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Papa destaca atitudes necessárias para viver bem o Advento

Domingo, 2 de dezembro de 2018, Kelen Galvan, Da redação
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No Angelus, Francisco lembra que o tempo do Advento convida os católicos a se prepararem para o encontro com Jesus

Papa enfatizou que “ficar atentos e orar” é o modo de viver este tempo até o Natal / Foto Vatican Media

No Angelus deste primeiro domingo de dezembro, 2, o Papa Francisco lembrou que hoje tem início o Advento. O tempo litúrgico que prepara os católicos para o Natal, ajudando a elevar o olhar e abrir os corações para acolher Jesus.

“No Advento não vivemos apenas a espera do Natal, somos também convidados a despertar a expectativa do retorno glorioso de Cristo. Preparando-nos para o encontro final com Ele, com escolhas coerentes e corajosas”, explica.

Francisco destacou ainda que nestas quatro semanas os fiéis são chamados a aguardar o retorno glorioso de Cristo e também o próprio encontro pessoal, no dia que o Senhor chamar a cada um. “Somos chamados a sair de um modo de vida resignado, habitual, alimentando esperanças e sonhos para um futuro novo”.

O Santo Padre lembrou que o Evangelho deste domingo (cf. Lc 21,25-28.34-36) foi precisamente nesta direção, advertindo contra a opressão de um estilo de vida egocêntrico e dos ritmos ‘convulsos’ do cotidiano.

“As palavras de Jesus são particularmente incisivas: ‘tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, embriaguez e das preocupações da vida. E que este dia não caia de repente sobre vós. Ficai atento e orai a todo momento”.

Atitudes para viver bem a espera

O Papa enfatizou que “ficar atentos e orar” é o modo de viver este tempo até o Natal. “O sono interior surge quando nós giramos ao redor de nós mesmos e ficamos presos no fechado da vida, com seus problemas, suas alegrias e suas dores, mas sempre rodando ao redor de nós mesmos. E isso cansa, chateia, fecha a esperança. Aqui está a raiz do torpor e da preguiça, de que fala o Evangelho, apontou.

Nesse sentido, o Santo Padre destaca que o Advento convida os fiéis a um compromisso de vigilância, olhando para fora de si mesmos e ampliando a mente e o coração para as necessidades dos irmãos. “Este tempo é apropriado para abrirmos nossos corações, para nos questionar concretamente sobre quem e para quem dedicamos nossas vidas”, refletiu.

A segunda atitude para viver bem o tempo da espera pelo Senhor é a oração. “Trata-se de levantar e rezar, voltar os nossos pensamentos e sentimentos para Jesus, que está para vir. Nós aguardamos Jesus e queremos espera-Lo em oração, que está intimamente ligada com a vigilância”.

Francisco alertou que se o Natal for pensado em um contexto de consumismo, de ver o que pode ser comprado para aquele e para o outro, para a festa mundana, “Jesus passará e nós não o veremos”.

“Nós cristãos corremos o risco de nos mundanizar, perder a nossa identidade e até mesmo de paganizar o estilo cristão. Por isso, precisamos da Palavra de Deus, que por meio do profeta anuncia. ‘Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei cumprir a promessa de bens futuros (…) farei brotar de Davi a semente da justiça, que fará valer a lei e a justiça na terra’ (Jr 33,14-16). E a semente justa é Jesus que chega e nós o aguardamos”.

Significados do Advento! Novo tempo litúrgico começa neste domingo

Dom Edson de Castro Homem

Abre-se o Advento, tempo da vinda e da chegada de Jesus. A Igreja inicia o ano litúrgico. Retoma a esperança de Israel, alimentada pelos profetas, que abasteciam a expectativa messiânica. Mensagem atualíssima em linguagem a ser compreendida.

A primeira semana nos faz olhar o futuro: o Senhor retornará. No domingo inaugural, sua volta é proposta no Evangelho de Mateus, através do discurso escatológico (24, 37- 44), isto é, referente aos últimos acontecimentos.

Quando Ele virá novamente? Ninguém sabe, exceto o Pai. A afirmação do desconhecimento desautoriza acreditar em pessoas que, vez por outra, surgem, determinando o fim dos tempos, a conclusão da história, a destruição do mundo ou a vinda do Filho do Homem. Todos enganadores. Curioso é que há sempre gente que se deixa (ou gosta?) de ser enganada.

Coisa certa do discurso: Ele voltará e está próximo. Tal proximidade não é imediata ou a ser datada, pois para Deus “um dia é como mil anos e mil anos como um dia” (2 Pd 3, 8). Daí decorre a certeza da imprevisibilidade. Virá como um ladrão e na hora em que não pensarmos. Portanto, são inúteis os prognósticos e podem levar a fé ao descrédito ao se confundir o certo pelo duvidoso.

Mesmo guerras, revoluções, epidemias e intempéries, desvelando a finitude humana e a precariedade natural, não indicam o fim com precisão. No entanto, é comum e compreensível dizer diante de calamidades, sobretudo morais: “é o fim do mundo”. Sabemos, porém, que não é o fim total, mas parcial. Apenas para quem foi atingido. As experiências trágicas ou traumatizantes, todavia, sinalizam para a conclusão definitiva, no desejo de recuperação imediata e abrangente.

