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Na solenidade do Natal, Papa preside Missa na Basílica Vaticana

Domingo, 24 de dezembro de 2017, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Santo Padre presidiu Missa na solenidade do Natal, chamando atenção para a realidade daqueles que são obrigados a deixar sua terra

Cuidar da esperança, despertando da indiferença para com quem sofre. Esse foi, em suma, o ponto central da homilia do Papa Francisco neste domingo, 24, na Missa da Noite da solenidade do Natal do Senhor. Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica Vaticana.

Refletindo sobre o nascimento de Jesus, o Santo Padre destacou a situação de Maria e de José, que por um lado era de esperança e futuro pela chegada do filho e por outro era marcada por incertezas e perigos próprios de quem tem que deixar sua casa.

Chegando a Belém, não havia lugar para Maria e José, observou o Papa, mas foi justamente lá que acendeu a centelha revolucionária da ternura de Deus. “Em Belém, criou-se uma pequena abertura para aqueles que perderam a terra, a pátria, os sonhos; mesmo para aqueles que sucumbiram à asfixia produzida por uma vida fechada”.

Francisco destacou que nos passos de Maria e de José vê-se as pegadas de famílias inteiras que hoje são obrigadas a partir, a separar-se de seus entes queridos, tantas pessoas que são expulsas de sua terra. “Em muitos casos, esta partida está carregada de esperança, carregada de futuro; mas, em tantos outros, a partida tem apenas um nome: sobrevivência”, lembrou.

Os primeiros destinatários da notícia do nascimento de Jesus foram os pastores, homens e mulheres que, conforme explicou o Papa, tinham que viver à margem da sociedade. “Eis a alegria que somos convidados a partilhar, celebrar e anunciar nesta noite. A alegria com que Deus, na sua infinita misericórdia, nos abraçou a nós, pagãos, pecadores e estrangeiros, e nos impele a fazer o mesmo. A fé desta noite leva-nos a reconhecer Deus presente em todas as situações onde O julgamos ausente”.

“Natal é tempo para transformar a força do medo em força da caridade, em força para uma nova imaginação da caridade. A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade. Assim no-lo recordava São João Paulo II: ‘Não tenhais medo! Abri, antes, escancarai as portas a Cristo’”, acrescentou Francisco.

O Papa concluiu a homilia com um apelo ao Menino Jesus pelo fim da indiferença para com quem sofre. “Que o vosso choro nos desperte da nossa indiferença, abra os olhos perante quem sofre. A vossa ternura desperte a nossa sensibilidade e nos faça sentir convidados a reconhecer-Vos em todos aqueles que chegam às nossas cidades, às nossas histórias, às nossas vidas. Que a vossa ternura revolucionária nos persuada a sentir-nos convidados a cuidar da esperança e da ternura do nosso povo”.

Papai Noel ou Jesus Cristo?

Estamos em plena época da festa do Natal. Toda a atmosfera da cidade fala disto. Shoppings enfeitados abundantemente de maneira a mais bonita possível. Decorações luminosas, vitrinas ornamentadas anunciando a felicidade de receber presentes caros e sofisticados e que gritam: “Vamos ser felizes! É Natal!”

Observando bem, parece que estamos celebrando duas festas na contra-mão. De um lado, a festa cristã do Natal, com um sério tempo de preparação, chamado “Advento”, com uma liturgia profunda, de espera, de uma sobriedade festiva, de reuniões da comunidade para fazer a Novena do Natal, tudo culminando na grande festa que nos lembra que Deus veio até nós na pessoa do seu Filho Jesus, mostrando-nos novos caminhos, novo sentido para uma vida fraterna e de paz.

Por outro lado, a festa da chegada do Papai Noel, festa comercial que recebeu, injustamente, o nome de “Natal”, mas que não tem nada a ver com o sentido cristão da festa. O comércio faz seus cálculos dos lucros e, com muitas luzes e músicas, inaugura sua festa meses antes. Faz crer que a felicidade está no esbanjamento de presentes, champanhas e panetones. Dão à festa uma certa poesia de bondade sentimental, com verniz de generosidade e emoção.

Papai Noel tomou o lugar do Menino pobre de Belém cuja lembrança ficou sufocada. É melhor ele nem “crescer” e ficar sempre a criancinha bonitinha que comove e enternece, para que não precisemos ouvir suas palavras e exigências que incomodam.

Com o mundo se secularizando mais, com o espírito de consumismo e materialismo, pode-se perguntar se, aos poucos, o Natal cristão está perdendo seu sentido e está sendo substituído pela festa de Papai Noel. Muita gente nem sabe mais da mensagem do Natal cristão. Está se dando o contrário do que aconteceu com a instituição da festa de Natal. No século III existia, no Império Romano, uma festa pagã chamada Festa do Sol. Era celebrada no dia 25 de dezembro quando, no meio do inverno, o sol voltava a aparecer. A luz vencia as trevas. O sol era invencível. A Igreja quis dar um sentido novo a esta festa pagã. O verdadeiro Sol invencível é Jesus. Assim nasceu a festa do Natal cristão. (Não sabemos a data exata do nascimento de Jesus, mas agora a celebramos no dia 25 de dezembro, data daquela festa pagã). Observando o que acontece hoje, parece que a festa pagã do Papai Noel está substituindo a festa do Natal cristão.

Pode-se ainda perguntar: de onde vem aquele legendário Papai Noel? Nos países nórdicos da Europa se celebra a festa de São Nicolau, no dia 6 de dezembro. Embora fosse um santo Bispo, São Nicolau foi revestido de muitas lendas pagãs se originando da crença dos antigos povos germânicos de lá. Como um deus, São Nicolau anda nas nuvens, num cavalo branco. São Nicolau traz presentes para as crianças, que ele despeja nas chaminés das casas, porque São Nicolau anda também sobre os telhados das casas. Ele anda sempre vestido como bispo, com mitra, báculo etc. A festa de São Nicolau, até hoje, é celebrada com presentes, comes e bebes especiais, brincadeiras etc. Mas, para os não católicos, aquele santo não foi sempre bem aceito e, aos poucos, foi substituído pelo Papai Noel, mais aceitável por todos. E assim, o velhinho chegou aqui também.

