Com a Palavra

Por que intercedemos?

“A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus”

Quando falamos de oração de intercessão, é possível nos lembrarmos de grandes homens e mulheres da Bíblia, dos santos e da nossa própria oração. Já reparou que sempre rezamos por alguém? Sempre nos pedem oração ou a pedimos para alguém?

Primeiramente, ao falar de intercessão, lembremo-nos de Abraão. A cidade de Sodoma estava para ser destruída, mas devido à intervenção e à intercessão desse homem que “negocia” com Deus – “Se houver cinquenta justos… quarenta… dez justos” –, o Senhor lhe responde: “Por causa dos dez não a destruirei”(cf. Gn 18,16-33). Assim, graças à intercessão de Abraão, a cidade não foi destruída.

O grande Moisés foi outro homem que se colocou em defesa do povo. Deus o havia chamado para ir à frente, para libertar os filhos de Israel da escravidão do faraó. Primeiro, Moisés, em nome do Senhor, foi até o faraó e pediu a liberdade de seu povo (cf. Êx 5,1). Vários sinais foram realizados para que ele se convencesse de que aquela era a vontade de Deus: o cajado que se transformou em serpente, a água que virou sangue, além de pragas como rãs e gafanhotos (cf. Êx 7-12). Apenas com a morte do seu primogênito o faraó deixou o povo partir, mas, depois, o perseguiu (cf. Êx 14).

Num segundo momento, Moisés já não mais pedia ao faraó, mas passou a pedir a Deus pelo povo. Após a libertação, infelizmente, esse manifestou a sua ingratidão a Deus e a Moisés, pois passou a murmurar por causa do alimento (16,3), reclamar pela falta de água. Moisés clamou ao Senhor e, então, puderam beber da água (17,2-7). O profeta intercedia, pedia e colocava-se diante do Senhor em favor de seu povo.

Temos também mulheres que intercederam, que se colocaram em favor do povo, como Ester que orou pelos seus (cf. Est 4, 17n-17kk). Judite fez o mesmo (cf. Jd 9). Maria, na festa das bodas em Caná, disse: “Fazei tudo o que ele vos disser!” (cf. Jo 2,5).

“A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus” (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2634). “Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens” (cf. Rm 8,34). Ele é o Cristo, o enviado de Deus para interceder por todos até as últimas consequências ao viver a Paixão. Jesus intercedeu tanto por nós, que deu a vida d’ele para que vivêssemos.

Ora, os intercessores foram homens e mulheres que se colocaram diante de Deus em favor dos necessitados, como fez Jesus. Assim, se pedirmos oração ou se orarmos pelo outro, já estaremos vivendo a intercessão. Temos ainda a riqueza, como nos ensina a Igreja, de pedir a intercessão daqueles que morreram santamente, que estão com Deus: os santos. Na profissão de fé, rezamos “creio na comunhão dos santos”, ou seja, esses que estão com o Senhor podem pedir por nós que estamos aqui, e é necessário deixar bem claro que é sempre Jesus quem realiza os feitos.

Por fim, a oração de intercessão é confiante e dirigida ao Senhor em favor do outro, do necessitado. Foi isso o que os homens da Bíblia fizeram e, por excelência, Jesus fez por nós pecadores. Fomos salvos ou somos salvos pela intercessão d’Ele junto ao Pai.

Por que intercedemos? Primeiro, para imitar Cristo, que intercede por nós junto do Pai. Ele quer a nossa salvação e, uma vez que fomos alcançados e amados por Ele, passamos a segui-Lo e imitá-Lo.

Mas como O imitamos? Intercedendo pelo nosso próximo, confiando que Ele pode tudo, que nada Lhe é impossível (cf. Lc 1,37). Oramos em favor do outro, porque também entendemos que não devemos pedir apenas para nosso próprio benefício. A oração de intercessão não é passiva – o necessitado lá e eu aqui –, mas ativa como Jesus, que ia ao encontro de Seus semelhantes, que nada quis para si, mas se entregou pelo outro, “amou-os até o fim” (cf. Jo 13,1). Ativamente, intercedamos pelo próximo indo ao encontro dele.

Padre Márcio do Prado

Milagre do Casamento

Por Pe. Inácio José Schuster

A Bíblia narra um milagre extraordinário, operado por Jesus Cristo, nosso Senhor. É o relato de como um casamento foi tocado pelo poder de Deus, e de como o seu casamento poderá ser tocado também!

Observemos o relato bíblico: ‘Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus; e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento. E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três medidas. Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram. Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele’ (Jo 2, 1-11).

Este foi o primeiro milagre que Jesus realizou, e não é em vão que tenha acontecido justamente num casamento! As Escrituras dão testemunho através disto, mostrando-nos que antes de Jesus realizar qualquer outro milagre de cura, libertação, etc. está interessado em agir nos casamentos. A família tem prioridade no plano de Deus, pois Ele não a criou para o fracasso, e sim para ser bem sucedida. Percebemos também que o milagre ocorrido deu-se em torno de haver ou não VINHO, que na Bíblia é uma figura de alegria (Sl 104, 15).

Nos casamentos, o que vemos e ouvimos é que o vinho sempre acaba. Pessoas que viviam embriagadas de amor pelo cônjuge, assistem perplexos seus sentimentos desaparecerem. O matrimônio, de maneira geral está falido, pois o vinho sempre acaba. Mas quando Jesus está presente aí é que se estabelece a diferença! Milagres acontecem e ele traz vinho novo aonde já não mais existia. Mas perceba que o milagre aconteceu porque Jesus estava lá. Ele e seus discípulos foram convidados para simplesmente estarem nas bodas; não receberam um chamado de última hora só porque os noivos precisavam de um milagre. Ele havia sido chamado para estar junto… E porque estava presente, operou o milagre!

De maneira semelhante, se você quer um casamento que dure, que sobreviva à falta do vinho (alegria), convide o Senhor Jesus para estar presente. Não espere a crise chegar, cultive sempre a presença dele por meio de oração e leitura da Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. E não apenas leia, mas pratique a Palavra, pois o milagre acontece aonde há obediência; foi dito aos serventes que fizessem tudo o que Jesus mandasse, e porque fizeram sem questionar se era racional ou não, receberam o milagre.

Podemos observar ainda algumas figuras neste texto:
– O NÚMERO 6 – Havia seis talhas. Na Bíblia, este número sempre fala de algo que é humano. É chamado número de homem (Ap 13, 18). Portanto, percebemos que o milagre não depende só de Deus, mas há uma participação e um fator humano ligado a este milagre no casamento.
– AS TALHAS – O significado espiritual destas talhas está apontando para a parte que nos toca no que tange a receber o milagre de Deus. O seis fala do homem, e aqui entendemos nossa participação no milagre. As talhas eram o recipiente para o vinho que o Senhor Jesus transformaria. Normalmente eram pedras talhadas, cavadas. Isto sugere o quão duro somos no que tange aos relacionamentos e o quanto precisamos ser trabalhados por Deus em nossa forma de ser e agir no matrimônio. Quanto mais cavados nos deixamos ser pelo agir de Deus, maior será nosso potencial para receber o vinho. Uma pedra pouco cavada, comporta pouco vinho, mas uma pedra bem trabalhada comporta mais vinho!
– A ÁGUA – Era a matéria prima necessária para que o milagre pudesse acontecer. Não havia água nas talhas, Jesus foi quem mandou enchê-las. A água simboliza a Palavra e também o Espírito Santo. Nos lares onde o vinho chega a acabar, e todo o prazer do relacionamento desaparece, temos percebido que além dos erros cometidos na esfera natural, havia também falta de água; não havia o cultivo diário da presença de Deus por sua Palavra (lida e praticada) e a presença viva de seu Espírito. Creio ser esta a chave do milagre.

É importante se deixar ser trabalhado (o que é diferente de ser manipulado pelo cônjuge) na forma de se relacionar, mas se estas talhas não forem cheias da presença de Deus o vinho não aparecerá! Vale também ressaltar que quanto mais água aqueles servos colocassem nas talhas, mais vinho haveria; ou seja, o milagre de Deus em nosso casamento esta diretamente relacionado com o investimento que fazemos em cultivar Sua presença.

Finalizando, quero chamar sua atenção para a qualidade do milagre. Jesus deu o que havia de melhor em matéria de vinho, a ponto de o mestre-sala se impressionar e comentar que normalmente se bebe o melhor vinho e, depois de o terem desfrutado, oferece-se o inferior. Assim é com a maioria dos relacionamentos conjugais; bebem o melhor vinho nos primeiros anos, depois a qualidade cai e assim é até que acabe. Mas quando Deus faz um milagre, o que se experimenta é algo inédito, muito superior a tudo o que já se experimentou até então. Deus nos dá o melhor, sempre!

Deixe Deus ser não apenas o Criador do matrimônio, mas aquele que oferece toda manutenção necessária. Quando isto acontece, não somente somos beneficiados com um lar melhor, mas Deus recebe a honra e glória devidas. O vinho dos lares cristãos deve ser o da mais alta qualidade… Se você reconhece que o vinho acabou (ou está quase acabando) em seu matrimônio, creia na vontade de Deus de agir nos casamentos. Renove o convite ao Senhor Jesus para estar em seu lar, pratique estes princípios espirituais e seja feliz como o Pai Celestial sempre quis que cada casal fosse!

O Coaching e o Cristianismo são antagônicos!

https://blog.cancaonova.com/livresdetodomal/o-coaching-e-o-cristianismo-sao-antagonicos/

Demorei-me para escrever um pouco sobre a realidade do Coaching e daquilo que eu vejo que não se “encaixa” com a Fé Católica, e para falar a verdade, não se encaixa com o cristianismo em si. Propositalmente eu queria “ver” o joio crescer, para que mais “crescidinho”, pudéssemos identificá-lo, e apontar alguns de seus extravios e sutis perigos para nossa caminhada; e arrancá-lo seguramente do nosso meio!
De certo, alguns aqui já começarão a se questionar sobre padres, pastores, missionários, e diversas outras pessoas que talvez eles tenham como referência para si, se utilizando de tal título de Coach…
Quero dizer que infelizmente muitos estão seguindo caminhos perigosos em seus ministérios, e muitos até se extraviaram do caminho da Verdade, da essência do Evangelho; e seguem a si mesmos e suas fúteis idéias como seus próprios deuses!
Alguns dirão: “Mas Danilo, como pode você falar assim destas pessoas? Tem até padres vivendo essas realidades?”
E eu só quero relembrar que quem entregou Jesus para ser crucificado não foi um pagão, um perseguidor, um revolucionário da época; foi um Apóstolo, um homem na qual Jesus por amor escolheu e elegeu, foi este que com um tipo de teatralidade de amor, entregou Jesus aos seus opositores. Então, não vos surpreenda tal afirmação da minha parte!
Quero também deixar aqui registrado que não vou entrar profundamente na questão espiritual, da visão que eu tenho sobre essa realidade, sua essência e etc, pois me delongaria muito para tratar disso em um artigo somente. Deixarei para tratar de detalhes, da visão da Igreja e tudo o mais, em outros artigos e no meu próximo livro… Aguardem!
Mais uma afirmação importante: Quem trabalha com a questão do Coaching, principalmente em nível da Fé, de misturar “alhos com bugalhos”, jamais se darão por vencidos, justificarão suas práticas com versículos e mais versículos bíblicos, que suas “teses” passam pelo crivo da Palavra de Deus, e que estão anunciando Deus através de “suas ferramentas”, e que estamos equivocados quanto à discordância sobre este assunto… Vão querer usar aquela frase relativista: que se está ajudando a pessoa, então não há problema algum… Falácias e mais falácias…
Nem vou explorar muito profundamente (por enquanto) a questão financeira e de valores que estes “servos do Senhor” têm embolsado em seus colóquios motivacionais!
– Demonizar o Coaching?
É claro que aqui não estou demonizando nada em relação ao Coaching, e nem falando de pessoas diretamente, mesmo que na sua mente já possam ter passado diversas! O que eu quero trazer neste artigo, são algumas contradições do ensinamento que contém por detrás da “ideologia do Coaching” – alguns preferem chamar de “Teologia do Coaching” – com as bases cristãs… (Apesar de haver várias contradições, vou expor algumas somente…)
– Mas o que de fato é o Coaching?
Quero trazer aqui a explicação que extrai de um site de um dos principais institutos de Coach do Brasil e como eles definem o que é o Coaching:
“Um mix de recursos que utiliza técnicas, ferramentas e conhecimentos de diversas ciências como a administração, gestão de pessoas, psicologia, neurociência, linguagem Ericksoniana, recursos humanos, planejamento estratégico, entre outras visando à conquista de grandes e efetivos resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar, espiritual ou financeiro”
– E como acontece em geral o Processo de Coaching?
“Conduzido de maneira confidencial, o processo de Coaching é realizado através das chamadas sessões, onde um profissional chamado Coach tem a função de estimular, apoiar e despertar em seu cliente, também conhecido como Coachee, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja”.
Aparentemente o que há de problema nisso? Você acha que nada? Você realmente prestou atenção naquilo que eles descreveram?
Convenhamos, e usemos o mínimo de racionalidade sobre a definição acima:
“… despertar em seu cliente, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja”.
– Que tipo de “potencial infinito” pode haver num “ser finito”?
“… para que este conquiste tudo o que deseja…” – Quer dizer que as conquistas do homem depende exclusivamente do seu desejo? “Se eu quero, eu posso”… Sou eu, os meus desejos, as minhas vontades, as minhas perspectivas que determinam quem me tornarei?
Existe um tipo de “onipotência” disfarçada no objetivo prático do Coaching, que quer “comandar” até mesmo a Onipotência Divina, querendo “manipular” os desígnios Daquele que realmente tudo pode! Quando eu coloco em mim e em ferramentas a possibilidade de aplicá-las e “conquistar tudo o que eu desejo”, estou colocando em xeque a ação do ÚNICO que é Onipotente; ou ainda tentando competir com Ele “onipotências”… Afinal, posso tanto quanto QUEM TUDO PODE, e quem decide o que serei e conquistarei sou eu!
Já é introduzido neste tipo de conceito, um tipo de ideologia venenosa e perigosa, principalmente para aqueles ainda que não estão maduros na sua caminhada com Deus! Entra nesta ideologia um tipo de Soberba e Prepotência; que acaba por deixando de lado a resignação aquilo que Deus quer de nós e para nós!
Isso é o tipo de afirmação que faria rir qualquer ser pensante, mas que dá vontade de chorar quando vemos que há tantos cristãos embarcando nesse barco furado!
Mas alguns vão dizer: “Eu faço Life Coaching Espiritual…” – Ai é que dá vontade rir mesmo!
Vou colocar abaixo a definição que o mesmo Instituto explica sobre isso:
“O Coaching Espiritual não tem ligação com religião, doutrina ou crença. O Coaching Espiritual tem como foco, proporcionar o equilíbrio entre a paz interior do indivíduo e com o universo em si. A metodologia age de dentro para fora, atuando nas questões internas da pessoa e no seu autoconhecimento. Portanto, o Coaching Espiritual auxilia o ser humano a identificar suas crenças e valores, a reconhecer a sua missão e propósito de vida, a acreditar em si mesmo, a ter amor próprio, a superar limites e assim, deixar um legado positivo, seja em âmbito pessoal ou profissional”.
Eu não sei nem por onde começar a rebater tanta besteira! Vamos lá:
“O Coaching Espiritual não tem ligação com religião, doutrina ou crença…” Se falamos que algo é espiritual, é porque consequentemente quer nos ligar a algo, ou Alguém que é superior a nós, ao nosso mundo; mas o “Coaching Espiritual” não tem ligação com “religião, doutrina ou crença”… É espiritual por que e em que então? Se não liga nada a nada, para que existe?
O texto, de forma confusa tenta responder: “O Coaching Espiritual tem como foco, proporcionar o equilíbrio entre a paz interior do indivíduo e com o universo em si. A metodologia age de dentro para fora, atuando nas questões internas da pessoa e no seu autoconhecimento”.
Espera aí… Essa definição deles já é um tipo de “doutrina/crença”; então já está “nos ligando” a algo que eles acreditam! Essa ligação do indivíduo com o Universo é um tipo de crença! E como então eles afirmam que não tem ligação com religião, doutrina ou crença? Confuso a explicação deles não é mesmo?!
Tem mais: “Portanto, o Coaching Espiritual auxilia o ser humano a identificar suas crenças e valores, a reconhecer a sua missão e propósito de vida, a acreditar em si mesmo, a ter amor próprio, a superar limites e assim, deixar um legado positivo, seja em âmbito pessoal ou profissional”.
Como que um Coaching Espiritual, – que não tem ligação com “religião, doutrina ou crença” – vai auxiliar o ser humano a identificar “suas crenças e valores”… Qual será o ponto de referência destas pessoas para identificar elementos tão ligados a Religião de dentro destas pessoas?
O drama continua: o Coaching Espiritual auxilia o ser humano a[…] “reconhecer a sua missão e propósito de vida, a acreditar em si mesmo, a ter amor próprio, a superar limites e assim, deixar um legado positivo, seja em âmbito pessoal ou profissional”.
Como que um Coaching Espiritual, que convenhamos, pode ser qualquer um que fez uns “cursinhos” por aí – pois não existe regulamentação para tal prática – ajudará alguém a reconhecer realidades tão importantes na vida das pessoas e tão ligadas a Deus?! Como separar missão e propósito de vida, de um chamado e designo de Deus?
Todo ser humano recebe uma Vocação, um tipo de chamado de Deus, uma missão realmente… Mas ninguém se lança num tipo de missão, se não há Alguém que o chamou e o lançou… Em todo chamado, em toda missão, existe um certo tipo de mística da vocação, do chamamento… Não é algo puramente racional… A história do cristianismo é permeada desta Voz que chama, e de alguém que responde à essa Voz!
Seja em atividades que podemos nomear de mais “extraordinárias” como muitos santos viveram, ou seja, no cumprimento e na dedicação com o amor ao dever de estado que se encontra a pessoa. São Josemaria Escrivá nos ensina lindamente esse cumprimento do dever de estado, do senso do dever, de missão e de obrigação, quando realizado com amor e com sentido, é um caminho seguro de Santidade. Mas até no cumprimento destes deveres, é preciso compreender essa Voz que habita e ecoa dentro de nós, pois se não, não será possível entender a grandeza de tais atos, e nada mais fará sentido!
E como amar a si próprio realmente, sem o conhecimento de Deus, sem compreendermos porque Deus nos quis?! Há um anseio dentro de cada um de nós, impresso por Deus em nossas almas, de encontra-Lo, ama-Lo e servi-lO! Há uma esperança VIVA dentro de nós que não se pode ser inventada pela mente humana! E ai está um dos grandes erros da “Teologia do Coaching” achar que por meio da projeção das nossas mentes virão os resultados, que através das “programações” que podemos fazer, os resultados certamente virão de maneira positiva!
Neste caso, o Professor e Filósofo Olavo de Carvalho aborda isso de maneira espetacular quando nos ensina:
“A mente não poderia encontrar dentro de si a solução de seus males, pelas simples razão de que o seu mal consiste em estar fechada dentro de si, sem abertura para o que lhe é Superior. Em vez de criar um sentido, a mente tem de submeter-se a ele, uma vez encontrado”.
Sem este entendimento e abertura para o que lhe é Superior, muitos continuarão nas tentativas de erros e acertos sobre os propósitos de suas vidas, e se depararão muito mais com os seus erros! Querem encontrar pela “força de suas mentes” as capacidades escondidas e as potencialidades em si; mas não percebem que a grande doença que trazem está em estarem fechados em si mesmos! Percebam que não faz o menor sentido quererem se utilizar de algo que está doente para ser o remédio!
São amplas as debilidades dos conceitos que este tipo de “Teologia/Ideologia do Coaching” traz, se formos colocar de frente com a realidade cristã! Isso porque eu me referenciei – por enquanto – em 2 pequenos textos que falam sobre o mesmo…
Não quero me delongar mais, para que não se torne extenso e cansativo o texto, mas gostaria que realmente você avaliasse os pontos colocados, e perceba com nítida clareza que há divergências na raiz da Ideologia do Coaching com o cristianismo…
Em próximos textos, vocês perceberão a ligação que há e que está se tornando “modinha”, dos Coaches começarem também o estudo e aplicação sobre a PNL, da hipnose e outras realidades mais… Por incrível que pareça, tem Coaches introduzindo até mesmo a questão da Terapia da Constelação Familiar! Está virando uma bagunça geral!

