Notícias

Papa: ir à Missa é como ir ao Calvário

“Missa, memorial do mistério pascal de Cristo” foi o tema da Catequese do Papa Francisco esta quarta-feira 22/11/2017 – AFP

Cidade do Vaticano (RV) – “Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário. (…) Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado”.

Mas, essencialmente, o que é a Missa? – perguntou Francisco aos cerca de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro à uma temperatura de 10°C.

“A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida” – respondeu – ressaltando, que para compreender o seu valor, devemos antes de tudo entender o significado bíblico de “memorial”. E explicou:

“Este não é somente a recordação – o memorial não é somente uma recordação – não é somente uma recordação dos acontecimentos do passado, mas o memorial os torna de certo modo presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes na memória dos fiéis para que conformem a própria vida a eles”.

“Jesus, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao Céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento”, completou.

Assim, a Missa “é o memorial da sua Páscoa, de seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais do que isto: é fazer presente o que aconteceu há 20 séculos”.

Assim, “a Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”:

“Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele (…). Assim pensava São Paulo”.

O seu sangue – completa o Santo Padre – “nos liberta da morte e do medo da morte”:

“Nos liberta não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece”.

Cristo, pelo contrário “nos dá a vida novamente; Cristo é a plenitude da vida, e quando enfrentou a morte, a aniquilou para sempre”:

“A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor. E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida”.

E “se o amor de Cristo está em mim – sublinhou o Papa – posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me”:

“Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

E esta é a Missa – enfatizou o Papa – entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus:

“E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa. Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação – naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim, e assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus”.

Penso que agora esteja mais claro – disse Francisco ao concluir – como a Páscoa nos torna presente e atuante cada vez que celebramos a Missa, isto é, o sentido de memorial”. (JE)

Acampamento Juvenil dos Ondinhas

Nos dia 18 e 19 de novembro próximo passado, os jovens do Onda estiveram em um Acampamento/Retiro temático na cidade de Butiá, acompanhados de três casais de tios: Tia Fabiane e Tio Evandro, Tia Rose e Tio Rogério, Tia Bel e Tio Irineu.

No sábado pela manhã bem cedo, fomos enviados em missão com a bênção de Padre Ronaldo. Partimos às 7h em um ônibus da Central Transportes, dirigido pelo Tio Dila, que aliás muito participou e nos ajudou nessa empreitada. Cerca de 40 jovens ansiosos, com suas barracas e equipamentos , chegaram às 9h na Fazenda. O casal Marnei e Carina, proprietários da Fazenda, administradores e monitores do encontro nos recepcionaram muito bem e ainda pela manhã o plano estratégico foi exposto à apreciação dos tios presentes.

Uma característica do casal é que o grupo visitante coloca o tema e eles desenvolvem o roteiro, sempre sujeito a mudanças e aprovação dos coordenadores e tios. Até o meio dia de sábado houve um tempo para montar as barracas e ambientação com os espaços e benfeitorias do lugar.

Detalhe: muitos pássaros, vacas, cavalos, patos, gansos, perus, galinhas e galo (o despertador do acampamento). Após o almoço, palestra inicial falando em confiança nos colegas e capacidade de enfrentar obstáculos e desafios. O palestrante focou bastante na necessidade de conhecer as pessoas que nos rodeiam, perguntar quem são, como são, o que fazem, em que acreditam. Na sequência, o grupo foi dividido em duas equipes: vermelha e amarela.

Todos foram ao campo, e o ápice foi a descida da tirolesa com todo aparato de segurança. Mais tarde, o grupo lanchou e após se deslocou a uma espécie de capela natural em meio às taquareiras. Lugar maravilhoso: depois de uma caminhada por uma trilha no meio do campo, chegamos num pequeno vale com muitas taquareiras e no meio delas, abre-se uma clareira protegida dos dois lados. Dentro da clareira, havia um espaço lindo com bancos antigos tipo igreja e na frente onde seria o presbitério, uma grande gruta com uma grande imagem de Nossa Senhora Aparecida, com cerca de 1,80m de altura.

Maria, certamente gostou do que viu e ouviu. Mais tarde todos jantaram e depois da janta aconteceu uma espécie de “luau” mas não ao ar livre. Subimos a uma sala reservada da fazenda, e todos puderam sentar-se. Motivados pela Palavra de Deus proferida pelo mestre Marnei, alguns se apresentaram, comentaram de suas vidas, suas angústias, seus anseios, planos e objetivos. E o Santíssimo se fez presente pelas mãos de um ministro da igreja que auxilia nas atividades. Bem mais tarde, quando os jovens se recolheram às barracas, os tios foram a um local chamado de capela, onde encontramos novamente o Santíssimo.

Questionado e esclarecendo, Marnei declarou que tem o apoio e aprovação de um bispo da igreja local para o acolhimento e utilização do Senhor Eucarístico. Observe-se que as atitudes, gestos, palavras e motivações usadas com a imagem do Santíssimo foram o tempo todo de profundo respeito e adoração. Ninguém, além do ministro, tocou no ostensório e não houve abuso nenhum segundo nossa apreciação. Fomos para o berço e levantamos às 6h do dia seguinte com um dia maravilhoso e muito frio. Na verdade às 05h08min um vigoroso galo acionou o canto e despertou o acampamento.

Tomamos um café bem simples e partimos para a cidade para a Santa Missa que começou às 9h. Na Paróquia Santa Terezinha, Padre Paulo César nos recebeu muito bem e fez uma acolhida oficial no início da Missa. Igreja simples, uma comentarista (que comentava tudo), um organista (que tocava muito bem e cantava bastante forte), folheto Dia do Senhor, e assim foi. As 11h estávamos de volta ao acampamento.

Marnei e família levaram o grupo para um pavilhão aberto que eles chamam de rincão. Cantos, pequena palestra sobre o tema “Ficai Conosco Senhor”, encenações lúdicas, mais cantos e muitas orações. Fomos ao almoço, diga-se de passagem muito simples e muito gostoso, feito pelos caseiros. Depois do almoço, todos desmontaram as barracas e prepararam-se para a Pista de Obstáculos na água e no barro do açude. Roupas bem velhinhas, tênis caindo aos pedaços. As equipes, vermelha e amarela, apresentaram uma lista de 1 a 20 com os nomes dos integrantes. Seria a lista por ordem de entrada na pista.

A tarefa: competir com um de cada equipe a cada vez e somar pontos para definir o ganhador. Um grande detalhe: pensar e agir como Jesus pensaria e agiria. A equipe amarela montou sua estratégia de uma forma muito interessante. Quem entrasse na pista, se preciso, ajudaria o adversário. Ao nos encaminharmos ao local, mais uma demonstração de espírito de corpo da equipe amarela – entraram de mãos dadas.

Iniciamos as competições e ora uma equipe chegava na frente, ora outra equipe. Como o barro era um forte componente da brincadeira, os ganhadores deveriam jogar barro sobre os perdedores. A amarela fez o contrário – jogou barro em si próprio. Para encurtar a história, por pontos conquistados a equipe vermelha chegou a frente mas a amarela levou o grande destaque da ação Cristã, pensou e agiu como Jesus pensaria e agiria.

Todos confraternizaram e foram banhar-se, não no Jordão, mas num açude um pouco mais limpinho para tirar o excesso de barro. Chuveirada, reunião no rincão e rescaldo final do encontro. Todos, um a um, jovens e tios, falaram, abriram o coração, se emocionaram e com muita certeza encerraram o passeio muito mais amigos e muito mais fieis um ao outro e a Deus Pai Todo Poderoso.

Vários depoimentos atestaram o sucesso do acampamento. Testemunhos vários, evidenciaram que as pessoas envolvidas com o grupo têm tendência de se fechar com os suas amizades mais próximas e mais compatíveis o que os leva a distanciarem-se de outros colegas a ponto de não saber nem o nome muitas vezes, muito menos as dificuldades, tristezas e alegrias do outro.

Final apoteótico, preces de envio de volta à cidade e bênção final. Chegamos na igreja da Piedade às 20h30min. Cabe as equipes e seus coordenadores, seguir o trabalho de onde encerrou no final de semana. Desenvolver mais os diversos assuntos e catalisar a grande missão do Onda – Jovem evangelizando jovem, pensando como Jesus pensou e deixando Deus ser Deus – no comando de tudo.

Novo Hamburgo, 21 de novembro de 2017.

Rezar reduz risco da doença de Alzheimer, afirmam cientistas

WASHINGTON DC, 08 Ago. 12 / 10:22 am (ACI/EWTN Noticias).- Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e de Israel concluíram que rezar regularmente pode reduzir, no caso das mulheres, até em 50 por cento o risco de sofrer a doença de Alzheimer.

Os resultados, expostos em junho na Universidade de Tel Aviv (Israel), apontaram a que a oração influi de forma notavelmente positiva no cérebro.

Segundo o professor Rivka Inzelberg, que encabeçou o estudo, “a oração é um costume no qual se utiliza o pensamento, e a atividade intelectual ocasionada poderia constituir uma medida de prevenção contra a doença”.

“Qualquer trabalho intelectual influi positivamente ao trabalho do cérebro”, assinalou o cientista.

A investigação experimentou dificuldades ao determinar a relação entre a oração e o Alzheimer entre homens, já que 90 por cento dos homens asseguraram rezar diariamente, o que impossibilitou ter uma amostra adequada.

Entretanto, “entre as mulheres, só 60 por cento rezava cinco vezes ao dia, e 40 por cento não rezava regularmente, assim pudemos comparar a informação”, indicou Inzelberg.

Omissão e indiferença, o grande pecado contra os pobres, afirma Papa

Dia Mundial dos Pobres

Domingo, 19 de novembro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Em celebração do Dia Mundial dos Pobres, Francisco relembrou a importância do amor a Deus e ao próximo

A omissão é também o grande pecado contra os pobres, foi o que afirmou Francisco na missa deste domingo, 19, o último do ano litúrgico e data em que toda a Igreja celebra o Dia Mundial dos Pobres. A solenidade aconteceu na Basílica de São Pedro e teve a participação de 4 mil pessoas entre pobres e necessitados, associações de voluntários e dioceses do mundo todo.

A celebração do dia, instituída por Francisco em novembro de 2016 ao final do Jubileu da Misericórdia, teve como evangelho dominical a parábola dos talentos, ponto de partida para a reflexão do Santo Padre sobre as missões designadas por Deus. De acordo com o pontífice aos olhos de Deus nenhum filho pode ser descartado, sendo destinado a todos, talentos e missões, conforme a capacidade de cada um.

“Vemos, na parábola, que a cada servo são dados talentos para os multiplicar. Mas enquanto os dois primeiros realizam a missão, o terceiro servo não faz render os talentos; restitui apenas o que recebera. (…). Em que o terceiro servo desagradou ao Senhor? Diria, numa palavra (talvez caída um pouco em desuso mas muito atual), a omissão. O seu mal foi o de não fazer o bem”, afirmou Francisco.

Ao relacionar o evangelho com o tema da celebração dominical, o Papa fez alusão a realidade dos que se compadecem, mas não lutam em favor dos pobres. “O servo mau, uma vez recebido o talento do Senhor que gosta de partilhar e multiplicar os dons, guardou-o zelosamente, contentou-se com salvaguardá-lo; ora, não é fiel a Deus (…), como diz a parábola, aquele que junta novos talentos é que é verdadeiramente ‘fiel’, porque tem a mesma mentalidade de Deus e não fica imóvel: arrisca por amor, joga a vida pelos outros, não aceita deixar tudo como está. Descuida só uma coisa: o próprio interesse. Esta é a única omissão justa”, refletiu.

“Dizer: ‘Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade’. É passar ao largo quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem”, alertou o Santo Padre. Para agradar a Deus, concretamente, Francisco afirmou que é preciso conhecê-lo para que as ações destinadas a Ele não sejam mais do agrado de quem as executa, do que Dele que as receberá.

De acordo com o pontífice os gostos do Senhor são facilmente encontrados no Evangelho e nos textos da bíblia. “Ele diz: ‘Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes’. Estes irmãos mais pequeninos, seus prediletos, são o faminto e o doente, o forasteiro e o recluso, o pobre e o abandonado, o doente sem ajuda e o necessitado descartado. Nos seus rostos, podemos imaginar impresso o rosto d’Ele; nos seus lábios, mesmo se fechados pela dor, as palavras d’Ele: ‘Este é o meu corpo’”, afirmou.

Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre, lembrou o Santo Padre. “No pobre, Jesus bate à porta do nosso coração e, sedento, pede-nos amor. Quando vencemos a indiferença e, em nome de Jesus, nos gastamos pelos seus irmãos mais pequeninos, somos seus amigos bons e fiéis, com quem Ele gosta de Se demorar”, acrescentou.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma ‘força salvífica’. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso ‘passaporte para o paraíso’. Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, afirmou o Papa.

Para o pontífice aproximar-se de quem é mais pobre é lembrar-se daquilo que conta verdadeiramente, o amor a Deus e ao próximo, princípio eterno do que permanece, diante de todo o resto que desaparece. “Hoje podemos perguntar-nos: ‘Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?’ Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si não é rico em relação a Deus’. Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará”, concluiu.

Em homilia, Papa fala da realidade da morte: encontro com o Senhor

Sexta-feira, 17 de novembro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Papa destacou a beleza da morte, o encontro com Deus

Refletir sobre o fim do mundo e também sobre o fim de cada um: é o convite que a Igreja faz através do trecho evangélico de Lucas, comentado pelo Papa Francisco na homilia da missa desta sexta-feira, 17, na Casa Santa Marta.

O trecho narra a vida normal dos homens e mulheres antes do dilúvio universal e nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, se casavam, mas depois, como um trovão, chega o dia da manifestação do Filho do homem e as coisas mudam.

A Igreja, que é mãe, disse o Papa, quer que cada um pense em sua própria morte. Ele explicou que todos estão acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso e pensam que será sempre assim. Mas um dia, Jesus chamará e dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença, não se sabe, advertiu o Pontífice.

No entanto, repetiu o Papa, o chamado virá e será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, a Igreja, nestes dias, convida a parar e pensar na morte. O Papa Francisco descreveu o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério, se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explicou o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, se pode pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando se vai ao médico.

“Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: ‘Venha, venha, abençoado do meu Pai, venha comigo’”.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver as coisas. Francisco relatou, nesse ponto, o que um sacerdote lhe disse recentemente: “Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem … Ele foi ao médico que lhe disse: ‘Mas olhe – isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim’. Muito bom aquele médico”.

Assim, o Papa exortou cada um a se fazer acompanhar neste caminho, a fazer de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”.

Papa: Se não digo Pai a Deus, não sei rezar

“Ser humildes, reconhecer-se filhos, repousar no Pai, confiar n’Ele”, é o primeiro ponto para ter um verdadeiro diálogo com Deus – AFP

15/11/2017

Cidade do Vaticano (RV) – “A Missa é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais “concreta”.

Ao dar prosseguimento ao seu ciclo de catequeses sobre a Eucaristia, o Papa Francisco enfatizou na Audiência Geral desta quarta-feira que a Missa é “o encontro do amor com Deus mediante a sua Palavra e o Corpo e Sangue de Jesus”.

Estar em oração – explicou o Santo Padre – significa acima de tudo, estar em diálogo, numa relação pessoal com Deus: “o homem foi criado como ser em relação com Deus, que encontra a sua plena realização somente no encontro com o seu Criador. O encontro da vida é rumo ao encontro definitivo com o Senhor”.

A importância do silêncio

“A Missa, a Eucaristia é o momento privilegiado para estar com Jesus, e por meio d’Ele, com Deus e com os irmãos”, observou o Papa, depois de citar o encontro do Senhor com Moisés, e de Jesus quando chama os seus discípulos:

“Rezar, como todo verdadeiro diálogo, é também saber permanecer em silêncio. No diálogo existem momentos de silêncio, no silêncio junto a Jesus. E quando nós vamos à Missa, talvez chegamos cinco minutos antes e começamos a conversar com quem está ao meu lado. Mas não é o momento de conversa! É o momento do silêncio para nos prepararmos para o diálogo. Momento de se recolher no coração para nos prepararmos para o encontro com Jesus. O silêncio é muito importante”.

“Recordem o que eu disse na semana passada, sublinhou o Papa. Não vamos a um espetáculo. Vamos a um encontro com o Senhor e o silêncio nos prepara e nos acompanha”.

Dirigir-se a Deus como “Pai”

“Jesus mesmo nos ensina como realmente é possível estar com o Pai e demonstra isto com a sua oração”. Ele explica aos discípulos que o veem retirar-se em oração, que a primeira coisa necessária para rezar é saber dizer “Pai”. E faz um alerta:

“E prestem atenção: se eu não sou capaz de dizer “Pai” a Deus, não sou capaz de rezar. Devemos aprender a dizer “Pai”. Tão simples. Dizer Pai, isto é, colocar-se na sua presença com confiança filial”.

Humildade e condição filial

Mas para poder aprender isto, “é necessário reconhecer humildemente que temos necessidade de ser instruídos e dizer com simplicidade: Senhor, ensina-me a rezar”:

“Este é o primeiro ponto: ser humildes, reconhecer-se filhos, repousar no Pai, confiar n’Ele. Para entrar no Reino dos Céus é necessário fazer-se pequenos como crianças, no sentido de que as crianças sabem entregar-se, sabem que alguém se preocupará com elas, com o que irão comer, o que vestirão e assim por diante”.

Deixar-se surpreender

A segunda condição, também ela própria das crianças – continuou Francisco – “é deixar-se surpreender”:

“A criança sempre faz mil perguntas porque deseja descobrir o mundo; e se maravilha até mesmo com as coisas pequenas, porque tudo é novo para ela. Para entrar no Reino dos céus, é preciso deixar-se maravilhar”.

“Em nossa relação com o Senhor, na oração, deixamo-nos maravilhar? Ou pensamos que a oração é falar a Deus como fazem os papagaios?”, pergunta Francisco. “Não! É entregar-se e abrir o coração para deixar-se maravilhar”.

“Deixamo-nos surpreender por Deus que é sempre o Deus das surpresas? Porque o encontro com o Senhor é sempre um encontro vivo. Não um encontro de Museu. É um encontro vivo e nós vamos à Missa, não a um Museu. Vamos a um encontro vivo com o Senhor”.

Nascer de novo

O Papa então recorda o episódio envolvendo Nicodemos, a quem o Senhor fala sobre a necessidade de “renascer do alto”. “Mas o que significa isto? Se pode “renascer”? Voltar a ter o gosto, a alegria, a maravilha da vida, é possível?”:

“Esta é uma pergunta fundamental de nossa fé e este é o desejo de todo verdadeiro fiel: o desejo de renascer, a alegria de recomeçar. Nós temos este desejo? Cada um de nós tem desejo de renascer sempre para encontrar o Senhor? Vocês têm este desejo? De fato, se pode perdê-lo facilmente, por causa de tantas atividades, de tantos projetos a serem concretizados, e no final, resta pouco tempo e perdemos de vista o que é fundamental: a nossa vida de coração, a nossa vida espiritual, a nossa vida que é um encontro com o Senhor na oração”.

Na Comunhão, Deus vai de encontro a minha fragilidade

O Senhor nos surpreende – disse o Papa – mostrando-nos que “Ele nos ama também em nossas fraquezas”, tornando-se “a vítima de expiação pelos nossos pecados” e por aqueles do mundo inteiro:

“E este dom, fonte da verdadeira consolação – mas o Senhor nos perdoa sempre, isto consola, é uma verdadeira consolação, é um dom que nos é dado por meio da Eucaristia, aquele banquete nupcial em que o Esposo encontra a nossa fragilidade. Posso dizer que quando faço a comunhão na Missa o Senhor encontra a minha fragilidade? Sim, podemos dizer isto porque isto é verdade! O Senhor encontra a nossa fragilidade para nos levar de volta àquele primeiro chamado: o de ser a imagem e semelhança de Deus. Este é o ambiente da Eucaristia, esta é a oração”. (JE)

Proclamação da República: o que queremos neste 15 de novembro?

Dia da Proclamação da República

Neste dia 15 de novembro, o Brasil vai memorar 128 anos da mudança do regime de Governo, da Monarquia para a República, da governança efetivada por um monarca hereditário, para um representante eleito pelo povo (presidente), com o dever de defender seus interesses.

Naqueles dias de 1889, o segundo reinado, capitaneado por Dom Pedro II, enfrentava muitos problemas de ordem política, econômica e social, dentro os quais podemos mencionar as tensões oriundas da manutenção da escravidão e o crescimento do movimento abolicionista, o isolamento do imperador, o desejo crescente de mudança por parte dos cafeicultores e dos militares, entusiastas do modelo republicano. Hoje, também a nossa nação encontra-se diante de muitos desafios, que, objetivamente, se colocam diante de nós. A violência que se avoluma do Oiapoque ao Chuí, o desemprego que vitima mais de 13 milhões de brasileiros, e a nossa mais terrível mazela: a corrupção.

Nova proclamação

É comum encontrarmos pessoas que, olhando para tantas e tantas crises diárias, caem na tentação da desesperança, ou pior, sentem-se impotentes diante da força do mal, optam por resistir e se unem a ele. Hoje, também precisamos de uma mudança, de uma transformação de nossa realidade, mas que não se operacionalizará na dimensão do regime ou do sistema político, pois esses aspectos, por mais relevantes que possam ser, alteram apenas a superfície da sociedade.

Precisamos de uma nova proclamação! Da proclamação de Jesus como Senhor dessa nação, como Senhor do Seu povo e de sua cultura e vida. Não há outra forma de conquistarmos a justiça, a igualdade e felicidade, senão por meio dessa proclamação: Jesus vive e é o Senhor! Contra todas as forças de morte, de desesperança e subversão do projeto de Deus, é necessário que, com todas as nossas forças, proclamemos: Jesus é o Senhor! Esse é o convite que faço a você: no próximo dia 15, por meio de suas redes sociais, nos seus círculos e grupos, una-se a nós e proclame o senhorio de Jesus.

Que Ele nos fortaleça, encoraje e fidelize por meio da ação do Espírito Santo, de modo que “trabalhemos como se tudo dependesse de nós, e oremos como se tudo dependesse de Deus”. (Santo Inácio de Loyola)

Feliz dia da proclamação!

De seu irmão,

Christian Moreira é missionário da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo em em Fortaleza (CE). Graduado em História, Mestre em Ciências da Educação e Especialista em Ensino Superior de História e Especialista em Gestão Escolar.

Cardeal Orani alerta sobre inclusão da ideologia de gênero na BNCC

des)educação

Terça-feira, 14 de novembro de 2017, Da redação, com Arquidiocese do Rio

Cardeal Tempesta denuncia que a ideologia de gênero quer ser imposta sobre a cultura e educação brasileira

Dom Orani afirma que a ideologia de gênero faz parte de um conjunto maior de ideias que se destinam a desconstruir a sociedade atual em vista de uma anarquia geral / Foto: Facebook Cardeal Orani João Tempesta

“Está para ser ultimado o decreto sobre a Base Nacional Curricular Comum em nosso país que, se for deixado com a menções sobre a ideologia de gênero, nos deixará à mercê de um futuro perigoso para a nossa civilização”. É o que afirma o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal João Orani Tempesta, em artigo publicado nesta segunda-feira, 13.

O Cardeal alerta que mesmo sendo rejeitado em quase todas as assembleias legislativas do país, a ideologia de gênero vai ganhando espaço através do judiciário e decretos executivos. Diante disso, ele afirma ser importante o posicionamento da sociedade sobre a questão.

“As pessoas sensatas, cientistas e também de fé já alertaram sobre esse erro perigoso e que agora temos a ameaça de ser imposta sobre a nossa cultura uma ideologia que destrói a sociedade em vista de uma dominação ditatorial”, denunciou.

Segundo o site oficial da BNCC, a expectativa é que o Conselho Nacional de Educação (CNE) faça a avaliação do texto da Base Nacional Curricular ainda este ano. Após elaborar um parecer sobre o tema, esta análise será submetida ao Ministério da Educação, a quem compete homologar ou não as deliberações. Após esta etapa começa a implantação da Base na rede de ensino.

Leia, na íntegra, o artigo “Ideologia de gênero na BNCC, do MEC”

O tempo urge! Está para ser ultimado o decreto sobre a Base Nacional Curricular Comum em nosso país que, se for deixado com a menções sobre a ideologia de gênero, nos deixará à mercê de um futuro perigoso para a nossa civilização. Mesmo sendo rejeitado amplamente em quase todas as Assembleias legislativas do Brasil a Ideologia de gênero vai entrando pelo judiciário ou por decretos executivos. É importante o nosso posicionamento neste momento crucial da história de nossa nação. Precisamos nos preocupar com o futuro deste País, especialmente no que toca ao modo como serão educadas as futuras gerações à luz da nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC), do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que prevê a inserção obrigatória da tão perigosa “Ideologia de Gênero” no currículo escolar de nossas crianças e adolescentes.

As pessoas sensatas, cientistas e também de fé já alertaram sobre esse erro perigoso e que agora temos a ameaça de ser imposta sobre a nossa cultura uma ideologia que destrói a sociedade em vista de uma dominação ditatorial. Já tivemos, mais de uma vez, ainda que sob não poucos protestos e até ataques diretos aos pronunciamentos, a possibilidade vitoriosa de alertar sobre a referida Ideologia e, de novo, quer fazê-lo a fim de convidar a todos os homens e mulheres, que tomarem conhecimento deste momento histórico, a uma decisão firme e participativa (como muito se prega em qualquer democracia) em favor do futuro próximo e remoto das novas gerações, por conseguinte, da família e de toda a Humanidade ameaçada.

Sim, a antinatural “Ideologia de gênero” prega, em suma, que nós mesmo nascendo com um sexo biológico definido (homem ou mulher), além dele, existe o sexo psicológico ou o gênero que poderia ser construído livremente pela sociedade na qual o indivíduo está inserido e não em conformidade com a Biologia. Desse modo, em última análise, não existiria uma mulher ou um homem naturais. Ao contrário, o ser humano nasceria sexualmente neutro, do ponto de vista psíquico, e seria constituído socialmente homem ou mulher. Essa teoria faz parte de um conjunto maior de ideias que se destinam a descontruir a sociedade atual em vista de uma anarquia geral. É isso o que se pretende ensinar nas escolas de todo o Brasil, de acordo com a Base Nacional Curricular Comum, do Ministério da Educação e Cultura.

Tal forma de (des)educação é totalmente contrária aos planos de Deus e à própria ciência. De modo que uma Nota da Conferência Episcopal do Peru, emitida em abril de 1998, com o título La ideologia de género: sus peligros y alcances aponta a raiz marxista e ateia desse sistema ideológico e assegura que, segundo a ideologia de gênero, não é a natureza, mas a sociedade quem vai impondo ao homem ou à mulher certos comportamentos típicos. Desse modo, se a menina prefere brincar de casinha ou aconchegar a boneca isso não se deveria ao seu instinto natural à maternidade, mas tão somente a uma convenção social dominadora. Se as mulheres se casam com homens e não com outras mulheres, isso nada teria de natural, mas dever-se-ia apenas a uma “tradição social” das classes dominantes.

Vê-se, portanto, de modo muito claro, que a referida Ideologia é contra Deus, autor da Lei natural moral e física, que criou homem e mulher (Gn 1,27). Daí, em Discurso proferido, no dia 21 de dezembro de 2012, à Cúria Romana, o Papa Bento XVI via o “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”. Por meio dele (do termo gênero) “o homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: ‘Ele os criou homem e mulher’ (Gn 1,27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza”.

O Papa Bento abordou a ideologia de gênero ainda, em 19 de janeiro de 2013, falando que “os Pastores da Igreja – a qual é ‘coluna e sustentáculo da verdade’ (1Tm 3,15) – têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

Também o Papa Francisco, na Audiência Geral de 15 de abril de 2015, disse: “Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria do gênero não é expressão de uma frustração e resignação, com a finalidade de cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Neste caso, corremos o risco de retroceder. A eliminação da diferença, com efeito, é um problema, não uma solução. Para resolver seus problemas de relação, o homem e a mulher devem dialogar mais, escutando-se, conhecendo-se e amando-se mais”.

É a Ideologia de gênero contra a ciência, de modo que, no dia 21 de março de 2016, o Colégio de Pediatras dos Estados Unidos publicou uma declaração intitulada A ideologia de gênero faz mal às crianças. Nela convida, de modo firme, os “‘educadores e legisladores’ a ‘rechaçar(em) todas as políticas que condicionem as crianças a aceitar(em) como normal uma vida de personificação química ou cirúrgica de seu sexo pelo sexo oposto’. ‘São os fatos e não a ideologia’, afirmam, ‘que determina a realidade’, isto é, que ‘a sexualidade é um traço biológico objetivo’”.

Diz a Nota, entre tantas outras afirmações científicas de valor, que “condicionar as crianças a crerem que é normal e saudável uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é abuso infantil. Respaldar a discordância de gênero como algo normal por meio da educação pública e das políticas legais confundirá os filhos e os pais, levando mais crianças a recorrerem às ‘clínicas de gênero’, onde lhes será administrado drogas bloqueadoras da puberdade (isso já ocorreu em alguns locais). Isto, por sua vez, virtualmente, assegurará que eles ‘escolherão’ uma vida inteira de hormônios sexuais cruzados, cancerígenos e de alguma forma tóxicos, e, provavelmente, considerarão a desnecessária mutilação cirúrgica de partes saudáveis do seu corpo quando forem adultos jovens” (http://refletindo7.blogspot.com.br/2016/04/a-ideologia-de-genero-faz-mal-as.html).

Trata-se de um abalizado e oportuno alerta que não vem do meio religioso, mas médico-acadêmico. Ele corrobora, de modo enfático, o rico ensinamento da Igreja segundo o qual a “Ideologia de Gênero” é antinatural e, por isso mesmo, atenta contra Deus e coloca o futuro da Humanidade em perigo.

Reflitamos com atenção a respeito do tema e, dentro da lei e da ordem – meta importante a todo fiel cristão –, reajamos alertando os próximos e assinando campanhas contrárias a essa introdução na BNCC.

Que Deus, por intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cujos 300 anos do encontro da imagem, nas águas do rio Paraíba do Sul, celebramos neste ano de 2017, nos abençoe e guarde junto à sua família, hoje e sempre.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Papa: escândalos ferem e matam corações e esperanças

Segunda-feira, 13 de novembro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre retomou palavras de Jesus no Evangelho do dia para advertir sobre escândalos

Na Missa desta segunda-feira, 13, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou que os escândalos ferem os corações e matam esperanças e ilusões. A homilia foi inspirada no Evangelho do dia, em que Jesus adverte os discípulos sobre essa atitude.

“É inevitável que aconteçam escândalos”, recordou o Pontífice, retomando as palavras de Jesus no Evangelho do dia, “mas ai daquele que produz escândalos!”. E Jesus adverte os seus discípulos: “Prestem atenção em vocês mesmos!”.

“Ou seja, fiquem atentos a não escandalizar. O escândalo é feio porque o escândalo fere, fere a vulnerabilidade do povo de Deus, fere a fragilidade do povo de Deus e muitas vezes essas feridas são carregadas pro toda a vida. Não somente fere, o escândalo é capaz de matar: matar esperanças, matar ilusões, matar famílias, matar muitos corações”.

Francisco destacou que prestar atenção em si mesmo é uma advertência a todos, especialmente para quem se diz cristão, mas vive como pagão. Este é “o escândalo do povo de Deus”.

“Muitos cristãos com o seu exemplo distanciam as pessoas, com a sua incoerência, com a própria incoerência: a incoerência dos cristãos é uma das armas mais fáceis que o diabo tem para enfraquecer o povo de Deus e distanciar o povo de Deus do Senhor. Dizer uma coisa e fazer outra”.

Esta é a “incoerência” que faz escândalo, acrescentou o Pontífice, e que leva cada a um a se perguntar como é sua coerência de vida, sua coerência com o Evangelho, com Deus. Francisco citou como exemplo os empreendedores cristãos que não pagam os salários justos e se servem das pessoas para se enriquecerem e também o escândalo dos pastores na Igreja que não cuidam das ovelhas e se afastam.

“Jesus nos diz que não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro, e quando o pastor é alguém apegado ao dinheiro, escandaliza. E as pessoas se escandalizam: o pastor apegado ao dinheiro. Todo pastor deve se perguntar: como é minha amizade com o dinheiro? Ou o pastor que procura subir, a vaidade o leva a escalar, em vez de ser gentil, humilde, porque a gentileza e a humildade favorecem a proximidade com as pessoas. Ou o pastor que se sente senhor e comanda todos, orgulhoso, e não o pastor servidor do povo de Deus”.

“Hoje pode ser um bom dia para fazer um exame consciência sobre isso: escandalizo ou não, e como? E assim poderemos responder ao Senhor e nos aproximarmos um pouco mais d’Ele”, concluiu o Papa.

Papa: estarmos sempre prontos para o encontro com o Senhor

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu hoje, domingo, 12 de Novembro de 2017, às 12 horas locais de Roma, a habitual cerimônia mariana do Ângelus na Praça S. Pedro, hoje repleta de fiéis e peregrinos provenientes de diversas partes da Itália e do mundo.

Comentando a página do Evangelho (Mt 25, 1-13), deste domingo, trigésimo segundo do tempo comum, Francisco disse que ela, mediante a parábola das dez virgens, indica-nos a condição para entrar no Reino dos céus. As dez virgens, sublinhou o Santo Padre, eram de facto aquelas moças cuja principal tarefa naquela época, era acolher e acompanhar os esposos para a cerimônia do matrimônio, que era realizado durante a noite. Razão pela qual, elas estavam sempre munidas de uma lâmpada.

Ora, acrescentou o Pontífice, a parábola nos diz que cinco destas moças virgens eram sábias e prudentes, enquanto as outras cinco eram simplesmente insensatas. A prova de tudo isso, é o facto que as moças sensatas levaram consigo o óleo, o azeite, para as lâmpadas, enquanto que as insensatas não levaram nada consigo. O esposo demora a chegar e todas elas, seja as insensatas como também as sensatas, adormecem. À meia noite é anunciada a chegada do esposo é só naquele preciso momento é que as moças insensatas deram-se na conta de não terem levado consigo o óleo, o azeite para as lâmpadas, vão então ter com as suas colegas sensatas e lhes dizem: “dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se”. Mas as sensatas responderam: “Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores”. Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas, isto é, as virgens sensatas, entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. As outras virgens insensatas chegaram muito tarde e disseram: “Senhor, Senhor, abre-nos a porta”. Mas ele respondeu-lhes: “em verdade vos digo: não vos conheço”. Foi assim que elas ficaram então fora.

O que é que Jesus nos quer ensinar com esta parábola? Recorda-nos que devemos estar prontos para o encontro com Ele. Muitas vezes no Evangelho, Jesus exorta-nos à vigilância e o faz também no fim da narração desta página evangélica: “Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora”. Mas com esta parábola nos diz também que vigiar que não significa somente não adormecer, mas estar preparados; de facto todas as virgens adormeceram antes da chegada do esposo, mas ao acordarem, algumas delas estavam prontas e outras não. Aqui está precisamente o significado do ser sábio, sensato e prudente: trata-se de não esperar o último momento da nossa vida para colaborar com a graça de Deus, mas de fazê-lo já a partir de agora. Quanto seria bom pensarmos o nosso dia como se fosse o último da nossa existência terrena.

A lâmpada, sublinhou Francisco, é o símbolo da fé que ilumina a nossa vida, enquanto que o óleo, o azeite, é o símbolo da caridade que alimenta, torna fecunda e credível a luz da fé. Daí que, acrescentou o Papa, a condição para estarmos prontos ao encontro com o Senhor, não é somente ter a fé, mas termos também uma vida cristã rica de amor para com o próximo.

Se nos deixarmos guiar por aquilo que nos parece mais cômodo, pela procura dos nossos interesses, a nossa vida torna-se estéril, incapaz de dar vida aos outros e não acumulamos nenhuma quantia de azeite para a lâmpada da nossa fé e ela se apagará no preciso momento da vinda do Senhor ou então muito antes até. Se pelo contrário somos vigilantes e procuramos fazer o bem mediante gestos de amor, de partilha, de serviço ao próximo em dificuldade, podemos estar tranquilos enquanto esperamos a vinda do esposo: o Senhor poderá vir em qualquer momento e também o sono da morte não nos espantará, porque temos conosco, a reserva do azeite, acumulado mediante as boas obras quotidianas. A fé inspira a caridade e a caridade cura a fé.

Que a Virgem Maria, concluiu dizendo Francisco, nos ajude a tornar a nossa fé sempre mais operosa por meio da caridade, para que a nossa lâmpada possa resplandecer já aqui, no caminho terreno e depois para sempre, durante a festa das núpcias, no paraíso.

Após a recitação da oração mariana do Ângelus, o Santo Padre informou aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça de S. Pedro que, disse, “ontem, sábado, (11 de Novembro), na capital espanhola, Madrid, foram proclamados beatos Vicente Queralt LLoret e vinte companheiros mártires, e José Maria Fernández Sánchez juntamente aos trinta oito companheiros mártires. Os novos Beatos, acrescentou o Papa, eram, alguns, membros da Congregação da Missão: alguns eram sacerdotes, religiosos e outros eram eram leigos pertencentes à Associação da Medalha Milagrosa. Todos eles, recordou o Papa, foram assassinados por ódio à fé durante a perseguição religiosa do período da guerra civil espanhola, entre 1936 e 1937. Demos graças a Deus, pelo grande dom destes testemunhos exemplares de Cristo e do Evangelho, disse o Santo Padre.

Finalmente, Francisco saudou todos os presentes: famílias, paróquias, associações e féis provenientes de diversas partes da Itália e do mundo para assistir à oração Mariana do Ângelus deste domingo na Praça de S. Pedro. A todos, augurou um bom domingo e pediu que por favor não se esqueçam de rezar por ele. Bom almoço e até próxima, disse.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda