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Férias: tempo de renovar o corpo, a mente e a espiritualidade

Segunda-feira, 02 de julho de 2012 / Nicole Melhado / Da Redação

Paula Ricupero aproveita as férias para viajar e praticar atividades esportivas diferentes

Dar um tempo, descansar, ficar off-line, sair da rotina, aproveitar o tempo para estar mais próximo dos amigos e da família e deixar o estresse do cotidiano de lado: Isso sim significa FÉRIAS!

Este momento de pausa é necessário para o corpo e para a mente. A psicóloga Denise Vanderlei salienta que o interessante neste período é passear mais, ter mais contato com a natureza, ir para outros lugares, mesmo que sejam próximos, e se o orçamento está apertado o que vale é a criatividade.

O fotógrafo Robson Siqueira, 28 anos, confessa que há anos não consegue tirar férias de verdade. Quando ele sai de férias de seu trabalho fixo, sempre encontra trabalhos extras para fazer.

“Nas férias, vou à casa de alguns parentes próximos só e olhe lá… Conversando com você me dei conta que nunca tirei férias de verdade!”, conta Robson.

O jovem fotógrafo já começou a sonhar com férias de verdade no próximo ano, mas os planos ainda não são certos. “Como ainda tenho 12 longos meses pela frente, tenho tempo pra pensar”, disse.

Já a analista de redes sociais Paula Ricupero, 25 anos, não abre mão de viajar nas férias, para ela é uma ótima maneira de sair da rotina. Ela adora conhecer lugares diferentes e suas férias são sempre planejadas com antecedência, agora ela vai conhecer o Chile.

“Em março comprei a passagem e em abril reservei os hotéis. Conversei com muita gente que já foi pra lá para pegar várias dicas e sugestões. Pretendo tirar os 30 dias, vou para o Chile no dia 12, mas vou sair uma semana antes para poder organizar as coisas que faltam com calma”, explica Paula.

Mas às vezes os planos dão errado e tem gente que fica mais estressada nas férias e volta para o trabalho ainda mais cansada. Então a psicóloga dá a dica: “Curtam o momento, não se preocupem com as coisas que virão no futuro, vivam intensamente as férias com os amigos e parentes. Esqueçam qualquer problema e se alguma coisa der errado tentem levar na esportiva, pensem que será uma coisa que vocês irão rir muito depois”.

E para descansar de verdade também é preciso se desligar das preocupações com o trabalho. Paula conta que não tem um celular do trabalho, então não se preocupa com isso, e emails de trabalho, nas férias, não são abertos de jeito nenhum!

“Mas procuro deixar tudo organizado antes de sair para que não tenham com o que me procurar durante as férias”, salienta Paula.

Renovação espiritual

O período de férias, além de ser um tempo oportuno para renovar o corpo e a mente, é um bom momento para renovar a vida espiritual. Padre Silvio Cesar, vigário na Paróquia Sagrada Família, em São José dos Campos (SP) e professor de teologia bíblica no Curso de Teologia para Leigos, acredita que essa pausa no ritmo de trabalho e/ou de estudo pode contribuir para um rendimento espiritual.

“A gente sempre reclama ‘eu tenho tão pouco tempo para rezar, para as coisas de Deus’, então, este é o momento oportuno para reabastecer e qualificar esse tempo e, de certa forma, definir passos concretos”, destaca o padre.

A grande dica que padre Silvio dá é buscar uma meta. Se alguém quiser se aprofundar nas pegadas de Cristo, saber quem Ele é, por exemplo, pode traçar um caminho lendo os Evangelhos buscando responder esse questionamento.

Outro conselho que padre Silvio dá é aproveitar esse período para ir à Missa diária, rezar o terço, fazer momentos de oração e adoração mais intensos.

“O maior desafio é não deixar Cristo ser um mito na nossa vida. Às vezes, deixamos Ele lá na Sagrada Escritura, mas esse Cristo deve viver em nós nas atitudes do dia a dia, nos relacionamentos familiares e profissionais”, destaca o padre.

Muitas vezes as pessoas acabam sendo um pouco ásperas nas atitudes e nas palavras e perdem muito tempo com bobagens, então é hora de dar uma basta e recomeçar.

“É preciso dar um basta em tudo isso e dar um gás novo, dar essa novidade para si mesmo. E assim, você perceberá como é bom se configurar cada vez mais à pessoa de Cristo”, salienta padre Silvio Cesar.

Perito explica à luz da história os presentes dos Reis Magos ao Menino Jesus

MADRI, 06 Jan. 14 (ACI/Europa Press) .- O Professor de História do Oriente Médio da Universidade CEU – San Pablo, da Espanha, Hipólito Sanchiz, explicou que os três presentes que obsequiaram os Reis Magos ao Menino Jesus não foram escolhidos ao acaso, e explicou que o ouro era um presente para Jesus como Rei –pois era um presente destinado a nobres e monarcas–, o incenso era um presente para o Jesus como Deus –pois esta resina se queimava diante dos deuses– e a mirra, para Jesus como homem –pois com ela se embalsamava os mortos–.

Assim, Sanchiz explica que o ouro, o incenso e a mirra que os Reis do Oriente entregaram ao menino Jesus em Belém estavam associados a certos conceitos e rituais, além do fato de que os três poderiam ser equiparados ao que hoje seriam considerados produtos “caros” e de “luxo”.

Concretamente, em relação ao ouro, o perito considera que pode este ser estimado “como presente régio, destinado a um rei” e recorda que em Mateus 2,2 se faz referência a que os Reis Magos chegaram ao Presépio em busca do nascimento do “Rei dos Judeus”, por isso a presença do aspecto régio da visita.

