Senhor da vida e da história. O desejo da mãe, cuja missão é encaminhar os filhos que Deus lhe confia, é levá-los à conversão a Jesus Cristo e ao compromisso com o Evangelho.

Maria se incumbe dessa missão, como mãe educadora, formadora, assumindo como seus os filhos e filhas que o Senhor lhe confia. Aos pés da cruz de Jesus, Maria recebe o misterioso desígnio: “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe” (Cf. Jo. 19,25).

No Evangelho, Maria aparece de forma discreta, como uma humilde serva, disponível ao que o Senhor lhe pedir. Durante uma festa de casamento, em Caná, na Galileia, certamente Maria servia às mesas. Então percebe que faltava vinho, elemento que representa alegria, abundância, felicidade. Ela toma a iniciativa de interceder junto ao seu Filho, Jesus Cristo. Após se dirigir a Jesus, diz aos serventes que “façam tudo o que Ele (Jesus) lhes disser” (Jo 2, 5). Em função de Jesus Cristo, em quem reside a salvação, Maria se torna intercessora, em favor do bem das pessoas.

Na ordem sobrenatural, Maria estará sempre presente para prover o que falta aos seus filhos(as), na ordem da graça.

Todos nós demonstramos deficiências, senão físicas, falhas consideráveis na esfera espiritual, ética, moral. Sempre nos falta algo, incluindo as próprias contradições, egoísmos, pecados, contra-testemunhos. Compreende-se que o Pai confiou a Maria a missão de proteger e também de orientar o caminho dos filhos(as).

Assim, Deus permitiu algumas manifestações sobrenaturais em Fátima, Portugal, em 1917, quando Maria transmite, a três crianças, o pedido de oração e penitência pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo, evitando perseguições de ódio, como a guerra e a destruição sem fim. João Paulo II, no ano de 1984, consagrou os povos ao Coração Imaculado de Maria, aludindo aos sofrimentos e esperanças, diante da luta entre o bem e o mal, entre luz e trevas que abalam o mundo contemporâneo.

Cheios de inquietude pelo destino terreno e eterno da humanidade e dos povos, consagramos ao Imaculado Coração o gênero humano e o mundo todo, especialmente as nações que têm particular necessidade desta entrega e consagração, confiando-os à proteção da mãe e serva do Senhor, diante das provações.

Em comunhão com Francisco, realizamos este ato de consagração, nas paróquias e comunidades da Arquidiocese da Paraíba, afirmando a profecia da Santíssima Virgem Maria: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”!

A coragem de acolher e encontrar Deus na oração

Papa enfatiza necessidade de coragem na oração 
Missa na Casa Santa Marta, quinta-feira, 10 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

A parábola do amigo importuno, que obtém aquilo que deseja graças à sua insistência, deu o ponto de partida para o Papa Francisco refletir sobre a qualidade da nossa oração. Na missa desta manhã na Casa de Santa Marta foi ouvido o Evangelho do dia em que Jesus sublinha a necessidade de rezarmos com confiante insistência. O Papa Francisco referiu que muitas vezes rezamos piedosamente por hábito, de forma tranquila e sem muito envolvimento. “Não colocamos coragem na oração” – afirmou o Santo Padre – “a coragem de ter confiança de que o Senhor nos escutará, a coragem de bater à porta… É o Senhor que o diz: Porque quem pedir recebe e quem procura encontra e a quem bate será aberto. Mas é preciso pedir, procurar e bater à porta” – considerou o Papa. “Devemos envolver-nos com Deus na oração” – continuou o Papa Francisco – “e quando rezamos corajosamente, o Senhor dá-nos a graça e dá-nos mesmo a si próprio na graça: o Espírito Santo, ou seja, a si próprio! Mas o Senhor nunca envia uma graça por correio: nunca! Ele é a porta! Aquilo que nós pedimos é pouco como se fosse o papel que envolve a graça…” – afirmou o Santo Padre… A nossa oração, se é corajosa, recebe aquilo que pedimos mas também aquilo que é mais importante: o Senhor – observou o Papa – que considerou, como podemos ler nos Evangelhos, “alguns recebem a graça e vão-se embora como aqueles dez leprosos curados e só um voltou para agradecer”. Desta forma, segundo o Papa Francisco devemos ter a coragem de acolher o próprio Deus na oração: “Nós pedimos uma graça, mas não ousamos dizer: Mas vem Tu a trazê-la. Sabemos que uma graça é sempre entregue por Ele. Não façamos a triste figura de não reconhecer Aquele que a vem trazer. Aquele que a dá: o Senhor. Que o Senhor nos conceda a graça de dar-nos Ele próprio, sempre, em cada graça. E que nós o reconheçamos, que nós louvemos como aqueles doentes curados no Evangelho. Porque, naquela graça, encontramos o Senhor.”
Fonte: Rádio Vaticano  

 

Em Missa, Papa destacou que é preciso ter coragem de bater à porta de Deus, rezando com confiança

Em Missa celebrada nesta quinta-feira, 10, na Casa Santa Marta, Papa Francisco destacou a importância de ser corajoso na oração, a fim de descobrir a verdadeira graça que nela é dada: o próprio Deus. A reflexão central da homilia veio do Evangelho do dia, em que Jesus destaca a necessidade de rezar com confiante insistência. “Como nós rezamos? Rezamos assim, por hábito, piedosamente, mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir aquilo pelo qual rezamos? A coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta… O Senhor diz: ‘Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre’. É preciso pedir, procurar e bater”. Francisco explicou que quando se reza corajosamente, o Senhor concede a graça, mas também Ele doa a si mesmo na graça. Jamais o Senhor concede ou envia uma graça “por correio”, mas Ele a concede, Ele é a graça. O que se pede, disse ainda o Papa, na verdade é o papel que embrulha a graça, porque a verdadeira graça é Deus, que vem para entregá-la. “A nossa oração, se for corajosa, recebe o que pedimos, mas também o que é mais importante: o Senhor”. O Papa recordou que nos Evangelhos, por exemplo, vê-se que alguns recebem a graça e vão embora: dos dez leprosos curados por Jesus, somente um volta para agradecer-Lhe. O cego de Jericó encontra o Senhor na oração e louva a Deus. Mas é preciso rezar com a “coragem da fé”, reiterou o Pontífice, pedindo também aquilo que a oração não ousa esperar, ou seja, o próprio Deus. “Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós O reconheçamos, e que O louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor”.

Igreja não é grupo de elite, diz Papa ao explicar catolicidade

Catequese, quarta-feira, 9 de outubro  de 2013, Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano / Da Redação  

Papa explicou três significados fundamentais para o aspecto católico da Igreja

Na catequese desta quarta-feira, 9, Papa Francisco seguiu falando sobre a Igreja, concentrando-se, desta vez, sobre o fato dela ser “católica”. Ele destacou três significados fundamentais que explicam essa natureza da Igreja.

Francisco explicou que a palavra “católico” vem do grego ‘kath’olòn’, que significa totalidade. Com relação à Igreja, este aspecto se aplica em três significados fundamentais. O primeiro deles, segundo disse o Papa, é que a Igreja é católica porque é o espaço no qual a fé vem anunciada por inteiro, no qual a salvação de Cristo é oferecida a todos.

“Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo”, disse.

Como um segundo aspecto, o Papa falou da universalidade da Igreja, uma vez que ela está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todos. “A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns. A Igreja não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano”.

Por fim, o Santo Padre destacou que a Igreja é católica porque é a “Casa da harmonia”, onde unidade e diversidade combinam-se para formar uma riqueza. Ele citou como exemplo a sinfonia, que é a harmonia entre diversos instrumentos que tocam juntos.

“Na sinfonia que vem apresentada todos tocam juntos em ‘harmonia’, mas não é cancelado o timbre de cada instrumento, a peculiaridade de cada um, antes é valorizada ao máximo! É uma bela imagem que nos diz que a Igreja é como uma grande orquestra na qual há variedade: não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais”.

O Papa ressaltou que esta não é uma diversidade que entra em conflito, mas que se deixa unir em harmonia pelo Espírito Santo, o verdadeiro “Maestro”.

“Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’, isso é, nessa Igreja que é católica e universal”.

 

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Vê-se que hoje, com esta bruta jornada, vocês são corajosos: parabéns!

“Creio na Igreja una, santa, católica…” Hoje nos concentramos em refletir sobre este aspecto da Igreja: digamos católica, é o Ano da catolicidade. Antes de tudo: o que significa católico? Deriva do grego “kath’olòn” que quer dizer “segundo o tudo”, a totalidade. Em que sentido esta totalidade se aplica à Igreja? Em que sentido nós dizemos que a Igreja é católica? Em diria que em três significados fundamentais.