O discurso sobre o retorno do Senhor faz parte do Credo. Compõe a profissão de nossa fé católica e apostólica. Também em relação ao sentido último: a vitória da vida sobre a morte. Daí a ressurreição final e universal. A vitória da justiça sobre a injustiça. Daí o juízo final e universal. Prêmio e castigo para uns e outros. O fim é renovação. Não simples destruição. O como também não é sabido.

Por mais que possa parecer-nos linguagem simbólica demais ou mítica, ainda que na justa medida, carregam dentro de si o desejo íntimo e natural do espírito humano pelo triunfo da vida e do bem. Deus não frustrará tal desejo. Virá ao seu encontro, para além da precariedade de toda linguagem. É o que nos cabe esperar. Pelo advento do Cristo glorioso, aguardamos a novidade da transformação.

Coisa certa do discurso é ainda o que fazer agora. Prático e criativo, não é receituário. Do futuro, encaminha-nos ao presente em construção, na liberdade, possível de erros. Convoca à prontidão, à vigilância, à preparação.

À prática perseverante, serena e alegre da fé, muitas vezes corajosa em meio às incompreensões e às perseguições até o martírio. À prática do amor e suas implicações, não declaratório apenas, mas efetivo, na justiça e no perdão. À prática da esperança, segura e firme qual âncora para a chegada ao porto seguro. Às práticas das virtudes humanas para bons e estáveis relacionamentos.

Em suma, à vida de santidade no crescimento da graça, pela vivência dos sacramentos. À existência em Cristo nos estados de vida e nas profissões.

O tema do retorno do Senhor não só nos projeta para realidades futuras. Faz-nos responsáveis pelo tempo presente, o advento de Cristo na história e na vida das pessoas. Ele também vem nos acontecimentos e, especialmente, nos pobres. Aguarda-nos com suas surpresas. Já está entre nós.

O Advento é mais considerado em relação ao Natal. É o caminho imediato e mais fácil para preparar as festas natalinas.

A criatividade pastoral desperta as energias que os festejos contêm. Estão enraizadas no nosso substrato católico cultural. Se assim não fosse, não teria sentido algum celebrar o Natal. O que nos cabe fazer devido ao sentido? Oferecermos Jesus, especialmente às novas gerações. Facilitarmos sua presença na sociedade. Jesus Cristo é sempre muito bem vindo.

Anunciar Cristo não é marketing, mas coerência de vida, diz Papa

Sexta-feira, 30 de novembro de 2018, Da redação, com VaticanNews
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Francisco rezou pela unidade dos cristãos, no dia em que a Igreja festeja Santo André, padroeiro da Igreja de Constatinopla

Papa celebra a Missa na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

Na festa de Santo André, nesta sexta-feira, 30, o Papa Francisco celebrou a Missa na capela da Casa Santa Marta, convidando os fiéis a estarem “próximos da Igreja de Constantinopla”, a Igreja de André, rezando “pela unidade das Igrejas”.

Na homilia, o Pontífice exortou a deixar de lado “aquela atitude, o pecado, o vício” que cada um de nós tem “dentro” de si, para ser “mais coerente” e anunciar Jesus de modo que as pessoas creiam com o nosso testemunho.

Refletindo sobre a Primeira Leitura, em que São Paulo explica como a fé provenha da escuta e a escuta diz respeito à Palavra de Cristo, o Papa recordou como é “importante o anúncio do Evangelho”, o anúncio de que “Cristo nos salvou, de que Cristo morreu e ressuscitou por nós”. De fato, o anúncio de Jesus Cristo não é levar “uma simples notícia”, mas “a única grande Boa Notícia”.

Francisco explicou que o anúncio de Jesus não é um trabalho de publicidade – fazer propaganda para uma pessoa muito boa, que fez o bem, curou tantas pessoas e ensinou coisas belas -, tampouco é fazer proselitismo.

“Se alguém vai falar de Jesus Cristo, pregar Jesus Cristo para fazer proselitismo, não, isso não é anúncio de Cristo: isso é um trabalho, de pregador, feito com a lógica do marketing. Que é o anúncio de Cristo? Não é nem proselitismo, nem propaganda, nem marketing: vai além. Como é possível compreender isso? É antes de tudo ser enviado à missão, fazendo entrar em jogo a própria vida”, destacou.

O Papa disse ainda que o apóstolo, o enviado que “leva o anúncio de Jesus Cristo”, o faz com a condição de que coloque em jogo a própria vida, o próprio tempo, os próprios interesses, a própria carne.

“Esta viagem, de ir ao anúncio, arriscando a vida, porque jogo a minha vida, a minha carne – esta viagem – tem somente passagem de ida, não de volta. Voltar é apostasia. Anunciar Jesus Cristo com o testemunho. Testemunhar significa colocar em jogo a própria vida. Faço aquilo que digo”, afirmou.