Sempre me pergunto como, na cabecinha das crianças, se combinam Papai Noel e o Menino Jesus. Há aqui algo a esclarecer na catequese, na família? No mês de dezembro, geralmente param os encontros catequéticos que poderiam abordar o assunto. Muito, porém, dependerá da vivência em família. Como é preparada e celebrada a festa de Natal no lar? O acento cai em papai Noel ou no Menino Jesus? Importantes são os presentes ou o espírito de união, de reflexão e oração?

Não queremos dizer que os presentes não têm sentido no Natal. Podem ter se forem realmente sinais de “presença”, de amor. Não são os presentes caros, luxuosos, mas os sinais simples que querem expressar a alegria de estar unidos, do mútuo bem-querer.

O Natal seja realmente a festa de amor, de solidariedade, de perdão e de conversão. Que o grande Dom do Pai, o grande “presente” para a humanidade, tenha seu efeito na mudança de conduta, na consolidação da paz na família e na sociedade, no engajamento para a construção de um mundo mais cristão.

Inês Broshuis
Equipe de Catequese do Regional Leste 2 da CNBB

JESUS DA COMUNHÃO VERSUS PAPAI NOEL DO MERCADO
Postado em 21 de dezembro de 2016
Por Douglas Belchior

Minha família não fugiu a regra da maior influência religiosa do país. Cresci em meio a pobreza e aos valores católicos que, contraditoriamente à vida, valorizavam essa pobreza. E no Natal, marco maior da crença, dividir o pão, comungar o momento, os alimentos e o desejo coletivo de felicidade e melhores dias, me marcaram profundamente.
Mais tarde, na práxis da vida real, a religião virou pó. Mas alguns de seus valores não.
Que o Natal sirva, ao menos, para lembrar o quanto melhor seria o mundo, se nosso bem fazer, se nosso bem querer se estendesse para além do umbigo e dos desejos materiais tão eficientemente encarnado pelo fantasioso Papai Noel.
Que o espírito de Jesus, homem com pés da cor de bronze queimado, com pele da cor de jaspe e sardônio e com cabelos, feito lã de cordeiro, nos fortaleça em nossa luta diária pela tal justiça, tão desejada entre nós!
E que sejamos felizes, o quanto for possível, apesar dos pesares, tão bem colocados por Frei Betto na entrevista a seguir.

Frei Betto
Mercado procura obscurecer Jesus e impor Papai Noel no Natal
Por Guilherme Almeida
Brasil de Fato SP

O Natal é um exemplo história religiosa que mudou de sentido?
O que é o Natal? Um casal de Nazaré, Maria e José, vão para Belém. Lá são rejeitados e convocados pelo recenseamento do Império Romano. Tem várias hipóteses de por quê eles foram rejeitados. A minha é que foram rejeitados porque Maria chegou grávida e eles não estavam oficialmente casados. Então, eles literalmente ocuparam uma terra privada. Eu costumo brincar que, no dia seguinte, o “Diário de Belém” deve ter dado a manchete: Família de sem-terra ocupa propriedade rural. Jesus nasceu em um curral. Isso é muito simbólico. Na época de Jesus, quem lidava com animais, como o açougueiro, era socialmente rejeitado. Está lá na Bíblia visivelmente. Mas muita gente não tem olhos pra ver.
Mesmo com esse pano de fundo, por que o Natal se transformou em um feriado de troca de presentes?
A data tem um sentido religioso muito forte e é muito sedutora do ponto de vista de seu simbolismo. O mercado procura cada vez mais obscurecer a dimensão de Jesus de Nazaré e impor o Papai Noel, que tinha originalmente a cor verde. A Coca-Cola impôs a cor vermelha. Isso é histórico. Há uma ‘Papainoelização’ que transforma o Natal em uma festa do consumo.
O que você indica para retomar o sentido original?
Eu tenho dito a muitos casais que têm sensibilidade religiosa e filhos pequenos que tenham muito cuidado. Temos que resgatar a espiritualidade e do sentido religioso da festa. Se não vamos entrar no grande paradigma da pós-modernidade, que pode ser o mercado e não a solidariedade. A religião foi um paradigma medieval. A razão foi o paradigma moderno.
E agora?
O mercado quer se impor na pós-modernidade. É a mercantilização de todas as dimensões da vida. Isso já ocorre fortemente nas duas grandes datas cristãs, que são o Natal e a Semana Santa. Essa última virou miniférias. Poucos se lembram que é a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

“PAPAI NOEL” – A FIGURA PAGÃ DO NATAL E A GRANDE MENTIRA PASSADA PARA AS CRIANÇAS CATÓLICAS
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/3553/29/

A palavra Noel significa Natal em francês. Portanto, a expressão Papai Noel significa literalmente Papai Natal. Quem é esse “bom velhinho” que entrou sorrateiramente nas comemorações do Natal, sem ser convidado ou bem-vindo? Essa figura e o costume de ligá-lo com o Natal, não tem nenhuma base bíblica, e – pior do que isto – não tem origem cristã, mas é uma figura decididamente pagã, transplantada para o cristianismo pelos povos que não experimentaram uma conversão genuína a Jesus, mediante uma experiência verdadeira de salvação, mas simplesmente “viraram cristãos” por conveniência, injunções políticas ou econômicas, ou então por ignorância e falta de ensino verdadeiramente bíblico, misturaram práticas pagãs com a mensagem do Evangelho, trazendo costumes estranhos ao cristianismo para o seio da igreja cristã. Qual é a origem do Papai Noel? Certamente a sua origem é pagã. Há, contudo, quem ligue o mito de Papai Noel com a lenda de São Nicolau.
São Nicolau foi bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV. Tornou-se famoso por sua generosidade; muita gente passou a crer que qualquer dádiva feita de surpresa vinha dele. O povo da Holanda escolheu São Nicolau como patrono das crianças, e a sua fama pouco a pouco se espalhou. Em vários países europeus as crianças crêem que São Nicolau é quem lhes traz os presentes que recebem do Natal. Contudo, muito mais disseminada é a figura do velho gordo, barbudo, bigodudo e sorridente, de cabelos completamente brancos, que vem voando pelo céu guiando um trenó puxado por duas ou mais juntas de renas, que o identifica como proveniente do polo norte, pois é onde se usa trenó, e onde vivem as renas.
Ainda na Europa, onde as lareiras estão sempre acesas durante essa época do ano, por se comemorar o Natal bem no meio do inverno, difundiu-se a crença de que Papai Noel entra nas casas pela chaminé da lareira. Por isso as crianças são instadas a deixarem sua meia ou sapato no lugar bem visível, para que Papai Noel, ao chegar, os encha de doces, balas ou bombons, além de presentes vários, como brinquedos e outros objetos. Essa idéia desenvolveu-se de uma antiga lenda norueguesa. Os noruegueses criam que a deusa Hertha aparecia na lareira e trazia boa sorte para o lar. Esse costume chegou no Brasil e não são poucas as crianças que acreditam piamente que os presentes que receberam foram trazidos por Papai Noel. Mais tarde, ao crescerem, descobrem que isso não passava de mentira, o que as leva a relacionar a festa do nascimento de Jesus como uma das maiores mentiras que lhes foi impingida em sua infância.
Subliminarmente, isso as inibe de acreditarem em Jesus, pois se um fato central do Natal como a figura de Papai Noel provou-se ser pura lenda, porque não é lenda o resto dos fatos relacionados com o Natal? Outra coisa que deixa tristes os cristãos que desejam ver a igreja de Cristo em toda a sua pureza e resplendor é o fato de homens sérios, cristãos devotos, que jamais teriam a coragem de vestir uma fantasia de CARNAVAL, NÃO SE ACANHEM DE FANTASIAR-SE DE PAPAI NOEL, e “fingir” que distribuem às crianças católicas os presentes que seus próprios pais já haviam comprado de antemão… E esse velho mitológico está, pouco a pouco, tomando o lugar do personagem que deveria ser o dono da festa, ao ponto de o Natal, ao invés de ser chamado FESTA DE JESUS, estar recebendo o título de “FESTA DE PAPAI NOEL”
Muitos se questionam, que o Papai Noel pode ser encarado como uma fantasia, e que a própria fantasia é fundamental para a criança. Fantasia é importante, desde que não se misture com fatos históricos que envolvem Cristo, seu nascimento e o calvário. Não misturemos fantasia, com mentira!
Como católicos, deixemos o consumismo e a opinião alheia de lado, sobretudo a influência nefasta da mídia capitalista. Ensinemos aos nossos filhos desde pequenos, que Papai Noel é um personagem pagão, e que devemos ignorá-lo completamente, argumentando através da nossa doutrina, que a representatividade efetiva do Natal é o presépio, Cristo e seu nascimento.

Papai Noel foi criação da Coca-Cola?
http://www.e-farsas.com/papai-noel-foi-criacao-da-coca-cola-verdadeiro-ou-falso.html

Diz a lenda que a figura que conhecemos do Papai Noel teria sido criada pela Coca-Cola, mas será que essa história é real?
Velhinho, gorducho, de barbas brancas, gorro e roupas vermelhas e um saco cheio de presentes. Ao lermos a descrição no parágrafo anterior, imediatamente nos vem à mente o Papai Noel, não é? Mas você sabe quem criou essa imagem?
Há muitos anos circula a história de que o Bom Velhinho, com suas barbas brancas e roupas vermelhas, seria uma criação da fábrica de refrigerantes Coca-Cola. Vários sites e blogs apontam que em 1930, a Coca-Cola Company teria feito uma campanha de marketing e, pela primeira vez, mostrado ao mundo o agora famoso Santa Claus.
Será que a multinacional Coca-Cola foi, de fato, a criadora do Noel?
Falso! O mito já existia bem antes de 1930!
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Em 1823, o até então desconhecido professor americano Clement Clarke Moore conseguiu que um poema seu, chamado The Night Before Christmas, fosse publicado – anonimamente – num jornal e, a partir de então, seu texto se tornou uma dos maiores símbolos do Natal. Principalmente na América do Norte.
É claro que há muita controvérsia em relação à verdadeira autoria do tal poema, mas esse texto foi a primeira descrição de um velhinho bochechudo que vinha em um trenó e entrava nas casas pela chaminé. Antes disso, o Papai Noel era descrito de várias formas: Elfo, espírito, duende, santo, etc.
O Bom Velhinho, que também pune as crianças que não se comportaram durante o ano, foi ganhando novas características até que 40 anos mais tarde – em 1863 – o cartunista americano Thomas Nast criou a imagem do Noel quase igual à que conhecemos hoje. Seu trabalho foi parar na capa da revista Harper’s Weekly.

Ah! Thomas Nast também foi o criador da parte da lenda do Papai Noel morar lá no Pólo Norte!
Vários artistas foram recriando e redesenhando esse símbolo do Natal com o passar dos anos. Cada um, dando seu toque pessoal ao Papai Noel. Em 1905, Carl Stetson Crawford ilustrou o volume XXXIII do livro 2 chamado St. Nicholas for Young Folks.

Em 1930, quando o mito do senhor bondoso que entrega presentes em todas as casas do mundo na noite de Natal já estava enraizado no imaginário popular dos americanos, a Coca-Cola Company contratou o ilustrador Haddon “Sunny” Sundblom para criar sua campanha de Natal daquele ano.

Tempos depois, muita gente acabou afirmando e acreditando que a fábrica de refrigerantes foi a criadora do Papai Noel “moderno”. Há relatos afirmando que as roupas do Santa Claus eram verdes e tiveram suas cores mudadas para o vermelho para se adequar às cores da Coca-Cola.
Acontece que o Bom Velhinho já usava vermelho muitos e muitos anos antes.
Aliás, A Coca-Cola não foi a primeira a usar o senhor Noel para ajudar a vender suas deliciosas bebidas! A White Rock Beverages usou Papai Noel para vender sua água mineral em 1915 Ginger Ale em 1923.

Mais imagens do Papai Noel
No site St. Nicholas Center há uma série de imagens mostrando a evolução do mito Papai Noel.

Conclusão
A Coca-Cola não foi a criadora do Papai Noel! Agora, se você quer saber se ele existe de verdade, não vai ser aqui no E-farsas que você vai encontrar a resposta!

Sites pesquisados
-The Night Before Christmas
-Clement Clarke Moore
-JipeMania – Várias campanhas de Natal da Coca-Cola
-St. Nicholas Center
-Papai Noel – Wikipédia
-Galo da Pan – Papai Noel foi criado pela Coca-Cola

Por que o Natal é comemorado no dia 25 de Dezembro?

http://pastoralfamiliarapodi.blogspot.com/2008/12/por-que-o-natal-comemorado-no-dia-25-de_8885.html

Jesus não nasceu no dia 25/12. A Bíblia não cita o dia em que Jesus nasceu, mas uma coisa é certa, há poucas possibilidades de ter sido nesta data, pois, na noite em que nasceu, conforme Lucas 2, 8, que “havia pastores no campo que velavam e guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite”, isto quer dizer que não era inverno na Palestina. Seria muito difícil para Maria grávida viajar durante esta época de muito frio. Muito provavelmente seria outono (setembro/outubro) ou primavera (abril/maio).

Existem registros que indicam que nos primeiros tempos da era cristã esta data era comemorada entre 25/3 e 20/4. Contudo, existem algumas versões para explicar a comemoração nesta data. Antigamente, o tempo era orientado pela lua e ciclos agrícolas. Com isso, o solstício do inverno (dia mais curto no hemisfério norte – 21/12) tinha certo grau de importância. Em diferentes culturas pagãs estas passagens dos solstícios eram comemoradas com festas e associadas ao deus do sol. Com base na adoração destes deuses era comemorado o dia “Sol Invictus”. Foi o imperador romano Aureliano, em 274 a.C., que definiu o dia 25 de dezembro.

Como – O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável em homenagem ao deus do povo greco-romano – Apolo. Ainda 400 anos mais tarde, na época do imperador romano Constantino esta festa era muito popular e celebrada. A fixação oficial desta data como nascimento de Jesus foi determinada pelo papa da época Júlio I no ano de 350 d.C. com o propósito de substituir esta festa do deus sol, pelo nascimento de Jesus o verdadeiro Sol da Justiça. O primeiro calendário de que se tem notícia que marca essa data é o de Filocalos no ano de 354 d.C. Como disse o sábio Angelus Silesius: “Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém, se não nasce dentro de ti, sua alma segue extraviada”.

Por Samuel Scheffler

 

O porquê do Natal ser comemorado no dia 25 de dezembro

Natalis solis invicti: com este nome, o Imperador de Roma, Aureliano oficializava a tradicional comemoração do sol nascente e invencível. Todos os anos, no dia 25 de dezembro, sucedia algo de muito curioso… Devido à inclinação natural do planeta, no hemisfério norte transcorria o dia mais curto e, consequentemente, a noite mais prolongada do ano. O paganismo dos romanos atribuía a esse fato o significado de ser uma ameaça dos deuses, pois notavam, ao longo das estações, a progressiva diminuição das horas solares, até chegar no clímax que se dava nessa ocasião. Amedrontados, ofertavam-lhes desagravos e, por meio de prolongados rituais e celebrações, julgavam atrair o beneplácito dos deuses, evitando assim o desaparecimento da luz.

Com o advento do Cristianismo, os romanos recém-convertidos guardavam saudades das festas realizadas por ocasião do Natalis Solis Invicti. Por esta razão, a Santa Igreja encontrou um sapiencial meio de direcionar para o bem essa arraigada tradição: comemorar, nesse mesmo dia, o nascimento do “Sol da Justiça que traz a salvação em seus raios” (Ml 3, 20). E apoiada em passagens da Sagrada Escritura, nas quais o Messias é apresentado como a “Luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32) (cf. Jo 1, 9), empreendeu a cristianização desse velho costume pagão. Um antiquíssimo mosaico do século III, encontrado na cripta vaticana e conhecido como o Mausoléu dos Iulii, conjuga grandiosamente as imagens de Cristo e do Sol, sobre uma carruagem triunfante.

Com base nisto, atribui-se ao Imperador Constantino, construtor da Basílica Vaticana, ser um dos primeiros a instituir, nessa data, a celebração do Natal. O primeiro calendário a constatar esse fato foi editado por um personagem conhecido como Filocalos (354). Contudo, a declaração oficial da Santa Igreja foi proferida pelo Papa Júlio I (337-352).

Como ensina a Doutrina Católica, as festas do ano litúrgico nos fazem participar das mesmas graças dispensadas por Deus no próprio episódio comemorado. Tendo, pois, a Cátedra infalível de Pedro ligado essa determinação na terra, foi ligada também no Céu (cf. Mt 16, 19), atraindo desta maneira bênçãos copiosíssimas para o dia 25 de Dezembro, Natal do Senhor!

Sebastián Correa Velásquez  
Fonte: http://www.gaudiumpress.org/view/show/22352

Papa: ter o rosto da alegria de ser perdoados, o pessimismo não é cristão

Na homilia da missa de quinta-feira (21/12), Francisco falou da verdadeira alegria, que brota do fato de sermos perdoados. É preciso ter o rosto desta felicidade, não de “vigília fúnebre”, disse o Papa.

Cidade do Vaticano
http://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2017-12/papa–ter-o-rosto-da-alegria-de-ser-perdoados.html

Ter um rosto de pessoas redimidas, perdoadas, não de “vigília fúnebre”. Esta foi a reflexão que guiou a homilia do Papa Francisco na manhã desta quinta-feira, na capela da Casa Santa Marta.

Seja a Primeira Leitura, seja o Evangelho, falam da alegria profunda que vem de dentro, fruto do perdão dos pecados e da proximidade do Senhor. Não da alegria de uma festa.

A alegria nasce de ser perdoados

Três são os aspectos dessa alegria identificada pelo Papa. Antes de tudo, se trata de uma alegria que nasce do perdão: “Esta é a raiz própria da alegria cristã”. Basta pensar na alegria de um prisioneiro quando lhe vem comutada a pena ou aos doentes, aos paralíticos curados no Evangelho. É preciso, portanto, estar conscientes da redenção que Jesus nos trouxe:

Um filósofo criticava os cristãos, ele se dizia agnóstico ou ateu, não me lembro, mas criticava os cristãos e dizia isso: “Mas esses – os cristãos – dizem ter um Redentor; eu acreditarei, acreditarei no Redentor quando tiverem o rosto de redimidos, alegres por serem redimidos”. Mas se você tem o rosto de vigília fúnebre, como posso acreditar que você é um redimido, que os seus pecados foram perdoados? Este é o primeiro ponto, a primeira mensagem da liturgia de hoje: você é um perdoado, cada um de nós é um perdoado.

“Deus é o Deus do perdão”, disse o Papa, exortando, portanto, a receber este perdão e a ir avante com alegria, porque o Senhor perdoará depois também as coisas que, por fraqueza, todos fazemos.

Alegria, porque o Senhor caminha conosco

O segundo convite é o de ser alegres, mesmo porque o Senhor “caminha conosco” desde o momento em que chamou Abraão. “Está no meio de nós”, em nossas provações, dificuldades, alegrias, em tudo. Francisco pediu para que durante o dia dirijamos “alguma palavra ao Senhor que está conosco”, em nossa vida.

O terceiro aspecto é o não deixar “cair os braços” diante das desgraças:

O pessimismo da vida não é cristão

O pessimismo da vida não é cristão. Nasce de uma raiz que não sabe que foi perdoada, nasce de uma raiz que nunca sentiu o carinho de Deus. O Evangelho, podemos dizer, nos mostra esta alegria: “Maria levantou-se alegre e foi rapidamente”. A alegria nos leva rapidamente, sempre, porque a graça do Espírito Santo não conhece lentidão, não conhece. O Espírito Santo sempre vai apressado, sempre nos impele a ir adiante, adiante como o vento no barco à vela.

Em síntese, trata-se de uma alegria que faz o menino exultar no ventre de Isabel no encontro com Maria:

Esta é a alegria que a Igreja nos diz: por favor, sejamos cristãos alegres, façamos todo esforço para mostrar que nós acreditamos que fomos redimidos, que o Senhor nos perdoou tudo e se cometermos algum erro, Ele nos perdoará porque é o Deus do perdão, é o Senhor no meio de nós e que não deixará cair os nossos braços. Esta é a mensagem de hoje: Levanta-te. Aquele levanta-te de Jesus, aos doentes: Levante, vá, grite de alegria, alegre-se, exulte e aclame de todo coração.

Audiência: Papa explica os ritos introdutórios da Missa

Na catequese, Francisco deu prosseguimento ao ciclo sobre a celebração eucarística e explicou a importância dos ritos introdutórios.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano
http://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2017-12/audiencia–papa-explica-os-ritos-introdutorios-da-missa.html

O Papa Francisco conduziu a Audiência Geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI em clima natalino.

Dando prosseguimento ao ciclo sobre a eucaristia, em sua catequese o Pontífice recordou as duas partes que compõem a missa: a liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística. Para explicar melhor cada uma delas, nesta ocasião explicou os ritos introdutórios: a entrada, a saudação, o ato penitencial, o Kyrie eleison, o Glória e a oração chamada Coleta, das intenções de todo o povo de Deus.

“A finalidade destes ritos introdutórios é fazer com que os fiéis congregados formem comunidade e se disponham a escutar com fé a Palavra de Deus e a celebrar dignamente a Eucaristia”, afirmou o Papa.

“Não é um bom hábito ficar olhando o relógio, ‘ainda estou em tempo’, o cálculo. Com o sinal da cruz, com esses ritos, começamos a adorar a Deus, por isso é importante não chegar atrasado, mas sim com antecedência, para preparar o coração a este rito. ”

Na procissão de entrada, o celebrante chega ao presbitério, saúda o altar com uma inclinação e, em sinal de veneração, beija-o e incensa-o, porque o altar é sinal de Cristo, que, oferecendo o seu corpo na cruz, tornou-Se altar, vítima e sacerdote. “Quando olhamos o altar, vemos onde Cristo está. O altar é Cristo”, explicou.

Em seguida, o sacerdote e restantes membros da assembleia fazem o sinal da cruz: com este sinal, não só recordamos o nosso Batismo, mas afirmamos também que a oração litúrgica se realiza ‘em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, desenrola-se no espaço da Santíssima Trindade, que é espaço de comunhão infinita; toda a oração tem como origem e fim o amor de Deus Uno e Trino que se manifestou e nos foi doado na Cruz de Cristo.

E mais uma vez Francisco pediu aos pais e aos avós que ensinem bem as crianças a fazer o sinal da cruz.

Depois o sacerdote dirige a saudação litúrgica à assembleia: “O Senhor esteja convosco!”. ‘Ele está no meio de nós’: responde-lhe o povo de Deus. Assim se expressa a fé comum e o mútuo desejo de estar com o Senhor e viver em união com toda a comunidade.

“Estamos no início da missa e devemos pensar no significado de todos esses gestos e palavras. Estamos entrando numa ‘sinfonia’, na qual ressoam várias tonalidades de vozes, inclusive momentos de silêncio, com a finalidade de criar o ‘acordo’ entre todos os participantes, isto é, de se reconhecer animados por um único Espírito e para um mesmo fim.”

Esta sinfonia apresenta logo um momento tocante, que é o ato penitencial, isto é, o momento de reconhecer os próprios pecados. “Todos somos pecadores. Talvez alguns de vocês não”, brincou o Papa com fiéis, pedindo que o “não pecador” levantasse a mão para ser reconhecido pela multidão. “Vocês têm uma boa fé”, disse Francisco, já que ninguém se manifestou.

“Não se trata somente de pensar nos pecados cometidos, mas é muito mais: é o convite a confessar-se pecadores diante de Deus e dos irmãos, com humildade e sinceridade, como o publicano no templo”, concluiu o Papa, acrescentando que devido à sua importância, a próxima catequese será dedicada justamente ao ato penitencial.

Esperando o Menino!

