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Spinner: um brinquedo inocente?

Estilo de vida
https://pt.aleteia.org/2017/06/05/spinner-um-brinquedo-inocente/

Tudo o que você precisa saber sobre o brinquedo que virou febre entre crianças e adolescentes

É sempre assim: de vez em quando surge um brinquedo ou uma brincadeira que logo vira febre entre crianças, adolescentes e até adultos. Quem não se lembra do saudoso ioiô e da mola maluca? E do Tamagotchi, aquele bichinho virtual que você tinha que “alimentar”?
Tudo bem, você não é dessa época? Vamos dar um exemplo mais recente então: o que dizer do fenômeno Pokemon Go? O eletrônico – que propunha a caça com o celular a avatares em lugares reais – fez a cabeça de jovens e adultos do mundo inteiro da noite para o dia. Alvo de críticas, logo desapareceu – assim como tudo o que é modinha. Mas deixou rastros, já que teria provocado inúmeros acidentes.
Agora, a bola da vez é o spinner (ou fidget spinner). Seu filho já te pediu um? Se ainda não, prepare-se porque logo ele vai querer. O brinquedo nada mais é do que uma geringonça de três pontas arredondadas de plástico ou metal. Há modelos coloridos, com 5 pontas e até os que têm luzes. O que todos eles fazem? Nada mais do que girar, girar e girar entre os dedos, conforme é pressionado.

Origens
O dispositivo foi desenvolvido nos Estados Unidos durante os anos 90 para ajudar no tratamento de pacientes com autismo e com déficit de atenção. Depois de 20 anos, foi patenteado pela indústria de brinquedos e, agora, com a força da internet e das redes sociais, ganhou fama no mundo todo, principalmente pelo baixo preço e pela facilidade de ser adquirido. Você pode comprá-lo em vários sites, lojas e até no mercado informal. O preço, no Brasil, gira em torno de R$ 10,00. Mas o brinquedinho está envolvido em muitas polêmicas.

Terapêutico?
Algumas pessoas acreditam que este mero brinquedinho pode ter um fundo terapêutico contra o estresse e ajuda no tratamento do déficit de atenção. Em entrevista ao El País, a psiquiatra infantil Beatriz Martinez, disse que não é bem assim. “No momento, vender um spinner como um remédio para transtornos de déficit de atenção é uma fraude. É preciso pesquisar muito mais. É muito preocupante a tendência da sociedade de vender qualquer coisa como terapêutica sem evidências científicas”, afirmou a especialista.

Proibição
Várias escolas dos Estados Unidos e da Europa já proibiram os alunos de levarem o spinner para a sala de aula. Brincar com ele, só se for na hora intervalo. Os professores argumentam que o brinquedo, ao invés de melhorar a concentração dos estudantes, atrapalha, pois eles ficam preocupados em saber quanto tempo o dispositivo ficará rodando entre os dedos e não prestam atenção no que a professora está explicando na lousa.

Acidente
Há algumas semanas, as redes sociais revelaram a primeira vítima do spinner: foi uma criança do Texas, Estados Unidos. De acordo com a mãe, a garota estava brincando com o fidget e engoliu uma peça dele. A menina começou a vomitar e foi rapidamente levada a um hospital. Um exame de Raios-X mostrou a peça no esôfago da criança, que precisou ser sedada para que os médicos retirassem o objeto através de um procedimento de endoscopia.

Apreensões
Em Portugal, 16.000 spinners foram recolhidos do mercado por não informarem a indicação da faixa etária adequada nas embalagens. As autoridades portuguesas proibiram a venda do brinquedo para crianças menores de 3 anos de idade por conter peças pequenas, o que implica o risco de engasgamento.

O que fazer?
Claro, a decisão de permitir ou não que as crianças usem determinado brinquedo é dos pais. E eles devem estar sempre atentos à procedência, aos objetivos e possíveis oferecidos pelos produtos. Não cair nas armadilhas das promessas sem comprovação científica é crucial
Se for permitir que seu filho brinque com o spinner, fique de olho: não deixe que ele o leve para escola, verifique faixa etária recomendada pelo fabricante e, principalmente, monitore o uso para que brincadeira não se torne um vício para os pequenos.

 

Ação no Lar São Vicente de Paula

O grupo do CLJ da Paróquia Nossa Senhora da Piedade é fundamentado sobre um tripé: Estudo, Piedade e Ação. Uma vez por mês é realizada uma ação de evangelização ou de caridade.

No mês de junho os jovens visitaram algumas famílias do Bairro Jardim Mauá arrecadando donativos (alimentos e material de higiene) e agora, sábado, 22 de julho, levaram estes donativos ao Lar São Vicente de Paula, no Bairro Primavera.

A visita ao Lar de Idosos foi muito significativa para os jovens e tios e também para os vovôs e vovós que lá moram. A equipe de enfermagem nos recebeu com muito carinho, assim como trabalham com os vovôs. São muito dedicados e caridosos com os idosos. Inclusive, uma das técnicas de enfermagem que nos recebeu já foi integrante do CLJ da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Bairro São José.

Os jovens e tios do nosso grupo conversaram com os idosos e participaram da Santa Missa celebrada no Lar São Vicente, pelo Padre Reinaldo Fritzen.

Foi uma bela missão realizada. Estamos felizes por levar alegria aos corações de tantos vovôs e vovós.

Queremos convidar a todos os jovens, a partir dos 13 anos para que reúnam-se a nós, para viver experiências cristãs edificantes e belas.

Estamos lhes esperando aos sábados às 15h30min. Todos serão muito bem-vindos!

 

Vaticano publica normas sobre aparições e revelações privadas

VATICANO, 28 Mai. 12 (ACI/EWTN Noticias) – A Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano publicou as normas que regem a Igreja Católica no mundo para o discernimento dos casos nos quais se fala de aparições e revelações privadas.

No prefácio da nova publicação, o Prefeito da Congregação, Cardeal William Levada, expressa sua “firme esperança” de que estas normas ajudem os líderes eclesiásticos “em sua difícil tarefa” de discernir as aparições, revelações e outros fenômenos extraordinários de possível origem sobrenatural.

Estas normas foram criadas para uso interno em 1978 sob o pontificado de Paulo VI e, até agora, não haviam sido publicadas oficialmente nem traduzidas do latim.

Embora haja numerosas versões não oficiais em circulação, o Cardeal assinala que “parece agora oportuno publicar estas normas, proporcionando traduções nos principais idiomas”.

A decisão de publicar estas orientações foi resultado dos trabalhos da comissão instituída há três anos pela Congregação para a Doutrina da Fé para investigar as supostas aparições da Virgem Maria na localidade de Medjugorje na Bósnia-Herzegovina.

Desde 1981, esse lugar se converteu em um popular destino dos peregrinos que ouvem falar de supostas aparições da Virgem (que ainda acontecem) a seis católicos da região.

A comissão de bispos, teólogos e outros peritos que reúne 20 pessoas começou seus trabalhos em março de 2010 depois do pedido do Bispo em cuja diocese está em Medjugorje para investigar estes fatos. Esta é presidida pelo ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana e Vigário Emérito para a diocese de Roma, Cardeal Camillo Runi.

As normas estabelecem um processo de três fases que uma autoridade legítima da Igreja deve seguir para chegar a uma decisão sobre as alegações por escrito sobre aparições ou revelações privadas.

Em primeiro lugar, a provável existência de uma aparição ou revelação deve julgar-se “de acordo a critérios positivos e negativos”. Esta investigação pode incluir uma avaliação das “qualidades pessoais” dos possíveis videntes, assim como do seu “equilíbrio psicológico, honestidade e retidão na vida moral, sinceridade e docilidade habitual para a autoridade eclesiástica, a capacidade de voltar para um regime normal de uma vida de fé, etc.”.

Qualquer possível revelação autêntica também tem que ser “de uma verdade teológica, conforme à doutrina espiritual e imune ao engano” e deve gerar “uma devoção saudável com constante e abundante fruto” como “o espírito de oração, conversão, testemunhos de caridade, etc.”.

Em segundo lugar, se as autoridades eclesiásticas locais chegarem a uma primeira conclusão favorável, podem permitir certa devoção pública enquanto prosseguem “observando isto com grande prudência”.

Em terceiro lugar, deve chegar-se a um juízo definitivo “à luz do tempo transcorrido e a experiência” considerando particularmente “a fecundidade do fruto spiritual gerado por esta nova devoção”.

O Cardeal Levada precisa ademais no prefácio destas normas que, à diferença das revelações públicas, os católicos não estão obrigados a aceitar a veracidade ou conteúdo das revelações privadas, nem sequer aquelas que foram aprovadas pela autoridade eclesiástica competente.

A aprovação eclesiástica “essencialmente significa que sua mensagem não contém nada contrário à fé e a moral”. Entretanto, acrescenta o docuemtno, essas revelações privadas podem ter “certo caráter profético” e podem além disso, “introduzir novas ênfases, alentar novas formas de piedade ou aprofundar algumas já existentes”.

Os Jesuítas e as Paróquias de HV e NH

O Pe. Inácio Spohr, SJ, sacerdote e historiador jesuíta, lançou o Livro sobre as Paróquias de Nossa Senhora da Piedade, Bairro Hamburgo Velho e de São Luiz Gonzaga, Bairro Centro.

São 151 páginas, com fotografias típicas do final do século XIX e século XX (até a década de 1940), quando os padres jesuítas lançaram as sementes da grande missão ininterrupta, e estiveram pastoreando nossa região.

O Livro pode ser adquirido na Secretaria Paroquial por R$ 25,00 reais (preço unitário).

Trata-se de crônicas e não de análise dos fatos.

HAMBURGO VELHO
A Paróquia Nossa Senhora da Piedade, de Hamburgo Velho, na cidade de Novo Hamburgo, passou por uma evolução bastante grande. A criação da Paróquia de Hamburgo Velho, da parte da Assembleia Provincial, data de 08 de maio de 1875. Uns anos mais tarde, Dom Sebastião Dias Laranjeira, bispo do Rio Grande do Sul, deu valor canônico à Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, de Hamburger Berg, ao criá-la no dia 22 de julho de 1880.
No decorrer de 14 anos ela não teve pároco próprio, mas foi administrada pelo pároco de São Leopoldo, de quem dependia. Somente a partir de 02 de janeiro de 1894 é que Hamburgo Velho começou a ter seu vigário próprio morando na casa canônica, ao lado da igreja matriz.
Os jesuítas de São Leopoldo atenderam Hamburgo Velho desde 1860, mais ou menos, até 1893. Na época, “Hamburger Berg” era uma das muitas capelas de São Leopoldo. Com o desenvolvimento social e econômico, foi preciso dar-lhe maior “cidadania”, o que aconteceu no final do século 19, quando o bispo de Porto Alegre criou a paróquia. Os jesuítas de Hamburgo Velho abriram residência em 1894.
Quem geralmente morava na casa canônica, em Hamburgo Velho, eram o P. Vigário, o P. Coadjutor e um Irmão encarregado dos serviços domésticos. Em certas ocasiões, havia dois padres coadjutores e dois Irmãos. Um dos irmãos ficava encarregado da escola paroquial ou da catequese dos meninos.
Algumas capelas ficavam distantes, como Sapiranga, Campo Bom, Nova Palmira, Mundo Novo (Taquara). Embora não se mencione muito a montaria, é certo que o cavalo ou a mula eram muito usados pelos missionários e padres que trabalhavam nas colônias alemãs. Além das celebrações de missas, batizados, casamentos, confissões, enterros, catequese e outros ministérios, o padre devia estar sempre pronto para atender aos chamados de doentes a qualquer hora do dia e da noite.
O Apostolado da Oração e a Congregação Mariana desempenharam um papel importante na paróquia, não apenas com suas preces e devoções, mas também com suas ofertas para as obras da igreja como a aquisição de cálices, bandeiras, estátuas, tapetes, paramentos. Ao mesmo tempo, tais associações exerceram grande influência na formação religiosa das famílias. Nas procissões, festas e outros eventos, tais associações religiosas sempre colaboraram no que fosse necessário na vida paroquial.
As construções de capelas, igrejas e escolas ocuparam bastante a atenção dos vigários. Assim, Hamburgo Velho construiu uma igreja que durou várias dezenas de anos. Porém, ela não tinha batistério, um tema que o bispo sempre recordava ao P. Vigário por ocasião das visitas pastorais.
O assunto ficou adiado até a construção da igreja matriz, realizada em 1935 e 1936. A igreja, majestosa e bela, construída ao lado da antiga, foi inaugurada pelo arcebispo Dom João Becker. A obra foi feita em tempo recorde. O povo foi generoso com a oferta de donativos para pagar as despesas da construção, além do trabalho gratuito de muitas pessoas. O coro Palestrina deu muita vida na animação litúrgica da paróquia. A par disso, a aquisição do grande órgão de tubos Edmundo Bohn & Cia., fabricado em Novo Hamburgo, foi motivo de grande júbilo para os paroquianos.
Em tomo de 1900, duas congregações religiosas se instalaram em Hamburgo Velho: as Irmãs de Santa Catarina de Alexandria e os Irmãos Maristas. Como em outras paróquias, essas congregações chegaram a pedido dos jesuítas. Elas assumiram a escola paroquial, isto é, a educação das crianças e dos jovens. As Irmãs fundaram o Colégio Santa Catarina e os Irmãos o Colégio São Jacó. Com o tempo, as Irmãs também se dedicaram ao cuidado dos doentes, fundando o Sanatório Regina e o Hospital Regina.
As visitas pastorais dos bispos à paróquia, a cada quatro ou cinco anos, sempre exerceram um papel importante na vida dos paroquianos, não apenas pelo fato de o bispo administrar o sacramento da Crisma, mas também para animar os fiéis na vida cristã. A visita do bispo à igreja Matriz atraía a atenção de todos, não faltando as saudações de pessoas importantes e simples como o vigário, prefeito, professores, alunos. Os fogos de artifício, o repicar dos sinos e o coral animavam tudo.
Com o crescimento da cidade de Novo Hamburgo, foi preciso desmembrar a paróquia de Hamburgo Velho. Em 1924 e 1925, foi construída a igreja de Novo Hamburgo, dedicada a São Luiz Gonzaga. Ela media 25 metros de comprimento e 18 metros de largura. Dizia-se que a igreja situava-se “fora da cidade”, pois Hamburgo Velho estava no centro. Novo Hamburgo se desenvolveu rapidamente.
Em 1926, foi criada a Paróquia de São Luiz Gonzaga em Novo Hamburgo. Ela foi administrada pelos jesuítas desde a fundação até janeiro de 1941, quando foi entregue ao clero secular. Anos mais tarde, em 1980, a paróquia São Luiz Gonzaga tornou-se a sede da Diocese de Novo Hamburgo.
De 1931 a 1939, funcionou em Novo Hamburgo a Escola Normal Católica para a formação dos professores das escolas paroquiais. Durante estes anos ela esteve sob a direção do P. Miguel Meier, SJ. Em agosto de 1939, foi fechada pelo Governo, não sendo mais aberta.
Quanto às fontes de pesquisa para o presente trabalho, quase tudo se encontra no Arquivo Provincial dos Jesuítas, em Porto Alegre. Trata-se de manuscritos, cartas, diários da residência, “história domus” (relatórios de ano), recortes de jornal, catálogos, fotografias. Além disso, o livro de tombo da paróquia também forneceu dados importantes sobre o dia a dia da mesma.
A coleção “História das Casas” trata de história em forma de pequenas crônicas, extraídas dos diários, cartas, relatórios de ano, catálogos, e, como tal, serve para consultar fatos que dizem respeito à presença e ao trabalho dos jesuítas em paróquias, colégios e seminários no sul do Brasil.
Neste livro, são abordados os assuntos que tratam da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, de Hamburgo Velho, e da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Novo Hamburgo.
Esta pesquisa histórica está focada no período jesuítico, de 1880 a 1940.
Pe. Inácio Spohr, SJ

Separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa, diz Papa

O joio e o trigo

Domingo, 23 de julho de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

A partir da parábola do joio e do trigo, Papa diz que a linha de separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa

No Angelus deste domingo, 23, o Papa Francisco dirigiu sua reflexão aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, inspirado na Parábola do joio e do trigo, que, segundo Francisco, ilustra o problema do mal no mundo e destaca a paciência de Deus. “Quanta paciência Deus tem conosco!”, exclamou o Pontífice.

A narrativa se desenvolve em um campo com dois opostos protagonistas, explica o Papa. De um lado o dono do campo que representa Deus e semeia a boa semente; por outro o inimigo que representa Satanás e semeia a erva ruim.

O dono e os seus servos, reflete o Santo Padre, têm comportamentos diferentes diante do crescimento do joio em meio ao trigo. Os servos pensam em arrancá-lo, mas dono adverte que pode ser arrancado junto o trigo.

“Com esta imagem, Jesus nos diz que neste mundo, o bem e o mal estão totalmente entrelaçados, que é impossível separá-los e extirpar todo o mal. Somente Deus pode fazer isto e o fará no juízo final”, afirmou.

“A decisão é aquela de querer ser trigo bom – todos nós o queremos -, com todas as próprias forças e, portanto, tomar distância do maligno e de suas seduções. A paciência, significa preferir uma Igreja que é fermento na massa, que não teme sujar suas mãos lavando as roupas de seus filhos, antes que uma Igreja de ‘puros’, que pretende julgar antes do tempo, quem está e quem não está no Reino de Deus”, acrescentou o Pontífice.

O Papa recordou que, com esta parábola, o Senhor ajuda a compreender que o bem e o mal não se podem identificar com territórios definidos ou determinados grupos humanos: ‘Estes são os bons, estes são os maus’.

“Ele nos diz que a linha de separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa, passa no coração de cada um de nós, isto é: todos somos pecadores. Vem-me o desejo de pedir a vocês: Quem não é pecador levante a mão! Ninguém! Porque todos o somos, todos somos pecadores”.

Francisco recordou que Jesus deu vida nova com o Batismo e a Confissão, porque sempre há a necessidade de sermos perdoados de nossos pecados. “Olhar sempre e somente o mal que está fora de nós, significa não querer reconhecer o pecado que existe também em nós”, advertiu Francisco.

Depois, o Papa destacou que Jesus, com este trecho do Evangelho, também ensina a enxergar de modo diferente o “campo do mundo, a observar a realidade”.

“Somos chamados a aprender os tempos de Deus – que não são os nossos tempos – e também o olhar de Deus. Graças ao influxo benéfico de uma trepidante espera, aquilo que era joio ou parecia joio, pode tornar-se um produto bom. É a realidade da conversão. É a perspectiva da esperança!”, enfatizou.

Por fim, Francisco pediu que a Virgem Maria ajude os fiéis a colher na realidade que os circunda não somente a sujeira e o mal, mas também o bem e o belo, “a desmascarar a obra de Satanás, mas sobretudo a confiar na ação de Deus que fecunda a história”.

Capela Nossa Senhora de Lourdes

A Capela do Bairro Jardim Mauá convida a comunidade em geral para as Celebrações Eucarísticas, os momentos de oração e os eventos promocionais em vista da construção da futura e nova Capela há 50 anos almejada.

Sempre aos sábados, às 19h, temos a celebração da Santa Missa. Os que vem de carro, podem contar com um espaço interno para estacionamento gratuito, mas lembramos que não há seguro para os veículos.

Sempre às terças-feiras, temos a Oração do Terço Mariano, no horário das 19h30min às 20h30min, onde contamos com a participação das famílias da comunidade, bem como aos sábados, às 18h30min, antes da Santa Missa.

Temos ainda programado neste ano de 2017:
23/7 -A Paróquia nos seus 137 anos e a Capela Nossa Senhora de Lourdes do Bairro Jardim Mauá no seu Jubileu de Ouro, convidam para o CHÁ FAMILIAR de ANIVERSÁRIO, no PRÓXIMO domingo, das 15h às 17h30min no salão de festas da igreja Matriz. Os cartões podem ser adquiridos na Secretaria Paroquial ou com os membros do conselho econômico e zeladoras do Apostolado da Oração, por R$ 20,00 (cartão adulto) e R$ 10,00 (crianças até 10 anos). Venha e traga toda a família!
19/11 -Galeto só p/levar (coxa, sobrecoxa, salada, pão / no salão festas igreja Matriz)

A realização dos eventos sociais é no salão de festas da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, localizado à Rua Leão XIII, n. 180, no Bairro Hamburgo Velho.

A nossa Capela está localizada no Bairro Jardim Mauá, na Rua Lagoa Vermelha, n. 45, esquina com a Rua Santa Vitória do Palmar. As entradas para a Capela e estacionamento, são pela Rua Santa Vitória do Palmar.

Venha participar conosco e traga toda a sua família! Sejam bem-vindos!

Pelo Conselho Econômico, 
Pedro Paulo Maynart

 

Aniversário de Fundação da Capela Nossa Senhora de Lourdes do Bairro Jardim Mauá
– Jubileu de Ouro
30/12/1967 Α╬Ω 30/12/2017
Há 50 anos Nossa Senhora de Lourdes nos leva até seu Filho Jesus.

Do Livro Tombo II (1955-1975) da Paróquia Nossa Senhora da Piedade – Reunião 11/3/1967.
Local: Vila Fleck.
Número de pessoas: 22.
Assunto: Construção de uma Capela.

Relato: O Pároco afirmou que havia um terreno na Vila, pertencente ao Sr. Valburgo Adriano Fleck; é o único dono do terreno. Ele fará doação à Mitra. Providência do Pároco – ir ao Cartório para saber como proceder. É preciso consultar também o Sr. Ivo Lenz. Também há possibilidade de conseguir maior espaço pela doação de terrenos de outras 4 pessoas. Três delas já estão dispostas a entregar o terreno. Após a escrituração é preciso fazer a limpeza do terreno e fazer cerca. Também o grupo achou, aliás, o Pároco sugeriu que fosse eleita uma primeira Comissão. Foi assim constituída: 1º Presidente: Remy Cardoso Machado; Vice-presidente: José Cassemiro Vieira; Secretário: Alfredo Teodoro Kauer; Tesoureiro: Ciro Jaime Martins. Após conseguir a escrituração o Pe. sugeriu que fosse celebrada uma Missa na Vila. Quanto ao material da cerca o Sr. Remy achou que o conseguiria com relativa facilidade. O grupo deseja que antes de ser construída a Capela, deverá ser levantado um pavilhão, que terá finalidades múltiplas.
“Vila Fleck – Nova Capela. Já há algum tempo para cá, os moradores da Vila Fleck, demonstraram o desejo de possuírem uma Capela no bairro, já que dista bastante da igreja Matriz e não ter comunicação e acesso direto para Hamburgo Velho. Em março passado, em reunião efetuada no referido bairro, foi escolhida e empossada uma Diretoria para iniciar o trabalho. Como local da Capela foi escolhido um terreno de aproximadamente 3.200 m2, em si destinado, pelos loteadores, a ser praça, mas nunca ocupado pela municipalidade. O único herdeiro, ainda vivo, do dono do loteamento já falecido, é o Sr. Walburg Alfons Fleck e esposa Waly Fleck. Estes fazem questão que o referido terreno fosse aproveitado para a construção de uma Capela. Efetivamente, em setembro, foi iniciada a construção do prédio, com madeira roliça, tábuas de pinho, forrado, com as tesouras à vista. Os recursos foram adiantados pela Caixa da Comunidade depois dos entendimentos com a Diretoria e Conselho Paroquial. Em dezembro concluía-se a obra, com um puxado nos fundos e lado esquerdo, para funcionamento de copa e cozinha, por ocasião de festejos populares. No dia 30 de dezembro, sábado à tarde às 17h, o Pároco benzia e inaugurava festivamente a nova Capela simples e simpática, dedicada à Nossa Senhora de Lourdes, invocação da imagem, que em 1963, na Cruzada do Rosário em família, fora destacada à Vila Fleck. O povo lotou completamente o recinto, ainda sem bancos. O calor era intenso. O Coro da Paróquia acompanhou com seus cânticos, a 1ª Missa celebrada em honra de Nossa Senhora de Lourdes. A caixa da comunidade adiantou a importância de NCr$ 5.100,00 para cobertura das despesas. O prédio foi construído por empreitada pelo Sr. Alfredo Dapper. Esperamos que Maria Santíssima seja o início de uma nova vida religiosa para todos os moradores da Vila Fleck”.

Um milhão de amigos

O que você vai fazer com eles?

“Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…” Quem não conhece essa música do Roberto Carlos? Muito bonitinha mesmo, tem um ritmo alegre, refrão super bonder (basta passar uma vez pela sua cabeça para ficar grudado), mas será que é bom mesmo ter um milhão de amigos? Você teria tempo para todos eles? Conseguiria responder os recados do Twitter, Facebook, e-mail, SMS (mensagem de celular) de um milhão de pessoas? Será que você conseguiria ter intimidade e se sentir livre para revelar seus maiores segredos para um milhão de pessoas? Vamos descobrir se alguém consegue, realmente, ter um milhão de amigos?

Fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que, ao encontrar alguém que não conhece e, muitas vezes, de quem nem sabe o nome nem jamais ouviu uma só palavra sobre sua história, de repente, começa um diálogo chamando-o de “amiga”.

Sabe quando você está perdido e não consegue chegar a determinado lugar, mas encontra alguém e lhe diz: “amigo!”; chama um garçom ou recepcionista e lhe pede: ”Amigo, por favor…”

Amigo? Que história é essa? Você conhece, de verdade, o significado dessa palavra? Talvez existam outras fomas de tratamento mais adequadas para essas pessoas, como senhor (a), você…

A palavra “amigo” é sagrada. João Paulo II disse que “Cristo é o maior amigo e, simultaneamente, o educador de toda a amizade autêntica”. Se Ele é um educador, pode nos ensinar como descobrir quem são nossos verdadeiros amigos. Não é difícil descobri-los, basta pegar a Bíblia e abri-la em Jo 15,15b.

Jesus disse: “Eu vos chamo amigos”. Você acha que Ele disse isso para quantas pessoas? Será que o Senhor chamava o balconista da hospedaria de amigo? Ou o beduíno que lhe deu uma informação no meio do deserto? Não. Ele só falou isso para um grupo bem seleto de 12 pessoas, as quais possuíam, pelo menos, quatro características básicas:

1º – Escolha divina: não existia essa história de amizade forçada, pois esta não se inventa, mas é descoberta;

2º – Tempo: só depois de terem passado um bom tempo juntos, Jesus os chama de “amigos”. Essa história de amigo de Orkut, de Facebook ou um “amigo” que conhecemos, hoje, e já é nosso amigo (a) amanhã… não dá, não é bem por aí, não;

3º – Liberdade: os doze não ficaram falando na cabeça de Jesus: “diz que eu sou seu amigo vai, por favor” ou “eu sou seu melhor amigo?”. Não se esqueça de que o amor só pode florir no solo regado pela liberdade;

4º – Intimidade: Jesus disse: “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai”. O dom da intimidade (recíproca) é característica básica de amizades autênticas.

Jesus tinha também “amigos íntimos”. Alguns os chamam de melhores amigos, mas talvez não seja esta a melhor forma de se referir a eles, no entanto, é uma forma de diferenciá-los. Sabe quem são? Pedro, Tiago e João. É só observar como Jesus os levava para situações-chave da Sua vida, como a Transfiguração (cf. Mt 17,1-9), o Monte das Oliveiras (cf. Mc 14,33) etc.

O mais interessante é que, mesmo que Jesus tivesse amigos íntimos, amigos, discípulos, o povo etc., Ele amava todos! Não lhe importava o “tipo de relacionamento”. Portanto, se você não é o amigo íntimo de alguém ou não consegue tratar todos os amigos da mesma maneira, fique tranquilo, porque isso é normal, chama-se “ser humano”; ser diferente disso que é o problema, pois se chama: “falsidade”. “Eu quero ter um milhão de amigos…” Você quer?

No fim das contas, o que vai valer mesmo não é quantidade de amigos que você tem ou acha que tem, mas se você vai fazer com os amigos que Deus lhe concedeu o mesmo que Jesus fez com os d’Ele: “Eu os amei até o fim (Jo 13,1)”.

Padre Sóstenes Vieira

Aniversário de Criação da Paróquia Nossa Senhora da Piedade

Primeira Eucaristia de 52 crianças na antiga igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, no final do século XIX (foto)

22/7/1880 Α╬Ω 22/7/2017 – ANO SANTO MARIANO
137 anos à sombra da Cruz gloriosa, e no colo de Maria Santíssima, as famílias chegam a Jesus
Jornalista Felipe Kuhn Braun e Mons. Inácio José Schuster

Inicialmente, o pequeno número de católicos na região era atendido pelos Padres de São Leopoldo e, a partir de 1849 (há 168 anos), o Padre austríaco Augustin Lipinski, residente em São Miguel dos Dois Irmãos, passou a cuidar dos católicos de Hamburger Berg.
Havia interesse que a localidade fosse elevada à categoria de Freguesia e, para tal, era necessária a presença de uma igreja Católica.
Em 1850 foi iniciada a construção de uma Capela, para a qual houve especial colaboração das famílias Steigleder, Jacob Altmayer, Jacob Kroeff, Christian Heineck e Felipe Schmitt. Foi parcialmente concluída em 1851 e passou a ser denominada Capela Curada de Nossa Senhora da Piedade de Hamburger Berg.
A localidade tornou-se Distrito em 1875. Os Kroeff foram uma família benfeitora da igreja Católica de Novo Hamburgo por décadas, pois tinham poder econômico e político e souberam usar isso para o desenvolvimento do município. O atendimento religioso era precário, realizado então pelos Padres Jesuítas.
No dia 22 de julho de 1880 (há 137 anos), Dom Sebastião Dias Laranjeira, Bispo de São Pedro do Rio Grande do Sul, atendendo aos moradores da povoação de Hamburger Berg, e para o bem espiritual dos mesmos, erigiu e canonicamente instituiu a nossa Paróquia. Com direito a um Pároco, e ao Sacrário em que se conserva o Sacramento da Eucaristia para consolação dos fiéis, com a necessária decência e ornato, e tendo rendas suficientes; uma pia batismal; um cemitério para sepultura dos paroquianos defuntos; um campanário, torre, sinos e todas as demais distinções.
Até 1885, a igreja foi “filial” de São Leopoldo. Em 1887 foi aumentada e construída uma torre. A senhora Helena Kroeff doou os sinos. No mesmo ano, a igreja veio a ser “Pfarrkirche”, isto é, igreja Paroquial.

Passados 137 anos, o coração recorda com gratidão tantos irmãos e irmãs que no dia-a-dia de suas atividades continuam fecundando este nosso solo querido e, muito mais o solo sagrado de nossos corações, com o seu labor desinteressado e gratuito.
Irmãos e irmãs que compõem nossas pastorais, grupos de serviços e movimentos paroquiais: casais do ECC; meninos e meninas do ONDA; jovens do CLJ; casais de Tios; Zeladora(e)s do Apostolado da Oração; Conselhos econômicos da igreja Matriz, Capela Nossa Senhora de Lourdes e Capela Beata Regina Protmann; Coral Misto Nossa Senhora da Piedade; Grupo São Francisco; Irmãs de Santa Catarina, V.M. (Casa Provincial, Colégio Santa Catarina e Hospital Regina); Catequistas; Ministra(o)s Extraordinária(o)s da Sagrada Comunhão; Coroinhas; Pastoral Familiar; Grupos de Oração; Grupo de senhoras, Grupo do estudo bíblico e carisma (Capela Beata Regina); Equipes de liturgia; Pastoral da Criança; CPP; COMIPA; Cursilhistas; Capelas familiares (Nossa Senhora de Fátima, Bairro São Jorge; Lar Santa Ana; Lar Mãos Dadas); Voluntária(o)s da Cáritas; Equipes de Nossa Senhora; Equipe de senhoras responsáveis pela ornamentação e cuidado dos altares; Cerimonialistas dos casamentos; Terço dos Homens.
Estes e tantos outros que se despertaram para o senso de que ser Igreja é participar e, muito contribuem com a animação de nossa atividade eclesial, tornando-a viva e prazerosa de se compartilhar.
Gratidão aos nossos queridos e fiéis membros de nossa família dizimista.
Gratidão a todos os voluntários, colaboradores e patrocinadores das nossas promoções familiares.
Gratidão a todos a(o)s nossa(o)s dedicada(o)s e estimada(o)s funcionária(o)s da limpeza-manutenção (igreja, salões, salas de catequese, pátios, cemitérios, casa paroquial) e secretárias.
Gratidão a você nosso(a) querido(a) paroquiano(a).
Gratidão, sobretudo a Deus que nos quis reunir em Seu Filho Jesus, irmanando-nos Nele para que sejamos de fato a feliz família dos filhos e filhas Dele, no Amor, amparados pelo regaço materno de Nossa Senhora da Piedade.

O que as parábolas e os contos de fadas têm em comum?

Desenvolvendo o caráter

A identificação com os personagens possibilita conclusões que afetam a formação do caráter

Primeiramente, precisamos entender o significado da palavra “parábola” que vem do grego parabolé, cujo sentido é “comparação”. O termo é usado em histórias para esclarecer uma determinada realidade.

Por outro lado, os contos de fadas podem contribuir para o desenvolvimento da criança, pois a linguagem estimula o inconsciente, a criatividade e desenvolve seu código de ética com valores nobres, segundo Bruno Bettelheim no seu livro “A psicanálise dos contos de fadas”.

As parábolas e os contos nos permitem desenvolver a imaginação, entrando no mundo do “faz de conta” para ilustrar um mundo real, cujo objetivo é propiciar uma reflexão em busca de um mundo melhor. A identificação com os personagens possibilita conclusões que afetam a formação do caráter, construindo direcionamentos para suas decisões presentes e futuras.

Jesus usava situações corriqueiras para criar parábolas que permitiam às pessoas perceberem a “moral da história”. O mesmo acontece com os contos de fadas, pois ambos permitem que você escute até o fim sem julgamento; portanto, a reflexão é menos contaminada de justificativas.

Quando escutamos a parábola dos talentos, entendemos que Jesus está pedindo que cada um descubra seus dons e os use da melhor forma. A estória do patinho feio nos mostra alguém infeliz por achar que não tinha a beleza dos outros patos; porém, quando ele olha no lago e se compara com um bando de cisnes, descobre-se como um lindo cisne. Ou seja, descobriu quais eram seus verdadeiros talentos e foi ser feliz.

A parábola do filho pródigo nos mostra as consequências da desobediência de um filho e o amor fiel do pai, mas também relata sobre o filho obediente. Na estória do Pinóquio, também podemos constatar uma vida cheia de erros e a punição do nariz crescendo, além dos sofrimentos que ele vivenciou. Isso ajuda as crianças a entenderem que decisões boas ou ruins têm consequências na sua vida e que aprender com os erros dos outros é um processo menos doloroso.

Na parábola do fermento dos fariseus, Jesus nos chama à atenção para a hipocrisia desses judeus. No conto de Pinóquio, podemos ver suas mentiras se acumulando, como se tudo o que ficasse escondido não viesse, um dia, a ser revelado.

A parábola do grão de mostarda nos chama à atenção por ser uma semente tão pequena, mas capaz de se transformar em uma árvore frondosa. Muitas vezes, julgamos os outros pela aparência, assim como no conto Chapeuzinho Vermelho. Ela, mesmo conhecendo a avó, deixa-se enganar pelo disfarce do lobo. Para a criança é importante separar o bem do mal, aprender a desenvolver a capacidade de saber que nem todos são aquilo que aparentam ser, pois isso ajuda na segurança e na formação da percepção infantil. Por outro lado, o conto ‘A Bela e a Fera’ nos mostra que a aparência feia não significa, necessariamente, uma pessoa feia; além de mostrar que quando se investe tempo para conhecer as pessoas, pode-se descobrir pessoas lindas. Assim, as feras se transformam em príncipes.

Na parábola do bom samaritano, podemos ver que várias pessoas passaram pela estrada, viram um homem caído, mas nada fizeram; até que alguém com o coração especial deixou de lado seu egoísmo para ajudar quem precisava. No conto ‘A Branca de Neve’, podemos ver uma menina descriminada pela sua madrasta, a qual tem inveja da beleza da pequena princesa, por isso manda matá-la. No entanto, o coração do caçador não permite que ele faça tal maldade. Também os anões, ao terem sua casa invadida pela menina, aprenderam a partilhar tudo o que tinham com alguém que haviam conhecido naquele momento.

Podemos ver, na parábola do jovem rico, que Jesus lhe propõe um novo modo de vida a seguir. O jovem, então, vai embora, porque sentiu que não estava preparado para abrir mão do conforto nem do dinheiro. No conto ‘A Bela Adormecida’ podemos ver que ela se fere na roca, que a faz adormecer até que o príncipe apareça. Assim também estava o jovem, que não estava amadurecido para acordar para a vida. Ele estava dormindo em berço esplendido, mas não vivia plenamente.

É preciso ensinar às crianças a esperar pelo tempo certo, pois tudo aquilo que é vivido fora do tempo pode trazer cicatrizes que matam a esperança e a confiança nas pessoas.

Jesus conta parábolas para suscitar uma reflexão, permitindo que a pessoa entenda e busque o reino de Deus. Os contos não têm a mesma preocupação de Jesus, mas propicia um aprendizado sobre preconceito, inveja, autoconhecimento, mentira e amor, sentimentos que, se bem trabalhados, podem motivar as crianças a serem melhores do que são. O desenvolvimento de um caráter de gente do bem pode ser um terreno fértil para plantar a semente da Palavra de Deus.

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais. Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

Jesus não se impõe, mas se propõe doando-se

Papa Francisco no Angelus deste domingo

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, neste domingo (16/7/2017), com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice disse que “quando Jesus falava usava uma linguagem simples e usava também imagens que eram exemplo de vida cotidiana a fim de ser compreendido facilmente por todos. Por isso, as pessoas o ouviam com boa vontade e apreciavam a sua mensagem que chegava diretamente ao coração”.

Não era uma linguagem complicada de entender como as dos doutores da lei daquele tempo, que não se entendia muito bem, pois “era cheia de rigidez e distanciava as pessoas”. “Com essa linguagem, Jesus faz entender o mistério do Reino de Deus. Não era uma teologia complicada e o exemplo disso nos é apresentado no Evangelho de hoje.”

Generosidade

“O semeador é Jesus. Observamos que com essa imagem, Ele se apresenta com um que não se impõe, mas se propõe. Não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se. Ele propaga com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola ou uma emboscada, mas uma semente que pode dar fruto”, disse Francisco, se estivermos dispostos a acolhê-la.

“Portanto, a parábola diz respeito sobretudo a nós. De fato, fala mais do terreno que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma radiografia espiritual do nosso coração, que é o terreno sobre o qual cai a semente da Palavra. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto, mas pode ser também duro, impermeável. Isso acontece quando ouvimos a Palavra, mas ele bate com força sobre nós, como numa estrada.”

Coração superficial

Entre o terreno bom e a estrada existem dois terrenos intermédios que, de várias medidas, podem existir em nós.

“O primeiro é o pedregoso. Vamos imaginá-lo! Um terreno pedregoso é um terreno onde não há muita terra. A semente germina, mas não consegue se enraizar profundamente. Assim, é o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera, se cansa e nunca decola. É um coração sem consistência onde as pedras da preguiça prevalecem sobre a terra boa, onde o amor é inconstante e passageiro. Quem acolhe o Senhor somente quando quer, não dá fruto.”

Vícios

Depois, há o último terreno, o espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas.

“O que essas sarças representam? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza», diz Jesus. As sarças são os vícios que lutam com Deus, que sufocam a presença: sobretudo os ídolos da riqueza mundana, o viver com avidez, para si mesmo, para o ter e o poder. Se cultivamos essas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas pequenas ou grandes sarças que não agradam a Deus e impedem de ter um coração limpo. É preciso arrancá-las, caso contrário a Palavra não dá fruto.”

O Papa disse ainda que “Jesus nos convida hoje a nos olhar por dentro, a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar os terrenos que ainda não são bons. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher com fé a semente da Palavra de Deus. Perguntemo-nos se em nós as pedras da preguiça são ainda numerosas e grandes. Devemos encontrar e chamar por nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem de recuperar o terreno, levando ao Senhor na confissão e na oração as nossas pedras e nossas sarças”.

Purificar o coração

“Ao fazer isso”, sublinhou Francisco, “Jesus, o Bom semeador, ficará feliz de realizar um trabalho adicional: purificar os nossos corações, removendo as pedras e os espinhos que sufocam a sua Palavra”.

O Papa pediu à Virgem Maria, que hoje recordamos com o título de Nossa Senhora do Carmo, para que nos ajude a purificar o coração e conservar nele a presença do Senhor.

Saudações

Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre saudou todos os fiéis de Roma, os peregrinos de várias partes do mundo, famílias, grupos paroquias e associações.

Saudou de modo particular as Irmãs de Nossa Senhora das Dores que celebram 50 anos da aprovação pontifícia do instituto. Saudou também as Irmãs Franciscanas de São José que comemoram 150 anos de fundação, os diretores e hóspedes da “Domus Croata” de Roma, no 30° aniversário de sua instituição.

O Papa dirigiu uma saudação especial à comunidade católica da Venezuela, presente na Itália, renovando sua oração por esse “amado país”. (MJ)

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