Os mártires experimentam o verdadeiro anúncio

A palavra, “para ser anúncio”, deve ser testemunho, reiterou Francisco, que fala de “escândalo” a propósito dos cristãos que dizem sê-lo e depois vivem “como pagãos, como descrentes”, como se não tivessem “fé”. O Papa convida então à coerência entre a palavra e a própria vida: “isso se chama testemunho”, evidenciou.

“O apóstolo, o anunciador, aquele que leva a Palavra de Deus, é uma testemunha, que coloca em jogo a própria vida até o fim, e é também um mártir. De outro lado, foi Deus Pai que para fazer-se conhecer enviou seu Filho em carne, arriscando a própria vida. Um fato que escandalizava assim tanto e continua a escandalizar, porque Deus se fez um de nós, numa viagem com passagem somente de ida. O diabo tentou convencê-lo a tomar outra estrada, e Ele não quis, fez a vontade do Pai até o fim”.

O Santo Padre destaca que, portanto, o anúncio de Cristo deve acontecer da mesma forma: o testemunho, porque Ele foi a testemunha do Pai feito carne.

“Nós devemos fazer-nos carne, isto é, fazer-nos testemunhas: fazer, fazer aquilo que dizemos. E isso é o anúncio de Cristo. Os mártires são aqueles que [demonstram] que o anúncio foi verdadeiro. Homens e mulheres que deram a vida – os apóstolos deram a vida – com o sangue; mas também tantos homens e mulheres escondidos na nossa sociedade e nas nossas famílias, que dão testemunho todos os dias, em silêncio, de Jesus Cristo, mas com a própria vida, com aquela coerência de fazer aquilo que dizem”.

Um anúncio frutuoso

O Papa recordou que todos os católicos, com o Batismo, assumem “a missão” de anunciar Cristo: “vivendo como Jesus nos ensinou a viver, em harmonia com aquilo que pregamos, o anúncio será “frutuoso. Se, ao invés, vivemos sem coerência, dizendo uma coisa e fazendo outra contrária, o resultado será o escândalo. E o escândalo dos cristãos, faz muito mal ao povo de Deus”, concluiu.

Papa pede que fiéis não vivam como pagãos: É cristão? Viva como cristão

Quinta-feira, 29 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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“Abramos o coração com esperança e nos afastemos da paganização da vida”, incentivou Francisco na homilia desta quinta-feira, 29

Papa Francisco durante homilia nesta quinta-feira, 29/ Foto: Vatican Media

O fim do mundo e o fim de cada ser humano. Este é o tema que a liturgia da semana propõe e foi o tema também da homilia do Papa Francisco na missa desta quinta-feira, 29, na capela da Casa Santa Marta. O Pontífice alertou que chegará um dia em que o Senhor dirá “chega”, a uma civilização que se julga orgulhosa, suficiente, ditatorial, e seguiu questionando os fiéis a cerca da coerência de vida: “Você é cristão? Você é cristã? Viva como cristão. Não se pode misturar a água com o óleo. Sempre diferente. O fim de uma civilização contraditória em si mesma que diz ser cristã e vive como pagã”.

A primeira leitura, extraída do livro do Apocalipse de São João, descreve a destruição da Babilônia, cidade símbolo da mundanidade, do luxo, da autossuficiência, do poder deste mundo. A segunda leitura, do Evangelho de Lucas, narra a devastação de Jerusalém, a cidade santa. Francisco comentou que no dia do juízo, a paganização será destruída com um grito de vitória.

“A grande prostituta cairá condenada pelo Senhor e mostrará a sua verdade: morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus. Sob a sua magnificência, mostrará a corrupção, as suas festas parecerão de falsa felicidade. Sua destruição será violentada e ninguém mais a encontrará”, recitou o Papa em alusão ao fim da Babilônia descrito no livro do Apocalipse de São João.

O Santo Padre continuou: “O som dos músicos, dos tocadores de harpa, de flauta e de trombeta, não se ouvirá mais de ti; – não haverá belas festas, não… – nenhum artista de arte alguma se encontrará mais em ti; – porque não és uma cidade de trabalho, mas de corrupção – o canto do moinho não se ouvirá mais em ti; a luz da lâmpada não brilhará mais em ti; – será talvez uma cidade iluminada, mas sem luz, não luminosa; esta é a civilização corrompida – a voz do esposo e da esposa não se ouvirá mais em ti”.

Jerusalém, prosseguiu o Papa, verá a sua ruína devido a outro tipo de corrupção, a corrupção da infidelidade ao amor. “[Jerusalém] não foi capaz de reconhecer o amor de Deus no seu Filho. A cidade santa ‘será espezinhada pelos pagãos’, punida pelo Senhor, porque abriu as portas do seu coração aos pagãos”, comentou.

Francisco também citou a paganização da vida cristã e questionou os fiéis: “Vivemos como cristãos? Parece que sim. Mas na verdade, a nossa vida é pagã quando acontecem essas coisas, quando entra nesta sedução de Babilônia e Jerusalém, vive como Babilônia. Quer-se fazer uma síntese que não se pode fazer. E ambas serão condenadas”, alertou.

Retomando a narração das duas leituras, o Santo Padre afirmou que depois da condenação das duas cidades, se ouvirá a voz do Senhor; depois da destruição, haverá a salvação. “E o anjo disse: ‘Felizes são os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro!’. A grande festa, a verdadeira festa!”, sublinhou. Segundo o Pontífice, existem tragédias, mas diante delas, é preciso olhar para o horizonte, porque o Senhor redimiu a humanidade e virá para salvá-la.

“Viver as provações do mundo não num pacto com a mundanidade ou com a ‘paganidade’ que nos leva à destruição, mas na esperança, afastando-nos desta sedução mundana e pagã e olhando para o horizonte, esperando Cristo, o Senhor. A esperança é a nossa força: vamos em frente. Mas devemos pedir ao Espírito Santo”, incentivou o Papa.

Por fim, Francisco convidou os fiéis a pensarem nas babilônias deste tempo, nos inúmeros impérios poderosos, por exemplo do século passado, que ruíram. “E este será o fim também das grandes cidades de hoje, e assim acabará a nossa vida se continuarmos a levá-la neste caminho de paganização”. O Santo Padre concluiu dizendo que permanecerão somente aqueles que depositam sua esperança no Senhor. “Abramos o coração com esperança e nos afastemos da paganização da vida”.

O uso da tecnologia por crianças e adolescentes e seus riscos

Crianças e Tecnologia

Estudos mostram que o cérebro superexposto a essas tecnologias pode ter um déficit em seu funcionamento.

Todos os extremos costumam fazer mal a quem adota tais hábitos, como o excesso ou a falta de alimentos e de água, o excesso de velocidade com o carro. Com a evolução da tecnologia e a facilidade de acesso a ela, um novo questionamento surge em casa: “Qual o risco dessa crescente exposição aos dispositivos de mídia?”. Tablets, notebooks, TVs, celulares… Todos os equipamentos são parte da nossa vida, mas podem e precisam ser melhor utilizados por nossas famílias.

Crianças têm facilidade de adaptação e aprendizado; na verdade, elas interagem mais rapidamente com a tecnologia, porque, muitas vezes, encontram os adultos fazendo uso desses equipamentos e aprendem por observação.

Pesquisas científicas mostram um aumento no risco de vários problemas emocionais e neurológicos frente ao uso superior a quatro horas diárias dessas tecnologias. Quanto menor a idade, menos tempo é indicado para o uso de tecnologias. Mas o que encontramos é uma realidade bem diferente dessa.

Quais os riscos envolvidos? Tais pesquisas revelam que os principais prejuízos são: sensação de solidão, depressão, obesidade, ansiedade, baixa autoestima e aumento de agressividade. As pesquisas, em diversas universidades de renome, indicam que boa parte dos adolescentes que costumam passar muito tempo conectados sentem desânimo, tristeza ou depressão pelo menos uma vez por semana. Este sentimento de vazio pode ser potencializado em uma casa onde todos, nos momentos de possível convivência, encontram-se “conectados” e “isolados” em seu “mundo”.

Todos, em casa, estão com seus celulares, tablets e computadores, muitas vezes, num mesmo ambiente, mas com “zero interação”. Não existem jantares e conversas à mesa. Pouco se fala. Eles não contam suas histórias de vida, não falam sobre o que se passou com eles naquela semana e coisas do tipo.

Existe, então, um risco físico? Estudos mostram que o cérebro superexposto a essas tecnologias pode ter um déficit em seu funcionamento tanto em execução quanto em atenção, pode sofrer com atrasos no aprendizado, raiva expressiva, maior impulsividade, dificuldade de concentração dentre outros. (Small 2008, Pagini 2010). Questões de concentração e memória (sem concentração é mais complicado armazenar dados em nosso cérebro) acontecem, porque o cérebro toma atalhos até o córtex frontal para lidar com tal rapidez de informações. (Christakis 2004, Small 2008). Logo, se uma criança tem dificuldade na concentração, também terá dificuldade em aprender. Nesse sentido, podemos pensar que essa seja uma das causas do aumento de casos de déficit de atenção e hiperatividade entre crianças, especialmente.

O caminho não é a proibição do uso, mas a consciência dele e sua adequação para cada faixa de idade, lembrando que o apego ao uso de tecnologia pode levar a prejuízos desnecessários. Carinho, amor, interação social, contato e outras atividades fazem parte do nosso desenvolvimento saudável.

Como a tecnologia tem sido usada por você e por sua família? Pense nisso!

Elaine Ribeiro
Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

Exorcista adverte que usar magia é confiar mais no demônio que em Deus

Pe. Françoise-Marie Dermine

MEXICO D.F., 13 Set. 12 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O exorcista canadense, Pe. Françoise-Marie Dermine, advertiu aos católicos que acreditar em superstições e usar a magia para solucionar os problemas, é no fundo confiar mais no demônio que na Providência de Deus.

“A superstição abre as portas à magia, e a magia abre as portas ao demônio, porque quando uma pessoa recorre à magia, não tem confiança em Deus, pensa que Ele não pode conceder-lhe o que precisa, então vai aos bruxos para obtê-lo”, expressou em uma entrevista dada ao Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME).

“O que não sabem -acrescentou o sacerdote exorcista- é que o bruxo realiza ritos e usa sinais dos quais o demônio se serve para fazer a sua vontade”.

O sacerdote, que chegou para participar do IX Congresso de Exorcistas da Arquidiocese do México, explicou que a superstição nasce da falta de fé, mas “também pode nascer de causas psicológicas ocasionadas por carências afetivas na infância, porque quando uma pessoa não se sente amada pelos seus pais, começa a procurar proteção no mundo mágico”.

Entretanto, advertiu que “a magia sempre é magia e tem cumplicidade com o demônio, sempre intervém uma potência externa que não é Deus, e isto não traz nada bom, é contraproducente porque provavelmente a pessoa vai conseguir o que quer, mas há um depois, e o demônio vai cobrar o que lhe foi pedido”.

Do mesmo modo, indicou que uma superstição é também outorgar a outro mais poder que a Deus, por exemplo, “quando uma pessoa acende uma vela a São Bento e carrega como amuleto uma medalha com a sua imagem, mas continua vivendo uma vida desordenada, isso não serve de nada”.

Segundo o SIAME, o exorcista explicou que há superstições passivas e ativas, que são mais graves porque têm o propósito de provocar um efeito, como acreditar em ídolos, atribuir ao demônio o mesmo poder de Deus ou acreditar que o diabo é a causa ordinária e constante dos fenômenos que não podemos compreender.

O Pe. Dermine também advertiu aos católicos que os bruxos ao utilizarem imagens de Santos ou da Virgem de Guadalupe para tranquilizar as pessoas que chegam para solicitar seus serviços estão cometendo um grande engano.

Finalmente, exortou aos católicos a estar em guarda e não acreditar em amuletos, pois “se tivessem fé, mais confiança em Deus, tudo isto não existiria… Jesus fala de que nesta vida vamos ter tribulações, dificuldades e que temos que carregar a cruz”.

Mas ao mesmo tempo, explica o sacerdote, Jesus “nos diz que ter confiança em que Deus está presente, nos da a força espiritual para enfrentar qualquer dificuldade”.

Mídia inventa um Papa que não existe, adverte Bispo brasileiro

http://www.acidigital.com/noticias/midia-inventa-um-papa-que-nao-existe-adverte-bispo-brasileiro-48889/

REDAÇÃO CENTRAL, 09 Set. 15 / 04:05 pm (ACI).- Diante das repercussões na mídia das últimas medidas anunciadas pelo Vaticano em relação ao perdão do aborto e aos processos de nulidade matrimonial, o Bispo de Palmares (PE), Dom Henrique Soares da Costa, advertiu que o mundo quer “pautar a fé dos católicos, inventando um Papa que não existe”.

“É de um sensacionalismo vergonhoso e desinformado o modo como os meios de comunicação noticiam alguns fatos na vida da Igreja”, postou em sua página no Facebook, na terça-feira 8.

Sobre o caso mais recente, que diz respeito ao documento publicado pela Santa Sé, na terça-feira, 8, que traz os elementos da reforma estabelecida para o processo de nulidade matrimonial, Dom Henrique esclareceu que a Igreja não anula casamentos, como declarado por meios de comunicação.

Após a divulgação do documento, diferentes veículos da mídia publicaram chamadas como “Papa simplifica procedimentos para anulação de casamentos”, “Reforma do Papa Francisco permitirá anular casamento em 45 dias”, “Papa Francisco facilita e barateia anulação de casamento na Igreja”.

Em uma de suas postagens, Dom Henrique recordou: “a Igreja não anula matrimônios. Cristo não lhe deu este poder!”.

Ele explicou que a Igreja apenas reconhece “que, sob certas condições, não houve realmente matrimônio. Aí, então, declara-se a nulidade daquele matrimônio que diante de Deus nunca existiu!”.

“O matrimônio rato e consumado, todo nos conformes, continua e continuará indissolúvel e a Igreja sobre isto nada pôde fazer porque o seu Senhor e Mestre não lhe concedeu esta autoridade! Diante de Cristo todos somos discípulos: um só é o Mestre, um só o Guia, um só o Senhor!”, afirmou.

O Bispo de Palmares sublinhou que as medidas tomadas pelo Papa são para que os processos de reconhecimento de nulidade sejam mais ágeis. Segundo ele, já se vinha buscando há algum tempo maneira de simplificar esses processos, sem macular a indissolubilidade do matrimônio.

“Resumindo: o Papa nada fez de extraordinário ou contrário à fé da Igreja”, disse.

O prelado recordou, também, a abordagem feita pela mídia em relação à carta do Papa Francisco para o Ano da Misericórdia, através da qual o Santo Padre concede “a todos os sacerdotes no Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto a quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”.

Dom Henrique escreveu: “Primeiro a tolice de que agora o aborto seria um pecado menos grave para os católicos. Conversa! O aborto é pecado gravíssimo, é pecado mortal! Não entre na Vida quem tira a vida de um inocente!”.

O Bispo explicou que “normalmente, o perdão para este tipo de pecado depende de algumas normativas dos Bispos” e que, no Ano da Misericórdia, o Papa permitiu que qualquer padre possa perdoar este pecado.

“Foi um belo gesto do Papa, exprimindo a largueza do perdão do Senhor para os que se arrependem sinceramente de pecado tão grave”, assinalou.

Dom Henrique Soares concluiu lançando um alerta a todos os católicos. “Nunca nos esqueçamos: a Igreja é de Cristo, não de um Papa! O Papa é o primeiro guardião e testemunha da fé da Igreja, juntamente com os Bispos em comunhão com ele! Os católicos recordem sempre isto e estejam em paz!”.

Papa na Audiência Geral: Decálogo é a “radiografia” de Cristo

Quarta-feira, 28 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Papa Francisco concluiu a série de catequeses sobre os Mandamentos, iniciada no dia 23 de junho

Papa Francisco, durante a Catequese desta quarta-feira, 28, na Sala Paulo VI./ Foto: Reprodução Youtube VaticanNews

O Papa Francisco concluiu, nesta quarta-feira, 28, a série de catequeses sobre os Mandamentos iniciada na Audiência Geral de 23 de junho, usando o tema-chave dos “desejos”, que permite repassar o caminho feito e reassumir as etapas percorridas lendo o texto do Decálogo “à luz da plena revelação em Cristo”. Devido ao frio, o tradicional encontro das quartas-feiras foi realizado na Sala Paulo VI.

Falando aos 7 mil presentes, Francisco recordou que a gratidão é a base da relação de confiança e de obediência, e que Deus não pede nada antes de ter dado muito.

“Ele nos convida à obediência para nos resgatar das idolatrias que tanto poder têm sobre nós”, pois nos esvaziam e nos escravizam, enquanto que, aquilo “que nos dá estatura e consistência é a relação com Ele, que em Cristo nos torna filhos a partir de sua paternidade”.

Chamado à beleza da fidelidade, generosidade e autenticidade

“Isto – observou – implica um processo de bênção e de libertação, que são o repouso autêntico”:

“Esta vida libertada torna-se a aceitação da nossa história pessoal e nos reconcilia com aquilo que vivemos da infância ao presente, fazendo-nos adultos e capazes de dar a justa medida às realidades e às pessoas de nossa vida. Por este caminho entramos na relação com o próximo que, a partir do amor que Deus mostra em Jesus Cristo, é um chamado à beleza da fidelidade, da generosidade e da autenticidade”.

Coração novo

Para isto, temos necessidade de “um coração novo”, que se realiza pelo “dom de desejos novos”, que são “semeados em nós pela graça de Deus, em particular pelos Dez Mandamentos levados ao seu termo por Jesus”, como ensinou no Sermão da Montanha.

“Na contemplação da vida descrita no Decálogo – uma existência agradecida, livre, autêntica, que abençoa, amante da vida, fiel, generosa e sincera – nós, quase sem perceber, nos encontramos diante de Cristo”.

Decálogo, “radiografia” de Cristo

O Decálogo – disse o Pontífice – “é a sua ‘radiografia’, o descreve como um negativo fotográfico que deixa aparecer a sua face – como no Santo Sudário”.

Desta forma, “o Espírito Santo fecunda o nosso coração, colocando nele os desejos que são um dom seu, os desejos do Espírito. Os desejos do Espírito, desejar segundo o Espírito. Desejar no ritmo do Espírito, desejar com a música do Espírito”. “E o Espírito gera uma vida que, seguindo esses desejos, suscita em nós a esperança, a fé e o amor”.

Com o Espírito, a lei torna-se vida

Assim, é possível descobrir o que significa que “o Senhor Jesus não veio para abolir a lei”, mas levá-la ao seu cumprimento, para fazê-la crescer.”

Se a lei segundo a carne era uma série de prescrições e de proibições, “segundo o Espírito, a lei torna-se vida, “porque não é mais uma norma, mas a própria carne de Cristo, que nos ama, nos procura, nos perdoa, nos consola e no seu Corpo recompõe a comunhão com o Pai, perdida pela desobediência do pecado”:

“E assim (…), a negatividade na expressão do Mandamento: “não roubar, não insultar, não matar”, aquele “não”, transforma-se em uma atitude positiva: amar, dar lugar aos outros no meu coração, desejos que semeiam positividade. E esta é a plenitude da lei que Jesus veio nos trazer”.

Somente em Cristo – explicou o Papa – o Decálogo deixa de ser condenação, tornando-se “a autêntica verdade da vida humana, isto é, desejo de amor. Aqui nasce um desejo de bem, de fazer o bem, desejo de alegria, de paz, de magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, brandura, domínio de si. Daquele “não” passa-se a este “sim”. Atitude positiva de um coração que se abre com a força do Espírito Santo”.

Abrir a porta à salvação

“Quando o homem segue o desejo de viver segundo Cristo, então está abrindo a porta à salvação (…). Deus Pai é generoso, tem sede que nós tenhamos sede dele”.

Em contraposição aos maus desejos que arruínam o homem, “o Espírito coloca em nosso coração os seus santos desejos, que são o germe da vida nova”.

A vida nova – disse o Papa – “não é um titânico esforço para sermos coerentes com uma norma, mas o próprio Espírito de Deus que começa a nos guiar até os seus frutos, em uma feliz sinergia entre a nossa alegria de ser amados e a sua alegria de amar-nos. Encontram-se as duas alegrias.”

“Contemplar Cristo para abrir-nos a receber o seu coração, os seus desejos, o seu Santo Espírito”, eis o que é o Decálogo para nós cristãos, disse o Santo Padre ao concluir.

Papa sobre o fim da vida: prestação de contas e encontro de misericórdia

Terça-feira, 27 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Segundo o Pontífice, nesta última semana do ano litúrgico, a Igreja leva os fiéis a refletirem sobre o fim do mundo e da própria vida

Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano/ Foto: Vatican Media

“Como será o meu fim? Como eu gostaria que o Senhor me encontrasse quando me chamar? É sábio pensar no fim, nos ajuda a seguir em frente, a fazer um exame de consciência sobre que coisas eu deveria corrigir e quais levar em frente porque são boas”. A reflexão é parte da homilia do Papa Francisco realizada na manhã desta terça-feira, 27, na Casa Santa Marta.

Segundo o Pontífice, nesta última semana do ano litúrgico, a Igreja leva os fiéis a refletirem sobre o fim do mundo e da própria vida. “É uma graça, porque não gostamos de pensar no fim, adiamos esta reflexão sempre para amanhã”, comentou o Papa.

Na primeira leitura da celebração de hoje, tirada do livro do Apocalipse, São João fala do fim do mundo com a figura da colheita, com Cristo e um Anjo armado com uma foice. “Quando chegar nossa hora deveremos mostrar a qualidade do nosso trigo, a qualidade da nossa vida”, revelou o Santo Padre, que acrescentou: “Talvez alguém entre vocês diga: ‘Padre, não seja tão sombrio, que estas coisas não nos agradam…’, mas é a verdade”.

“É a colheita, onde cada um de nós se encontrará com o Senhor. Será um encontro e cada um de nós dirá ao Senhor: ‘Esta é a minha vida. Este é meu trigo. Esta é minha qualidade de vida. Errei?’- todos deveremos dizer isso, porque todos erramos – ‘Fiz coisas boas’ – todos fazemos coisas boas; e um pouco mostrar ao Senhor o trigo”, complementou Francisco.

O Papa prosseguiu sua reflexão provocando os fiéis a se questionarem: “Se hoje o Senhor me chamasse? ‘Ah, nem percebi, eu estava distraído …’. Nós não sabemos nem o dia nem a hora. ‘Mas padre, não fale assim que eu sou jovem’ – ‘mas olha quantos jovens partem, quantos jovens são chamados…’. Ninguém tem a própria vida assegurada”, alertou. Em vez disso, o Pontífice afirmou que deve-se pensar que todos terão um fim, e que este fim, somente Deus sabe.

“O pensamento do fim nos ajuda a seguir em frente; não é um pensamento estático: é um pensamento que avança porque é levado em frente pela virtude, pela esperança. Sim, haverá um fim, mas esse fim será um encontro: um encontro com o Senhor. É verdade, será uma prestação de contas daquilo que fiz, mas também será um encontro de misericórdia, de alegria, de felicidade. Pensar no fim, no final da criação, no fim da própria vida é sabedoria; os sábios fazem isso”, refletiu o Santo Padre.

Por fim, o Pontífice reforçou o convite da Igreja para esta semana: “Questionar-se: Como será o meu fim? Como eu gostaria que o Senhor me encontrasse quando ele me chamar? Devo fazer um exame de consciência e avaliar que coisas eu deveria corrigir, porque não estão bem? Que coisas devo apoiar e levar em frente porque são boas? Cada um de nós tem tantas coisas boas!”. E neste pensamento não estamos sozinhos: há o Espírito Santo que nos ajuda”.

Francisco aconselhou os fiéis a pedirem ao Espírito Santo a sabedoria do tempo, a sabedoria do fim, a sabedoria da ressurreição, a sabedoria do encontro eterno com Jesus; para que entendam essa sabedoria que existe na fé cristã. “Será um dia de alegria o encontro com Jesus. Rezemos para que o Senhor nos prepare. E cada um de nós, esta semana, termine a semana pensando no final: ‘Eu acabarei. Eu não permanecerei eternamente. Como gostaria de acabar?’”.

Por que ser batizado enquanto criança?

Segunda-feira, 25 de junho de 2012 / Jéssica Marçal / Da Redação

‘Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha’, destacou padre Sérgio  

Livrar o ser humano do pecado original e torná-lo imerso no nome de Deus. Na fé católica, essas duas etapas tão importantes são concretizadas com o sacramento do Batismo, que comumente é realizado logo nos primeiros meses de vida. Muitas pessoas, porém, ainda se perguntam se o mais certo não seria o batismo na fase adulta, uma vez que assim haveria liberdade de escolha.

Na abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Itália, deste ano, o Papa Bento XVI falou sobre a importância do Batismo e o reafirmou enquanto uma necessidade para o ser humano. Ele enfatizou que ser batizado não é uma escolha como outra qualquer, da mesma forma que não é possível escolher nascer ou não neste mundo.

Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o administrador da Diocese de Tubarão (SC), padre Sérgio Jeremias de Souza, esclareceu algumas das reflexões do Papa sobre o sacramento. Em relação à liberdade de escolha, o padre recordou que Deus não fere a liberdade do ser humano, muito pelo contrário.  “Ele a alarga (a liberdade) e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino”.

O padre destacou ainda que os pais sempre querem o melhor para seus filhos, daí o batismo acontecer logo na vida da criança. “Se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre”.

noticias.cancaonova.com – Uma das consequências do Batismo, segundo o Papa, é o ato de tornar-se cristão, o que não depende somente da vontade da pessoa, mas de uma ação de Deus. Trata-se então da pessoa aceitar, a partir do Batismo, o projeto de Deus em sua vida?

Pe. Sérgio Jeremias de Souza – Sim, muito mais do que um gesto social ou um gesto feito por tradição religiosa, o santo Batismo é uma imersão no ser de Deus mesmo e, por consequencia, nos planos e desígnios de Deus. Há uma misteriosa “parceria” que acontece a partir do sacramento do Batismo: Deus, que poderia realizar tudo sem minha participação quer, a partir de agora, contar comigo, com meu sim existencial aos seus divinos desígnios. A partir deste momento, a vontade de Deus passa a ter prioridade em minha vida; o que Ele quer e pede que eu faça precisa estar na dianteira de minhas decisões. A partir desta escolha fundamental, aquilo que a palavra de Deus ensina passa a ser um parâmetro de decisões: “Posso fazer tudo o que quero, mas nem tudo me convém” (1 Coríntios 6,12).

noticias.cancaonova.com – O Papa enfatiza que o Batismo é necessário, não é uma escolha qualquer, assim como não se escolhe viver ou não. Como explicar, então, que batizar a criança quando bebê não é uma ofensa à sua liberdade religiosa?

Pe. Sérgio – O Papa foi extremamente sábio ao acenar para esta resposta em seu discurso na Conferência Pastoral da Diocese de Roma, quando disse: “O Batismo das crianças não é algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom da vida. Somente a vida que está nas mãos de Deus, nas mãos de Cristo, imersa no nome do Deus Trinitário, é certamente um bem que se pode dar sem escrúpulos.” Em outras palavras, poderíamos dizer que, se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. Costumamos até comparar: os pais sabem que vacinas são necessárias para seus filhos (apesar da dor que muitas vezes sentem ao tomá-las); eles não esperam que seus filhos cresçam para decidirem se vão ou não querer receber estas vacinas, eles encaminham seus filhos para recebê-las porque sabem que é um bem. Poderíamos ainda recordar que nosso Deus em nada fere nossa liberdade, Ele a alarga e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino.

noticias.cancaonova.com – O Batismo é um sacramento necessário à vida da criança, para que ela possa entrar, desde cedo, em comunhão verdadeira com Deus. Mas, sendo bebê, ela não pode escolher fazê-lo. Isso desperta atenção para o essencial papel dos pais na iniciação da criança na vida cristã. Qual é esse papel, qual a melhor orientação para despertar nos pais essa preocupação em batizar seus filhos o quanto antes?

Pe. Sérgio – Gostaria de tratar de dois temas essenciais para poder responder amplamente a esta pergunta. 1. Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha. É o céu habitando já dentro de nós a partir do santo Batismo. E como não desejar o céu em nós? Como não desejar a presença trinitária nos fazendo templos de sua divindade? Pais conscientes dão o melhor para seus filhos, também e, sobretudo, em termos de fé. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre. 2. Uma das coisas que precisamos lembrar sempre aos pais é que as crianças aprendem, sobretudo, por imitação em suas etapas iniciais da vida. Se Deus for buscado desde cedo pela família, amado pelos pais, celebrado em comunidade eclesial, Ele não será um ilustre desconhecido para os filhos e filhas. Aquilo que aprendemos por gestos concretos (neste caso o amor a Deus) marca permanentemente nossas vidas.

noticias.cancaonova.com – O rito sacramental do Batismo envolve dois elementos, basicamente: a água e a palavra, que têm todo um significado para o sacramento em si. À vezes as pessoas desconhecem a plenitude da riqueza do sacramento. O Batismo seria melhor vivenciado se ele fosse melhor compreendido, em todos os detalhes do rito sacramental?

Pe. Sérgio – Exatamente.  E aí está a importância de cursos para pais e padrinhos bem preparados e administrados. Aquilo que não é conhecido não é amado. Conhecer bem a riqueza dos gestos e símbolos que a Santa Mãe Igreja preparou ao longo dos séculos para a administração de cada sacramento é uma forma de amá-los mais. Há aquilo que é essencial, mas há também outros elementos e gestos belíssimos no sacramento do Batismo que não podem e nem devem ser ignorados. A salvação e libertação que Cristo opera em nós são belissimamente visualizadas em cada momento da recepção deste sacramento. Talvez no Rito de Iniciação Cristã de Adultos para o batismo isso tudo seja mais perceptível, pelo fato de ser solenizado e feito em etapas. Mas também no batismo de crianças esta riqueza está presente.

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