Notícias

Para conhecer Jesus é preciso envolvermo-nos com Ele

O Papa na Missa desta quinta-feira
2013-09-26 Rádio Vaticana   

Para conhecer Jesus é preciso envolvermo-nos com Ele – esta a mensagem principal do Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa de Santa Marta. O Papa afirmou que Jesus só se pode conhecer na vida quotidiana. O Santo Padre desenvolveu a sua homilia partindo da pergunta que Herodes faz sobre Jesus. Uma interrogação que todos que O conhecem fazem, pois, como diz o Papa, da leitura do Evangelho percebe-se que muitos tinham medo daquele homem que lhes poderia trazer problemas políticos com os romanos. Porque Cristo traz tantos problemas… “Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas. E eu ousarei dizer: Queres ter problemas, vai pelo caminho de Jesus. Não vais ter um, mas tantos vais ter! Mas este é o caminho para conhecer Jesus! Não se pode conhecer Jesus na primeira classe! Jesus conhece-se no caminhar quotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranquilidade, nem na biblioteca… Conhecer Jesus!” “Sim, deve-se conhecer Jesus no Catecismo. Mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: é um passo. Mas Jesus é necessário conhecê-lo no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos. Se tu não rezas, se tu não falas com Jesus, não O conheces. Tu sabes coisas de Jesus, mas não ficas com aquele conhecimento que te dá o coração na oração. Conhecer Jesus com a mente, o estudo do Catecismo; conhecer Jesus com o coração, na oração, no diálogo com Ele. Isto ajuda-nos bastante, mas não é suficiente… Há um terceiro caminho para conhecer Jesus: é a sequela. Ir com Ele; caminhar com Ele”. É preciso percorrer os caminhos de Jesus… caminhando. É a linguagem da ação que propôs o Papa Francisco na missa desta manhã. Eis, portanto, as três linguagens que propõe o Santo Padre para conhecer Jesus: a mente, o coração e a ação. Temos que nos envolver com Ele: “Não se pode conhecer Jesus sem nos envolvermos com Ele, sem arriscar a nossa vida por Ele. Quando tanta gente – e também nós – colocamos esta questão: Mas, quem é este? A Palavra de Deus responde-nos: Tu queres conhecer quem é este? Lê o que a Igreja diz sobre Ele, fala com Ele na oração e caminha pela estrada com Ele. Assim, tu conhecerás quem é este homem. Este é o caminho! Cada um fará a sua escolha!” (RS) 

 

“Na primeira classe, não se conhece Jesus”, afirma Papa na Casa Santa Marta
2013-09-26 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Para conhecer Jesus, é preciso se envolver com Ele. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. O Papa desenvolveu sua homilia a partir da pergunta que Herodes faz a si mesmo sobre Jesus. “Quem é Ele, de onde vem?” Lendo o Evangelho, disse, vemos que algumas pessoas começaram a sentir medo de Cristo, porque poderia levá-los a um conflito político com os romanos: Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas. E eu ousaria dizer: Se quiser ter problemas, siga a estrada para conhecer Jesus. E terá não um, mas muitos problemas! Não se pode conhecer Jesus na primeira classe! Podemos conhecê-Lo no caminhar cotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranquilidade nem na biblioteca…

Certamente, acrescentou o Pontífice, “se pode conhecer Jesus no Catecismo”, porque “nos ensina muitas coisas sobre sua vida e por isso devemos estudá-lo e aprendê-lo”. Todavia, observou, quantos leram o Catecismo da Igreja Católica desde que foi publicado 20 anos atrás? Sim, se deve conhecer Jesus no Catecismo. Mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: este é um passo. Mas é necessário conhecer Jesus no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos. Se não rezamos, se não falamos com Jesus, não O conhecemos. Há uma terceira via para conhecer Jesus: é a sequela. Ir com Ele, caminhar com Ele.

É preciso “ir, percorrer suas estradas, caminhando”. É necessário, afirmou o Santo Padre, “conhecer Jesus com a linguagem da ação”. Somente com essas três linguagens – da mente, do coração e da ação – conheceremos Jesus e nos envolveremos com Ele”: Não se pode conhecer Jesus sem envolver-se com Ele, sem apostar a vida por Ele. Leia o que a Igreja diz Dele, fale com Jesus e percorra a sua estrada com Ele. Este é o caminho! Cada um deve fazer a sua escolha! (BF)

 

Para conhecer Jesus
2013-09-26 L’Osservatore Romano

Para conhecer verdadeiramente Jesus é preciso falar com ele,  dialogar com ele enquanto o seguimos no seu caminho. O Papa Francisco centrou a sua homilia da missa celebrada na manhã de quinta-feira, 26 de Setembro, na capela de Santa Marta, exatamente no conhecimento de Jesus.

O Pontífice inspirou-se no trecho do Evangelho de Lucas (9, 7-9) no qual Herodes  se questiona sobre quem seja aquele Jesus de quem tanto ouve  falar. A pessoa de Jesus, recordou o Pontífice, suscitou muitas vezes perguntas deste tipo: «Quem é? De onde vem? Pensemos em Nazaré, por exemplo, na sinagoga de Nazaré, quando  esteve lá pela primeira vez: mas onde aprendeu tudo isto? Nós conhecemo-lo bem: é o filho do carpinteiro. Pensemos em Pedro e nos apóstolos depois da tempestade, aquele vento  que Jesus parou. Mas quem é aquele ao qual obedecem o céu e a terra, o vento, a chuva, a tempestade? Mas quem é?».

