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Descobriu sua vocação após pergunta de amigo agnóstico e agora é sacerdote

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Ordenação de Pe. Juan Pablo Aroztegi pelo Bispo de San Sebastián, Dom José Ignacio Munilla. Foto: Diocese de San Sebastián

San Sebastián, 06 Jul. 18 / 10:00 am (ACI).- Pe. Juan Pablo Aroztegi foi ordenado sacerdote no dia 2 de julho pelo Bispo de San Sebastián (Espanha), Dom José Ignacio Munilla, na catedral do Bom Pastor. O novo presbítero tem 35 anos, é engenheiro industrial e agora também é o sacerdote mais jovem da diocese.

Segundo relataram diversos meios de comunicação locais, Pe. Juan Aroztegi começou a discernir sua vocação depois que um amigo agnóstico lhe perguntou por que era cristão.

Até então, não tinha se questionado por que seguia Jesus Cristo, nem o que queria fazer de sua vida. Na época, trabalhava em uma empresa de software livre em Pamplona (Espanha), mas, depois de uma profunda reflexão, decidiu ingressar no seminário.

Quando Pe. Juan Pablo decidiu entrar no seminário, em um dos “maiores momentos de liberdade” de sua vida, e comunicou ao amigo que tinha lhe feito essas perguntas que mudaram sua vida, este o respondeu que esperava por isso.

“Os teus amigos te conhecem e podem intuir as tuas decisões. É irônico que um amigo agnóstico tenha me feito questionar minha vida cristã e minha vocação”, afirmou.

E, embora a maioria de seus amigos não sejam crentes, Pe. Juan Pablo assegura que têm “muito respeito”, por isso, alguns foram à Missa de ordenação sacerdotal no último domingo.

“As conversas que tive com alguns deles para comunicar sobre minha decisão foi um dos momentos mais bonitos da minha vida. Eu me senti livre e me mostrei como sou. Falamos de temas importantes que nunca havíamos tratado antes”, recordou.

Pe. Aroztegi explicou ao ‘Diario Vasco’ que nos dias antes da ordenação estava “tranquilo e emocionado”, porque “o que a princípio era como uma chama de fogo dentro de mim, pequena mas da qual não podia duvidar, durante esses anos foi ganhando força. Chego [à ordenação] sereno, porque me sinto muito livre. E, ao mesmo tempo, a emoção é grande. Estou emocionado por tudo o que significa e porque poderei me dar totalmente àquilo ao qual me sinto chamado”.

Segundo afirmou, sua família se surpreendeu quando contou sua decisão, embora sempre tivesse vivido a fé “de uma maneira muito natural”.

“ia à Missa aos domingos com eles [sua família]. Claro que durante a minha juventude e adolescência, não via o sacerdócio para minha vida, pensava que meu futuro era o de formar uma família. Mas, a vida dá muitas voltas”, afirma.

Segundo declarações ao ‘Diario Vasco’, este jovem sacerdote assegurou que gosta de “estar aberto às surpresas da vida. Quem me diria com 15 ou 22 anos que ia acabar sendo sacerdote, nem me passava pela cabeça. Sem dúvidas, as melhores coisas que aconteceram na minha vida foram inesperadas. Nesse sentido, hoje estou ansioso por tudo o que me espera na vida sacerdotal. Sinceramente, espero uma vida intensa e apaixonante, com momentos bons e outros de cruz e sofrimento, como em qualquer outro caminho na vida”.

Além disso, indicou que gostaria de seguir o exemplo de alguns sacerdotes que foram importantes em sua vida.

“Admiro os [sacerdotes] que não buscam ter êxito nem aplausos, mas ajudar a quem precisa sem que ninguém saiba. Atrai-me o sacerdote que é humilde em todos os sentidos, o que vê a si mesmo como um cristãos a mais, um discípulo de Jesus que está a caminho como qualquer outro. O que é um homem de Deus, reza por seu povo e não busca nada mais do que as coisas de Deus. E, sobretudo, atrai-me o sacerdote que cria unidade, que sabe estar com os demais”, assegurou.

Explicou ainda que um dos desafios do sacerdote de hoje é “formar comunidades cristãs nas quais se possa viver a grandeza da vida em Cristo”. Para isso, incentiva a “ir ao essencial, ao que importa na vida, a amar e ser amados”. E afirmou que se o cristianismo é vivido com autenticidade, “é verdadeiramente atrativo”.

O que os representantes da CNBB disseram na audiência sobre o aborto no STF?

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Imagem referencial / Crédito: Unsplash

BRASILIA, 06 Ago. 18 / 05:00 pm (ACI).- Nesta segunda-feira, 6 de agosto, aconteceu o segundo dia da audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do aborto, e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) contou com dois representantes, que defenderam a vida.

A audiência pública no STF foi convocada pela ministra Rosa Weber, relatora do caso, para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017 (ADPF 442), que foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Esta ADPF 442 questiona os artigos 124 e 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. Assim, propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

O primeiro dia da audiência foi na sexta-feira, 3 de agosto, e o segundo e último dia, nesta segunda-feira, quando falaram os representantes da CNBB, o Bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers, o Padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco (SP).

Razões ética, moral e religiosa

O Bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers, que possui formação voltada para a área de Teologia Moral e Bioética, apresentou durante sua colocação razões de ordem ética, moral e religiosa contra o aborto, fazendo referência também à nota publicada pela CNBB em abril de 2017.

O Prelado reiterou a posição expressa pela Conferência “em defesa da vida humana com toda a sua integralidade (dado científico), dignidade (Art. 1º da Const.) e inviolabilidade (Art. 5º da Const.), desde a sua concepção até a morte natural”.