A vida e as circunstâncias se replicam e se repetem. As famílias esperam por dias melhores, os filhos esperam as férias e o dia de passear na casa da vovó, as empresas esperam que os governantes sejam mais objetivos e transparentes, a sociedade espera um funcionamento melhor do sistema de saúde e da segurança, o comércio espera vender bastante na época de Natal, esperas, esperanças.
E a grande esperança? Aquela que sempre nos redime e nos regenera. Aquela que sempre nos oportuniza uma nova chance, começar novamente, rever o que foi feito de certo e o que não esteve tão certo assim?
O Natal verdadeiramente cristão, não passa por passeios, por grandes festas, saraus e banquetes.
Cristo nasceu tão pobrezinho, que seu espaço de acolhida à vida, foi uma pacata, singela e mansa estrebaria. Sem fogos de artifício, sem comilança, escondido para que os homens maus não o pudessem encontrar. Como testemunhas: vacas, burros, carneiros, feno, estrelas e tudo mais que faz parte de uma estrebaria.
E ali, sua Mãe Lhe esperava. E Ele veio: pacato, manso, pobre, faminto e divino. O Rei dos homens nasceu em Belém.
E, como todos os anos, estamos tendo novamente a oportunidade de relembrar este lindo, magnífico e único episódio da história Cristã. Deus se fez homem e habitou entre os homens. Sentiu fome, sentiu frio, teve dor – e como teve dor – teve mãe, a mais bela e maravilhosa Mãe, teve sentimentos humanos, cresceu e caminhou no deserto e deixou esta tremenda e esplendorosa mensagem de amor: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”.
Os jovens do CLJ e do Onda, vivenciando este espírito natalino verdadeiro, estiveram no dia 18 de dezembro, na Paróquia da Piedade, montando o cenário para relembrar o fato principal e único deste momento: o nascimento de Cristo.
Pinheirinhos, personagens, espaço lúdico, bolas e enfeites de Natal, servem somente para lembrar a nós mesmos, que Jesus nasceu e nasce todos os dias em nossos corações, nas nossas famílias, na nossa Igreja, no nosso trabalho, em nossas relações. O grande fato que realmente deve ser comemorado – Nasceu Jesus, o Rei Menino, o Salvador, O Redentor e Deus Homem!

Feliz Natal 2017!

Papa: José é exemplo de homem que assume a paternidade e o mistério de Deus

Francisco começou a semana celebrando a missa na Capela da Casa Santa Marta. O Papa inspirou sua homilia no trecho do Evangelho de Mateus para ressaltar que José assumiu para si a responsabilidade da paternidade de Jesus.
http://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2017-12/papa–jose-e-exemplo-de-homem-que-assume-a-paternidade-e-o-miste.html

Nos problemas, nas angústias, nas obscuridades, aprendamos com São José, que sabe “como caminhar na escuridão”, que sabe “como se ouve a voz de Deus”, “como se vai avante em silêncio.

Palavras do Papa Francisco na missa desta manhã na Casa Santa Marta, comentando o Evangelho do dia, extraído do Evangelho de Mateus, em que se explica que Jesus nascerá de Maria, esposa de José, filho de Davi.

José acreditou e obedeceu

O Pontífice falou da emoção de José, quando começaram as ser visíveis os sinais da gravidez de Maria: fala das dúvidas daquele homem, da sua dor, do seu sofrimento, enquanto todos a sua volta começavam a murmurar, “os fofoqueiros da cidade”.

Ele “não sabia”, mas sabia que Maria era “uma mulher de Deus”: decidiu assim “deixá-la em silêncio”, não acusando-a “publicamente”, até que que o Senhor interviesse, com um anjo no sonho, que lhe explicou que a criança “nela gerada” vinha do Espírito Santo. E assim “acreditou e obedeceu”.

José lutava dentro; naquela luta, a voz de Deus: “Mas levante-te – aquele levante-te’, muitas vezes, no início de uma missão, na Bíblia: ‘Levanta-te!’ – pegue Maria, leve para a sua casa. Assuma a situação: pegue pela mão e vai em frente”. José não foi ter com os amigos para se confortar, não foi ao psiquiatra para que interpretasse o sonho… não: acreditou. Foi avante. Assumiu a situação. Mas o que José tinha que assumir? Qual era a situação? De duas coisas. Da paternidade e do mistério.

Assumiu a paternidade

José, acrescentou o Papa, teve então que assumir a paternidade. E isso já se intuía na “genealogia de Jesus”, em que se explica como “se pensava que fosse o filho de José”:

Ele assumiu uma paternidade que não era sua: era [vinha] do Pai. E levou avante a paternidade com aquilo que significa: não só apoiar Maria e a criança, mas também fazê-lo crescer, ensinar-lhe a profissão, acompanha-lo à maturidade de homem. “Assuma a paternidade que não è tua, è de Deus”. E isso sem dizer uma palavra. No Evangelho, não tem uma só palavra dita sobre José. O homem do silêncio, da obediência silenciosa.

Assumiu o mistério de reconduzir o povo a Deus

É também o homem que “assumiu” o mistério: como explicado na primeira Leitura, é o mistério de “reconduzir o povo a Deus”, o mistério “da re-Criação” que, como diz a Liturgia, é “mais maravilhosa do que a Criação”.

José assume este mistério e ajuda: com o seu silêncio, com o seu trabalho até o momento que Deus o chama para si. Deste homem que assumiu a paternidade e do mistério, se diz que [é] sombra do Pai: a sombra de Deus Pai. E se Jesus homem aprendeu a dizer “papai”, “pai”, ao seu Pai que conhecia como Deus, aprendeu isso da vida, do testemunho de José: o homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva avante toda paternidade e todo mistério, mas não pega nada para si.

Este, concluiu Francisco, é o “grande José”, do qual Deus precisava para levar avante “o mistério de re-conduzir o povo rumo à nova Criação”.

O Natal da Pastoral da Criança

Que nenhuma criança de zero a seis anos de idade, lute pela vida: sem assistência, carinho, atenção, alimentação e cuidados com a saúde, e sem o alívio da Palavra de Deus.