Perguntas, explicou o Papa, que se podem  formular por curiosidade ou para ter certezas sobre o modo de se comportar  diante dele. Contudo, permanece o fato que quem conhece Jesus se faz estas perguntas. Aliás, «alguns – prosseguiu o Papa voltando ao episódio evangélico – começam a ter medo deste homem, porque os pode levar a um conflito político com os romanos»; e, portanto, decidem não  considerar mais  «este homem que causa tantos problemas».

E por que, perguntou-se o Pontífice, provoca Jesus  problemas? «Não se pode conhecer Jesus – foi a sua resposta – sem ter problemas». Paradoxalmente, acrescentou, «se quiseres ter um problema, vai pelo caminho que te leva a conhecer Jesus» e então surgirão muitos problemas. Em todo caso, não se pode conhecer Jesus «na primeira classe» ou «na tranquilidade», nem «na biblioteca». Só conhecemos  Jesus no caminho diário da vida.

Podemos conhecê-lo, afirmou o Santo Padre, «também no catecismo. É verdade! O catecismo – frisou – ensina-nos muitas coisas sobre Jesus e devemos estudá-lo, aprendê-lo. Assim aprendemos que o Filho de Deus veio para nos salvar e compreendemos o amor do Pai  na beleza da história da salvação». Entretanto, o conhecimento de Jesus através do catecismo «não é suficiente»: conhecê-lo com a mente é já um passo em frente, mas «é necessário conhecer Jesus no diálogo com ele. Falando com ele, na oração, de joelhos. Se não rezas, se não falas com Jesus – disse – não o conheces».

Enfim, existe uma terceira via para conhecer Jesus: «É o seguimento, ir com ele, caminhar com ele, percorrer as suas estradas». E enquanto caminhamos com ele, conhecemos «Jesus com a linguagem da ação. Se conheces Jesus com estas três linguagens: da mente, do coração e da ação, então podes dizer que conheces Jesus».

Para ter este conhecimento é necessária a participação pessoal. «Não podemos conhecer Jesus – afirmou o Pontífice – sem uma relação direta com ele, sem apostar a vida por ele». Portanto, para conhecê-lo verdadeiramente é preciso ler «o que a Igreja diz sobre ele, falar com ele na oração e caminhar  na sua estrada com ele». Este é o caminho e «cada um – concluiu – deve fazer a própria escolha».

Papa volta a falar da Igreja como mãe e destaca sua misericórdia

Catequese, quarta-feira, 18 de setembro  de 2013, Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano / Da Redação

Santo Padre lembrou que Igreja é uma boa mãe, que conduz seus filhos, têm misericórdia com eles e coloca-os nas mãos de Deus

Papa destacou como a Igreja é compreensiva com os fiéis. Foto: Radio Vaticano

Na catequese desta quarta-feira, 18, Papa Francisco voltou a falar da imagem da Igreja como mãe, conforme fez na semana passada. Ele destacou três aspectos referentes à essa imagem materna da Igreja: o fato de que ela conduz seus filhos ao bom caminho, a compreensão e misericórdia que manifesta para com os fiéis e sua atitude de rezar sempre pelos seus filhos, colocando-os nas mãos de Deus.

A reflexão de Francisco continuou sendo feita em comparação às atitudes de uma mãe, que ama e cuida de seus filhos. Da mesma forma que a mãe ensina seu filho a caminhar na vida, assim faz a Igreja.

“A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. (…) Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos e assim faz a Igreja”.

No segundo aspecto, o Papa lembrou como a Igreja é misericordiosa e compreensiva. Na comparação com a mãe, ele explicou que esta sempre tem paciência, em todas as situações, de continuar a acompanhar o filho.

“Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe sabe seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. (…) A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar”.

E por último, Francisco destacou que a mãe sempre saber bater à todas as portas, inclusive à de Deus, pelo bem dos filhos. “A Igreja coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações de seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível”.

 

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje retorno ainda sobre a imagem da Igreja como mãe. Eu gosto tanto dessa imagem da Igreja como mãe. Por isto, quis retornar a ela, porque esta imagem me parece que nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual face deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja.

Gostaria de destacar três coisas, sempre olhando às nossas mães, a tudo aquilo que fazem, que vivem, que sofrem pelos próprios filhos, continuando aquilo que disse quarta-feira passada. Eu me pergunto: o que faz uma mãe?

1. Primeiro de tudo ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo. Uma mãe sabe o que é importante para que um filho caminhe bem na vida, e não aprendeu nos livros, mas aprendeu do próprio coração. A universidade das mães é o seu coração! Ali aprendem a levar adiante os próprios filhos.

A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos um caminho a percorrer para amadurecer, para ter pontos firmes no nosso modo de nos comportarmos. E são frutos da ternura, do amor próprio de Deus que os doou a nós. Vocês poderiam me dizer: mas são mandamentos! São um conjunto de “não”! Eu gostaria de convidar vocês a lê-los – talvez vocês tenham se esquecido um pouco deles – e então pensá-los de modo positivo. Vejam que se referem ao nosso modo de nos comportarmos para Deus, para nós mesmos e para os outros, propriamente aquilo que nos ensina uma mãe para viver bem. Convidam-nos a não fazermos ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a sermos honestos, a respeitar o outro… Tentem vê-los assim e considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos que a mãe dá para seguir bem na vida. Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos, e assim faz a Igreja.

2. Gostaria de dizer-vos uma segunda coisa: quando um filho cresce, torna-se adulto, toma o seu caminho, assume as suas responsabilidades, caminha com as próprias pernas, faz aquilo que quer e, às vezes, acontece também de sair do caminho, acontece qualquer acidente. A mãe sempre, em toda situação, tem a paciência de continuar a acompanhar os filhos. Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe saber seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. Nós – na minha terra – dizemos que uma mãe sabe “dar a cara”. O que isto quer dizer? Quer dizer que uma mãe sabe “colocar sua face” pelos próprios filhos, isso é, impelida a defendê-los, sempre. Penso nas mães que sofrem pelos filhos que estão na prisão ou em situações difíceis: não se perguntam se são culpados ou não, continuam a amá-los e muitas vezes se submetem a humilhações, mas não têm medo, não deixam de se doar.

A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar, encorajar também diante dos seus filhos que erraram e que erram, não fecha nunca as portas da Casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho mesmo para aqueles filhos que caíram em um abismo profundo, a Igreja não tem medo de entrar na noite deles para dar esperança; a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite quando estamos na escuridão da alma e da consciência, para dar-nos esperança! Porque a Igreja é mãe!

3. Um último pensamento. Uma mãe sabe pedir, bater a toda porta pelos próprios filhos, sem calcular, o faz com amor. E penso em como as mães sabem bater também e, sobretudo, na porta do coração de Deus! As mães rezam tanto pelos próprios filhos, especialmente por aqueles mais frágeis, por aqueles que têm mais necessidade, por aqueles que na vida tomaram caminhos perigosos ou errados. Poucas semanas atrás, celebrei na igreja de Santo Agostinho, aqui em Roma, onde foram conservadas as relíquias da mãe, Santa Mônica.  Quantas orações elevou a Deus aquela santa mãe pelo filho, e quantas lágrimas derramou! Penso em vocês, queridas mães: quanto rezam pelos vossos filhos, sem se cansarem! Continuem a rezar, a confiar os vossos filhos a Deus; Ele tem um coração grande! Batam à porta do coração de Deus com a oração pelos filhos.

E assim faz também a Igreja: coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível. Sabe sempre nos surpreender quando não esperamos. A Mãe Igreja o sabe!

Bem, estes eram os pensamentos que queria dizer pra vocês hoje: vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica o caminho a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva e que sabe colocar-nos nas mãos de Deus.

Apelo do Papa

Todos os anos, em 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o “Dia Internacional da Paz”, e o Conselho Ecumênico das Igrejas apela aos seus membros a fim de que em tal dia rezem pela paz. Convido os católicos de todo o mundo a unirem-se aos outros cristãos para continuar a implorar a Deus o dom da paz nos lugares mais atormentados do nosso planeta. Possa a paz, dom de Jesus, morar sempre nos nossos corações e apoiar os propósitos e as ações dos responsáveis das Nações e de todos os homens de boa vontade. Empenhemo-nos todos a encorajar os esforços para uma solução diplomática e política dos conflitos de guerra que ainda preocupam. O meu pensamento vai especialmente á querida população síria, cuja tragédia humana pode ser resolvida somente com o diálogo e a negociação, no respeito à justiça e à dignidade de cada pessoa, especialmente os mais frágeis e indefesos.

Igreja é mãe corajosa que leva os filhos a Jesus, destaca Papa

Missa com o Papa, terça-feira, 17 de setembro de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano

Na homilia de hoje, Francisco falou da “viuvez” da Igreja, que caminha neste mundo à procura de seu Esposo

A Igreja tem a coragem de uma mulher que defende os seus filhos para levá-los ao encontro com seu Esposo. Esta foi a reflexão do Papa Francisco na Missa na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira, 17. O Santo Padre partiu do relato do encontro de Jesus e a viúva de Naim para falar da dimensão da “viuvez” da Igreja que caminha na história procurando o encontro com o Senhor. A imagem da viúva aparece no Evangelho do dia (Lc 7, 11-17), em que Jesus manifesta compaixão por aquela mulher que havia perdido o marido.
Francisco refletiu, então, que esta viúva pode ser um ícone da Igreja, porque esta também é, de certo modo, viúva. “O seu Esposo se foi e ela caminha na história, esperando encontrá-lo, encontrar-se com Ele. E ela será a esposa definitiva. Mas neste meio de tempo ela – a Igreja – está sozinha! O Senhor não está visível. Há uma certa dimensão de viuvez…”
Refletindo ainda sobre a viuvez da Igreja, o Papa destacou que a Igreja é corajosa e defende seus filhos, como aquela viúva que defendeu e no fim venceu. “A nossa mãe Igreja é corajosa! Tem aquela coragem de uma mulher que sabe que seus filhos são seus e deve defendê-los e levá-los ao encontro de seu Esposo”. O Papa concentrou-se então sobre alguns exemplos de viúva presentes na Bíblia, em particular sobre a corajosa viúva macabeia com sete filhos que foram martirizados por não renegar Deus. E a Igreja que segue adiante, disse, e faz crescer os seus filhos dá a eles a força e os acompanha até deixá-los nas mãos do Esposo, que ela também encontrará. “Esta é a nossa mãe Igreja! Eu a vejo nesta viúva, que chora. E o que diz o Senhor à Igreja? ‘Não chore. Eu estou com você, eu te acompanho, eu te espero lá, nas núpcias, as últimas núpcias, aquela do cordeiro. Espere, aquele teu Filho que estava morto, agora vive’”.
Este é, segundo o Papa, o diálogo do Senhor com a Igreja. Ela defende os filhos, mas quando os vê mortos, chora e o Senhor lhe assegura Sua presença. Como disse ao rapaz em Naim, para levantar-se de seu leito de morte, Francisco disse que muitas vezes Jesus diz aos homens para levantarem-se quando estão mortos pelo pecado.

