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Papa convida cristãos a não baixar a guarda frente aos fariseus de hoje

Missa presidida pelo Papa na Casa Santa Marta. Foto: Vatican Media
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Vaticano, 16 Out. 18 / 09:30 am (ACI).- O Papa Francisco chamou os cristãos a permanecer atentos frente aos fariseus de hoje, leigos, sacerdotes ou bispos, mais preocupados pelos preceitos do que pelas pessoas.

O Papa assinalou que aqueles doutores da Lei, escribas, saduceus e fariseus, que seguiam Jesus para ver se conseguiam pegá-lo em um erro que cometesse, “era realmente um exemplo de formalidade. Mas faltava vida a eles”.

“Eram, por assim dizer, ‘engomados’. Eram os rígidos. E Jesus conhecia a alma deles. Isto nos escandaliza, porque eles se escandalizavam das coisas que Jesus fazia quando perdoava os pecados, quando curava no sábado. Rasgavam as suas vestes: ‘Oh! Que escândalo! Isto não é de Deus, porque se deve fazer assim’”.

Francisco assinalou que eles “não se importavam com as pessoas: importava a Lei, as prescrições, os preceitos”.

Durante uma discussão com um desses fariseus, Jesus recebe o convite para comer em sua casa. Como narra o Evangelho do dia, o fariseu “ficou escandalizado” ao ver que Jesus omitia as purificações prescritas pela Lei judaica para antes de comer.

A resposta de Jesus foi devastadora: “Vós, fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades”.

“Não são palavras bonitas, hein!”, destacou o Papa. “Jesus falava claro, não era hipócrita. Falava claro. E disse a ele: ‘Mas por que você olha para o exterior? Olha o que tem dentro’”.

Em outra ocasião, “havia dito a eles: ‘Vocês são sepulcros caiados’. Belo elogio, hein!”, assinalou Francisco com ironia. “Belos por fora, todos perfeitos… todos perfeitos… Mas dentro cheios de podridões, ou seja, roubos e maldades”.

“Jesus faz a distinção entre a aparência e a realidade interior”, afirmou o Pontífice. Ao contrário, “estes senhores são ‘os doutores das aparências’: sempre perfeitos, mas dentro, o que há?”.

Este trecho do Evangelho serviu ao Papa para advertir os cristãos de hoje para que “tenham cuidado com os rígidos. Tenham cuidado com os cristãos – sejam eles leigos, padres, bispos – que se apresentam como ‘perfeitos’, rígidos. Tenham cuidado. Não há o Espírito de Deus ali. Falta o espírito da liberdade”. Por último, também convidou a que “tenhamos cuidado com nós mesmos”.

Evangelho comentado pelo Papa Francisco:

Lc 11,37-41

Naquele tempo, 37enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

Papa canoniza Paulo VI, Dom Oscar Romero e outros cinco beatos

Domingo, 14 de outubro de 2018, Da redação, com Vatican News

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Em homilia de canonização dos beatos, Francisco lembra que ‘Jesus dá tudo e pede tudo’

Praça de São Pedro durante a cerimônia de canonização dos sete novos beatos / Foto: Reprodução Vatican News Youtube

Neste domingo, 14, foi realizada, na Praça São Pedro, a cerimônia de canonização dos beatos Paulo VI, Dom Oscar Romero, Francisco Spinelli, Vicente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia e Núncio Sulprizio, na presença de 70 mil fiéis.

“Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo (…). Não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”, disse o Santo Padre durante a homilia.

Francisco lembrou ainda que todos somos chamados a viver a santidade. E os novos santos, “em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos”.

A canonização

Após o canto do Veni Creator, no início da celebração, o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, acompanhado pelos postuladores, dirigiu-se ao Santo Padre pedindo que se procedesse à canonização dos sete Beatos, lendo então a biografia de cada um deles. Foi então cantada a Ladainha de todos os Santos e ao final o Papa Francisco leu a fórmula da canonização, inserindo-os assim no álbum dos Santos, para então serem venerados por toda a Igreja. Seguiu-se o canto do Jubilate.

As relíquias de cada Santo apresentadas na cerimônia foram: de Paulo VI, a camiseta com manchas de sangue das feridas provocadas pelo atentado ocorrido em Manilla, nas Filipinas; de Dom Óscar Arnulfo Romero, parte de um osso; de Francisco Spinelli, osso do pé; de Vicente Romano, uma vértebra; de Núncio Sulprizio, o fragmento do osso do dedo da mão; de Maria Catarina Kasper, osso da espinha dorsal e de Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus, mecha de cabelos.

