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Choro não é desculpa para não levar os filhos pequenos à Missa

IDAHO, 20 Jan. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- “Uma criança pequena chorando na Missa é um sinal de que a igreja continua viva e continua com a sua missão de evangelizar às nações”, assinalou o sacerdote em Idaho Falls (Estados Unidos), Pe. José Ramírez, que explicou que o choro não é desculpa para não levar as crianças à Missa, e que os pais devem aprender a discipliná-los com paciência e respeitando a solenidade da celebração.

“Se não houver crianças na Missa de hoje, então onde estará a igreja de amanhã?  As crianças podem ir integrando-se à comunidade de fé,  e a princípio vai ser difícil”, expressou o Pe. Ramírez em seu artigo intitulado “As crianças na Missa” para o site da Diocese de Idaho.

O sacerdote advertiu que os pais deixam de levar os seus filhos à Missa porque têm medo de chamar a atenção, ou que “o padre vai chamar a atenção”, e também existem outros que “convenientemente” não vão com a desculpa que irão quando as crianças estiverem grandes e saibam comportar-se.

Os pais não se dão conta de que “estes anos na vida de uma criança são extremamente importantes para que possam ir descobrindo o que é a Missa, e possam ir modificando seu comportamento para participar ativamente” dela, exortou o Pe. Ramirez.

A forma como está estruturada a Missa “pode ser difícil para qualquer criança” indicou o presbítero, poderá levar tempo e dedicação aos pais e não será fácil, “mas com uma disciplina de fé e um bom exemplo a lição será bem aprendida”.

Recordou que enquanto se busca “manter a solenidade da Missa, por outro lado temos que ter um ambiente acolhedor para as famílias jovens. A solução não é dar licença para que tudo aconteça”, explicou que se deve educar desde pequenos com fé, paciência e sem ofender.  “Eu agradeço às famílias jovens que vêm à igreja apesar de terem várias crianças pequenas”.

O presbítero, ao contar a sua experiência de quando era criança, assegurou que “graças a Deus eu pude aprender a lição rápido, mas não quero imaginar o que teria acontecido se um sacerdote tivesse parado a Missa para me chamar a atenção, provavelmente não teria voltado na Igreja”.

Ressaltou a importância dos conselhos da família que “fui percebendo que a igreja não era um lugar para brincar, mas sim para rezar”.

Ao concluir escreveu as palavras do Senhor no Evangelho de São Mateus “Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham”.

3 fatos milagrosos de Padre Pio que talvez conhecesse

https://www.acidigital.com/noticias/3-fatos-milagrosos-de-padre-pio-que-talvez-que-conhecesse-36172

Padre Pio / Foto: Wikipédia (Domínio Público)

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Set. 18 / 02:00 pm (ACI).- Pe. John Zeller pertence aos Missionários Franciscanos da Palavra Eterna e é diretor do departamento de peregrinação do canal católico EWTN em Birmingham (Estados Unidos). Em uma entrevista contou alguns fatos milagrosos e pouco conhecidos dos quais foi testemunho, após rezar por diversas pessoas com uma relíquia de primeiro grau do santo frade capuchinho.

Pe. Zeller nem sempre foi devoto de Padre Pio, mas adquiriu a devoção há alguns anos e está convencido de que o santo o escolheu.

Após conhecer mais sobre a vida do frade capuchinho italiano, animou-se a pedir uma relíquia a um dos superiores de San Giovanni Rotondo. O superior aceitou e lhe entregou dois pedaços de uma atadura manchada de sangue que cobriu as feridas produzidas pelos estigmas de Padre Pio. Padre Zeller deu uma das relíquias para sua comunidade e ficou com a outra.

Essa é a relíquia que utiliza para rezar com as pessoas.

“Tive a oportunidade de rezar com muitas pessoas e houve casos nos quais ocorreram, diria, algumas curas”. Ele ficou sabendo disso porque as pessoas pelas quais rezou se aproximaram dele meses depois para lhe dizer que estavam curadas.

O Santo “Padre Pio é um intercessor muito poderoso. Um sacerdote me disse uma vez que provavelmente é um dos santos mais ativos da Igreja Católica”, disse o presbítero.

Primeiro milagre

Uma desses curas aconteceu há poucos meses no Santuário do Santíssimo Sacramento, em Hanceville, na festa de Nossa Senhora de Fátima, quando rezou com dois sacerdotes pelos fiéis com as relíquias e com a luva de Padre Pio que pertencia a Madre Angélica.

Enquanto rezavam, aproximou-se uma mulher que sofria do nervo ciático, uma dor muito forte que ia desde a parte de trás da perna até o pé.

Pe. Zeller rezou por ela e depois ela voltou ao seu lugar e disse ao esposo: “Estou curada”.

Segundo milagre

Em outra ocasião, rezou com a relíquia sobre a filha de doze anos de um casal de amigos que sofria de uma infecção de ouvido e que “parecia que não desapareceria”.

Ele colocou a relíquia na orelha afetada e rezou. “Ela caiu no chão (…) não pude segurá-la porque não sabia o que estava acontecendo, estava um pouco assustado de que algo tivesse acontecido”. Entretanto, a mãe disse que “estava no descanso no espírito”.

A jovem se curou da infecção e não voltou a recair.

Terceiro milagre

Outro caso de cura aconteceu em uma mulher de 40 anos que sofria de uma doença no coração e, quando rezou por ela com a relíquia, ficou saudável.

Sobre essas curas milagrosas, Pe. Zeller disse que “não sou eu, mas a intercessão de São Padre Pio”.

O dom

O sacerdote comentou com CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que antes pensava que Padre Pio fosse uma pessoa muito séria e tinha medo de pedir sua intercessão, porque acreditava que “seria sério comigo”.

Entretanto, descobriu que “foi um frade muito alegre” e, quando viajou a San Giovanni Rotondo, entendeu que a seriedade do santo era porque “sabia quando as pessoas não estavam arrependidas”.

“Diz-se que podia até mesmo sentir o cheiro do pecado, eu nem imagino como deve cheirar a separação eterna de Deus”, concluiu.

“Fazer-se o último de todos e o servo de todos”, exorta Papa

Domingo, 23 de setembro de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/fazer-se-o-ultimo-de-todos-e-o-servo-de-todos-exorta-papa/

Reflexão que antecedeu o Ângelus deste domingo, 23, aconteceu em Kaunas, na Lituânia; Francisco pediu aos fiéis servidão e encontro com os mais pobres

Papa durante o Ângelus deste domingo, 23/ Foto: Reprodução Youtube Vatican News

“Fazer-se o último de todos e o servo de todos; permanecer no lugar para onde ninguém quer ir, aonde nada chega, na periferia mais distante; e servir, criando espaços de encontro com os últimos, com os descartados”. O trecho é parte da reflexão do Papa Francisco que antecedeu a oração do Ângelus deste domingo, 23. A reflexão ocorreu no parque Santakos, em Kaunas, na Lituânia, e teve como base o livro da Sabedoria, primeira leitura da Santa Missa de hoje.

Sobre o texto, Francisco recordou o incômodo dos ímpios diante da presença do justo perseguido, e caracterizou o ímpio, segundo a descrição, como uma pessoa que oprime o pobre, não tem compaixão da viúva e não respeita o idoso.

“O ímpio tem a pretensão de pensar que a sua força é a norma da justiça. Submeter os mais frágeis, usar a força sob qualquer forma, impor um modo de pensar, uma ideologia, um discurso dominante, usar a violência ou a repressão para dobrar aqueles que, simplesmente com o seu agir honesto, simples, operoso e solidário de todos os dias, manifestam que é possível outro mundo, outra sociedade. Ao ímpio, não lhe basta fazer o que lhe apraz, deixar-se guiar pelos seus caprichos; também não quer que os outros, fazendo o bem, ressaltem este seu modo de proceder. No ímpio, o mal procura sempre aniquilar o bem”, observou.

O Santo Padre recordou a destruição do Gueto de Vilna, na Lituânia, ocorrida há cinco anos, que culminou no aniquilamento de milhares de judeus. “À semelhança do que se lê no livro da Sabedoria, o povo judeu passou por ultrajes e tormentos. Façamos memória daqueles tempos e peçamos ao Senhor que nos conceda o dom do discernimento para descobrir, a tempo, qualquer novo germe daquele comportamento pernicioso, qualquer aragem que atrofie o coração das gerações que, não o tendo experimentado, poderiam correr atrás daqueles cantos de sereia”, pontuou.

Diante das tentações, o Pontífice recordou situações que devem levar os fiéis a repensarem conceitos e atitudes. “Devemos vigiar atentamente: a ânsia de ser os primeiros, de predominar sobre os outros; tentação esta, que pode esconder-se em todo o coração humano. Quantas vezes sucedeu que um povo se julgou superior, com mais direitos adquiridos, com maiores privilégios a preservar ou conquistar!”, alertou Francisco que apontou a humildade e servidão como remédios propostos por Jesus diante de tais impulsos e mentalidades.

Para o Santo Padre, se o poder se deixasse guiar pelos ensinamentos de Jesus e se permitíssemos ao Evangelho de Cristo chegar às profundezas da vida humana, então a globalização da solidariedade seria verdadeiramente uma realidade. “Enquanto no mundo, especialmente alguns países, se reacendem várias formas de guerras e conflitos, nós, cristãos, insistimos na proposta de reconhecer o outro, de curar as feridas, de construir pontes, de estreitar laços e de nos ajudarmos a carregar as cargas uns dos outros”, suscitou.

“Na Lituânia, há uma colina das cruzes onde milhares de pessoas, através dos séculos, plantaram o sinal da cruz. Convido-vos, enquanto rezamos o Angelus, a pedir a Maria que nos ajude a plantar a cruz do nosso serviço, da nossa dedicação onde precisam de nós, na colina onde moram os últimos, onde se requer a delicada atenção aos excluídos, às minorias, para afastar dos nossos ambientes e das nossas culturas a possibilidade de aniquilar o outro, marginalizar, continuar a descartar quem nos incomoda e perturba as nossas comodidades”, exortou.

Depois do Angelus

Após a oração do Ângelus, Francisco agradeceu a Presidente e autoridades da Lituânia, bem como aos bispos e seus colaboradores pela preparação da visita apostólica. “Minha gratidão estende-se a todos aqueles que de muitas maneiras, incluindo a oração, prestaram a sua contribuição”, afirmou.

Na tarde deste domingo, 23, Francisco rezará diante do Monumento das Vítimas do Gueto em Vilna, no septuagésimo quinto aniversário da sua destruição. “O Altíssimo abençoe o diálogo e empenho comum pela justiça e a paz”, rogou.

ANGELUS
Lituânia, Kaunas, Parque Sántakos
Domingo, 23 de setembro de 2018

Amados irmãos e irmãs!Amados irmãos e irmãs!
O livro da Sabedoria, que escutamos na primeira leitura, fala-nos do justo perseguido, daquele cuja simples presença já incomoda os ímpios. O ímpio é descrito como a pessoa que oprime o pobre, não tem compaixão da viúva, nem respeita o idoso (cf. 2, 17-20). O ímpio tem a pretensão de pensar que a sua força é a norma da justiça. Submeter os mais frágeis, usar a força sob qualquer forma, impor um modo de pensar, uma ideologia, um discurso dominante, usar a violência ou a repressão para dobrar aqueles que, simplesmente com o seu agir honesto, simples, operoso e solidário de todos os dias, manifestam que é possível outro mundo, outra sociedade. Ao ímpio, não lhe basta fazer o que lhe apraz, deixar-se guiar pelos seus caprichos; também não quer que os outros, fazendo o bem, ressaltem este seu modo de proceder. No ímpio, o mal procura sempre aniquilar o bem.

Há setenta e cinco anos, esta nação assistia à definitiva destruição do Gueto de Vilna; culminava, assim, o aniquilamento de milhares de judeus, que começara dois anos antes. À semelhança do que se lê no livro da Sabedoria, o povo judeu passou por ultrajes e tormentos. Façamos memória daqueles tempos e peçamos ao Senhor que nos conceda o dom do discernimento para descobrir, a tempo, qualquer novo germe daquele comportamento pernicioso, qualquer aragem que atrofie o coração das gerações que, não o tendo experimentado, poderiam correr atrás daqueles cantos de sereia.

No Evangelho, Jesus lembra-nos uma tentação a propósito da qual deveremos vigiar atentamente: a ânsia de ser os primeiros, de predominar sobre os outros; tentação esta, que pode esconder-se em todo o coração humano. Quantas vezes sucedeu que um povo se julgou superior, com mais direitos adquiridos, com maiores privilégios a preservar ou conquistar! Qual é o remédio proposto por Jesus, quando surge tal impulso no nosso coração e na mentalidade duma sociedade ou dum país? Fazer-se o último de todos e o servo de todos; permanecer no lugar para onde ninguém quer ir, aonde nada chega, na periferia mais distante; e servir, criando espaços de encontro com os últimos, com os descartados. Se o poder se deixasse guiar por isto, se permitíssemos ao Evangelho de Cristo chegar às profundezas da nossa vida, então a globalização da solidariedade seria verdadeiramente uma realidade. «Enquanto no mundo, especialmente nalguns países, se reacendem várias formas de guerras e conflitos, nós, cristãos, insistimos na proposta de reconhecer o outro, de curar as feridas, de construir pontes, de estreitar laços e de nos ajudarmos “a carregar as cargas uns dos outros” (Gal 6, 2)» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 67).

Aqui, na Lituânia, há uma colina das cruzes onde milhares de pessoas, através dos séculos, plantaram o sinal da cruz. Convido-vos, enquanto rezamos o Angelus, a pedir a Maria que nos ajude a plantar a cruz do nosso serviço, da nossa dedicação onde precisam de nós, na colina onde moram os últimos, onde se requer a delicada atenção aos excluídos, às minorias, para afastar dos nossos ambientes e das nossas culturas a possibilidade de aniquilar o outro, marginalizar, continuar a descartar quem nos incomoda e perturba as nossas comodidades.

Jesus coloca uma criança no centro, coloca-a à mesma distância de todos, para que todos se sintam provocados a corresponder-Lhe. Lembrando o «sim» de Maria, peçamos-Lhe que torne o nosso «sim» generoso e fecundo como o d’Ela.

Angelus Domini…

Depois do Angelus
Amados irmãos e irmãs!
Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer à Senhora Presidente da República e restantes Autoridades da Lituânia, bem como aos Bispos e seus colaboradores a preparação desta minha visita; e a minha gratidão estende-se a todos aqueles que de muitas maneiras, incluindo a oração, prestaram a sua contribuição.
Nestes dias, penso de modo especial na comunidade judaica. De tarde, rezarei diante do Monumento das Vítimas do Gueto em Vilna, no septuagésimo quinto aniversário da sua destruição. O Altíssimo abençoe o diálogo e o empenho comum pela justiça e a paz.
Bom domingo! Bom almoço! – Gražaus sekmadienio! Skaniu pietu!

Por que a Igreja não indica nenhum candidato?

Terça-feira, 25 de setembro de 2012 / Kelen Galvan / Da Redação

Eleitores irão às urnas no dia 07 de outubro para escolher seus candidatos

A pergunta, que pode surgir em época de eleições, tem resposta clara. O secretário-executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, Pedro Gontijo, explica que a missão da Igreja é de universalizar sua mensagem, portanto, ela não quer que apenas um partido ou um candidato seja expressão da mensagem.

Segundo ele, a mensagem do Evangelho ultrapassa um partido ou uma coligação. “Nós queremos que todos os partidos defendam princípios que sejam norteados pela defesa da vida, pelo fim da desigualdade, pela igualdade de condições sócio-econômicas, por transparência no estado. Esses princípios deveriam ser norteadores, na nossa avaliação, de candidatos de quaisquer partidos e coligações”.
O fato de escolher um candidato ou partido implicaria em dizer que só aquele teria condições de cumprir esses princípios e os outros não.

Contudo, o secretário destaca que “boa parte dos partidos poderiam estar dentro da defesa desses princípios que deveriam ser, mais ou menos, comuns”.

“A Igreja quer convidar que todos reflitam sobre esses princípios éticos, que devem nortear a vida pública de qualquer mandatário, de qualquer pessoa que está num cargo público, para que, independente de partido, vivenciem esses valores”, enfatiza Gontijo.

Votos Brancos e Nulos

Muitos acreditam que ao votar branco ou nulo estão se esquivando da responsabilidade de ter que optar por candidatos com os quais não concordam ou mesmo que estariam expressando sua inconformidade com a realidade política.

De fato, “quando o voto branco ou nulo é feito de uma forma coletiva e organizada pode significar uma espécie de manifestação, seja com a estrutura social, política ou com os candidatos que se apresentaram”, explica Pedro Gontijo.

Entretanto, é preciso entender que essa “manifestação” só seria significativa se acontecesse de forma massiva, em grande número, para os cargos majoritários, como é o caso de prefeito, nessas eleições.

Se o número de votos brancos ou nulos é pequeno, não interferem no resultado da eleição e acabam contribuindo para aquele que tem mais votos. Principalmente na escolha dos candidatos ao legislativo.

“Voto branco ou nulo ao votar para vereador acaba sendo um voto que contribui para que aqueles que estão tendo mais votos, os partidos e coligações que estão tendo mais votos, sejam beneficiados”, alerta o secretário.

De modo geral, ressalta Gontijo, voto branco ou nulo não contribui para a melhor escolha de candidatos que venham depois a fazer um trabalho mais sério em favor da comunidade.

“Voto branco e nulo não nos parece hoje uma estratégia de participação consciente. Nos parece muito mais importante que as pessoas votem e acompanhem aqueles aos quais votou. Que elas façam o acompanhamento do mandato”, conclui o secretário.

Como escolher um candidato? O método PPP

Há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista. Não é à toa que o primeiro país do mundo a legalizar o aborto foi a Rússia, em 1920, logo após a revolução comunista de 1917

Na proximidade das eleições, é preciso oferecer aos cristãos um critério sólido para escolher os candidatos.
Se um edifício tem uma fachada linda, paredes bem resistentes, pilares grossos, mas não tem alicerce, ninguém de bom senso se atreverá a morar nele.
Assim, há candidatos com muitas qualidades humanas: capacidade de administração, boa retórica, boas relações com o público, preparo intelectual, mas nenhum cristão pode votar neles se houver falhas no que há de fundamental: o respeito à vida e à família.
Para escolher um candidato, é preciso examinar três coisas: primeiro, o seu Partido, segundo o seu Passado e, por último, as suas Promessas. É importante observar a ordem deste PPP. As Promessas estão em último lugar. Não devemos dar importância a elas se o Partido do candidato é antivida ou se o candidato no seu Passado favoreceu a cultura da morte.

1º) O Partido
A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].
Isso não significa, porém, que os fiéis católicos podem filiar-se a qualquer partido. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].
Um exemplo de um partido incompatível com a moral cristã é o Partido dos Trabalhadores (PT). No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[4]. Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c)[5]. Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[6].
Não deve causar espanto que o PT aprove o aborto, uma vez que já no artigo 1º de seu Estatuto, tal partido se declara defensor de uma doutrina inúmeras vezes condenada pela Igreja: o socialismo[7].
Convém aqui recordar o ensinamento dos dois Papas canonizados pelo Papa Francisco: João XXIII e João Paulo II.
São João Paulo II explica que “o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. […] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral”[8].
O socialismo vê na criança por nascer algo que está subordinado à vontade da sociedade. Se for proveitosa para a sociedade, que nasça. Se for trazer ônus ao Estado, se trouxer mais custos que benefícios, que seja abortada.
Explica-se assim como há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista. Não é à toa que o primeiro país do mundo a legalizar o aborto foi a Rússia, em 1920, logo após a revolução comunista de 1917. Não é à toa também que durante a vigência do nazismo (nacional socialismo), a Alemanha legalizou a prática do aborto com fins de purificação da raça (eugenia). Não é à toa que na China, que se tornou comunista desde a revolução de 1949, o aborto não é só permitido, mas até obrigatório como meio de controle de natalidade. E não é à toa que em Cuba, sob o regime dos irmãos Castro, ocorrem anualmente cerca de 66 abortos provocados para cada 100 partos![9]
Poderia haver um tipo de socialismo tão suave que pudesse ser aceito pelos cristãos? A essa pergunta, São João XXIII responde negativamente, recordando os ensinamentos de seu predecessor Pio XI: “Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado”[10].

Eis a lista dos partidos políticos brasileiros que se declaram comunistas ou socialistas:

Partido dos Trabalhadores (PT) – 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) – 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB – 23
Partido Comunista do Brasil (PC do B) – 65
Partido da Causa Operária (PCO) – 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) – 33
Partido Pátria Livre (PPL) – 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – 50
Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 40
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 16
Partido Verde (PV)[11] – 43

Exclua, portanto, os candidatos cujos números começam por
13, 21, 23, 65, 29, 12, 33, 54, 50, 40, 16 e 43.

Não votar em tais candidatos – mesmo que sejam seus amigos – é um ato de correção fraterna. Votar neles é ser cúmplice do erro que eles cometeram ao filiar-se a um partido anticristão.

2º) O Passado
Excluídos os candidatos pertencentes aos partidos acima, é preciso agora examinar o passado de cada candidato. Se ele já foi parlamentar, deve-se examinar como foi o seu voto nas questões relativas à vida e à família. Verifique, por exemplo[12]:
1) se em 02/03/2005 ele foi um dos deputados que votou contra ou a favor do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição de embriões humanos.
2) se em 13/08/2008 ele foi um dos deputados que assinaram o Recurso 0201/08, de José Genoíno (PT/SP), solicitando que o projeto abortista PL 1135/91 não fosse arquivado, mas primeiro fosse apreciado pelo plenário da Câmara.
3) se em 28/05/2009 ele foi um dos deputados que assinaram a PEC 367/2009, pretendendo dar um terceiro mandato (pró-aborto) ao presidente Lula.
4) se em 19/05/2010 ele foi um dos deputados que votaram contra o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade Social e Família.
5) se em 22/04/2014 ele foi um dos senadores que votaram a favor da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação.

3º) As Promessas
As promessas de defender a vida desde a concepção até a sua morte natural etc., ainda que sejam feitas por escrito e assinadas, só têm algum valor se o candidato já venceu as duas etapas anteriores: o Partido e o Passado. É totalmente inútil, por exemplo, que um candidato petista (que, portanto, já assinou o Compromisso Partidário do Candidato Petista em defesa do aborto) venha agora assinar um outro compromisso em defesa da vida. Cuidado, portanto, com os “pró-vida” de última hora!
Anápolis, 13 de agosto de 2014.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.
[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.
[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.
[4] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://old.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf
[5] Partido dos Trabalhadores. Estatuto, art. 140, c in: http://old.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL_registrada.pdf
[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in: http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
[7] “Art. 1º – O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma associação voluntária de cidadãos e cidadãs […] com o objetivo de construir o socialismo democrático”.
[8] JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13.
[9] Cf. Anuario Estadístico de Salud 2013, p. 166, in: http://files.sld.cu/dne/files/2014/05/anuario-2013-esp-e.pdf
[10] João XXIII, Encíclica Mater et magistra, 1961, n.º 31
[11] O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf).
[12] Pode-se verificar isso clicando em “Como votaram”, no sítio do Pró-Vida de Anápolis: www.providaanapolis.org.br

 

Bispos brasileiros oferecem dez dicas para as eleições de 2014
A Regional Leste 1 da CNBB publicou um Folder intitulado Vote certo. Vote bem. Somos responsáveis pelo futuro do nosso país.
Por Redacao

RIO DE JANEIRO, 11 de Agosto de 2014 (Zenit.org) – A Regional Leste 1 da CNBB publicou um Folder com 10 dicas para essas eleições, intitulado “Vote certo. Vote bem. Somos responsáveis pelo futuro do nosso país.” Publicamos abaixo essas recomendações para os eleitores nas eleições de outubro de 2014:

1- Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições. Seu voto contribui para definir a vida política de nosso país.

2- Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e ao meio ambiente.

3- Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate à violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.

4- Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.

5- Dê o seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”. O homem público deve ter honestidade (idoneidade moral).

6- Fique atento à prática de corrupção eleitoral, ao abuso de poder econômico, à compra de votos. Voto não é mercadoria.

7- Procure conhecer os candidatos, sua conduta, suas ideias e seus partidos. Voto não é troca de favores.

8- Vote em candidatos que respeitem a liberdade religiosa e de consciência, garantindo o ensino religioso confessional e plural.

9- Escolha candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural conforme o plano de Deus.

10 – Acompanhe os políticos depois das eleições, para cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas ações políticas e administrativas.

“É muito difícil que um corrupto consiga voltar atrás”. (Papa Francisco, Homilia aos Parlamentares Italianos, em 27 de março de 2014)

“Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos que levem verdadeiramente a sério a sociedade, o povo, a vida dos pobres”. (A Alegria do Evangelho, n. 205)

A misericórdia é o caminho para o coração de Deus, diz Papa

Sexta-feira, 21 de setembro de 2018, Da Redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/misericordia-e-o-caminho-para-o-coracao-de-deus-diz-papa/

Entender a misericórdia do Senhor é um mistério; mas o maior mistério é o coração de Deus, disse Francisco na homilia de hoje

Papa celebra Missa na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

Na missa desta sexta-feira, 21, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou três expressões: desenho de misericórdia, escolher, instituir. O Pontífice conduziu a homilia a partir da Liturgia do dia, que traz o chamado de Mateus, publicano que foi escolhido por Deus e instituído apóstolo segundo o seu desenho de misericórdia.

Mateus era um corrupto “porque traia a pátria por dinheiro”, explicou Francisco. Um traidor do seu povo. Alguém pode dizer que Jesus “não tem bom gosto para escolher as pessoas”, observou o Papa, e parece que realmente não tem, porque além de Mateus escolheu muitos outros pegando-os “do lugar mais desprezado”. Foi assim com a Samaritana e muitos outros pecadores e os fez apóstolos.

“E depois, na vida da Igreja, muitos cristãos, muitos santos que foram escolhidos do mais raso … escolhidos do mais raso. Esta consciência de que nós cristãos deveríamos ter – de onde fui escolhido, de onde fui escolhida para ser cristão – deve durar toda a vida, permanecer ali e ter a memória dos nossos pecados, a memória que o Senhor teve misericórdia dos meus pecados e me escolheu para ser cristão, para ser apóstolo”.

Mateus não esqueceu suas origens

Depois, o Papa descreveu a reação de Mateus ao chamado do Senhor: não se vestiu de luxo, não começou a dizer aos outros: ‘eu sou o príncipe dos Apóstolos, aqui eu comando’. “Não! Trabalhou toda a vida pelo Evangelho”.

O Santo Padre explicou que quando o Apóstolo esquece as suas origens e começa a fazer carreira, se afasta do Senhor e se torna um funcionário; que trabalha muito bem, mas não é Apóstolo. Será incapaz de transmitir Jesus; será um organizador de planos pastorais, de tantas coisas; mas, no final, um negociante. Um negociante do Reino de Deus, porque esquece de onde foi escolhido.

Por isso, prosseguiu Francisco, é importante a memória das nossas origens: “Esta memória deve acompanhar a vida do Apóstolo e de todo cristão”.

Ao invés de olhar para si mesmo, porém, as pessoas são levadas a olhar os outros, seus pecados e a falar mal deles. Um costume que envenena. É melhor falar mal de si próprio, sugeriu o Papa, e recordar de onde o Senhor nos escolheu, trazendo-nos até aqui. O Senhor, acrescentou o Pontífice, quando escolhe, escolhe para algo maior.

“Ser cristão é algo grande, belo. Somos nós que nos afastamos e ficamos na metade do caminho”. A nós falta a generosidade e negociamos com o Senhor, mas Ele nos espera.
Diante da chamada, Mateus renuncia ao seu amor, ao dinheiro, para seguir Jesus. E convidou os amigos do seu grupo para almoçar com ele para festejar o Mestre. Assim, àquela mesa se sentava “o que havia de pior naquele tempo. E Jesus estava com eles”.

O escândalo dos doutores da Lei

Os doutores da Lei se escandalizaram. Chamaram os discípulos e disseram: “Mas como é possível que seu Mestre faça isso, com essas pessoas? Mas, se torna impuro!”: comer com um impuro é se contaminar com a impureza, não é mais puro. E Jesus toma a palavra e diz esta terceira expressão: “Vão aprender o que significa ‘Quero misericórdia e não sacrifício”. A misericórdia de Deus procura todo mundo, perdoa a todos. Pede somente que diga: “Sim, ajude-me”. Só isso.

Para quem se escandaliza, Jesus responde que não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes e: “Quero misericórdia e não sacrifício”.

“Entender a misericórdia do Senhor – conclui Francisco – é um mistério; mas o maior mistério, o mais belo, é o coração de Deus. Se quiser realmente chegar ao coração de Deus, siga o caminho da misericórdia, e se deixe tratar com misericórdia”.

Em um dia como hoje, festa de São Mateus, o Papa descobriu sua vocação sacerdotal

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REDAÇÃO CENTRAL, 21 Set. 18 / 06:00 am (ACI).- Há 65 anos, em uma data como esta, festa do Apóstolo São Mateus, o Papa Francisco descobriu seu chamado à vida sacerdotal, acontecimento cujos detalhes ele mesmo contou durante a Vigília de Pentecostes em 2013.

Participaram daquela Vigília alguns representantes de diversos movimentos e associações eclesiais que tiveram um diálogo com o Papa. Entre eles, uma jovem perguntou a Francisco: “Como alcançou na sua vida a certeza da fé?”.

Francisco explicou que um dia “muito importante” em sua vida foi o dia 21 de setembro de 1953, era o dia do estudante na Argentina, o qual coincide com o dia da primavera, que se celebra com uma grande festa.

“Antes de ir à festa passei em frente à paróquia que eu frequentava e encontrei um sacerdote que eu não conhecia e senti a necessidade de me confessar, e esta foi para mim uma experiência de encontro, encontrei alguém que me esperava”.

“Não sei o que aconteceu, não lembro, não sei por que esse sacerdote estava ali ou por que senti esta necessidade de me confessar, mas a verdade é que alguém me esperava, estava me esperando desde muito tempo e depois da confissão senti que algo havia mudado”.

“Eu não era o mesmo, havia sentido uma voz, um chamado. Fiquei convencido de que tinha que ser sacerdote, e esta experiência na fé é importante”, contou o Santo Padre.

Mais tarde, como recordação deste acontecimento, ao ser nomeado Bispo, Bergoglio escolheu como lema uma expressão de São Beda, que faz referência ao chamado de São Mateus, cuja festa é celebrada justamente no dia 21 de setembro: “miserando atque eligendo” (Olhou-o com misericórdia e o escolheu).

Atualmente, o Papa Francisco conserva esta frase em seu escudo pontifício. Do mesmo modo, sempre recomenda aos fiéis lerem o Evangelho de Mateus e, de maneira especial, o capítulo 25 das obras de misericórdia.

Há três anos, na Missa celebrada em Holguín (Cuba) na festa de São Mateus, o Papa Francisco destacou que quando o Senhor passou perto do evangelista “parou diante dele e sem pressa o olhou com paz, com olhos de misericórdia; olhou para ele como ninguém nunca havia olhado. E esse olhar abriu seu coração, o libertou e curou, deu-lhe uma esperança, uma nova vida”.

“Embora não tenhamos a coragem de levantar o olhar ao Senhor, Ele sempre nos olha primeiro. É nossa história pessoal; assim como a muitas pessoas, cada um de nós pode dizer: eu também sou um pecador em quem Jesus colocou o seu olhar”.

Neste sentido, exortou os fiéis a se deixarem olhar por Jesus. “Deixemo-nos olhar pelo Senhor na oração, na Eucaristia, na Confissão, em nossos irmãos, especialmente naqueles que se sentem desprezados e sozinhos. E aprendamos a olhar como Ele nos olha”.

Papa: diabo usa os hipócritas, Jesus ensina o amor verdadeiro

Quinta-feira, 20 de setembro de 2018, Da Redação, com Vatican News
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Na homilia de hoje, Papa alertou que a força do diabo é a hipocrisia

Papa Francisco durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

Peçamos a Jesus para proteger sempre “com a sua misericórdia e o seu perdão” a nossa Igreja, que como mãe é santa, mas cheia de filhos pecadores como nós. Esta foi a oração feita pelo Papa Francisco na missa desta quinta-feira, 20, na Casa Santa Marta, refletindo sobre a Primeira Leitura, extraída da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, e sobre o Evangelho de Lucas, centrado nas palavras de Jesus: “Os seus pecados estão perdoados porque mostrou muito amor”.

O Pontífice enquadra imediatamente três grupos de pessoas nas leituras de hoje: Jesus e seus discípulos; Paulo e a mulher, daquelas cujo destino era o de ser “ser visitada em segredo” até mesmos pelos “fariseus” ou “ser apedrejada”; e os doutores da Lei.

O Papa evidencia como a mulher se mostra com muito amor a Jesus, não escondendo ser pecadora. O mesmo acontece com Paulo, que afirma: “Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados”.

Os dois procuravam Deus com amor, mas um amor pela metade, explicou o Papa. Paulo pensava que o amor fosse uma lei e tinha o coração fechado para a revelação de Jesus Cristo: perseguia os cristãos, mas pelo zelo da lei, por isso era um amor imaturo.

A mulher buscava o amor, o “pequeno amor”. Os fariseus comentavam, mas Jesus explicou que os pecados cometidos por ela foram perdoados porque ela mostrou muito amor. Jesus olha o pequeno gesto de amor, o pequeno gesto de boa vontade, pega esse gesto e o leva adiante. Esta é a misericórdia de Jesus: sempre perdoa e sempre recebe.

O “escândalo” dos hipócritas

No que diz respeito aos “doutores da lei”, Francisco nota que têm uma atitude que somente os hipócritas usam com frequência: se escandalizam. E dizem: “Mas olha, que escândalo! Não se pode viver assim! Perdemos os valores…” O escândalo dos hipócritas, a hipocrisia dos “justos”, dos “puros”, daqueles que se creem salvos pelos próprios méritos externos.

Jesus afirma que essas pessoas exteriormente mostram “tudo belo” – fala de “sepulcros polidos” – mas dentro têm “podridão”. E a Igreja, quando caminha na história, é perseguida pelos hipócritas: hipócritas por dentro e por fora.

Ele explicou que o diabo não tem relação com os pecadores arrependidos, porque olham para Deus e dizem: “Senhor, sou pecador, ajuda-me”. E o diabo é impotente, mas é forte com os hipócritas. É forte, e os usa para destruir, destruir as pessoas, destruir a sociedade, destruir a Igreja. A força do diabo é a hipocrisia, porque ele é mentiroso: se mostra como príncipe poderoso, belíssimo, e por trás é um assassino.

Francisco concluiu a homilia retomando os três grupos de pessoas: Jesus, que é misericordioso; Paulo e a mulher, ambos pecadores, mas com um amor; e os hipócritas, que são incapazes de encontrar o amor porque têm o coração fechado.

Papa Francisco diz aos jovens que o sexo não é um tabu, mas um dom de Deus

Por Walter Sánchez Silva
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Papa Francisco. Foto: ACI Prensa

Vaticano, 19 Set. 18 / 10:30 am (ACI).- Em um diálogo com um grupo de jovens franceses, o Papa Francisco explicou que o sexo é um dom de Deus que permite dar vida e expressar o amor entre um homem e uma mulher no casamento.

Em um encontro com os jovens da Diocese de Grenoble-Vienne (França), recebidos em audiência em 17 de setembro, o Santo Padre respondeu algumas perguntas sobre vários temas, entre elas, duas relacionadas ao amor e à sexualidade.

“A sexualidade, o sexo, é um dom de Deus. Nada de tabus. É um dom de Deus, um dom que o Senhor nos dá. Tem dois propósitos: amar e gerar vida. É uma paixão, é o amor apaixonado. O verdadeiro amor é apaixonado. O amor entre um homem e uma mulher, quando é apaixonado, leva você a dar a vida para sempre. Sempre. E a dá-la com o corpo e a alma”, sublinhou o Papa no começo da sua explicação.

“Quando Deus criou o homem e a mulher, a Bíblia diz que os dois são a imagem e semelhança de Deus. Ambos, não somente Adão ou somente Eva, mas ambos. E Jesus vai mais longe e diz: por isto o homem, e também a mulher, deixará seu pai e sua mãe e se unirão e serão’… uma só pessoa?… uma identidade?… uma só fé do matrimônio?… Uma só carne: esta é a grandeza da sexualidade”.

O Pontífice destacou que “se deve falar sobre a sexualidade assim. E se deve viver a sexualidade assim, nesta dimensão: do amor entre homem e mulher por toda a vida” no matrimônio.

“É verdade que as nossas fraquezas, nossas quedas espirituais nos levam a usar a sexualidade fora desse caminho tão bonito, do amor entre o homem e a mulher. Mas caíram, como todos os pecados. A mentira, a ira e a gula são pecados: pecados capitais. Mas esta não é a sexualidade do amor: é a sexualidade ‘coisificada’, separada do amor e usada para se divertir”.

O Papa disse que “é interessante como a sexualidade é o ponto mais bonito da criação, no sentido de que homem e mulher são criados à imagem e semelhança de Deus, e a sexualidade é a mais atacada pela mundanidade, pelo espírito do mal”.

“Diga-me: você viu, por exemplo – eu não sei se há em Grenoble – mas você viu uma indústria da mentira, por exemplo? Não. Mas uma indústria da sexualidade separada do amor, você viu isso? Sim! Tanto dinheiro é ganho com a indústria da pornografia, por exemplo”.

A pornografia, lamentou o Santo Padre, “é uma degeneração comparada ao nível em que Deus a colocou. E com este comércio se ganha muito dinheiro. Mas a sexualidade é grande: protejam sua dimensão sexual, sua identidade sexual. Protejam-na bem. E preparem-na para o amor, para inseri-la nesse amor que irá acompanhá-los por toda a vida”.

Francisco também contou um encontro que teve na Praça de São Pedro com um casal de idosos que celebravam o sexagésimo aniversário de casamento.

“Estavam radiantes! E eu perguntei: ‘Brigaram muito?’ – ‘Bem, às vezes …’ – ‘E vale a pena isto, o matrimônio?’ – E estes dois, que me olhavam, olharam um para o outro e, em seguida, voltaram o olhar novamente para mim, e eles tinham os olhos molhados, e me disseram: ‘Estamos apaixonados’. Depois de 60 anos!”.

O Papa também recordou o diálogo que teve com outro ancião, também com muitos anos de casado, que lhe disse: “Nós nos amamos tanto, tanto, e às vezes nos abraçamos. Nós não podemos fazer amor na nossa idade, mas nós nos abraçamos, nos beijamos”.

“Esta é a verdadeira sexualidade. Nunca separá-la do lugar tão lindo do amor. É preciso falar assim da sexualidade. Está bem?”, concluiu o Papa.

Papa Francisco recorda o dever de respeitar os pais: “Deram-nos a vida”

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Papa saúda uma criança durante a Audiência Geral. Foto: Marina Testino / ACI Prensa

Vaticano, 19 Set. 18 / 09:27 am (ACI).- O Papa Francisco fez um chamado a honrar e respeitar os pais e recordou que “nunca se deve insultar os pais. Por favor: Nunca insultem os pais! Nunca! Deram-nos a vida”.

Durante a catequese da Audiência Geral celebrada nesta quarta-feira, 19 de setembro, na Praça de São Pedro do Vaticano, o Santo Padre refletiu sobre o quarto mandamento, “honra teu pai e tua mãe”, e convidou a se reconciliar com os pais quando aconteça uma situação de conflito e incompreensão.

“Se você se afastou dos seus pais, faça um esforço e volte, volte para eles. Talvez sejam idosos. Deram a vida a você. E depois, entre nós existe este costume de dizer coisas feias, mesmo palavrões. Por favor. Nunca, nunca, nunca insultar os outros, os pais dos outros. Nunca! Nunca se insulta a mãe, nem o pai. Nunca! Nunca! Tomem esta decisão interior. A partir de hoje nunca insultarei a mãe ou o pai de quem quer que seja. Deram-nos a vida. Nunca devem ser insultados”.

Durante a catequese, o Pontífice refletiu sobre “o que significa este ‘honra’”. “Honrar significa reconhecer seu valor. Não é uma questão de formas exteriores, mas de verdade. Honrar a Deus nas Escrituras quer dizer reconhecer a sua realidade, considerar a sua presença”.

“Isso se expressa também através de ritos, mas implica, sobretudo, atribuir a Deus o seu lugar próprio na existência. Honrar o pai e a mãe quer dizer, portanto, reconhecer a sua importância também com gestos concretos, que expressam dedicação, afeto, cuidado”.

Neste contexto, o Papa fez uma afirmação rotunda: “Honrar os pais leva a uma vida longa e feliz”.

Este quarto mandamento “não fala da bondade dos pais, nem pede a eles que sejam perfeitos. Fala de um ato dos filhos, independente dos méritos dos genitores, e diz uma coisa extraordinária e libertadora: mesmo que nem todos os pais sejam bons e nem todas as infâncias sejam serenas, todos os filhos podem ser felizes, porque a realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo”.

“Pensemos de que modo esta Palavra poder ser construtiva para tanto jovens que procedem de histórias de dor e para todos aqueles que sofreram em sua juventude. Muitos santos, muitíssimos cristãos, depois de uma infância dolorosa, viveram uma vida luminosa porque, graças a Jesus Cristo, reconciliaram-se com a vida”.

“O homem, independente da história da qual provém, recebe deste mandamento a orientação que conduz a Cristo: Ele, de fato, se manifesta como o verdadeiro Pai que nos oferece renascer do alto. Os enigmas de nossas vidas se iluminam quando se descobre que Deus desde sempre nos preparou a vida como seus filhos, onde cada ato é uma missão dele recebida”, finalizou o Papa Francisco.

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