Por sua parte, a simbologia do incenso é “muito clara” para Sanchiz, pois faz referência ao caráter divino de Cristo, já que na religião judia e nas pagãs, o incenso se queimava apenas diante dos deuses, muitas vezes como sacrifício, e, de fato as igrejas católica e ortodoxa seguem empregando-o em sua liturgia.

Em todo caso, ele admite certa diversidade de critério na hora de determinar de qual tipo de incenso se tratava, pois, enquanto que Vulgata aparece o término ‘thus’, que significa incenso, na versão grega de São Mateo se emprega a palavra ‘olívano’, que é um tipo de incenso, “uma substância gomosa composta de diversas resinas que ao queimar-se proporcionava um suave aroma”.

Em relação à mirra –substância aromática feita com a resina da árvore da mirra–, Sanchiz vê duas possíveis explicações pois a mirra se utilizava como anestésico –normalmente mesclada com vinho– e se pode interpretar como que o Senhor devia tirar a dor ao mundo”. Mas também a mirra era empregada para embalsamar os mortos, e por isso poderia representar “um anúncio de sua paixão e uma alegoria de que Jesus como homem estava sujeito à morte”.

Relíquias dos Reis Magos farão 854 anos na Alemanha

ROMA, 30 Jul. 14 (ACI/Europa Press) .- O Papa Francisco nomeou o Arcebispo de Milão (Itália), Cardeal Angelo Scola, como seu enviado especial na comemoração do 854º aniversário do traslado das relíquias dos Reis Magos de Milão (Itália) a Colônia (Alemanha). Esta comemoração acontecerá em 28 de setembro de 2018.

Segundo a história divulgada pelo site da Catedral de Colônia, a mãe do imperador Constantino, Santa Elena, encontrou as relíquias dos Reis do Oriente na cidade de Sabá e as transladou até a capital do Império Romano, Constantinopla, hoje Istambul.

Três séculos depois, o então Bispo de Milão, São Eustorgio, viajou a Constantinopla para que o imperador aceitasse a sua nomeação episcopal e este lhe deu de presente as relíquias dos três Reis que retornaram com ele à cidade italiana.

Entretanto, quando o imperador Barbarossa sitiou Milão, o Arcebispo de Colônia, Rainald von Dassel, descobriu que uma igreja milanesa custodiava as relíquias. A abadessa deste convento era irmã do prefeito da cidade e prometeu dar as relíquias a Von Dassel em troca de proteger a vida de seu irmão da fúria do imperador.

Por isso, depois do ataque à cidade, o Arcebispo de Colônia só pediu uma recompensa ao imperador: que permitisse que a abadessa abandonasse a cidade de Milão com tudo aquilo que pudesse carregar sobre seus ombros. O imperador se enfureceu quando percebeu que o que tinha levado sobre suas costas era o seu irmão. A abadessa cumpriu com a sua parte do trato e desta forma as relíquias puderam chegar a Colônia.

Atualmente, o Santuário dos Magos do Oriente na Catedral de Colônia é o maior e artisticamente mais significativo e ambicioso relicário da Idade Média. As relíquias foram transladadas de Milão a Colônia em 1164 e, desde 1190 a 1220 (30 anos) um grupo de artesãos trabalhou no santuário, no atelier do ourives Nicolás Verdún.

A ornamentação do santuário inclui ouro e prata, figuras douradas, painéis de filigrana, pedras preciosas, colunas e arcos. As imagens refletem episódios da história da salvação desde o começo dos tempos até o Juízo Final.

O santuário teve que ser reduzido depois de ser escondido das tropas revolucionárias francesas em 1974, mas depois foi restaurado entre 1961 e 1973. Atualmente, está construída por cima do altar maior medieval na parte de trás do coro interno, convertendo esta área no principal foco da catedral gótica que foi construída como um relicário de pedra para este tesouro.

 

Perito explica à luz da história os presentes dos Reis Magos ao Menino Jesus

MADRI, 06 Jan. 14 (ACI/Europa Press) .- O Professor de História do Oriente Médio da Universidade CEU – San Pablo, da Espanha, Hipólito Sanchiz, explicou que os três presentes que obsequiaram os Reis Magos ao Menino Jesus não foram escolhidos ao acaso, e explicou que o ouro era um presente para Jesus como Rei –pois era um presente destinado a nobres e monarcas–, o incenso era um presente para o Jesus como Deus –pois esta resina se queimava diante dos deuses– e a mirra, para Jesus como homem –pois com ela se embalsamava os mortos–.

Assim, Sanchiz explica que o ouro, o incenso e a mirra que os Reis do Oriente entregaram ao menino Jesus em Belém estavam associados a certos conceitos e rituais, além do fato de que os três poderiam ser equiparados ao que hoje seriam considerados produtos “caros” e de “luxo”.

Concretamente, em relação ao ouro, o perito considera que pode este ser estimado “como presente régio, destinado a um rei” e recorda que em Mateus 2,2 se faz referência a que os Reis Magos chegaram ao Presépio em busca do nascimento do “Rei dos Judeus”, por isso a presença do aspecto régio da visita.

Por sua parte, a simbologia do incenso é “muito clara” para Sanchiz, pois faz referência ao caráter divino de Cristo, já que na religião judia e nas pagãs, o incenso se queimava apenas diante dos deuses, muitas vezes como sacrifício, e, de fato as igrejas católica e ortodoxa seguem empregando-o em sua liturgia.

Em todo caso, ele admite certa diversidade de critério na hora de determinar de qual tipo de incenso se tratava, pois, enquanto que Vulgata aparece o término ‘thus’, que significa incenso, na versão grega de São Mateo se emprega a palavra ‘olívano’, que é um tipo de incenso, “uma substância gomosa composta de diversas resinas que ao queimar-se proporcionava um suave aroma”.

Em relação à mirra –substância aromática feita com a resina da árvore da mirra–, Sanchiz vê duas possíveis explicações pois a mirra se utilizava como anestésico –normalmente mesclada com vinho– e se pode interpretar como que o Senhor devia tirar a dor ao mundo”. Mas também a mirra era empregada para embalsamar os mortos, e por isso poderia representar “um anúncio de sua paixão e uma alegoria de que Jesus como homem estava sujeito à morte”.

Solenidade Mãe de Deus: Papa começa 2018 com apelo à defesa da vida

Segunda-feira, 1 de janeiro de 2018, Da redação, com Agência Ecclesia

Francisco convida a imitar a Virgem Maria, por uma Igreja “pobre de coisas e rica de amor”

Na Missa da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, nesta segunda-feira, 1º, o Papa Francisco fez um apelo à defesa da vida.

“A humanidade é querida e sagrada para o Senhor. Por isso, servir a vida humana é servir a Deus, e toda a vida – desde a vida no ventre da mãe, até à vida envelhecida, atribulada e doente, à vida incômoda e até repugnante – deve ser acolhida, amada e ajudada”, disse o Santo Padre na Basílica de São Pedro.

O Pontífice fez uma intervenção centrada na figura da “Mãe de Deus”, a solenidade que marca o início do ano, no calendário litúrgico católico.

“Maria é exatamente como Deus nos quer, como quer a sua Igreja: Mãe terna, humilde, pobre de coisas e rica de amor, livre do pecado, unida a Jesus, que guarda Deus no coração e o próximo na vida”, sublinhou.

Imitar a Virgem Maria

Numa alusão ao novo ano civil, Francisco convidou os católicos a imitar a Virgem Maria.

“Para avançar – diz-nos a festa de hoje –, é preciso recuar: recomeçar do presépio, da Mãe que tem Deus nos braços”, precisou.

O Papa realçou em particular a necessidade do silêncio, onde Deus se revela a cada pessoa, convidando os fiéis a dedicar um momento à oração silenciosa, no seu dia, diante do presépio.

“Reservar cada dia um tempo de silêncio com Deus é guardar a nossa alma; é guardar a nossa liberdade das banalidades corrosivas do consumo e dos aturdimentos da publicidade, da difusão de palavras vazias e das ondas avassaladoras das maledicências e da balbúrdia”, observou.

Maternidade e segredos de Maria

A homilia chamou a atenção para a dimensão de maternidade que é valorizada na solenidade de hoje.

“Eis o milagre, a novidade: o homem já não está sozinho; nunca mais será órfão, é para sempre filho. O Ano tem início com esta novidade. E nós proclamamo-la dizendo assim: Mãe de Deus! É a alegria de saber que a nossa solidão está vencida”, referiu o Pontífice.

“Dizer «Mãe de Deus» lembra-nos isto: Deus está perto da humanidade como uma criança da mãe que a traz no ventre”, acrescentou.

O Papa apresentou ainda os “segredos” da Virgem Maria como forma de viver melhor o novo ano: “guardar no silêncio e levar a Deus”.

“Também nós – cristãos em caminho –, no começo do ano, sentimos a necessidade de recomeçar do centro, deixar para trás os pesos do passado e partir do que é importante. Temos hoje diante de nós o ponto de partida: a Mãe de Deus”, declarou.

Devoção à Maria

Francisco considerou que a devoção à Maria é “uma exigência da vida cristã”, que permite deixar de lado “tantas bagatelas inúteis” e reencontrar “aquilo que conta”.

“Para que a fé não se reduza apenas a ideia ou doutrina, precisamos, todos, de um coração de mãe que saiba guardar a ternura de Deus e ouvir as palpitações do homem”, prosseguiu.

No final da homilia, o Papa convidou a assembleia a repetir, três vezes, com ele: “Santa Mãe de Deus”.

Cumprindo a tradição, um grupo de três crianças liderou a procissão da apresentação dos dons, vestidos de Reis Magos, em representação dos ‘sternsinger’ (cantores da estrela) que na Alemanha, Áustria e Suíça passam pelas casas para anunciar o nascimento do Senhor e recolher ofertas para as crianças necessitadas.

Gratidão é única resposta digna ao dom de Deus, diz Papa no último dia de 2017

Oração do Te Deum

Domingo, 31 de dezembro de 2017, Kelen Galvan / Da redação

Na Basílica Vaticano, Papa Francisco presidiu as vésperas da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e o Te Deum

Na tarde deste domingo, 31, último dia de 2017, o Papa Francisco presidiu na Basílica Vaticana as primeiras vésperas da Solenidade de Santa Maria Santíssima Mãe de Deus e a oração do Te Deum, em agradecimento pelo ano que termina.

Na homilia, o Papa refletiu sobre a leitura de Gálatas 4, 4-5, que fala que “quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho”. Francisco explicou que esta celebração vespertina “respira a atmosfera” da plenitude dos tempos, porque a fé permite contemplar e sentir que Jesus Cristo, o Verbo feito carne, deu plenitude ao tempo do mundo e à história humana.

“A primeira a experimentar essa sensação de plenitude dada pela presença de Jesus foi precisamente a ‘mulher’ a qual Ele ‘nasceu’. A Mãe do Filho Encarnado, Theotokos, Mãe de Deus. Através dela, por assim dizer, brotou a plenitude dos tempos: através de seu coração humilde e cheio de fé, através de toda a sua carne impregnada com o Espírito Santo”, destacou o Santo Padre.

O Papa explicou que essa percepção interior da plenitude alimenta um sentimento de gratidão, como a única resposta humana digna do imenso dom de Deus.

“Uma gratidão que, a partir da contemplação daquele menino envolto em faixas em uma manjedoura, se estende a tudo e a todos, ao mundo inteiro. É um ‘obrigado’ que reflete a Graça; ele não vem de nós, mas dele; não vem do eu, mas de Deus, e envolve o eu e o nós”, afirmou.

Francisco convidou os fiéis a elevar a Deus a ação de graças pelo ano que termina, reconhecendo que todo bem é seu presente.

O Pontífice explicou que, mesmo nesta época do ano de 2017, que Deus concedeu “inteiro e saudável” a cada um, e muitas vezes, os seres humanos o desperdiçaram e feriram com obras de morte. “De tudo, queremos e devemos assumir, diante de Deus, nossos irmãos e nossa criação, nossa responsabilidade”.

Como bispo de Roma, Francisco agradeceu a todas as pessoas que vivem com o coração aberto e contribuem diariamente com pequenas e preciosas ações concretas para o bem da cidade.

E expressou sua grande estima também pelos pais, professores e todos os educadores que procuram formar as crianças e jovens em um sentido cívico, uma ética de responsabilidade, educando-os para cuidarem da realidade que os rodeia.

“Hoje, na ação de graças a Deus, convido você a expressar também a gratidão por todos esses artesãos do bem comum, que amam sua cidade não com palavras, mas com os fatos”, motivou.

Na celebração também houve um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento e o Canto do Te Deum, em agradecimento a Deus pelo ano de 2017. Em seguida, o Papa concedeu a todos sua bênção apostólica.

A Igreja Católica concede indulgência plenária para aqueles que neste dia 31 de dezembro rezarem o Te Deum publicamente.

Segue abaixo a oração do Te Deum:

Te Deum

A Vós, ó Deus, louvamos e por Senhor nosso Vos confessamos.
A Vós, ó Eterno Pai, reverencia e adora toda a Terra.
A Vós, todos os Anjos, a Vós, os Céus e todas as Potestades;
A Vós, os Querubins e Serafins com incessantes vozes proclamam:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos!
Os Céus e a Terra estão cheios da vossa glória e majestade.

A Vós, o glorioso coro dos Apóstolos,
A Vós, a respeitável assembléia dos Profetas,
A Vós, o brilhante exército dos mártires engrandece com louvores!
A Vós, Eterno Pai, Deus de imensa majestade,

Ao Vosso verdadeiro e único Filho, digno objeto das nossa a adorações,
Do mesmo modo ao Espírito Santo, nosso consolador e advogado.

Vós sois o Rei da Glória, ó meu Senhor Jesus Cristo!
Vós sois Filho sempiterno do vosso Pai Onipotente!
Vós, para vos unirdes ao homem e o resgatardes
não Vos dignastes de entrar no casto seio duma Virgem!

Vós, vencedor do estímulo da morte,
abristes aos fiéis o Reino dos Céus,
Vós estais sentado à direita de Deus,
no glorioso trono do vosso Pai!

Nós cremos e confessamos firmemente
que de lá haveis de vir a julgar no fim do mundo.

A Vós portanto rogamos que socorrais os vossos servos
a quem remistes como vosso preciosíssimo Sangue.
Fazei que sejamos contados na eterna glória,
entre o número dos vossos Santos.

Salvai, Senhor, o vosso povo e abençoai a vossa herança,
E regei-os e exaltai-os eternamente para maior glória vossa.
Todos os dias Vos bendizemos
E esperamos glorificar o vosso nome agora e por todos os séculos.
Dignai-Vos, Senhor, conservar-nos neste dia e sempre sem pecado.
Tende compaixão de nós, Senhor,
compadecei-Vos de nós, miseráveis.
Derramai sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia,
pois em Vós colocamos toda a nossa esperança.
Em Vós, Senhor, esperei, não serei confundido.

No dia da Sagrada Família, Papa pede que pais eduquem filhos em Deus

Domingo, 31 de dezembro de 2017, Da redação, com Boletim da Santa Sé

Segundo Francisco ao proteger e educar os filhos para que se abram a Deus, pais criam crianças construtivas para o mundo

Papa acena aos fiéis presentes na manhã deste domingo, 31, na Praça São Pedro, para o último Ângelus de 2017 / Foto: Reprodução Youtube Vatican News

“Deus é o Senhor da história individual e familiar”. Esta foi a afirmação do Papa Francisco durante o último Ângelus de 2017 que teve como tema central a Sagrada Família de Nazaré. Da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre destacou Maria, José e Jesus como exemplos de mútuo amor e confiança em Deus, e convidou os cristãos a seguirem estes exemplos.

De acordo com o pontífice a confiança é uma expressão do rito realizado por Maria e José quando, ao apresentarem Jesus ao Senhor, o casal o leva à Jerusalém. “Os pais de Jesus vão ao templo para certificar que a criança pertence a Deus e que eles são os guardiões de sua vida e não os donos. E isso nos faz refletir. Todos os pais são guardiões da vida de seus filhos, não proprietários, e devem ajudá-los a crescer, amadurecer”, enfatizou.

Francisco afirma que cada família é chamada a proteger e educar as crianças para se abrirem a Deus, que é a própria fonte da vida e juventude interior. Segundo o Santo Padre, Simeão e Anna, inspirados pelo Espírito Santo, afirmaram que Jesus nasceu como sinal de contradição para que os pensamentos de muitos corações fossem revelados, ou seja, para derrubar as imagens falsas que são feitas de Deus e do ser humano.

“Jesus veio (…) para ‘contradizer’ as certezas mundanas sobre as quais reivindicamos nos apoiar; para nos fazer ‘ressuscitar’ para uma verdadeira viagem humana e cristã autêntica baseada nos valores do Evangelho. Não há uma situação familiar que seja impedida neste novo caminho de renascimento e ressurreição. E toda vez que as famílias, mesmo as feridas e marcadas pela fragilidade, fracasso e dificuldade, retornam à fonte da experiência cristã, novos caminhos e possibilidades inimagináveis ​​se abrem”, suscitou o Papa.

O pontífice prosseguiu reconhecendo como grande alegria da família o crescimento das crianças, que assim como Jesus, estão destinadas a se desenvolver e a se fortalecer, adquirir sabedoria e receber a graça de Deus. “Ele é verdadeiramente um de nós: o Filho de Deus se torna um filho, aceita crescer, fortalecer-se, está cheio de sabedoria e a graça de Deus estão sobre ele. Maria e José têm a alegria de ver tudo isso em seu filho”, reiterou.

O Papa finalizou a reflexão do Ângelus promovendo a maior missão da família: “Criar as condições favoráveis ​​para o crescimento harmonioso e pleno das crianças, para que possam viver uma vida boa, digna de Deus e construtiva para o mundo”. Francisco despediu-se dos peregrinos, que o acompanhavam da Praça São Pedro, desejando-lhes um bom domingo e um feliz final de ano.

O cristão deve confiar em Deus e não em superstições

Ano Novo
https://noticias.cancaonova.com/brasil/o-cristao-deve-confiar-em-deus-e-nao-em-supersticoes-diz-padre/

As práticas supersticiosas são reprovadas pela Igreja; segundo padre, cristão deve rezar, agradecer e confiar

A superstição é uma crença fortemente presente na passagem de um ano para o outro no Brasil. Apesar de ser configurada uma prática do imaginário popular, a superstição é considerada, segundo o Vice-reitor do Santuário Pai das Misericórdias da Canção Nova, padre Márcio do Prado, um pecado, pois não coloca Deus em primeiro lugar, e sim outras realidades, criaturas e objetos.

A palavra superstição é creditada pelo dicionário online “Aurélio” como um sentimento de veneração, fundado no temor ou na ignorância, no qual a confiança é depositada em coisas ineficazes ou em crendices. Comportamentos supersticiosos são, de acordo com o padre, ações que não têm a aprovação, promoção ou incentivo da Igreja, que considera que a confiança do cristão deve estar em Deus.

Durante as confraternizações, as cores das camisetas são levadas em conta, amuletos se tornam prioridade e alguns rituais são popularmente seguidos. Ações apontadas como inválidas, segundo o sacerdote, para os que se consideram cristãos.

“Muita gente nesse tempo coloca roupa branca para trazer paz, ou amarela para isso ou aquilo, mas, enfim, nada disso para o cristão é válido. É válido rezar, confiar em Deus, é válido trabalhar também, afinal as coisas não caem no colo de ninguém como algo mágico”, pontuou padre Márcio, que aproveitou para destacar a importância da atenção dos fiéis em não utilizar sinais cristãos como amuletos.

Para o sacerdote, além de viver a fé rezando, confiando em Deus e confiando na intercessão dos santos anjos, o cristão que é cristão deve sempre agradecer a Deus por tudo que lhe foi confiado, e se colocar à disposição. “Ele [cristão] deve levantar as mãos para o alto, mas deve também colocar as mãos à disposição e trabalhar, ajudar o próximo”, finalizou.

 

 

Sorte, superstições e dinheiro
https://noticias.cancaonova.com/brasil/fim-de-ano-padre-fala-sobre-sorte-supersticoes-e-dinheiro/

Segundo o dicionário, a palavra sorte está ligada ao incerto, aos imprevistos, oposto ao azar e etc. Buscar a sorte ou tirar a sorte são termos muito comuns no final do ano, época em que as pessoas fazem planos de sucesso para o ano vindouro.

No universo cristão, a palavra sorte tem um significado transcendental, ancorado na confiança em Deus, como explica o pároco da Paróquia Espírito Santo, em São José dos Campos (SP), padre Luis Fernando Soares.

“Eu creio que nosso futuro vai ser de sorte. Não aquela sorte mágica, que não tem nada a ver conosco. Mas a sorte no sentido de que Deus vai nos abençoar. Esta é a nossa sorte! É isso que vai nos conduzir: as mãos de Deus. Não temos a certeza de como tudo vai acontecer, mas acreditamos que Deus está no controle e que tudo concorre para o bem daqueles que O amam”, explicou.

A prática das superstições

Ligada à sorte, está a superstição. Muitos, na tentativa de controlar o futuro, buscam-na também como um caminho para se chegar à sorte. O padre Luis Fernando alerta sobre os riscos que alguns correm neste final de ano ao entregar-se às práticas supersticiosas, aos rituais de oferendas à beira-mar, para alcançar benefícios.

“As superstições nos fazem pensar que estamos nas mãos de um destino cego ou nas mãos de alguma outra coisa que possa controlar a nossa vida. Quando deixamos de confiar em Deus para confiar em qualquer coisa, vamos colocando nossas vidas nas mãos do maligno”, afirmou.

A primeira leitura da Missa celebrada em 1º de janeiro relata a bênção que Deus deseja derramar sobre seus filhos (cf. Nm 6, 22-27). Neste sentido, o padre considera que o caminho é esperar o ano que vem e vivê-lo sempre na companhia do Senhor. “Nós estamos debaixo das mãos de Deus, sob a sua bênção. Temos que viver a cada dia como presente de Deus. Então, é acolher essa bênção do Senhor e entregar-lhe a nossa a vida”, ressaltou.

