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Existe um “projeto diabólico” para destruir a família, adverte autoridade vaticana

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Imagem referencial / Foto: Pixabay (Domínio Público)

Vaticano, 30 Jul. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, denunciou que atualmente existe “um projeto diabólico” para combater a família.

Na Missa celebrada em 27 de julho, na paróquia de Sant’Ana, no Vaticano, por ocasião da Festa de São Joaquim e Sant’Ana, o Cardeal Comastri afirmou que há “um projeto diabólico para combater a família e, definitivamente, para o combater o desejo de Deus”.

Afirmou que este mal atual “presume entender mais a Deus, porque combater a família significa isso, estar a serviço do demônio”.

“Parece-me decisivo sublinhar que nós não inventamos a família. Deus inventou a família. A família é um projeto de Deus. O Senhor criou o homem e a mulher para ser o berço da vida e depois se tornar lugar onde as crianças possam crescer e aprender o alfabeto da vida. Devemos estar cegos para não ver isso”, assinalou o Purpurado.

Recordou que o projeto diabólico contra a família também foi denunciado pelo poeta italiano Eugenio Montale, em 1970, quando se recordou em Milão os 25 anos do lançamento da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Cardeal Comastri lembrou que Montale disse que “é justo recordar aquele momento dramático com a esperança de que isso nunca mais se repita. Mas me sinto na consciência e no dever de avisar que está explodindo a bomba atômica da família e que talvez tenha mais vítimas e feridos do que na explosão em Hiroshima e Nagasaki. E a bomba está sendo colocada na mídia, apresentando falsos modelos de vida”.

O Purpurado advertiu que atualmente esses “falsos modelos estão desorientando os jovens” e convidou a refletir as palavras da Virgem Maria quando respondeu ao anjo depois de receber o anúncio de que seria a Mãe de Jesus.

“Maria, através do anjo, recebe o chamado a uma missão que deixaria qualquer pessoa tremendo e a resposta de Nossa Senhora é maravilhosa, de disponibilidade plena”, manifestou.

Esta resposta da Virgem “tem suas raízes no ambiente espiritual da família, na educação e no exemplo dos seus pais. Nas famílias piedosas de Israel, rezavam e meditavam os salmos todos os dias”, afirmou.

Acrescentou que o Magnificat, quando Maria encontra a sua prima Isabel, nasce da meditação familiar do amor de Deus.

“O Magnificat é uma leitura da história na qual domina a certeza de que os humildes serão os vitoriosos. A vida é uma guerra, uma luta. Quem vencerá? Vencerão os humildes, os bons, os puros, os misericordiosos. Maria diz isso no Magnificat, porque tem certeza de que Deus tem a última palavra”, assinalou.

Do mesmo modo, o Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano comentou que Madre Teresa disse que, “há algum tempo, na família se aprendia sobre a generosidade, o altruísmo. Hoje se fortalece o egoísmo dos filhos e se colhe frutos amargos”.

O Cardeal Comastri concluiu a sua homilia perguntando: “O que as crianças respiram em casa? Quais sinais são dados às crianças?”.

“A vida é uma viagem, necessita-se de sinalização ao caminhar. Comprometamo-nos a levar à família um clima de fé convencida para que as crianças, ao olharem para os seus pais, possam entender qual é a sinalização correta”, afirmou.

Pediatra orienta pais na formação da identidade sexual dos filhos

Jéssica Marçal / Da Redação / Wesley Almeida /Portal CN

O pediatra Christian Snake acompanhado pela coordenadora do Centro de Formação ‘Famílias Novas’, Fabiana Azambuja, durante coletiva de imprensa

A educação dos filhos hoje em dia é assunto que ainda causa dúvida em muitos pais. Como ser pai e mãe nos dias de hoje? Uma das abordagens do evento é a formação da identidade sexual dos filhos.

A proposta, de acordo com a coordenadora do Centro de Formação ‘Famílias Novas’, Fabiana Azambuja, é tentar levar aos pais algumas dicas sobre a criação dos filhos. “Ser pais é uma profissão que não tem escola, mas nós podemos ter pistas para sermos melhores pais, melhores mães. Acreditamos que, assim, construiremos uma sociedade melhor”.

Em coletiva de imprensa, um dos convidados para o evento, o pediatra chileno Christian Snake, que é especialista em bioética, destacou a preocupação com bens materiais como um dos problemas que mais afetam as famílias e prejudicam o diálogo entre seus membros. “Isso faz com que os pais deixem de lado a preocupação com a aproximação e busca de valores espirituais e de intimidade com seus filhos”.

Formação da identidade sexual

Pai e mãe atuam na formação da identidade sexual de seus filhos, mas Dr. Shnake revelou que cada um tem um papel específico nesse processo. O pediatra explicou que a mãe tem uma proximidade muito maior com a criança, em especial na primeira etapa da infância, o que é natural. Desde a amamentação, a mãe transmite à criança que a sexualidade é algo natural e normal da pessoa.