As fofocas são criminosas, pois matam Deus e o próximo, diz Papa

Missa com Francisco, sexta-feira, 13 de setembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano  

Francisco destacou que falar mal do próximo é hipocrisia de quem não consegue olhar para os próprios defeitos

Na Missa desta sexta-feira, 13, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre o perigo da fofoca. Ele advertiu que quem fala mal do próximo é um hipócrita, que não tem a coragem de olhar para os próprios defeitos. “Por que reparas no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”. Com esta pergunta feita por Jesus, Francisco iniciou a homilia; uma pergunta que mexe com a consciência de todos os homens, de todos os tempos. O Papa observou que Cristo, após falar da humildade, fala do seu oposto, ou seja, da atitude de ódio para com o próximo, de julgar o irmão. Para estes casos, Jesus usa uma palavra dura: hipócrita. “Aqueles que vivem julgando o próximo, falando mal do outro, são hipócritas, porque não têm a força, a coragem de olhar para os próprios defeitos. O Senhor afirma que quem tem no coração ódio do seu irmão é um homicida… Também o Apóstolo João, na sua primeira Carta, é claro: quem odeia e julga o seu irmão caminha nas trevas.” Segundo o Papa, todas as vezes que se julga um irmão no coração e, mais ainda, se fala disso com outras pessoas, o cristão se transforma um “cristão homicida”. “Um cristão homicida… Não sou eu quem digo, eh?, é o Senhor. E sobre este ponto, não há meio termo. Quem fala mal do irmão, o mata. E nós, todas as vezes que o fazemos, imitamos aquele gesto de Caim, o primeiro homicida da história”. O Santo Padre acrescentou que neste período em que se fala de guerras e se pede tanto a paz, faz-se necessário um gesto de conversão. “As fofocas fazem parte desta dimensão da criminalidade. Não existe fofoca inocente”. A língua, disse ainda citando São Tiago, é para louvar a Deus, mas quando usada para falar mal do irmão ou da irmã, ela acaba por matar a Deus, a imagem de Deus no irmão. Francisco destacou, por fim, que não vale a argumentação de que alguém mereça intrigas. Nesses casos, o que se deve fazer é rezar pela pessoa e, se necessário, falar com alguém para resolver o problema, mas sem espalhar a notícia. “Paulo foi um grande pecador, e disse de si mesmo: ‘Antes eu blasfemava, perseguia e era violento. Mas tiveram misericórdia’. Talvez nenhum de nós blasfeme – talvez. Mas se alguém faz intriga, certamente é um perseguidor e um violento. Peçamos para nós, para toda a Igreja, a graça de nos converter da criminalidade das intrigas ao amor, à humildade, à mansidão, à magnanimidade do amor para com o próximo”.

Papa destaca que a esperança do cristão é o próprio Jesus

Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 9 de setembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano

Francisco explicou que esperança é uma “virtude humilde”, que não se confunde com otimismo, pois é algo maior

Em Missa celebrada na manhã desta segunda-feira, 9, na Casa Santa Marta, Papa Francisco refletiu sobre a esperança do cristão. Segundo ele, não é algo que se confunde com otimismo, pois este é um comportamento de humor, mas trata-se do Jesus em pessoa, sua força de libertar e fazer nova toda a vida.

Essa abordagem sobre a  esperança partiu da Carta de São Paulo aos Colosseus “Cristo em vós, esperança da glória”. Francisco explicou que a esperança é uma virtude de ‘segunda classe’ se comparada às mais citadas, fé e caridade. Por isto, pode acabar sendo confundida com um sereno bom humor.

“Mas a esperança é outra coisa, não é otimismo. A esperança é um dom, é um presente do Espírito Santo (…) Se você não diz ‘Tenho esperança em Jesus, em Jesus Cristo, Pessoa viva, que agora vem na Eucaristia, que está presente na Palavra’, isso não é esperança. É um bom humor, otimismo…”.

Do Evangelho, o Santo Padre retirou a segunda reflexão do dia.  O episódio é aquele em que Jesus cura em dia de sábado a mão paralisada de um homem, suscitando a reprovação dos escribas e fariseus. Com seu milagre, observou o Papa, Jesus liberta a mão da doença e demonstra “aos rigorosos” que o caminho deles não é o da liberdade.

“Liberdade e esperança andam juntas: onde não há esperança, não pode haver liberdade (…) Jesus, a esperança, refaz tudo (…) O milagre de refazer tudo: aquilo que faz na minha vida, na tua, na nossa vida. Refazer. E isto que Ele refaz é justamente o motivo da nossa esperança”, disse.

Nesse ponto, o Papa dirigiu um olhar particular aos padres, dizendo ser triste quando se encontra um padre sem esperança, enquanto é belo encontrar um que chega ao fim da vida não com otimismo, mas com a esperança. “Este padre está ligado a Jesus Cristo e o povo de Deus precisa que nós padres demos este sinal de esperança, vivamos esta esperança em Jesus que tudo refaz”.

 

Papa Francisco: “O cristão deve ter paixão pela esperança”
2013-09-09 Rádio Vaticana  
Cidade do Vaticano (RV) – Não devemos confundir a virtude da esperança com o otimismo. Foi o que disse o Papa na missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta. Para um cristão, a esperança é Jesus em pessoa, é a sua força de libertar e refazer uma nova vida. Inspirando-se na Carta de Paulo aos Colossenses, Francisco explicou que o otimismo é uma atitude humana que depende de tantas coisas. Todavia, a esperança é uma virtude de “segunda classe”, a “virtude humilde” se comparada com as virtudes da fé e da caridade. Por isso, pode ser confundida com o bom humor: Mas a esperança é outra coisa, não é otimismo. A esperança é um dom, é um presente do Espírito Santo. Paulo dirá que é um dom que “jamais decepciona”. Por quê? Porque é um dom que o Espírito Santo nos deu. E Paulo nos diz que a esperança tem o nome: Jesus. Não podemos dizer “Tenho esperança na vida, em Deus”. Se não dizemos “Tenho esperança em Jesus Cristo, pessoa viva, que agora vive na Eucaristia, que está presente na sua Palavra”, não é esperança; é bom humor e otimismo …