Batismo ou Funeral de animais de estimação na Igreja

http://paroquiavirtualfreiivo.blogspot.com.br/2013/05/batismo-ou-funeral-de-animais-de.html

– Uma senhora se aproxima do sacerdote, no final de uma celebração, pedindo que abençoe as fitinhas do seu cão de estimação;
– Judite é uma dessas católicas invisíveis, que quase nunca comparece à Igreja. Já é viúva de dois maridos e nunca conseguiu engravidar. Então, resolveu por bem comprar um gato, deu-lhe um nome. Como a sua estima pelo animal é muito grande, veio até nós, pedindo se não poderia batizar o seu gatinho, por medo que ele morra sem ser batizado e não consiga entrar no céu dos animais;
– Tommy frequenta uma Igreja da zona sul do Rio de Janeiro. Tinha um cão que era o seu único companheiro fiel, pois morava sozinho num apartamento de luxo da Barra. Para o seu azar, inesperadamente o cão entrou em depressão e foi constado um câncer no fígado, que não conseguiu superar. O cão morreu e ele, entre lágrimas, chamou um sacerdote em sua residência, pedindo que fizesse uma celebração de exéquias ali mesmo, pois já estava velando o animal há quase dois dias. O seu grande desejo era que o seu amado cão pudesse ser cremado, dignamente, depois de desta celebração. O sacerdote, no entanto, negou a celebração.

Os três casos em cenário são resultado de uma sociedade ultramoderna, que aos poucos foi substituindo os filhos gerados ou adotados pelos animais de estimação. Diante disso, gostaria de tecer algumas considerações, que não pretendem ser uma crítica direta a quem esteja envolvido neste segmento da sociedade, porém uma constatação, em busca de esclarecimentos.
No passado, era comum a gente ler atrás dos veículos: cuidado, bebê à bordo. Hoje em dia, vemos que muitas dessas escritas foram alteradas para: dog on board. Também sabemos que este segmento do comércio abrir verdadeiros pet shoppings, tendo em vista a lógica demanda por produtos condizentes com o consumo do momento. Se pode comprar para animais de estimação: coleiras com segredos, sofás, colchões, xampu, condicionador, cremes para o pelo, creme dental, fio dental, roupas, calçados, alimentos dietéticos, sobremesas, dentre outros produtos.
Na linha do cuidado para com estes animais, os veterinários estão passando de “clínicos gerais” a desmembramentos especializados nesta área da saúde animal. Assim, surgem, por exemplo, neurologistas para animais deste tipo, psicólogos, psiquiatras, pedagogos, massagistas. E contra o stress, é procurado, o personal dog trainer, dentre outros prestadores de serviço, especializado.
Muitas pessoas, hoje, não viajam sem levar os seus animais no veículo, no ônibus, no trem, no navio, no avião. E se por acaso decidem renunciar este amor pelos animais, por alguns dias em sua ausência, colocam os mesmos em hotéis e apartamentos, recomendando que os recepcionistas liguem ou atendam suas ligações, diariamente, para saber se estão sendo bem tratados.
No centro de grandes cidades, a gente encontra uma série de mendigos dormindo debaixo de marquises. Porém, dificilmente encontra animais vira-latas, em busca de alimentos. O lixo hoje é mais revirado em busca de alimentos pelos humanos que vivem nos porões da humanidade do que pelos animais. E ai daquele ou daquela motorista que atropelar um cão ou um gato. Na maioria das vezes, teria sido melhor – no bom entendimento da palavra – que tivesse atropelado um ser humano.
Voltando aos casos em epígrafe, haveria uma resposta teológico-jurídica para cada caso colocado?
1) Antes de mais nada, não se trata de negar os direitos dos animais a uma vida mais digna e menos abandonada. Exemplo disso são as verdadeiras organizações que se preocupam com cães e gatos abandonados, inclusive com creches e possibilidade de adoção destes animais;
2) Os animais podem despertar vida, entusiasmo. Quem não gosta de um sorriso de um cão, ao passar a mão nele, sob os cuidados do seu dono? Testemunhos comprovam que a convivência de crianças enfermas com animais de estimação tem ajudado na cura e autoestima. Porém, seria ideal que estes animais não substituíssem a tarefa humana em prol do cuidado e da qualidade de vida dedicada a estes seres que não podem ser terceirizados a cães e gatos;
3) O ser humano, desde que nasça, cresça e seja educado dentro de um lar bem estruturado, mesmo que seja numa outra dessas configurações de família, pós-moderna, exige toda a dedicação possível. Também pode trazer surpresas, depois de dezenas de anos, em que os filhos não reconhecem o amor de seus genitores ou tutores. Tem gente que abandona o lar, gente que se suicida, gente que entra para o mundo da droga, gente que se revolta com aqueles mais cuidaram deles, sem dar uma plausível justificativa. Em resumo, o ser humano é uma caixa de surpresas, que necessita sempre da atenção, do amor e de muita dedicação. Mesmo sendo amado, pode não ser correspondido. Já com os animais de estimação, parece mais fácil… Seria mais fácil adestrar um cão que educar uma criança, um adolescente. Por isso, a preferência das pessoas pelos animais;
4) A maioria dos cristãos católicos que se preza, procura participar da comunidade de seu interesse e também, batizar seus filhos nela, receber bênçãos e quando chega o momento final, solicitar da Igreja um digno funeral, com a celebração de exéquias.
5) Ao buscar respostas sobre a questão da morte ou funeral de animais, não encontramos nada no direito da Igreja ou na sua liturgia. Já na internet a gente pode se deparar com respostas como as que seguem:
“Aqui em Portugal no Zoo tem um cemitério próprio pra cães e gatos, igualzinho ao das pessoas. Mas, por exemplo, o cachorro da minha madrinha morreu no veterinário. Então ela pediu pra eles cremarem ele junto com os brinquedinhos dele e depois jogou as cinzas no mar. Tem também quem enterre o seu animal de estimação num jardim perto de casa ou mesmo em jardins de casa e então coloca algo lá, flores ou outra coisa pra saber que tá ali. Acho muito bonito você fazer o funeral sim, os animais nos dão tanto, carinho, amor, e ao contrário das pessoas, nunca nos abandonam, acho que nessa hora há que fazer o melhor por eles”… “Faça uma caixinha e coloque-o dentro. Reze 2 pai nossos e 3 Ave Maria e coloque numa outra caixinha com tampa e enterre-o. Pronto. Seu bicho descansará em paz!” (http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100402201923AALZYLI)
“Chegará aquele dia em que seu fiel companheiro, aquele que era considerado um membro da família e que também foi a alegria das suas crianças… deixará o convívio familiar… Ele será recolhido no local em que se encontre, colocado em um ataúde e levado para sepultamento ou cremação… Para o sepultamento, dispomos de um moderno cemitério onde seu animal será colocado em jazigos de cimento… Para a cremação, contamos com um moderno crematório devidamente credenciado pelas autoridades sanitárias” (http://serfupa.tripod.com).
“Uma pessoa convive com seu animal de estimação em momentos muito importantes de sua vida e muitos animais acompanham seus donos por até 20 anos. Neste tempo um vinculo de Amor e Amizade foi criado e é isso que celebramos. É uma celebração do Amor e da Amizade que nós humanos podemos ter por nossos animais de estimação que nos dão tanto carinho e nos acompanham por muitos anos” (http://www.joseferrazcelebrante.com/joseferraz).
6) De acordo com as citações colhidas na internet, existem depoimentos e serviços prestados nesta área. Porém, pelo que me consta até momento, nenhuma celebração religiosa, reconhecida pela Igreja;
7) Em relação à bênção de fitinhas para animais ou até a bênção de animais, estamos plenamente de acordo. Aliás, a bênção de animais é muito comum, especialmente no dia de São Francisco de Assis, ou sempre que alguém solicite isto a um religioso ou sacerdote. Porém, para ministrar batismo ou outros sacramentos a animais, ou ainda celebrações de exéquias a animais de estimação, ao menos até o momento, não temos a permissão da Igreja.

Diante do exposto, a resposta é afirmativa em prol do primeiro caso; negativa ao segundo caso, e ao terceiro, negativa também, uma vez que a celebração de exéquias, embora seja um sacramental, careça de fundamentos teológicos e eclesiásticos. O que se poderia fazer é uma oração a favor da pessoa envolvida. Porém, ao animal, nem a bênção seria permitida, porque ele já está morto!

Quem é Católico?

QUEM É CATÓLICO?
Compêndio do Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, 14 (39)

Católico é todo aquele que, incorporado plenamente à sociedade da Igreja, tem o Espírito de Cristo, aceita a totalidade de sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e na sua estrutura visível – regida por Cristo através do Sumo Pontífice e dos Bispos – se une com Ele pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime e da comunhão eclesiásticos.
Não se salva, contudo, embora incorporado à Igreja, aquele que, não perseverando na caridade, permanece no seio da Igreja “com o corpo”, mas não “com o coração”1.
Lembrem-se todos os filhos da Igreja que a condição sem igual em que estão se deve não a seus próprios méritos, mas a uma peculiar graça de Cristo.
Se a ela não corresponderem por pensamentos, palavras e obras, longe de se salvarem, serão julgados com maior severidade2.

 

TRÊS TIPOS DE CATÓLICOS
Pe. José Ribolla, C.SS.R. / Fonte: Os Sacramentos, trocados em miúdo. Ed. Santuário

CATÓLICO OU “CAÓTICO”?
Dizem que no Brasil – mas não é só no Brasil, não! – muitos católicos adotam um cristianismo original. Em vez de: católico-apostólico-romano, passa a ser: caótico-apostático-romântico… E bote isso tanto no masculino como no feminino!
Comecemos pelo “católico-caótico”. A palavra “católico” é um adjetivo da língua grega que, no masculino, feminino e gênero neutro corresponde respectivamente a: katolikós, katoliká, katolikón. O significado de católico é: universal. Quer indicar que o cristianismo deve ser universal, abranger todos os povos de toda a terra e de todos os tempos. O Evangelho é universal, é para todos. No caso, o substantivo é: cristão; católico é adjetivo, que poderia ser substituído por “universal”; mas, ficaria um tanto pernóstico dizer: “sou cristão universalll”… E por isso, ficamos com o adjetivo “católico” mesmo, querendo dizer “universal”. Entendido?
Pois bem. Mas, em nossa querida Pátria e alhures, o cristão em vez de ser “católico”, isto é, aceitar todo o Evangelho, a Igreja-Hoje, o tal cristão-”caótico” faz uma misturança de tudo e faz uma religião das suas conveniências, catando aqui e ali meias verdades e… bota tudo no “liquidificador” do seu egoísmo e da sua ignorância, aperta o botão das suas conveniências, e… dá aquela mistura caótica de católico-umbandista-cientificista-espiritualista-esotérico-maçonista e… diabo-a-quatro. E depois se mete a discutir religião sem entender bulhufas.
A Fé desse cristão caótico fica na periferia. E, no fundo mesmo, ele não quer é se comprometer com as dimensões da Fé: a dimensão pessoal da consciência limpa, a dimensão social da Justiça, a dimensão Política do compromisso com a ética do bem-comum; e, por aí afora. O cristão caótico cria um caos entre Fé e Vida, entre Fé e as realidades temporais onde ele deve atuar. O “caótico” cria uma religião liberalóide, à imagem e semelhança de suas idéias e gostos. Assim é fácil, não? …
 

APOSTÓLICO OU “APOSTÁTICO”? 
Outro tipo de católico original, mas muito comum, é o que afirma, nos recenseamentos, ser católico-apostólico, mas, em vez de “apostólico”, ele é “apostático”. Sem querer fazer muita apologética nem muita discussão sobre o assunto, é fácil verificar qual é a verdadeira religião cristã (universal = católica), a que vem desde os tempos dos apóstolos, do tempo de Cristo, portanto. É só ver nos Evangelhos como Jesus quis sua Igreja como sinal do Reino. E logo constataremos que Jesus quis, nessa Igreja, uma autoridade que fosse a pedra fundamental, garantia da unidade. E sabemos que ele colocou Pedro como a primeira autoridade, que depois vai tomando o nome de papa (pai). Está clara, nos Evangelhos, a indicação do Apóstolo Pedro como o primeiro chefe. E como essa Igreja deveria perdurar e continuar através dos séculos, vemos, na história da Igreja, que vieram Lino, Cleto, Clemente… até o nosso atual Papa Bento XVI. Então esta será, claro, a Igreja Apostólica, a Igreja que o Cristo quis… apesar de todas as misérias acontecidas com a necessidade de contínuas reformas na parte humana da Igreja.
Pois bem. O nosso católico “apostático”, em vez de ficar com essa Igreja, ele vai “apostando”, como o “caótico”, num sincretismo reli¬gioso, numa mistura de religiões ou fantasias religiosas, superstições e “etceterões” que não podem caber num “mesmo saco”, numa mesma vida…
Assim, de manhã, o “apostático” aposta na missa. Ao meio dia, aposta no horóscopo (alguns jornalistas-horoscopistas disseram-me como fazem quando “falta assunto”: pegam horóscopos de uns anos atrás e recopiam com algumas mudanças e publicam o “horóscopo do dia”…). E à noite, em que “aposta” o nosso “apostático”? No terreiro, saracoteando na macumba e quejando…
E assim vai ele, pela vida, “apostando”, até que acaba é apostatando mesmo, sem eira nem beira, sem convicção cristã nenhuma, sem compromisso com a Fé. Uma religião na base da emoção, da fantasia, sem firmeza histórica, sem firmeza evangélica, sem firmeza da Fé. Apostando no que lhe convém no momento… Nem cristão, nem católico, nem apostólico, mas: “apostático”…

ROMANO OU “ROMÂNTICO”? 
Vimos os dois tipos de cristãos batizados e crismados com os quais o Espírito Santo da Crisma não terá chance nenhuma de contar para o testemunho da Fé. São os católicos “caóticos” e os “apostáticos”.
Mas há um 3º espécimen, muito caracterizado e muito comum entre eles e entre elas… É o chamado cristão-católico “romântico”: “ái Jésúis!” E como os há, por aí afora… Dizemos “romântico” em oposição a romano; isto é, sem a adesão incondicional à Igreja de Jesus Cristo, desde os inícios sediada em Roma. “Romano” só porque, desde Pedro, os 263 Papas sediaram-se em Roma.
“Romântico” é o católico superficial, que tem as emoções como termômetro da Fé; o que se apega às periferias da religião, sem convic¬ções profundas, e que age ao sabor do “gosto não-gosto”. Neles e nelas não é a firmeza da Fé, a constância da Esperança nem a fidelidade do Amor que orientam a vida, mas sim, os “gostinhos” e preferências da ocasião, da “moda”.
“Romântico” é o católico que não perde a procissão do Senhor Morto e faz questão fechada de depositar seu ósculo no esquife do Senhor Morto… Mas foge, na vida do dia-a-dia, de “beijar” o Senhor vivo do Evangelho, o Cristo da justiça, do amor ao irmão, do perdão. É fácil beijar um “Senhor Morto” de madeira, de pedra, de gesso: quero ver é você beijar o Cristo do Evangelho, quando exige tomadas de posição na caminhada da Igreja, na justiça etc., etc.
Católica “romântica” é aquela que me dizia: “Ah! padre, o dia da 1.a comunhão de minha filha, quero que fique ‘indelééévvelll’… na minha vida…” Mas, ela mesma nem “limpou a cocheira” dos pecados para poder comungar com a filhinha… “Romântico” é o cristão que lê o Evangelho, concordando com umas coisas que Jesus disse e não con¬cordando com outras que o mesmo Jesus disse… “Eu acho… eu não acho…” como se cristianismo fosse “achismo”… E, por aí afora, meus amigos, quantos cristãos e cristãs romântico (a)s”, não? E onde fica o Batismo dessa gente, onde fica a Crisma com o Espírito Santo exigindo uma vida coerente com o Evangelho, com a Igreja e não com os caprichos de cada um?

SE ESTÁS BUSCANDO A IGREJA DE CRISTO…
Dom Fulton John Sheen

Não existem muitas pessoas que odeiem a Igreja Católica. No entanto, há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente crêem que a Igreja Católica seja. Isto certamente é uma coisa totalmente diferente. Dificilmente se pode culpar essas milhões de pessoas por odiar o católico crendo – como crêem – que os católicos “adoram imagens”; que “colocam a Virgem no mesmo nível de Deus”; que “dizem que as indulgências são permissões para se cometer pecados”; ou “porque o Papa é um fascista”; ou porque a Igreja “defende o capitalismo”. Se a Igreja ensinasse ou praticasse qualquer destas coisas, deveria ser odiada por justa razão.
Porém, a verdade é que a Igreja não ensina nem crê em nenhuma destas coisas. Disto, se constata que o ódio de milhões é dirigido contra um conceito errôneo da Igreja e não ao que a Igreja verdadeiramente é. De fato, se nós, católicos, crêssemos em todas as mentiras e falsidades que dizem sobre a Igreja, muito provavelmente odiaríamos a Igreja mil vezes mais do que odeiam essas milhões de pessoas mal informadas.
Se eu hoje não fosse católico e estivesse em busca da verdadeira Igreja, buscaria uma Igreja que não se desse bem com o mundo. Em outras palavras, buscaria uma Igreja que o mundo odiasse. É que se Cristo estivesse em alguma das igrejas de hoje em dia, deveria ser odiado tanto quanto foi quando habitou carnalmente sobre a terra. Se encontrasses Cristo em alguma igreja hoje, O encontrarias numa igreja que não se desse bem com o mundo…
Procure a igreja que é odiada pelo mundo, assim como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure uma igreja que seja acusada de estar ultrapassada, assim como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e sem instrução. Procure uma igreja que os homens desprezem por ser socialmente inferior, assim como desprezaram Nosso Senhor por ter nascido em Nazaré. Procure uma igreja que é acusada de ser endemoniada, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios.
Procure uma igreja que o mundo rejeite porque afirma ser infalível, assim como Pilatos rejeitou Jesus porque Ele declarou ser a encarnação da Verdade. Procure uma igreja que, entre a confusa selva de opiniões contraditórias, seja amada por seus membros, assim como amam a Cristo, e respeitam sua voz, assim como respeitam a voz de seu Fundador. Assim aumentarão as tuas suspeitas de que esta Igreja não condiz com o espírito do mundo e isso deve ser porque não é mundana; e se não é mundana é porque não é deste mundo; e por não ser deste mundo, lhe cabe ser infinitamente odiada e infinitamente amada, como ocorre com o próprio Cristo. A Igreja Católica é a única Igreja que atualmente pode traçar sua História até os dias de Cristo. A evidência histórica é tão clara neste aspecto, que resulta curioso ver tanta gente não estar a par de algo tão óbvio!

Este é o meu lugar?

Lazer e tempo livre: oportunidades para chegar à meta da santidade
Por Carlo Climati

Um fenômeno perturbador que afeta grande quantidade de jovens é o dos rachas de rua. Geralmente, [no caso italiano, ao qual o autor se refere diretamente; ndr] os rachas acontecem nas periferias, onde existem mais trechos de ruas e estradas pouco movimentadas. Estas competições insanas se conectam à também triste praga das apostas. Enquanto uns aceleram, outros assistem e apostam dinheiro no possível vencedor. E a vida e a morte se tornam um jogo absurdo.

O que leva alguns jovens a querer medir-se nessas perigosíssimas competições? Um desejo de transgressão que, às vezes, tem raízes no tédio, no desconforto, na incomunicabilidade, na falta de educação por parte da família. Infelizmente, as corridas clandestinas não são a única causa de morte de jovens nas ruas e rodovias. Há também os desastres ligados às noitadas, como resultado do cansaço de quem pega o volante depois de horas e horas na balada. São a consequência trágica do estado de estupor alimentado pelo barulho da música altíssima, pelo consumo de bebidas alcoólicas e pelos efeitos das luzes psicodélicas. As pistas de dança já foram um meio de entretenimento. Um lugar para relaxar depois de uma semana de trabalho e de estudo. Hoje, acontece o contrário.

Depois de uma noite na balada, os jovens saem ainda mais cansados. Ao irem para a balada, os jovens manifestam um desejo saudável de diálogo e de comunicação. Eles querem estar com os outros. Mas, depois, eles se pegam sozinhos. O volume da música é tão alto que os impede de falar. E assim, mesmo rodeados de muita gente, eles permanecem mudos, privados da possibilidade do diálogo. A melhor resposta para certos mecanismos de transgressão é convidar os jovens a redescobrir o verdadeiro significado da diversão.

Para passar uma noite relaxante com amigos, não é preciso varar a madrugada, nem sair bêbado, nem se drogar. Não é preciso participar de loucas corridas clandestinas para provar alguma coisa para os outros. É necessário ensinar os jovens a gerir inteligentemente a sua liberdade, até com o objetivo de uma busca pessoal da santidade. Todo cristão, que recebeu o batismo, é chamado a ser santo.

De que maneira? Pouco a pouco, passo a passo, fazendo um pequeno esforço por dia. Isto significa que você pode se tornar santo também se divertindo, usando a cabeça e fazendo as escolhas certas para a sua vida. Lembremo-nos: somos todos filhos de Deus.

Antes de pôr os pés em certos ambientes extremos, perguntemo-nos: um filho de Deus pode entrar num ambiente como este? É realmente um lugar para mim? E se um amigo me convida a acelerar ao máximo, de noite, numa rua da periferia, eu devo perguntar a mim mesmo: é este o comportamento correto de um filho de Deus?

As oportunidades saudáveis de se divertir e sair com os amigos são muitas. Há clubes onde a música é mais tranquila e onde as drogas e o álcool não circulam. Há ótimos shows, grandes filmes, excelentes espetáculos para ver. Basta escolher e usar o cérebro. A geração mais jovem precisa de uma nova cultura. Existe a necessidade de rotas alternativas, que levem à santidade inclusive através do entretenimento saudável e de uma boa organização do próprio tempo de lazer.

Isso mesmo! É possível ser santo até na balada! Basta lembrar que Deus está sempre conosco, que ele segura a nossa mão e nos acompanha inclusive nas horas de lazer e diversão.

Os animais de estimação vão para o céu?

Criaturas de Deus
São Francisco de Assis é mundialmente conhecido pelo amor que nutriu por toda a criação

Nestes tempos em que o cuidado com a natureza se faz essencialmente necessário para a preservação de nosso habitat, uma questão recente tem gerado polêmica: os animais de estimação vão para o céu? Essa dúvida veio à tona em uma recente declaração atribuída ao Papa Francisco, quando ele consolava um menino que havia perdido seu cachorro: “O paraíso está aberto a todas as criaturas do Senhor”. Essa notícia, segundo relatos, foi desmentida pelo próprio repórter que a divulgou em um veículo de comunicação americano, mas se espalhou pelo mundo.

Essa pergunta tem gerado polêmica e dividido muitas opiniões, mas o que a Igreja Católica Apostólica Romana fala sobre essa questão? Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

“O sétimo mandamento exige o respeito pela integridade da criação. Os animais, tal como as plantas e os seres inanimados, são naturalmente destinados ao bem comum da humanidade. O uso dos recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser desvinculado do respeito pelas exigências morais. O domínio concedido pelo Criador ao homem sobre os seres inanimados e os outros seres vivos não é absoluto, mas regulado pela preocupação com a qualidade de vida do próximo, inclusive das gerações futuras; exige respeito religioso pela integridade da criação.

Os animais são criaturas de Deus. Ele os envolve na sua solicitude providencial. Pelo simples fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória. Por isso, os homens devem estimá-los. É importante lembrar com que delicadeza os santos, como São Francisco de Assis ou São Filipe de Néri, tratavam os animais.

Deus confiou os animais ao governo daquele que foi criado à Sua imagem. É, portanto, legítimo nos servirmos deles para a alimentação e para a confecção do vestuário. Podemos domesticá-los para que sirvam ao homem nos seus trabalhos e lazeres. As experiências médicas e científicas em animais são práticas moralmente admissíveis, desde que não ultrapassem os limites do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas.

É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente da vida deles. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não se deve desviar para eles o afeto só devido às pessoas” (Catecismo da Igreja Católica, 2415-2418).

O que o Catecismo afirma é isso: “Os animais são criaturas de Deus. Simplesmente pelo fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória”. O presente documento, em momento algum, afirma que os animais irão para o céu após o término de sua vida terrestre. Nem mesmo encontramos declarações oficiais de algum Sumo Pontífice a esse respeito.

O que difere o homem dos animais é que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Somente o homem tem uma alma transcendente, imortal. Os animais não possuem uma alma imortal.

Somos chamados a cuidar da criação de Deus, e isso inclui os animais. No entanto, é preciso discernimento diante dessa questão. Não é raro encontrarmos pessoas que gastam uma verdadeira fortuna com seus animais e não ajudam o pobre que passa fome. Outros ainda valorizam mais seus animais de estimação que os próprios familiares de sua casa. Muitos pais não deixam seus filhos colocarem os pés no sofá, mas deixam o gatinho de estimação passar o dia todo dormindo em cima do móvel.

Cuidemos da criação sem nos descuidarmos dos nossos irmãos e irmãs que sofrem ao nosso lado e clamam por nossa ajuda e misericórdia.

Padre Flávio Sobreiro Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG. Página pessoal do padre Flávio na internet. Perfil no Facebook

Quero batizar a minha filha em casa, e na igreja!

Gostaria de saber como faço para fazer o batismo em casa?
Pe. Inácio José Schuster, Vigário Judicial da Diocese de Novo Hamburgo

Até parece que estamos em outro planeta do sistema solar. Você só pode fazer um único batismo, e só pode batizar em casa se estiver ocorrendo qualquer risco grave ou de morte para a vida da criança.

Não se faz, por nenhum motivo, e sob nenhuma hipótese o batismo em casa, pois já foi o tempo dos dinossauros e a era da pedra lascada.

Isso era quando tudo e todos ficavam longe da cidade ou da igreja Matriz, quando o padre passava uma ou duas vezes por ano naquela localidade, quando ainda se andava no lombo dos burros, quando os recursos e meios de comunicação e transporte ainda não tinham chegado.

Hoje, quando as distâncias se encurtaram, a comunicação ultrapassa fronteiras em um milésimo de segundo, não se admite viver sozinho, batizar sozinho e formar uma fami-ilha.

Ou se passa a pertencer à grande família dos filhos e filhas de Deus e batiza-se na comunidade de fé, na igreja paroquial onde esta comunidade de irmãos se reúne, onde o Senhor Jesus se faz presente realmente. Pois existe “Um só batismo, uma só fé, um só Senhor” (cf. Ef 4, 5).

Ou então, continuamos querendo nos achar a “última bolachinha recheada do pacote”, e assim, não ter compromisso com nada e com ninguém, só gritando que temos direitos. Egoísmo e amor não casam nunca. Uma andorinha sozinha não faz verão, assim como um cristão sozinho não forma comunidade, Igreja.

Não existe esse negócio de dois batismos. Não invente moda que não existe! O Batismo é a porta de entrada dos outros Sacramentos que receberemos também junto da comunidade, e não separados dela.

A regeneração pelo Batismo

Quarta-feira, 9 de maio de 2018, Boletim da Santa Sé / Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova)

Praça São Pedro – Vaticano

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A catequese sobre o sacramento do Batismo nos leva a falar hoje do santo derramamento acompanhado da invocação da Santíssima Trindade, ou seja, o rito central que propriamente “batiza” – isso é emerge – no Mistério pascal de Cristo (cfr. Catecismo da Igreja Católica, 1239). São Paulo recorda o sentido desse gesto aos cristãos de Roma, primeiro perguntando: “Não sabeis que quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?”, e depois respondendo: “Por meio do Batismo fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos, assim também nós possamos caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 4). O Batismo nos abre a porta a uma vida de ressurreição, não a uma vida mundana. Uma vida segundo Jesus.

A fonte batismal é o lugar em que se faz Páscoa com Cristo! É sepultado o homem velho, com suas paixões enganosas (cfr. Ef 4, 22), para que renasça uma nova criatura; realmente as coisas velhas passaram e nasceram novas (cfr 2 Cor 5, 17). Nas “Catequeses” atribuídas a São Cirilo de Jerusalém, é assim explicado aos neo-batizados o que aconteceu com eles na água do Batismo. É bela esta explicação de São Cirilo: “No mesmo instante morreram e nasceram, e a própria onda salutar se torna para vós sepulcro e mãe” (n.20, Mistaggogica 2, 4-6: PG 33, 1079-1082). O renascimento do novo homem exige que seja reduzido a pó o homem corrompido pelo pecado. As imagens do túmulo e do ventre materno referidas à fonte são de fato incisivas para exprimir o que acontece de grande através dos simples gestos do Batismo. Gosto de citar a inscrição que se encontra no antigo Batistério romano de Latrão, em que se lê, em latim, esta expressão atribuída ao Papa Sisto III: “A Mãe Igreja dá à luz virginalmente através da água aos filhos que concebe pelo sopro de Deus. Quantos renasceram desta fonte, esperem o reino dos céus” [1]. É belo: a Igreja que nos faz nascer, a Igreja é o ventre, é mãe nossa por meio do Batismo.

Se os nossos pais nos geraram à vida terrena, a Igreja nos regenerou à vida eterna no Batismo. Nós nos tornamos filhos no seu Filho Jesus (cfr. Rm 8, 15; Gal 4, 5-7). Também sobre cada um de nós, renascidos da água e do Espírito Santo, o Pai celeste faz ressoar com infinito amor a sua voz que diz: “Tu és o meu filho amado” (cfr. Mt 3, 17). Esta voz paterna, imperceptível aos ouvidos mas bem ouvida pelo coração de quem crê, nos acompanha por toda a vida, sem nunca nos abandonar. Durante toda a vida o Pai diz: “Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada”. Deus nos ama tanto, como um Pai, e não nos deixa sozinhos. Isso do momento do Batismo. Renascidos filhos de Deus, o somos para sempre! O Batismo de fato não se repete, porque imprime um sinal espiritual indelével: “Pecado algum apaga esta marca, se bem que possa impedir o Batismo de produzir frutos de salvação” (CIC, 1272). O sinal do Batismo não se perde nunca! “Padre, mas se uma pessoa se torna um bandido, daqueles mais famosos, que mata pessoas, que faz injustiças, o sinal se vai?” Não. Pela própria vergonha o filho de Deus que é aquele homem faz estas coisas, mas o sinal não se vai. E continua a ser filho de Deus, que vai contra Deus, mas Deus nunca renega seus filhos. Entenderam esta última coisa? Deus nunca renega seus filhos. Vamos repetir todos juntos? “Deus nunca renega seus filhos”. Um pouco mais forte, que eu ou estou surdo ou não entendo: [repetem mais forte] “Deus nunca renega os seus filhos”. Bem, assim está bem.

Incorporados a Cristo por meio do Batismo, os batizados são, portanto, conformados a Ele, “o primogênito de muitos irmãos” (Rm 8, 29). Através da ação do Espírito Santo, o Batismo purifica, santifica, justifica, para formar em Cristo, de muitos, um só corpo (cfr. 1 Cor 6,11; 12,13). Exprime isso a unção crismal, “que é sinal do sacerdócio real do batizado e da sua agregação à comunidade do povo de Deus” (Rito do Batismo das Crianças, Introdução, n. 18, 3). Portanto, o sacerdote unge com o sagrado crisma a cabeça de cada batizado, depois de ter pronunciado estas palavras que explicam o significado: “O próprio Deus vos consagra com o crisma da salvação, para que inseridos em Cristo, sacerdote, rei e profeta, sejam sempre membro do seu corpo para a vida eterna” (ibid., n.71).

Queridos irmãos e irmãs, a vocação cristã está toda aqui: viver unidos a Cristo na santa Igreja, partícipes da mesma consagração para desenvolver a mesma missão, neste mundo, produzindo frutos que duram para sempre. Animado pelo único Espírito, de fato, todo o Povo de Deus participa das funções de Jesus Cristo, “Sacerdote, Rei e Profeta”, e leva a responsabilidade da missão e serviço que dela derivam (cfr. CIC, 783-786). O que significa participar do sacerdócio real e profético de Cristo? Significa fazer de si uma oferta agradável a Deus (cfr. Rm 12, 1), dando-lhe testemunho por meio de uma vida de fé e de caridade (cfr. Lumen gentium, 12), colocando-a a serviço dos outros, seguindo o exemplo do Senhor Jesus (cfr. Mt 20, 25-28; Jo 13, 13-17). Obrigado.

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[1] «Virgineo fetu genitrix Ecclesia natos / quos spirante Deo concipit amne parit. / Caelorum regnum sperate hoc fonte renati».

Como escolher padrinhos de batismo para os meus filhos?

A escolha dos padrinhos vão além do fato de ser amigo, parente ou rico

“O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

Veja o quanto é importante esse sacramento! O batismo torna a pessoa filha de Deus e ela passa a fazer parte da família de Jesus, que é a Igreja. O batizado se torna um membro ativo, uma testemunha que vive a missão de anunciar Cristo aos povos. Por isso, aqueles que serão escolhidos para acompanhar os batizados precisam ter algumas características importantes. Não basta ser alguém conhecido, amigo, parente, rico ou “uma pessoa boa que faz parte da minha história”, pode até trazer as caraterísticas citadas, mas vejamos o que o Código de Direito Canônico diz:

Cân. 872 – Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes.

Cân. 873 – Admite-se apenas um padrinho ou uma madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.

Cân. 874 – Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:
1º seja designado pelo próprio batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
2º tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo bispo diocesano ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;
3º seja católico, confirmado (seja crismado), já tenha recebido o sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;
4º não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;
5º não seja pai nem mãe do batizando;
6º quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com o padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo;

O sacramento do batismo é tão importante, por isso o cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz as vezes do pai ou da mãe. O que o pai e a mãe fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, no bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. O padrinho deve acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, fazer as vezes dos pais ou auxiliar os pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de comunhão eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa.

Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é “Fazei-o vós a eles” (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO). Twitter: @padremarciocn

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