À medida que a criança vai crescendo, entra em ação o papel do pai que é de alguma forma, romper um pouco essa união tão forte com a mãe. “Esse processo, que significa cortar de novo o cordão umbilical, vai permitir à criança projetar-se para o mundo”, revelou o médico chileno, dizendo que, com isso, a criança vai conseguir afirmar sua identidade.

Transtornos de identidade

De acordo com o especialista chileno, o mais importante é os pais prevenirem possíveis transtornos no desenvolvimento da identidade sexual de seus filhos, processo em que se faz necessária a presença dos pais junto à criança. “Os pais devem ter a capacidade de acolher seus filhos como eles são, com suas características pessoais, apoiá-los e fortalecê-los e não rejeitá-los por serem diferentes daquilo que eles esperavam”, orientou.

O médico destacou a ausência do pai como uma das causas dos problemas na área da identidade sexual, tendo em vista o importante papel desempenhado pela figura paterna.

“Muitas crianças estão sendo criadas sem o pai. Nessas situações, é necessária a ajuda de um psicólogo cristão que entenda que não é normal nem natural que se possa desenvolver uma identidade sexual em que se projeta uma atração pelo mesmo sexo. Que entenda que essa atração pelo mesmo sexo é a conseqüência de uma falta de identidade sexual da criança”.

Quanto à aproximação entre pais e filhos nesse diálogo sobre identidade sexual, o pediatra recomendou que se instruam os pais a terem princípios e saberem da importância de sua proximidade com os filhos. “Parece que à medida que as crianças vão crescendo, os pais acreditam que não precisam abraçá-los e os filhos precisam ser abraçados. Isso não os faz menos homens, muito pelo contrário”.

Avanços no pré-natal x aborto

Uma das palestras do dr. Snake durante o ‘Aprofundamento para Famílias’ refere-se aos avanços na medicina pré-natal. Tendo em vista a oposição entre medidas como estes avanços, que buscam maior segurança para o bebê, e outras que favorecem o aborto, o médico revelou que esta é uma das contradições que acontecem na ciência.

Ele citou dois valores considerados fundamentais na maioria das culturas: o respeito à vida e o respeito à autonomia, à liberdade. “Hoje em dia, estamos em um mundo extremamente liberal do ponto de vista filosófico, em que se prima pelo conceito de liberdade, à autonomia, inclusive acima do respeito à vida. Então temos liberdade sem responsabilidade e respeito à vida”.

O especialista em bioética finalizou dizendo que o homem poderá atuar corretamente se ordenar seus valores, colocando em primeiro lugar o respeito à vida e em segundo a liberdade subordinada a esse respeito.

Vaticano recorda proibição de espalhar cinzas cremadas

Orientação 

Terça-feira, 25 de outubro de 2016, Agência Ecclesia

Nova instrução sobre sepultamento e cremação sublinha importância de manter restos mortais nos cemitérios ou locais sagrados

A Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé) publicou nesta terça-feira, 25, uma instrução sobre sepultamento, recordando a proibição de espalhar as cinzas da cremação e a necessidade de conservá-las nos cemitérios ou locais sagrados.

“Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não seja permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar”, refere a instrução ‘Ad resurgendum cum Christo’, assinada pelo cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

A Igreja Católica deixa aos fiéis, desde 1963, a liberdade de escolher a cremação do seu próprio corpo, embora prefira “a antiga tradição cristã” do sepultamento.

“Mediante a sepultura dos corpos nos cemitérios, nas igrejas ou em lugares específicos para tal, a tradição cristã conservou a comunhão entre os vivos e os mortos e opõe-se à tendência a esconder ou privatizar o acontecimento da morte e o significado que ela tem para os cristãos”, explica a nota.

Cremação

Àqueles que tiverem optado pela cremação, concede-se a possibilidade de celebrarem as exéquias cristãs, evitando práticas como as de espalhar as cinzas ou conservá-las fora do cemitério ou de uma igreja.

O texto apresenta uma série de indicações sobre a conservação dos restos mortais, em caso de cremação, sublinhando que esta prática “não implica uma razão objetiva que negue a doutrina cristã sobre a imortalidade da alma e da ressurreição dos corpos”.

No documento sublinha-se que a Igreja Católica exclui ainda a conservação das cinzas cremadas “sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalheria ou em outros objetos”.

“No caso de o defunto ter claramente manifestado o desejo da cremação e a dispersão das mesmas na natureza por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas as exéquias, segundo o direito”, acrescenta a nota.

Salvo em “circunstâncias gravosas e excepcionais”, também não é consentida a conservação das cinzas em casa; mesmo nos casos em que isso aconteça, refere-se que as mesmas não devem ser divididas “entre os vários núcleos familiares”.

“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica”, insiste a Santa Sé.

