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Estes são os três verbos que devem guiar todo pastor, segundo o Papa

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O Santo Padre durante a oração do Ângelus. Foto: Vatican Media

Vaticano, 22 Jul. 18 / 08:35 am (ACI).- A partir do exemplo de Jesus apresentado no Evangelho, o Papa Francisco explicou que todo pastor deve ter três verbos para seu trabalho: ver, ter compaixão e ensinar.

O Santo Padre explicou, durante a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, neste domingo, 22 de julho, que esses são os três verbos do ensinamento do Senhor, como se narra no trecho do Evangelho do dia.

“O Evangelho de hoje nos narra como os apóstolos, após sua primeira missão, retornam para onde Jesus estava e lhe contaram tudo aquilo que tinham feito e ensinado”, assinalou Francisco.

Explicou que os apóstolos, “depois da experiência da missão, certamente entusiasmante, mas também esgotadora, tinham necessidade de descanso. Jesus, cheio de compreensão, se preocupa em assegurar-lhes um pouco de alívio e diz: ‘Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco’”.

Entretanto, “nesta ocasião a intenção de Jesus não se pôde realizar, porque a multidão, intuindo o lugar solitário para onde se dirigia com a barca junto com seus discípulos, chegou ao lugar antes deles”.

“O mesmo também pode acontecer hoje”, assegurou. “Às vezes, não conseguimos realizar nossos projetos porque surge um imprevisto urgente que modifica nossos programas e que requer de nossa parte flexibilidade e disponibilidade para com as necessidades dos demais”.

Quando acontece essa circunstância, “somos chamados a imitar tudo o que Jesus fez: ‘Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas’. Nesta breve frase, o evangelista nos oferece um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do divino Mestre e sua atitude”.

É nessa frase que se mostram os três verbos que devem guiar toda a ação pastoral: ver, ter compaixão e ensinar. “Podemos chama-los de verbo do Pastor”.

“O olhar de Jesus não é um olhar neutro, frio ou distanciado, porque Jesus sempre olha com os olhos do coração. E seu coração é tão terno e tão pleno de compaixão, que sabe acolher as necessidades também mais escondidas para as pessoas”.

Por outro lado, “sua compaixão não indica simplesmente uma reação emotiva frente a uma situação de inquietude das pessoas, mas que vai além: é a atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. Jesus se mostra com a realização da solicitude e da ternura de Deus por seu povo”.

Além disso, “dado que Jesus se comoveu ao ver todas aquelas pessoas necessitadas de guia e de ajuda, poderíamos esperar dele que fizesse um milagre. Entretanto, se colocou a ensiná-las, a ensiná-las muitas coisas”.

“Eis o primeiro pão que o Messias oferece à multidão faminta e necessitada: o pão da Palavra. Todos nós necessitamos de palavras de verdade que nos guiem e que iluminem nosso caminho. Sem a verdade, que é o próprio Cristo, não é possível encontrar a orientação correta na vida”.

Ao contrário, “quando nos afastamos de Jesus e de seu amor, nos perdemos e a existência se transforma em desilusão e em insatisfação”.

Por último, recordou que, “com Jesus ao nosso lado, podemos proceder com segurança, podemos superar as provações, progride-se no amor para com Deus e para com o próximo. Jesus se fez dom para os demais, tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós”.

Os Jesuítas e as Paróquias de HV e NH

O Pe. Inácio Spohr, SJ, sacerdote e historiador jesuíta, lançou o Livro sobre as Paróquias de Nossa Senhora da Piedade, Bairro Hamburgo Velho e de São Luiz Gonzaga, Bairro Centro.

São 151 páginas, com fotografias típicas do final do século XIX e século XX (até a década de 1940), quando os padres jesuítas lançaram as sementes da grande missão ininterrupta, e estiveram pastoreando nossa região.

O Livro pode ser adquirido na Secretaria Paroquial por R$ 25,00 reais (preço unitário).

Trata-se de crônicas e não de análise dos fatos.

HAMBURGO VELHO
A Paróquia Nossa Senhora da Piedade, de Hamburgo Velho, na cidade de Novo Hamburgo, passou por uma evolução bastante grande. A criação da Paróquia de Hamburgo Velho, da parte da Assembleia Provincial, data de 08 de maio de 1875. Uns anos mais tarde, Dom Sebastião Dias Laranjeira, bispo do Rio Grande do Sul, deu valor canônico à Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, de Hamburger Berg, ao criá-la no dia 22 de julho de 1880.
No decorrer de 14 anos ela não teve pároco próprio, mas foi administrada pelo pároco de São Leopoldo, de quem dependia. Somente a partir de 02 de janeiro de 1894 é que Hamburgo Velho começou a ter seu vigário próprio morando na casa canônica, ao lado da igreja matriz.
Os jesuítas de São Leopoldo atenderam Hamburgo Velho desde 1860, mais ou menos, até 1893. Na época, “Hamburger Berg” era uma das muitas capelas de São Leopoldo. Com o desenvolvimento social e econômico, foi preciso dar-lhe maior “cidadania”, o que aconteceu no final do século 19, quando o bispo de Porto Alegre criou a paróquia. Os jesuítas de Hamburgo Velho abriram residência em 1894.
Quem geralmente morava na casa canônica, em Hamburgo Velho, eram o P. Vigário, o P. Coadjutor e um Irmão encarregado dos serviços domésticos. Em certas ocasiões, havia dois padres coadjutores e dois Irmãos. Um dos irmãos ficava encarregado da escola paroquial ou da catequese dos meninos.
Algumas capelas ficavam distantes, como Sapiranga, Campo Bom, Nova Palmira, Mundo Novo (Taquara). Embora não se mencione muito a montaria, é certo que o cavalo ou a mula eram muito usados pelos missionários e padres que trabalhavam nas colônias alemãs. Além das celebrações de missas, batizados, casamentos, confissões, enterros, catequese e outros ministérios, o padre devia estar sempre pronto para atender aos chamados de doentes a qualquer hora do dia e da noite.
O Apostolado da Oração e a Congregação Mariana desempenharam um papel importante na paróquia, não apenas com suas preces e devoções, mas também com suas ofertas para as obras da igreja como a aquisição de cálices, bandeiras, estátuas, tapetes, paramentos. Ao mesmo tempo, tais associações exerceram grande influência na formação religiosa das famílias. Nas procissões, festas e outros eventos, tais associações religiosas sempre colaboraram no que fosse necessário na vida paroquial.
As construções de capelas, igrejas e escolas ocuparam bastante a atenção dos vigários. Assim, Hamburgo Velho construiu uma igreja que durou várias dezenas de anos. Porém, ela não tinha batistério, um tema que o bispo sempre recordava ao P. Vigário por ocasião das visitas pastorais.
O assunto ficou adiado até a construção da igreja matriz, realizada em 1935 e 1936. A igreja, majestosa e bela, construída ao lado da antiga, foi inaugurada pelo arcebispo Dom João Becker. A obra foi feita em tempo recorde. O povo foi generoso com a oferta de donativos para pagar as despesas da construção, além do trabalho gratuito de muitas pessoas. O coro Palestrina deu muita vida na animação litúrgica da paróquia. A par disso, a aquisição do grande órgão de tubos Edmundo Bohn & Cia., fabricado em Novo Hamburgo, foi motivo de grande júbilo para os paroquianos.
Em tomo de 1900, duas congregações religiosas se instalaram em Hamburgo Velho: as Irmãs de Santa Catarina de Alexandria e os Irmãos Maristas. Como em outras paróquias, essas congregações chegaram a pedido dos jesuítas. Elas assumiram a escola paroquial, isto é, a educação das crianças e dos jovens. As Irmãs fundaram o Colégio Santa Catarina e os Irmãos o Colégio São Jacó. Com o tempo, as Irmãs também se dedicaram ao cuidado dos doentes, fundando o Sanatório Regina e o Hospital Regina.
As visitas pastorais dos bispos à paróquia, a cada quatro ou cinco anos, sempre exerceram um papel importante na vida dos paroquianos, não apenas pelo fato de o bispo administrar o sacramento da Crisma, mas também para animar os fiéis na vida cristã. A visita do bispo à igreja Matriz atraía a atenção de todos, não faltando as saudações de pessoas importantes e simples como o vigário, prefeito, professores, alunos. Os fogos de artifício, o repicar dos sinos e o coral animavam tudo.
Com o crescimento da cidade de Novo Hamburgo, foi preciso desmembrar a paróquia de Hamburgo Velho. Em 1924 e 1925, foi construída a igreja de Novo Hamburgo, dedicada a São Luiz Gonzaga. Ela media 25 metros de comprimento e 18 metros de largura. Dizia-se que a igreja situava-se “fora da cidade”, pois Hamburgo Velho estava no centro. Novo Hamburgo se desenvolveu rapidamente.
Em 1926, foi criada a Paróquia de São Luiz Gonzaga em Novo Hamburgo. Ela foi administrada pelos jesuítas desde a fundação até janeiro de 1941, quando foi entregue ao clero secular. Anos mais tarde, em 1980, a paróquia São Luiz Gonzaga tornou-se a sede da Diocese de Novo Hamburgo.
De 1931 a 1939, funcionou em Novo Hamburgo a Escola Normal Católica para a formação dos professores das escolas paroquiais. Durante estes anos ela esteve sob a direção do P. Miguel Meier, SJ. Em agosto de 1939, foi fechada pelo Governo, não sendo mais aberta.
Quanto às fontes de pesquisa para o presente trabalho, quase tudo se encontra no Arquivo Provincial dos Jesuítas, em Porto Alegre. Trata-se de manuscritos, cartas, diários da residência, “história domus” (relatórios de ano), recortes de jornal, catálogos, fotografias. Além disso, o livro de tombo da paróquia também forneceu dados importantes sobre o dia a dia da mesma.
A coleção “História das Casas” trata de história em forma de pequenas crônicas, extraídas dos diários, cartas, relatórios de ano, catálogos, e, como tal, serve para consultar fatos que dizem respeito à presença e ao trabalho dos jesuítas em paróquias, colégios e seminários no sul do Brasil.
Neste livro, são abordados os assuntos que tratam da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, de Hamburgo Velho, e da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Novo Hamburgo.
Esta pesquisa histórica está focada no período jesuítico, de 1880 a 1940.
Pe. Inácio Spohr, SJ

138 Anos em contínua Missão

Por Mons. Inácio José Schuster, Pároco

Ao citar nomes, pode-se correr o risco de cometer injustiças, mas a história da Paróquia Nossa Senhora da Piedade não termina por aqui, pelo esforço de pessoas que demonstraram fé, coragem e determinação. Nos mais variados grupos, movimentos e pastorais paroquiais, é uma história tão rica de muitas pessoas santas e piedosas, que deram e dão as suas vidas pela família, pela comunidade e pela Igreja.

Um povo que não lembra seus antepassados é um povo sem futuro.

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA PIEDADE

1 3 8    A N O S   E M   C O N T Í N U A   M I S S Ã O
ANO DO LAICATO: Com a ajuda de Maria Santíssima, os leigos e leigas tem na Igreja lugar de destaque no seguimento de Jesus Cristo, testemunhando a fé por meio de funções temporais, ordenando-as segundo o Projeto Divino (LG 75).

 “Ameis a Igreja, que vos gerou na fé, que vos ajuda a conhecer melhor Cristo, que nos faz descobrir a beleza do seu amor. É impossível encontrar Cristo, e não dar a conhecer aos outros. Por isso, não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria de vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé; necessita, sem dúvida, de Deus” (Papa emérito Bento XVI).

POR CRISTO, com Cristo e em Cristo

“Porque foi do agrado [de Deus] que residisse n’Ele toda a plenitude e que por Ele fossem reconciliadas conSigo todas as coisas, pacificando pelo sangue de sua cruz tanto as coisas da terra como as coisas do céu”.

Cada um tem sua missão

Cada um tem uma missão no Corpo de Cristo, cada um tem uma função. Não significa que um seja melhor que o outro, significa que somos diferentes. Cada qual com sua importância e sendo necessário para o corpo funcionar bem.

Jesus não nos comissionou para converter ninguém, nossa tarefa é somente ir e pregar. Quem tem a tarefa de converter é o Espírito Santo e Ele soberanamente faz como lhe apraz, muitas vezes usando a nossa evangelização, outras vezes usando o trabalho de tantos outros cristãos.

Não somos mais ou menos importantes para o Corpo de Cristo pelo número de atividades que desenvolvemos ou pelos resultados que obtemos, somos importantes à medida que obedecemos ao Divino Mestre. Muitas vezes, uma pessoa que presta um serviço humilde na comunidade pode estar sendo mais útil que um ministro ordenado. O que importa não é o que estamos fazendo, mas como desempenhamos nosso trabalho para o Reino de Deus.

Somos todos intimados por Deus para dar o nosso melhor, para fazer o que é certo, independente de resultados visíveis. Deus vê nossas intenções e não meros atos exteriores, por isso, “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Ecl 9, 10).

Bispo de Franca sobre teca intacta em incêndio: Deus fala conosco através de fatos da vida

Por Natalia Zimbrão
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SÃO PAULO, 19 Jul. 18 / 12:42 pm (ACI).- As imagens de um incêndio de um carro em Franca (SP) viralizaram na última semana, ao mostrar como, em meio às cinzas, uma teca (porta hóstia), um terço e uma oração ficaram intactos; e, após o ocorrido, o Bispo local, Dom Paulo Roberto Beloto, assinalou como Deus pode falar “conosco através dos fatos da vida”.

O caso aconteceu no último dia 8 de julho, quando Dona Maria Emília da Silveira Castaldi, de 76 anos, ministra extraordinária da Sagrada Comunhão, saía de casa para a Santa Missa, por volta das 7h30. Ela iria participar da Celebração Eucarística para, em seguida, pegar a sagrada comunhão e levar aos enfermos.

Conforme recordou a ACI Digital, Dona Maria foi pegar o carro na garagem e, quando o ligou, começou a sair fumaça do capô. “Eu não achei o controle do portão dentro do carro e desci para pegá-lo. Quando voltei, já estava uma proporção de fumaça muito grande”, lembrou.

Então, decidiu a abrir o portão e um vizinho e um homem que passava pela rua a ajudaram, tirando o veículo da garagem.

“Eu tinha pegado todo o material e coloquei no carro o jaleco, o livro da liturgia diária e, em cima, tinha colocado a bolsinha em que carrego a teca, além do sanguíneo e de um corporal”, contou, ressaltando que “a teca estava vazia”, pois quando termina de levar a Sagrada Comunhão aos enfermos, a primeira coisa que faz é “a purificação” do objeto.

“Quando colocaram o carro na rua, eu queria abri-lo para pegar tudo, mas não deixaram, porque poderia me queimar”.

Os bombeiros foram acionados e controlaram o incêndio, que “não durou mais do que 15 minutos”. Mas, a ministra contou ter ficado “muito apreensiva, pensando que ia queimar tudo”.

“De fato – assinalou Dona Maria Emília –, queimou o carro todo, o jaleco, o livro da liturgia, o corporal, o sanguíneo. Ficou apenas a teca, o terço e uma oração que rezamos toda primeira sexta-feira do mês na Missa do Sagrado Coração de Jesus na Catedral de Franca. Esse folheto com a oração não queimou nem molhou com a água do bombeiro”.

A oração em questão é o “Oferecimento do Dia”, que traz pedidos pelos sacerdotes, pelo Papa e pela Igreja.

Após o ocorrido, Dona Maria Emília contou os fatos ao Bispo de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, “que foi muito atencioso”. “Ele foi muito caridoso, dócil, amável e simples”, assinalou.

Após tomar conhecimento do que aconteceu, Dom Paulo Roberto indicou em declarações à Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese de Franca que este é um fato que impressiona.

“Não podemos negar que Deus possa nos comunicar algo através dos fatos da vida. Mas são experiências particulares, que respeitamos”, indicou o Prelado.

Ainda de acordo com o Bispo, “não podemos medir a nossa fé, experiência de Deus e de Igreja, por fatos assim”. “O que Deus tem para nos comunicar de mais concreto, sobre sua verdade e sua vontade, está presente nas Sagradas Escrituras, na Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e no Magistério da Igreja. Esta é a nossa segurança e o caminho que devemos seguir”, assinalou.

Por sua vez, Dona Maria Emília, que também é Carmelita da Ordem Secular, afirmou a ACI Digital que, para ela, “se este fato serviu como testemunho de fé para ao menos uma pessoa, valeu a pena”.

A ministra da Eucaristia recordou, por exemplo, que o policial que registrou a ocorrência “ficou muito tocado” com tudo o que viu.

Pessoalmente, disse que considera que “já foi uma graça muito grande ter conseguido tirar o carro da garagem, porque se queimasse dentro da garagem seria muito perigoso, pois o tanque estava cheio”. Além disso, pôde sair do veículo antes que o incêndio se alastrasse.

“Para mim, foi bênção sobre bênção, graça sobre graça. E se isso servir como testemunho para as pessoas, fico muito feliz”, manifestou.

Por fim, Dona Maria Emília recordou uma frase que lhe foi dita pela Madre do Carmelo. “Ela disse ‘nós valemos muito mais do que uma simples teca, porque levamos Cristo em nosso coração’ Então, só isso basta”.

Aniversário de Criação da Paróquia Nossa Senhora da Piedade

Primeira Eucaristia de 52 crianças na antiga igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, no final do século XIX (foto)

22/7/1880 Α╬Ω 22/7/2018 – ANO DO LAICATO
138 anos à sombra da Cruz gloriosa, e no colo de Maria Santíssima, as famílias chegam a Jesus
Jornalista Felipe Kuhn Braun e Mons. Inácio José Schuster

Inicialmente, o pequeno número de católicos na região era atendido pelos Padres de São Leopoldo e, a partir de 1849 (há 169 anos), o Padre austríaco Augustin Lipinski, residente em São Miguel dos Dois Irmãos, passou a cuidar dos católicos de Hamburger Berg.
Havia interesse que a localidade fosse elevada à categoria de Freguesia e, para tal, era necessária a presença de uma igreja Católica.
Em 1850 foi iniciada a construção de uma Capela, para a qual houve especial colaboração das famílias Steigleder, Jacob Altmayer, Jacob Kroeff, Christian Heineck e Felipe Schmitt. Foi parcialmente concluída em 1851 e passou a ser denominada Capela Curada de Nossa Senhora da Piedade de Hamburger Berg.
A localidade tornou-se Distrito em 1875. Os Kroeff foram uma família benfeitora da igreja Católica de Novo Hamburgo por décadas, pois tinham poder econômico e político e souberam usar isso para o desenvolvimento do município. O atendimento religioso era precário, realizado então pelos Padres Jesuítas.
No dia 22 de julho de 1880 (há 138 anos), Dom Sebastião Dias Laranjeira, Bispo de São Pedro do Rio Grande do Sul, atendendo aos moradores da povoação de Hamburger Berg, e para o bem espiritual dos mesmos, erigiu e canonicamente instituiu a nossa Paróquia. Com direito a um Pároco, e ao Sacrário em que se conserva o Sacramento da Eucaristia para consolação dos fiéis, com a necessária decência e ornato, e tendo rendas suficientes; uma pia batismal; um cemitério para sepultura dos paroquianos defuntos; um campanário, torre, sinos e todas as demais distinções.
Até 1885, a igreja foi “filial” de São Leopoldo. Em 1887 foi aumentada e construída uma torre. A senhora Helena Kroeff doou os sinos. No mesmo ano, a igreja veio a ser “Pfarrkirche”, isto é, igreja Paroquial.

Passados 138 anos, o coração recorda com gratidão tantos irmãos e irmãs que no dia-a-dia de suas atividades continuam fecundando este nosso solo querido e, muito mais o solo sagrado de nossos corações, com o seu labor desinteressado e gratuito.
Irmãos e irmãs que compõem nossas pastorais, grupos de serviços e movimentos paroquiais: casais do ECC; meninos e meninas do ONDA; jovens do CLJ; casais de Tios; Zeladora(e)s do Apostolado da Oração; Conselhos econômicos da igreja Matriz, Capela Nossa Senhora de Lourdes e Capela Beata Regina Protmann; Coral Misto Nossa Senhora da Piedade; Grupo São Francisco; Irmãs de Santa Catarina, V.M. (Casa Provincial, Colégio Santa Catarina e Hospital Regina); Catequistas; Ministra(o)s Extraordinária(o)s da Sagrada Comunhão; Coroinhas; Pastoral Familiar; Grupos de Oração; Grupo de senhoras, Grupo do estudo bíblico e carisma (Capela Beata Regina); Equipes de liturgia; Pastoral da Criança; CPP; COMIPA; Cursilhistas; Capelas familiares (Nossa Senhora de Fátima, Bairro São Jorge; Lar Santa Ana; Lar Mãos Dadas); Voluntária(o)s da Cáritas; Equipes de Nossa Senhora; Equipe de senhoras responsáveis pela ornamentação e cuidado dos altares; Cerimonialistas dos casamentos; Terço dos Homens.
Estes e tantos outros que se despertaram para o senso de que ser Igreja é participar e, muito contribuem com a animação de nossa atividade eclesial, tornando-a viva e prazerosa de se compartilhar.
Gratidão aos nossos queridos e fiéis membros de nossa família dizimista.
Gratidão a todos os voluntários, colaboradores e patrocinadores das nossas promoções familiares.
Gratidão a todos a(o)s nossa(o)s dedicada(o)s e estimada(o)s funcionária(o)s da limpeza-manutenção (igreja, salões, salas de catequese, pátios, cemitérios, casa paroquial) e secretárias.
Gratidão a você nosso(a) querido(a) paroquiano(a).
Gratidão, sobretudo a Deus que nos quis reunir em Seu Filho Jesus, irmanando-nos Nele para que sejamos de fato a feliz família dos filhos e filhas Dele, no Amor, amparados pelo regaço materno de Nossa Senhora da Piedade.

3 pontos para levar em consideração ao discernir a vocação

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Imagem / Crédito Referencial: Flickr Roman Catholic Archdiocese of Boston (CC BY-ND 2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Jul. 18 / 07:00 am (ACI).- A vocação é um chamado de Deus que implica uma escuta e uma resposta por parte do ser humano, mas o que deve ser considerado no momento de discernir o caminho que Deus tem para cada um?

O Centro de Estudos Católicos (CEC) propôs três chaves para levar em consideração no discernimento vocacional, tanto para o matrimônio quanto para a vida religiosa.

1. Compromisso

Em primeiro lugar, “tanto o matrimônio quanto a vida religiosa implicam um compromisso amoroso de serviço aos outros”, explica o CEC.

“Estar apaixonado é importante, mas não suficiente”, porque “o chamado ao matrimônio implica uma conversão de vida centrada no cônjuge e possivelmente nos filhos que possam nascer”.

No caso da vida religiosa, esta “implica um chamado ao serviço e à entrega de si” pelos outros.

2. Paciência

Por outro lado, é importante considerar que “o discernimento requer paciência”, pois em muitos casos os noivados podem ser longos e a vocação religiosa precisa de tempo para se estabelecer.

“A consistência da vocação será testada por um tempo”, assinala o CEC. “Um casal precisará de tempo, de repente anos, para conhecer-se, apaixonar-se, para tomar a decisão sobre a sua vocação ao matrimônio”.

No caso da vocação religiosa, “levará anos de seminário e formação, antes de realizar os votos perpétuos”.

3. Olhar realista

“O processo para fazer compromissos para a vida inteira é muito fácil de descrever e parece muito organizado e estruturado, mas na verdade é desordenado e imperfeito”, assegura o CEC.

Por isso, “não deveríamos procurar o cônjuge perfeito ou a comunidade perfeita. Inclusive se encontrássemos o casal perfeito, o casamento não seria perfeito depois de casados”.

“Isso está bem. É uma realidade humana e, assim também, de maneira tão humana e natural, devemos viver esse processo”, aconselha.

O Centro de Estudos Católicos é um ponto de encontro dedicado ao estudo, à reflexão e ao diálogo sobre diversas realidades humanas iluminadas pela riqueza da fé.

Esta é a “história secreta” da Humanae Vitae de Paulo VI

Por Walter Sánchez Silva
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Beato Papa Paulo VI. Foto oficial

Vaticano, 16 Jul. 18 / 12:05 pm (ACI).- Os documentos guardados no Arquivo Secreto do Vaticano permitiram ao estudioso italiano Mons. Gilfredo Marengo contar a história não conhecida sobre a origem da encíclica ‘Humanae Vitae’ do Beato Papa Paulo VI, o texto profético que no próximo 25 de julho completará 50 anos de publicação e que foi rechaçado inclusive por pessoas dentro da Igreja.

Em 25 de julho de 1968, o Beato Papa Paulo VI – que em outubro deste ano será canonizado pelo Papa Francisco junto com Dom Óscar Romero – publicou a encíclica ‘Humanae Vitae’ sobre a regulação da natalidade. O texto alertou sobre as consequências de usar métodos anticoncepcionais, tais como a degradação moral, a perda do respeito pela mulher e o uso desses métodos artificiais como políticas de Estado.

Para publicar o livro “O nascimento de uma Encíclica. Humanae Vitae à luz dos Arquivos do Vaticano”, Mons. Marengo recebeu uma autorização especial do Papa Francisco para investigar os documentos do Arquivo Secreto do Vaticano e dos Arquivos da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de completar os 70 anos previstos na norma para a revisão destes textos.

No livro, o também professor de antropologia no Instituto Teológico João Paulo II explica que Paulo VI deteve a publicação de uma encíclica que havia sido impressa em latim intitulada ‘De nascendae prolis’, porque considerou que era muito densa na doutrina e que não era pastoralmente adequada.

O jornal ‘Avvenire’, dos bispos italianos, assinala que o texto deveria ter sido publicado em 23 de maio de 1968. Era o resultado do trabalho realizado pelo sacerdote dominicano Mario Luigi Ciappi, o então teólogo da Casa Pontifícia que mais tarde foi nomeado Cardeal.

Dom Ciappi trabalhou sobre a base de um projeto preparado pela Congregação para a Doutrina da Fé em 1967, depois que, em 1966, Paulo VI considerou insuficiente o documento final da Comissão Pontifícia que estudou o tema e que se mostrou a favor dos contraceptivos.

O livro explica que o texto de Dom Ciappi, “do ponto de vista geral”, elevava “o perfil doutrinal já dominante no projeto da Congregação”. Deste modo, configurou-se “como um rigoroso pronunciamento da doutrina moral”.

O documento de Dom Ciappi também introduziu os temas do celibato e da virgindade consagrada, que o tornou ainda mais denso.

Quando o documento chegou aos tradutores, os teólogos franceses e espanhóis – entre eles os atuais cardeais Paul Poupard e Eduardo Martínez Somalo – advertiram acerca das dificuldades.

O Cardeal Giovanni Benelli, então Substituto da Secretaria de Estado, explicou o problema ao Papa, que decidiu não publicar a encíclica e entregá-la a outro sacerdote dominicano, Pe. Benoit Duroux, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé.

‘Avvenire’ indica que o novo texto também não era totalmente adequado, então Paulo VI “tomou toda a seção pastoral e acrescentou uma série de indicações muito delicadas que ainda revelam sua impressão”.

O Papa também mudou o novo título que havia sido dado ao texto, de ‘Vitae tradendae munus’, foi chamado ‘Humanae Vitae’. O livro de Mons. Marengo publica todas as correções feitas à mão pelo Beato.

Consulta aos bispos

Algumas pessoas acusam Paulo VI de ter publicado a encíclica sem ter consultado os bispos. A investigação de Mons. Marengo revela totalmente o contrário.

Durante o Sínodo dos Bispos de 1967, o Beato pediu a todos os prelados que compartilhassem com ele a sua posição a respeito do tema.

“A vontade do Papa de consultar todos os membros da assembleia sinodal é muito importante porque uma das acusações mais comuns depois da publicação da Humanae Vitae é que ele tomou a decisão de forma não colegial”, afirma Mons. Marengo.

Dos quase 200 bispos participantes do Sínodo, somente 26 responderam dentro do prazo estabelecido, de 9 de outubro 1967 a 31 de maio de 1968. Deste grupo, 19 se expressaram a favor dos anticoncepcionais e apenas sete contra.

Dos sete, os mais conhecidos e importantes foram o venerável Arcebispo americano Fulton Sheen; e o então Arcebispo da Cracóvia (Polônia), Karol Wojtyla, hoje São João Paulo II, que sempre quis ser recordado como “o Papa da família”, segundo afirmou o Papa Francisco durante a canonização do Papa polonês.

Como consequência da reação que recebeu a ‘Humanae Vitae’ em nível mundial, inclusive de importantes teólogos católicos, o Papa Paulo VI não voltou a escrever uma encíclica durante os 10 anos restantes do seu pontificado, que terminou em 1978. Nos cinco anos anteriores, havia escrito sete encíclicas.

O então Secretário de Estado, Cardeal Agostino Casaroli, disse que “na manhã do dia 25 de julho de 1968, Paulo VI celebrou a Missa do Espírito Santo, pediu uma luz do Alto e assinou: Esta foi a sua assinatura mais difícil, uma das suas assinaturas mais gloriosas. Assinou a sua própria paixão”.

Declararam-no morto, mas a Virgem do Carmo cumpriu sua promessa e “voltou à vida”

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Pe. John Higgins conhece Papa João Paulo II

REDAÇÃO CENTRAL, 15 Jul. 18 / 08:00 am (ACI).- Várias testemunhas de um hospital nos Estados Unidos asseguraram que um homem “voltou à vida” logo depois que um sacerdote tocou no escapulário da Virgem do Carmo que o falecido levava no peito.

A história do homem irlandês falecido com o escapulário da Virgem, que recuperou seus sinais vitais e algum tempo depois dirigiu-se ao sacramento da confissão com o Pe. John Higgins, da igreja São Raimundo Nonato, de Califórnia, foi recolhida pelo jornalista Joseph Pronechen em um artigo para o National Catholic Register.

Segundo Pronechen, o Pe. Higgins contou em uma entrevista que o fato inexplicável medicamente ocorreu quando servia na Igreja São Rafael, em Santa Bárbara, também na Califórnia.

“Após uma Missa com um grupo de jovens adultos e um churrasco entre amigos, o padre recebeu uma chamada de emergência do hospital”, narra o jornalista.

O Pe. Higgins foi levado ao hospital de Goleta Valley. Ao chegar, não soube quem estava deitado na cama do hospital, pois a cortina estava fechada, mas sabia que a enfermeira responsável pela emergência se chamava Anne. Ela e sua família eram membros de sua paróquia e ela sempre ligava para ele quando havia emergências deste tipo no hospital.

“Anne disse: ‘Ai, padre, chegou muito tarde’. Os especialistas começaram a retirar os cabos do monitor de frequência cardíaca. Aproximei-me do homem deitado e disse: ‘Ele tem um escapulário marrom, tem um velho escapulário’. Toquei o seu escapulário e, de repente, escutei um barulho. Anne disse: ‘Padre! O que está fazendo?’. E eu lhe disse: ‘Nada!’. O homem que estava deitado começou a respirar”, contou o Pe. Higgins.

Imediatamente, Anne e outra enfermeira pediram ajuda e conectaram novamente os cabos. Impressionados, os paramédicos ficaram totalmente surpreendidos pelo que acabava de acontecer.

O presbítero também recorda como o idoso abriu os olhos, olhou para ele e disse com um sotaque irlandês: “Padre, me alegro de que esteja aqui. Estava esperando você. Quero me confessar”.

“Eu estava em estado de choque! Eu não tinha ideia de que isto ia acontecer”, disse o sacerdote. Entretanto, a confissão teve que esperar porque “levaram o idoso pelo corredor” e só pôde dar-lhe “uma bênção rápida, não havia tempo para nada mais”.

O médico na sala de emergências saiu apressado do seu escritório e o Pe. Higgins recorda que o profissional se incomodou “porque já havia feito a declaração de falecimento”.

Até hoje, o Pe. Higgins assegura que a única coisa que ele fez foi tocar o escapulário da Virgem do Carmo.

Algumas semanas depois, o irlandês que “voltou à vida” diante dos olhos de Pe. Higgins, procurou-o para se confessar e contou que o doutor não conseguiu averiguar o que tinha acontecido.

“Os paramédicos lhe mostraram as notas que escreveram”, revelou o Pe. Higgins sobre o relatório oficial de falecimento do idoso irlandês. Imediatamente depois de registrar o tempo e local da sua morte, estes acrescentaram em grandes letras em negrito “devolvido à vida por Deus”.

Durante a visita, o homem irlandês revelou ao Pe. Higgins que estava na lista de espera por um coração novo. “O homem me encontrou uns seis meses mais tarde e me disse que foi retirado da lista porque seu coração havia sido curado”, narra o sacerdote.

Atualmente, Pe. Higgins assegura que o que ocorreu foi milagroso: “Foi uma alegria. Deus agiu através das minhas mãos… Aconteceu de acordo com a vontade de Deus”.

As promessas da Virgem do Carmo

O escapulário da Virgem do Carmo não é um amuleto nem uma garantia automática de salvação ou uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã.

Pelo contrário, é reconhecido pela Igreja como um sacramental, ou seja, um sinal que ajuda a viver santamente e a aumentar a devoção; este dispõe ao amor do Senhor e ao arrependimento se for recebido com devoção.

Segundo a tradição, a própria Virgem Maria fez uma promessa a todos os fiéis quando entregou o escapulário a São Simão Stock em 16 de julho de 1251: “deve ser um sinal e privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem morrer usando o escapulário não sofrerá o fogo eterno”.

Algum tempo depois, quando o Papa João XXIII rezava, apareceu-lhe a Virgem vestida com o hábito carmelita e prometeu tirar do purgatório no sábado depois da morte a quem morresse usando o escapulário: “Eu, Mãe de misericórdia, libertarei do purgatório e levarei ao céu, no sábado depois da morte, àqueles que tiverem usando o meu escapulário”.

Para ser merecedor da primeira promessa da perseverança final, requer ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote, levá-lo sempre no peito, especialmente na hora da morte, e inscrever o nome no livro da confraria.

Para ganhar a segunda promessa, o privilégio sabatino, sobre os três requisitos anteriores, exige-se guardar castidade, segundo o próprio estado, rezar sete Pai Nosso, 7 Ave Maria e 7 Glórias.

Guardar abstinência (sempre que for possível) nas quartas-feiras e nos sábados.

Recorda-se que muitos Papas também receberam sua proteção.

Um deles foi Pio XII, que disse em uma ocasião: “(…) Quantas almas, inclusive em circunstâncias que, humanamente falando, estavam além da esperança, devem sua conversão final e sua salvação eterna ao escapulário que usaram? Quantos mais, graças isso, experimentaram a proteção materna de Maria em perigos do corpo e da alma? (…)”.

Papa: missionário deve estar amparado unicamente em Cristo

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-07/angelus-15-julho-2018.html
Cidade do Vaticano, Angelus de 15 de julho de 2018

“O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê”. A missão tem um centro e a missão tem um rosto: estes são os dois pontos que resumem o “estilo missionário” destacado pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo.

Discípulos “livres e leves, sem apoios e sem favores”, ancorados unicamente no amor “d’Aquele que os envia” e fortes “somente de sua palavra que irão anunciar”. Este é o rosto que deve ter o discípulo missionário.

Inspirado no Evangelho do dia de São Marcos, que narra o momento em que Jesus envia os doze em Missão, o Papa Francisco refletiu sobre os dois pontos do estilo missionário: a missão tem um centro e a missão tem um rosto.

“O discípulo missionário tem antes de tudo – explicou o Papa – um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus”, como comprova a narrativa pela série de verbos usados a Ele referidos. Assim, seu modo de agir “parece como que irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”:

“Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como “enviados”, como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão”.

Este episódio do Evangelho diz respeito também a todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o Evangelho de Cristo:

“E também para nós esta missão é autêntica, somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão proclama o Evangelho “por si mesmo”, mas somente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo”.

A missão tem um rosto

“A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios”, disse Francisco, ressaltando que “seu equipamento atende a um critério de sobriedade”. Por isso, de fato, os Doze têm a ordem de “não levar nada além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto”:

“O Mestre os quer livres e leves, sem apoios e sem favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente de sua palavra que irão anunciar”.

“ O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê. ”

O Pontífice recordou então os muitos Santos da Diocese de Roma, da qual é bispo, que tinham este rosto, como São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros. “Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”.

História de Jesus, prefigura destino de seu mensageiro

Mas a evangelização requer também a coragem, que somente pode ser encontrada se “estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado”:

“E a esse “rosto” também pertence a maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não seja acolhida ou escutada. Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu mensageiro”.

“Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou tribulação.”

Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, em particular as Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de diversos países e os jovens poloneses da diocese de Pelplin (Polônia), que participam de um curso de exercícios espirituais em Assis.

Texto original, em italiano: https://is.gd/EtRhyk

Um católico a favor do aborto pode comungar?

https://www.acidigital.com/noticias/um-catolico-a-favor-do-aborto-pode-comungar-37575

Imagem referencial / Crédito: Alexey Gotovsky – CNA

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jul. 18 / 06:00 pm (ACI).- Diante dos recentes casos de despenalização do aborto em países de maioria católica, como Irlanda, Colômbia, Chile e a possibilidade de que a mesma coisa aconteça na Argentina, surgiu a pergunta de se os fiéis que estão abertamente a favor desta prática podem receber a Eucaristia.

Para resolver esta dúvida, a Igreja emitiu vários documentos. Entre eles a carta “Dignidade para receber a Sagrada Comunhão: Princípios Gerais”, enviada em 2004 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, aos bispos dos Estados Unidos.

A carta assinala que, no caso do grave pecado do aborto, “quando a cooperação formal de uma pessoa é manifesta (entendida, no caso de um político católico, como fazer campanha e votar sistematicamente por leis permissivas de aborto e eutanásia), seu pároco deveria reunir-se com ele, instruí-lo a respeito dos ensinamentos da Igreja, informando-lhe que não deve apresentar-se à Sagrada Comunhão até que termine com a situação objetiva de pecado, e advertindo-lhe que de outra maneira se lhe negará a Eucaristia”.

Além disso, adverte que um católico seria “culpável de cooperação formal no mal, e tão indigno para apresentar-se à Sagrada Comunhão, se deliberadamente votasse a favor de um candidato precisamente pela postura permissiva do candidato a respeito do aborto e/ou da eutanásia”.

Neste contexto, quando um fiel católico foi formado a respeito do ensinamento da Igreja sobre o aborto, mas ainda mantém a sua posição pública “com obstinada persistência”, ainda se apresenta a receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve negar-se a distribuí-la”.

“Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou uma pena. Tampouco é que o ministro da Sagrada Comunhão esteja realizando um juízo sobre a culpa subjetiva da pessoa, senão que está reagindo ante a indignidade pública da pessoa para receber a Sagrada Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado”, esclarece o texto.

Em agosto de 2008, o então Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica da Santa Sé, Cardeal Raymond L. Burke, explicou que os católicos, especialmente os políticos que apoiam publicamente o aborto, não devem comungar.

O Cardeal também se referiu à responsabilidade da caridade que os ministros da comunhão têm de negá-la caso a solicitem “até que reformem a própria vida”.

Católicos devem se opor ao aborto

No ponto 2 da carta do agora Papa Emérito Bento XVI, recorda-se o que foi estabelecido na Carta Encíclica Evangelium vitae, em relação às decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto, declarando que existe “uma grave e precisa obrigação de opor-se através da objeção de consciência”.

“No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, ‘nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto’”, assinala no numeral 73.

Do mesmo modo, explica que os cristãos têm um “grave dever de consciência, a não prestar a sua colaboração formal em ações que, apesar de admitidas pela legislação civil, estão em contraste com a lei de Deus”.

Pecado do aborto

O aborto é um pecado grave, porque se trata de tirar a vida de um ser humano no ventre de sua mãe.

De acordo com o Direito Canônico, no cânon 1398, quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão automática (latae sententiae), que só pode ser absolvida pelo bispo da diocese e pelos sacerdotes autorizados por ele.

Por ocasião do Ano da Misericórdia em 2016, o Papa Francisco permitiu que os sacerdotes de todo o mundo absolvessem esse pecado. E, depois, com a Carta Apostólica Misericordia et misera, o Santo Padre estendeu esta permissão indefinidamente.

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