1. O primeiro. A Igreja é católica porque é o espaço, a casa na qual vem anunciada toda a fé, por inteiro, na qual a salvação que nos trouxe Jesus é oferecida a todos. A Igreja nos faz encontrar a misericórdia de Deus que nos transforma porque nessa está presente Jesus Cristo, que lhe doa a verdadeira confissão de fé, a plenitude da vida sacramental, a autenticidade do ministério ordenado. Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo.

Para dar um exemplo, podemos dizer que é como na vida em família; na família, a cada um de nós é dado tudo aquilo que nos permite crescer, amadurecer, viver. Não se pode crescer sozinho, não se pode caminhar sozinho, isolando-se, mas se caminha e se cresce em uma comunidade, em uma família. E assim é na Igreja! Na Igreja nós podemos escutar a Palavra de Deus, seguros de que é a mensagem que o Senhor nos doou; na Igreja podemos encontrar o Senhor nos Sacramentos que são as janelas abertas através das quais nos é dada a luz de Deus, dos córregos nos quais traçamos a própria vida de Deus; na Igreja aprendemos a viver a comunhão, o amor que vem de Deus. Cada um de nós pode perguntar-se hoje: como eu vivo na Igreja? Quando eu vou à Igreja, é como se eu fosse ao estádio, a uma partida de futebol? É como se eu fosse ao cinema? Não, é outra coisa. Como eu vou à Igreja? Como acolho os dons que a Igreja me oferece para crescer, para amadurecer como cristão? Participo da vida de comunidade ou vou à Igreja e me fecho nos meus problemas isolando-me do outro? Neste primeiro sentido, a Igreja é católica porque é a casa de todos. Todos são filhos da Igreja e todos estão nesta casa.

2. Um segundo significado: a Igreja é católica porque é universal, está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todo homem e a toda mulher. A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns. A Igreja não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano. E a única Igreja está presente também nas menores partes desta. Todo mundo pode dizer: na minha paróquia está presente a Igreja católica, porque também essa é parte da Igreja universal, também essa tem a plenitude dos dons de Cristo, a fé, os Sacramentos, o ministério; está em comunhão com o Bispo, com o Papa e está aberta a todos, sem distinções. A Igreja não está só na sombra do nosso campanário, mas abraça uma imensidão de pessoas, de povos que professam a mesma fé, alimentam-se da mesma Eucaristia, são servidas pelos mesmos Pastores. Sentir-nos em comunhão com todas as Igrejas, com todas as comunidades católicas pequenas ou grandes do mundo! É bonito isto! E depois sentirmos que estamos todos em missão, pequenas ou grandes comunidades, todos devemos abrir as nossas portas e sair pelo Evangelho. Perguntemo-nos então: o que faço eu para comunicar aos outros a alegria de encontrar o Senhor, a alegria de pertencer à Igreja? Anunciar e testemunhar a fé não são tarefas de poucos, diz respeito também a mim, a você, a cada um de nós!

3. Um terceiro e último pensamento: a Igreja é católica porque é a “Casa da harmonia” onde unidade e diversidade combinam-se para ser uma riqueza. Pensemos na imagem da sinfonia, que quer dizer acordo, harmonia, diversos instrumentos tocando juntos; cada um mantém o seu timbre inconfundível e as suas características de som têm algo em comum. Depois tem o guia, o diretor, e na sinfonia que vem apresentada todos tocam juntos em “harmonia”, mas não é cancelado o timbre de algum instrumento: a peculiaridade de cada um, antes, é valorizada ao máximo!

É uma bela imagem que nos diz que a Igreja é como uma grande orquestra na qual há variedade. Não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais. Todos somos diversos, diferentes, cada um com as próprias qualidades. E este é o bonito da Igreja: cada um leva o seu, aquilo que Deus lhe deu, para enriquecer os outros. E entre os componentes há esta diversidade, mas é uma diversidade que não entra em conflito, não se contrapõe; é uma variedade que se deixa unir em harmonia pelo Espírito Santo; é Ele o verdadeiro “Mestre”, Ele mesmo está em harmonia. E aqui perguntamo-nos: nas nossas comunidades vivemos a harmonia ou brigamos entre nós? Na minha comunidade paroquial, no meu movimento, onde eu faço parte da Igreja, há fofocas? Se há fofocas, não há harmonia, mas luta. E isto não é Igreja. A Igreja é harmonia de todos: nunca fofocar um contra o outro, nunca brigar! Aceitamos o outro, aceitamos que haja uma certa variedade, que isto seja diferente, que este pensa de um modo ou de outro – mas na mesma fé se pode pensar diferente – ou tendemos a uniformizar tudo? Mas a uniformidade mata a vida. A vida da Igreja é variedade, e quando queremos colocar esta uniformidade sobre todos matamos os dons o Espírito Santo. Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais “católicos”, isso é, nessa Igreja que é católica e universal! Obrigado.

 

A Igreja é como uma grande orquestra onde cada um enriquece os outros, diz o Papa
VATICANO, 09 Out. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Na catequese desta manhã ante 60 mil fiéis na Praça São Pedro, o Papa Francisco refletiu sobre o significado da catolicidade e o ser católico. A respeito disso, o Pontífice disse que a Igreja é como uma grande orquestra onde nem todos são iguais e onde cada um enriquece o outro.
Em primeiro lugar, disse o Papa, “A Igreja é católica porque é o espaço, a casa na qual vem anunciada toda a fé, por inteiro, na qual a salvação que nos trouxe Jesus é oferecida a todos… Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo”.
“A Igreja é católica porque é universal, está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todo homem e a toda mulher… não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns… não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano. E a única Igreja está presente também nas menores partes desta”.
Como terceiro significado de catolicidade, o Papa reiterou que “a Igreja é católica porque é a ‘Casa da harmonia’ onde unidade e diversidade combinam-se para ser uma riqueza”.
O Santo Padre utilizou a imagem de uma sinfonia e dos diferentes instrumentos que a interpretam. Cada um com o seu timbre inconfundível e as suas próprias características guiados por um diretor. Assim todos tocam juntos em harmonia, e não se anula o timbre de nenhum instrumento, valoriza-se ao máximo a peculiaridade de cada um deles.
A Igreja é como uma grande orquestra. “Não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais -destacou-. Cada um oferece o que Deus lhe deu”.
Ao finalizar, o Papa pediu aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro, que vivam esta harmonia, aceitando a diversidade: “A vida da Igreja é variedade, e quando queremos colocar esta uniformidade sobre todos matamos os dons o Espírito Santo. Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’”, concluiu.

Missa com o Papa: “rezar com o coração abre as portas a Deus”

Casa Santa Marta, terça-feira, 8 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco destacou o poder da oração, que pode fazer milagres, pois não é fruto de um gesto mecânico

Um coração que sabe rezar e sabe perdoar: a partir disso se reconhece um cristão. Assim explicou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira, 8, na Casa Santa Marta. Ele enfatizou a importância da oração, que faz milagres, porque não é fruto de um ato mecânico.

Marta e Jonas foram as figuras presentes na liturgia do dia, sobre a qual o Papa se concentrou, destacando o ponto comum entre ambos: não sabiam rezar. O Evangelho narra como Marta pedia a Jesus, em tom de reprovação, que a irmã Maria a ajudasse no serviço em vez de permanecer parada a escutá-Lo.

“ ‘Esta é a melhor parte’, porque Maria escutava o Senhor e rezava com seu coração. E o Senhor nos diz: ‘a primeira tarefa na vida é esta: a oração’. Mas não a oração de palavras, como os papagaios, mas a oração, o coração: olhar o Senhor, escutar o Senhor, pedir ao Senhor. Nós sabemos que a oração faz milagres”.

Em síntese, o Papa afirmou que um coração que sabe rezar sabe perdoar. E é a partir daí que se vê um bom cristão. Ele disse que a oração que é só uma fórmula, sem coração, bem como o pessimismo ou a vontade de uma justiça sem perdão são tentações, mas um cristão deve sempre escolher “a melhor parte”.

“Quando não rezamos, fechamos as portas ao Senhor para que Ele não possa fazer nada! Ao invés, diante de um problema, de uma situação difícil, de uma calamidade, a oração abre as portas ao Senhor para que Ele venha. Ele refaz as coisas, Ele sabe arranjar as coisas, colocá-las no lugar. Rezar é isso: abrir as portas ao Senhor. Se as fecharmos, Ele não pode fazer nada”.

Francisco concluiu a homilia exortando todos a pensarem em Maria, que escolheu a parte melhor e  mostra o caminho para abrir as portas ao Senhor.

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