Neste dia 16 de dezembro de 2017, a Pastoral da Criança da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, ocupou o Salão de Festas da comunidade, e seguiu com sua silenciosa missão – valorizar a vida, proteger as crianças mais necessitadas e ainda, a maior missão do católico, mostrar Jesus e toda sua grandiosa obra para esses filhinhos carentes.
Essas crianças, muitas vezes, não têm a oportunidade de conhecer outra perspectiva de vida, de onde viemos, o que somos e para onde vamos.
Padre Ronaldo, mostrou seu bonito lado humanitário e sentado ao chão junto às crianças, conversou e colocou um pouquinho do real significado do Natal Cristão.
A Pastoral da Criança, composta por voluntárias abnegadas que muitas vezes trocam seus momentos de folga e lazer para servir os irmãos, tenta preencher ao menos as necessidades básicas das famílias atendidas. Como a base de tudo é a família, Jesus teve a sua e mesmo José e Maria em determinado momento também precisaram de apoio de alguém. Assim, cabe à Pastoral da Criança, cuidar, estruturar e prover meios às nossas crianças mais pobrezinhas, para que talvez tenham uma chance ao menos de vencer os primeiros obstáculos desta corrida e quem sabe, Deus queira assim, tornarem-se um dia novos profetas e missionários, mensageiros da Palavra Divina.
Um feliz, abençoado, festejado e alimentado Natal a todos os que mais precisam, em especial as crianças de zero a seis anos de idade de nossas vilas e cidades.

Papa: “Alegria, oração e gratidão” para viver o Natal de modo autêntico

Ao indicar os três comportamentos que devemos ter para viver de forma autêntica o Natal, Francisco ressaltou que com a oração, “podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria’.

Cidade do Vaticano

“Alegria, oração e gratidão” são os três comportamentos indicados pelo Papa Francisco no Angelus deste terceiro Domingo do Advento para nos prepararmos bem para viver o Natal de modo autêntico. Eis sua alocução na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

(Papa é interrompido pelas felicitações e com o canto do Parabéns).

Muito obrigado! Muito obrigado!

Nos últimos domingos, a liturgia sublinhou o que significa assumir uma postura de vigilância e o que comporta concretamente preparar o caminho do Senhor.

Neste terceiro domingo do Advento, chamado de “domingo da alegria”, a liturgia nos convida a colher o espírito com que tudo isto acontece, isto é, a alegria.

São Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três comportamentos. Ouçam bem: três comportamentos. Primeiro, a alegria constante; segundo, oração perseverante; terceiro, a contínua ação de graças. Alegria constante, oração perseverante e contínua ação de graças.

O primeiro comportamento, alegria constante: “Vivei sempre contentes”, diz São Paulo. Vale dizer, permanecer sempre na alegria, mesmo quando as coisas não acontecem segundo os nossos desejos, mas existe aquela alegria profunda que é a paz: a alegria, também, é dentro. E a paz é uma alegria no nível do solo, mas é uma alegria.

As angústias, as dificuldades e os sofrimentos atravessam a vida de cada um, todos nós as conhecemos; e tantas vezes a realidade que nos circunda parece ser inóspita e árida, semelhante a um deserto no qual ecoava a voz de João Batista, como recorda o Evangelho de hoje.

Mas precisamente as palavras de Batista revelam que a nossa alegria se baseia em uma certeza de que este deserto é habitado: “mas no meio de vocês – diz – está quem vós não conheceis”.

Trata-se de Jesus, o enviado do Pai que vem, como sublinha Isaías: “a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graças da parte do Senhor’.

Estas palavras, que Jesus fará suas no discurso no discurso na sinagoga de Nazaré, esclarecem que a sua missão no mundo consiste na libertação do pecado e das escravidões pessoais e sociais que ele produz. Ele veio à terra para restituir aos homens a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, que somente Ele pode comunicar.

A alegria que caracteriza a espera do Messias baseia-se na oração perseverante: esta é este segundo comportamento: São Paulo diz: “rezai incessantemente”, diz Paulo.

Por meio da oração, podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria.

A alegria do cristão não se compra: não pode ser comprada; vem da fé e do encontro com Jesus Cristo, razão de nossa felicidade. E quanto mais estivermos arraigados em Cristo, quanto mais estivermos próximos à Jesus, tanto mais encontraremos a serenidade interior, mesmo em meio às contradições cotidianas.

Por isto o cristão, tendo encontrado Jesus, não pode ser um profeta do infortúnio, mas uma testemunha e um arauto da alegria. Uma alegria a ser compartilhada com os outros; uma alegria contagiosa que torna menos cansativo o caminho da vida.

O terceiro comportamento indicado por Paulo é a contínua ação de graças, ou seja, o amor agradecido a Deus. Ele, de fato, é muito generoso conosco, e nós somos enviados a reconhecer sempre seus benefícios, o seu amor misericordioso, a sua paciência e bondade, vivendo assim em um incessante agradecimento.

Alegria, oração e gratidão são três comportamentos que nos preparam a viver o Natal de modo autêntico. Alegria, oração e gratidão. Digamos todos juntos: alegria, oração e gratidão. Mais uma vez: alegria… (continuam: oração e gratidão). Mais forte: (respondem: alegria, oração e gratidão).

Neste último período do tempo do Advento, confiemos nossa vida à materna intercessão da Virgem Maria. Ela é “causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele.

Natal sem Jesus é uma festa vazia, disse o Papa no Angelus

Ao saudar as crianças que foram à Praça São Pedro para a bênção dos “Bambinelli”, chamou a atenção do Papa uma faixa entre a multidão que dizia: “o Oratório é precisamente para cada um de nós, sempre há um lugar para ti”. E é importante que sempre exista um lugar para o Menino Jesus, ressaltou Francisco.

Cidade do Vaticano

No terceiro Domingo do Advento, tradicionalmente crianças romanas – numa iniciativa do Centro Oratórios Romanos – levam até a Praça São Pedro os “Bambinelli”, ou seja, o Menino Jesus que será colocado no Presépio em suas casas, para receber a bênção do Papa.

Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, Francisco saudou com afeto as crianças, convidando-as a deixarem-se atrair pela ternura do Menino Jesus quando rezarem diante do Presépio, alertando que sem Jesus, o Natal é uma festa vazia.

