Com a Palavra

Namorar certo para dar certo

Seja amigo da pessoa com quem você pretende se casar

A experiência prova que namorar certo dá certo. Mas como namorar certo? Talvez seja esta a principal questão para quem deseja viver um namoro cristão. A Palavra de Deus diz em Eclesiástico 3 que: “há um tempo para cada coisa debaixo do Céu…”. E acrescenta que não há nada melhor para o homem do que viver bem cada coisa ao seu tempo.

A fase do namoro é o tempo propício para se conhecer o outro. Entrar na história um do outro, descobrir os gostos, conhecer os sonhos, compreender as lutas, passear de mãos dadas, cultivar a amizade, abraçar, beijar, mas sem ir muito além disso. Uma vez que depois do namoro vem o noivado com aquilo que lhe é próprio. É no noivado, por exemplo, que se vive o envolvimento maior entre as famílias de ambos e os compromissos mais concretos quanto ao futuro do casal na preparação da casa e a organização do casamento também faz parte dessa etapa. Depois, sim, vem o tão sonhado dia do casamento e, com ele, abre-se um novo horizonte, no qual a vida a dois trará a feliz descoberta do amor que se realizar na doação de um ao outro a cada dia e para sempre.

Tudo isso é lindo, e é plano de Deus para quem tem vocação ao matrimônio, mas é preciso viver bem cada coisa a seu tempo, para experimentar a verdadeira felicidade. Querer desfrutar das etapas fora do momento, certamente não trará bons resultados. Com a natureza aprendemos muito, inclusive que é preciso esperar o tempo certo para colher os frutos mais saborosos. Se tirarmos uma laranja ainda verde do pé, provavelmente perderemos toda a doçura que ela poderia nos oferecer no futuro. Na vida não é diferente e a responsabilidade é ainda maior.

Quando o assunto é namoro, digo-lhe por experiência, que vale a pena esperar cada instante, mês ou até anos para ver os desígnios de Deus se realizando em sua vida por intermédio do matrimônio com a pessoa certa, no momento certo. Sou casada há pouco mais de um ano e quando conheci meu esposo, já de início percebi que ele era o rapaz com quem eu gostaria de formar uma família. Fomos apresentados e quanto mais íamos nos conhecendo, tanto mais íamos nos encontrando nas partilhas, nos sonhos e em todos os sentidos. Por ser um sentimento recíproco, “tínhamos tudo para ficar juntos” em pouco tempo.

Porém, como é próprio nos nossos relacionamentos aqui na Canção Nova, começamos trilhando um caminho de amizade, conhecimento e espera. Um ano depois, demos os passos e iniciamos o namoro, depois o noivado e só depois de três anos é que chegou o momento do casamento. Nem sempre é fácil passar por todo o processo, mas posso afirmar, com segurança, que vale a pena! Hoje, quando olho para nossa história, percebo que toda as etapas vividas foram importantes na construção da nossa família, inclusive o tempo inicial em que cultivamos a amizade.

Meu esposo é meu melhor amigo e isso faz toda a diferença em nosso relacionamento a partir das coisas simples do dia a dia. Se você aceita um conselho, é este que lhe dou: Seja amigo (a) da pessoa com quem você pretende se casar. “Gaste tempo” conhecendo sua história, seus sonhos, seus gostos, sua alma… Não tenha pressa na conquista, o amor é provado também pelo tempo. E seja qual for o motivo de sua espera ou a etapa em que se encontra hoje, procure dar sentido a este tempo.

Uma coisa é certa: Deus quer sua felicidade e não está alheio às suas necessidades. Enquanto espera, procure descobrir e apreciar a beleza que está à sua volta e abra-se às novidades que a vida lhe oferece. Abra-se aos relacionamentos, seja acolhedor (a), procure ser agradável, preste atenção nas pessoas, exalte as virtudes de quem está à sua volta, não pare nos defeitos, ninguém é perfeito neste mundo e é o amor que nos faz vencer os limites.

Nossa espera precisa ser confiante e ativa. Investir na cura interior, por exemplo, é uma ótima dica para quem deseja namorar certo para dar certo. Leia a respeito do assunto, escute as pessoas e não desanime, nem se deixe vencer pelo cansaço, espere de boa vontade com os olhos fixos no Senhor.

“Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Isaías 40, 31a).

Lembra-se de que o tempo de Deus é diferente do nosso, por isso fique atento (a), hoje mesmo Ele pode lhe fazer uma ótima surpresa.

Dijanira Silva
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O consumismo nas festas cristãs

http://destrave.cancaonova.com/o-consumismo-nas-festas-cristas/
Daniel Machado, produtor do Destrave

Segundo Bento XVI, o Natal – assim como a Páscoa – tornou-se uma “festa de negócios”.

O que é a Páscoa?
Resposta: é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Essa seria uma resposta simples, e todos os que se dizem cristãos deveriam tê-la na ponta da língua, quisera no coração. No entanto, faça essa pergunta a uma criança e a resposta estará relacionada a coelhinho da Páscoa, ovos de chocolate e presentes. Não diferente do Natal, a celebração pascal, assim como as festas juninas e outras datas importantes do Cristianismo, está se tornando sinônimo de consumismo.
O próprio Papa Bento XVI, na Missa do Galo de 2011, disse que “o Natal tornou-se uma festa de negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus”.
Será que podemos incluir a Páscoa nessa mesma mentalidade de “negócio”, da qual recordou o Santo Padre?
Sem recorrer a fantasias de “teoria da conspiração”, não podemos negar que existe uma ideologia anticristã bem articulada com o intuito de transformar a sociedade em um organismo indiferente à religião.
Há tempos que as conferências episcopais de vários países, além da própria Santa Sé, têm nos chamado à atenção para uma perversa tentativa de excluir as expressões religiosas – como festas e feriados -, da esfera pública, assim como a negação dos direitos iguais e a “marginalização social dos cristãos” (Comissão das Conferências Episcopais da Europa).
No início de 2012, por exemplo, a Comissão Europeia disponibilizou mais de três milhões de cópias de uma agenda com as cores da União Europeia. A agenda continha feriados judeus, hindus, islâmicos, sikhs, mas não havia os feriados cristãos, nem sequer o dia 25 de dezembro, quando a Igreja comemora o Natal, nascimento de Jesus Cristo. Depois de uma petição feita por  mais de 37 mil europeus, em 7 línguas, os feriados voltaram à agenda. Em Portugal, cogita-se que a festa de Corpus Christi e Assunção de Maria (15 de agosto) não serão mais feriados em 2013.
Se, na Europa, estão querendo banir as festas religiosas dos calendários, a estratégia no Brasil é desvirtuá-las. A transformação das festas cristãs em ‘festas de comércio’ também é uma forma de ridicularização e zombaria da religião, consequência de um mundo cada vez mais secularizado e anticristão.
Nesta Semana Santa, você vai ouvir muito a mídia falar sobre o famoso “feriadão”, seguido de um forte apelo ao consumo que esvazia o verdadeiro sentido da Páscoa. “O Papa João Paulo II, na carta apostólica Dies Domini, alerta-nos sobre essa realidade perversa que transforma o tempo de encontro com Deus num tempo de consumo”, diz padre Joãozinho (SCJ).
“Existem duas festas cristãs que são ‘colunas’ do ano litúrgico: a Páscoa e o Natal. Mas, junto delas, associou-se duas datas importantes para o comércio”, explica o sacerdote. De acordo com o padre, agora é a vez do ovo de Páscoa, coisa desnecessária para a alimentação. “É bem possível que, passando a festa pascal, nós encontremos, à venda, os enfeites para a preparação do Natal”, alerta padre Joãozinho.
A pergunta é: como vamos fugir dessa tendência perversa de transformar as festas cristãs em festas de consumo?
Em primeiro lugar, é preciso uma urgente e sólida reeducação dos valores religiosos em nossas crianças e jovens. Em segundo, um forte testemunho de vivência das nossas festas religiosas em nossas paróquias e comunidades. Somado a isso, é preciso renunciar ao consumismo e resistir aos apelos midiáticos tão intensos nas festas católicas.
Com todo respeito ao “coelhinho” e ao “bom velhinho”, é preciso retirá-los de cena para que o Cordeiro Imolado assuma o seu lugar.

A multiplicação prodigiosa

Por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
18/7/2011

Entre as mensagens que a prodigiosa multiplicação dos pães oferece não se pode deixar de admirar a imensa munificência de Cristo diante da perplexidade dos Seus discípulos a lhe dizerem num lugar deserto: “Despede as multidões para que possam ir aos povoados comprar comida” (Mt 14, 13-21). Eles tinham apenas cinco pães e dois peixes, mas ali estava o poderoso Filho de Deus, que possuía um coração transbordante de amor e que se compadeceu de quantos tinham vindo a Ele.
O evangelista detalhou que eram mais ou menos cinco mil homens sem contar mulheres e crianças. O pouco que havia não inquietava o Mestre. O que contava a Seus olhos era Sua intenção sincera de realizar um ato de generosidade. Ele ensina, com isso, que se deve fazer o bem ainda que as dificuldades sejam enormes, deixando-nos o recado de que nunca o nosso pão é tão pequenino que não o possamos repartir com o próximo em necessidade. O que conta diante de Deus é a reta intenção de ajudar o irmão em todas as circunstâncias. O amor aos outros é indissociável do amor de Deus, pois os dois mandamentos são o vértice e a chave da Lei.
Dirá São João: “Quem não ama seu irmão a quem vê não poderia amar Deus a quem não vê”. São Paulo mostrará aos Gálatas que “toda a lei compendia-se nestas simples palavras: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gl 5, 14). Trata-se da obra única e multiforme de toda fé viva. Portanto, no fundo, só há um só amor. Este, porém, se manifesta na doação. Lembrava, com razão: “O espírito enriquece com o que recebe; o coração, com o que dá”, afirma Victor Hugo. Entretanto, cumpre observar que o amor do próximo é essencialmente religioso, não é uma simples filantropia. Com efeito, o modelo é o próprio amor de Deus. Além disto, sua fonte é a obra divina no interior de cada um.
Não poderemos ser misericordiosos com o Pai celeste se o Senhor não no-lo ensinar, como mostrou São Paulo aos Tessalonicenses: “Quanto à caridade fraterna, não precisais que eu vos escreva, pois vós mesmos aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros” (Tl 4, 9).
Foi o que ele frisou também aos Romanos: “O amor de Deus se encontra largamente difundido nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado” (Rm 5, 5). O fundamento de tudo isso é que o próprio Deus nos toma por filhos, como ensinou São João: “O amor vem de Deus e todo aquele que ama é gerado por Deus e conhece a Deus {…] porque Deus é amor” (1Jo 44, 7-8). Amando os nossos irmãos amamos o próprio Senhor como está no relato do Juízo universal: “Na verdade vos digo que tudo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40).
É de se notar ainda como base do magno ensinamento de Jesus, quando multiplicou os pães, o fato de formarmos o Corpo de Cristo e, por isso, o que se passa com o próximo não pode ser indiferente ao verdadeiro cristão. Aí está a razão pela qual Cristo fez do preceito do amor o Seu sublime testamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34).
Tão grande dileção não permitiria que Ele despedisse a multidão faminta e, ao mesmo tempo, deixasse de oferecer tão inefável lição. Ele desejava deixar claro que Seu amor continuaria a se exprimir por meio da caridade que os discípulos mostrassem entre si. Amando como Cristo os cristãos viveriam uma realidade divina e eterna.
A fraternidade deveria ser uma comunhão total na qual cada um se engajaria com toda sua capacidade de amor e de fé. Trata-se de um amor exigente e concreto.Tocante o desejo que Jesus expressou ao Pai: “Que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles” (Jo 17, 26). A generosidade seria inclusive a carteira de identidade do batizado: “Nisto todos vos reconhecerá como meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros” (Jo 13, 35).
A essência desta dileção é a doação. Foi o que o apóstolo dos gentios compreendeu e pôde proclamar: “Fiz-me tudo para todos para a todos salvar” (1Cor 9, 22).
O coração do cristão deve ser como a Hóstia Consagrada, que é outro Pão multiplicado maravilhosamente por Jesus, no qual cada parcela infinitésima em que fosse dividido seria capaz de conter, vivo e perfeito, o tesouro do amor do Coração d´Aquele que se apiedou da multidão lá no deserto.

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