A seguir, Francisco comentou o Evangelho, o episódio em que Jesus cura a mão paralisada de um homem, suscitando a reprovação de escribas e fariseus. Com o seu milagre, observou o Papa, Jesus liberta a mão da doença e demonstra a quem o critica que o caminho deles não é o da liberdade. “Liberdade e esperança caminham juntas: onde não há esperança, não há liberdade”, afirmou o Pontífice. Que acrescentou: “Jesus liberta da doença, do rigor e refaz aquele homem e quem não acreditou nele: Jesus, a esperança. Refaz tudo. É um milagre constante. Não somente fez milagres de curas, tantas coisas…eram somente sinais, sinais daquilo que está fazendo agora, na Igreja. O milagre de refazer tudo: o que faz na minha, na tua e na nossa vida. Refazer. E o que ele refaz é justamente o motivo da nossa esperança. E esta esperança não decepciona porque Ele é fiel.

O Papa então citou de modo especial os sacerdotes. “É um pouco triste” – admitiu ele, quando encontra um sacerdote que perdeu a esperança, enquanto é belo encontrar quem chega no final da vida não com otimismo, mas com esperança”. “Este sacerdote está em união com Jesus Cristo, e o povo de Deus precisa de que nós padres ofereçamos este sinal de esperança, vivamos esta esperança em Jesus que refaz todas as coisas”: O Senhor que é a esperança da glória, que é o centro, que é a totalidade, nos ajude nesta direção: dar esperança, ter paixão pela esperança. E, como disse, nem sempre é otimismo, mas foi o que Nossa Senhora teve no momento das trevas: na noite de Sexta-feira até a manhã do domingo. Aquela esperança; e ela a tinha. E aquela esperança refez tudo. Que o Senhor nos dê esta graça. (BF)

Papa Francisco no Angelus: O cristão desprende-se de tudo e reencontra tudo na lógica do Evangelho

Pontífice reforça pedido de oração pela paz e recorda a Natividade de Maria

CIDADE DO VATICANO, 08 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas neste domingo, 8 de setembro, diante de uma multidão de fieis reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.
No Evangelho de hoje, Jesus insiste sobre as condições para ser seus discípulos: nada antepor ao amor por Ele, carregar a própria cruz e segui-Lo. Muitas pessoas de fato se aproximavam de Jesus, queriam estar entre os seus seguidores, e isso acontecia especialmente depois de algum sinal milagroso que o convalidava como o Messias, o Rei de Israel. Mas Jesus não quer iludir ninguém. Ele sabe o que o espera em Jerusalém, qual é a estrada que o Pai lhe pede para percorrer: é o caminho da cruz, do sacrifício de si mesmo para a remissão dos nossos pecados. Seguir a Jesus não significa participar de uma procissão triunfal! Significa compartilhar o seu amor misericordioso, entrar em sua grande obra de misericórdia por cada homem e para todos os homens. A obra de Jesus é exatamente uma obra de misericórdia, de perdão, de amor! Jesus é tão misericordioso! E este perdão universal, esta misericórdia, passa pela cruz. Jesus não quer cumprir essa obra sozinho: Ele quer nos envolver na missão que o Pai lhe confiou. Depois da ressurreição dirá aos seus discípulos: Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós (…) Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados (João 20,21.22). O discípulo de Jesus renuncia a todos os bens porque encontrou Nele o Bem maior, no qual qualquer bem recebe valor pleno e significado: os laços familiares, outros relacionamentos, o trabalho, os bens culturais e econômicos e assim por diante… o cristão desprende-se de tudo e reencontra tudo na lógica do Evangelho: a lógica do amor e do serviço.
Para explicar esta exigência, Jesus usa duas parábolas: a da torre a ser construída e a do rei que vai para a guerra. Esta segunda parábola diz: “qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz” (Lc 14,31-32). Aqui Jesus não quer lidar com o tema da guerra, é apenas uma parábola. Mas neste momento em que estamos fortemente rezando pela paz, esta Palavra do Senhor nos toca, e nos diz que há uma guerra mais profunda que devemos combater, todos! É a decisão forte e corajosa de renunciar ao mal e suas seduções e escolher o bem, pronto para pagar em pessoa: eis o seguir a Cristo, eis o tomar a própria cruz! Esta guerra profunda contra o mal! Para que serve a guerra, tantas guerras, se você não é capaz de fazer esta guerra profunda contra o mal? Não serve para nada! Não dá… Isso envolve, entre outras coisas, esta guerra contra o mal comporta dizer não ao ódio fratricida e as mentiras de que se serve; dizer não à violência em todas as suas formas; dizer não à proliferação de armas e seu comércio ilegal. Exige muito! Exige muito! E sempre fica a dúvida: essa guerra lá, essa outra ali – porque há guerras por toda parte – é realmente uma guerra por problemas ou é uma guerra comercial para vender armas no comércio ilegal? Estes são os inimigos a serem combatidos, unidos e com coerência, não seguindo outros interesses senão o da paz e do bem comum.
Queridos irmãos e irmãs, hoje também recordamos a Natividade da Virgem Maria, Festa particularmente cara para as Igrejas Orientais. E todos nós, agora, podemos enviar uma saudação a todos os nossos irmãos, irmãs, bispos, monges, freiras das Igrejas Orientais, Ortodoxas e Católicas: uma bela saudação! Jesus é o sol, Maria é a aurora que anuncia o seu nascer. Na noite passada, fizemos vigília confiando à sua intercessão a nossa oração pela paz no mundo, especialmente na Síria e em todo o Oriente Médio. Nós A invocamos agora como Rainha da Paz. Rainha da Paz, rogai por nós! Rainha da Paz, rogai por nós!
(Depois do Angelus)
Queria agradecer a todos aqueles que, de vários modos, aderiram à vigília de oração e de jejum de ontem de noite. Agradeço as várias pessoas que ofereceram os seus sofrimentos por esta intenção. Agradeço as autoridades civis, bem como os membros de outras comunidades cristãs e de outras religiões e os homens e mulheres de boa vontade que viveram, nessa circunstância, momentos de oração, jejum e reflexão.
Mas o compromisso deve seguir adiante: continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência e a devastação na Síria e se trabalhe com um esforço renovado por uma justa solução do conflito fratricida. Rezemos também pelos outros países do Oriente Médio, particularmente pelo Líbano, para que encontre a desejada estabilidade e continue a ser um modelo de convivência; pelo Iraque, para que a violência sectária dê lugar à reconciliação; pelo processo de paz entre israelenses e palestinos, para que possa avançar com decisão e coragem. E rezemos pelo Egito, para que todos os egípcios, muçulmanos e cristãos, se comprometam em construir juntos uma sociedade para o bem de toda a população. A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança! Continuemos com a oração!
Com alegria recordo que ontem, em Rovigo, foi proclamada Beata Maria Bolognesi, fiel leiga, nascida em 1924 e morta em 1980. Passou toda a sua vida a serviço dos outros, especialmente dos pobres e doentes, suportando grande sofrimento em profunda união com a paixão de Cristo. Demos graças a Deus por este testemunho do Evangelho!
Saúdo com afeto os peregrinos presentes, todos! Em particular, os fiéis do Patriarcado de Veneza, liderados pelo Patriarca; os alunos e ex-alunos das Filhas de Maria Auxiliadora; e os participantes da “Campanha Mãe Peregrina de Schoenstatt”.
Saúdo os fiéis de Carcare, Bitonto, Sciacca, Nocera Superiore e das dioceses de Acerra; a Sociedade das Irmãs do Santo Rosário de Villa Pitignano; os jovens de Torano Nuovo, Martignano, Tencarola e Carmignano, e aqueles que vieram com as Irmãs da Misericórdia de Verona.
Saúdo o Coro de San Giovanni Ilarione, as associações ” Paz e Alegria ” de Santa Vittoria d’ Alba e “Calima” de Orzinuovi e os doadores de sangue de Cimolais.
Desejo a todos um bom domingo. Bom almoço e adeus!