Concepções errôneas

A nova instrução sustenta que as orientações agora divulgadas pretendem evitar o “risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã”, ou “práticas inconvenientes ou supersticiosas”.

A Santa Sé rejeita que a cremação possa servir para promover nos católicos concepções “errôneas” sobre a morte, como a do “aniquilamento definitivo”, a “fusão com a Mãe natureza”, uma “etapa no processo da reencarnação” ou a “libertação definitiva da ‘prisão’ do corpo”.

“Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne e deseja colocar em relevo a grande dignidade do corpo humano como parte integrante da pessoa da qual o corpo condivide a história”, pode ler-se.

Pílula do Dia Seguinte é abortiva, afirmam especialistas

Segunda-feira, 06 de maio de 2013, Kelen Galvan / Da Redação

A partir do momento em que um espermatozoide penetra o óvulo tem início o desenvolvimento embrionário

A pílula do dia seguinte é distribuída na Rede Pública de Saúde do país desde 2005, e atualmente, não há necessidade de receita médica para retirá-la. A proposta do Ministério de Saúde é evitar a gravidez indesejada e consequentemente o número de abortos.

Na cartilha que orienta os profissionais de saúde, o Ministério afirma que a pílula não é abortiva, e que simplesmente impediria a fecundação, por evitar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Entretanto, a fecundação pode ocorrer entre um a cinco dias após a relação sexual, estando a mulher em período fértil, e ali, nesse momento, começa a vida. “Como é apresentado em qualquer livro de biologia”, afirma a Doutora em Microbiologia pela UNIFESP, Dra. Lenise Garcia, também integrante da Comissão de Bioética da Arquidiocese de Brasília e da CNBB e presidente do Movimento Brasil Sem Aborto.

Segundo a especialista, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) tem começado a difundir a ideia de que o momento da concepção, ou seja, da gravidez, seria só após o “óvulo” ter se implantado no útero, o que leva cerca de seis a oito dias após a fecundação, e com base nesse argumento afimam que a pílula do dia seguinte não é abortiva. Contudo, nesse aspecto há equívocos, pois a cartilha chama de óvulo aquele que já é o embrião humano, ressalta Dra. Lenise. “A fecundação já é uma vida humana, original, se não fosse isso não haveria o que ‘implantar’. É uma incoerência do argumento”, afirma.

Com base nisso, os especialistas pró-vida alertam que a pílula é abortiva, pois como é utilizada até cinco dias depois da relação sexual, pode ocorrer do óvulo já ter sido fecundado e por consequência impedir que ele siga o percurso natural de implantação no útero.

“Com o óvulo fecundado começa uma nova vida, ainda minúscula, mas ali já tem o código genético de um novo ser humano. E nesse embriãozinho, o zigoto, está concentrada toda a potencialidade de desenvolvimento de um ser humano. Por isso que, a Igreja Católica acompanhando a opinião de grandes cientistas reconhece que ali já se trata de vida humana e que tomar uma pílula para expulsar aquele óvulo fecundado significa abortar”, esclarece o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini.

Além dessa preocupação, muitos médicos têm afirmado que a pílula é como “uma bomba hormonal”, que equivale a quase meia cartela dos anticoncepcionais comuns. “O que é distribuído em 25 dias será distribuído nas 72 horas após o ato sexual. É uma grande quantidade de hormônios que o corpo feminino recebe e logicamente terá efeitos colaterais”, explica o médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias.

Banalização das relações humanas

Outro aspecto abordado por Dom Antônio é o de que, na sociedade atual, as relações entre as pessoas estão ficando muito no âmbito superficial e, em alguns casos, apenas no âmbito físico, e se esquece que há outros valores que sustentam os relacionamentos humanos e a sociedade em geral.

“O valor do relacionamento do homem e da mulher que culmina numa relação sexual não é apenas um ato físico, um ato reprodutor, mas é um ato em que está envolvidos muitos valores que elevam o relacionamento do homem e da mulher, tais como fidelidade, carinho, amor verdadeiro, entrega, doação de um ao outro, o nascimento de uma criança que torna o homem e a mulher pais, que é o valor muito grande da paternidade e maternidade, a amizade, o autodomínio, a fortaleza, a lealdade e a  sinceridade do ato conjugal”, explicou Dom Antônio.

O bispo ainda alertou que ao facilitar essa “segurança” contra a gravidez, ajuda-se a destruir os relacionamentos humanos e a própria família, e com isso, os relacionamentos de amor, de gratuidade, deixando a sociedade à mercê da banalização dos relacionamentos.

“É isso que nos surpreende: que o Ministério da Saúde, com essa cartilha e essa distribuição gratuita e ágil da pilula do dia seguinte, pretenda tornar a sociedade humana banalizada e sem sentido de compromisso entre as pessoas”.