“Quando rezarem em casa, diante do Presépio com os familiares de vocês, deixem-se atrair pela ternura do Menino Jesus, nascido pobre e frágil em meio a nós, para nos dar o seu amor. Este é o verdadeiro Natal. Se tirarmos Jesus, o que permanece do Natal? Uma festa vazia. Não tirem Jesus do Natal: Jesus é o centro do Natal, Jesus é o verdadeiro Natal, Jesus é o verdadeiro Natal, entenderam?”

Keep calm and Papai Noel não existe!

Não vamos estragar a vida dos nossos filhos se desmitificarmos a magia do Natal, mas sim se os deixarmos crescer sem esperança e sem Deus
Por Robert Cheaib

ROMA, 24 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – O artigo seguinte foi publicado originalmente na edição árabe de ZENIT como resposta a algumas perguntas de leitores. A resposta é bem-humorada, mas aborda “a séria questão da fé em Cristo”.
Um leitor nos perguntou: “Vou estragar a infância do meu filho se contar a ele que o Papai Noel não existe?”.
A resposta para esta pergunta não requer uma especialização em teologia, como vocês podem imaginar. Mas vale a pena respondê-la para refletirmos melhor sobre o significado do santo Natal, questionar alguns escrúpulos infundados e salvaguardar o que é essencial.
A minha resposta é sim, revelar que o Papai Noel não existe vai estragar a magia da infância dos seus filhos. Mas só se o Natal, para eles, for apenas uma questão de presentes e de contos e lendas. Vai estragar a infância dos seus filhos se o Papai Noel for “o único mediador” do afeto em família, o único elemento de surpresa e a única novidade que encerra o ano. Vai estragar a infância dos seus filhos se eles foram criados com a ideia de um deus carrasco, inquisidor, inspetor, que tudo vê (ou pior, que só vê os pecados). Um Jesus que vem castigar você de noite, etc. Neste caso, se você matar o “Bom Velhinho”, vai arruinar o último totem do Natal dos seus filhos.
Já se você quiser abrir para eles um “caminho melhor”, a minha resposta é não, absolutamente não vai estragar a infância dos seus filhos se contar a eles que o Papai Noel não existe. Vamos imaginar um cenário alternativo: você pode conversar com eles, numa linguagem simples, compreensível e atraente, sobre a beleza de um Deus que amou tanto o mundo, mas tanto, que nos deu de presente não somente todas as coisas, mas também o nosso próprio ser e, acima de tudo, deu a Si mesmo como presente para nós! Nesta conversa, os evangelhos da infância são uma leitura extraordinária para fazer à noite com os filhos.
Há uma imensa magia em contar a verdade sobre o Amor e sobre a sua gratuidade, que não é um mito surreal, mas a “verdade do mundo” e o “coração do mundo”. Este é “o amor que move o sol e as outras estrelas”.
E por que não explicar aos filhos que os presentes colocados embaixo da árvore são um símbolo minúsculo do grande presente de Deus para a humanidade, o seu próprio Filho, Jesus Cristo?
Por que não explicar que, apesar da crise, os pais, tios e tias, avôs e avós se prodigalizam para dar presentes não tanto pelos presentes em si, mas porque aprendemos de Jesus que há mais alegria em dar do que em receber e porque a fé nos ensina a beleza de estar juntos sob o mesmo teto?
Por que não ajudar a entender que o Papai Noel é um conto útil para nos lembrar de uma realidade muito mais bonita do que a ficção, a dos santos (neste caso, São Nicolau), que abrem os corações à generosidade para com o próximo, porque eles foram visitados e tocados pelo amor de Jesus, que nos amou primeiro?
O santo bispo Nicolau amava as crianças gratuitamente, não como o Papai Noel do meu bairro, que anunciava num cartaz: “Agende no parque da cidade a distribuição dos seus presentes com o Papai Noel!”. E completava, em letras menores: “A partir de 3 euros por presente”.
Você não vai estragar a infância dos seus filhos se, no lugar do bonachão desconhecido e imaginário, sintonizar a imagem de Deus e a imagem do Menino do presépio, eliminando aquela imagem de Deus como o Grande Inquisidor. Lembre-se: quem vê Jesus, vê o Pai. E falar dessa Criança é usar a melhor palavra para apresentar Deus, que é a Palavra.
Você não vai estragar o Natal se ajudar os seus filhos a terem os sentimentos de uma Teresa de Lisieux, que, antes de se reunir com o Amor na eternidade, escreveu: “Não posso temer um Deus que se tornou tão pequeno por mim… Eu o amo… porque ele é o próprio amor e ternura”.
O caso do Papai Noel é uma questão muito pessoal.
No ano passado, eu estava com meu filho de três anos fazendo compras de última hora para o Natal. O pequenino percebeu que havia muitos Papais Noéis por aí, de vários tamanhos e em vários estágios de dieta. Ele próprio ficou em dúvida. Foi uma boa oportunidade de explicar a ele as várias coisas que mencionei acima… E até agora eu não senti a necessidade de mandá-lo para o psicólogo.
Você não vai estragar a vida dos seus filhos se desmitificar o Papai Noel. Não são os mitos que nos dão a vida, a alegria e a serenidade. Vamos estragar a vida dos nossos filhos se os deixarmos viver sem amor, crescerem como se Deus não existisse, como se Cristo fosse apenas um acessório da sua própria festa de nascimento. Vamos estragar a vida dos nossos filhos se eles crescerem sem esperança e sem Deus neste mundo.
Um canto religioso libanês termina assim: “Sem você, a minha felicidade não é plena. Sem você, a minha mesa está vazia”. O Pão do Céu, nascido na “Casa do Pão” (que é o significado literal da palavra “Belém”), é o centro e o sentido da festa. Sem ele, os “acompanhamentos” não saciam. Ele é o desejo de todos os nossos desejos. Percebemos a sua importância nestas palavras transbordantes de desejo de Isaías, 9: “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; sobre os que habitavam na terra da escuridão, uma luz começou a brilhar. Multiplicaste a alegria, aumentaste a felicidade. Alegram-se diante de ti como se alegram nas colheitas (…) Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado (…), o príncipe da paz”.

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