Com a Palavra

Quais são os erros mais comuns na educação dos filhos?

Filhos

“Sua mãe é quem decide.”  “Espere. Quando seu pai chegar, você vai ver, vou contar tudo a ele.”

Quem nunca disse ou ouviu essas coisas em casa, na criação dos filhos? Crenças e costumes vão tornando a prática educacional muitas vezes sem medida e não se percebe os erros cometidos. A falta desta percepção persiste e quando os pais se dão conta, já é tarde. Os frutos já nasceram e, muitas vezes, só lhes resta colhê-los. Por causa dessa necessidade em perceber o que e como se está fazendo para ver os filhos educados e bem criados é que todos os pais devem render-se a fazer uma constante avaliação da sua prática educacional. Precisaria de uma receita pronta para criar filhos? Mas quem iria prescrevê-la? Pediatras? Padres? Professores? Psicólogos? Avós? Juízes? Conselhos Tutelares? Impossível!

Seria muita pretensão encontrar uma cartilha pronta, escrita por alguém. Talvez, aí esteja um erro possível de não cometer. Ter consciência de que os pais não estão prontos e que não são perfeitos. Essa certeza os tira da condição de culpados por tudo que não deu certo na vida dos seus rebentos. E, esses filhos, por sua vez, vão exigir menos dos seus pais por entenderem que eles também erram ou que tentam evitar ao máximo os piores erros. Erros que afetam o casamento, a vida dos filhos e a si próprios. Então, mesmo sabendo que nenhuma família é perfeita, existem erros possíveis de serem evitados na educação dos filhos.

Errar ou não errar está muito associado à concepção de homem que cada família traz consigo. A forma com que ela enxerga a vida e como ela interage no ambiente será o caminho com que conduzirá a educação dos seus filhos. Os erros que os filhos não deveriam ter persistem nas criações por conta da cultura que as famílias desenvolvem. Portanto, para muitas, não se trata de erros, mas de continuidade de experiências familiares ou da prática de valores que passaram a adquirir pelas possíveis circunstâncias da vida. É muito comum, no ambiente escolar, ouvir de um pai:  “Eu bato no meu filho. Meu pai me bateu a vida toda e eu não me transformei numa pessoa ruim”.

Para identificar os erros que não deveriam fazer parte da educação dos filhos, faz-se necessário identificar as crenças que também conduzem esta relação; portanto, fiquem atentos:

Os filhos crescem e desenvolvem um comportamento por imitação ou por modelagem. A modelagem é um instrumento de modificar comportamentos por meio de intervenções e orientações da família, da escola e/ou da própria Igreja. A imitação acontece de forma natural quando o organismo seleciona comportamentos a partir do que vê, ouve, sente, toca, cheira, enfim, a partir do que percebe ou do que lhe atinge, mesmo que não tenha ainda construído um valor.

Ainda com os filhos pequenos, os pais apresentam um procedimento inadequado em relação à alimentação. Oportunizando-os a escolher o que querem comer, onde e como comer, fazem desse momento motivos de conflitos em casa, pois permitem que, quando pequenos, comam em frente à TV deitados no sofá. Mas quando veem seus filhos crescidos, os obrigam a voltar para a mesa, porque lá é o lugar em que a família se reúne. E não era antes? O mimo excessivo gera superproteção; consequentemente, os filhos desenvolvem procedimentos que demonstram fragilidades referentes à autonomia emocional e intelectual. Eles têm quem pensem e quem sintam por eles. Esse erro se torna grave com o passar do tempo. Há pouco tempo, no Instituto de Psicologia, ouvi um pai se redimindo com sua filha: “Filha, desculpe-me por todas as vezes que fiz por você o que você deveria ter feito”.

Os filhos precisam viver experiências mesmo que amargas ou frustrantes. Negar a dor da criança ou do filho adolescente quando acaba o namoro, por exemplo, também pode ser considerado um erro evitável. Este se encontra no campo dos mimos excessivos, mas que acabam por desqualificar o que verdadeiramente o filho está sentindo. Tudo por quê? Porque os pais não conseguem ver filhos sofrendo. Quando o filho cai, a mamãe diz: “Não foi nada, filho. Isso passa!”. Se o namorado da filha termina o namoro, a mesma mãe diz: “Que bobagem! Você está novinha, e homem é assim, vai um vem outro. Serviu de experiência!”. O que esperar dessa educação baseada na fuga e na esquiva? Também não é possível buscar a radicalidade para ajustar tais comportamentos. Nem oito nem oitenta. Portanto, a linguagem verbal ou não verbal que os familiares fazem uso, poderá ser um grande acerto ou um sério erro para se estabelecer o respeito, o amor, a confiança e a amizade entre os membros. A crítica e o elogio demais e desnecessários maculam não só a educação dos filhos, mas o ambiente doméstico. Pais que se agridem, que não se valorizam, não cuidam um do outro, apresentam aos filhos um comportamento facilmente imitado e reproduzido. O bom senso é a melhor medida. Só não insistam no erro já detectado.

Busquem dentro da família ou peçam ajuda para sair de situações que vocês pais não admitem mais no ambiente familiar. É triste ouvir o quanto os meninos e meninas, os adolescentes, jovens e até mesmo filhos adultos têm recebido rótulos, críticas pesadas por causa de alguns tipos de comportamentos que corrompem o que a sociedade espera, quando eles foram formados para agir de tal forma. Quem quer uma geração de filhos estudiosos, responsáveis, obedientes, amáveis, dóceis, cuidadores do ambiente, da natureza precisará parar de facilitar tudo na vida deles e não os levar à loucura da inabilidade social. A escola, a família, a Igreja, o Estado tendem a apressar o caminho dos homens. É importante não desistir de ensinar.

Ensinar a aguardar o pijama, a pendurar a toalha de banho no varal, tirar a feira do carro. Ensinar o filho a fazer um chá quando a mamãe estiver doente, a fazer companhia aos avós. Como diz o ditado, “é de pequeno que se torce o pepino”. Em outras palavras, é de pequeno que os pais devem ser para os filhos o que estes esperam que eles sejam.

Autoridades do amor, da convivência, do limite, do reconhecimento, da evangelização doméstica e do trabalho. Tapar o sol com a peneira, querendo ser amigo do filho e esquecer os limites é um caminho sem volta. Nós seres humanos precisamos e buscamos limites, e quando não os encontramos em casa, nos diriam os antigos, vamos encontrar na rua e o que tem na rua.  E ai está um grande erro: não apresentar aos filhos o que tem na rua. Quando muitos a descobrem, passam a chamá-la de internet, família do vizinho, lugares indevidos, filmes inapropriados para idade do seu filho, área livre do condomínio. Deixar o filho ser criado por tudo e por todos, menos por você, é o único erro que não deverá haver na educação dos seus filhos.

É tempo de sentir-se culpado? Não. É tempo de reagir, de buscar suas próprias melhoras, mudar a forma de pensar, sair da preguiça e transformar. Pais, vocês são autoridades, vocês poder formar os melhores, porque Deus quer assim. Perdoem-se e perdoem aos outros, sigam conduzindo os filhos de vocês sem desistir de ensinar, de escutar, de mar, de exigir, de ser uma família cristã.

Judinara Braz
Administradora de Empresa com Habilitação em Marketing. Psicóloga especializada em Análise do Comportamento. Autora do Livro “Sala de Aula, a vida como ela é.” Diretora Pedagógica da Escola João Paulo I – Feira de Santana (BA).

A verdadeira educação dos filhos

É comum ouvir-se pessoas que lamentam o fato de verem seus filhos corromperem e descambarem para uma vida ruim. Na sua lamentação eles dizem que deram estudo aos seus filhos, colocaram-nos em clubes esportivos, fizeram que eles aprendessem instrumentos musicais, propiciaram-lhes o estudo de línguas, de judô, de balé, mas no fim, tiveram com esses filhos enormes desilusões.

Um viu seu filho tornar-se um devasso, outro viu sua filha amasiar-se, este viu as drogas degradarem seus filhos, aquele presenciou a morte de um deles na maior decadência moral.

– O que ocorreu? Perguntam eles. – Nós fizemos tudo para que nossos filhos progredissem e o resultado foi isso aí. No que falhamos?

Se eles fizessem – um sério exame da maneira como criaram seus filhos, veriam que deram algo a eles, mas não lhes deram o mais importante e o essencial: A Religião, a Fé Católica.

Na verdade, movidos por idéias de falsos educadores, esses pais acharam que a religião não era um elemento importante na vida.  Que eles, pais, tinham superado problemas e dificuldades, e seus filhos os superariam também. Ou ainda, julgaram que muita religiosidade faria de seus filhos “fanáticos”.

Com isso, evitou-lhes encaminhar a uma sólida vida de piedade, contentando-se com a “festa” da primeira comunhão e nada mais. Isso, quando não combateram sinais de fervor religioso nesses mesmos filhos.

Frases como: “prefiro ver meu filho morto a vê-lo padre”, “não quero uma filha beata”, “não  devemos exagerar e sermos fanáticos em religião”, “meu filho tem que ser um jovem de sua época”, “minha filha precisa divertir-se”, entre outras, nortearam esses pais, e hoje, eles colhem os amargos frutos que tão terrivelmente plantaram.

Dirá alguém: “mas esses pais tiveram boas intenções”.  Nós retrucamos dizendo que o inferno está cheio de gente bem intencionada…, que não realizou suas intenções.  E isso, com intenções que eram realmente boas. Que dirá da má vontade e desleixos propositais. Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Quem não educa seus filhos dentro das regras da Santa Igreja Católica, cria futuros delinqüentes, que de uma forma ou de outra, desapontarão seus pais nesta vida e perder-se-ão para todo o sempre.

Só a prática dos mandamentos, a vida segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a oração do terço, a freqüência dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão, a prevenção das más companhias, poderão produzir filhos que sejam a honra de seus pais.

Fora disso, qualquer educação é quimérica.

Se pais, como os acima mencionados, formam péssimos  filhos;  com  alegria citamos aqui alguns pais e mães que criaram seus filhos para Deus, e disso resultaram verdadeiras jóias preciosas.

Assim, vemos o pai de Santa Terezinha, que amava imensamente sua filha e no dia que ela entrou com 15 anos para o Carmelo, disse que só Deus poderia exigir dele o sacrifício de separar-se de sua rainhazinha.  Ou então, a rainha Branca que dizia ao seu filho, São Luiz, que preferia mil vezes vê-lo morto, ao vê-lo cometer um pecado.

Ou ainda, a mãe do grande Papa São Pio X, que com seu ofício de costureira mantinha o seu lar, enquanto formou seu santo filho. E, encerramos, mencionando “mamãe Marguerita”, mãe do grande Dom Bosco, que colocou no seu filho aquelas idéias de amor à virtude e ódio ao pecado, que ele, posteriormente, tão maravilhosamente transmitiria aos seus jovens. Que Nossa Senhora, Mãe de Deus e modelo de Mãe, ilumine os pais de hoje para que eles compreendam que verdadeira educação, só com Religião.

(O Desbravador, maio de 2006)
Fonte: http://a-grande-guerra.blogspot.com.br
http://gstomasdeaquino.blogspot.com.br

Professor para quê?

Quando aprendemos fatos sobre a história da educação, percebemos que o ensino-aprendizagem sempre esteve presente na vida do homem. Em uma tribo, por exemplo, a educação acontecia pela repetição. A criança aprendia repetindo o que faziam os mais velhos.

Em povos de antigos guerreiros, as crianças eram formadas na educação física, de forma a se prepararem para o combate. No período do surgimento das cidades, era preciso ensinar as pessoas a ler, escrever e fazer contas, sobretudo, por causa do aumento da atividade comercial. Certos imperadores criaram escolas a fim de ensinar engenharia, arquitetura, etc., a algumas pessoas da população, para a construção de grandes palácios, templos, aquedutos, entre outros.

Para cada época e para cada situação, uma postura era tomada em relação ao processo do ensino-aprendizagem. Ora a formação era esportiva (guerreiro), ora geral (tribo), ora letras e matemática (comércio), ora engenharia (construções). Esses são apenas alguns exemplos para vermos que o ensino sempre esteve presente na história humana.

Além disso, foram vários os pensadores que, ao longo do tempo, refletiram sobre a educação. Platão disse: “Não deveria gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los.” Aristóteles ensinou: “A dúvida é o começo da sabedoria.” Santo Agostinho afirmou: “Creia e compreenderás, a fé precede, a inteligência segue.” São Tomas de Aquino alertava: “Temo o homem de um só livro.”

Mas, precisamos também nos atentar para o que nos ensinou Aquele que é o Mestre dos Mestres, Jesus. N’Ele conseguimos perceber algo importante – o papel do professor em toda essa história.

Como vimos, foram várias ênfases educacionais adotadas através dos séculos, cada uma dá atenção a um diferente processo e uma diferente escola. Contudo, na prática de Jesus, aprendemos que, para existir educação, duas coisas são essenciais: alguém que tenha verdadeiramente algo a ensinar e alguém que tenha vontade de aprender.

Jesus não tinha uma escola onde Ele ensinava, às vezes ia à sinagoga, mas a maioria dos ensinamentos d’Ele era em lugares comuns: numa casa, em cima de um barco, à beira do mar, no meio da multidão, no deserto. O Senhor também não possuía recursos como o quadro negro, a caneta, o caderno, usava somente a Palavra.

O conteúdo era quase sempre a partir de algo simples do dia a dia: o semeador que saiu a semear o grão de mostarda; o pescador que lança redes ao mar…

No entanto, o ensinamento do Mestre dividiu a história da humanidade. A força não estava na estrutura física da escola ou no processo educacional, mas sim nas palavras d’Aquele Mestre que fazia com que Seus ouvintes ficassem admirados com o ensinamento d’Ele, pois os ensinava com autoridade (cf. Mc 1,27). Mas também pelos alunos-discípulos que, após receberem esse ensinamento, mudaram radicalmente suas vidas (cf. Mc 1,16-18).

É preciso aprender com Jesus. O bom professor é aquele que ensina a verdade. O que Ele tem a dizer é mais importante do que os recursos e aparatos que utiliza. Isso é válido para todos que, de uma forma ou de outra, dão algum ensinamento: professores, pais, religiosos, catequistas… Afinal, são eles que conduzem os alunos.

A importância do professor está nisto: é preciso que ele conheça e pratique a verdade, para que, assim, possa ensinar essa verdade, conduzir os aprendizes pelo caminho certo e, dessa forma, fazê-los experimentar a vida. Ou seja, imitar o Mestre Jesus, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida (cf. Jo 14,6).

Denis Duarte
Professor da Faculdade Canção Nova
Autor do livro “Entenda os textos da Bíblia”

Ser professor é um ato de amor

Dia dos professores

Ser professor, além de uma escolha, é um ato de amor

O magistério nunca foi uma escolha e sim uma consequência. Venho de uma família de professoras; minha mãe pedagoga, incentivava-me a seguir a mesma trajetória iniciada pela minha avó. Porém, o jornalismo cruzou meu caminho e lá fui eu me aventurar na arte de informar. Foram dez anos de muito estudo, persistência e descobertas. Pude entender a escrita da notícia, explicar aos outros os principais fatos que ocorriam ao seu redor, na esperança de prestar um serviço e mudar a realidade. Que coisa boa!

A minha rejeição em lecionar vinha de uma realidade que as estatísticas comprovam. Quem quer ser professor hoje em dia? Ganhar baixos salários, enfrentar desrespeito, indisciplina e não ser valorizado? A formação de docentes no Brasil tem caído nos últimos quatro anos consecutivos. Dados do Censo de Educação Superior de 2013 mostram que é cada vez menor o número de estudantes que procuram cursos de licenciatura como Letras, Matemática, Química, Biologia, Educação Física entre outros. Corremos o risco de não ter professores com formação num futuro próximo.

Eram esses argumentos desfavoráveis que predominavam na minha cabeça quando tinha 17 anos e estava prestes a escolher uma profissão para o resto da vida. Consegui me formar jornalista, cursei pós-graduação, trabalhei com assessoria de imprensa e televisão. Sem me dar conta, acabava exercendo a função de educadora no ambiente de redação em que trabalhava. Ao treinar os recém-chegados, ensinava a prática jornalística, corrigia quando precisavam de ajustes, tarefas costumeiras que faziam parte do meu cotidiano no telejornalismo.

A sala de aula entrou na minha vida, no ano de 2011, precisamente em agosto. Por mais que dominasse o conteúdo, o que importava naquele momento era conquistar os alunos do ensino superior na minha frente. Como demonstrar a eles, em 45 minutos, tudo o que eu sabia e estava disposta a transmitir? A boca secava e os nervos se contorciam, mas fui lá e encarei. Depois da primeira aula, saí suando, e era inverno. Que experiência gostosa! Naquela noite, ao retornar para casa, não conseguia comer nem dormir. Paralisada, cobrava-me se realmente havia agido como deveria. Superei ou decepcionei as expectativas que tinham sobre mim?

Como o passar do tempo e o contato com os alunos, o medo inicial acabou e cresceu uma vontade de estar com a turma todos os dias, de explicar a eles os detalhes de cada conceito, encaminhá-los para o mercado de trabalho, alertá-los quanto aos perigos que poderiam correr. Enfim, não percebia que era amor o nascimento de um sentimento novo e diferente.

Hoje, lecionar significa muito na minha vida. Consigo entender o que realmente motiva pessoas a enfrentar transportes públicos lotados para trabalhar diariamente em escolas distantes; compreendo o que impulsiona professores a encararem salas de aula com pouco espaço físico disponível, ambientes desprovidos de materiais didáticos para fazer a diferença na vida do outro. A vontade de ensinar acaba superando os obstáculos que o ensino nacional enfrenta. Como é gratificante ouvir de um aluno que ele está colocando em prática o que aprendeu em sala, que determinado conhecimento o ajudou a conquistar algo que desejava. Isso não tem preço!

Acredito que muito mais do que transferir conhecimento, o professor precisa motivar o aluno a querer aprender. É despertar o desejo de melhorar, de ir além do que o básico proporciona. Parece clichê, mas é uma tarefa difícil em tempos de ansiedade e imediatismo constantes. Mesmo assim é possível. Se um acreditar, basta para levantar a multidão. Mostrar que você se importa e levá-lo a descobrir suas potencialidades é um processo fantástico!

Nem sempre o impulso de transformar uma realidade é interpretado com bons olhos, porém se o trabalho é feito com cuidado, carinho e respeito, logo a verdade aparece e os resultados são extraordinários.

Neste dia dos professores, convido você a refletir sobre como pode contribuir para o bom trabalho de um professor. Se for pai, participe mais da vida escolar dos filhos; se for professor, busque avançar independente das circunstâncias; e se você estiver em dúvida sobre qual profissão seguir, opte por aquela que pode formar todas as outras e que lhe dará chances de ser inesquecível na vida de alguém.

Por Ioná Piva

Para educar os filhos, sabedoria e equilíbrio

Quarta-feira, 20 de maio de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Vocação da família de educar os filhos foi foco da catequese; Papa falou sobre caso dos casais separados: “não usem os filhos como reféns”

A vocação das famílias para educar os filhos foi o tema da catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 20. O Santo Padre segue no ciclo de reflexões sobre a família e, desta vez, deu alguns conselhos para que as famílias saibam educar os filhos na responsabilidade de si e dos outros.

Francisco destacou que existe uma regra sábia: o filho é educado para escutar os pais e obedecer a eles; e os pais não devem realizar essa tarefa de maneira bruta para não desencorajar os filhos. “A relação entre pais e filhos deve ser de uma sabedoria, de um equilíbrio grande. Filhos, obedeçam aos pais, isso agrada a Deus. E vocês pais, não irritem os filhos, pedindo a eles coisas que não podem fazer”.

Embora isso pareça óbvio, o Papa recordou que, nos tempos atuais, não faltam dificuldades. Como exemplo, ele citou o caso dos pais que veem os filhos somente à noite, o que dificulta a educação. Mais difícil ainda, segundo o Papa, é o caso dos pais separados, situação em que, muitas vezes, o filho é tomado como refém.

“O pai fala mal da mãe e a mãe fala mal do pai, e isso faz tanto mal. Mas eu digo aos pais separados: nunca, nunca tomem o filho como refém! Vocês se separaram por tantas dificuldades e motivos, a vida deu essa prova a vocês, mas os filhos não sejam os que levam o peso dessa separação, não sejam usados como reféns contra o outro cônjuge. Cresçam ouvindo que a mãe fala bem do pai, embora não estejam juntos, e que o pai fala bem da mãe”.

Família e sociedade

Segundo o Pontífice, nos últimos tempos, ‘intelectuais e especialistas’ têm criticado a educação familiar de várias formas, acusando-a de ser autoritária, conformista e repressiva. “Isso gerou uma fratura entre a família e a sociedade; uma crise que abrange vários âmbitos, como a escola, por exemplo, onde recaem sobre os alunos as tensões e a desconfiança entre pais e professores”.

E esses ‘especialistas’ se multiplicam – advertiu o Papa – ocupando o papel dos pais, inclusive nos aspectos mais íntimos da educação: personalidade, crescimento, direitos e deveres. Os pais vão se privando de sua função, chegando a se autoexcluir da vida dos filhos.

Como exemplo, Francisco citou um episódio da sua infância, já narrado em outra ocasião, quando certa vez ofendeu a professora. A mãe foi chamada à escola e, com educação, repreendeu o filho. “Mas em casa vocês podem imaginar o que aconteceu…”, disse. Hoje, observou, os papéis se inverteram, e são os pais que repreendem os professores.

Fazendo uma análise dessa situação, o Papa admitiu que, por um lado, alguns modelos educativos do passado tinham limites, mas, por outro, a vida se tornou ‘avara’ de tempo e os pais, ‘sequestrados’ pelo trabalho e outras preocupações, conversam, refletem e se confrontam menos com os filhos.

Como antídoto, o Papa lembrou que a Palavra de Deus pode oferecer um apoio à missão educativa das famílias. Ele acrescentou que, na base de tudo, está o amor de Deus.

Francisco concluiu sua reflexão afirmando que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. “A sua ‘irradiação’ social é o recurso que compensa lacunas, feridas, vazios de paternidade e maternidade dos filhos menos afortunados. E esta ‘irradiação’ pode fazer milagres!”.

 

CATEQUESE

Hoje, queridos irmãos e irmãs, desejo dar-vos as boas vindas porque vi entre vocês tantas famílias, bom dia a todas as famílias! Continuamos a refletir sobre família. Hoje nos concentraremos em refletir sobre uma característica essencial da família, ou seja, a sua vocação natural para educar os filhos para que cresçam na responsabilidade de si e dos outros. Aquilo que ouvimos do apóstolo Paulo, no início, é tão belo: “Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isso agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados” (Col 3, 20-21). Esta é uma regra sábia: o filho que é educado a escutar os pais e a obedecer aos pais, os quais não devem operar de maneira bruta, para não desanimar os filhos. Os filhos, de fato, devem crescer sem se desanimar, passo a passo. Se vocês pais dizem aos seus filhos: “Vamos subir nessa escada” e pegam a mão deles e passo após passo os fazem subir, as coisas irão bem. Mas se vocês dizem: “Vá em frente!” – “Mas não posso” – “Vá!”, isso se chama irritar os filhos, pedir aos filhos as coisas que não são capazes de fazer. Por isso, a relação entre pais e filhos deve ser de uma sabedoria, de um equilíbrio tão grande. Filhos, obedeçam aos pais, isso agrada a Deus. E vocês pais, não irritem os filhos, pedindo-lhes coisas que não podem fazer. E isso é necessário ser feito para que os filhos cresçam na responsabilidade de si e dos outros.

Pareceria uma constatação óbvia, mas mesmo nos nossos tempos não faltam as dificuldades. É difícil educar para os pais que veem os filhos somente à noite, quando voltam para casa cansados do trabalho. Aqueles que têm a sorte de ter um trabalho! É ainda mais difícil para os pais separados, que estão pesarosos com esta condição: coitados, tiveram dificuldade, se separaram e tantas vezes o filho é tomado como um refém e o pai fala mal da mãe e a mãe fala mal do pai, e isso faz tanto mal. Mas eu digo aos pais separados: nunca, nunca, nunca tomem o filho como refém! Vocês se separaram por tantas dificuldades e motivos, a vida deu essa prova a vocês, mas os filhos não sejam os que levam o peso dessa separação, não sejam usados como reféns contra o outro cônjuge, cresçam ouvindo que a mãe fala bem do pai, embora não estejam juntos, e que o pai fala bem da mãe. Para os pais separados, isso é muito importante e muito difícil, mas podem fazê-lo.

Mas, sobretudo, a pergunta: como educar? Quais tradições temos hoje para transmitir aos nossos filhos?

Intelectuais “críticos” de todo tipo silenciaram os pais de mil modos, para defender as jovens gerações de danos – verdadeiros ou presumidos – da educação familiar. A família foi acusada, entre outros, de autoritarismo, de favoritismo, de conformismo, de repressão afetiva que gera conflitos.

De fato, se abriu uma fratura entre família e sociedade, entre família e escola, o pacto educativo hoje se rompeu; e assim, a aliança educativa da sociedade com a família entrou em crise porque foi ameaçada a confiança recíproca. Os sintomas são muitos. Por exemplo, na escola, foram afetadas as relações entre os pais e os professores. Às vezes, há tensões e desconfiança recíproca, e as consequências naturalmente caem sobre os filhos. Por outro lado, se multiplicaram os chamados “especialistas”, que ocuparam o papel dos pais também nos aspectos mais íntimos da educação. Sobre a vida afetiva, sobre personalidade e o desenvolvimento, sobre direitos e sobre deveres, os “especialistas” sabem tudo: objetivos, motivações, técnicas. E os pais devem somente escutar, aprender e se adequar. Privados do seu papel, esses se tornam muitas vezes excessivamente apreensivos e possessivos nos confrontos com seus filhos, até não os corrigir nunca: “Você não pode corrigir o filho”. Tendem a confiá-los sempre mais aos “especialistas”, também sobre os aspectos mais delicados e pessoais da vida, colocando-os no canto sozinhos; e assim os pais hoje correm o risco de se auto-excluir da vida os seus filhos. E isso é gravíssimo! Hoje, há casos deste tipo. Não digo que acontece sempre, mas há. A professora na escola reprova o menino e faz uma anotação para os pais. Eu recordo um acontecimento pessoal. Uma vez, quando eu estava na quarta série, disse uma palavra feia para a professora e ela, uma mulher brava, chamou minha mãe. Ela foi no dia seguinte, falaram entre si e depois fui chamado. E minha mãe, diante da professora, me explicou que aquilo que eu fiz foi uma coisa ruim, que não se devia fazer; mas a mãe o fez com tanta doçura e me pediu para pedir perdão diante dela à professora. Eu o fiz e depois fiquei contente porque disse: terminou bem a história. Mas aquele era o primeiro capítulo! Quando voltei pra casa, comecei o segundo capítulo…Imaginem vocês, se a professora faz uma coisa desse tipo, no dia seguinte os dois pais ou um deles a reprova, porque os “especialistas” dizem que as crianças não devem ser repreendidas assim. As coisas mudaram! Portanto, os pais não devem se auto-excluir da educação dos filhos.

É evidente que esta abordagem não é boa: não é harmônica, não é dialógica e em vez de favorecer a colaboração entre a família e as outras agências educativas, as escolas, as palestras…as contrapõem.

Como chegamos a esse ponto? Não há dúvidas de que os pais, ou melhor, certos modelos educativos do passado tinham alguns limites, não há dúvida. Mas é também verdade que há erros que somente os pais são autorizados a fazer, porque podem compensá-los de um modo que é impossível a qualquer outro. Por outro lado, sabemos bem disso, a vida se tornou mesquinha de tempo para falar, refletir, confrontar-se. Muitos pais são “sequestrados” pelo trabalho – pai e mãe devem trabalhar – e por outras preocupações, envergonhados por novas exigências dos filhos e pela complexidade da vida atual – que é assim, devemos aceitá-la como é – e se encontram meio que paralisados pelo medo de errar. O problema, porém, não é só falar. Antes, um “dialoguismo” superficial não leva a um verdadeiro encontro da mente e do coração. Perguntemo-nos, em vez disso: procuramos entender “onde” os filhos estão verdadeiramente em seu caminho? Onde está realmente a alma deles, sabemos? E sobretudo: queremos saber? Estamos convencidos de que esses, na realidade, não esperam outra coisa?

As comunidades cristãs são chamadas a oferecer apoio à missão educativa das famílias, e o fazem antes de tudo com a luz da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo recorda a reciprocidade dos deveres entre pais e filhos: “Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isso agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados” (Col 3, 20-21). Na base de tudo está o amor, aquele que Deus nos dá, que “não falta com respeito, não procura o próprio interesse, não fica com raiva, não faz conta do mal recebido…tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13, 5-6). Mesmo nas melhores famílias é preciso suportar-se e é preciso tanta paciência para se suportar! Mas a vida é assim. A vida não se faz em laboratório, se faz na realidade. O próprio Jesus passou pela educação familiar. Também nesse caso, a graça do amor de Cristo leva à realização isso que está inscrito na natureza humana. Quantos exemplos maravilhosos temos de pais cristãos cheios de sabedoria humana! Esses mostram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. A sua irradiação social é o recurso que permite compensar as lacunas, as feridas, os vazios de paternidade e maternidade que tocam os filhos menos afortunados. Essa irradiação pode fazer autênticos milagres. E na Igreja acontecem todos os dias estes milagres!

Desejo que o Senhor dê às famílias cristãs a fé, a liberdade e a coragem necessárias para a sua missão. Se a educação familiar encontra o orgulho do seu protagonismo, muitas coisas mudarão para melhor, para os pais incertos e para os filhos desiludidos. É hora dos pais e das mães retornarem do seu exílio – porque se exilaram da educação dos filhos – e reassumirem plenamente o seu papel educativo. Esperamos que o Senhor dê aos pais esta graça: de não se auto-exilar na educação dos filhos. E isto somente o amor, a ternura e a paciência podem fazer.

Papa Francisco e a devoção a Nossa Senhora Aparecida

Padroeira do Brasil

Pontífice demonstra sua devoção e experiência com Nossa Senhora Aparecida

A experiência de Papa Francisco, no Santuário de Aparecida, marcou profundamente a sua vida e o seu pontificado. Lá, ele foi grandemente influenciado por Nossa Senhora, de modo particular durante a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (CELAM).

Participar dessa conferência marcou a vida do Santo Padre, especialmente em sua prática pastoral e em sua devoção mariana. Tanto que, antes dos muitos compromissos na Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), Francisco quis visitar a “Casa da Mãe”1, como ele carinhosamente chamou o Santuário. Certamente, o então Cardeal Jorge Mario Bergolio foi um dos bispos, como ele disse, “inspirados pelos milhares de peregrinos”2 que visitam diariamente o local para confiar sua vida a Nossa Senhora. A respeito dessa experiência, já como Sucessor de Pedro, disse: “Aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja”3.

O Cardeal Bergolio sentiu-se tocado profundamente pela V Conferência e pela sua mensagem; ao mesmo tempo, a sua experiência pastoral e mariana no Santuário marcaram o Documento de Aparecida. Essa experiência única o marcou tanto que está na memória e no coração do Santo Padre. Podemos dizer que “o espírito de Francisco foi ‘forjado em Aparecida’”4 e, ao mesmo tempo, “a sua profunda experiência pastoral ajudou a forjar o espírito de Aparecida”5. Consequentemente, o Santuário é uma peça-chave para compreender o papado de Francisco, pois a Conferência recebeu muitas colaborações de Bergolio, que se deixou interpelar pelas inquietações que os bispos apresentaram e as assumiu como próprias. Comprovam essa marca de Francisco a sua visita ao Santuário Nacional, em 2014, e as mais de cinquenta menções, em seus discursos, de Nossa Senhora Aparecida e da V Conferência realizada na “Casa da Mãe”.

A experiência em Aparecida foi tão marcante que, na JMJ Rio2013, o Santo Padre falou aos bispos do Brasil sobre o encontro da imagem de Nossa Senhora como “chave de leitura para a missão da Igreja”6. Em Aparecida, Deus ofereceu ao Brasil a Sua própria Mãe e, ao mesmo tempo, Ele deu também uma lição sobre Si mesmo, sobre o Seu modo de ser e agir. O milagre de Aparecida começa com a busca de pescadores pobres, que “possuem um barco frágil, inadequado; têm redes decadentes, talvez mesmo danificadas, insuficientes”7. Na sua busca por peixes, encontram a imagem da Imaculada Conceição, primeiramente o corpo, depois a cabeça. “Em Aparecida, desde o início, Deus dá uma mensagem de recomposição do que está fraturado, de compactação do que está dividido. Muros, abismos, distâncias ainda hoje existentes estão destinados a desaparecer. A Igreja não pode descurar dessa lição: ser instrumento de reconciliação”8.

A iniciativa do milagre foi de Deus e da Virgem Maria, mas foi necessária uma abertura ao mistério divino. Se os pescadores, ao encontrar o corpo da imagem, a tivessem jogado de volta no rio, provavelmente o milagre não aconteceria. Felizmente, “os pescadores não desprezam o mistério encontrado no rio. Embora fosse um mistério que tenha aparecido incompleto, não jogaram fora seus pedaços. Esperam a plenitude, e esta não demorou a chegar. Há aqui algo de sabedoria que devemos aprender. Há pedaços de um mistério, como partes de um mosaico, que vamos encontrando. Nós queremos ver muito rápido a totalidade; e Deus, pelo contrário, Se faz ver pouco a pouco. Também a Igreja deve aprender esta expectativa”9.

Assim como aqueles pobres pescadores, a Igreja precisa dar espaço para o mistério de Deus, para que Ele encante e atraia as pessoas, pois somente a Sua beleza pode atrair. Ele se faz levar para casa naquela pequena imagem, desperta em nós o desejo de guardá-Lo em nossa própria vida, em nossa própria casa, em nosso coração. Deus também nos inspira a chamar os vizinhos para dar-lhes a conhecer a Sua beleza. A missão da Igreja nasce precisamente dessa fascinação divina, dessa maravilha do encontro. Porém, sem a simplicidade daqueles pescadores a nossa missão está fadada ao fracasso. “A Igreja tem sempre a necessidade urgente de não desaprender a lição de Aparecida […] As redes da Igreja são frágeis, talvez remendadas; a barca da Igreja não tem a força dos grandes transatlânticos que cruzam os oceanos. Contudo, Deus quer se manifestar justamente por nossos meios pobres, porque é sempre Ele quem está agindo”10.

Referências:
1. CANÇÃO NOVA. Homilia do Papa Francisco em Aparecida em 24 de Julho de 2013.
2. Idem, ibidem.
3. Idem, ibidem.
4. MELLO, Pe. Alexandre Awi. “Ela é minha Mãe!”: Encontros do Papa Francisco com Maria. 3ª ed. São Paulo: Loyola, 2014, p. 135.
5. Idem, ibidem.
6. PAPA FRANCISCO. Encontro com o Episcopado Brasileiro em 27 de julho de 2013, 1.
7. Idem, ibidem.
8. Idem, ibidem.
9. Idem, ibidem.
10. Idem, ibidem.

Natalino Ueda
Missionário da comunidade Canção Nova, desde 2005 cursou Filosofia e Teologia, atua no portal cancaonova.com como produtor de conteúdo é autor do blog Todo de Maria. blog.cancaonova.com/tododemaria

Virgem Aparecida: Nossa Mãe

Fazei tudo o que ele vos disser

A Virgem Maria sempre esteve presente na vida da Igreja, mas, nos últimos tempos, ela está ainda mais próxima de nós.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida teve início em 1717, quando dois pescadores encontraram a imagem em suas redes, em Guaratinguetá, no rio Paraíba do Sul. Esta devoção foi muito importante pois o Brasil vivia uma época de transformações. O domínio por parte dos portugueses e a escravidão eram os maiores problemas enfrentados em nossas terras. Além disso, havia muita pressão por parte do império sobre a Igreja, que se opunha ao modo como o país era governado, principalmente em relação ao uso de escravos nos mais diversos trabalhos. Nesse contexto, a imagem milagrosa da Virgem Maria despertou a fé daquele povo sofrido.

Em 1760, os jesuítas foram retirados de seus trabalhos com os indígenas e, posteriormente, são expulsos do Brasil, por influência do Marquês do Pombal. Em 1777, sessenta anos depois da imagem da Virgem de Aparecida ser encontrada, o Marquês foi processado e condenado. Em 7 de setembro de 1822, depois de muitas dificuldades, foi declarada a independência do Brasil de Portugal. Poucos anos depois, em 1843, os jesuítas voltam para o Brasil. Cento e onze anos depois da condenação de Pombal, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a lei Áurea, abolindo a escravatura.

Nesse tempo de grandes transformações na política e na religião do Brasil, o povo brasileiro, especialmente os afro-descendentes, os índios, e os mais pobres, sofriam com a miséria, a exploração e a perseguição religiosa. Nesses tempos difíceis, foi a devoção a Nossa Senhora Aparecida, e também outras devoções a Maria, que sustentaram a fé desse povo, mas também dos mais ricos e poderosos. A própria princesa Isabel era muito devota da Virgem Maria. A prova disso é que ela doou a Nossa Senhora Aparecida, em 1884, uma coroa de ouro e um manto anil, bordado em ouro e pedrarias, que simbolizam sua realeza da Mãe de Jesus.

Em 1712, na França, cinco anos antes da imagem de Nossa Senhora Aparecida ser encontrada, São Luís Maria Grignion de Montfort terminava de escrever seu “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, num contexto de pobreza e de perseguição religiosa. Esta devoção mariana sustentou a fé de muitas pessoas naquela época e, principalmente mais tarde, durante a Revolução Francesa, na qual os cristãos foram perseguidos e muitos morreram mártires. Esta também foi a devoção mariana de Santo Antônio de Santana Galvão, primeiro santo brasileiro, e de muitos dos cristãos católicos do Brasil, da França e de muitos outros  países. Graças à devoção mariana, muitos permaneceram fiéis a Cristo e à Igreja numa época muito difícil da história da humanidade.

Duzentos anos depois do início dos milagres atribuídos a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, em 13 de maio de 1917 a Virgem Maria aparece a três pastorezinhos em Fátima, Portugal. Num contexto de perseguição contra os cristãos e na iminência da primeira guerra mundial, Nossa Senhora pede a eles que propaguem a oração do Terço e incentivem o jejum e a penitência pelos pecadores. A devoção mariana sustentou a fé daquele povo e também dos países vizinhos, muitos deles devastados pela Primeira, e depois pela Segunda Guerra Mundial.

No ano de 2012, quatro acontecimentos importantes pareciam estar intimamente unidos pela providência divina. O primeiro e o mais importante, pois diz respeito a toda a Igreja, foi o Ano da Fé, que se iniciou no dia 11 de outubro, aniversário de 50 anos do Concílio Vaticano II e véspera da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida. O segundo, é a comemoração dos 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção, de São Luís Maria. O terceiro fato é o início dos preparativos para a comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, com a novena da Padroeira do Brasil. O quarto fato importante são as aparições de Fátima, que completam 100 anos da primeira aparição em 2017, no mesmo ano dos 300 anos da Padroeira do Brasil.

A história atesta que a Virgem Maria, desde os inícios do cristianismo, foi aquela que sustentou e confirmou a fé dos discípulos de Jesus. Por isso, neste Ano da Fé, somos chamados a nos entregar inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos de Nossa Senhora, como nos ensinou São Luís Maria. Ela nos ajudará a permanecermos fiéis nesses tempos difíceis em que vivemos. Nesse sentido, a grandiosa devoção popular de Aparecida parece se completar com a consagração pelo Tratado e com a espiritualidade de Fátima.

A devoção mariana no Brasil, que o Papa emérito Bento XVI disse, na V Conferência de Aparecida, precisar de purificação, se completa com a entrega total a Jesus por Maria de São Luís Maria e com o triunfo do Coração de Maria no coração dos cristãos, como nos disse a Virgem em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Natalino Ueda – Com. Canção Nova
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Milagre do Casamento

Por Pe. Inácio José Schuster

A Bíblia narra um milagre extraordinário, operado por Jesus Cristo, nosso Senhor. É o relato de como um casamento foi tocado pelo poder de Deus, e de como o seu casamento poderá ser tocado também!

Observemos o relato bíblico: ‘Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus; e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento. E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três medidas. Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram. Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele’ (Jo 2, 1-11).

Este foi o primeiro milagre que Jesus realizou, e não é em vão que tenha acontecido justamente num casamento! As Escrituras dão testemunho através disto, mostrando-nos que antes de Jesus realizar qualquer outro milagre de cura, libertação, etc. está interessado em agir nos casamentos. A família tem prioridade no plano de Deus, pois Ele não a criou para o fracasso, e sim para ser bem sucedida. Percebemos também que o milagre ocorrido deu-se em torno de haver ou não VINHO, que na Bíblia é uma figura de alegria (Sl 104, 15).

Nos casamentos, o que vemos e ouvimos é que o vinho sempre acaba. Pessoas que viviam embriagadas de amor pelo cônjuge, assistem perplexos seus sentimentos desaparecerem. O matrimônio, de maneira geral está falido, pois o vinho sempre acaba. Mas quando Jesus está presente aí é que se estabelece a diferença! Milagres acontecem e ele traz vinho novo aonde já não mais existia. Mas perceba que o milagre aconteceu porque Jesus estava lá. Ele e seus discípulos foram convidados para simplesmente estarem nas bodas; não receberam um chamado de última hora só porque os noivos precisavam de um milagre. Ele havia sido chamado para estar junto… E porque estava presente, operou o milagre!

De maneira semelhante, se você quer um casamento que dure, que sobreviva à falta do vinho (alegria), convide o Senhor Jesus para estar presente. Não espere a crise chegar, cultive sempre a presença dele por meio de oração e leitura da Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. E não apenas leia, mas pratique a Palavra, pois o milagre acontece aonde há obediência; foi dito aos serventes que fizessem tudo o que Jesus mandasse, e porque fizeram sem questionar se era racional ou não, receberam o milagre.

Podemos observar ainda algumas figuras neste texto:
– O NÚMERO 6 – Havia seis talhas. Na Bíblia, este número sempre fala de algo que é humano. É chamado número de homem (Ap 13, 18). Portanto, percebemos que o milagre não depende só de Deus, mas há uma participação e um fator humano ligado a este milagre no casamento.
– AS TALHAS – O significado espiritual destas talhas está apontando para a parte que nos toca no que tange a receber o milagre de Deus. O seis fala do homem, e aqui entendemos nossa participação no milagre. As talhas eram o recipiente para o vinho que o Senhor Jesus transformaria. Normalmente eram pedras talhadas, cavadas. Isto sugere o quão duro somos no que tange aos relacionamentos e o quanto precisamos ser trabalhados por Deus em nossa forma de ser e agir no matrimônio. Quanto mais cavados nos deixamos ser pelo agir de Deus, maior será nosso potencial para receber o vinho. Uma pedra pouco cavada, comporta pouco vinho, mas uma pedra bem trabalhada comporta mais vinho!
– A ÁGUA – Era a matéria prima necessária para que o milagre pudesse acontecer. Não havia água nas talhas, Jesus foi quem mandou enchê-las. A água simboliza a Palavra e também o Espírito Santo. Nos lares onde o vinho chega a acabar, e todo o prazer do relacionamento desaparece, temos percebido que além dos erros cometidos na esfera natural, havia também falta de água; não havia o cultivo diário da presença de Deus por sua Palavra (lida e praticada) e a presença viva de seu Espírito. Creio ser esta a chave do milagre.

É importante se deixar ser trabalhado (o que é diferente de ser manipulado pelo cônjuge) na forma de se relacionar, mas se estas talhas não forem cheias da presença de Deus o vinho não aparecerá! Vale também ressaltar que quanto mais água aqueles servos colocassem nas talhas, mais vinho haveria; ou seja, o milagre de Deus em nosso casamento esta diretamente relacionado com o investimento que fazemos em cultivar Sua presença.

Finalizando, quero chamar sua atenção para a qualidade do milagre. Jesus deu o que havia de melhor em matéria de vinho, a ponto de o mestre-sala se impressionar e comentar que normalmente se bebe o melhor vinho e, depois de o terem desfrutado, oferece-se o inferior. Assim é com a maioria dos relacionamentos conjugais; bebem o melhor vinho nos primeiros anos, depois a qualidade cai e assim é até que acabe. Mas quando Deus faz um milagre, o que se experimenta é algo inédito, muito superior a tudo o que já se experimentou até então. Deus nos dá o melhor, sempre!

Deixe Deus ser não apenas o Criador do matrimônio, mas aquele que oferece toda manutenção necessária. Quando isto acontece, não somente somos beneficiados com um lar melhor, mas Deus recebe a honra e glória devidas. O vinho dos lares cristãos deve ser o da mais alta qualidade… Se você reconhece que o vinho acabou (ou está quase acabando) em seu matrimônio, creia na vontade de Deus de agir nos casamentos. Renove o convite ao Senhor Jesus para estar em seu lar, pratique estes princípios espirituais e seja feliz como o Pai Celestial sempre quis que cada casal fosse!

O companheirismo no casamento

É preciso colaborar com a felicidade do outro

É bem comum nas rodas de amigos, as pessoas dizerem que a esposa de fulano é quem manda na casa e quem dá a última palavra. Em outro extremo, ouvimos histórias de maridos que subjugam as esposas, fazendo-as suportar suas manias, pois é ele quem dá as ordens… Por um grande engano, a pessoa pode imaginar que tenha maiores poderes dentro de casa simplesmente pelo fato de manter financeiramente o lar, educar os filhos ou pagar as contas.

Em ambos os casos, temos o exemplo de casais cujos direitos foram usurpados pelo outro. Mas o que poderíamos fazer para tornar mais agradável e equilibrada a nossa convivência como casal?

Ser um bom companheiro(a) no casamento (a) não significa que precisamos ser um espelho do outro, isso é fazer o que ele (a) faz ou ser alguém sem personalidade. No convívio conjugal precisamos demonstrar que estamos imbuídos do mesmo propósito de cultivar a felicidade. Apesar das diferenças de temperamento e de personalidade, comuns dentro do matrimônio, desejamos realizar o projeto de vida que também é aspirado pela outra pessoa.

Uma vez casados, fazemos parte de um time chamado “casamento” e uma maneira de demonstrar que assumimos, verdadeiramente,  os compromissos conjugais com o outro é estarmos atentos às coisas que acontecem dentro de casa.

Se em um time de futebol cada jogador pensasse em si haveria uma grande disputa entre os atletas para fazer o gol. Mas para facilitar a realização daquilo que a equipe se propõe a cumprir é preciso pensar no coletivo, de modo que cada integrante contribua, com suas habilidades, com aquilo que foi almejado.

O mesmo deve ocorrer na vida conjugal, isto é, o casal já não pode pensar somente no interesse individual. Assim como um bom garçom precisa desenvolver a visão periférica, habituando-se a observar e responder prontamente ao simples aceno de seus clientes; marido e mulher precisam desenvolver uma capacidade semelhante com relação ao que o outro tem a relatar. Pois nem sempre os “acenos” do cônjuge serão tão explícitos como se espera.

Em certas situações queremos falar sobre algo que estamos vivendo para pedir ajuda a fim de lidar com o impacto emocional gerado por um problema. Isso não significa, necessariamente, que desejamos ter a dificuldade resolvida pelo (a) esposo (a). Sem perceber a intenção desse desabafo, o cônjuge pode responder coisas do tipo: “O que você quer que eu faça?”, “Isso não é problema meu…”, ” Eu o (a) avisei…”. Dependendo da maneira como falamos, isso pode causar uma discussão, e, certamente, não será o apoio que o outro gostaria de receber.

Em outros momentos podemos buscar somente a atenção do (a) esposo (a) para aquilo que está acontecendo na nossa vida…  Muitas vezes, será necessário que ele (a) apenas ouça o que temos a dizer. Deste modo, passamos a ser para o (a) outro (a) apenas os ouvidos de um psicólogo.

De nossa parte, o cônjuge espera receber o respeito e a atenção ao problema que o (a) aflige sem sarcasmo ou ironia. Qualquer desatenção poderá abrir um precedente para que nosso (a) companheiro (a) comece a contar suas dificuldades a terceiros por lhe parecerem mais compreensivos; fazendo destes indivíduos confidentes.

Quando colocamos a saúde do nosso casamento em primeiro lugar, estruturamos as bases da nossa família no amor e na fidelidade do companheirismo incondicional, exigido pelo casamento.

Lembremos que a nossa maior riqueza está na pessoa que assumimos como esposo (a). Por essa razão, trabalhemos no desenvolvimento das qualidades de nosso temperamento, porque elas tornam os relacionamentos mais fáceis. Sem deixar de considerar que até o mais perfeito dos cônjuges também poderá ter seus momentos intempestivos.

Dado Moura
[email protected]

 

Casamento: estou preparado para dar esse passo?

Decisão

Alguns critérios nos ajudam a discernir se estamos preparado para dar um passo para o casamento

Faltando pouco tempo para meu casamento, pergunto-me: existe hora certa para se casar?
(veja bem: já estou com dia e hora marcada para tal acontecimento)

Uma decisão como essa trata-se de algo sem volta, algo para sempre, que muda sua história e o lança em uma dimensão de eternidade. Não pode ser, então, uma escolha indecisa; é necessário um profundo discernimento e se faz urgente uma parada para se pensar: é a hora?

Mas quais critérios devem ser utilizados para se firmar em tal postura? Quais os parâmetros para se decidir para sempre? É possível fazer esse compromisso definitivo?

Antes de dar sequência a esse assunto, vejo que, primeiro, precisamos entender os níveis pelos quais o amor humano passa até ser, de fato, um amor cristão de esposo para esposa. Sem isso, não se tem critérios para dizer “é a hora”! Para não ficar um texto longo, deixo aqui o link de uma pregação que fiz, na qual falo dos quatro níveis do amor segundo São João Paulo II:

Muito bom se você leu! Agora, se não leu, ficará um pouco difícil entender os três critérios básicos para ver se é a hora de se casar, pois só um amor que atingiu os quatro níveis será capaz de abranger as necessidades de um matrimônio autêntico.

Não sou um especialista no assunto, mas, a partir das leituras que fiz, da formação à qual me sujeitei a viver e baseando na Doutrina Católica, digo: a hora certa para se casar é quando se tem a disposição para morrer, quando se possui um amor desinteressado e tem-se a capacidade de dar a vida.

Você deve estar se perguntando: “disposição para morrer”? Como assim? Se quero me casar, é para ser uma questão de vida, não de morte! Primeiro e grande erro.

Primeiro critério é casar é ter disposição de morrer. Morrer para uma vida de solteiro, morrer para uma vida de egoísmo, para uma visão só; mas também é abrir-se para uma visão do mundo a dois. Quem se casa sem a disposição para morrer pode, no casamento, tornar-se “assassino” do outro, pois, em vez de morrer, pode assumir a postura de matar os sonhos e projetos, as esperanças e os desejos do outro.

Segundo critério é ter um amor desinteressado. Quando falo isso, não quero dizer ter uma postura passiva, mas ter um amor que não busca seu próprio interesse, mas que sempre está atento ao interesse do outro, o que o outro pensa, vive e sente . Sem um amor desinteressado não consigo ver o outro como sujeito, mas como objeto de satisfação de meus interesses.

O terceiro e para mim um dos centrais, é a capacidade de dar a vida. Neste caso, é necessário pensar essa vida concreta, pensar a abertura aos filhos, o projeto de fecundidade física, mas, além de tudo, uma vida que dá a vida todos os dias, que busca o nascimento constante do homem novo. Se, no primeiro critério, a questão é a morte do homem velho, aqui, neste terceiro critério, é questão de vida, nascimento do homem novo! Quem, ao se casar, não tem vontade de ser pai e mãe, não entendeu o sentido do casamento; logo, não é hora ainda de comprometer-se para sempre. O mundo carece e padece, pois faltam pais e mães de verdade.

Muitos podem ter parado para ler esse texto pensando que eu falaria em tempo cronológico, mas eu o chamei a uma reflexão além do tempo de segundos e minutos; na verdade, um pensamento sobre o essencial. Com isso, você pode usar os resultados de tais reflexões no concreto da vida e até nas demandas de um noivado. Por exemplo: quando o casal chega ao noivado, há um tanto de coisas que precisam ser vistas: móveis, casa, lugar para a  lua de mel etc. Tudo isso é lindo, mas pode se tornar um inferno se o casal não tiver disposição, às vezes, de morrer na sua vontade sobre a cor de cozinha preta e branca, e deixar a cozinha azul e branco da esposa viver.

Se não vivo um amor desinteressado por ela, será difícil entender que o vestido de noiva diz algo essencial de seus sonhos, e que preciso acolher as lágrimas quando ela pensar nele. Se não estou aberto à vida, posso culpá-la por já engravidar na lua de mel e não ter seguido à risca o método natural.

Percebe que mais do que a hora de relógio, há uma hora do coração que precisa ser vista?

Voltando ao início do texto, digo-lhe que estou a pouco tempo do meu casamento e na luta para viver bem este período. Abro-me, acima de tudo, a Cristo, pois só com Ele aprendo a ser noivo e esposo, e assim ter a disposição de dar a vida sempre! Ele é o modelo do noivo que dá a vida pela noiva, pois se entregou pela Sua noiva, a Igreja, e Sua entrega foi para sempre, foi definitiva!

Adriano Gonçalves
Mineiro de Contagem (MG), é membro da Comunidade Canção Nova. Cursou Filosofia no Instituto da Comunidade e é acadêmico de Psicologia na Unisal (Lorena). Atua na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Mais que um programa, o Revolução Jesus é uma missão que desafia o jovem a ser santo sem deixar de ser jovem. Dessa forma, propõe uma nova geração: a geração dos Santos de Calça Jeans. É autor dos seguintes livros: “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra Dar Certo!” e “Quero um Amor Maior”

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