Quando viu o coração do seu filho bater no ventre…

… desistiu do aborto e agora conta sua história

WASHINGTON DC, 06 Nov. 15 / 04:26 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Quando fiquei grávida, não tinha ninguém”, recorda Claire Crawford, uma jovem mãe que mora em Misisipi (Estados Unidos) e que, apesar de todas as contrariedades, rejeitou o aborto quando tinha 18 anos de idade. Seu testemunho foi divulgado no blog da plataforma pró-vida americana ‘Estudantes pela Vida’ (Students for Life).

“Venho de uma família numerosa”, relata a jovem. “Meus pais cometeram erros, como todos, mas sempre me deram tudo o que necessitava. Inclusive, meu pai juntava um dinheiro para pagar a minha universidade, desde quando era um bebê. Cresci em uma boa vizinhança. Dirigia um automóvel bonito e frequentei uma boa escola”.

Apesar de tudo isto, lamenta, “quando fiquei grávida, não tinha ninguém. Fiz algumas escolhas antes de engravidar e estas me levaram a tal situação. Nem podia acreditar que de verdade estava grávida”.

Claire assinala: “O pai de meu filho e eu tivemos uma relação difícil e se tornou cada vez mais difícil. Mas ele era tudo o que tinha. Infelizmente nos separamos quando eu tinha aproximadamente 7 meses de gestação”.

Mas sua complicada situação não foi uma desculpa para acabar com a vida de seu bebê.

“Inclusive sem trabalho, automóvel e dinheiro, sabia que queria ter o meu bebê e ia trabalhar o quanto fosse possível para que isso pudesse acontecer. ‘Onde há força de vontade, há uma solução’ era minha frase favorita para dizer àqueles que me questionavam”, recorda.

Em sua gravidez, escreve Claire, “chorei amargamente durante muitos dias”, e inclusive houve ocasiões “nas quais pensava que deveria ter ou sofrer um aborto. Implorava a Deus que me ajudasse”.

Anja, uma estudante pró-vida com quem tinha uma grande amizade, levou Claire a um Center for Pregnancy Choices (CPC, centro pró-vida), onde fez uma ecografia gratuita. Nessa ocasião estava com 11 semanas e 6 dias de gestação.

“Vi o meu pequeno bebê. Escutei o seu coração bater. Fiquei alegre e nervosa, tentando controlar as minhas lágrimas, enquanto via meu pequeno bebê pular e dançar. Nesse momento foi quando decidi que ia fazer isto, custe o que custar”.

Mas as dificuldades não acabaram e em diversas ocasiões puseram à prova sua confiança em si mesma.

“Abandonei a universidade e perdi meus dois trabalhos quando tinha cinco meses de gravidez, ainda sem saber o que ia fazer ou como ia sustentar o meu bebê com apenas um dinheiro que economizava. Rezei a Deus a fim de que me iluminasse para fazer o que seria melhor para meu filho”.

Em seguida, Claire confessou: “Estou envergonhada de admiti-lo agora, mas vou ser franca. Havia momentos nos quais desejava ter abortado o meu bebê”. Entretanto, recorda, sua amiga Anja estava aí para ajudá-la no que precisasse.

Com 16 semanas de gestação, Claire contou para sua mãe que estava esperando um bebê. A notícia revitalizou a relação e ela pôde voltar para sua casa para comemorar seus 18 anos, quando estava com 8 meses de gravidez

“Minha mamãe comprou para Taylan suas primeiras mantas, babadores, pijamas, etc. Depois de algum tempo, ela finalmente aceitou minha gravidez e estava muito emocionada, pois seria avó pela primeira vez”.

O pequeno Taylan nasceu no dia 30 de julho deste ano. Apesar de “ainda existir vários desafios e momentos difíceis”, Claire assegura: “Minha vida sem ele não seria nada”.

Segundo Claire, compartilhar sua história poderia ajudar alguém a “ter a esperança que necessitam para seguir em frente”.

“Durante a minha gestação, passei por um dos momentos mais difíceis de minha vida, mas teve o melhor resultado. Faço aproximadamente 98 por cento do que devo fazer como mãe, com pouca ajuda. Nunca amei tanto alguém na minha vida”, conclui Claire.

Comissão para Vida e Família convoca mobilização a favor da vida e contra o aborto

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Imagem referencial / Foto: Pixabay (Domínio Público)

BRASILIA, 27 Jul. 18 / 12:00 pm (ACI).- Diante da “gravidade” da iminente discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) da descriminalização do aborto no Brasil, a Igreja no país convocou todas as comunidades a “uma mobilização em favor da vida”.

A convocatória foi feita através de uma nota da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Comissão Nacional da Pastoral Familiar, publicada na quinta-feira, 26 de julho.

O texto, intitulado “Aborto e Democracia” propõe três ações a serem realizadas pelas comunidades às vésperas da audiência pública convocada pelo STF para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 442), que propõe a descriminalização do aborto a realização do aborto até 12 semanas de gestação.

Entre as propostas de gestos concretos está a realização de “uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a defesa da vida dos nascituros”, ao fim da qual poderia ser elaborada uma breve ata a ser enviada ao Congresso Nacional.

Sugerem ainda que “nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração da Assembleia para rezar pelos nascituros”.

Por fim, incentivam os fiéis leigos a procurarem “seus deputados para esclarecê-los sobre este problema”, pois “cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer espécie de ativismo judiciário”.

ADPF 442 – Um perigo iminente

Na nota assinada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Bispo Diocesano de Osasco (SP), Dom João Bosco Sousa, recorda-se que a maioria do povo brasileiro é “contrário a qualquer forma de legalização do aborto” e que as propostas que buscavam tal legalização “sempre foram debatidas democraticamente no parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas pela população e por seus representantes”.

Entretanto, mesmo diante da crescente “desaprovação ao aborto” no país, “assistimos atualmente uma tentativa de legalização” desta prática “que burla todas as regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário”.

Na nota, a Comissão explica que a ADPF 442 solicita a “supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade” e, frente a isso, o Supremo convocou a audiência pública de 3 e 6 de agosto, na qual, porém, “a maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto”.

Segundo a Comissão da CNBB, “a rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira”, devido ao ativismo judicial.

“O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana”, assinala-se, recordando que “Todos os debates legislativos precisam ser realizados no parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo”.

“Ao poder judiciário – pontua – cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las”.

Diante disso, a Comissão alerta ainda para o possível “aborto da democracia”, por meio da usurpação de poder, que vai contra a natureza democrática de que “nenhum poder seja absoluto e irregulável”.

“Precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o, defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de ‘aborto’ da democracia”, ressalta.

Acrescenta ainda que, “em sua evangélica opção pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo II chamava de cultura da morte”.

“Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães e os nascituros”, conclui.

Bispo condena “populismo” e “estatismo retrógrado” presente na América Latina

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Dom Henrique Soares da Costa / Foto: Diocese de Palmares

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Jul. 18 / 04:00 pm (ACI).- Às vésperas das eleições no Brasil e diante de um cenário na América Latina marcado por crises, por exemplo, na Nicarágua e na Venezuela, o Bispo de Palmares (PE), Dom Henrique Soares da Costa, lançou um alerta sobre esta realidade e convocou à oração.

Em uma recente publicação em sua página no Facebook, o Prelado afirmou que “muitos católicos, iludidos, apoiaram politicamente partidos e grupos com ideologias secularistas, anti-cristãs e ateias pensando que a utopia de uma sociedade sem classes e igualitária desses grupos justificaria tal opção”. “Triste e desastroso engano…”, assinalou.

Dom Henrique Soares observou como “o resultado na nossa América Latina é claro” e citou a “corrupção institucionalizada e defendida cega e metodicamente por verdadeiros devotos de corruptos e quadrilheiros, como no Brasil e na Argentina”.

Além disso, indicou como consequências a “narcoditadura cruel, como na Venezuela e na Bolívia”, a “ditadura sanguinária, como na Nicarágua”.

Conforme ressaltou o Bispo de Palmares, “em vários desses países, a Igreja está pagando um preço alto”. “E a pobre América Latina – especificou – condenada a viver assim, no atraso, no populismo, no estatismo mais retrógrado, no capitalismo da pior qualidade, parido do compadrio entre governos corruptos e empresariado parasitário”.

Entretanto, o Bispo advertiu que, mesmo diante de tal realidade, “os latino-americanos continuamos à procura de pais dos pobres, benfeitores do povo, salvadores da pátria…”.

Pelo contrário, apontou, “precisamos de justiça social, precisamos de políticas públicas decentes e consistentes, precisamos de liberdade de iniciativa para os negócios, precisamos de desburocratização, precisamos de um Estado a serviço do cidadão, precisamos de quem defenda os valores mais basilares da nossa sociedade, precisamos de governantes que respeitem e valorizem nossas raízes cristãs e católicas”.

Além disso, “precisamos de instituições fortes, precisamos de um Estado mais enxuto e eficaz, precisamos de líderes políticos mais comprometidos de modo responsável com o bem comum”, afirmou.

Nesse sentido, convocou todos a rezar “pelo nosso pobre Brasil”, “pela Venezuela”, “pela Nicarágua”, “pela Igreja nestes países”.

“Aprendamos a amarga lição que a história nos tem dado”, concluiu.

Nicarágua

Além de sua reflexão sobre a situação política na América Latina, Dom Henrique Soares recordou, de modo especial, a crise na Nicarágua, onde manifestações contra o governo de Daniel Ortega vem sofrendo violentas repressões por parte da política e de paramilitares, provocando até o momento mais de 300 mortos.

Os ataques têm atingido também a Igreja e seus membros, como os sofridos pelo Arcebispo de Manágua, Cardeal Leopoldo Brenes, o Núncio Apostólico, Dom Waldemar Stanislaw Sommertag, e o Bispo Auxilair de Manágua, Dom Silvio Báez, em 9 de julho.

Ou ainda quando, na madrugada de 13 para 14 de julho, a paróquia da Divina Misericórdia em Manágua, onde estavam refugiados mais de cem estudantes, foi atacada pela polícia e pelos paramilitares. E, no dia seguinte, o carro do Bispo de Estelí, Dom Abelardo Mata, foi atacado por multidões oficialistas.

Além disso, atos de profanações foram registrados em diferentes igrejas do país.

Em sua página no Facebook, Dom Henrique Soares, publicou um vídeo no qual o Bispo Auxiliar de Manágua, Dom Silvio Báez lamenta que na “Nicarágua há motivos para chorar”.

“Vimos mortos e feridos nas ruas, vimos famílias e crianças queimadas pelo fogo, vimos um povo desarmado atacado por hordas militares cruéis com armas de guerra. chora neste momento”, afirma o Bispo Auxiliar no vídeo.

Por sua vez, Dom Henrique Soares pede que “rezemos pela Nicarágua, recordemos da Venezuela” e “não permitamos que tal miséria aconteça no Brasil”.

Terceirização da educação: quais as consequências para os filhos?

Quarta-feira, 16 de maio de 2012 / Jéssica Marçal / Da Redação

A escola tem desempenhado também o papel de transmitir valores, a psicóloga Elvira Araújo  

As novas configurações de família presentes na sociedade moderna trazem impactos diretos quando o assunto é educação dos filhos. Não só o pai, mas agora também a mãe precisa sair para trabalhar e aí surge a questão: o que fazer com as crianças?

A psicóloga Elvira Aparecida Simões de Araújo, que leciona a disciplina Psicologia da Aprendizagem no curso de Psicologia da Universidade de Taubaté (Unitau), explica que, nessa nova realidade, é necessário pensar a educação de maneira mais ampla. Nesse sentido, consideram-se como agentes da educação todos aqueles que acompanham o ambiente em que a criança vive, não só pai, mãe e irmãos, mas também o núcleo familiar próximo, composto por avós, tios e grupos de convivência.

“Para além desse grupo, a gente também tem que pensar a escola, onde se dá a educação formal, e todos os elementos que circundam a vida da criança, por exemplo, os meios de comunicação, a convivência com a comunidade, se a família participa ou não de grupos religiosos e se a criança participa ou não”, comentou.

A psicóloga acredita que essa nova realidade das famílias, em que pai e mãe não podem se dedicar inteiramente à criação dos filhos, deve ser ponderada. A sociedade mudou, então, segundo ela, a educação também vai ter que se modificar para buscar uma adequação.

“Acho que todos os grupos terão que se adaptar aos novos modelos de relação social, que é pai e mãe menos presentes. Mas isso não indica que, obrigatoriamente, terá que ter menor qualidade”, disse. Elvira destacou que, modificando seu papel, a escola vai, de certa forma, substituir a família, não do ponto de vista afetivo, mas de uma aprendizagem de relações sociais e para a comunidade.

Terceirização da educação

A esse novo retrato de criação dos filhos, o assessor da Comissão Episcopal para Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Wladimir Porreca, confere o nome de ‘terceirização da educação’. O padre explica que isso acontece por necessidade, comodismo ou porque os pais não se sentem aptos a criarem seus filhos.

Nessa situação, as crianças começam a ser educadas por terceiros, como avós e professores.  Para o padre, isso provoca um distanciamento entre pais e filhos e faz com que as crianças passem a procurar seus valores e modelos onde eles são oferecidos, o que constitui uma grande preocupação.

“A terceirização da educação pode fazer os filhos crescerem dentro de valores que às vezes não são os valores dos pais, muitas vezes dentro de um ambiente, de uma situação que não condiz com sua família real”, destacou o padre.

Como a escola tem desempenhado também esse papel de transmitir valores, a psicóloga Elvira lembrou que a formação dos professores já contempla essa nova atuação, mas é necessário que a sociedade esteja atenta ao modo como essa formação vem acontecendo.

“Ver se as universidades e faculdades estão conseguindo repassar essa mensagem para os professores formados nessa direção ou se estão deixando também os professores construírem de modo ingênuo sua atuação educacional. Eu acho que é aí que a gente corre risco”, explicou.

O trabalho não pode dominar a família, ele é um instrumento da família, mas não é o fundamental, diz pe. Wladimir

Trabalho x filhos

Padre Wladimir ressaltou, porém, que em algumas situações há pais que sabem lidar muito bem, fazendo com que seja de qualidade os poucos momentos de presença, participando ativamente da vida dos filhos.

Esse é o caso da auxiliar administrativa Juliana Aparecida de Souza Martins Ângelo, casada e mãe de dois filhos. Como trabalha fora, ela disse que a necessidade de ter uma assistência mais profissional e especializada para seus filhos a levou a procurar uma escola para os dois.

“Apesar de não ser uma assistência exclusiva (na escola), porque são várias crianças por funcionário, você tem uma confiança maior do que deixar em casa sozinho. É claro que se eu tivesse a opção de encontrar uma pessoa qualificada pra ficar em casa seria melhor, mas como aqui nessa região do Vale isso é muito difícil, a escola é melhor”, disse.

Ela contou que procurou várias escolas, visitando o local pessoalmente, e observou o espaço físico, mas isso não foi o fundamental. “Pra mim, mais importante do que equipamento ou coisas da moda era que as crianças estivessem bem cuidadas e felizes”.

Juliana afirma que a maior dificuldade em deixar Isadora, de quatro anos, e Ítalo, de um ano, na escola é a saudade, mas também menciona um sentimento de culpa por ter que trabalhar e não poder ficar os filhos. Ela ressaltou, porém, que estar distante não é estar ausente, mas tenta compensar o tempo perdido quando chega do trabalho.

“A criança, bem ou mal, percebe quando o pai e a mãe está dando atenção pra ela, mesmo estando longe. A gente pergunta se eles estão na escola, se a tia tratou bem, se comeu ou não, se tomou banho ou não. Existe uma diferença grande entre você largar na escola e você precisar deixar na escola e eu acho que as crianças, mesmo pequenas, percebem essa diferença”, finalizou.

Alerta: trabalho não é fundamental

Padre Wladimir destacou que a tarefa de tornar de qualidade o tempo que os pais têm com os filhos implica um esforço muito grande por parte dos pais, principalmente tendo em vista as características da sociedade atual.

“Isso é um esforço e uma luta muito grande também, ainda mais nesse mundo capitalista hoje em que o consumo e o dinheiro começam a prevalecer a ponto que o Papa agora, por exemplo, no Encontro Mundial, vai falar do trabalho. O trabalho não pode dominar a família, ele é um instrumento da família, mas não é o fundamental”, enfatizou.

O sacerdote acredita que quando os pais cumprem essa tarefa, conseguem fazer com que a criança utilize os terceiros como uma ponte. “Mas se há uma ausência e um desleixo que aconteça entre os pais e as crianças, elas vão buscando o seu refúgio e as suas convicções nos outros”, afirmou.

A importância dos avós para o desenvolvimento emocional dos netos

Convivência

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A relação entre netos e avós é benéfica para ambos os lados

Os relacionamentos parentais são fundamentais para o desenvolvimento da criança. O pai ensina a importância da lei; a mãe ensina que cuidar é uma forma de amar. Na convivência com os irmãos, aprende-se a arte de socializar e partilhar. E os avós, qual é o papel deles?

Para responder essa pergunta, fiz uma viagem no tempo da minha vida. Relembrei minha avó paterna, que morava conosco e cuidava de nós com muito amor. Apesar de muito bonita e trabalhadeira, no meu imaginário ela era uma velhinha. O seu principal ensinamento para mim foi a espiritualidade, ela segurou a família com seus joelhos no chão e, quando morreu, no meu coração ficou uma pergunta: “Quem vai rezar agora por todos?”. E o meu coração respondeu: “Você”. Portanto, os avós são depositários da fé e devem passar isso para seus netos.

Créditos: bernardbodo by Getty Images

Lições aprendidas com os avós

Os meus filhos desfrutaram da presença dos avós maternos por muitos e muitos anos, em uma convivência onde eles participaram, inclusive, da educação deles. Aprenderam a importância de respeitar os mais velhos, pois a cabeceira da mesa era do meu pai e, por sermos uma família, precisávamos cuidar uns dos outros, tanto é que, os exemplos e conselhos que ficaram em nossa memória, hoje, são repetidos para os filhos e netos.

Os meus netos aproveitaram todo o “mel” dos bisavós na infância e o nosso cuidado especial como avós. Quando queriam ter cachorros e não podiam, porque moram em apartamento, encontravam na casa dos avós o espaço que precisavam para conviver com os animais e aprender a cuidar deles.

Relembrando esses momentos, quanto aprendi e ensinei sem perceber! Como o repertório verbal e afetivo foram ampliados, pois as crianças ficavam atentas para entender esse mundo dos adultos.

O almoço de domingo ficou na nossa memória afetiva como o dia da família. O almoço é ponto de encontro facultativo, mas que ninguém falta, a única coisa que mudou foi o local. Primeiro, era na casa da minha mãe, agora, aqui em casa e no futuro será na casa da minha filha.

Interessante ver é que as relações mudaram, pois os adultos não davam muita “confiança” para as crianças, e isso trazia um desejo grande de crescer para obter algumas regalias. Hoje, as relações se inverteram, pois a atenção é focada nas crianças e, muitas vezes, os adultos se tornam reféns, isso trouxe um maior diálogo, mas, em contrapartida, uma baixa resistência à frustração.