Papa Francisco: anunciar Cristo com alegria e fidelidade

Cidade do Vaticano (RV) – O Sacramento do matrimônio é a imagem da união de Cristo com a Igreja: este foi o tema da homilia do Papa Francisco na capela da Casa Santa Marta.
Partindo do trecho do Evangelho em que Jesus responde aos escribas, o Papa nota que o Senhor faz várias referências a esta imagem do esposo. Jesus, disse ele, fala da sua relação com a Igreja como núpcias. “Creio que este seja o motivo mais profundo pelo qual a Igreja preserva tanto o Sacramento do matrimônio, porque é justamente a imagem da união de Cristo com a Igreja”. O Papa então discorreu sobre duas atitudes com as quais o cristão deveria viver essas núpcias: antes de tudo, com alegria, porque é uma grande festa:
“O cristão é fundamentalmente jubiloso. No final do Evangelho, quando trazem o vinho, quando fala do vinho, penso nas bodas de Caná: e por isso Jesus fez aquele milagre; Maria percebeu que não tinha mais vinho, mas sem vinho não há festa… Já pensou terminar as bodas tomando chá ou suco: não dá… é festa e Nossa Senhora pede o milagre. E assim é a vida cristã, alegre, alegre de coração”.
Certamente há momentos de cruz, de dor, mas há sempre aquela paz profunda do júbilo”. A Igreja se une com o Senhor como uma noiva com seu noivo e, no final do mundo, a festa será definitiva”. A segunda atitude a encontramos na parábola das núpcias do filho do rei. Todos foram convidados, bons e maus. Mas quando a festa tem início, o rei olha para quem não tem as vestes nupciais:
“‘Nós temos uma ideia… mas, padre, como assim? Eles se encontram no cruzamento das estradas e se pede a eles a veste nupcial? O que significa isto?’. É muito simples! Deus nos pede somente uma coisa para entrar nesta festa: a totalidade. O Esposo é o mais importante; o Esposo preenche tudo! E isso nos leva à primeira Leitura, que nos fala tão fortemente da totalidade de Jesus, o primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas, por meio d’Ele e em vista d’Ele! Ele é o centro, tudo”.
Jesus – acrescentou – “é também a cabeça do Corpo da Igreja; Ele é o princípio. E Deus deu a Ele a plenitude, a totalidade, para que n’Ele sejam reconciliadas todas as coisas”. Se a primeira atitude é a festa – disse o Papa –, “a segunda é reconhecer Ele como o único”. Ele nos pede somente isto: que O reconheçamos como o único Esposo”. Ele “é sempre fiel e pede a nós fidelidade”. Não podemos servir a dois Senhores: ou se serve a Deus ou se serve ao mundo:
“Esta é a segunda atitude cristã: reconhecer Jesus como o tudo, o centro, a totalidade. Mas sempre teremos a tentação de jogar fora esta novidade do Evangelho, este vinho novo em atitudes velhas… Os odres velhos não podem levar o vinho novo. É a novidade do Evangelho. Que o Senhor nos dê, a todos nós, a graça de ter sempre esta alegria, como se fôssemos ao casamento. E também ter esta fidelidade ao único esposo, que é o Senhor”.
(JE/BF) Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/06/papa_francisco:_anunciar_cristo_com_alegria_e_fidelidade/bra-726118 do site da Rádio Vaticano

Papa reflete sobre como Jesus se manifesta na vida do cristão

Missa na Casa Santa Marta, quinta-feira, 5 de setembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano  

Em homilia, Francisco refletiu sobre o modo como Cristo se manifesta na vida de um cristão

“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba.” Com esta citação de Santo Agostinho, Papa Francisco iniciou a homilia da Missa celebrada nesta quinta-feira, 5, na Casa Santa Marta. O Papa refletiu sobre os modos com os quais Cristo se manifesta na vida de um cristão, comentando o trecho do Evangelho em que Jesus se mostra a Pedro, Tiago e João com o sinal da pesca milagrosa.

Recordando este relato, o Papa explicou que, desconcertado, Pedro é confortado por Jesus, que promete fazer dele “pescador de homens”. Depois o convida a deixar tudo para segui-lo e lhe confia uma missão. Dessa forma, o Pontífice destacou que Deus se manifesta com três atitudes: através de uma promessa, de um pedido de generosidade e de uma missão a realizar.

No caso dos Apóstolos, observou o Papa, o Senhor passou na vida deles com um milagre. Nem sempre é assim, contudo Ele está sempre presente.

“Quando o Senhor vem na nossa vida, quando passa no nosso coração, sempre diz uma palavra e uma promessa: ‘Avante… com coragem, sem medo, porque fará isso!’. Ou seja, é um convite à missão, um convite a segui-Lo. Quando ouvimos esta promessa, é porque há algo na nossa vida que devemos corrigir, e o fazemos para segui-Lo mais de perto.”

Porém, Francisco lembrou que Jesus não pede para largar tudo por um fim obscuro. Ao contrário, o objetivo é imediatamente declarado e é um objetivo dinâmico.

“Jesus jamais diz ‘Siga-me!’, sem dizer a missão. Não! ‘Siga-me e farei isso. Siga-me por este motivo. Se quiser ser perfeito, deixe tudo e siga-me para ser perfeito’. Há sempre uma missão. Seguimos o caminho de Jesus para fazer algo, não é um show, mas para realizar uma missão.”

O Santo Padre destacou então que promessa, pedido e missão não dizem respeito somente à vida ativa, mas também à oração. Não existe uma oração sem uma palavra de Jesus, não há oração em que Ele não inspire a fazer algo.

“Uma verdadeira oração cristã é ouvir o Senhor com a sua palavra de conforto, de paz e de promessa. Isso não quer dizer que não existem tentações. Há muitas! Pedro pecou gravemente, renegando Jesus, mas depois o Senhor o perdoou. Tiago e João pecaram de carreirismo, querendo ir mais alto, mas o Senhor os perdoou.”

“Jesus vence o mal com a humildade”, disse o Papa na homilia da manhã

Cidade do Vaticano (RV) – “Sempre, onde estiver Jesus haverá humildade, meiguice e amor”, disse o Papa Francisco na Missa da manhã desta terça, 03, na Casa Santa Marta. O Papa acentuou a distinção entre a “luz tranquila” de Jesus, que fala ao nosso coração, e a “luz do mundo”, uma “luz artificial” que nos torna soberbos e orgulhosos.

A identidade cristã é “uma identidade da luz, não das trevas”. Francisco desenvolveu sua homilia inspirando-se nas palavras de São Paulo aos primeiros discípulos de Jesus. “Vocês, irmãos, não estão nas trevas, vocês são todos filhos da Luz”. Esta Luz, porém – ressalvou – “não foi muito querida pelo mundo”.

“Jesus veio justamente para nos salvar do pecado, “a sua Luz nos salva das trevas”. Por outro lado, “hoje se pensa que podemos receber a luz com tantas coisas científicas e coisas da humanidade”.

“Mas a luz de Jesus é outra coisa. Não é uma luz da ignorância; é uma luz de sabedoria, diferente da luz do mundo. A luz do mundo é artificial, forte como um fogo de artifício, como um flash, mas a de Jesus é mais forte, embora branda: é uma luz tranquila, de paz, como a luz da noite de Natal, sem pretensões”.

O Papa disse ainda que a Luz de Jesus “dá paz”, “não faz espetáculo; é uma Luz que vem do coração”. Todavia – advertiu, “às vezes, o diabo aparece disfarçado de anjo da luz: ele gosta de imitar Jesus e parecer bom, nos fala tranquilamente…”. Eis porque devemos pedir ao Senhor “a sabedoria para discernir quando é o Senhor que nos dá a Luz e quando é o demônio, mascarado de anjo”.

“Quanta gente acredita viver na luz e estão nas trevas, sem perceber? Como é a luz que Jesus nos oferece? Nós conhecemos a Luz de Jesus, porque é humildade, não se impõe. É uma luz meiga, com a força da meiguice. É uma luz que fala ao coração, que oferece a Cruz”.

“Se, ao contrário, uma luz te faz sentir orgulhoso, te faz olhar aos outros por cima, a desprezar os outros, a ser soberbo, ela não é a Luz de Jesus, é a luz do diabo, disfarçado de Jesus, de anjo da luz”.

Francisco exortou os fiéis a “ir atrás Dele sem medo, porque a Luz de Jesus é bela e faz muito bem. E concluiu lembrando que o Evangelho do dia narra que Jesus expulsa o demônio e as pessoas se perdem no temor diante de uma palavra que expulsa os espíritos impuros:

“Jesus não precisa de um exército para expulsar os demônios, não precisa da soberba, não precisa da força e do orgulho. Sua palavra é humilde, meiga e cheia de amor; é uma palavra que nos acompanha nos momentos de Cruz. Peçamos ao Senhor que nos dê hoje a graça de sua Luz e nos ensine a distinguir quando a luz e Sua ou quando é artificial, feita pelo inimigo para nos enganar”. (CM)

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/03/jesus_vence_o_mal_com_a_humildade,_disse_o_papa_na_homilia_da_manhã/bra-725137 do site da Rádio Vaticano

‘Jesus Cristo conta com vocês!’, recordou Papa Francisco aos jovens

Missa de Envio
Domingo, 28 de julho  de 2013
Alessandra Borges / Da redação

Neste último dia da JMJ Rio 2013, cerca de 3 milhões de peregrinos participam da Santa Missa de encerramento, também chamada de “Missa de Envio”, quando o Papa Francisco anunciará o local da próxima Jornada Mundial da Juventude.

Depois de uma semana de peregrinação e der ter enfrentado chuva e frio, sobretudo nesta madrugada, na Praia de Copacabana, o coração dos jovens peregrinos é aquecido mais uma vez pelas palavras doces e carinhosas do Papa Francisco durante a Celebração Eucarística. O Pontífice iniciou sua reflexão exortando os jovens de todos os continentes a seguirem a proposta da JMJ Rio 2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Juventude presente na Missa de Envio, na Praia de Copacabana. Foto: Ed Alves

“Foi bom participar desta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da Terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus o chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir”, ressaltou o Santo Padre.

Assim como o Senhor nos confiou, é necessário que partilhemos a experiência de fé, testemunhando a fé e anunciando o Evangelho a toda a Igreja. Para anunciar a Palavra de Deus não existem fronteiras nem limites, pois o Evangelho é para todas as pessoas sem distinções. Portanto, precisamos ir ao encontro das pessoas para que sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.

“Este continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muitos frutos. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que os caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!”, recordou o Papa aos jovens.

O Pontífice ressaltou, em sua reflexão, que os jovens não podem ter medo de anunciar a Palavra de Deus, mesmo que o receio de não se sentirem preparados para esta missão seja mais forte. “Precisamos ser como Jeremias (cf. Jr 1,8) que, mesmo não se sentido preparado, escutou as palavras do Senhor e seguiu a sua missão evangelizadora.

Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: ‘Eu estou com vocês todos os dias’ (Mt 28,20). E isso é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos. Nunca os deixa sozinhos! Sempre acompanha vocês!”, animou o Pontífice.

“A juventude precisa sentir a companhia de toda a Igreja e também dos santos em missão. Portanto, quando enfrentamos juntos os desafios, somos mais fortes e descobrimos uma coragem e recursos que, muitas vezes, não imaginávamos que tínhamos”. O Papa Francisco pediu aos sacerdotes que continuem acompanhando esta juventude com generosidade e alegria, para que esses jovens possam se comprometer ativamente com a Igreja.

“Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho!”, pediu o Santo Padre.

O Papa Francisco concluiu suas palavras reforçando aos jovens presentes na Praia de Copacabana, e a todos os outros que acompanham a Missa de Envio pelos meios de comunicação, que levar o Evangelho às pessoas é levar a força de Deus a todos os lugares.

“Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, os acompanhe sempre com a sua ternura: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’”, recordou o Sucessor de Pedro.

Palavras de agradecimento de Dom Orani João Tempesta – O início da Santa Missa foi marcado pelas palavras do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que agradeceu ao Pontífice a sua visita e destacou que, mesmo com a chuva e frio, o Santo Padre acolheu e saudou todos os peregrinos por onde ele passou de papamóvel. Ao encerrar sua mensagem, o arcebispo salientou que a verdadeira jornada começa hoje com o retorno de todos para casa, pois é preciso que realmente os jovens sigam este ensinamento: ”’Ide e fazei discípulos entre todas as nações’.

Nós também vamos com vocês, iremos com vocês às ruas, às periferias e aos excluídos. Já estamos com saudades! ‘Saudade’ que é uma palavra difícil de traduzir”, lembrou Dom Orani.

O prelado ressaltou que, para sempre, ficará gravada na lembrança destes jovens a presença do Pai e Pastor, pois é o primeiro retorno de Sua Santidade à América Latina e agora como o primeiro Papa latino-americano da história. “Vossa santidade nos confirmou, à luz da fé, em nossa caminhada de Igreja”, afirmou o arcebispo.

Após encerrar sua mensagem de agradecimento ao Sumo Pontífice, o Arcebispo do Rio de Janeiro se dirigiu, emocionado, ao Papa Francisco, o abraçou afetuosamente e lhe entregou uma lembrança.

Agradecimento do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanislaw Rilko –  Ao final da Santa Missa o cardeal polonês agradeceu ao Papa Francisco por todo o trabalho realizado durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Brasil, pois foram dias de muita oração e silêncio com jovens de nacionalidades e culturas diferentes. Dom Stanislaw recordou do bispo emérito de Roma, Bento XVI, que escolheu o Brasil para sediar esta edição da JMJ e agradeceu ao Papa Francisco por ter assumido este compromisso de acompanhar os jovens neste encontro missionário.

“Estes jovens descobriram no papa, uma pai afetuoso e um amigo. Encontram muitas respostas sobre seus questionamentos e que os jovens não tenham medo de ir contra corrente”, disse o cardeal polonês.

Ao fim desta jornada os jovens tem uma grande missão de irem ao mundo para serem discípulos e missionários.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda