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“O centro da nossa vida é Jesus”, diz Papa no Ângelus

Domingo, 9 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/o-centro-da-nossa-vida-e-jesus-diz-papa-no-angelus/

Liturgia do segundo domingo do Advento apresenta João Batista

Papa Francisco, durante Ângelus deste domingo, 9./ Foto: Vatican Media

Neste segundo Domingo do Advento, dia 9, o Papa Francisco rezou ao meio-dia a oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo reunidos na grande Praça São Pedro, embelezada pelos símbolos do Natal: o presépio e a árvore.

Depois de recordar que no último domingo a liturgia nos convidava a viver o tempo do Advento e da espera do Senhor com a atitude de vigilância, este segundo domingo, disse o Papa, nos vem indicado como dar substância a essa espera: empreendendo um caminho de conversão.

Como guia para este caminho, – continuou Francisco – o Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, que “percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados”. Para descrever a missão do Batista, o evangelista Lucas recolhe a antiga profecia de Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas”.

“Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida. Antes de mais nada, somos chamados a recuperar os buracos produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com a cordialidade e a atenção fraternas que se responsabiliza pelas necessidades do nosso próximo, isto é recuperar os buracos produzidos pela frieza. E não se pode ter uma relação de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há buracos, como não se pode caminhar por uma estrada com muitos buracos. E tudo isso fazer com um cuidado especial para com os mais necessitados”.

Então, – prosseguiu Francisco – precisamos reduzir tantas severidades causadas pelo orgulho e pela soberba, fazendo gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, pedindo perdão pelas nossas faltas. Não é fácil reconciliar-se, acrescentou o Papa. Sem se pensa, quem irá dar o primeiro passo? O Senhor nos ajuda nisto se temos boa vontade.

“A conversão, na verdade, é completa se leva a reconhecer humildemente os nossos erros, as nossas infidelidades e omissões”.

O fiel, sublinhou o Papa na sua alocução antes de rezar o Angelus -, é aquele que, estando próximo de seu irmão, como João Batista abre estradas no deserto, ou seja, indica perspectivas de esperança mesmo naqueles contextos existenciais impenetráveis, marcados pelo fracasso e pela derrota.

“Não podemos nos render a situações negativas de fechamento e rejeição; não devemos nos deixar sujeitar à mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus e a sua palavra de luz, de amor, de consolação”.

O Batista convidava as pessoas de seu tempo à conversão com força, vigor e severidade. No entanto, ele sabia ouvir, sabia como realizar gestos de ternura e de perdão para com as multidões de homens e mulheres que iam até ele para confessar seus pecados e serem batizados com o batismo de penitência.

Seu testemunho de vida, – acrescentou o Papa – a pureza de seu anúncio, a sua coragem em proclamar a verdade conseguiram despertar as expectativas e esperanças do Messias que há muito tempo estavam adormecidas. Ainda hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser suas humildes mas corajosas testemunhas para reacender a esperança, para fazer entender que, apesar de tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo.

Pensemos, cada um de nós – disse Francisco –, “como eu posso mudar algo no meu comportamento para preparar o caminho do Senhor?

Que a Virgem Maria – concluiu o Santo Padre -, nos ajude a preparar dia após dia o caminho do Senhor, começando por nós mesmos; e a espalhar em torno a nós, com tenaz paciência, sementes de paz, de justiça e de fraternidade.

8 coisas que precisa saber sobre a Imaculada Conceição

Por Jimmy Akin
https://www.acidigital.com/noticias/8-coisas-que-precisa-saber-sobre-a-imaculada-conceicao-21007

Imaculada Conceição

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição, doutrina de origem apostólica foi proclamado dogma pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, com a bula “Ineffabilis Deus”.
Para entender melhor este dogma, apresentamos a seguir oito coisas que deve saber:

1. A quem se refere a Imaculada Conceição?
Há uma ideia popular de que se refere à concepção de Jesus pela Virgem Maria. Entretanto, não é a este fato que se refere esta solenidade, mas sim à maneira especial em que Maria foi concebida. Esta concepção não foi virginal (ou seja, ela teve um pai humano e uma mãe humana), mas foi especial e única de outra maneira…

2. O que é a Imaculada Conceição?
A explicação está no Catecismo da Igreja Católica:
490. Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão”. O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.
491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:
“Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição”.

3. Isso significa que Maria nunca pecou?
Sim. Devido à forma de redenção que foi aplicada a Maria no momento de sua concepção, ela não só foi protegida do pecado original, mas também do pecado pessoal. O Catecismo explica:
493. Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus “a toda santa” (“Panaghia”), celebram-na como “imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida.

4. Quer dizer que Maria não precisava que Jesus morresse por ela na cruz?
Não. O que dissemos é que Maria foi concebida imaculadamente como parte de seu ser “cheia de graça” e assim “redimida desde a sua conceição” por “uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano”. O Catecismo afirma:
492. Este esplendor de uma “santidade de todo singular”, com que foi “enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição”, vem-lhe totalmente de Cristo: foi “remida de um modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho”. Mais que toda e qualquer outra pessoa criada, o Pai a “encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Ef 1, 3). “N’Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença” (Ef 1, 4).
508. Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe do seu Filho. “Cheia de graça”, ela é “o mais excelso fruto da Redenção”. Desde o primeiro instante da sua concepção, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida.

5. Como isso faz um paralelo entre Maria e Eva?
Adão e Eva foram criados imaculados – sem pecado original ou sua mancha. Ambos caíram em desgraça e, através deles, a humanidade estava destinada a pecar.
Cristo e Maria também foram concebidos imaculados. Ambos permaneceram fiéis e, através deles, a humanidade foi redimida do pecado.
Jesus é o novo Adão e Maria, a nova Eva.
O Catecismo diz:
494 …“ Como diz Santo Irineu, ‘obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano’. Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que ‘o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé’; e, por comparação com Eva, chamam Maria a ‘Mãe dos vivos’ e afirmam muitas vezes: ‘a morte veio por Eva, a vida veio por Maria’”.

6. Como isso torna Maria um ícone do nosso destino?
Aqueles que morrem na amizade com Deus e assim vão para o céu serão libertados de todo pecado e mancha de pecado. Assim, todos voltaremos a ser “imaculados” (latim, immaculatus = “sem mancha”), se permanecermos fiéis a Deus.
Mesmo nesta vida, Deus nos purifica e prepara em santidade e, se morrermos na sua amizade, mas ainda imperfeitamente purificados, Ele nos purificará no purgatório e nos tornará imaculados de novo. Ao dar a Maria esta graça desde o primeiro momento de sua concepção, Deus nos mostra uma imagem de nosso próprio destino. Ele nos mostra que isso é possível para os seres humanos através da sua graça. São João Paulo II disse:
“Contemplando este mistério numa perspectiva mariana, podemos afirmar que ‘Maria é, ao lado do seu Filho, a imagem mais perfeita da liberdade e da libertação da humanidade e do cosmos. É para ela, pois, que a Igreja, da qual ela é mãe e modelo, deve olhar para compreender, na sua integralidade, o sentido de sua missão’”.
“Fixemos, então, o nosso olhar sobre Maria, imagem da Igreja peregrina no deserto da história, mas dirigida para a meta gloriosa da Jerusalém celeste, onde resplandecerá como Esposa do Cordeiro, Cristo Senhor”.

7. Era necessário para Deus que Maria fosse imaculada na sua concepção para que pudesse ser Mãe de Jesus?
Não. A Igreja fala apenas da Imaculada Conceição como algo que era “apropriado”, algo que fez de Maria uma “morada apropriada” (ou seja, uma moradia adequada) para o Filho de Deus, não algo que era necessário. Assim, em preparação para definir do dogma, o Papa Pio IX declarou:
“…e, por isso, afirmaram (os Padres da Igreja) que a mesma santíssima Virgem foi por graça limpa de toda mancha de pecado e livre de toda mácula de corpo, alma e entendimento, que sempre esteve com Deus, unida com ele com eterna aliança, que nunca esteve nas trevas, mas na luz e, de conseguinte, que foi aptidíssima morada para Cristo, não por disposição corporal, mas pela graça original”.
“Pois não caía bem que Aquele objeto de eleição fosse atacado, da universal miséria pois, diferenciando-se imensamente dos demais, participou da natureza, não da culpa; mais ainda, muito mais convinha que como o unigênito teve Pai no céu, a quem os serafins exaltam por Santíssimo, tivesse também na terra Mãe que não houvesse jamais sofrido diminuição no brilho de sua santidade”.

8. Como celebramos a Imaculada Conceição hoje?
No rito latino da Igreja Católica, a Solenidade da Imaculada Conceição é no dia 8 de dezembro e em muitos países é uma festa de guarda; portanto, os fiéis católicos devem assistir à Missa.
Publicado originalmente em National Catholic Register.

 

Papa Francisco: O presépio e a árvore de Natal levam a luz e a ternura de Deus

Por Mercedes de La Torre
https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-o-presepio-e-a-arvore-de-natal-levam-a-luz-e-a-ternura-de-deus-21598

Papa Francisco beija uma criança na Praça de São Pedro. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 07 Dez. 18 / 01:04 pm (ACI).- “Que o presépio e a árvore, símbolos fascinantes do Natal, possam levar às famílias um reflexo da luz e da ternura de Deus, para ajudar todos a viverem a festa do nascimento de Jesus”, assim indicou o Papa Francisco na manhã de hoje, no Vaticano.

O Santo Padre recebeu em audiência as delegações das regiões italianas Friuli-Venezia-Giulia e de Vêneto, que doaram o presépio e a árvore que decoram a Praça de São Pedro neste ano. Estes grupos foram liderados pelo Patriarca da Veneza, Dom Francesco Moraglia, e pelo Bispo de Concordia-Pordenone, Dom Giuseppe Pellegrini.

Em seu discurso, o Papa disse que “a árvore e o presépio são dois símbolos que nunca deixam de fascinar”, pois “falam do Natal e ajudam a contemplar o mistério de Deus feito homem para estar perto de cada um de nós”.

Sobre a árvore de Natal, com as suas luzes, o Santo Padre explicou que “nos recorda que Jesus é a luz do mundo, é a luz da alma que expulsa as trevas das inimizades e abre espaço ao perdão”.

O abeto que foi colocado na Praça de São Pedro este ano é da floresta de Cansiglio e tem mais de vinte metros de altura, “simboliza que Deus, através do nascimento do Seu Filho Jesus desceu até o homem para levantá-lo a si e elevá-lo das trevas do egoísmo e do pecado”, disse o Papa. “O Filho de Deus assume a condição humana para atraí-lo a si e torná-lo participante da sua natureza divina e incorruptível”, acrescentou.

Além disso, o Santo Padre se referiu ao presépio instalado na Praça elaborado com a areia de Jesolo das montanhas das Dolomitas. “A areia, material pobre, evoca a simplicidade, a pequenez com a qual Deus se mostrou com o nascimento de Jesus na precariedade de Belém”, indicou.

“Poderíamos pensar que esta pequenez esteja em contradição com a divindade, tanto que alguém, desde o começo, a considerou apenas uma aparência. Por outro lado, não, porque a pequenez é liberdade”, assegurou o Papa.

Assim, o Pontífice explicou que “a pequenez – no sentido evangélico – é livre de toda pretensão de sucesso; como crianças que se expressam e se movem com espontaneidade”.

Deste modo, o Papa Francisco assegurou que “todos nós somos chamados a ser livres diante de Deus, de ter a liberdade de uma criança diante do seu pai. O Menino Jesus que depositamos no presépio é santo em pobreza, pequenez, simplicidade e humildade”, insistiu.

“Que o presépio e a árvore, símbolos fascinantes do Natal, possam levar às famílias um reflexo da luz e da ternura de Deus, para ajudar todos a viverem a festa do nascimento de Jesus”, encorajou o Papa.

E assim, incentivou a contemplar “Deus-menino que irradia luz na humildade do presépio” para ser também “testemunhas de humildade, ternura e bondade”.

Papai Noel ou Jesus Cristo?

Estamos em plena época da festa do Natal. Toda a atmosfera da cidade fala disto. Shoppings enfeitados abundantemente de maneira a mais bonita possível. Decorações luminosas, vitrinas ornamentadas anunciando a felicidade de receber presentes caros e sofisticados e que gritam: “Vamos ser felizes! É Natal!”

Observando bem, parece que estamos celebrando duas festas na contra-mão. De um lado, a festa cristã do Natal, com um sério tempo de preparação, chamado “Advento”, com uma liturgia profunda, de espera, de uma sobriedade festiva, de reuniões da comunidade para fazer a Novena do Natal, tudo culminando na grande festa que nos lembra que Deus veio até nós na pessoa do seu Filho Jesus, mostrando-nos novos caminhos, novo sentido para uma vida fraterna e de paz.

Por outro lado, a festa da chegada do Papai Noel, festa comercial que recebeu, injustamente, o nome de “Natal”, mas que não tem nada a ver com o sentido cristão da festa. O comércio faz seus cálculos dos lucros e, com muitas luzes e músicas, inaugura sua festa meses antes. Faz crer que a felicidade está no esbanjamento de presentes, champanhas e panetones. Dão à festa uma certa poesia de bondade sentimental, com verniz de generosidade e emoção.

Papai Noel tomou o lugar do Menino pobre de Belém cuja lembrança ficou sufocada. É melhor ele nem “crescer” e ficar sempre a criancinha bonitinha que comove e enternece, para que não precisemos ouvir suas palavras e exigências que incomodam.

Com o mundo se secularizando mais, com o espírito de consumismo e materialismo, pode-se perguntar se, aos poucos, o Natal cristão está perdendo seu sentido e está sendo substituído pela festa de Papai Noel. Muita gente nem sabe mais da mensagem do Natal cristão. Está se dando o contrário do que aconteceu com a instituição da festa de Natal. No século III existia, no Império Romano, uma festa pagã chamada Festa do Sol. Era celebrada no dia 25 de dezembro quando, no meio do inverno, o sol voltava a aparecer. A luz vencia as trevas. O sol era invencível. A Igreja quis dar um sentido novo a esta festa pagã. O verdadeiro Sol invencível é Jesus. Assim nasceu a festa do Natal cristão. (Não sabemos a data exata do nascimento de Jesus, mas agora a celebramos no dia 25 de dezembro, data daquela festa pagã). Observando o que acontece hoje, parece que a festa pagã do Papai Noel está substituindo a festa do Natal cristão.

Pode-se ainda perguntar: de onde vem aquele legendário Papai Noel? Nos países nórdicos da Europa se celebra a festa de São Nicolau, no dia 6 de dezembro. Embora fosse um santo Bispo, São Nicolau foi revestido de muitas lendas pagãs se originando da crença dos antigos povos germânicos de lá. Como um deus, São Nicolau anda nas nuvens, num cavalo branco. São Nicolau traz presentes para as crianças, que ele despeja nas chaminés das casas, porque São Nicolau anda também sobre os telhados das casas. Ele anda sempre vestido como bispo, com mitra, báculo etc. A festa de São Nicolau, até hoje, é celebrada com presentes, comes e bebes especiais, brincadeiras etc. Mas, para os não católicos, aquele santo não foi sempre bem aceito e, aos poucos, foi substituído pelo Papai Noel, mais aceitável por todos. E assim, o velhinho chegou aqui também.

Sempre me pergunto como, na cabecinha das crianças, se combinam Papai Noel e o Menino Jesus. Há aqui algo a esclarecer na catequese, na família? No mês de dezembro, geralmente param os encontros catequéticos que poderiam abordar o assunto. Muito, porém, dependerá da vivência em família. Como é preparada e celebrada a festa de Natal no lar? O acento cai em papai Noel ou no Menino Jesus? Importantes são os presentes ou o espírito de união, de reflexão e oração?

Não queremos dizer que os presentes não têm sentido no Natal. Podem ter se forem realmente sinais de “presença”, de amor. Não são os presentes caros, luxuosos, mas os sinais simples que querem expressar a alegria de estar unidos, do mútuo bem-querer.

O Natal seja realmente a festa de amor, de solidariedade, de perdão e de conversão. Que o grande Dom do Pai, o grande “presente” para a humanidade, tenha seu efeito na mudança de conduta, na consolidação da paz na família e na sociedade, no engajamento para a construção de um mundo mais cristão.

Inês Broshuis
Equipe de Catequese do Regional Leste 2 da CNBB

JESUS DA COMUNHÃO VERSUS PAPAI NOEL DO MERCADO
Postado em 21 de dezembro de 2016
Por Douglas Belchior

Minha família não fugiu a regra da maior influência religiosa do país. Cresci em meio a pobreza e aos valores católicos que, contraditoriamente à vida, valorizavam essa pobreza. E no Natal, marco maior da crença, dividir o pão, comungar o momento, os alimentos e o desejo coletivo de felicidade e melhores dias, me marcaram profundamente.
Mais tarde, na práxis da vida real, a religião virou pó. Mas alguns de seus valores não.
Que o Natal sirva, ao menos, para lembrar o quanto melhor seria o mundo, se nosso bem fazer, se nosso bem querer se estendesse para além do umbigo e dos desejos materiais tão eficientemente encarnado pelo fantasioso Papai Noel.
Que o espírito de Jesus, homem com pés da cor de bronze queimado, com pele da cor de jaspe e sardônio e com cabelos, feito lã de cordeiro, nos fortaleça em nossa luta diária pela tal justiça, tão desejada entre nós!
E que sejamos felizes, o quanto for possível, apesar dos pesares, tão bem colocados por Frei Betto na entrevista a seguir.

Frei Betto
Mercado procura obscurecer Jesus e impor Papai Noel no Natal
Por Guilherme Almeida
Brasil de Fato SP

O Natal é um exemplo história religiosa que mudou de sentido?
O que é o Natal? Um casal de Nazaré, Maria e José, vão para Belém. Lá são rejeitados e convocados pelo recenseamento do Império Romano. Tem várias hipóteses de por quê eles foram rejeitados. A minha é que foram rejeitados porque Maria chegou grávida e eles não estavam oficialmente casados. Então, eles literalmente ocuparam uma terra privada. Eu costumo brincar que, no dia seguinte, o “Diário de Belém” deve ter dado a manchete: Família de sem-terra ocupa propriedade rural. Jesus nasceu em um curral. Isso é muito simbólico. Na época de Jesus, quem lidava com animais, como o açougueiro, era socialmente rejeitado. Está lá na Bíblia visivelmente. Mas muita gente não tem olhos pra ver.
Mesmo com esse pano de fundo, por que o Natal se transformou em um feriado de troca de presentes?
A data tem um sentido religioso muito forte e é muito sedutora do ponto de vista de seu simbolismo. O mercado procura cada vez mais obscurecer a dimensão de Jesus de Nazaré e impor o Papai Noel, que tinha originalmente a cor verde. A Coca-Cola impôs a cor vermelha. Isso é histórico. Há uma ‘Papainoelização’ que transforma o Natal em uma festa do consumo.
O que você indica para retomar o sentido original?
Eu tenho dito a muitos casais que têm sensibilidade religiosa e filhos pequenos que tenham muito cuidado. Temos que resgatar a espiritualidade e do sentido religioso da festa. Se não vamos entrar no grande paradigma da pós-modernidade, que pode ser o mercado e não a solidariedade. A religião foi um paradigma medieval. A razão foi o paradigma moderno.
E agora?
O mercado quer se impor na pós-modernidade. É a mercantilização de todas as dimensões da vida. Isso já ocorre fortemente nas duas grandes datas cristãs, que são o Natal e a Semana Santa. Essa última virou miniférias. Poucos se lembram que é a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

“PAPAI NOEL” – A FIGURA PAGÃ DO NATAL E A GRANDE MENTIRA PASSADA PARA AS CRIANÇAS CATÓLICAS
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/3553/29/

A palavra Noel significa Natal em francês. Portanto, a expressão Papai Noel significa literalmente Papai Natal. Quem é esse “bom velhinho” que entrou sorrateiramente nas comemorações do Natal, sem ser convidado ou bem-vindo? Essa figura e o costume de ligá-lo com o Natal, não tem nenhuma base bíblica, e – pior do que isto – não tem origem cristã, mas é uma figura decididamente pagã, transplantada para o cristianismo pelos povos que não experimentaram uma conversão genuína a Jesus, mediante uma experiência verdadeira de salvação, mas simplesmente “viraram cristãos” por conveniência, injunções políticas ou econômicas, ou então por ignorância e falta de ensino verdadeiramente bíblico, misturaram práticas pagãs com a mensagem do Evangelho, trazendo costumes estranhos ao cristianismo para o seio da igreja cristã. Qual é a origem do Papai Noel? Certamente a sua origem é pagã. Há, contudo, quem ligue o mito de Papai Noel com a lenda de São Nicolau.
São Nicolau foi bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV. Tornou-se famoso por sua generosidade; muita gente passou a crer que qualquer dádiva feita de surpresa vinha dele. O povo da Holanda escolheu São Nicolau como patrono das crianças, e a sua fama pouco a pouco se espalhou. Em vários países europeus as crianças crêem que São Nicolau é quem lhes traz os presentes que recebem do Natal. Contudo, muito mais disseminada é a figura do velho gordo, barbudo, bigodudo e sorridente, de cabelos completamente brancos, que vem voando pelo céu guiando um trenó puxado por duas ou mais juntas de renas, que o identifica como proveniente do polo norte, pois é onde se usa trenó, e onde vivem as renas.
Ainda na Europa, onde as lareiras estão sempre acesas durante essa época do ano, por se comemorar o Natal bem no meio do inverno, difundiu-se a crença de que Papai Noel entra nas casas pela chaminé da lareira. Por isso as crianças são instadas a deixarem sua meia ou sapato no lugar bem visível, para que Papai Noel, ao chegar, os encha de doces, balas ou bombons, além de presentes vários, como brinquedos e outros objetos. Essa idéia desenvolveu-se de uma antiga lenda norueguesa. Os noruegueses criam que a deusa Hertha aparecia na lareira e trazia boa sorte para o lar. Esse costume chegou no Brasil e não são poucas as crianças que acreditam piamente que os presentes que receberam foram trazidos por Papai Noel. Mais tarde, ao crescerem, descobrem que isso não passava de mentira, o que as leva a relacionar a festa do nascimento de Jesus como uma das maiores mentiras que lhes foi impingida em sua infância.
Subliminarmente, isso as inibe de acreditarem em Jesus, pois se um fato central do Natal como a figura de Papai Noel provou-se ser pura lenda, porque não é lenda o resto dos fatos relacionados com o Natal? Outra coisa que deixa tristes os cristãos que desejam ver a igreja de Cristo em toda a sua pureza e resplendor é o fato de homens sérios, cristãos devotos, que jamais teriam a coragem de vestir uma fantasia de CARNAVAL, NÃO SE ACANHEM DE FANTASIAR-SE DE PAPAI NOEL, e “fingir” que distribuem às crianças católicas os presentes que seus próprios pais já haviam comprado de antemão… E esse velho mitológico está, pouco a pouco, tomando o lugar do personagem que deveria ser o dono da festa, ao ponto de o Natal, ao invés de ser chamado FESTA DE JESUS, estar recebendo o título de “FESTA DE PAPAI NOEL”
Muitos se questionam, que o Papai Noel pode ser encarado como uma fantasia, e que a própria fantasia é fundamental para a criança. Fantasia é importante, desde que não se misture com fatos históricos que envolvem Cristo, seu nascimento e o calvário. Não misturemos fantasia, com mentira!
Como católicos, deixemos o consumismo e a opinião alheia de lado, sobretudo a influência nefasta da mídia capitalista. Ensinemos aos nossos filhos desde pequenos, que Papai Noel é um personagem pagão, e que devemos ignorá-lo completamente, argumentando através da nossa doutrina, que a representatividade efetiva do Natal é o presépio, Cristo e seu nascimento.

Papai Noel foi criação da Coca-Cola?
http://www.e-farsas.com/papai-noel-foi-criacao-da-coca-cola-verdadeiro-ou-falso.html

Diz a lenda que a figura que conhecemos do Papai Noel teria sido criada pela Coca-Cola, mas será que essa história é real?
Velhinho, gorducho, de barbas brancas, gorro e roupas vermelhas e um saco cheio de presentes. Ao lermos a descrição no parágrafo anterior, imediatamente nos vem à mente o Papai Noel, não é? Mas você sabe quem criou essa imagem?
Há muitos anos circula a história de que o Bom Velhinho, com suas barbas brancas e roupas vermelhas, seria uma criação da fábrica de refrigerantes Coca-Cola. Vários sites e blogs apontam que em 1930, a Coca-Cola Company teria feito uma campanha de marketing e, pela primeira vez, mostrado ao mundo o agora famoso Santa Claus.
Será que a multinacional Coca-Cola foi, de fato, a criadora do Noel?
Falso! O mito já existia bem antes de 1930!
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Em 1823, o até então desconhecido professor americano Clement Clarke Moore conseguiu que um poema seu, chamado The Night Before Christmas, fosse publicado – anonimamente – num jornal e, a partir de então, seu texto se tornou uma dos maiores símbolos do Natal. Principalmente na América do Norte.
É claro que há muita controvérsia em relação à verdadeira autoria do tal poema, mas esse texto foi a primeira descrição de um velhinho bochechudo que vinha em um trenó e entrava nas casas pela chaminé. Antes disso, o Papai Noel era descrito de várias formas: Elfo, espírito, duende, santo, etc.
O Bom Velhinho, que também pune as crianças que não se comportaram durante o ano, foi ganhando novas características até que 40 anos mais tarde – em 1863 – o cartunista americano Thomas Nast criou a imagem do Noel quase igual à que conhecemos hoje. Seu trabalho foi parar na capa da revista Harper’s Weekly.

Ah! Thomas Nast também foi o criador da parte da lenda do Papai Noel morar lá no Pólo Norte!
Vários artistas foram recriando e redesenhando esse símbolo do Natal com o passar dos anos. Cada um, dando seu toque pessoal ao Papai Noel. Em 1905, Carl Stetson Crawford ilustrou o volume XXXIII do livro 2 chamado St. Nicholas for Young Folks.

Em 1930, quando o mito do senhor bondoso que entrega presentes em todas as casas do mundo na noite de Natal já estava enraizado no imaginário popular dos americanos, a Coca-Cola Company contratou o ilustrador Haddon “Sunny” Sundblom para criar sua campanha de Natal daquele ano.

Tempos depois, muita gente acabou afirmando e acreditando que a fábrica de refrigerantes foi a criadora do Papai Noel “moderno”. Há relatos afirmando que as roupas do Santa Claus eram verdes e tiveram suas cores mudadas para o vermelho para se adequar às cores da Coca-Cola.
Acontece que o Bom Velhinho já usava vermelho muitos e muitos anos antes.
Aliás, A Coca-Cola não foi a primeira a usar o senhor Noel para ajudar a vender suas deliciosas bebidas! A White Rock Beverages usou Papai Noel para vender sua água mineral em 1915 Ginger Ale em 1923.

Mais imagens do Papai Noel
No site St. Nicholas Center há uma série de imagens mostrando a evolução do mito Papai Noel.

Conclusão
A Coca-Cola não foi a criadora do Papai Noel! Agora, se você quer saber se ele existe de verdade, não vai ser aqui no E-farsas que você vai encontrar a resposta!

Sites pesquisados
-The Night Before Christmas
-Clement Clarke Moore
-JipeMania – Várias campanhas de Natal da Coca-Cola
-St. Nicholas Center
-Papai Noel – Wikipédia
-Galo da Pan – Papai Noel foi criado pela Coca-Cola

Papa pede que fiéis se questionem: “Eu sou cristão do dizer ou do fazer?”

Quinta-feira, 6 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-pede-que-fieis-se-questionem-eu-sou-cristao-dizer-ou-fazer/

Durante homilia da missa desta quinta-feira, 6, Francisco refletiu sobre palavras que marcam caminhos opostos da vida cristã

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta/ Foto: Vatican Media

Na homilia da missa desta quinta-feira, 6, o Papa Francisco, referindo-se ao Evangelho do dia, de São Mateus, e à Primeira Leitura extraída do livro do Profeta Isaías, indicou uma série de palavras em contraste umas com as outras, sendo as primeiras, as palavras “dizer e fazer”, que marcam dois caminhos opostos da vida cristã:

“O dizer é um modo de acreditar, mas muito superficial, na metade do caminho: eu digo que sou cristão, mas não faço as coisas do cristão. É um pouco – para dizê-lo simplesmente – maquiar-se como cristão: dizer somente é um truque, dizer sem fazer. A proposta de Jesus é concretude, sempre concreto. Quando alguém se aproximava e pedia conselho, sempre coisas concretas. As obras de misericórdia são concretas”, afirmou o Santo Padre.

As outras duas palavras em contraste são “areia e rocha”. “A areia não é sólida, é uma consequência do dizer, um maquiar-se como cristão, uma vida construída sem fundamentos. A rocha, ao invés, é o Senhor. É Ele, a força. Mas muitas vezes quem confia no Senhor não aparece, não tem sucesso, está escondido … mas é firme. Não tem a sua esperança no dizer, na vaidade, no orgulho, nos efêmeros poderes da vida … O Senhor, a rocha. A concretude da vida cristã nos faz ir avante e construir sobre aquela rocha que é Deus, que é Jesus; sobre o sólido da divindade. Não sobre as aparências ou as vaidades, o orgulho, as recomendações… Não. A verdade”, refletiu o Pontífice.

“O terceiro binômio, alto e baixo, contrapõe os passos dos orgulhosos, dos vaidosos aos passos dos humildes”, comentou o Papa. Recordando a Primeira Leitura extraída do livro do profeta Isaías, Francisco destacou que o Senhor derrubou os que habitam no alto, humilhando a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar chão: “Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”. Neste trecho, do texto do profeta Isaías, o Santo Padre ressaltou a semelhança com o canto de Nossa Senhora, o Magnificat. “O Senhor eleva os humildes, os que estão na concretude de todos os dias, e abate os soberbos, os que construíram a sua vida na vaidade, no orgulho…estes não duram”.

Por fim, Francisco pediu aos fiéis que aproveitem o tempo litúrgico do Advento, para se questionarem: “Eu sou cristão do dizer ou do fazer? Construo a minha vida sobre a rocha de Deus ou sobre a areia da mundanidade, da vaidade? Sou humilde, procuro caminhar sempre por baixo, sem orgulho, e assim servir o Senhor?”.

Cientistas reconstroem o rosto de São Nicolau

http://www.a12.com/noticias/detalhes/cientistas-reconstroem-o-rosto-de-sao-nicolau

Os cientistas de uma Universidade de Liverpool, na Inglaterra, revelaram o que asseguram ser o retrato mais realista de São Nicolau de Bari, o popular bispo do século IV conhecido por ser a inspiração da figura moderna de Papai Noel.

Os pesquisadores do Face Lab da Universidade John Moores de Liverpool utilizaram um sistema de reconstrução facial e tecnologia interativa 3D para criar o retrato, o qual foi divulgado em 6 de dezembro de 2014, na festa do santo.

A reconstrução do rosto foi baseada no material histórico disponível, segundo a professora universitária Caroline Wilkinson. “Esta é a aparência mais realista de São Nicolau, baseada em todo material esquelético e histórico. Para nós, é emocionante poder ver o rosto deste famoso bispo do século IV”, acrescentou.

A nova imagem utiliza os padrões anatômicos mais atualizados, os dados de profundidade de tecido e as técnicas de CGI (imagem gerada por computador).

Entre as características representadas na imagem do santo está um nariz quebrado, o qual, segundo Wilkinson, foi “reparada assimetricamente, dando um nariz característico e aspecto facial rugoso”.

São Nicolau viveu entre 270 e 343. Foi o bispo de Mira, no sul da Turquia. Em seus anos como bispo, foi preso durante a perseguição de Diocleciano e, mais tarde, libertado quando Constantino chegou ao poder. Era conhecido por sua firme defesa da fé, assim como por sua generosidade, muitas vezes anônima, para com os necessitados.

São abundantes as histórias em torno do santo. A tradição diz que Nicolau, costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres, e que colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição que veio a sua fama de amigo das crianças.

É preciso pedir como os discípulos: “Senhor, ensina-nos a rezar”, diz Papa

Quarta-feira, 5 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses dedicado ao “Pai-Nosso”

Papa Francisco momentos antes do início da catequese desta quarta-feira, 5/ Foto: Vatican Media

“Senhor, ensina-nos a rezar”. Com essa frase o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses dedicado ao “Pai-Nosso”. Concluída a série sobre os Dez Mandamentos, o Pontífice se concentra agora na figura de Jesus como homem de oração. Diante de milhares de fiéis na Sala Paulo VI, o Papa partiu sua explicação do Evangelho de Marcos.

Segundo Francisco, desde a primeira noite em Cafarnaum, Jesus demonstra ser um Messias original. “Na última parte da noite, quando o alvorecer se anuncia, os discípulos ainda o buscam, mas não conseguem encontrá-lo. Até que Pedro finalmente o encontra num lugar isolado, completamente absorto em oração. E lhe diz: ‘Todos te buscam!’ (Mc 1,37). Jesus diz aos seus que deve ir além; que não são as pessoas a buscá-Lo, mas é antes de tudo Ele a buscar os outros. Por isso, não deve fincar raízes, mas permanecer continuamente peregrino pelas estradas da Galileia. E também peregrino em relação ao Pai, isto é, rezando. Em caminho de oração”.

O Papa observou que a narração do livro de São Marcos mostra que tudo acontece numa noite de oração. “Em alguma página das Escrituras, parece ser a oração de Jesus, a sua intimidade com o Pai, a governar tudo”, explicou. O Pontífice ainda frisou, o que considera um ponto essencial: “Jesus rezava. Jesus rezava com intensidade nos momentos públicos, mas buscava também locais apartados que lhe permitissem entrar no segredo de sua alma. Rezava com as orações que a mãe lhe havia ensinado”, sublinhou.

“Jesus rezava como reza qualquer homem do mundo. E mesmo assim, no seu modo de rezar, estava contido um mistério, algo que certamente não passou desapercebido aos olhos dos seus discípulos, a ponto de dizerem: ‘Senhor, ensina-nos a rezar’. Eles viam Jesus rezar e tinham vontade de aprender”, contou o Santo Padre, que acrescentou: “E Jesus não recusa, não tem ciúme da sua intimidade com o Pai, mas veio justamente para nos introduzir nesta relação. E assim se torna mestre de oração dos seus discípulos, como certamente quer ser para todos nós”.

Mesmo rezando há muitos anos, Francisco afirmou que os cristãos devem sempre continuar a aprender. “A oração do homem, este anseio que nasce de modo assim tão natural da sua alma, é talvez um dos mistérios mais intensos do universo. E não sabemos nem mesmo se as orações que endereçamos a Deus são realmente as que Ele quer ouvir de nós”, refletiu. O Pontífice afirmou que há orações inoportunas, e citou a parábola do fariseu e do publicano.

“O fariseu era orgulhoso, fazia de conta que rezava, mas seu coração era frio. O primeiro passo para rezar é ser humilde. Ir ao Pai, a Nossa Senhora: ‘Olhe, sou pecador, fraco, malvado’, cada um sabe o que dizer. Mas sempre se começa com a humildade. O Senhor escuta, a oração humilde”, comentou. Para o Santo Padre, com o início deste ciclo de catequeses sobre a oração de Jesus, a coisa mais bela e mais justa que todos devem fazer é repetir a invocação dos discípulos.

De acordo com o Pontífice, será belo no tempo de Advento, que todos os fiéis repitam: “Senhor, ensina-nos a rezar”. Para o Papa, todos podem ir além e rezar melhor: “Ele certamente não deixará cair no vazio a nossa invocação”.

Ao final da catequese, ao saudar os peregrinos poloneses, o Santo Padre saudou os redatores da seção polonesa da Rádio Vaticano, que celebram 80 anos de fundação. “Eu lhes agradeço pelo serviço ao Papa e à Igreja”. Francisco recordou ainda a celebração no próximo domingo, na Polônia, da 19ª Jornada de oração e de Ajuda à Igreja no Leste: “Com reconhecimento penso a todos aqueles que com a oração e as obras concretas, apoiam as comunidades eclesiais dos países vizinhos”.

O Papa lembrou por fim a celebração no próximo sábado, 8 de dezembro, da solenidade da Imaculada Conceição. “Entreguemo-nos a Nossa Senhora! Ela, como modelo de fé e de obediência ao Senhor, nos ajude a preparar os nossos corações a acolher o Menino Jesus no seu Natal”, disse Francisco. Como é tradição, no dia 8 o Papa vai até a Praça de Espanha para uma homenagem com flores a Nossa Senhora.

Por que o Natal é comemorado no dia 25 de Dezembro?

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Jesus não nasceu no dia 25/12. A Bíblia não cita o dia em que Jesus nasceu, mas uma coisa é certa, há poucas possibilidades de ter sido nesta data, pois, na noite em que nasceu, conforme Lucas 2, 8, que “havia pastores no campo que velavam e guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite”, isto quer dizer que não era inverno na Palestina. Seria muito difícil para Maria grávida viajar durante esta época de muito frio. Muito provavelmente seria outono (setembro/outubro) ou primavera (abril/maio).

Existem registros que indicam que nos primeiros tempos da era cristã esta data era comemorada entre 25/3 e 20/4. Contudo, existem algumas versões para explicar a comemoração nesta data. Antigamente, o tempo era orientado pela lua e ciclos agrícolas. Com isso, o solstício do inverno (dia mais curto no hemisfério norte – 21/12) tinha certo grau de importância. Em diferentes culturas pagãs estas passagens dos solstícios eram comemoradas com festas e associadas ao deus do sol. Com base na adoração destes deuses era comemorado o dia “Sol Invictus”. Foi o imperador romano Aureliano, em 274 a.C., que definiu o dia 25 de dezembro.

Como – O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável em homenagem ao deus do povo greco-romano – Apolo. Ainda 400 anos mais tarde, na época do imperador romano Constantino esta festa era muito popular e celebrada. A fixação oficial desta data como nascimento de Jesus foi determinada pelo papa da época Júlio I no ano de 350 d.C. com o propósito de substituir esta festa do deus sol, pelo nascimento de Jesus o verdadeiro Sol da Justiça. O primeiro calendário de que se tem notícia que marca essa data é o de Filocalos no ano de 354 d.C. Como disse o sábio Angelus Silesius: “Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém, se não nasce dentro de ti, sua alma segue extraviada”.

Por Samuel Scheffler

 

O porquê do Natal ser comemorado no dia 25 de dezembro

Natalis solis invicti: com este nome, o Imperador de Roma, Aureliano oficializava a tradicional comemoração do sol nascente e invencível. Todos os anos, no dia 25 de dezembro, sucedia algo de muito curioso… Devido à inclinação natural do planeta, no hemisfério norte transcorria o dia mais curto e, consequentemente, a noite mais prolongada do ano. O paganismo dos romanos atribuía a esse fato o significado de ser uma ameaça dos deuses, pois notavam, ao longo das estações, a progressiva diminuição das horas solares, até chegar no clímax que se dava nessa ocasião. Amedrontados, ofertavam-lhes desagravos e, por meio de prolongados rituais e celebrações, julgavam atrair o beneplácito dos deuses, evitando assim o desaparecimento da luz.

Com o advento do Cristianismo, os romanos recém-convertidos guardavam saudades das festas realizadas por ocasião do Natalis Solis Invicti. Por esta razão, a Santa Igreja encontrou um sapiencial meio de direcionar para o bem essa arraigada tradição: comemorar, nesse mesmo dia, o nascimento do “Sol da Justiça que traz a salvação em seus raios” (Ml 3, 20). E apoiada em passagens da Sagrada Escritura, nas quais o Messias é apresentado como a “Luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32) (cf. Jo 1, 9), empreendeu a cristianização desse velho costume pagão. Um antiquíssimo mosaico do século III, encontrado na cripta vaticana e conhecido como o Mausoléu dos Iulii, conjuga grandiosamente as imagens de Cristo e do Sol, sobre uma carruagem triunfante.

Com base nisto, atribui-se ao Imperador Constantino, construtor da Basílica Vaticana, ser um dos primeiros a instituir, nessa data, a celebração do Natal. O primeiro calendário a constatar esse fato foi editado por um personagem conhecido como Filocalos (354). Contudo, a declaração oficial da Santa Igreja foi proferida pelo Papa Júlio I (337-352).

Como ensina a Doutrina Católica, as festas do ano litúrgico nos fazem participar das mesmas graças dispensadas por Deus no próprio episódio comemorado. Tendo, pois, a Cátedra infalível de Pedro ligado essa determinação na terra, foi ligada também no Céu (cf. Mt 16, 19), atraindo desta maneira bênçãos copiosíssimas para o dia 25 de Dezembro, Natal do Senhor!

Sebastián Correa Velásquez  
Fonte: http://www.gaudiumpress.org/view/show/22352

Devemos ser ‘artesãos da paz’, diz Papa em homilia

Terça-feira, 4 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Papa Francisco ressaltou que a paz deve ser buscada sem ferir o próximo

Papa Francisco, durante homilia na Missa desta terça-feira, 4, na Casa Santa Marta./ Foto: Vatican Media

Preparar-se para o Natal buscando construir a paz na própria alma, na família e no mundo. Esta foi a exortação do Papa Francisco na homilia da Missa na Casa Santa Marta, 4. Fazer a paz – recordou – é um pouco como imitar Deus, fazendo-se humilde, sem falar mal dos outros ou feri-los. A reflexão do Pontífice foi inspirada na Primeira Leitura (Isaías 11,1-10) e no Evangelho (Lc 10,21-24).

Nas palavras de Isaías, há uma promessa de como serão os tempos quando o Senhor virá: “o Senhor fará a paz” e “tudo estará em paz”, recordou o Papa. Isaías o descreve com “imagens um pouco bucólicas”, mas belas: “o lobo e o cordeiro viverão juntos”, “o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito” “e uma criança os guiará”. Isso significa – explicou Francisco – que Jesus doa uma paz capaz de transformar a vida e a história e, por isso, é chamado “Príncipe da paz”, porque vem para nos oferecer esta paz.

Pedir ao Príncipe da paz de nos pacificar a alma

Portanto, o tempo do Advento é justamente “um tempo para nos preparar a esta vinda do Príncipe da paz. É um tempo para nos pacificar”, exortou o Papa. Antes de tudo, trata-se de uma pacificação “conosco, pacificar a alma”. “Muitas vezes, nós não estamos em paz”, mas ansiosos”, “angustiados, sem esperança”. E a pergunta que o Senhor nos faz é: “Como está a sua alma hoje? Está em paz?”. Se não estiver, o Papa exorta a pedir ao Príncipe da paz que a pacifique para se preparar ao encontro com Ele. Nós “estamos acostumados a olhar para a alma dos outros”, mas – este é o convite de Francisco – “olhe para a própria alma”.

Pacificar a família: existem pontes ou muros?

Depois, é preciso “pacificar a casa”, a família. “Existem muitas tristezas nas famílias, muitas lutas, tantas pequenas guerras, desunião”, afirmou ainda Francisco, convidando, também neste caso, a perguntar-se se a própria família está em paz ou em guerra, se um está contra o outro, se há desunião, se existem pontes “ou muros que nos separam”.

O terceiro âmbito que o Papa pede para pacificar é o mundo onde “há mais guerra do que paz”, “há tanta guerra, tanta desunião, tanto ódio, tanta exploração. Não há paz”.

Que faço para ajudar a criar a paz no mundo? “Mas o mundo é demasiado distante, padre”. Mas o que faço para ajudar a paz no bairro, na escola, no local de trabalho? Eu dou sempre qualquer desculpa para entrar em guerra, para odiar, para falar mal dos outros? Isso é fazer a guerra! Sou manso? Busco fazer pontes? Não condeno? Vamos perguntar para as crianças: “O que você faz na escola? Quando há um colega que você não gosta, é um pouco odioso ou é fraco, você faz bullying ou faz as pazes? Procura fazer as pazes? Perdoo tudo?”. Artesão da paz. É necessário este tempo de Advento, de preparação para a vinda do Senhor, que é o Príncipe da paz.

A paz sempre vai avante, nunca está parada, “é fecunda”, “começa na alma e depois volta à alma após fazer todo este caminho de pacificação”, evidenciou ainda o Papa:

E fazer as pazes é um pouco como imitar Deus, quando quis fazer as pazes conosco e nos perdoou, nos enviou Seu Filho para fazer a paz, a ser o Príncipe da paz. Alguém pode dizer: “Mas, padre, eu não estudei como se faz a paz, não sou uma pessoa culta, não sei, sou jovem, não sei …”. Jesus no Evangelho nos diz qual deve ser a atitude: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”. Você não estudou, não é sábio… Faça-se pequeno, faça-se humilde, faça-se servidor dos outros. Faça-se pequeno e o Senhor lhe dará a capacidade de entender como se faz a paz e a força para fazê-la.

A oração neste tempo de Advento, portanto, deve ser “pacificar”, viver em paz na nossa alma, na família, no bairro:

E todas as vezes que nós vemos que existe a possibilidade de uma pequena guerra, seja em casa, seja no meu coração, seja na escola, no trabalho, parar e buscar fazer as pazes. Nunca, nunca ferir o outro. Nunca. “E padre, como posso começar para não ferir o outro?” – “Não falar mal dos outros, não lançar o primeiro canhão”. Se todos nós fizermos isso – não falar mal dos outros – a paz irá avante. Que o Senhor nos prepare o coração para o Natal do Príncipe da paz. Mas nos prepare fazendo o possível, da nossa parte, para pacificar: pacificar o meu coração, a minha alma, pacificar a minha família, a escola, o bairro, o local de trabalho. Homens e mulheres de paz.

Papa sobre o Advento: preparação para encontro definitivo com o Senhor

Segunda-feira, 3 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Durante homilia nesta segunda-feira, 3, Francisco recordou que o Advento é tempo propício para purificação e crescimento na fé

Papa celebra missa na Casa Santa Marta/ Foto: Vatican Media

“O tempo do Advento tem três dimensões: passado, futuro e presente”. A frase é parte da homilia da missa realizada pelo Papa Francisco na capela da Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 3. Durante reflexão, o Santo Padre recordou que o Advento, iniciado neste último domingo, 2, é tempo propício para purificar o espírito, fazer crescer a fé e se purificar.

O ponto de partida das reflexões do Pontífice é o Evangelho do dia (Mt 8,5-11), que relata o encontro em Cafarnaum entre Jesus e um oficial romano, que pede ajuda para o seu servo, paralisado na cama. “Hoje, pode acontecer de se acostumar à fé, esquecendo a sua vivacidade. Quando estamos acostumados perdemos aquela força da fé, aquela novidade da fé que sempre nos renova”, destacou o Papa.

Na homilia, Francisco ressaltou que a primeira dimensão do Advento é o passado, a purificação da memória: “Recordar bem que não nasceu a árvore de Natal, que certamente é um belo sinal, mas recordar que nasceu Jesus Cristo”, alertou o Pontífice, que prosseguiu: “Nasceu o Senhor, nasceu o Redentor que veio para nos salvar. Sim, a festa…nós sempre temos o perigo, sempre teremos em nós a tentação de mundanizar o Natal, mundanizá-lo … quando a festa deixa de ser contemplação – uma bela festa de família com Jesus no centro – e começa a ser festa mundana: fazer compras, presentes, isso e aquilo outro…e o Senhor permanece ali, esquecido”.

O Advento é, de acordo com o Santo Padre, um tempo para purificar a memória daquele tempo passado. “O Advento serve para purificar a esperança, e se preparar para o encontro definitivo com o Senhor. Porque aquele Senhor que veio lá, voltará, voltará! E voltará para nos perguntar: ‘Como foi a sua vida?’. Será um encontro pessoal. Nós, o encontro pessoal com o Senhor, hoje, teremos na Eucaristia e não podemos ter um encontro assim, pessoal, com o Natal de 2000 anos atrás: temos a memória daquilo. Mas quando Ele voltar, teremos aquele encontro pessoal. É purificar a esperança”, observou.

Por fim, o Papa convidou todos a cultivarem a dimensão cotidiana da fé, não obstante as preocupações e os muitos afazeres, cuidando da própria casa interior. “O nosso Deus, de fato, é o Deus das surpresas e os cristãos deveriam perceber todos os dias os sinais do Pai Celeste, o seu falar conosco hoje”, refletiu.

A terceira dimensão é, segundo Francisco, a mais cotidiana, a de purificar a vigilância. “Vigilância e oração são duas palavras para o Advento; porque o Senhor veio na História em Belém; virá, no final do mundo e também no final da vida de cada um de nós. Mas vem todos os dias, em todos os momentos, no nosso coração, com a inspiração do Espírito Santo”, concluiu.

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