Dom Hoepers assinalou que este debate não pode negar, deletar, ignorar a “existência do bebê” e que, ao contrário do que ouviu diversas vezes durante a audiência, “a ideia de desengravidar as mulheres” não tem a ver com “os artigos 124 e 126 do Código Penal”.

O Bispo indicou que o problema é que “ninguém quer nominar esse inocente”. “Ele foi apagado, deletado dos nossos discursos para justificar esse intento em nome da autonomia e liberdade da mulher. Mas, a criança em desenvolvimento na 12º semana é uma pessoa, uma existência, um indivíduo real, único e irrepetível e, provavelmente, neste momento, a mãe já escolheu um nome para seu filho”.

“Nós, brasileiros e brasileiras vamos esperar ansiosamente essa resposta da Suprema Corte: afinal, atentar contra a vida de um ser humano inocente é crime ou não?”, disse.

Além disso, assinalou que, “se a questão é de saúde, (Salus – salvar), a lei teria que proteger a mãe e o filho proporcionalmente”.

Dom Hoepers, então, sugeriu que sejam desenvolvidas propostas alternativas, como propôs anteriormente a CNBB, “através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil”.

Assim, sugeriu que fosse visitada ao menos uma casa pró-vida no Brasil, onde não se vai “encontrar só mulheres que recepcionaram os números 124 e 126 do Código Penal, não atentando contra a vida inocente, mas também encontrará os filhos que elas não abortaram dizendo: ‘obrigado porque me deixaram viver’”.

“Estamos aqui, porque fazemos parte da maioria dos brasileiros que são movidos pela fé em Deus, mas também pelo cuidado e defesa da vida. Por essa fé, não medimos esforços nos gestos de verdadeira solidariedade, de justiça e de fraternidade”, completou.

Estatísticas reais

Quem também representou a CNBB foi Padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco (SP), professor de Teologia Moral. Em seu pronunciamento, questionou a tramitação da ação e apresentou estatísticas reais em relação ao aborto no mundo.

Inicialmente, o sacerdote assinalou que “esta audiência não se presta para o fim a que foi convocada”, e sim “apenas para legitimar o ativismo desta Corte”, como demonstra o fato de que “os que defendem o reconhecimento do aborto como direito tiveram bem mais do que o dobro do tempo e bem mais do que o dobro de representantes dos que defendem a posição contrária”.

Ainda apontando o ativismo judicial, o sacerdote lembrou que o “Supremo Tribunal Federal não pode legislar”. “Mas no nosso caso já não estamos nem mais falando de legislar, mas de usurpar o Poder Constituinte Originário”, afirmou, citando que “o artigo quinto da Constituição estabelece que a inviolabilidade do direito à vida é cláusula pétrea”.

Pe. José Eduardo se referiu ainda aos números sobre as estatísticas apresentados durante a audiência pública, os quais foram analisados pela Comissão Episcopal Pastoral da Pastoral Familiar da CNBB.

“Dezenas de representantes de organizações falaram de um milhão de abortos por ano e de quinhentos mil abortos por ano. A professora Débora Diniz disse explicitamente que o número anual de abortos calculados no Brasil é de 503 mil por ano. Disse também que as pesquisas constataram que metade destes abortos passam por internações na rede hospitalar. Isto daria cerca de 250 mil internações, o que conferiria com os dados do SUS”, citou.

“Ora – observou –, os dados do SUS são que há 200.000 internações por aborto por ano. A estimativa dos médicos experientes é que destes, no máximo 25% seriam por abortos provocados. Numerosas pesquisas apontam valores entre 12% e 25%. Em 2013 o IBGE estimou que o número de abortos naturais corresponde a 7 vezes o número de provocados”.

Além disso, “tomando o valor mais conservador de 25%, deveríamos concluir que se houvesse no Brasil 250 mil internações por abortos provocados, deveria haver entre um milhão e um milhão e meio de internações totais de abortos, e não apenas 200 mil”.

O presbítero indicou que “os números que foram aqui apresentados são 10 ou mais vezes maiores do que a realidade” e fez ainda comparações com outros países onde o aborto é legalizado, mostrando que estes “praticam entre três a 23 vezes mais aborto que o Brasil”.

“A conclusão é que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil”, concluiu.

A íntegra dos discursos de Dom Ricardo Hoepers e P. José Eduardo de Oliveira pode ser acessada no site da CNBB.

Precisamos conservar nossa relação com Jesus, diz Papa no Ângelus

Ângelus

Domingo, 5 de agosto de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé
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Segundo Francisco, Jesus Cristo é o verdadeiro ‘pão da vida’ que sacia corpos e almas

Papa Francisco na oração do Ângelus deste domingo, 5, no apartamento pontifício / Foto: Reprodução Youtube Vatican News

Neste 18º domingo do tempo comum, o Papa Francisco realizou mais uma oração mariana do Ângelus, na Praça São Pedro, em Roma, desta feita baseado no Evangelho segundo São João. O Sucessor de Pedro pediu aos milhares de fiéis que cultivem sua relação com o Filho de Deus.

O Santo Padre explicou como Jesus vai de encontro às pessoas e suas necessidades. “Mas a Jesus não basta que as pessoas o procurem. Ele quer que as pessoas o conheçam. Quer que o encontro com Ele ultrapasse as necessidades materiais”, afirmou. “Jesus veio para nos trazer algo a mais, abrir a nossa existência, um horizonte mais amplo às preocupações cotidianas”, reiterou.

A passagem bíblica que relata a multiplicação dos pães e peixes, segundo Francisco, é sinal do grande dom que o Pai deu à humanidade, o próprio Jesus. “O verdadeiro pão da vida não quer saciar apenas os corpos, mas também as almas, dando alimento espiritual que pode satisfazer a fome mais profunda”, afirmou.