Avós e netos, relação benéfica para ambos os lados

Entretanto, é fato, que a relação entre netos e avós é benéfica para ambos os lados. A convivência ajuda as crianças a ter uma visão mais ampliada da família, a sabedoria que a idade traz ajuda a focar em pontos que são importantes para a educação. Minha filha, um dia, questionou-me, porque deixei meu neto comer batata frita com leite condensado. Respondi que isso ajuda ele a ousar e fazer diferente. Ele cresceu e ainda gosta dessa combinação.

A minha neta, um dia, dormiu sem tomar banho. A mãe brigou e questionou por que eu deixei. Foi porque ela me mostrou a placa que tenho na sala “na casa do vovô tudo pode”. Os avós podem ser cúmplices, mas não podem ser comparsas de erros importantes dos netos, precisam ajudar os pais. Os avós são educadores que trazem consigo a história de vida e da família, juntamente com os valores e as regras que formam o caráter das pessoas.

Por outro lado, os avós aprendem muito com os netos, principalmente hoje, nas questões digitais. As crianças se sentem mais valorizadas, porque podem cuidar e serem úteis a outras pessoas. O cuidado que se precisa ter é não fazer dos avós “babás de luxo”, onde a responsabilidade de cuidar é terceirizada pela mãe.

Em alguns casos, os filhos são deixados inteiramente com os avós. Nesses casos, valem as regras da casa onde estão e a convivência precisa de ter limites mais rígidos. É preciso estabelecer claramente as funções dos pais e dos avós, e que a experiência dos avós não coloque em cheque a autoridade dos pais. Que a ternura e o acolhimento não sejam maiores que os limites estabelecidos pelos pais, pois a vontade paterna deve ser soberana. Não existe receita pronta, porém, a convivência pacífica entre avós e pais trará um grande ensinamento sobre a aceitação das diferenças para os filhos.

Qual a importância dos avós na vida das crianças? Sabemos que a convivência dos avós é fundamental para crianças e pais criarem um ambiente saudável, onde se aprende a amar, respeitar e confiar.

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais. Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

A importância dos avós em seu dia: verdadeira escola de evangelho

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Imagem referencial / Foto: Pixabay (Domínio Público)

Lisboa, 26 Jul. 18 / 04:00 am (ACI).- A Comissão Episcopal do Laicato e Família da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou uma mensagem por ocasião do Dia dos Avós, celebrado neste 26 de julho, festa de São Joaquim e Santa’Ana, na qual assinalou que eles são “uma verdadeira escola de evangelho”.

Na mensagem, ao saudar todos os avós por seu dia, a comissão afirma se congratular “com o dom e a fecundidade das suas vidas”.

Conforme assinala, “os avós são uma graça que, porventura, nem sempre sabemos valorizar”.

“Livres da pressa e do rendimento do trabalho, ensinam-nos a apreciar as coisas com gratidão e sabedoria. Marcados pela vida, guardam na memória ensinamentos do passado que previnem erros do futuro. São, no seu testemunho de oração constante e de resistência pacífica, uma verdadeira escola de evangelho”, descreve.

Nesse sentido, considera que, na família, os avós são “uma espécie de altar de sabedoria”. Por isso, esquecê-los “é fazer tábua rasa da memória da nossa própria história familiar, das virtudes e defeitos que nos correm no sangue”.

A mensagem recorda ainda que, ao afastar os anciãos, “a família cristã perde aquele elemento de ligação ou corrente de transmissão de valores e experiências de que vive a nossa fé”.

Não fossem os avós, ressalta, “muitas das nossas crianças e adolescentes estariam entregues a si próprios no que respeita à catequese, à oração e à vida cristã”.

Ao citar o numeral 193 da exortação apostólica Amoris Laetitia, a Comissão recorda que “uma família que não respeita nem cuida dos seus avós, que são a sua memória viva, é uma família desintegrada; mas uma família que recorda é uma família com futuro”.

Nesse sentida, exorta a “que se valorize a dádiva daqueles que transportam em si a experiência e a sabedoria do encontro e diálogo de gerações e se receba com alegria e gratidão a sua partilha de vida”.

“Que os avós se sintam valorizados e a sociedade lhes reserve um lugar na vida comum”, acrescenta a mensagem, ao recordar também “a palavra da Sagrada Escritura: ‘Não desprezes os ensinamentos dos anciãos, dado que eles os aprenderam com seus pais’ (Ecl 8, 11)”.

Assim, rendendo “merecida homenagem aos nossos maiores, àqueles de quem recebemos os primeiros rudimentos da fé, os abraços mais generosos e o testemunho da mais bela sabedoria”, a Comissão se une “aos netos e com eles” felicita os avós.

“Com todos os avós – conclui a mensagem – celebramos a esperança que a alegria dos netos suscita em seus corações neste e em todos os dias!”.

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