Da observância da lei ao dom de si mesmo

“O que devo fazer para ter em herança a vida eterna?”. A pergunta deste desconhecido – que pode ser cada um de nós – narrada no Evangelho de Marcos, ofereceu ao Pontífice a inspiração para falar em sua homilia sobre a radicalidade exigida no seguimento sincero de Jesus.

Jesus fixou o olhar no homem e amou-o, mudando-lhe a perspectiva, “pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me»”.

A mesma proposta Jesus faz a cada um de nós. E para ser dele – observa o Papa – “não basta não fazer nada de mal”, ou segui-lo apenas quando nos apetece, ou ainda “ficar contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações”, mas devemos encontrar n’Ele o Deus que sempre nos ama, o sentido da nossa vida, a força para nos entregarmos.

Abandonar o que deixa pesado o coração

Ao dizer para vender tudo o que tem e dar o dinheiro aos pobres, Jesus pede a cada um de nós “para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-se de bens para dar lugar a Ele, único bem”:

“Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se. Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar (…). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem”.

Ou tudo ou nada

“Jesus é radical – reitera o Papa – dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso”. E pergunta:

“Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”.

“O nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo; viver para amar ou viver para si mesmo”: “Perguntemo-nos de que lado estamos nós… Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus… Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele? Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo?”

Peçamos a graça – foi a exortação de Francisco – de saber deixar por amor do Senhor “as riquezas, os sonhos de funções e poderes, as estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo”.

Autocomplacência egocêntrica

“Sem um salto em frente no amor – disse o Papa – a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica»”, procurando a alegria em qualquer prazer passageiro. “Fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados”.

Foi o que aconteceu com aquele homem que “retirou-se pesaroso” – disse o Papa. “Embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade”.

Voltar às fontes da alegria

“Hoje – prosseguiu o Santo Padre – Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho”:

“Paulo VI fez isso, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade”.

O Papa recorda que é significativo que ao lado dos outros Santos proclamados neste dia, está Dom Óscar Romero, “que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos”.

O mesmo aconteceu com os outros santos – observou o Pontífice, citando um a um – “que em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!”

Esta é a “história secreta” da Humanae Vitae de Paulo VI

Por Walter Sánchez Silva
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São Paulo VI. Foto oficial

Vaticano, 16 Jul. 18 / 12:05 pm (ACI).- Os documentos guardados no Arquivo Secreto do Vaticano permitiram ao estudioso italiano Mons. Gilfredo Marengo contar a história não conhecida sobre a origem da encíclica ‘Humanae Vitae’ do Papa São Paulo VI, o texto profético que em 25 de julho completarou 50 anos de publicação e que foi rechaçado inclusive por pessoas dentro da Igreja.

Em 25 de julho de 1968, São Paulo VI – que em outubro deste ano será canonizado pelo Papa Francisco junto com Dom Óscar Romero – publicou a encíclica ‘Humanae Vitae’ sobre a regulação da natalidade. O texto alertou sobre as consequências de usar métodos anticoncepcionais, tais como a degradação moral, a perda do respeito pela mulher e o uso desses métodos artificiais como políticas de Estado.

Para publicar o livro “O nascimento de uma Encíclica. Humanae Vitae à luz dos Arquivos do Vaticano”, Mons. Marengo recebeu uma autorização especial do Papa Francisco para investigar os documentos do Arquivo Secreto do Vaticano e dos Arquivos da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de completar os 70 anos previstos na norma para a revisão destes textos.

No livro, o também professor de antropologia no Instituto Teológico João Paulo II explica que Paulo VI deteve a publicação de uma encíclica que havia sido impressa em latim intitulada ‘De nascendae prolis’, porque considerou que era muito densa na doutrina e que não era pastoralmente adequada.

O jornal ‘Avvenire’, dos bispos italianos, assinala que o texto deveria ter sido publicado em 23 de maio de 1968. Era o resultado do trabalho realizado pelo sacerdote dominicano Mario Luigi Ciappi, o então teólogo da Casa Pontifícia que mais tarde foi nomeado Cardeal.

Dom Ciappi trabalhou sobre a base de um projeto preparado pela Congregação para a Doutrina da Fé em 1967, depois que, em 1966, Paulo VI considerou insuficiente o documento final da Comissão Pontifícia que estudou o tema e que se mostrou a favor dos contraceptivos.

O livro explica que o texto de Dom Ciappi, “do ponto de vista geral”, elevava “o perfil doutrinal já dominante no projeto da Congregação”. Deste modo, configurou-se “como um rigoroso pronunciamento da doutrina moral”.

O documento de Dom Ciappi também introduziu os temas do celibato e da virgindade consagrada, que o tornou ainda mais denso.

Quando o documento chegou aos tradutores, os teólogos franceses e espanhóis – entre eles os atuais cardeais Paul Poupard e Eduardo Martínez Somalo – advertiram acerca das dificuldades.

O Cardeal Giovanni Benelli, então Substituto da Secretaria de Estado, explicou o problema ao Papa, que decidiu não publicar a encíclica e entregá-la a outro sacerdote dominicano, Pe. Benoit Duroux, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé.

‘Avvenire’ indica que o novo texto também não era totalmente adequado, então Paulo VI “tomou toda a seção pastoral e acrescentou uma série de indicações muito delicadas que ainda revelam sua impressão”.

O Papa também mudou o novo título que havia sido dado ao texto, de ‘Vitae tradendae munus’, foi chamado ‘Humanae Vitae’. O livro de Mons. Marengo publica todas as correções feitas à mão pelo Beato.

Consulta aos bispos

Algumas pessoas acusam Paulo VI de ter publicado a encíclica sem ter consultado os bispos. A investigação de Mons. Marengo revela totalmente o contrário.

Durante o Sínodo dos Bispos de 1967, o Beato pediu a todos os prelados que compartilhassem com ele a sua posição a respeito do tema.

“A vontade do Papa de consultar todos os membros da assembleia sinodal é muito importante porque uma das acusações mais comuns depois da publicação da Humanae Vitae é que ele tomou a decisão de forma não colegial”, afirma Mons. Marengo.

Dos quase 200 bispos participantes do Sínodo, somente 26 responderam dentro do prazo estabelecido, de 9 de outubro 1967 a 31 de maio de 1968. Deste grupo, 19 se expressaram a favor dos anticoncepcionais e apenas sete contra.

Dos sete, os mais conhecidos e importantes foram o venerável Arcebispo americano Fulton Sheen; e o então Arcebispo da Cracóvia (Polônia), Karol Wojtyla, hoje São João Paulo II, que sempre quis ser recordado como “o Papa da família”, segundo afirmou o Papa Francisco durante a canonização do Papa polonês.

Como consequência da reação que recebeu a ‘Humanae Vitae’ em nível mundial, inclusive de importantes teólogos católicos, o Papa Paulo VI não voltou a escrever uma encíclica durante os 10 anos restantes do seu pontificado, que terminou em 1978. Nos cinco anos anteriores, havia escrito sete encíclicas.

O então Secretário de Estado, Cardeal Agostino Casaroli, disse que “na manhã do dia 25 de julho de 1968, Paulo VI celebrou a Missa do Espírito Santo, pediu uma luz do Alto e assinou: Esta foi a sua assinatura mais difícil, uma das suas assinaturas mais gloriosas. Assinou a sua própria paixão”.

Como usar o WhatsApp com maturidade

Mídias Sociais

Aprenda algumas dicas de como usar o WhatsApp com maturidade no dia a dia

Quando falamos em WhatsApp, todos se lembram daquele assobio digital inconfundível. Hoje, ele se tornou uma ferramenta de comunicação que facilita o contato para todos os que possuem acesso à internet. Contudo, em meio à facilidade deste recurso de comunicação, o WhatsApp tem gerado algum mal-estar em muitos relacionamentos.

Tudo o que possuímos deve ser usado com sabedoria e discernimento. Com o WhatsApp, não é diferente.

Use-o com moderação

Gostaria de elencar algumas dicas de etiqueta para o uso desse aplicativo:

– O fato de você receber uma mensagem não indica a obrigação de respondê-la de imediato. Mesmo que tenha visualizado a mensagem, também não significa obrigatoriedade na resposta no momento exato de sua visualização. Nem todos podem responder a todas as mensagens que recebe vinte e quatro horas por dia. É preciso cuidado, pois o WhatsApp tem escravizado pessoas e feito de outras reféns de um aplicativo virtual.

– Ficar irritado com uma resposta não recebida, enviar mensagens grosseiras e mal-educadas simplesmente porque não obteve uma resposta no WhatsApp indica que a pessoa não tem maturidade suficiente para lidar com a ferramenta.

– Ninguém é obrigado a responder todas as mensagens “fofinhas” de “bom dia”, boa tarde” e “boa noite”. O fato de não responder não significa que a pessoa não o considera mais um amigo.

– Reduzir a amizade de anos a um aplicativo de comunicação é desvalorizar o amigo e dizer que o WhatsApp é mais importante que o contato real. Muitas amizades estão se perdendo pelo simples motivo de imaturidade de quem não o sabe usar.

– Ficar cobrando resposta para algo banal e sem importância chega a ser o cúmulo da imaturidade. Essa atitude demonstra infantilidade.

– Você não é obrigado a participar de um grupo só porque toda a “galera” está lá. Se o grupo não acrescenta nada de importante à sua vida pessoal e espiritual, não tenha medo de sair.

– Não há nada mais estressante do que ficar lendo uma mensagem codificada, ou seja, escrita por partes intermináveis. Digite de uma única vez o assunto ou grave um áudio. Ninguém tem tempo suficiente para ficar escrevendo a conta-gotas.

– Há horário para tudo. Ficar mandando mensagens de WhatsApp tarde da noite é bastante incômodo para quem a recebe. Lembre-se: nem todos têm insônia. Para quem é vítima de receber mensagens a madrugada toda, recomendo desconectar o wi-fi e os dados móveis do dispositivo. Assim, seu sono será tranquilo. No outro dia, quando tiver tempo, você responde  as mensagens com calma e no seu tempo.

– Lembre-se de colocar seu aplicativo WhatsApp no silencioso. Nada mais desagradável do que ouvir aquele assobio em uma Missa, no teatro, no cinema ou em qualquer outro lugar.

– Por último: o WhatsApp é um aplicativo, um meio de comunicação, mas há outros meios de comunicação como telefonar, encontrar-se pessoalmente. Use com sabedoria esses meios, sem apelar para atitudes imaturas.

Padre Flávio Sobreiro
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). É autor do livro “Amor Sem Fronteiras” pela Editora Canção Nova. Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar outras reflexões, acesse: facebook.com/peflaviosobreiro

Papa Francisco ensina como o cristão deve ser insistente com a oração

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Papa Francisco / Crédito: Vatican Media

Vaticano, 11 Out. 18 / 10:01 am (ACI).- Ao presidir a Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta nesta quinta-feira, o Papa Francisco afirmou que o cristão deve ser insistente quando pede algo ao Senhor em oração e rezar sempre com coragem e sem se deixar vencer pelo cansaço.

“Reza-se com coragem, porque quando rezamos normalmente precisamos de algo. Um amigo é Deus: é um amigo rico que tem pão, tem aquilo de que necessitamos. É como se Jesus dissesse: ‘Na oração sejam invasivos. Não se cansem’. Mas não se cansem do quê? De pedir. ‘Peçam e lhes será dado’”, disse o Papa sobre a passagem do Evangelho de São Lucas (11,5-13).

O Santo Padre disse que, embora Deus seja o amigo que pode nos dar o que precisamos, “a oração não é como uma varinha mágica”, porque não se trata de dizer dois “Pai Nossos” e depois ir embora.

“A oração é um trabalho: um trabalho que requer de nós vontade, exige constância, pede que sejamos determinados, sem vergonha. Por quê? Porque estou batendo à porta do meu amigo. Deus é amigo, e com um amigo eu posso fazer isto. Uma oração constante, invasiva. Pensemos em Santa Mônica, por exemplo, quantos anos rezou assim, com lágrimas, pela conversão do seu filho. O Senhor, no final, lhe abriu a porta”, recordou o Pontífice.

Em outro momento de sua homilia, citou como exemplo a história de um homem que conheceu em Buenos Aires (Argentina) e peregrinou 70 quilômetros até o Santuário da Virgem de Luján para pedir por sua filha que estava morrendo. O homem rezou a noite toda e sua filha despertou sem qualquer explicação médica.

“Aquele homem sabia como rezar”, disse o Papa.

Em seguida, recordou as palavras de Jesus: “E vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”.

Finalmente, recordou que Cristo é um amigo que “dá sempre o bem” e sempre “dá mais” aos seus filhos: “eu peço para resolver este problema e Ele o resolve e dá também o Espírito Santo”.

“Dá mais. Pensemos um pouco: como rezo? Como um papagaio? Rezo propriamente com a necessidade no coração? Luto com Deus na oração para que me dê aquilo de que necessito se é justo? Aprendamos deste trecho do Evangelho como rezar”, concluiu o Santo Padre.

A causa do “corpo incorrupto” do Papa João XXIII

POR QUE O CORPO DO PAPA JOÃO XXIII CONSERVA-SE INTACTO 54 ANOS APÓS A SUA MORTE?
Rádio Vaticano

Cidade do Vaticano, 03 jun (RV) – Se o corpo do Papa João XXIII permanece incorrupto 54 anos depois de sua morte, não se trata de um milagre, nem tampouco obra de uma embalsamação bem feita. Que não se trate de um milagre, foi o próprio Arcipreste da Basílica Vaticana, Cardeal Virgilio Noè, a confirmá-lo, ao anunciar o rito de trasladação dos restos mortais do Pontífice e sua exposição aos fiéis.

E a excluir que se trate de embalsamação – pelo menos no sentido clássico do termo – foi o Prof. Gennaro Goglia, de 78 anos de idade, numa entrevista concedida ao semanário Família Cristã, em sua edição italiana.

Foi o Prof. Gennaro que, Jona noite de 3 de junho de 1963, recebeu o encargo por parte da Santa Sé, de tratar do corpo do Pontífice falecido. Ele submeteu o corpo do Papa João XXIII a um tratamento à base de formalina, para preservá-lo de uma inevitável decomposição. Mas não se tratou de uma embalsamação.

O médico revelou que naquela noite, colocou em prática, no corpo do falecido Pontífice, um método de conservação estudado em Lausanne, Suíça, juntamente com o Prof. Winkler, uma autoridade nesse campo.

“A técnica – explica o Prof. Goglia – consistia na inserção, no corpo, de um líquido especial cuja fórmula eu criei, sem deixar sair nem mesmo uma gota de sangue”. Os 10 litros foram preparados no Instituto de Anatomia. Foram colocados num galão de plástico com uma pequena torneira, dotada de um longo tubo com uma agulha na extremidade.

Quando o Prof. Goglia iniciou o tratamento, o rosto do “Papa Bom” ainda continha resíduos do óleo utilizado pelo escultor que modelou sua máscara mortuária. O óleo é utilizado a fim de que o material de modelagem não grude na pele.

“Erguermos o galão sobre o tripé – explica ainda o Prof. Goglia – fizemos uma pequena incisão no pulso esquerdo do Papa e inserimos a agulha. Meu medo é que saísse sangue, ou que a pele se rompesse. Eu temia derramar o sangue de um Papa que já então era considerado um santo. Mas tudo correu bem e às 5h00 da manhã de 4 de junho a operação estava concluída.

“O líquido – acrescenta o médico – havia preenchido todos os capilares, bloqueando o processo de degeneração. Injetamos o líquido também no abdome do Papa, praticamente destruído pelo câncer, para eliminar todas as bactérias, e assim concluímos o tratamento.”

Nos dias sucessivos, o Prof. Goglia retornou ao Vaticano para controlar o estado de conservação do corpo, no curso das diversas trasladações que sofreu. Eis porque, 53 anos depois, os restos mortais do “Papa Bom” cuja santidade já era conhecida ainda em vida, se conservam intactos. (AF)

Não se pode desprezar a vida, enfatiza Papa na catequese

Quarta-feira, 10 de outubro de 2018, Da Redação, com Vatican News
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Refletindo sobre o quinto mandamento – não matar – Papa considerou que o mal existente no mundo se resume no desprezo pela vida

Papa na catequese; encontro semanal na Praça São Pedro reúne fiéis de várias partes do mundo / Foto: Reprodução Youtube Vatican Media

Nesta quarta-feira, 10, o Papa Francisco se reuniu com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para a tradicional Audiência Geral das quartas-feiras. O Pontífice prosseguiu seu ciclo de reflexões sobre os Mandamentos, falando hoje sobre a Quinta Palavra: não matar.

“Este mandamento, com a sua formulação concisa e categórica, é como uma muralha em defesa do valor basilar das relações humanas: o valor da vida”.

Para Francisco, poderia-se dizer que todo o mal existente no mundo se resume no desprezo pela vida. “A vida é agredida pelas guerras, pelas organizações que exploram o homem, pelas especulações sobre a criação e pela cultura do descarte, e por todos os sistemas que submetem a existência humana a cálculos de oportunidades, enquanto um número escandaloso de pessoas vive num estado indigno do homem”.

Aborto

Neste contexto, o Papa citou também o aborto, praticado no ventre materno em nome da salvaguarda de outros direitos. “Mas como pode ser terapêutico, civil ou simplesmente humano um ato que suprime a vida inocente e inerme no seu germinar? É justo tirar uma vida humana para resolver um problema? É justo alugar um assassino para resolver um problema?”.

A violência e a rejeição da vida nascem do medo, afirmou Francisco. “O acolhimento, de fato, é um desafio ao individualismo”. Quando os pais descobrem que o filho é portador de deficiência, logo recebem conselhos para interromper a gravidez, quando na verdade eles necessitam de verdadeira proximidade.

Uma criança doente, um idoso ou os pobres são, na realidade, um dom de Deus, que podem tirar do egocentrismo e fazer crescer no amor. A este ponto, o Papa agradeceu aos muitos voluntários italianos, “o mais forte voluntariado que conheci”.

Amor, única medida autêntica

O homem rejeita a vida quando aposta nos ídolos do mundo: no dinheiro, no poder e no sucesso. “Estes são parâmetros errados para avaliar a vida. A única medida autêntica é o amor, o amor com o qual Deus a ama!”

De fato, explicou o Papa, o sentido positivo da Palavra “não matar” é que Deus é “amante da vida”. Ama a vida a ponto de dar o seu Filho unigênito, que assumiu sobre a cruz a rejeição, a fraqueza, a pobreza e a dor.

“Em cada criança doente, em cada idoso fraco, em cada migrante desesperado, em cada vida frágil e ameaçada, Cristo está nos buscando, está buscando o nosso coração para desfechar a alegria do amor”.

Homem, obra de Deus

Vale a pena acolher cada vida, concluiu o Papa, porque cada homem vale o sangue de Cristo. “Não se pode desprezar aquilo que Deus tanto amou!”

Não se pode desprezar a vida dos outros nem a própria vida, disse ainda Francisco, em referência aos inúmeros jovens que optaram pelo suicídio. “Pare de rejeitar a obra de Deus! Você é uma obra de Deus! Não se despreze com as dependências”.

“Deus é amante da vida”, disse por fim o Papa, convidando todos os fiéis na Praça a repetirem esta frase com ele.

Oração do Terço

No final da audiência, o Papa recordou que o mês de outubro é dedicado às missões e à oração do Terço.

“Caríssimos, rezando o Terço, invoquem a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria sobre suas necessidades e sobre a Igreja, para que possa ser sempre mais santa e missionária, unida em percorrer as estradas do mundo e concorde em levar Cristo a cada homem”.

Papa: o verdadeiro cristão é apaixonado pelo Senhor

Terça-feira, 9 de outubro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Papa Francisco refletiu em sua homilia sobre a relação de Marta e Maria com Jesus

Papa Francisco durante a missa na Casa Santa Marta, nesta terça-feira, 9./ Foto: VaticanMedia

O Papa Francisco celebrou a Santa Missa nesta terça-feira, 09, na Casa Santa Marta e em sua homilia destacou que a palavra-chave para não errar em nossa vida de cristãos é ser “apaixonados” pelo Senhor e Dele obter inspiração para as nossas ações.

Assim era Paulo, o Apóstolo que hoje descreve a própria vida na Primeira Leitura extraída da Carta aos Gálatas. Um equilíbrio entre “contemplação e serviço”, duas qualidades ilustradas no Evangelho de Lucas da liturgia de hoje, centrado nas figuras de Marta e Maria, irmãs de Lázaro de Betânia, que receberam Jesus em sua casa.

Cristãos atarefados e sem a paz do Senhor

“São duas irmãs que, com sua maneira de agir, nos ensinam como deve caminhar a vida do cristão”, explicou Francisco. “Maria escutava o Senhor, enquanto Marta era perturbada porque estava ocupada nos serviços”. Marta é uma daquelas mulheres “fortes, ressaltou o Papa, é capaz também de repreender o Senhor por não estar presente na morte de seu irmão Lázaro. Sabe como “avançar”, é corajosa, mas não possui a “contemplação”, incapaz de “perder tempo olhando para o Senhor”:

Existem muitos cristãos que vão, sim, à missa aos domingos, mas depois estão sempre atarefados. Não têm tempo nem para os filhos, nem para brincar com os filhos. É feio isso! “Tenho muita coisa para fazer, estou ocupado…” No final das contas se tornam cultores da religião dos atarefados: um grupo de atarefados que está sempre fazendo… mas pare, olhe para o Senhor, tome o Evangelho, ouça a Palavra do Senhor, abra o seu coração … Não: sempre a linguagem das mãos, sempre … Faz o bem, mas não o bem cristão: um bem humano. Falta a contemplação. A Marta faltava isso. Corajosa, ela sempre prosseguiu, carregava as coisas nas mãos, mas lhe faltava a paz: perder tempo olhando para o Senhor.

Apaixonado pelo Senhor

Ao contrário, Maria: a sua atitude não é um “estar ali passiva”. Ela “olhava para o Senhor porque o Senhor tocava o coração e dali, da inspiração do Senhor, é de onde vem o trabalho que tem que ser feito depois”. É a regra de São Bento, “Ora et labora”, que encarnam os monges e monjas de clausura, que certamente não “ficam o dia todo olhando para o céu. Rezam e trabalham”, disse Francisco. E acima de tudo é o que o Apóstolo Paulo encarnou, como está escrito na Primeira Leitura de hoje: “quando Deus o escolheu”, ressaltou o Papa, “ele não foi pregar” imediatamente, mas “foi rezar”, “contemplar o mistério de Jesus Cristo que lhe foi revelado”:

Tudo o que Paulo fazia tinha este espírito de contemplação, de olhar o Senhor. Era o Senhor que falava do seu coração, porque Paulo era um apaixonado pelo Senhor. E esta é a palavra-chave para não errar: apaixonados. Nós, para saber de que parte estamos, se exageramos porque fazemos uma contemplação demasiada abstrata, inclusive gnóstica, ou se muito atarefados, devemos nos questionar: “Sou apaixonado pelo Senhor? Estou certo, estou certa de que Ele me escolheu? Ou vivo o meu cristianismo assim, fazendo coisas… sim, faço isto, isto, faço mas e o coração? Contempla?”.

Contemplação e serviço, o caminho da nossa vida

É como quando um marido volta para casa do trabalho e encontra sua mulher a acolhê-lo: quem está realmente apaixonado não deixa acomodar e depois continua fazendo os deveres domésticos, mas “dedica tempo para estar com ele”. Eis então, também nós tomamos tempo para o Senhor a serviço dos outros:

Contemplação e serviço: este é o nosso caminho da vida. Cada um de nós pense: quanto tempo por dia dedico a contemplar o mistério de Jesus? E depois: como trabalho? Trabalho tanto que parece uma alienação, ou trabalho coerente com a minha fé, trabalho como um serviço que vem do Evangelho? Nos fazer bem pensar nisto.

Ter mais filhos melhora as relações humanas e sociais

Pesquisa do Conselho Pontifício para a Família foi coordenada pelo sociólogo Pierpaolo Donati Lucas Marcolivio

MILÃO, quinta-feira, 31 de maio de 2012 (ZENIT.org) – A família “tradicional” é coisa do passado ou é um elemento-chave para a sobrevivência da sociedade e para o futuro das jovens gerações de todos os tempos? Para responder a esta questão nada trivial, o Conselho Pontifício para a Família articulou uma pesquisa sócio-antropológica própria, que culminou no livro Família: recurso para a sociedade (2011), organizado por Pierpaolo Donati, professor de sociologia na Universidade de Bolonha. O livro foi apresentado ontem à tarde no Congresso Internacional Teológico Pastoral, evento que está antecedendo o Encontro Mundial das Famílias em Milão. A mesa redonda foi aberta pelo subsecretário do Conselho Pontifício para a Família, dom Carlos Simon Vazquez, que destacou o vínculo indissolúvel entre a família e a felicidade que todo homem deseja.
O prelado informou que a pesquisa coordenada pelo professor Donati revela a família como o principal objetivo e anseio entre as gerações mais jovens. Donati explicou que a pesquisa não teve o propósito de “fotografar” a crise da família, nem de confirmar a suposta diminuição da família constituída por um homem e por uma mulher, casados, com dois filhos pelo menos. A pesquisa mostrou que, ainda hoje, esta família tradicional tem um papel fundamental nas aspirações mais profundas dos italianos e é capaz de satisfazer o seu desejo de felicidade, particularmente em situações familiares diferentes (pais separados ou em coabitação, pais com um só filho, etc). Verificou-se que a família tradicional é a mais “satisfatória” e a mais produtiva em termos de “capital humano e social”. Quando se afasta deste modelo, a família perde a capacidade de unir as pessoas e de criar solidariedade. A pesquisa identifica, como um primeiro grupo, as famílias monoparentais, que, devido aos seus problemas cotidianos, se aproxima da mesma situação das pessoas que vivem completamente sós. Nesta tipologia, podem manifestar-se dificuldades graves nas relações sociais. Um segundo grupo é o dos casais sem filhos, que sofrem certa “precariedade relacional”.
“São os filhos que fazem um verdadeiro casal”, explica Donati. Em melhor situação encontra-se o terceiro grupo, dos casais com um só filho, mas eles tendem a superproteger a criança e a se fechar mais, do ponto de vista da interação social. Finalmente, vêm as famílias consideradas tradicionais, compostas de marido e mulher e ao menos dois filhos: são as mais “pró-sociais” e abertas ao mundo exterior, bem como as mais idôneas para transmitir valores. Neste tipo de família, a qualidade de vida é geralmente a melhor: elas são “a principal fonte de capital social”, ressalta Donati. Segundo a pesquisa, há, portanto, dois fatores que tornam uma família “virtuosa”: o casamento e o número de filhos. “O casamento melhora a atitude para com a sociedade, não sendo simplesmente um acordo legal, mas um ritual que conecta o público com a esfera privada”. “Quanto mais filhos, maior a riqueza de relações. Embora muitas vezes as relações entre irmãos não seja excelente, ainda é melhor ter relações difíceis com os próprios irmãos do que ser filho único”. O presidente do Fórum Nacional das Famílias, Francesco Belletti, enfatizou o papel da família como baluarte contra o abuso de poder, um “poder dos sem-poder”, partindo do caso de José e Maria, que mantiveram o filho Jesus a salvo da fúria assassina de Herodes.
Muitas vezes, é justamente a família que leva a sociedade a se reforçar para proteger as reais necessidades dos cidadãos. É o caso das associações de famílias com crianças deficientes. Com frequência, aliás, as famílias se vêem obrigadas a exercer uma “subsidiariedade em sentido inverso”, compensando as deficiências do Estado. Em prol da família há quem faz muito, mas, sem dúvida, pode-se fazer muito mais, disse Belletti. “Protestamos muito pouco contra os padrões negativos do cinema e da TV!”. A última contribuição do evento foi de Giovanna Rossi, professora de sociologia da família na Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, que ilustrou uma pesquisa feita por ela própria sobre a conciliação trabalho-família. A pesquisa mostra que a demanda por esta conciliação é muito forte, mas, em geral, acaba se diluindo na opção exclusiva pelo trabalho, com a consequente renúncia à família. A escolha de um trabalho de tempo integral por parte de um dos pais e de tempo parcial por parte do outro é considerada ideal para os casais com filhos pequenos, mas, à medida que eles crescem, tende-se a preferir o trabalho de tempo completo para ambos. Diante das várias propostas construtivas para resolver este problema, o caminho a percorrer ainda é “longo e acidentado”, avisa a pesquisadora.

Jovem homossexual ao Sínodo: Não mudem ensinamento da Igreja sobre sexualidade

https://www.acidigital.com/noticias/jovem-homossexual-ao-sinodo-nao-mudem-ensinamento-da-igreja-sobre-sexualidade-82790

Imagem referencial / Crédito: Unsplash

Roma, 08 Out. 18 / 03:30 pm (ACI).- Em uma carta aberta, Avera Maria Santo, uma católica norte-americana de 22 anos com atração por pessoas do mesmo sexo, pediu aos bispos que presidem o Sínodo dos Jovens que “de forma alguma” mudem o ensinamento da Igreja sobre sexualidade.

Maria Santo vive em Alabama (Estados Unidos) e administra o blog Inside My Holy of Holies, sobre como viver com atração ao mesmo sexo, fiel à bondade, verdade e beleza do que ensina a Igreja sobre a sexualidade humana.

Em uma carta aberta que circulou em Roma, disse aos bispos que ficou “devastada” ao saber da campanha em curso dos grupos LGBT que tentam utilizar o sínodo como veículo para mudar o ensinamento da Igreja sobre a homossexualidade.

“Como alguém que não só cresceu na Igreja, mas que também chegou a amá-la e os seu ensinamentos, odiaria que seus ensinamentos se modifiquem de alguma maneira, especialmente de um modo que poderia causar um dano tão grave”, disse no começo de sua missiva.

“Desejo então – continuou Maria Santo – desnudar meu coração e compartilhar com vocês uma parte de minha história e minhas convicções, queridos bispos da Santa Igreja Católica, e suplicá-los que mantenham os ensinamentos da Igreja sobre a homossexualidade, bons, verdadeiros e belos”.

A jovem lhes recordou que “não há ninguém nesta terra que não seja chamado a uma vida de castidade; isso inclui meus irmãos e irmãs que experimentam atrações pelo mesmo sexo”.

“Isso não é porque a Igreja seja opressiva e queira que sejamos miseráveis e passivamente submissos a ela, mas porque todos e cada um de nós somos convidados a entrar na vida divina de nosso Criador, uma vida onde nenhum pecado pode permanecer”, explicou.

Disse também que, embora se escute frases como “só quero a liberdade de amar quem eu quiser” da parte da comunidade “LGBTQ”, tal desejo é “inerentemente bom quando está corretamente ordenado”, porque todas “as coisas que podemos desejar nem sempre são boas para nós”.

“Eu queria estar em uma relação do mesmo sexo. O desejo era esmagador, às vezes, ao ponto de que não podia ver outra maneira de passar o dia. Mas, agora sei, pelos bons e misericordiosos ensinamentos de Deus através de sua Igreja, que tal relação dificulta não só minha liberdade de amar autenticamente, mas também minha capacidade para alcançar a santidade”.

“Indo um passo além, estar em uma relação assim poderia, em última instância, me impedir de passar a eternidade com meu único amor verdadeiro, Jesus”, narrou Maria Santo.

Finalmente, advertiu aos bispos que, quando escuta que “sua cruz de atração por pessoas do mesmo sexo é pesada demais para amá-la”, “não é simplesmente degradante, mas uma mentira”, porque Jesus a chama a fazê-lo.

“Deus não me abandonou quando o homem pecou pela primeira vez no princípio e não me abandonará agora. Ele me chamou, e a todos e cada um de nós, para Si mesmo, e tenho a intenção de voltar para Ele, sem importar o quanto pesada seja a minha cruz”, concluiu.

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