Por isso, segundo o pontífice, devemos nos deixar envolver nesta relação de amor e confiança com Jesus Cristo, pois assim poderemos realizar boas obras que atendam às necessidades de nossos irmãos. “Só não podemos nos esquecer que se é necessário nos preocuparmos com o pão material, é ainda mais importante cultivar a relação com ele, vindo para saciar nossa fome de verdade, de justiça e de amor”, ponderou.

Aborto, um mal que clama aos céus

Por Daniel Machado e Alessandra Borges

Para muitas mulheres ser mãe é algo maravilhoso e inexplicável. A maternidade as transforma, as deixa mais belas por dentro e por fora, seu lado emocional e afetivo atinge um grau mais elevado. No entanto, muitos casais recebem a notícia da gravidez como um grande “problema”, por acreditarem que terão o futuro profissional, amoroso e intelectual comprometido. A solução – para muitos – é o aborto, um mal que destrói a sociedade e ceifa a vida de 50 milhões de vidas todos os anos mundo afora. Um verdadeiro genocídio silencioso.

Em 2004, o São Papa João Paulo II demonstrou sua preocupação com esses atentados contra a vida, legitimados pelo Estado em vários locais do mundo. Há uma verdadeira “difusão da cultura da morte espalhada por todos os cantos do planeta, a qual leva diversos setores da opinião pública a justificar alguns delitos contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual e, com este suposto, muitos pretendem sua legitimação por parte do Estado”, ratificou o Pontífice.

“Existe uma indústria da morte, que proporciona a morte no mundo”, declarou a cantora Elba Ramalho, que recebeu o “Destrave” para falar sobre esse tema. Ela nos contou que tem aderido a campanhas pró-vida, dando o seu depoimento como uma pessoa pública. “Estamos numa luta poderosa do mal contra Deus. Ele [o mal] quer sangue derramado e almas de inocentes”, denunciou a cantora.

São incontáveis as vítimas do aborto mundo afora. A primeira delas é a criança morta no lugar onde mais deveria encontrar proteção, mas as consequências são graves também para a mãe. Estudos apresentados por especialistas médicos no 1º Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana, em Lisboa, demonstraram forte relação do aborto induzido com graves enfermidades mentais e físicas das mulheres que o cometeram. Os dados revelaram que 60% das mulheres que o praticaram receberam cuidados mentais 90 dias depois. Depressão, comportamento bipolar, síndrome do pânico, surtos psicóticos foram alguns dos transtornos observados nelas, além do medo e da culpa.

Opinião popular sobre o aborto  

Em 2003 o Datafolha registrou que 71% dos brasileiros eram contra o aborto. Em nova pesquisa realizada pelo Instituto Vox Popoli 82% dos brasileiros se declararam contra essa prática, ou seja, 7 anos depois o povo brasileiro – na sua esmagadora maioria – se diz a favor da vida.

Mas se o povo brasileiro é contra o aborto, por que de tempos em tempos novas leis rondam o Congresso Nacional para que esse mal seja aprovado como um direito da mulher? O que está por trás destes conceitos?

“São várias pressões de organismos internacionais, agências da ONU, interesses políticos, econômicos e culturais”, afirma o professor e jornalista Hermes Rodrigues. Segundo esse mesmo profissional está em curso no mundo uma tentativa de desconstrução da família e dos valores cristãos. “Existe um processo sutil e sofisticado para tentar desconstruir os valores da civilização cristã ocidental e as pessoas não sabem disso”, revela o professor.

Ideologia feminista  

O aborto é também a principal bandeira da ideologia feminista. ‘Direitos reprodutivos da mulher’, ‘autonomia sobre o seu corpo’, ‘questão de saúde pública’, são alguns dos termos usados para fazer dessa prática [aborto] um direito da mulher.

“Se eu tivesse direito sobre o meu corpo eu poderia suicidar-me ou cortar um braço, mas a lei não me permite fazer fazer isso”, diz o advogado e escritor Jorge Escala. Segundo ele, diante da lei ninguém tem o direito sobre o corpo do outro. “A pessoa que a mulher carrega no seu ventre não faz parte dela; é o corpo do próprio bebê, por isso jamais pode ser abortado”.

Uma ideologia da desconstrução da maternidade está em curso no mundo. É o que se pode encontrar no livro “O mito do amor materno” de Elisabeth Badinter. De acordo como a autora “a maternidade é um monstro de duas cabeças. (…) Ela é a pedra no meio do caminho da liberação feminina”.

O direito de viver

Em 25 de setembro de 1992, o Brasil ratificou o Pacto de San José, que dispõe, em seu artigo 4º, que o direito à vida deve ser protegido desde a concepção. A Constituição Federal do Brasil, no capítulo do seu artigo 5º, também estabelece a inviolabilidade do direito à vida.

A Igreja também afirma que em nenhuma hipótese o aborto pode ser justificado. “Segundo o Papa São João Paulo II, em sua Encíclica Evangelium Vitae, o aborto é um ato gravemente desordenado enquanto morte deliberada de um ser humano. A vida é sagrada e, portanto, só Deus é o Senhor da vida”, reiterou o presidente do Pró-vida de Anápolis (GO), padre Luiz Carlos Lodi.

A sociedade precisa ficar atenta a esta legislação civil contrária aos ideiais e direitos da família e do nascituro. Qualquer forma de legalizar o aborto no país será mais um ‘rolo compressor’ passando por cima da Constituição e dos acordos de direitos humanos assinados pelo Brasil.

Desde o momento da concepção a vida quer ser vivida, num lindo, misterioso e milagroso desenvolvimento. Como diz o salmista “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (Salmo 139.13).

E para quem é a favor do aborto, fica a pergunta: Como ser a favor do aborto se você já nasceu?

Cinco principais mentiras que estão por trás da legalização do aborto

ATENÇÃO

A legalização do aborto é incentivada com estratégias mentirosas
https://formacao.cancaonova.com/bioetica/aborto/cinco-principais-mentiras-que-estao-por-tras-da-legalizacao-do-aborto/

A primeira coisa a saber, segundo Isabella Mantovani, especialista em Bioética, é que o aborto é uma prática de controle populacional. Esse controle é feito mediante um planejamento e financiamento ao redor do mundo por parte de algumas fundações, entre elas se encontram: Forde, Rockefeller, MacArthur, ONU (Unicef, FNUAP e Unifem), o Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Global Fund for Women, OAK Fundation. Todas essas instituições têm em comum a ideia de um mundo dominado por poucos. Para que seus objetivos sejam alcançados, elas usam algumas estratégias: legalização do aborto, esterilização, contracepção, cultura de poucos filhos, educação sexual hedonista etc..

Para a realização de determinada tarefa, faz-se necessário a utilização de uma ferramenta. Para os idealizadores do aborto, o principal instrumento utilizado por esses grupos é a mentira.

Foto: Copyright selvanegra

Apresento-lhes pelo menos, cinco mentiras, pregadas pelas pessoas e instituições favoráveis à prática do aborto:

1 – São realizados, no Brasil, cerca de um milhão e quinhentos mil abortos por ano.

Os abortistas falam de um milhão e quinhentos mil por ano. Esse número, segundo Isabella Mantovani, não tem nenhum fundamento científico. Os dados são mensurados mediante as internações hospitalares. O dado real de internações é de aproximadamente cem mil por ano.

Vale ressaltar que, esse percentual de abortos são dados mensurados pelos institutos, ligados às fundações que patrocinam o aborto; logo, os números estarão voltados para seus próprios interesses.

2 – Quando o aborto em um país é legalizado, o número de abortos diminui.

Os fatos mostram exatamente o contrário, pois, em vez de diminuir, o número cresce vertiginosamente.

Na Austrália, o aborto é legal desde a década de 1970. Hoje, cem mil crianças são abortadas anualmente. Assim, como na Espanha e em outros países, o número de abortos tem disparado desde que a prática foi legalizada. Em 1985, foram executados na Austrália 66 mil abortos. Esse número saltou para 71 mil em 1987; 83 mil em 1991; 92 mil em 1995; 88 mil por ano até 2002. Em 2005, o Ministério da Saúde australiano registrou cerca de 100 mil abortos executados legalmente.

Em 1976, foram praticados um milhão de abortos nos Estados Unidos. Em 1977, o número voltou a subir para um milhão e cem mil abortos. Em 1978, esse número subiu para um milhão e duzentos mil; e em 1979, novamente para um milhão e trezentos mil, permanecendo mais ou menos estacionado nesse número até 1988; até que, em 1989, voltou a subir para aproximadamente um milhão e quatrocentos mil abortos por ano, esse número se manteve estacionado até aproximadamente 1995, quando caiu para um milhão e trezentos mil abortos.

3 – O Brasil tem maior número de aborto que os países que o legalizaram

Comparamos os dados com países onde o aborto é legalizado. Vejamos se essa afirmação é verdadeira:

Brasil: 100.000 abortos por ano
População: 200.000.000

França: 200.000 abortos por ano (10 vezes mais que o Brasil)
População: 50.000.000

Suécia: 40.000 (8 vezes mais que o Brasil)
População: 10.000.000

Inglaterra: 100.000 (4 vezes mais que o Brasil)
População: 50.000

Japão 200.000 (4 vezes mais que o Brasil)
População: 100.000.000

4 – O número de abortos tem aumentado no Brasil

Isso não é o que os dados têm mostrado. Como visto anteriormente, os dados são obtidos mediante internações hospitalares e curetagens, e o que se tem visto é a diminuição dessa prática.

Pesquisas mostram que, mais de 67% dos brasileiros, consideram o aborto uma prática moralmente grave. Só 3 % consideram moralmente aceitável a prática do aborto. Em linhas gerais, pode-se dizer que o brasileiro não aceita a legalização do aborto.

5 – Com a legalização do aborto acontece uma diminuição considerável da mortalidade materna

Em países com leis extremamente restritas em relação ao aborto, como o Chile, a mortalidade materna é baixa em consideração ao número de sua população. Diminuiu de 275 mortes maternas, em 1960, para 22 óbitos em 2015, a maior redução observada em países da América Latina.

Há países onde o aborto é legalizado e a mortalidade materna é alta, como na Índia: 200 mulheres por 100 mil nascidos vivos, em 2010. O que se pode concluir é que, na verdade, o resultado é neutro, tanto pode diminuir quanto pode aumentar com a legalização. O que não pode, de modo algum dizer, é que existe uma diminuição da mortalidade materna.

Como bem sabemos, o pai da mentira é o diabo (Jo 8,44), que usará de todas as suas artimanhas para enganar os Filhos de Deus. Observe que os cinco argumentos citados acima não trazem nenhuma veracidade, todos são para confundir e enganar. Mas, acreditamos piamente no triunfo, não da mentira, mas da Verdade.

Não podemos ficar parados diante de tanto sangue inocente derramado. Isso é cruel, injusto e desumano. Se o primeiro e mais importante direito da pessoa, o de nascer, não for respeitado, nenhum outro o será.

Santa Madre Teresa de Calcutá dizia que “enquanto houver abortos no mundo, ele nunca terá paz. Se dermos à mãe o direito de matar o próprio filho, cada um se achará no direito para matar a quem desejar”.

O aborto é algo absurdo, não somente mata a vida, como também quem o faz, se coloca no lugar de Deus. Decide quem deve viver e quem deve morrer. Além do mais, o aborto ensina a conquistar, a qualquer preço, o que a pessoa quer, inclusive pela violência. Por isso mesmo, como lembra Santa Teresa de Calcutá, “o maior destruidor do amor e da paz é o aborto”. Um país que aceita o aborto, em vez de ensinar seus cidadãos a amar, ensina-os a usar a violência para que possam obter o querem.

Elenildo Pereira
Candidato às Ordens Sacras na Comunidade Canção Nova. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP). Bacharelando em Teologia pela Faculdade Dehoniana, Taubaté (SP) e pós-graduando em Bioética pela Faculdade Canção Nova. Atua no Departamento de TV da Canção Nova, no Santuário Pai das Misericórdias e Confessionários.

Meu corpo, minhas regras

… Uma propagação da cultura de morte

Sexta-feira, 6 de novembro de 2015, Prof. Felipe Aquino

“Meu corpo, minhas regras”, é uma defesa do aborto de crianças inocentes e indefesas

Alguns artistas da Rede Globo gravaram um vídeo intitulado “Meu corpo, minhas regras”, defendendo o aborto de crianças inocentes e indefesas. Além da propagação mórbida da “cultura morte”, o vídeo espalha mentiras sobre o que ensina a fé cristã, de modo especial sobre a Virgindade perpétua da Virgem Maria, que essas pessoas, que nada entendem de teologia e mariologia, interpretam como erro de tradução.

A vida humana começa com o embrião; e isso é um dado científico. Segundo o maior geneticista do século XX, Dr. Jerome Lejeune, que descobriu a Síndrome de Down, o embrião é um ser humano pois nele já estão todas as mensagens da vida desta pessoa.

De que vale salvar a criança já nascida, senão defendemos e protegemos a que está em gestação?

É triste verificar que alguns artistas, usando de sua penetração nos lares, use de um meio tão poderoso da mídia para difundir a morte de seres inocentes, indefesos, que um dia poderiam caminhar, pensar, sorrir e abraçar seus pais. É muito triste e incoerente ver atores que pedem dinheiro para o Criança Esperança defendendo publicamente o assassinato de crianças inocentes e indefesas, no ventre materno! De que vale salvar a criança já nascida, senão defendemos e protegemos a que está em gestação?

A criança também é parte do corpo da mulher?

As artistas argumentam falsamente que a mulher tem direito a seu corpo; tem sim, e deve cuidar bem dele, mas jamais pode matar uma criança no seu ventre, que não faz parte do seu corpo; é uma vida independente.

Será que é papel de um artista defender o assassinato de crianças no ventre das próprias mães? A vida de um bebê deve ser protegida em todas as circunstâncias. Sabemos que hoje uma criança que nasce prematura, com 12 semanas de gestação já sobrevive. É bom papel de artista difundir a “cultura da morte”?

Não podemos nos calar diante de tanto sangue inocente derramado!

Eliminar a vida é um pecado que brada justiça aos Céus. Nossa Pátria não pode ter as bênçãos de Deus ofendendo tanto o Criador, sobretudo naquilo que é mais sagrado, o dom inviolável da vida.

Não se omita, não caia nesse pecado; participe, proteste contra o extermínio de milhões de crianças por suas próprias mães.

Um bebê de 12 semanas já está bem desenvolvido

O que o aborto mata é uma vida humana, então, a criança, desde os primeiros meses de gestação, tem os mesmos direitos à vida que um bebê de seis meses de idade. Apenas com 12 semanas de gestação, o bebê é já bem desenvolvido. As únicas mudanças básicas serão o crescimento e o aperfeiçoamento do que já está formado. Todos os sistemas orgânicos funcionam. Ele respira e urina também. Quando sua mãe dorme, ele dorme, mas quando ela desde uma escada, ouve um ruído forte, no ambiente exterior, ele acorda. Neste estágio, o bebê pode sentir dor e é muito sensível à luz, ao calor e ao barulho. Sua personalidade já está em formação. Com oito semanas, um bebê segura qualquer objeto que for posto em sua mão. Se for feito um eletrocardiograma, com instrumentos de precisão, até as batidas do seu coração serão ouvidas. Observe um bebê de seis semanas. Com o auxílio de um microscópio, descobrimos que este pequeno ser tem 46 cromossomos em cada célula de seu corpo, demonstrando claramente que é um ser humano.

Cada um de nós foi um óvulo fertilizado, uma simples célula. Tudo o que somos já estava contido nesta simples célula: cor dos olhos, do cabelo, tamanho do pé, o fato de ficarmos carecas aos 50 anos. Nada foi acrescentado ao óvulo fertilizado que um dia fomos, exceto a nutrição.

Quando a pessoa passa a ser humana?

Alguns, arbitrariamente, marcaram uma linha no tempo e disseram: antes dessa idade, por exemplo três meses, não há ser humano: depois sim. Quanto a isso, tais pessoas estão de acordo: discordam, porém, quanto à idade em que o ser começa a existir como pessoa humana. Mas, se nos valermos da idade para determinar o direito que o feto tem à vida, será igualmente lógico estabelecer para a pessoa um limite de idade máxima, por exemplo, 80 anos. Podemos declarar que todos, acima desta idade, não terão mais sua vida protegida pela lei? Ambos os casos se identificam.

Alguns dizem que o ser não é humano até que não tenha certa experiência do amor. Mas que será, então, dos não-amados? Outros dizem que o ser é humano só quando passa a ter uma certa consciência de si mesmo. Mas o que dizer da criança excepcional? Do jovem em estado de coma há três semanas, após um acidente ? De uma avó depois de um derrame ?

Pode-se dar ao filho o direito de matar a mãe?

Se hoje damos o direito à mãe de matar legalmente seu filho não nascido, porque é estorvo para ela, amanhã, logicamente, devemos dar ao filho o direito, também legal, de matar sua mãe que se tornou um peso para ele?

Devemos proteger igualmente todas as vidas humanas, ou permitir que os legisladores definam o direito à vida? Podemos conscientemente permitir que os grandes matem os pequenos, os fortes eliminem os fracos, os conscientes destruam os inconscientes?

Até  os reformadores protestantes professaram a virgindade de Maria

A intérprete oficial da Bíblia, que é a Igreja – pois foi ela quem a compôs – não tem dúvida da Virgindade de Maria. Ela sempre foi Virgem: “antes do parto, no parto e depois do parto”, disse Santo Agostinho. Foi o Papa Paulo IV que, em 7-8-1555, apresentou a perpétua virgindade de Maria entre os temas fundamentais da fé. Assim se expressou: “A Bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e constantemente depois do parto”.

Até mesmo os reformadores protestantes, como Lutero e João Calvino, professaram a virgindade de Maria. Em 1537, em seus “Artigos da Doutrina Cristã”, é o próprio Lutero quem diz: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem”. Em 1542, João Calvino publicou o seu catecismo de Genebra, onde se lê: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão”.

O Corão de Maomé professa a virgindade de Maria

Até mesmo o Corão de Maomé, que reproduz certas proposições do Cristianismo, professa a virgindade de Maria. O Concílio Vaticano II, na Constituição dogmática “Lumem Gentium”, afirmou: “Jesus, ao nascer, não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal” (LG, n. 57), repetindo o que já tinha sido afirmado no Concílio de Latrão, no ano de 649.

Os Santos Padres gostavam de chamar Maria de “Mater inviolata”, “Mãe perfeitamente virgem”. Santo Antonino, em sua “Summa”, resumiu tudo: “Mãe de todos nós, em plena virgindade; Mãe que, por primeira, independente de preceito, conselho ou exemplo de outros, ofertou a Deus o presente de sua virgindade e assim gerou todas as virgens, à medida que são virgens por imitação de sua virgindade” (MM, p. 26). E assim os Santos Padres não se cansavam de exaltar a virgindade de Maria: “Virgem que gerou a Luz, sem ficar com nenhum sinal, como outrora a sarça (de Moisés) que ardia em fogo sem se consumir”, dizia Santo Efrém; ou como Santo Epifânio: “Virgem ainda mais pura depois do parto”; ou São João Crisóstomo: “Virgem que permaneceu Virgem, mesmo sendo verdadeiramente mãe”. Ou São Gregório Magno: “Virgem que deu à luz e, enquanto dava à luz, duplicava a virgindade”.

O profeta Isaías profetizou a virgindade de Maria como um sinal do Senhor: “Uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’” (Is 7,14). Por que haveria de ser uma virgem a dar ao mundo o Redentor? Primeiro, ensinam os santos Padres da Igreja, porque foi uma virgem (Eva) que o pecado entrou no mundo; então, também por outra Virgem (Maria), haveria de entrar a salvação.

Santo Irineu, bispo e mártir do século II (†200), opondo Maria a Eva diz: “Como por uma virgem desobediente foi o homem ferido, caiu e morreu, assim também, por meio de uma Virgem obediente à palavra de Deus, o homem recobrou a vida..

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

4 conselhos de um ex-protestante convertido para a defesa da fé católica ante os ataques

https://www.acidigital.com/noticias/4-conselhos-de-um-ex-protestante-convertido-para-a-defesa-da-fe-catolica-ante-os-ataques-89579

Fernando Casanova / Crédito: EWTN

REDAÇÃO CENTRAL, 02 Ago. 18 / 04:00 pm (ACI).- O ex-pastor protestante convertido ao catolicismo, Dr. Fernando Casanova, deu quatro conselhos para os católicos que buscam defender sua fé ante os insultos e ameaças.

Em diálogo com o Grupo ACI, o reconhecido conferencista internacional, doutor em teologia e apresentador das séries de EWNT “Defenda tua Fé” e “Estou em casa”, quis oferecer estas pautas após revelar que não só recebeu ataques de membros de igrejas protestantes formadas de maneira “raivosamente anticatólica”, mas também de vários católicos que o classificaram de “fanático conservador”, “apóstata liberal” e por não promover ou aceitar uma nova “revelação”.

A seguir, os quatro conselho de Dr. Fernando Casanova:

1. Paciência

“Não se trata de que os católicos estejamos equivocados ou que a Bíblia diga tal coisa; trata-se do preconceito (para com o catolicismo). Deve-se ter paciência para ter a calma, a clareza de mente e análise, para demonstrar a mansidão e a humildade de Jesus Cristo que, ao final das contas, manifesta sua verdade e autoridade”, indicou Dr. Casanova.

2. Formação

O conferencista internacional destacou que a “formação inclui saber” e, portanto, “informação”. Porém, isso não é tudo.

“É claro que é preciso aprender e ter dados, conteúdos; é preciso estudar, pesquisar, consultar. Porém, é algo mais. Formação do caráter cristão; formação e práticas e vivências espirituais. Trata-se de que vejam um pacote completo, que não haja contradição, de convencer com a palavra e com o caráter”, indicou.

Nesse sentido, disse que “a palavra é o que se diz, o que poderia dissuadir, mas o exemplo, o testemunho, a atitude, convencem e arrasam”.

“Primeiro, espiritualidade de verdade: católica, sólida, madura, sinceramente humilde. Depois, os livros, estudos e essas coisas. Permitam-me aqui outra máxima: ‘não se pode dar o que não se tem’”, afirmou o apresentador de séries da EWTN.

3. Testemunho

Dr. Casanova reiterou que uma pessoa bem formada sempre “é de bom testemunho”, porque assim “veriam em nós o melhor cristão possível”.

Do mesmo modo, referiu-se ao testemunho que se relata a outros, por exemplo, “podem ser coisas milagrosas, até mesmo restituições, curas, eventos eloquentes de aprendizagem e crescimento espiritual”.

“Eu uso, como se sabe, acontecimentos de minha vida passada e presente, e testemunho de outras pessoas também, que demonstram a pertinência e a veracidade de nossa fé e do poder que a Igreja dispensa”, destacou Dr. Casanova, acrescentando a importância de validar o que foi dito usando a doutrina correta e a Bíblia.

4. Santo Terço

“Esta é minha arma secreta. Devemos considerar esta oração mariana de forma especialíssima. É uma devoção de muita piedade que desperta o fervor e provê muitos frutos espirituais e apostólicos”, afirmou o doutor em teologia.

Nesse sentido, recordou que “a Virgem entregou pessoalmente o terço a santo Domingo de Gusmão como uma arma poderosíssima para a conversão dos que não estavam em comunhão com a Igreja”.

Por esse motivo, recomendou “a todos, mas em especial aos que estamos em diálogo ou expostos, e a nossos pastores também, que rezem devotamente o terço todos os dias”.

“Que peça, entre outras intenções, pela conversão desses irmãos em questão, e pela nossa santificação, dos fiéis da Igreja”, concluiu.

Papa altera parágrafo do Catecismo sobre pena de morte

Respeito a toda vida

Quinta-feira, 2 de agosto de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-altera-paragrafo-do-catecismo-sobre-pena-de-morte/

Alteração se dá a fim de reunir melhor o desenvolvimento da doutrina sobre a pena de morte nos últimos tempos

A Santa Sé anunciou nesta quinta-feira, 2, a nova redação do parágrafo 2267 do Catecismo da Igreja Católica, trecho que mostra a posição da Igreja sobre a pena de morte. A alteração foi aprovada pelo Papa Francisco. O objetivo da reformulação deste parágrafo é, segundo o Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Francisco Ladaria, tornar cada vez mais claro o posicionamento da Igreja acerca do respeito a toda a vida humana. (Confira a nova redação do parágrafo ao final do texto).

“Se, de fato, a situação política e social do passado tornava a pena de morte um instrumento aceitável para a proteção do bem comum, hoje a consciência cada vez maior de que a dignidade de uma pessoa não se perde nem mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos, a compreensão aprofundada do sentido das sanções penais aplicadas pelo Estado e o desenvolvimento dos sistemas de detenção mais eficazes que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, contribuíram para uma nova compreensão que reconhece a sua inadmissibilidade e, portanto, apela à sua abolição”, afirmou o cardeal Ladaria em carta aos bispos da Igreja Católica.

O ensinamento da Carta encíclica Evangelium vitae, de João Paulo II foi, segundo Cardeal Ladaria, um importante documento utilizado por Francisco no novo trecho sobre a pena de morte. “O Santo Padre incluiu entre os sinais de esperança de uma nova civilização da vida ‘a aversão cada vez mais difusa na opinião pública à pena de morte, mesmo vista só como instrumento de “legítima defesa” social, tendo em consideração as possibilidades que uma sociedade moderna dispõe para reprimir eficazmente o crime, de forma que, enquanto torna inofensivo aquele que o cometeu, não lhe tira definitivamente a possibilidade de se redimir’.”, afirmou.

Desde João Paulo II, o cardeal recordou que os esforços para a abolição da pena de morte e o apelo ao respeito à dignidade da pessoa são sucessivos entre os Pontífices. Dom Ladaria recordou Bento XVI, que teve seu pontificado marcado por pedidos voltados aos responsáveis da sociedade para a necessidade da eliminação da pena capital, e agora Francisco, que ao pedir a revisão da formulação do Catecismo da Igreja Católica, reafirmou que a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa.

A nova formulação do parágrafo 2267 do Catecismo, expressa, de acordo com o cardeal Ladaria, um autêntico desenvolvimento da doutrina, que não está em contradição com os ensinamentos anteriores do Magistério. A iniciativa impulsionará, segundo o cardeal, um firme compromisso e diálogo respeitoso com as autoridades políticas, uma mentalidade que reconheça a dignidade de toda vida humana e a criação de condições que permitam eliminar o instituto jurídico da pena de morte, em vigor em alguns países. “O Evangelho nos convida à misericórdia e à paciência do Senhor, que oferece a todos, tempo para se converterem”, reiterou.

Confira a nova redação do parágrafo 2267:

2267. Durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum.

Hoje vai-se tornando cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos. Além disso, difundiu-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Por fim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos sem, ao mesmo tempo, tirar definitivamente ao réu a possibilidade de se redimir.

Por isso a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que «a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa»[1], e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o mundo.

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[1] Francisco, Discurso aos participantes no encontro promovido pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, 11 de outubro de 2017: L’Osservatore Romano, 13 de outubro de 2017, 5 (ed. port. 19 de outubro de 2017, 13).

Papa Francisco: Os ídolos matam, o dinheiro rouba a vida e o prazer leva à solidão

Por Álvaro de Juana
https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-os-idolos-matam-o-dinheiro-rouba-a-vida-e-o-prazer-leva-a-solidao-80040

Papa saúda fiéis no começo da Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 01 Ago. 18 / 09:15 am (ACI).- Com o início de agosto, o Papa Francisco retomou a Audiência Geral das quartas-feiras, após a pausa de verão, e dedicou sua catequese aos ídolos, sobre os quais afirmou que, ao contrário do que muitos pensam, “tiram a vida”, assim como dinheiro “rouba” e o “prazer” leva à solidão.

No encontro, que aconteceu na Sala Paulo VI do Vaticano, o Pontífice disse que adorar ídolos é “uma tendência humana que não poupa crentes, nem ateus”.

O Papa assinalou que “os ídolos escravizam. Eles prometem felicidade, mas não a dão; e nos encontramos vivendo para aquela coisa ou para aquela visão, presos em um vórtice autodestrutivo, esperando por um resultado que não chega nunca”.

“O dinheiro rouba a vida e o prazer leva à solidão. As estruturas econômicas sacrificam vidas humanas por lucros maiores. Vive-se na hipocrisia, fazendo e dizendo o que os outros esperam, porque o deus da própria afirmação impõe isso”.

“E vidas são arruinadas – continuou –, famílias são destruídas e jovens são abandonados nas mãos de modelos destrutivos”.

O Papa alertou que “Os ídolos prometem vida, mas na realidade eles a tiram. O Deus verdadeiro não tira vida, mas a dá. O Deus verdadeiro não oferece uma projeção do nosso sucesso, mas ensina a amar. O Deus verdadeiro não pede filhos, mas dá seu Filho por nós”.

“Os ídolos projetam hipóteses futuras e fazem desprezar o presente”, entretanto, “o Deus verdadeiro ensina a viver na realidade de cada dia”, disse o Pontífice.

Francisco lançou algumas perguntas: “Quem é realmente o meu Deus? É o Amor Uno e Trino ou é minha imagem, meu sucesso pessoal, talvez dentro da Igreja?”.

O Papa explicou que Deus “está no centro da própria vida e dele depende o que se faz e se pensa”. “Pode-se crescer em uma família nominalmente cristã, mas centrada, na realidade, em pontos de referência estranhos ao Evangelho”.

“O mundo oferece o ‘supermercado’ dos ídolos, que podem ser objetos, imagens, ideias, papéis”, comentou.

Francisco explicou, então, que um ídolo “é uma visão que tende a se tornar uma fixação, uma obsessão. O ídolo é na verdade uma projeção de si mesmo em objetos ou projetos”.

“Desta dinâmica se serve, por exemplo, a publicidade: eu não vejo o objeto em si, mas percebo o carro, o smartphone, aquele papel – ou outras coisas – como um meio para realizar-me e responder às minhas necessidades essenciais”.

“E eu procuro por ele, falo dele, penso nele; a ideia de possuir esse objeto ou de realizar esse projeto, alcançando aquela posição, parece um caminho maravilhoso para a felicidade, uma torre para alcançar o céu, e tudo se torna funcional para esse objetivo”, explicou.

O Bispo de Roma alertou que os ídolos “exigem um culto, exigem rituais” e diante deles “prostra-se e sacrifica-se tudo”, e citou alguns exemplos atuais.

“Nos tempos antigos, sacrifícios humanos eram feitos para os ídolos, mas também hoje: pela carreira se sacrificam seus filhos, negligenciando-os ou simplesmente não os gerando; a beleza exige sacrifícios humanos; a fama exige a imolação de si mesmo, da própria inocência e da autenticidade”.

Por último, Francisco convidou a “reconhecer as próprias idolatrias”, o que já é “um início da graça e coloca no caminho do amor”. “Para amar verdadeiramente, é preciso ser livres de todos os ídolos”.

O caminho à santidade não é para preguiçosos, disse o Papa a 60 mil coroinhas

Por Álvaro De Juana
https://www.acidigital.com/noticias/o-caminho-a-santidade-nao-e-para-preguicosos-disse-o-papa-a-60-mil-coroinhas-25573

Papa durante seu encontro com os coroinhas. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 31 Jul. 18 / 04:00 pm (ACI).- O Papa Francisco respondeu às perguntas de cinco coroinhas em um encontro com mais de 60 mil jovens, provenientes de vários países do mundo, e os encorajou a ser santos.

“O caminho à santidade não é para pessoas preguiçosas”, disse o Pontífice, respondendo a uma das perguntas.

“É preciso esforço para fazer sempre o bem e nos tornarmos santos”, acrescentou, para recordar em seguida que o principal mandamento é “o amor a Deus e ao próximo”. Além disso, “não podemos fazer outra coisa senão compartilhar o dom do Seu amor com os outros”.

“A paz é Seu dom que nos transforma, para que nós, como membros do Seu corpo, possamos sentir os mesmos sentimentos de Jesus, possamos pensar como Ele pensa, amar como Ele ama”, indicou.

Ao ser perguntado pela paz, Francisco disse ainda que a busca por ela “começa com as pequenas coisas” e convidou a perguntar-se o que Jesus faria em cada situação.

Também falou sobre o serviço que realizam como coroinhas na paróquia, convidando-os a “ficar em silêncio na presença do Senhor”. “Não tenham medo de pedir bons conselhos sempre que vocês se perguntarem como poder servir a Deus e às pessoas”, encorajou.

Francisco incentivou os jovens a levar o Evangelho em todos os lugares. “Procurem conhecer e amar cada vez mais o Senhor Jesus, encontrando-O na oração, na Missa, na leitura do Evangelho, no rosto dos pequenos e dos pobres. E procurem ser amigos, com gratuidade, de quem está ao seu redor, para que um raio da luz de Jesus possa chegar até ele através do coração de vocês apaixonado por Ele”.

O Pontífice destacou que “não são necessárias muitas palavras, são mais importantes os fatos, a proximidade, o serviço. Os jovens, como todos, precisam de amigos que deem o bom exemplo, que façam sem pretender, sem esperar algo em troca”.

“A fé é essencial, me faz viver. Eu diria que a fé é como o ar que respiramos. Não pensamos, a cada respiro, em quanto necessário seja o ar, mas quando falta ou não está limpo, reparamos o quanto é importante!”.

Francisco falou da fé ao responder a outra pergunta e assinalou que “Deus quer entrar em um relacionamento vital conosco; quer criar relações e nós somos chamados a fazer a mesma coisa. Não podemos acreditar em Deus e pensar que somos filhos únicos! Todos somos filhos de Deus. Somos chamados a formar a família de Deus, ou seja a Igreja, a comunidade de irmãos e irmãs em Cristo”.

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