Muito dinheiro no bolso…

Este é outro pedido que se ouve com frequência. Afinal, quem não quer ter muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender!? De acordo com o padre Luis Fernando, Deus não condena a prosperidade financeira, a Bíblia, inclusive, menciona a riqueza como uma possibilidade. No entanto, o padre afirma que o problema não é ter bens, mas apegar-se a eles e viver de forma egoísta. “A Bíblia ensina que a prosperidade significa andar nos caminhos de Deus. Então até posso ter ‘dinheiro no bolso’, mas para quê? Para servir!”.

“Tenho que buscar servir – continuou padre Luis Fernando -, ter um propósito neste mundo que é adorar a Deus, amar o meu próximo, servir, anunciar o Evangelho… E para isso eu preciso de saúde, de dinheiro. Neste caso, é bênção de Deus, porque tudo isso vai ser para a Sua glória. Conheço pessoas muito ricas, mas com uma enorme generosidade. Elas usam suas riqueza para abençoar a vida de outras pessoas. Neste sentido é que a riqueza, a ascensão profissional e tudo mais pode nos ser dado, para servirmos”, explicou o sacerdote.

Dica para 2018

Dar nomes aos dias do ano que inicia, é uma dica do padre Luis Fernando. Por exemplo, este dia se chama paz, este alegria, este outro satisfação, amor e etc… Não há problema se os nomes se repetem; o mais importante, segundo o padre, é dar nome às bênçãos de Deus, querer esta bênção, buscá-la e fazê-la acontecer.

“Aconteça o que acontecer, nós estamos nas mãos de Deus. Ele transforma todo o mal em bem. Para aqueles que estão em Cristo não há mais maldição. Mesmo que passemos por momentos difíceis, Deus estará conosco e no final vamos sair mais confiantes Nele”, concluiu o padre.

 

 

Cuidado com as superstições
https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2017/12/29/cuidado-com-as-supersticoes-2/

“Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 19,31). “Serás inteiramente do Senhor; teu Deus” (Dt 18,13). “Não praticareis a adivinhação nem a magia” (Lv 19,26b)

Sempre houve está condenável idolatria, que continua moderna, chamada superstição, pela qual se busca uma divinização espúria das energias ocultas. Até mesmo entre os católicos, mal formados, se multiplicam, superstições que beiram ao ridículo. Elas são muitas e variadas.

Entre elas, muitos são os que colocam na entrada de suas lojas e casas vasos com a espada de São Jorge; outros, raminhos de arruda; inúmeros os que andam com “pedras, pêndulos, cristais e outras bugigangas para espantar as energias negativas”.

Há também aqueles que vivem impressionados com os males que possam advir dos “trabalhos” realizados nos terreiros. Querem combater as forças do mal de qualquer maneira e, apesar de frequentarem os Sacramentos da Igreja, empregam esses “rituais” para se “purificarem”.

Estamos já no início do terceiro milênio e, no entanto, prevalecem os feitiços: uma pedra, uma raiz, uma pena de pássaro, uma concha, um dente de animal, ainda há pessoas que pregam ferradura atrás da porta para atrair sorte nas questões econômicas ou vão atrás do trevo de quatro folhas, portador de felicidade.

A enorme lista de superstições que aparece na vida de tantas pessoas, poderiam ser abandonadas se tivessem mais confiança em Deus e na proteção dos anjos e santos; e não se entregariam a práticas tão irrisórias, fundadas num temor doentio. Trazer um amuleto não pode nunca atrair qualquer tipo de ajuda sobrenatural, nem afastar as invectivas do Maligno, o qual, segundo São Pedro, deve ser vencido unicamente pela fé (1 Pd 5,8).

Todas as crendices envolvidas nas superstições carecem de qualquer base filosófica e teológica. É inteiramente destituída de lógica a associação de causa e efeito professada pelos supersticiosos. Sob o ponto de vista da teologia, as práticas supersticiosas demonstram um senso religioso decadente.

No fundo, apesar dos pesares, é a nostalgia do Absoluto que impera. Aquele que perde sua fé na Providência de Deus que governa sabiamente o mundo e se interessa pelos homens de modo especial, tende a se curvar ao império de uma força cega criada pela fantasia humana.

O cristão deve dar sempre a demonstração de uma crença robusta, firmada nas Escrituras, acreditando numa palavra que Jesus repetiu tantas vezes: “Não tenhais medo” (Mc 6,50; Lc 24,36; Jo 6,20). “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5); e queria dizer que com Ele tudo pode quem Nele confia. Fora de Jesus não há salvação (At 4,12), disse São Pedro aos chefes judeus.

O escritor romano Varrão († 7 a.C.) exprimia muito bem, na sua linguagem politeísta, o que significa essa religiosidade inferior, quando afirmava que “o supersticioso é o homem que teme os deuses como inimigos, ao passo que o homem religioso os reverencia como pais” (citado por S. Agostinho, De civ. Dei 6.9.2). Quintiliano († 120 d.C.), por sua vez, notava que a “superstição difere da religião como o homem que procura por curiosidade difere do homem que procura por amor” (De inst. orat. VIII 3). Em suma, vê-se que já entre os romanos pagãos a superstição era tida como uma deterioração ou contrafação da Religião.

O Catecismo da Igreja diz que: “A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo: quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesma legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (n.2111). Aqui se enquadram as tais “correntes de oração obrigatórias” sob pena de castigos.

A adivinhação, leitura de cartas ou qualquer outro rito supersticioso do tipo, apontam para a predição de coisas futuras ou ocultas sem recorrer a Deus. Pretende-se descobrir aquilo que só Deus pode conhecer. O grande pecado da superstição está que a pessoa quer buscar fora de Deus, poder e conhecimento, que Deus não quer nos dar porque não é bom para nós. O supersticioso, por práticas mágicas quer impor a Deus fazer a sua vontade por meios mágicos.

Deus nos revelou algumas coisas sobre o futuro, que nos interessam, por exemplo, haverá um juízo particular e um final; e depois o céu ou inferno. E nos deu inteligência, liberdade, vontade, consciência e outros recursos para que nos preparemos responsavelmente para o futuro. Não podemos controlar nosso futuro, pois ele está nas mãos do Senhor. Precisamos confiar Nele como um Pai infinitamente bom e cooperar com a sua graça para fazer a parte que nos corresponde.

No entanto, o homem, levado pela soberba, quer ter tudo sob controle, sem colocar sua confiança em Deus. É esse o pecado da superstição, buscando conhecimento ilícito, por caminhos que estão fora da revelação divina, como a adivinhação. É preciso saber que esses recursos ocultistas, sem que se saiba, recorrem ao demônio; e quem a pratica fica, de alguma maneira, vinculado a ele. São Paulo disse que: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?” (1Cor 10,20-22).

À medida que se perde a fé, aumentam as superstições, mesmo entre pessoas que não pertencem a estes grupos, mas que buscam solução para seus problemas. Alguns pensam que seja mera brincadeira e o fazem por curiosidade ou pela pressão de um grupo. Mas precisamos recordar que ai está em jogo a nossa fidelidade a Deus, com quem não se brinca.

Quando o homem não encontra o Deus verdadeiro, e não se entrega a Ele, então, fabrica o seu deus, à sua pequena imagem e semelhança; semelhante à pedra, ao cristal, à magia, etc.

Sobretudo na festa de Ano Novo os espíritos esotéricos se exaltam em busca das melhores condições para serem agraciados por seus deuses e pelos poderes ocultos do além. Para uns é a exigência de começar o Ano com o pé direito; para outro é estar de roupa branca, mesmo as mais íntimas, ainda que alma não esteja tão clara; para outro é pular as ondinhas do mar… e a pobre miséria humana multiplica as fantasias e suas falsidades.

O homem tem sede de Deus! Ou ele adora e serve ao Deus verdadeiro, “Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis”, ou passa a adorar e a servir a deuses falsos, mesmo que conscientemente não se dê conta disso. Outros ainda, mais desorientados, correm atrás de horóscopos, de zodíacos, de mapas astrais, de cartomantes, de necromantes, de búzios… Nas grandes e pequenas livrarias, proliferam todos esses tipos de livros, muito bem explorados por alguns escritores e editoras. Lamentavelmente, muitos cristãos (e até católicos!), por ignorância religiosa na sua maioria, acabam também seguindo esses caminhos tortuosos e perigosos para a própria vida espiritual.

Ao cristão é permitido buscar unicamente em Deus, pela oração, todo consolo, auxílio e força de que necessita – e em nenhum outro meio ou lugar. São Paulo disse: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças” (Fl 4,6). E São Paulo advertiu severamente as comunidades cristãs de que fugissem da idolatria (cf. I Cor 10,14).

Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocara ira do Senhor?” (1 Cor 10,20-22). Quando Deus não atende um pedido nosso, Ele sabe a razão; e, se temos fé e confiança Nele, não vamos atrás de coisas proibidas.

O Ano que começa é um grande presente de Deus para cada um de nós; e deve ser colocado inteiramente em Suas mãos, para que Ele cuide de cada dia e de nós. Nada alegra tanto a Deus do que vivermos na fé. Não devemos recorrer a nenhuma destas práticas ou ritos, pois são totalmente contrárias à nossa fé. Recordemos que o inimigo está como “um leão procurando a quem devorar”.

Prof. Felipe Aquino

A família está fundada no matrimônio para sempre

25/10/2013   

Ao receber nesta manhã os participantes da 21ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, o Papa Francisco explicou que a família está fundada no matrimônio para sempre e é o âmbito natural da vida humana onde as pessoas aprendem a amar.

Em seu discurso, o Santo Padre disse que “a família está fundada no matrimônio. Através de um ato de amor livre e fiel, os esposos cristãos testemunham que o matrimônio, por ser sacramento, é a base onde se funda a família e faz mais sólida a união dos cônjuges e sua entrega recíproca. O amor conjugal e familiar também revela claramente a vocação da pessoa de amar de forma única e para sempre e de que as provações, os sacrifícios e as crises do casal, como da mesma família, representam passagens para crescer no bem, na verdade e na beleza”.

Tudo isto, disse o Papa, “é uma experiência de fé em Deus e de confiança recíproca, de liberdade profunda, de santidade, porque a santidade pressupõe entregar-se com fidelidade e sacrifício todos os dias da vida”.

“A família é uma comunidade de vida que tem uma consistência autônoma… Não é a soma das pessoas que a constituem, mas é uma comunidade de pessoas”, indicou Francisco, citando as palavras de São João Paulo II na exortação apostólica “Familiaris consortio”- ao receber nesta manhã os participantes na XXI Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que acontece nestes dias em Roma.

A família, continuou o Pontífice, é “o lugar onde se aprende a amar; o centro natural da vida humana… Cada um de nós constrói sua personalidade na família… ali se aprende a arte do diálogo e da comunicação interpessoal”. Por isso “a comunidade-família deve reconhecer-se como tal, ainda mais no dia de hoje, quando predomina a tutela dos direitos individuais”.

O Santo Padre destacou duas fases da vida familiar: a infância e a velhice, recordando que “as crianças e os idosos representam os dois polos da vida, os mais vulneráveis e, com frequência, os mais esquecidos. Uma sociedade que marginaliza as pessoas idosas renega as suas raízes e obscura o seu futuro”.

“Todas as vezes que se abandona uma criança e se deixa de lado um idoso, não se comete apenas um ato de injustiça, mas também se proclama o fracasso dessa sociedade. Prestar atenção aos pequenos e aos anciões denota civilização”.

Nesse sentido o Papa reconheceu que se alegra de que o Pontifício Conselho tenha cunhado uma imagem nova da família que representa a cena da apresentação de Jesus no templo, com Maria e José que levam o Menino, para cumprir a Lei, e os dois anciões, Simeão e Ana que, movidos pelo Espírito Santo, acolhem-no como o Salvador e cujo lema é: “De geração em geração se estende a sua misericórdia”.

“A ‘boa nova’ da família é uma parte muito importante da evangelização, que os cristãos podem comunicar a todos através do testemunho de suas vidas: já o fazem, é evidente nas sociedades secularizadas”.

“Proponhamos, portanto, a todos, com respeito e coragem, a beleza do matrimônio e da família iluminados pelo Evangelho. E por isso nos aproximamos com atenção e afeto às famílias que atravessam por dificuldades, às que se veem obrigadas a deixar a sua terra, às que estão divididas, às que não têm casa nem trabalho, ou que sofrem por tantos motivos; aos cônjuges em crise e aos que estão separados. Queremos estar perto de todos”.

Fonte: AciDigital  

Na catequese, Papa destaca verdadeiro significado do Natal

Quarta-feira, 27 de dezembro de 2017, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

“Sem Jesus não há Natal”, frisou o Papa na última catequese de 2017

Na catequese desta quarta-feira, 27, a última do ano de 2017, o Papa Francisco refletiu sobre o significado do Natal. O Pontífice alertou sobre uma espécie de “desnaturalização” do Natal que se vê nos dias de hoje.

“Sem Jesus não há Natal”, afirmou o Papa, destacando que o nascimento de Jesus é o único verdadeiro Natal. Se Jesus está no centro, tudo ao redor – as luzes e tradições locais, incluindo as comidas características – contribui para criar a atmosfera da festa, mas com Jesus no centro. Se se tira Jesus, a luz se apaga, tudo se torna falso, aparente, explicou.

“O verdadeiro dom para nós é Jesus, e como Ele queremos ser dons uns para os outros. E, uma vez que queremos ser dons uns para os outros, trocamos presentes, como sinal, como sinal desta atitude que nos ensina Jesus: Ele, enviado do Pai, foi dom para nós e nós somos dons para os outros”.

Francisco acrescentou que, com a encarnação do Filho, Deus abriu o caminho da vida nova, que é fundada sobre o amor. “O nascimento de Jesus é o maior gesto de amor do nosso Pai do Céu”, frisou.

Outro aspecto ressaltado pelo Papa foi o fato de que, no Natal, a história humana é visitada pela história de Deus, que tem como primeiros destinatários do seu dom – a salvação trazida por Jesus – aqueles que estão à margem da sociedade, os pequeninos e desprezados.

“Queridos irmãos e irmãs, nestes dias abramos a mente e o coração para acolher esta graça. Jesus é o dom de Deus para nós e, se O acolhemos, também nós podemos nos tornar dom para os outros – ser dom de Deus para os outros – antes de tudo para aqueles que nunca experimentaram atenção e ternura”, concluiu o Pontífice.

Papa reza o Angelus e recorda festa de santo Estêvão

Terça-feira, 26 de dezembro de 2017, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Igreja celebra hoje dia de seu primeiro mártir; Papa recordou que santo Estêvão permaneceu até a morte ancorado à mensagem de Jesus

Nesta segunda-feira, 26, a Igreja celebra a Festa de Santo Estevão, primeiro mártir de toda a história católica. No Vaticano, a data foi recordada pelo Papa Francisco durante a oração mariana do Angelus nesse período de Oitava do Natal.

Francisco destacou que Santo Estêvão professava a nova presença de Deus entre os homens, sabendo que o verdadeiro templo de Deus é agora Jesus, Verbo que veio habitar em meio aos homens. Com isso, o santo colocou em crise os líderes de seu povo e foi acusado de pregar a destruição do templo de Jerusalém; acusaram-no de ter afirmado que “Jesus de Nazaré há de destruir este lugar e há de mudar as tradições que Moisés nos legou”.

Essa mensagem de Jesus incomoda porque desafia o poder religioso mundano e provoca as consciências, observou o Santo Padre, destacando que depois da vinda de Jesus é preciso converter-se, mudar a mentalidade, e Estêvão permaneceu ancorado à mensagem de Jesus até a morte. O santo suplicou a Jesus que acolhesse seu espírito, um pedido a ser feito também hoje por cada um.

“Também nós, diante do Menino Jesus no presépio, podemos rezar a Ele assim: ‘Senhor Jesus, te confiamos o nosso espírito, acolha-o’, para que a nossa existência seja realmente uma vida boa segundo o Evangelho”, disse o Papa.

O Santo Padre acrescentou, por fim, que Jesus é a fonte do amor, que abre à comunhão com os irmãos. “A Maria, Mãe do Redentor e Rainha dos mártires, elevemos com confiança a nossa oração, para que nos ajude a acolher Jesus como Senhor da nossa vida e a nos tornarmos suas corajosas testemunhas, prontos a pagar pessoalmente o preço da fidelidade ao Evangelho”, concluiu.

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