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Papa: a Palavra de Deus é vida, não endurece o coração

Quinta-feira, 17 de janeiro de 2019, Vatican News
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Francisco indicou três palavras que podem ajudar a entender a atitude do cristão de coração fechado: “dureza”, “obstinação” e “sedução”

Papa Francisco na Missa desta quinta-feira, 17, na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

“Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo”. Esta advertência contida na Carta aos Hebreus, extraída da Primeira Leitura, inspirou a homilia do Papa Francisco ao celebrar a missa nesta quinta-feira, 17, na capela da Casa Santa Marta.

Todos os membros da comunidade cristã, afirmou o Pontífice, padres, freiras e bispos, correm o risco de ficar com o coração endurecido. Mas o que significa esta advertência? O Papa indicou três palavras, extraídas sempre da Primeira Leitura, que podem ajudar a entender: “dureza”, “obstinação” e “sedução”.

Cristãos pusilânimes, sem a coragem de viver

Um coração endurecido é um coração “fechado”, “que não quer crescer, se defende, se fecha”. Na vida, isso pode acontecer em decorrência de inúmeros fatores, por exemplo, uma “forte dor”, porque “os golpes endurecem a pele”, notou Francisco. Aconteceu com os discípulos de Emaús e também com Tomé. E quem permanece nesta atitude negativa é “pusilânime”, e um “coração pusilânime é perverso”:

“Podemos nos questionar: eu tenho o coração duro, tenho o coração fechado? Eu deixo o meu coração crescer? Tenho medo que cresça? E se cresce sempre com as provações, com as dificuldades, se cresce como crescemos todos nós quando crianças: aprendemos a caminhar caindo, do engatinhar ao caminhar quantas vezes caímos! Mas se cresce com as dificuldades. Dureza. E o mesmo, fechamento. Mas quem permanece nisto… “Quem são, padre?” São os pusilânimos. A pusilanimidade é uma atitude ruim no cristão, lhe falta a coragem de viver. Ele se fecha…”.

Cristãos obstinados

A segunda palavra é “obstinação”: “animai-vos uns aos outros, dia após dia, para que nenhum de vós se endureça”, está escrito na Carta aos Hebreus e é a acusação que Estevão faz àqueles que o lapidarão. A obstinação é “a teimosia espiritual “: um coração obstinado – explicou Francisco – é “rebelde”, é “teimoso”, está fechado no próprio pensamento, não “aberto ao Espírito Santo”. É o perfil dos “ideólogos”, também orgulhosos e soberbos.

“A ideologia é uma obstinação. A Palavra de Deus, a graça do Espírito Santo, não é ideologia: é vida que o faz crescer, ir avante e também abrir o coração aos sinais do Espírito, aos sinais dos tempos. Mas a obstinação é também orgulho, é soberba. A teimosia, aquela teimosia que faz muito mal: fechados de coração, duros – primeira palavra – são os pusilânimes; os teimosos, os obstinados, como diz o texto, são os ideólogos. Mas eu tenho um coração teimoso? Cada um pense. Eu sou capaz de ouvir as outras pessoas? E se penso diversamente, dizer: “Mas eu penso assim…” Sou capaz de dialogar? Os obstinados não dialogam, não sabem, porque se defendem sempre com as ideias, são ideólogos. E as ideologias quanto mal fazem para o povo de Deus, quanto mal! Porque fecham a atividade do Espírito Santo”.

Cristãos escravos da sedução

A última palavra sobre a qual o Papa reflete é a “sedução”, a sedução do pecado, obra do diabo, o “grande sedutor”, “um grande teólogo, mas sem fé, com ódio”, o qual quer “entrar e dominar” o coração e sabe como fazê-lo. Então, conclui o Papa, um “coração perverso é aquele que se deixa conquistar pela sedução e a sedução o leva à obstinação, ao fechamento e a tantas outras coisas”.

“E com a sedução ou você se converte e muda de vida, ou tenta fazer pactos: um pouco aqui e um pouco ali. “Sim, sim, eu sigo o Senhor, mas eu gosto desta sedução, mas um pouco…” E você começa a fazer uma vida cristã dupla. Para usar a palavra do grande Elias ao povo de Israel naquele momento: “Vocês mancam com as duas pernas”. Mancar com as suas pernas, sem ter uma firme. É a vida de pactos: “Sim, eu sou cristão, sigo o Senhor, sim, mas este eu o deixo entrar …”. E assim são os mornos, aqueles que sempre fazem pactos: cristãos de pactos. Também nós muitas vezes fazemos isso: o pacto. Quando o Senhor nos indica a estrada, também com os mandamentos, com a inspiração do Espírito Santo, mas eu gosto de outra coisa e busca o modo de caminhar nos dois trilhos, mancando com as duas pernas”.

A invocação final do Papa é para que o Espírito Santo nos ilumine para que ninguém tenha um coração perverso: “um coração duro, que o leva à pusilanimidade; um coração obstinado que o leva à rebelião; um coração seduzido, escravo da sedução, que o leva a um cristianismo de pacto”.

Para rezar bem é preciso ter um coração de criança, diz Papa

Quarta-feira, 16 de janeiro de 2019, Da redação, com Vatican Media
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Série de Catequeses do Papa sobre o Pai Nosso continuou nesta quarta-feira, 16

Na catequese desta quarta-feira, 16, o Papa Francisco deu continuidade à série sobre a oração do Pai Nosso.

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”. E para rezar bem, é preciso ter um coração de criança.

Na catequese de hoje, o Papa inspirou-se na Carta de São Paulo aos Romanos 8, 14-16, para falar sobre nossa filiação divina: “hoje partimos da observação de que, no Novo Testamento, a oração parece querer chegar ao essencial, até concentrar-se em uma única palavra: Abbà, Pai”. Nesta invocação afirmou, dirigindo-se aos 7 mil fiéis presentes na Sala Paulo VI – concentra-se toda a novidade do Evangelho:

“Depois de ter conhecido Jesus e ouvido sua pregação, o cristão não considera Deus mais como um tirano a temer, não sente mais medo dele, mas floresce em seu coração a confiança nele: pode falar com o Criador, chamando-o de “Pai”. A expressão é tão importante para os cristãos, que muitas vezes é conservada intacta em sua forma original. Paulo conservou intacta ‘Abbà’”.

“É raro que no Novo Testamento as expressões aramaicas não são traduzidas para o grego”, observa o Papa. “Temos que imaginar que, nestas palavras em aramaico permanece como que “gravada” a voz do próprio Jesus, “respeitaram o idioma de Jesus”. Nas primeiras palavras do “Pai Nosso”, encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã”.

Rezar com verdade o Pai Nosso

Se entendermos que não se trata apenas de usar a figura do pai como um símbolo para relacionar ao mistério de Deus, mas o mundo inteiro de Jesus transvasado no próprio coração, podemos rezar com verdade o “Pai Nosso”:

“Dizer ‘Abbà’ é algo muito mais íntimo, mais comovente do que simplesmente chamar Deus de ‘Pai’. Eis porque alguém propôs traduzir esta palavra aramaica original ‘Abbà’ como ‘Papai’ (…). Nós continuamos a dizer “Pai nosso”, mas com o coração somos convidados a dizer “Papai”, a ter uma relação com Deus como a de uma criança com o seu papai, que diz “papai”. Na verdade, essas expressões evocam afeto, evocam calor, algo que nos remete no contexto da infância: a imagem de uma criança completamente envolvida pelo abraço de um pai que sente infinita ternura por ele. E por isso, queridos irmãos e irmãs, para rezar bem é preciso chegar a ter um coração de criança. Para rezar bem, não um coração autossuficiente. Assim não se pode rezar bem. Mas como uma criança nos braços de seu Pai, seu papai.”

Deus conhece somente amor

Mas são os Evangelhos no entanto – completa o Papa – a nos apresentarem melhor o sentido desta palavra. O “Pai Nosso” ganha sentido e cor se aprendemos a rezá-lo depois de ter lido a parábola do Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32):

“Imaginemos esta oração pronunciada pelo filho pródigo, depois de ter experimentado o abraço de seu pai, que o havia esperado por um tempo, um pai que não recorda as palavras ofensivas que ele havia dito, um pai que agora o faz perceber simplesmente a falta que sentiu dele. Então descobrimos como aquelas palavras ganham vida, ganham força. E nos perguntamos: como é possível que Tu, ó Deus, conheça somente o amor? Mas Tu não conheces o ódio? Não, responderia Deus. Eu conheço somente o amor. Onde está em Ti a vingança, a pretensão de justiça, a ira pela sua honra ferida? E Deus responderia: eu conheço somente amor.”

A força da palavra “Abbà”

A forma como o pai da parábola age – observa o Papa – “recorda muito o espírito de uma mãe”, pois no geral são as mães que desculpam seus filhos, que os cobrem, que não rompem a empatia que têm por eles, que continuam a querê-los bem. Mesmo quando não mereceriam mais nada:

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”:

“Deus busca você, mesmo que você não o procure. Deus ama você, mesmo que você tenha se esquecido dele. Deus vê em você uma beleza, ainda que você pense ter desperdiçado inutilmente todos os seus talentos. Deus é não somente um Pai, é como uma mãe que nunca deixa de amar sua criação. Por outro lado, há uma “gestação” que dura para sempre, bem além dos nove meses daquela física, e que gera um circuito infinito de amor.”

Ter a confiança de uma criança

Para um cristão, “rezar é simplesmente dizer “Abbà”, dizer papai (…), mas com a confiança de uma criança. E acrescentou ao concluir:

“Pode acontecer que também a nós aconteça de caminhar por caminhos distantes de Deus, como aconteceu com o filho pródigo; ou de precipitar em uma solidão que nos faz sentir abandonados no mundo; ou ainda de errar e ser paralisados por um sentimento de culpa. Nesses tempos difíceis, podemos ainda encontrar a força de rezar, recomeçando pela palavra “Abbà”, mas dita com o sentido terno de uma criança, “Abbá”, papai. Ele não esconderá de nós o seu rosto. Recordem bem, talvez alguém tenha dentro de si coisas ruins, coisas que não… não sabe como resolver, tanta amargura por ter feito isto ou aquilo. Ele não esconderá o seu rosto. Ele não se fechará no silêncio. Você diz “Pai” e Ele responderá a você. Você tem um Pai! “Sim, mas eu sou um delinquente”. Mas você tem um Pai que ama você. Diga a Ele “Pai” e comece a rezar assim, e no silêncio nos dirá que nunca nos perdeu de vista. “Mas Senhor, eu fiz isto e aquilo”. Mas eu nunca perdi você de vista. Eu vi tudo. Mas sempre estive ali, próximo de você, fiel ao meu amor por você. Esta será a resposta. Não esqueçam nunca de dizer Pai. Obrigado!”.

Deixaram cair a Eucaristia na Missa e a reação deste sacerdote viralizou

Por Walter Sánchez Silva
https://www.acidigital.com/noticias/deixaram-cair-a-eucaristia-na-missa-e-a-reacao-deste-sacerdote-viralizou-95395

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público.

DETROIT, 15 Jan. 19 / 02:35 pm (ACI).- Há alguns dias, em uma Missa nos Estados Unidos, uma pessoa deixou a hóstia consagrada cair no chão e a reação do sacerdote celebrante viralizou nas redes sociais.

“Na Missa desta noite, alguém deixou a Eucaristia cair no chão e essa foi a reação do Pe. Jim. Depois que todos receberam a Comunhão, ele se prostrou em um dos joelhos, levantou a hóstia e a consumiu. Em seguida, limpou o chão com a mão e lambeu sua mão”, escreveu Nick Switzer em sua conta do Facebook em 5 de janeiro.

A publicação viralizou rapidamente, foi compartilhada mais de 4700 vezes e tem mais de 9 mil reações.

A Missa foi presidida pelo pároco Pe. James (Jim) Rafferty na Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation, na cidade de Rockwood, Arquidiocese de Detroit, Michigan.

“Enquanto um dos acólitos foi buscar um sanguíneo e água, Pe. Jim ficou no lugar em posição de genuflexão como se estivesse adorando o local onde a Eucaristia caiu, como se fosse terra santa”, continuou o relato.

“O acólito lhe deu o sanguíneo e a água, e Pe. Jim limpou completamente o local e de forma muito reverente. Foi lindo. A mulher que estava à minha frente chorou e eu quase chorei. O organista continuou tocando enquanto isso acontecia. Foi muito inspirador”, disse Switzer.

Depois do relato, Nick Switzer fez uma reflexão sobre o que significou para ele aquela reação devota do sacerdote.

“A Eucaristia não é apenas pão, mas o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. E são os sacerdotes como Pe. Jim, que tratam a Eucaristia como o que a Eucaristia realmente é, que mostram aos seus fiéis o presente incrível que temos na Igreja Católica. Obrigado Padre Jim”, escreveu.

A Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation confirmou ao Grupo ACI a autenticidade do relato de Switzer.

O que se deve fazer quando uma hóstia consagrada cai no chão?

O numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano declara que, “se cair no chão alguma hóstia ou partícula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o local em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidoiro colocado na sacristia”.

O sumidoiro é uma “bacia especial que tem um dreno diretamente no solo, onde se joga a água que sobra da celebração da Eucaristia, assim como a água com que se lavam os objetos sagrados. Geralmente fica na sacristia”.

A definição do numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano tem suas origens em um documento mais antigo chamado De Defectibus, no qual se lê que “se a hóstia consagrada, ou qualquer partícula dela, cair no chão, ela deve ser reverentemente retomada, e o lugar onde caiu lavado e ligeiramente raspado, sendo o ponto ou a raspagem colocados no sacrário”.

Em relação à posição em que Pe. Rafferty esperou para receber a água e sanguíneo cabe recordar que realmente se chama genuflexão, conforme relatado por Nick Switzer.

O numeral 274 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que “a genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao solo, significa adoração; é por isso reservada ao Santíssimo Sacramento e à santa Cruz desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-Feira da Paixão do Senhor, até ao início da Vigília pascal”.

O mavioso Coral Nossa Senhora da Piedade

Por Pe. Inácio José Schuster
Pároco

O Coral Nossa Senhora da Piedade, nascido em janeiro de 1954, completa neste ano seu Jubileu de Platina, 65 anos cantando e encantando, elevando e transformando. É considerado uma preciosa pastoral, uma vez que conta com uma coordenação e uma regente, a Irmã Veronice Weber, que, incansavelmente, tem ensinado aos coralistas a trabalhar a voz para glorificar a Deus.
Eles aprendem técnicas de impostação vocal, de pronúncia adequada à música sagrada, de postura diante do público, chegando até ao conhecimento de leitura de partitura musical. Os componentes do grupo, formado por pessoas das mais diferentes idades e classes sociais, têm tido a oportunidade de aprender a adorar a Deus com todo talento.

“E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR” (Salmo 40, 3).

O Coral como um meio precioso de evangelização

São de grande brilhantismo as ocasiões em que o Coral Nossa Senhora da Piedade executa as tradicionais partes da liturgia, tanto as de Natal como as de Semana Santa e Páscoa, não apenas no templo, mas visando evangelizar vidas que caminham sem rumo para um futuro obscuro. Inúmeros são os testemunhos de pessoas que se converteram quando o Coral entoava hinos de adoração a Deus. A mensagem transmitida por meio da música causa forte impacto nas pessoas.

O Coral gera vida espiritual

Em todas as coisas somos mais do que vencedores. Entretanto, sabemos que, para vencer, temos de batalhar. E, no Coral, não seria diferente. O louvor contagiante é resultado direto de uma disciplina de orações e ensaios durante todo o ano, às terças-feiras. E quando há necessidade, como em ocasiões comemorativas, os coralistas se dispõem a praticar os ensaios de canto também noutros dias da semana. É um empenho muito grande, pois vivemos uma vida muito agitada; no entanto, cremos que vale a pena, pois estamos fazendo para o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ao longo de tantos anos, trabalhando com o louvor na igreja, é nítido o entrosamento que o grupo já desenvolveu: criaram-se amizades saudáveis e em sintonia com a Palavra de Deus. E as Santas Missas se tornam agradáveis ao Céu e edificantes para a terra.

“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome (Hebreus 13, 15).

Os tratamentos holísticos e homeopáticos… o que a Igreja diz?

Por Pe. Inácio José Schuster

É um paliativo para enganar os trouxas.

Indiquemos cinco notas distintivas do Movimento da Nova Era:

1. Holismo ou organicidade do universo
A física clássica de Newton tinha o universo na conta de imensa máquina, cujos elementos se mantêm em equilíbrio mediante interação constante. Ora, a Nova Era adota o modelo holístico, mais recente: o universo não constaria de partículas, mas de ondas de energia que constituem um todo (holon, em grego), como uma rede de ligações e de interdependências; quanto mais alguém aprofunda a realidade, dizem os holistas, tanto mais faz a experiência da unidade do todo. O homem seria parte desse todo, participando da vida orgânica do conjunto, sem poder sair dele como observador neutro ou sujeito independente. Em conseqüência, a Nova Era afirma que Deus e o mundo, o espírito e a matéria são uma imensa vibração energética onde todas as diferenças são apenas aparentes, e não reais.

2. Tônica nas religiões orientais
Embora seja sincretista, o Movimento da Nova Era prefere as teses das religiões orientais (que geralmente são panteístas) aos artigos da fé cristã. Isso bem se entende, visto que o cristianismo afirma a transcendência de Deus; Ele entra em diálogo com o homem, mas não é o homem. O cristianismo possui um credo definido, evitando o sincretismo religioso.
A Nova Era incita seus adeptos a fazerem experiências “transpessoais”, segundo as quais o eu se dilata, de modo a se sentir uma coisa só com a energia cósmica; tais experiências possibilitariam ao homem entrar em contato com pessoas muito distantes, até com defuntos e seres extraterrestres. Tais experiências podem ser estimuladas pelo uso de drogas e pelo incentivo direto do cérebro (biofeedback).
Também são estimulantes das experiências mística da Nova Era a música, a dança e as artes em geral.

3. O channeling e o esoterismo gnóstico
Channeling (de channel, canal, em inglês) é a forma mais recente de espiritismo: o médium faz as vezes de channel: recebe mensagens não de defuntos, mas sim de entidades superiores (A divindade? Cristo? Fadas? O inconsciente coletivo?).
Com essa concepção se combinam resquícios do gnosticismo dos primeiros séculos: o homem possui uma centelha da divindade, que o torna familiar ao Todo Divino (que é o universo).

4. Terapêtica
O Movimento da Nova Era se dedica também ao tratamento das doenças do corpo e da alma, não mediante a medicina convencional, mas através do enfoque holístico, que recorre às terapias ´´suaves´´, como são a homeopatia e a acupuntura.

5. Otimismo
A perspectiva da Nova Era, de paz e felicidade, substitui a mentalidade derrotista de grande parte da humanidade contemporânea; daí o sucesso do movimento. Pode´se dizer que a expectativa de Nova Era corresponde à de um reino milenar de Cristo (milenarismo), apregoada por algumas correntes cristãs de nossos dias.
O Movimento da Nova Era fala do retorno de Cristo, tal como é anunciado pelo livro O Retorno de Cristo (1948), da sra. Alice Bailey, teosofista e ocultista inglesa que teria recebido revelações de um mestre desencarnado dito “o Tibetano”. O Cristo da Nova Era, porém, não é o do Evangelho; é o Cristo dito “cósmico, o Cristo Energia, o Espírito Crístico Universal”…

Conclusão
Deve-se dizer que a mensagem do Movimento da Nova Era é, de ponta a ponta, contrária à mensagem cristã. Nega a transcendência de Deus, a distinção entre espírito e matéria, a existência do pecado, a divindade de Jesus Cristo, Deus feito homem… Cai no relativismo religioso, fazendo da religião uma atitude sentimental e cega, e não a adesão à verdade; ora, a perda de identidade da religião vem a ser o fim da mesma!

 

TERAPIAS ALTERNATIVAS OU MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA?
Uma análise das pseudoterapias “New Age”
Por Álvaro Farías Díaz*

MADRI, sexta-feira, 27 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Publicamos, a seguir, o artigo de Álvaro Farías Díaz, psicólogo pela Universidade do Uruguai “Dámaso A. Larrañaga”, membro da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES) e diretor do Serviço de Estudo e Assessoria em Seitas do Uruguai (SEAS)

Poderíamos nos perguntar por que têm tanto êxito filmes como “Harry Potter”, “O Senhor dos Anéis”, ou livros como “O alquimista”… Por que florescem, cada dia mais, as expressões do pensamento imaginário ou mágico? Por que, ainda que a modernidade o considerava moribundo, Deus continua resistindo tão bem? Como evoluíram as religiões históricas, em contato com as novas crenças e as novas formas de espiritualidade marcadas com o selo do individualismo e do pragmatismo? E, no final das contas, como compreender esta exuberância de crenças e práticas que está diante dos nossos olhos, essa religiosidade flutuante, “a la carte”, que se desenvolve dentro da nossa sociedade?
Vemos hoje como os homens e mulheres da nossa cultura, afetados pelos transtornos do humor, são medicados com a mesma gama de medicamentos frente a qualquer coisa. Por um lado, confiam na medicina científica e, por outro, aspiram a uma terapia que, reconhecendo sua identidade, dê lugar à palavra.
Como diz Elisabeth Roudinesco, “assistimos, nas sociedades ocidentais, a um crescimento inacreditável do mundinho dos curandeiros, dos feiticeiros, dos videntes e dos magnetizadores. Frente ao cientificismo erigido em religião e diante das ciências cognitivas, que valorizam o homem-máquina em detrimento do homem desejante, vemos florescer, em contrapartida, toda sorte de práticas, ora surgidas da pré-história do freudismo, ora de uma concepção ocultista do corpo e da mente: magnetismo, sofrologia, naturopatia, iridologia, auriculoterapia, energética transpessoal, sugestologia, mediunidade, etc. Ao contrário do que se poderia supor, essas práticas seduzem mais a classe média – funcionários, profissionais liberais e executivos – do que os meios populares”.

As pseudoterapias Nova Era
O termo “Nova Era” abrange um conglomerado de ideias que torna difícil sua concreção: alguns sustentam que é uma nova forma de enfrentar a vida e de expressá-la, enquanto outros afirmam que é um sincretismo tão grande, que o único que pretende é confundir e recolher o fruto de tal confusão.
Nosso momento atual dista muito de desconhecer o fascínio pelo sagrado, que irrompe por caminhos que pareciam já pouco transitados ou reservados aos marginalizados da religião. Quem se surpreende ainda diante de certos programas de televisão, certos programas de rádio, certos avisos em jornais e revistas nos quais aparecem “ofertas religiosas” misturadas com “ciência”: radiestesia, controle mental, reiki, budismo, meditação transcendental, viagens astrais, Jesus cósmico, igrejas neopentecostais, grupos gnósticos etc.? Mas o que está acontecendo realmente? As tentativas de explicação são variadas.
A Nova Era tem suas raízes na tentativa de encontrar pontos de contato entre ciência e religião, entre a razão e a magia, entre o Oriente e o Ocidente. Pretende-se criar um novo paradigma. Trata-se de uma fuga do tradicional rumo ao alternativo.
É preciso esclarecer o que, na Nova Era, se entende por “Deus”. Deus seria a “energia” que, em um determinado momento, desceu sobre Jesus Cristo, Buda, Maomé, e mais perto na história, sobre o conde Saint Germain. Os adeptos da Nova Era interpretam a crucifixão, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo dentro de um contexto esotérico, como um símbolo da libertação da energia crística e sua difusão em forma de gás vivificador do céu novo e da terra nova, manifestação esta que chegará a todo o seu esplendor quando ocorrer o advento da “Nova Era” ou da “Era de Aquário”. O Cristo interior é a “faísca” interior, desprendida da energia ou Cristo cósmico. Qualquer um pode chegar a ser “Cristo” e para isso é preciso recorrer às técnicas da Nova Era e, sobretudo, provocar estados alterados de consciência (transes místicos, fenômenos de channeling, etc.), ao mesmo tempo em que é preciso conectar-se com a ecologia, conduto da energia cósmica.
O maior problema com tudo isso é a utilização perversa destas crenças e técnicas. Cada um é livre para pensar e acreditar no que lhe parecer mais oportuno. O ruim é quando, sem aviso prévio, vão lhe introduzindo crenças que não compartilhava em primeira instância, aproveitando circunstâncias pouco éticas através de um processo de manipulação psicológica.
Na maioria destes casos, não há, à frente deste tipo de ofertas terapêuticas, um profissional idôneo, isto é, um psicólogo ou psicoterapeuta formado para o exercício de tal função. Quando há, dão-se fenômenos de intromissão profissional e abuso terapêutico.
A clínica com pacientes que viveram este tipo de experiências e com seus familiares nos mostra que esses “terapeutas” acabam sendo verdadeiros manipuladores, já que, com sua forma de agir, denotam um desconhecimento da ética profissional, transgredindo seus limites; fazem mau uso das técnicas psicoterapêuticas e levam a cabo uma manipulação da relação terapêutica para seu benefício pessoal.
Há muito por fazer. Por tudo o que foi exposto anteriormente, parece-nos suficientemente clara a necessidade e a oportunidade de pesquisar sobre o tema das seitas e grupos manipulativos, assim como sobre os processos sociais e psicológicos da própria manipulação psicológica, tanto aqui no Uruguai como no resto do mundo.

 

Tratamentos alternativos e alternativas perigosas
Por Márcio Souza

“As emoções negativas são a causa primária de muitas doenças. Se intensas, podem distorcer a manifestação dos ideais de força, sabedoria e beleza, preexistentes na natureza humana”.

É com esse enunciado que começa determinado artigo incentivando o uso dos Florais de Bach, considerado um regulador das vibrações que nos equilibram com a natureza. Muitos cristãos têm indagado se devemos ou não substituir ou adicionar os tratamentos alternativos aos cuidados alopáticos (Alopatia: Sistema terapêutico que consiste em tratar as doenças por meios contrários a elas, procurando conhecer suas causas e combatê-las).

Primeiramente, devemos distinguir os tratamentos alternativos das alternativas espiritualmente perigosas, muito em moda hoje em dia. A maioria dessas alternativas, bastante veiculadas pela mídia, está altamente comprometida com a holística.

Ao falarmos em qualquer tipo de tratamento, não podemos nos esquecer de que, seja qual for ele, a automedicação não é aconselhada. É muito comum encontrarmos por aí consultores sem nenhuma formação ou habilitação profissional atuando como conselheiros ou terapeutas. O que pode ser benéfico para uma pessoa poderá ser inócua ou até mesmo nociva para outra. Portanto, o cristão que deseja tratar-se através do naturalismo deve primeiro verificar a fidelidade do proposto pelo medicamento. Também se faz necessário conhecer as credenciais dos consultores naturalistas.

Tratamentos alternativos reconhecidos

Alguns tratamentos são plenamente reconhecidos pelos órgãos governamentais de saúde. Outros, portanto, ainda estão sendo pesquisados. A AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira) lançou um informativo sobre a aceitação e o uso do público brasileiro dos tratamentos alternativos. O mesmo documento alerta quanto à carência de profissionais formados nessa área. Alguns dos tratamentos alternativos reconhecidos são: a homeopatia, a fitoterapia, a naturopatia, a quiropatia e a acupuntura. Contudo, verificamos que existe a tendência para a administração holística de tais tratamentos. É neste ponto que esbarramos com conceitos que nós, os cristãos, não aceitamos.

As terapias alternativas apresentaram um grande crescimento a partir da década de 70. Desde então têm-se popularizado. O primeiro gráfico demonstra o resultado de uma pesquisa feita entre mil entrevistados. A porcentagem daqueles que conhecem e usam medicações alternativas tem aumentado cerca de 2% a 3% ao ano.

Na pesquisa feita entre os usuários das terapêuticas alternativas encontra-se um demonstrativo sobre os ramos terapêuticos mais utilizados (veja gráfico acima). Cerca de mil pessoas foram questionadas a respeito da forma alternativa de sua opção. Resultado: 56,2% usam a homeopatia; 26,2% a fitoterapia e 17,6% a acupuntura. Novas formas de tratamentos estão sendo descobertas. A disputa entre o sistema alopático e o homeopático demonstra que o naturalismo vem ganhando espaço.

Qual a eficiência de tais tratamentos? Um grupo de usuários de diversos ramos da terapêutica alternativa apresentou suas conclusões. Cerca de 92% informaram que estavam otimistas, ou pelo menos satisfeitos, com a eficácia dos tratamentos alternativos. Um dos motivos mais apreciados pelos usuários é a quase inexistente agressividade desses tratamentos. Apenas 1,4% registrou que eles não foram eficazes e outro grupo de 1,4% informou que o tratamento foi negativo.

O uso de plantas medicinais conta, ainda que com restrições, com o apoio científico. Como tais plantas são selecionadas e que critério é usado? Inicialmente, a sabedoria popular é a responsável pela sugestão de uso de diversas plantas e pela maneira como devem ser utilizadas. Às vezes, a mesma planta é citada para algumas doenças ou para todas. Excluindo os excessos, podemos encontrar muitas utilizações realmente eficazes. Em 1982, a CEME (antiga Central de Medicamentos) implantou um programa para pesquisar as plantas de uso popular em solo brasileiro. Objetivo? Estudar possíveis substâncias ativas que servissem para preparados fitoterápicos científicos. Novamente, a sabedoria popular, o receituário do povo, foi o cabedal para selecionar as plantas e ervas candidatas.

O primeiro passo da pesquisa foi nominar corretamente as plantas com seu nome latino, para que não ocorresse o costumeiro erro de se dar o mesmo nome a plantas diferentes, ou nomes diferentes a plantas iguais, dependendo da região e do nome popular a elas atribuídos. O segundo passo foi verificar se tais plantas atuariam realmente nos males que o receituário popular apregoava. Os resultados positivos foram surpreendentes. Hoje, diversas indústrias farmacêuticas têm oferecido produtos exclusivamente bulados nestas ervas.

Alternativas perigosas

O cristão deve tomar sua decisão pessoal quanto aos ramos mencionados acima. Contudo, quando algo mais está envolvido, o que deve ser feito? Existem muitos remédios aparentes, representativos. Conseqüentemente, não são reconhecidos pelos órgãos competentes de saúde. Observe o parecer técnico do Ministério da Saúde (Vigilância Sanitária) sobre as essências florais:

Parecer técnico do Ministério da Saúde (Vigilância Sanitária) sobre as essências florais

Respondendo ofício nº 01/98, referente a essências vibracionais, informo que as essências florais, tais como apresentadas pelos Sindicatos e Associações Produtoras, não constituem matéria submetida ao regime de vigilância sanitária, a teor da Lei nº 6360, de 23.09.76 e seus regulamentos, não se tratando de medicamentos, drogas ou insumos farmacêuticos. Tal fato não exime, no entanto, a responsabilidade das empresas pela produção e comercialização dessas substâncias dentro dos padrões de qualidade adequados ao consumo da população. Neste sentido, na comercialização e venda dessas substâncias não podem ser apresentadas indicações terapêuticas com finalidades preventivas ou curativas, induzindo o consumidor ao erro ou à confusão (Brasília, 23 de outubro de 1998. Ofício SVS/GABIN/ Nº 479/98).

O Ministério da Saúde não reconheceu as essências vibracionais como medicamentos, drogas ou insumos farmacêuticos. E alertou que às suas apresentações (ou seja, seus rótulos e propagandas) não fossem atribuídas indicações terapêuticas com finalidades preventivas ou curativas.

Se tais essências não ocupam espaço farmacêutico ou homeopático, como elas devem ser consideradas pelos cristãos? Devemos, então, antes de mais nada, verificar a origem da eficácia atribuída aos florais.

Muitas alternativas estão sendo acopladas aos tratamentos alternativos. Qual é a bula dessas alternativas? Em muitos segmentos encontramos a visão holística. Devemos nos lembrar, portanto, que a visão holística pode ser encontrada nos tratamentos legítimos. Nestes casos, é bom excluir o elemento holístico. Isso não afetará o tratamento. Por outro lado, se o tratamento tiver apenas representação das perspectivas holísticas, ele deve ser totalmente rejeitado.

A composição desses florais não representa riscos aos usuários, geralmente é feita de água mineral, conhaque de uvas, arbustos ou árvores silvestres. Administrados em doses pequenas, cerca de quatro gotas, não fazem mal, mas também não são eficazes, conforme parecer do Ministério da Saúde: não podem ser apresentadas indicações terapêuticas com finalidades preventivas ou curativas, induzindo o consumidor ao erro ou à confusão. Se as composições desses florais são ineficazes, por que devemos considerá-los?

Tratamentos holísticos

Entramos, agora, em uma nova modalidade: os tratamentos holísticos. A visão desse tratamento é alcançar o homem como um todo: espírito, alma e corpo. É a sua espiritualização. A medicina moderna tem dado um salto de fé no escuro em direção ao misticismo. De fato, a nova preocupação da medicina com o espírito do homem surgiu através da surpreendente transformação da sociedade ocidental. Essa mudança ocorreu quando os ocidentais decidiram aceitar o misticismo oriental.

Muitas pessoas, por usarem palavras como Deus, Cristo, espírito e alma são consideradas simpáticas ao cristianismo. Todavia, não devemos nos confundir. Obviamente que alma, espírito, Deus e Cristo não são termos científicos ou medicinais, mas, sim, religiosos. Aqueles que lançam mão de tais palavras certamente têm o seu próprio conceito a respeito do significado delas, e isso refletirá no seu modo de vida.

Ficaremos estarrecidos se voltarmos nossa atenção para os conceitos defendidos pelos profissionais holísticos. Por exemplo, o psicólogo Jack Gibb foi bem claro ao dizer: A pressuposição absoluta que muitos de nós estamos adotando no Movimento de Saúde Holística é que todas as coisas necessárias à criação da minha vida se acham em mim… Eu creio que sou Deus, e creio que você também é… 1

O conceito holístico poderia ser expresso assim: a visão de que o todo não se explica fora de suas partes e estas não podem ser compreendidas fora do todo. A visão holística tem integrado áreas do conhecimento de forma abrangente, ultrapassando as fronteiras religiosas. Absorvem conceitos de todas as religiões e cultos, buscando a verdade em sua essência. O homem deve ser tratado como um todo, nele mesmo e através da natureza. Logo, o bem-estar espiritual do homem depende de seu equilíbrio com a natureza.

A cor, a forma e o aroma das flores veiculam o espírito da natureza. Esse dom, alegam, pode ser adquirido pela absorção de algumas gotas do florais. São dezenas de essências florais. E cada uma delas é aplicada conforme suas atribuições. Ao escolher aquela que corresponde à sua necessidade espiritual, o usuário alcançará o reequilíbrio emocional. Tais conceitos afirmam que estamos em um universo onde as forças impessoais estão em constante luta. Trata-se do bem e do mal, da luz e das trevas. Longe de qualquer vitória entre essas forças, os adeptos do conceito holístico afirmam que precisamos equilibrá-las, pois elas são essenciais ao universo.

Tais conceitos estão longe do que a Palavra de Deus ensina. Os tratamentos representativos estão impregnados pela filosofia ocultista. Conseqüentemente, esses conceitos afetam a comunhão com Deus. Em virtude desses tratamentos, o ocultismo está se popularizando cada vez mais. Como servos de Cristo, devemos discernir entre o natural e o místico. E, para isso, não podemos nos deixar enganar pelas aparências.

Talvez alguém seja realmente curada ao fazer uso de algumas raízes ou folhas. Erram, portanto, quando adicionam misticismo ao elemento natural. Como cristãos, o que devemos fazer a respeito? Excluir o místico e usufruir apenas do natural. Um exemplo do que estamos falando é o uso da folha de arruda atrás da orelha, simpatia atribuída ao natural, o que significa adesão ao misticismo idólatra. O servo de Deus deve rejeitar isso.

1 The Journal of Holistic Health, 1977, Jack Gibb, Psycho-Sociological Aspects of Holistic Health. p. 44.

Um exemplo de tratamento representativo da visão holística são os florais de Bach. O próprio dr. Bach disse: A ação destes remédios consiste em elevar nossas vibrações e abrir nossos canais para a recepção do ‘eu espiritual’, inundar nossa natureza com a virtude particular de que precisamos e em expurgar de nós o erro que causa o mal (…). Eles curam, não combatendo a doença, mas inundando nosso corpo com as sublimes vibrações de nossa Natureza Superior, em cuja presença a enfermidade se dissolve como a neve à luz do sol. Não existe cura autêntica, a menos que exista uma mudança de perspectiva, uma serenidade mental e uma felicidade interna. Informações que vêm na bula de alguns florais de Bach.
O dr. Edward Bach nasceu em 24 de setembro de 1886, em Mesely, um vilarejo próximo de Birmingham, Inglaterra. Aos 17 anos alistou-se no corpo de Cavalaria de Worcestershire, onde começou a interessar-se por tratamentos alternativos.

 

O Santo Ofício publicou um documento em 26 de março de 1942 no qual proíbe a Radiestesia aos clérigos, ou seja, o uso de “varinha mágica” para adivinhar circunstâncias a respeito das pessoas (como, por exemplo, se está doente) e determina graves penas para aqueles religiosos que reincidirem no fato. Abaixo transcrevemos o documento, pois pensamos que talvez possa ser útil para combater este erro difundido em sua diocese e para orientar os fiéis.

Santo Ofício, 26 de Março de 1942.

A Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício, maduramente considerados os danos que se seguem para a religião e verdadeira piedade das consultas de Radiestesia feitas por clérigos para adivinhar circunstâncias das pessoas e sucessos, e tendo sobretudo em conta o estabelecido nos cânones 138 e 139, a fim de apartar os clérigos e religiosos daquelas coisas que desdizem de seu ofício e dignidade ou que possam diminuir sua autoridade, estabelece as seguintes normas, sem pretender com este decreto tocar as questões científicas sobre Radiestesia.

A saber: ordena aos Ordinários locais e aos Superiores religiosos que proíbam aos seus clérigos e religiosos proceder a investigações radiestésicas tocantes às consultas acima mencionadas.

Aos mesmos Ordinários e Superiores religiosos pertence adicionar sanções penais e esta proibição, se for necessário.

E se algum clérigo ou religioso reincidir na transgressão desta proibição ou der lugar a graves inconvenientes ou a escândalos, os Superiores denunciarão o fato a este Santo Supremo Tribunal.

 

FLORAIS DE BACH
Pe. Alberto Gambarini, Católico pode ou não pode? Por quê? (2ª Parte). Ed. Ágape

Em 1º de maio de 2002, a revista Veja publicou uma reportagem em que apresentava uma estatística preocupante sobre as chamadas terapias alternativas: “Estima-se que 4 milhões de brasileiros lancem mão de alguma forma de terapia alternativa para tratar doenças. A Associação Brasileira de Medicina Complementar calcula que existam cerca de 50 mil terapeutas alternativos em atividade no país. É um filão que cresce em torno de 20% ao ano em todo o mundo. No Brasil, presume-se que o mercado de terapias alternativas movimente aproximadamente 500 milhões de dólares anualmente. Ainda uma migalha em comparação ao que ocorre nos Estados Unidos, onde perto de 60 milhões de pessoas engrossam um mercado de 30 bilhões de dólares. No Brasil, há três vezes mais massagistas, que garantem dar fim a dores de coluna, que ortopedistas. Existe quase o mesmo número de terapeutas florais e de cardiologistas. E os cerca de 1.300 indologistas, indivíduos que dizem diagnosticar qualquer doença pela análise da íris, somam quase a metade dos nefrologistas brasileiros”.
Boa parte das terapias alternativas tem algum envolvimento com doutrinas esotéricas ou ocultas e é um dos instrumentos para divulgar a chamada filosofia da Nova Era. Destacam-se os chamados florais de Bach, que prometem a cura para os problemas emocionais e, como consequência, devolvem a saúde do corpo.
Qual a origem dos florais de Bach?
Os florais de Bach foram “descobertos” por um médico inglês chamado Edward Bach. Ele teria encontrado 38 essências florais com propriedades curativas. Essas essências cobririam todos os aspectos da natureza humana e todos os estados mentais negativos que acompanham as enfermidades. Para o Dr. Bach as flores possuem alma, e a sua força vital pode ser transferida para a água. Sendo ingeridas trariam benefícios para o ser humano. Conforme afirma em seus livros, seguiu uma “inspiração” para preparar seus florais a partir da essência das pétalas de rosas, misturadas em água e álcool.
Os cristãos e os florais de Bach
Na bula de alguns florais de Bach existe a seguinte informação:
“A ação destes remédios consiste em elevar nossas vibrações e abrir nossos canais para a recepção do ‘eu espiritual’, inundar nossa natureza com a virtude particular de que precisamos e expurgar de nós o erro que causa o mal (…). Eles curam, não combatendo a doença, mas inundando nosso corpo com as sublimes vibrações de nossa Natureza Superior, em cuja presença a enfermidade se dissolve como a neve à luz do sol. Não existe cura autêntica, a menos que exista uma mudança de perspectiva, uma serenidade mental e uma felicidade interna”. Aí fica evidente que se atribui um poder espiritual às essências das flores, pois transmitiriam uma espécie de energia divina para seus consumidores.
Estamos diante de um tratamento de origem panteísta – crença de que tudo é deus e deus é tudo; por essa linha de pensamento a natureza se identifica com Deus. Para a revelação bíblica, Deus não se confunde com a natureza e tampouco é uma simples energia maior. Deus é pessoa, Criador do homem e de toda a criação. No livro do Gênesis está escrito que da Palavra de Deus tudo começou a ser criado: “Deus disse…” (Gn 1, 3ss). Somente Ele tem o poder de tocar no mais íntimo do ser humano e elevar os seus sentimentos: “Por que te deprimes, ó minha alma, e te inquietas dentro de mim? Espera em Deus, porque ainda hei de louvá-lo: ele é minha salvação e meu Deus” (Sl 41, 12).
No livro Nova Era: um perigo para os católicos, o autor Ralfh Rath dá uma orientação importante: “Uma pergunta se impõe: pode um cristão recorrer à medicina alternativa? A resposta é sim, se não há poder panteísta ou oculto, sendo utilizado para a cura. De outro modo, o cristão corre o risco de perder a fé no verdadeiro Deus ou de colocar-se sob a influência de espíritos demoníacos” .
Qual a posição da classe médica e de outros órgãos?
Em setembro de 1998, o Conselho Federal de Medicina, o órgão oficial que regulamenta e fiscaliza o exercício profissional da medicina no Brasil, proibiu a prática das chamadas medicinas alternativas que não têm fundamentação científica para os procedimentos e resultados que divulga. Por essa decisão o uso no tratamento de coisas como os florais de Bach fere o Código de Ética Médica e mancha a dignidade da categoria que tem, por obrigação moral, utilizar todos os meios científicos em favor da saúde dos pacientes.
Também é digno de nota o parecer do Ministério da Saúde sobre as chamadas essências florais: “Respondendo ofício n. 01/98, referente a essências vibracionais, informo que as essências florais, tais como apresentadas pelos Sindicatos e Associações Produtoras, não constituem matéria submetida ao regime de vigilância sanitária, a teor da Lei n° 6360, de 23.09.1976 e seus regulamentos, não se tratando de medicamentos, drogas ou insumos farmacêuticos. Tal fato não exime, no entanto, a responsabilidade das empresas pela produção e comercialização dessas substâncias dentro dos padrões de qualidade adequados ao consumo da população. Neste sentido, na comercialização e venda dessas substâncias não podem ser apresentadas indicações terapêuticas com finalidades preventivas ou curativas, induzindo o consumidor ao erro ou à confusão” (Brasília, 23 de outubro de 1998. Ofício SVS/GABIN/N°479/98).
O professor Renato Zamora Flores, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, afirma:
“Os terapeutas florais estão convencidos de que a consciência humana, por meio dos comportamentos do indivíduo, é a causa de todas as doenças. Seria muito bom, caso fosse verdade, já que bastaria um comportamento correto para garantir saúde e longevidade. Pena que a vida real não é assim. Você gostaria de tentar curar uma infecção bacteriana sem antibióticos e com uma revisão da consciência?”
“Não existe nenhuma pesquisa científica, com os mínimos padrões de qualidade, que mostre qualquer efeito destas flores dissolvidas em água”.
“A principal causa de seu sucesso é a crença dos usuários de que vão melhorar com o suposto medicamento”.

Ângelus: Papa Francisco ensina que no batismo recebemos o amor do Pai

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Papa Francisco no Ângelus deste domingo 13 de janeiro. Foto: Daniel Ibañez/CNA

Vaticano, 13 Jan. 19 / 10:44 am (ACI).- Após concluir na Capela Sistina, a celebração da Santa Missa da Festa do Batismo do Senhor, ocasião em que o Papa batizou algumas crianças, o Santo Padre foi até a janela do seu estúdio no Palácio Apostólico, e rezou o Ângelus com fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro aproveitando o encontro para refletir sobre a importância do batismo como a ocasião que recebemos o amor do Pai como uma chama de fogo que deve ser alimentada com a oração e a caridade.

“Hoje, no encerramento do tempo litúrgico do Natal, celebramos a festa do Batismo do Senhor. A liturgia nos chama a conhecer Jesus, de quem há pouco celebramos o nascimento, ainda mais plenamente e por esta razão que o Evangelho de hoje ilustra dois elementos importantes: a relação de Jesus com o povo e a relação de Jesus com o Pai”, disse o Papa.

“No relato do batismo, conferido por João Batista a Jesus nas águas do Jordão, vemos primeiro o papel do povo. Jesus está no meio do povo. Isto não é apenas um elemento acessório da narração, mas é um componente essencial do evento. Antes de mergulhar na água, Jesus “mergulha” na multidão, junta-se a ela e assume plenamente a condição humana, compartilhando tudo, exceto o pecado. Em sua santidade divina, cheio de graça e misericórdia, o Filho de Deus se fez carne precisamente para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo: tomar as nossas misérias, a nossa condição humana. Portanto, o dia de hoje também é uma epifania, porque ao ser batizado por João, entre o povo penitente de seu povo, Jesus manifesta a lógica e o significado de sua missão”, assinalou.

O Santo Padre explicou aos presentes que “ao unir-se às pessoas que pedem a João o Batismo da conversão, Jesus também compartilha o profundo desejo de renovação interior”.

“E o Espírito Santo que desce sobre Ele “em forma de uma pomba” (v.22) é o sinal de que com Jesus começa um novo mundo, uma “nova criação” que inclui todos aqueles que recebem a Cristo em sua vida. Embora cada um de nós, que estamos renasce com Cristo no batismo, viraram as palavras do Pai: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo””, acrescentou.

“Esse amor do Pai, todos nós no recebemos no dia do nosso Batismo, é uma chama que foi acesa em nossos corações, e requer a ser alimentada pela oração e a caridade”, ensinou o Papa Franciscou.

“O segundo elemento enfatizado pelo evangelista Lucas é que após a imersão no povo e nas águas do Jordão, Jesus “mergulha” em oração, isto é, em comunhão com o Pai. O batismo é o começo da vida pública de Jesus, da sua missão no mundo como enviado do Pai para manifestar a sua bondade e o seu amor pelos homens”, acrescentou.

Finalizando sua reflexão o Papa Francisco disse: “Queridos irmãos e irmãs, a festa do Batismo do Senhor é uma boa oportunidade para renovar com gratidão e convicção as promessas do nosso Batismo, comprometendo-nos a viver diariamente em harmonia com ele. Também é muito importante, como eu já disse várias vezes, conhecermos a data do nosso batismo. Eu poderia perguntar: “Quem entre vocês sabe a data do seu batismo?”

O Papa instou os fiéis a perguntar aos pais e avós: “Em que data fui batizada, fui batizado?”. E então não se esqueça: esta é uma data a ser mantida no coração para celebrá-la todos os anos.

“Jesus, que nos salvou não por nossos méritos, mas por realizar a imensa bondade do Pai, nos torne todos misericordiosos. Que a Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, seja nosso guia e nosso modelo”, concluiu o Pontífice.

Quando termina o Natal? Sacerdote esclarece

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Imagem referencial / Crédito: Pexels

MANILA, 02 Jan. 19 / 10:13 am (ACI).- Um sacerdote das Filipinas, Pe. Rolly Arjonillo, recordou que o Natal não termina com a celebração do dia 25 de dezembro, mas que, para os católicos, este tempo começa e deve seguir sendo celebrado.

“Depois de quatro semanas de preparação no Advento para este evento tão importante na história da humanidade, hoje, toda a Igreja e o mundo cristão estão cheios de alegria e gratidão à Santíssima Trindade, à Mãe Maria e a São José, pois finalmente é comemorado o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Salvador”, disse Pe. Rolly através da página do Facebook e do site ‘Católicos Esforçando-se pela Santidade’.

Como indica CBCP News, o sacerdote disse que a liturgia da Igreja assinala que o Natal não é apenas um dia, mas uma temporada completa que dura desde a véspera do Natal, em 24 de dezembro, até a festa do Batismo do Senhor (geralmente o domingo depois da Epifania).

“A proclamação natalina do nascimento do Salvador deve impregnar todos os momentos de nossa existência, convencidos de que o imenso amor de Deus por cada um de nós está sempre disposto a fazer o que for necessário para nos levar à felicidade sem fim e à vida eterna. Ele está conosco sempre e nunca nos abandona”, continuou o presbítero.

Finalmente, disse que o católico deve fazer deste Natal “um encontro novo e especial com Deus, se o contemplamos e entramos no verdadeiro Natal de Cristo”.

Um católico pode ser cremado?

Pode ou não pode?

Muitas são as pessoas que morrem e têm como último pedido que seu corpo seja cremado. Mas isso é correto para um cristão?

Uma hora ou outra, todos vão se deparar com a morte. Mas nós podemos ter um desejo ou fazer um pedido aos nossos familiares sobre o que eles devem fazer com nosso corpo? A verdade é que, depois de mortos, não podemos tomar decisões. Mas e a cremação, é possível? Vamos partir de outro ponto: a vida. De maneira geral, a vida é um dom precioso, mais ainda a vida do ser humano, afinal somos “imagem e semelhança” (Gn 1,26) do Senhor. Por essa razão, devemos ter todo cuidado, todo amor para com a nossa vida e a do próximo. Devemos ter os devidos cuidados no tocante à espiritualidade e à saúde, realizar exercícios físicos, ter uma boa alimentação.

É muito bom ver pessoas que cuidam do exterior e do interior. O cuidado com si mesmo é importante e recomendável pelo apóstolo Paulo, pois somos templos do Espírito Santo (cf. 1Cor 6,19), mas é claro que devemos ter cuidado com a vaidade!

Deus mora no ser humano, habita cada pessoa. A vida é dom divino, assim como o corpo também o é. E porque Deus mora na pessoa humana, cada homem deve, com gratidão, zelar pela vida e pelo corpo.

Com a morte da pessoa, o cuidado com ela continua?

Sim, deve continuar. A dignidade e o respeito pelo corpo do ser humano estão presentes na Sagrada Escritura, pode-se verificar que, desde o Antigo Testamento, os homens eram colocados em sepulturas (Gn 23,4), inclusive Abraão quis para sua esposa “a melhor sepultura” (23,6). Já no Novo Testamento, nosso Senhor Jesus Cristo foi colocado num sepulcro novo de José de Arimateia (Lc 23,51-53).

Mas quando se fala de cremação do corpo, algumas pessoas pensam que é um pecado, já que o corpo é templo do Espírito. “A Igreja conta esses que desejam ter o corpo cremado”.

Na verdade, a Igreja não é contra a cremação; ao contrário, até a permite. Há casos em que a cremação é necessária devido a alguma doença grave do falecido ou no caso de ele ter morrido fora de seu país e a família não teve condições de transportar imediatamente o corpo. Há também casos em que a pessoa desejava mesmo ser cremada.

No entanto, uma coisa precisa ficar clara: a cremação não deve ter fins supersticiosos, nem de uma crença que não condiz com a fé católica. O Catecismo nos ensina: “A Igreja permite a cremação, a não ser que esta ponha em causa a fé na ressurreição dos corpos” (n. 2301).

Às vezes, alguns filmes apresentam cenas muito emocionantes, quando o ator espalha as cinzas da pessoa amada como se a presença dela fosse ficar por ali vagando. Essa não é a nossa fé. Como católicos cristãos, nossa fé é de ressurreição. Quando se faz a opção pela cremação, seja por um pedido da pessoa ou por questão de saúde, tal atitude não deve negar a fé na ressurreição.

Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é “Fazei-o vós a eles” (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO). Twitter: @padremarciocn

O que a Igreja diz sobre o homossexualismo?

• O problema do homossexualismo é visto de forma não demagógica pela Igreja, ou seja, em outras palavras, condena-se o pecado, mas trata com amor o pecador, que é chamado a se autodominar. A esse respeito, ensina muito bem o Catecismo da Igreja Católica em seus parágrafos 2357 à 2359, in verbis:

“2357. A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a Tradição sempre declarou que ´os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados´. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.
2358. Um número não negligenciável de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais inatas. Não são eles que escolhem sua condição homossexual; para a maioria, pois, esta constitui uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa da sua condição.
2359. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

AS PESSOAS HOMOSSEXUAIS
Hoje, algumas pessoas parecem não entender ou aceitar que a homossexualidade supõe uma desordem (psicológica e moral), uma anomalia no modo de viver a sexualidade segundo corresponde à condição específica de varão ou mulher.
Pe. Juan Moya, doutor em Medicina

A propósito de um suposto caso de homossexualidade, que alguns meios informativos espalharam chamativamente, parece oportuno deter-se a ver as causas da homossexualidade, se tem alguma justificação e como ajudar aos que desejem retificar essa conduta sexual.

Algumas causas
Hoje, algumas pessoas parecem não entender ou aceitar que a homossexualidade supõe uma desordem (psicológica e moral), uma anomalia no modo de viver a sexualidade segundo corresponde à condição específica de varão ou mulher. Algumas das causas dessa dificuldade são a influência de uma ideologia que pretende definir a “identidade sexual” não em função do sexo senão da cultura e a livre escolha de cada indivíduo. A isso se acrescenta a insistência dos grupos de homossexuais nos meios de comunicação reclamando o suposto direito a ser diferentes numa sociedade multicultural, ou bem uma consideração da sexualidade sem referências éticas, pelo que seria tão lícita a tendência heterossexual como a homossexual, sem mais limites que não abusar da outra pessoa. Outras vezes se apoiam em presuntas causas genéticas ou biológicas, pelas que um indivíduo teria essa tendência sem poder fazer nada para evitá-lo.
Segundo explica o psiquiatra holandês Dr. Gerard J.M. van den Aardweg em seu livro “Homosexualidad y esperanza” (Eunsa, 1977), tiveram muita influência a decisão que em 1973 tomou a Associação Americana de Psiquiatria, de suprimir a homofilia na relação de transtornos da sexualidade, e passar a chamá-la “condição homossexual” das pessoas, como se fosse algo inato e portanto normal e legítimo. Essa mudança se deveu a fortes pressões de homossexuais militantes, contra os 70 % dos profissionais da psiquiatria, que influenciaram no Conselho de direção da Associação. A partir de então, mudou o modo de explicar a homossexualidade nas universidades, as terapias se consideravam, para muitos, um tabu. Essa atitude se difundiu a outros países e a defesa da homossexualidade se politizou. Hoje, em muitos países, se explica ceticamente nas aulas de colégios como uma opção sexual legítima a mais. Em boa parte, a difusão da AIDS entre homossexuais poderia ter-se evitado com uma informação correta sobre a homossexualidade.
Entre as causas da difusão da homossexualidade, quase sempre está presente a grande influência negativa que deixaram em muitos a “revolução sexual” dos anos 60, que queria “liberalizar” a sexualidade humana das normas da moral tradicional, supostamente antiquadas, e considerá-la como simples bem de consumo e meio para alcançar o prazer. A castidade e a continência sexual eram vistas por muitos como antinaturais e impossíveis de viver; começou a não admitir-se que o comportamento sexual fosse imoral se era contrário à natureza do homem: o “natural” e o “antinatural” dependeria da cultura e sensibilidade pessoais. No fundo desta colocação há também, segundo o Cardeal Ratzinger, um esquecimento ou abandono da teologia da criação, que ensina que o homem está ancorado no ser e na sabedoria de Deus. Ao perder esta dependência, o homem depende só de si mesmo, de seu próprio modo de ver e entender a realidade. O homem fica a mercê de idéias cambiantes e de grupos de pressão que guiam as massas (Introdução à “Carta sobre a atenção pastoral às pessoas homossexuais”, 1986).
Faz anos, trabalhos sérios de Psiquiatria (I Bieber, T.B. Bieber, “Male Homosexuality”, Canadian Journal of Psychiatry, 24 (1979), 409-421, pag. 411 e ss. R. T. Barnhouse, “Homosexuality: a symbolic confusion”, Seabury Press, N. York, 1977) parecem demonstrar a influência das relações afetivas paterno-filiais na infância e adolescência sobre a tendência hetero ou homossexual. De muitos casos estudados concluem que uma boa relação paterna com seu filho é uma garantia da correta maduração sexual do filho (não terá tendência homossexual). Mas não é sempre certa a afirmação contrária: o filho de um pai agressivo não tem porque chegar a ser homossexual. Para estes autores, a homossexualidade em jovens pode ter um significado defensivo: pode expressar tanto o desejo do afeto paterno como a agressão para o pai. Esta “estratégia” defensiva se daria também na mulher, ainda que no sexo feminino a homossexualidade é menor.
Tanto no homem como na mulher homossexual, a carência afetiva na relação com o progenitor correspondente, lhe levaria a “reparar” essa falta por meio de relações com pessoas do mesmo sexo. Assim, as relações homossexuais seriam o “encontro entre duas pessoas, cada uma das quais se sente incompleta (como varão, ou como mulher). Cada pessoa usa à outra para completar-se a si mesma; desejando não só uma gratificação sexual em sentido estrito, senão também um sentido de segurança, proteção, auto-estima, domínio, etc. No caso extremo, simulam ser juntos uma só pessoa mais completa. Este modo de atuar contradiz o sentido cristão da sexualidade -e o mesmo sentido natural-, que é a auto-doação recíproca na complementariedade dos sexos. Os atos homossexuais, ainda que de modo imediato possam produzir um alívio, a longo prazo não resolvem os problemas mais profundos; podem produzir um bem parcial, mas não o bem integral da pessoa. São atos defensivos e não auto-transcendentes. Os desejos homossexuais estão motivados também por depressões que vem da juventude: por sentimentos de solidão, complexo de inferioridade acerca da identidade sexual, sentimentos de auto-dramatização, etc; tudo o contrário à esperança.

Diversos tipos
Se costuma distinguir entre tendência homossexual e atos sexuais. Estes últimos, por estar privados de sua finalidade essencial são intrinsecamente desordenados: não expressam a união complementária dos sexos, capaz de transmitir a vida. A atividade homossexual anula o rico simbolismo do desígnio de Deus que criou ao homem a sua imagem e semelhança como varão e mulher; de outra parte, esta atividade reforça a inclinação sexual desordenada caracterizada pela auto-complacência.
Enquanto à tendência homossexual, a origem pode ser diversa. Em uns casos se deve sobretudo a uma má educação sexual, a hábitos ou costumes desordenados adquiridos durante a infância, adolescência ou inclusive os primeiros anos da juventude. Outras vezes “um número apreciável de homens e mulheres apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta inclinação, objetivamente desordenada, constitui para a maioria deles uma autêntica prova” (Catecismo da Igreja, n. 2358).
Deste tipo último de pessoas alguns afirmam que não tem alternativa e estão obrigados a comportar-se de uma maneira homossexual; não seriam portanto livres de escolher seu modo de viver a sexualidade e obrariam sem culpa. Segundo o Dr. van den Aardweg, “é preciso que dissipar a nuvem de fatalismo que envolve à homossexualidade: de se está nos genes, ou de se é uma variante mais da sexualidade, ou de se pode mudar-se. São ‘slogans’ de propaganda. O convencimento de que não pesa sobre alguém um determinismo hereditário oferece perspectivas de esperança”. Em princípio, toda pessoa que possua capacidade de raciocinar e decidir, pode, com os meios oportunos, “controlar” sua tendência sexual, seja homo ou heterossexual, sem chegar a realizar atos sexuais ilícitos. Se pode afirmar que estas pessoas, “graças à liberdade, o esforço humano, iluminado e sustentado pela graça de Deus, poderá permitir-lhes evitar a ação homossexual” (C. Doutrina da Fé, “Atenção pastoral às pessoas homossexuais”, n. 7). E no caso de que houvesse uma predisposição biológica, não poderia considerar-se normal, como não se consideram normais outras alterações psíquicas.
Outros autores distinguem, desde várias décadas (cfr. L. Ovesey, “Homosexuality and Pseudohomo sexuality”, Sciencie House, New York, 1967, pp. 964-965) diversas motivações nas relações homossexuais, que diferenciam a uns homossexuais de outros. De uma parte estaria o homossexual manifesto, para o que a gratificação sexual possui importância primária, ainda que também possam intervir outras motivações de dependência ou de domínio. E distinto ao anterior seria o chamado pseudo-homossexual, no que o que prevalece em suas relações são as motivações de dependência ou de domínio (ou as duas) e secundariamente as relações sexuais.
Este segundo tipo de homossexualidade é mais fácil de superar. A homossexualidade manifesta é mais difícil: se trata de pessoas que tiveram uma orientação exclusivamente homossexual desde a puberdade e lhes será muito difícil mudar esse sentido. “Não é fácil responder à pergunta sobre si se nasce ou não homossexual. O que sim é certo é que se aprende a sê-lo”, afirma o Dr. Gianfrascesco Zuannazzi.
Ainda se poderia distinguir um terceiro tipo, o chamado homossexual imaginário: varões adolescentes em períodos de depressão ou insegurança. É mais bem uma situação passageira, na maioria dos casos, que termina a alcançar uma maturidade psicológica e afetiva maior.
A pessoa homossexual pode ter ou não outras alterações psicológicas, além do mais de sua tendência homossexual. De todos modos, seu comportamento “como casal” costuma ser instável, caracterizado por um afã de possuir ao outro, com exigências freqüentemente insatisfeitas, com infidelidades, ciúmes e rancores. E o amor pelo outro não resolve o problema da solidão. O narcisismo é um rasgo característico da personalidade do homossexual: e esse centrar-se em si mesmo facilita a homossexualidade. A homossexualidade “é um estilo de vida que cria adição e, à vez, uma espécie de frigidez. Como não estás satisfeito aumentas a dose e, em conseqüência, se multiplicam as frustrações (…) A imagem de “casal” de homossexuais felizes, como espelho do matrimônio, é uma mentira com fins propagandísticos. Suas relações e contatos são neuróticos. Entre eles não são exceção a infidelidade, os ciúmes, a solidão e as depressões (…) 60 % dessas relações duram um ano, e só 7 % superam os cinco anos”, escreve o já citado Dr. van den Aardweg.

Atitude da Igreja
A Igreja, em todo caso, não tem dúvida em afirmar que “as pessoas homossexuais -que devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza, evitando todo sinal de discriminação injusta- estão chamadas à castidade. Mediante virtudes de domínio de si mesmo que eduquem a liberdade interior, e às vezes mediante o apoio de uma amizade desinteressada, da oração e da graça sacramental (Catecismo, nn. 2358 e 2359)”. E recorda igualmente que “quando rechaça as doutrinas errôneas em relação com a homossexualidade, não limita senão que mais bem defende a liberdade e a dignidade da pessoa, entendidas de modo realístico e autêntico” (Atención pastoral.., n. 7), posto que a pessoa não se define adequadamente fazendo referência exclusiva a sua identidade sexual (étero ou homossexual). A identidade fundamental da pessoa é comum a todos: “ser criatura e, por graça, filho de Deus, herdeiro da vida eterna” (Ibidem, n. 16).
O homossexual pode sair dessa situação, se o deseja. “Deve convencer-se de que pode e de que a castidade é um ideal possível e vantajoso. Devem estar dispostos a evitar os contatos, os lugares de encontro. Deverão lutar contra a masturbação, não ceder às fantasias sexuais, vencendo a curiosidade na internet ou em publicações pornográficas. Deverão buscar ajudas e no tempo livre fomentar atividades sãs e boas companhias”, aconselha o Dr. van den Aardweg. Entre os homossexuais e lésbicas, os que têm motivações religiosas são os que mais desejam viver a castidade.

Papa: “Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos”

Quinta-feira, 10 de janeiro de 2019, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-para-amar-deus-concretamente-e-preciso-amar-os-irmaos/

Na manhã desta quinta-feira, 10, durante homilia na capela da Casa Santa Marta, Francisco fez um forte apelo ao amor concreto

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta/ Foto: Vatican Media

“Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos, isto é, rezar por eles, simpáticos e antipáticos, inclusive pelo inimigo”. Na homilia da manhã desta quinta-feira, 10, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco fez um forte apelo ao amor: “Quem nos dá a força para amar assim é a fé, que vence o espírito do mundo”, afirmou.

A reflexão de Francisco se inspirou na Primeira Carta de São João apóstolo (1Jo 4,19 – 5,4) proposta pela Liturgia do dia. O apóstolo João fala, segundo o Santo Padre, de “mundanidade”. “Quando diz: ‘Quem foi gerado por Deus é capaz de vencer o mundo’, está falando da luta de todos dias contra o espírito do mundo, que é mentiroso, é um espírito de aparências, sem consistência, enquanto o Espírito de Deus é verdadeiro”, comentou.

O espírito do mundo é, de acordo com o Pontífice, o espírito da vaidade, das coisas que não têm força, que não têm fundamento e que acabarão. Francisco revela que o apóstolo João oferece o caminho da concretude do espírito de Deus: dizer e fazer são a mesma coisa. “Se você tem o Espírito de Deus fará coisas boas. E o apóstolo João diz uma coisa cotidiana: ‘Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê’. Se você não é capaz de amar algo que vê, como conseguirá amar algo que não vê? Isso é a fantasia”, destacou.

“Se você não é capaz de amar a Deus no concreto, não é verdade que você ama a Deus. E o espírito do mundo é um espírito de divisão e quando se infiltra na família, na comunidade, na sociedade sempre cria divisões: sempre. E as divisões crescem e vêm o ódio e a guerra … João vai além e diz: ‘Se alguém diz ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso’, isto é, é filho do espírito do mundo, que é pura mentira, pura aparência. E isso é algo sobre o qual nos fará bem refletir: eu amo a Deus? Mas vamos fazer uma comparação e ver como você ama o seu irmão: vamos ver como você o ama”, refletiu o Santo Padre.

O Papa então apontou três sinais que indicam a falta de amor ao próximo. Antes de tudo, Francisco exortou os fiéis a rezarem pelo próximo, por pessoas antipática e que não querem o bem dos demais, também por aqueles que odeiam os outros e pelos inimigos, como pediu Jesus:

“O primeiro sinal, pergunta que todos devemos fazer: eu rezo pelas pessoas? Por todas, concretas, as que são simpáticas e antipáticas, por aquelas amigas e não são amigas. Primeiro. Segundo sinal: quando eu sinto dentro de mim sentimentos de ciúme, de inveja e quero desejar o mal ou não… é um sinal que não amo. Pare ali. Não deixar crescer esses sentimentos: são perigosos. Não deixá-los crescer. E depois o sinal mais cotidiano de que eu não amo o próximo e, portanto, não posso dizer que amo a Deus, é a fofoca. Vamos colocar no coração e na cabeça: se eu faço fofocas, não amo a Deus porque com as fofocas estou destruindo aquela pessoa. As fofocas são como balas de mel, que são saborosas, uma chama a outra e depois o estômago se consuma, com tantas balas… Porque é bom, é ‘doce’ fofocar, parece uma coisa bela, mas destrói. E este é um sinal de que você não ama”.

Para o Pontífice, uma pessoa que deixa de fofocar, é uma pessoa muito próxima a Deus, porque não fofocar protege o próximo e protege Deus no próximo. “O espírito do mundo se vence com este espírito de fé: acreditar que Deus está no meu irmão, na minha irmã. A vitória que venceu o mundo é a nossa fé. Somente com tanta fé é possível percorrer esta estrada, não com pensamentos humanos de bom senso … não, não: não são necessários. Ajudam, mas não servem nesta luta”, sublinhou.

Francisco concluiu: “Somente a fé nos dará a força para não fofocar, para rezar por todos, inclusive pelos inimigos e de não deixar crescer os sentimentos de ciúme e de inveja. O Senhor, com este trecho da Primeira Carta de São João apóstolo, nos pede concretude no amor. Amar a Deus: mas se você não ama seu irmão, não pode amar a Deus. E se você diz amar o seu irmão, mas na verdade não o ama, o odeia, você é um mentiroso”.

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