Com a Palavra

As 7 afirmações mais ditas pelos protestantes

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Uma quantidade considerável de católicos abandonam sua fé e abraçam o protestantismo como novo lar espiritual. Alguns realmente mudam de vida, mantém ou adquirem uma nova postura ética, equilibrada e até exemplar. Outros, no entanto se perdem na novidade, exacerbam as vantagens da nova escolha e como o fogo de palha, com um vento mais forte facilmente se apagam.
Santa Teresa de Jesus, uma santa católica do século quinze disse com muita sabedoria em pleno apogeu do surgimento dos protestantes, “nasci católica, morrerei católica”.
Compartilho da máxima da religiosa que mesmo sabendo das fraquezas da mãe Igreja não a abandonou, pois pelas vias normais um filho não deveria abandonar aquela que o gerou. No caso a Igreja, pelo batismo me gerou para Cristo, isto é a minha fé, dela tenho convicção.

Veja as 7 afirmações mais ditas pelos protestantes. É muito provável que você já tenha ouvido algumas delas mais de uma vez.

1. Religião não Salva
Essa afirmação é muito direcionada aos católicos, mas não só. De fato, religião enquanto conceito não salva, tampouco as seitas das quais fazem parte a maioria dos que pronunciam esta frase. Religião é o encontro do homem com Deus. O local desse encontro se dar na igreja (aqui no sentido de comunidade de fé), também dita pelos ‘irmãos’, inapta para a salvação, mas interessante, todos têm a sua e basta crescer um pouco que se dividem em outras ramificações. O argumento a posteriori parece indicar que apenas a Igreja da qual faz parte o não- crente não salva. Repito, utilizo a palavra Igreja no sentido de comunidade de fé, como em sua origem no convívio apostólico. Vejamos, Tomé não teve seu encontro com Cristo Ressuscitado enquanto estava ausente da comunidade de fé. Foi no meio daqueles irmãos que fez sua experiência de fé, seu encontro religioso.

2. Recebi minha bênção
Vou confessar um péssimo hábito que tinha enquanto católico, assistir aos programas de uma determinada denominação religiosa madrugada afora. Os testemunhos eram basicamente nesse formato: Antes de entrar na igreja eu tinha minha vida destruída, hoje – reparem – eu tenho um carro, dobrei meu salário, tenho duas linhas telefônicas (na época linha telefônica era artigo de luxo).
Agora nos perguntemos, que interpretação bíblica é essa que associa a bênção de Deus somente ao acúmulo de bens materiais. Quer dizer que um pobre é um maldito? Bem, na interpretação vétero-testamentária a resposta é positiva. Os séculos passaram, Cristo trouxe luz à antiga aliança e ainda vemos em pleno século XXI interpretações primitivas sobre a escritura sagrada.
A bênção de Deus é um dom integral, é bem verdade que diz respeito à realidade econômica do indivíduo, mas não se encerra nisso. É antes de tudo uma dádiva, fruto da união integral do homem com Deus. Está para além da riqueza material, esta é apenas uma das realidades contempladas.

3. A culpa é do cão
Conta uma historinha que certa vez o Cão estava a choramingar à beira de uma estrada. Um transeunte passou e lhe perguntou, por que choras Cão? Entre soluços respondeu: É que depois desses crentes a culpa é sempre minha. A piada é antiga e exprime o caráter demonológico trazido, sobretudo pelo pentecostalismo e neo-pentecostalismo.
O indivíduo sentiu uma dor nas costas atribui-se a culpa ao encosto, não o da cadeira, mas a uma entidade demoníaca. Chega-se a absurdos como o mais recente, dito em rede de televisão por um pastor Norte americano ao declarar que o culpado pelo terremoto no Haiti era o demônio, ou a relação dos haitianos com o Vodu.
O demônio existe, bem como seus sequazes, o que não se pode é culpá-lo por situações em que os réus somos nós mesmos pelo mau usufruto de nossa liberdade e vontade. Nem tudo é culpa do diabo e não se deve chamar tanto seu nome como vemos à exaustão nos cultos transmitidos pela TV. Até parece que seu nome é mais falado que o de Jesus. Para que dar tanto crédito a quem já está derrotado?

4. Porque a Bíblia diz
Há duas semanas fui abordado por um jovem protestante que perguntou para mim onde estava a palavra católico na Bíblia. Não pude conter o sorriso ante aqueles olhos apreensivos que pareciam ter me encurralado como uma presa analfabética. Devolvi-lhe uma outra pergunta: Onde tem a palavra terminal de ônibus na Bíblia como indicação de local para a sua evangelização.
É difícil travar uma conversa amistosa com um protestante, pelo menos até hoje, conto nos dedos os que se dispõem a uma conversa sem caráter proselitista ou subtraída daquela repugnável superioridade.
A frase porque a bíblia diz é como uma antecipação solene de uma sentença proclamada pelo missionário que se exalta, fica vermelho, manuseia freneticamente a palavra para cima e para baixo. Ainda nessa ocasião com o irmão, no terminal de ônibus, contendo meus ânimos, lhe disse que eu não uso a palavra de Deus para fundamentar discussões nem para brigas. Procurava ler a Bíblia para mudar minha vida, minhas atitudes corrompidas pelo pecado e anunciava-a com amor para os que estavam aflitos e famintos de uma palavra de verdade.
O Sola Scriptura de Lutero ecoou pelos séculos e ouvi dia desses na voz daquele jovem discípulo do fundamentalismo protestante. Admirável a coragem da pregação, pena não poder dizer o mesmo do conteúdo de sua mensagem que não me inspirou a paz, própria do anúncio do evangelho.

5. Os católicos são adoradores de imagem
Esse quarto ponto parece ser a primeira lição do culto de doutrinação dos neófitos protestantes. Quem é católico já ouviu essa acusação não poucas vezes. E não adianta responder, é perca de tempo comprovar biblicamente que os católicos, enquanto doutrinamento oficial, não adoram as imagens. E como a maioria dos protestantes são fundamentalistas as atitudes a que chegam em suas convicções são lamentáveis.
Ilustro o que escrevi com o caso de uma parente protestante escolhida para cuidar de uma tia minha, já bem idosa e católica. Como uma mágica sumiram todos os terços da casa em menos de uma semana. O fim das imagens religiosas vocês podem imaginar o que aconteceu. E tudo feito amparado na máxima de que os católicos são adoradores de imagem.
Quando estava no início de meu engajamento na RCC (Renovação Carismática Católica) costumava participar da adoração ao Santíssimo Sacramento no santuário de adoração da arquidiocese de Fortaleza, ali na Igreja de são Benedito e qual não foi minha surpresa ao sair um dia do templo. Fui abordado por um protestante.
Este me acompanhou e começou a soltar versículos bíblicos apontando meu crime de idólatra. Ali, recebi minha condenação, segundo ele, o inferno. Foi então que pacientemente depois de três inoportunas abordagens parei, me virei e disse: Meu senhor me respeite. A constituição de meu país prevê liberdade religiosa, portanto, se você me seguir mais um passo, chamo a polícia. E outra: não tem nesse momento nenhum católico na portinhola de sua igrejinha de esquina julgando e condenando seus pares.
Tive que ameaçar a polícia para um que deveria agir comigo como irmão, mas não, preferiu me enxergar como idólatra fadado ao inferno.

6. Deus quer te dar a vitória
A teoria da prosperidade é a grande corrente motriz das expressões protestantes da atualidade. O slogan de algumas igrejas é a expressão Pare de sofrer. Um contraste com o ensinamento de Cristo no qual afirma a necessidade de tomar a cruz e pôr-se em seu seguimento.
A vitória de Cristo é incontestável e dela participamos desde o nosso batismo, isto é a verdade. Até o sofrimento ganha sentido na paixão de Jesus sofrida por nós. Ele não nos tira o sofrimento, mas nos ensina como vivenciá-lo e torná-lo um caminho de ressurreição.
É mentirosa a igreja que promete acabar com o sofrimento, esta não é digna do menos crédito, pois ensina algo diferente do ensinamento de Jesus, Ele que mesmo sendo Deus aceitou o sofrimento em sua carne a fim de vencê-lo e nos fazer participantes de sua vitória.

7. Estamos salvos
Quem pode dizer eu estou salvo? E mais, quem pode dizer, eu estou salvo e você condenado? E ainda apropriar-se da sagrada escritura para fundamentar a execração. Olha que já vi muito protestante conversando entre si e o repugnável ar de superioridade em cima, sobretudo dos católicos é detestável.
Empunhar a palavra debaixo do braço, decorar versículos bíblicos, participar de tantas correntes de oração não garante a ninguém a salvação, muito menos outorga a função de juiz a quem quer que seja. O fim desses exaltados irmãos muitas vezes é a perda total da fé.
Num trabalho de evangelização num centro cultural de Fortaleza, às madrugadas pude constatar o que disse acima. Muitos deixam de ser católicos, tornam-se protestantes, vivem por um tempo aquela exaltação interior causada pelo fundamentalismo e pelo rigor, não poucas vezes farisaicos, de uma ética que lhe garante a salvação e a perdição dos demais. O passo seguinte é a decepção com alguma realidade inesperada e o resultado é o afastamento total de Deus.

São Jorge é santo mesmo?

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/04/23/sao-jorge-e-santo-mesmo/

Recebi um  email de uma pessoa me perguntando:

“São Jorge, qual a verdadeira história dele, é um santo mesmo? Da Igreja Católica ou de macumba? Nunca me senti bem em relação a ele, pois já vi sua imagem em lugares nada cristãos… Poderia me esclarecer por favor?”

A Igreja não tem dúvida de que São Jorge existiu e é Santo; tanto assim que sua memória é celebrada no Calendário litúrgico no dia 23 de abril. São Jorge foi mártir; a Igreja possui os “Atos do seu martírio” e  sua “Paixão”, que foi considerada apócrifa pelo Decreto Gelasiano do século VI. Mas não se pode negar de maneira simplista uma tradição tão universal como veremos: a Igreja do Oriente o chama de “grande mártir” e todos os calendários cristãos incluíram-no no elenco dos seus santos.

São Jorge é considerado um dos “oito santos auxiliadores” (8 de agosto). Já no século IV o grande imperador romano Constantino, que se converteu ao cristianismo em 313, construiu uma igreja em sua honra. No século V já havia cerca de 40 igrejas em sua honra no Egito. Em toda a Europa multiplicaram as suas igrejas. Em 1222, o Concílio Regional de Oxford na Inglaterra estabeleceu uma festa em sua honra, e nos primeiros anos do século XV, o arcebispo de Cantuária na Inglaterra ordenou que esta festa fosse celebrada com tanta celebridade como o Natal. No ano de 1330, o rei católico Eduardo III da Inglaterra já tinha fundado a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge.

São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de muitas cidades como Gênova, Ravena, Roma, de regiões inteiras espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra, com a solene confirmação, para esta última, do Papa Bento XIV.

O culto de São Jorge começou desde os primeiros anos da Igreja em Lida, na Palestina, onde o mártir foi decapitado e sepultado no início do século IV. Seu túmulo era alvo de peregrinações na época das Cruzadas, no século XII, quando o sultão muçulmano Saladino destruiu a igreja construída em sua honra.

A conhecida imagem de São Jorge como cavaleiro que luta contra o dragão, difundida na Idade Média, é parte de uma lenda contada em suas muitas narrativas de sua paixão.

Diz a lenda que um horrível dragão saía de vez em quando de um lago perto de Silena, na Líbia, e se atirava contra os muros da cidade fazendo morrer muita gente com seu hálito mortal, sendo que os exércitos não conseguiam exterminá-los. Então, o povo, para se livrar desse perigo lhe ofereciam jovens vítimas, escolhidas por sorteio. Só que num desses sorteios, à filha do rei foi sorteada para ser oferecida em comida ao monstro. Desesperado, o rei, que nada pôde fazer para evitar isso, acompanhou-a em prantos até às margens do lago. Mas, de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era são Jorge, que marchou com seu cavalo em direção ao dragão e  atravessou-o com sua lança. Outra lenda diz que ele amansou o dragão como um cordeiro manso, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

Continua a narração dizendo que  o tribuno e cavaleiro Jorge fez ao povo idólatra da cidade um belo sermão, após o qual o rei e seus súditos se converteram e pediram o batismo. O rei  lhe teria oferecida muito dinheiro, mas Jorge teria partido sem nada levar, mandando o rei distribuir o dinheiro aos pobres.

É claro que isso é uma lenda na qual não somos obrigados a acreditar; mas é preciso entender o valor subjetivo das lendas religiosas sobre os santos. O povo as criava e divulgava para enaltecer a grandeza do santo, de maneira parabólica e fantasiosa; mas nela há um fundo de verdade. É um estilo de literatura, fantasiosa sim, mas que não pode ser desprezada de todo.

Muitos artistas e escultores famosos pintaram e esculpiram imagens do Santo: Rafael, Donatelo, Carpaccio, etc.

Segundo a tradição São Jorge foi condenado  à morte por ter renegado aos deuses do império, o que muito acontecia com os cristãos. Ele foi torturado, mas parecia  que era de ferro, não se queixava. Diz a tradição que diante de sua  coragem e de sua fé, a própria mulher do imperador se converteu, e que muitos cristãos, diante dos carrascos, encontraram a força de dar o testemunho a Cristo com o próprio martírio. Por fim, também são Jorge inclinou a cabeça sobre uma coluna e uma espada super afiada pôs fim à sua jovem vida.

Como houve muitos cristãos que morreram mártires nesses tempos da perseguição romana, nada impede que um deles tenha sido o cavaleiro e tribuno militar Jorge.

Prof. Felipe Aquino

São João Paulo II fala sobre o Domingo da Misericórdia

A paz é o dom por excelência de Cristo

Domingo, 18 de abril de 2004.

1. Do alto da Cruz, na Sexta-feira Santa, Jesus deixou-nos como seu testamento o perdão: “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Martirizado e escarnecido, demonstrou misericórdia pelos seus algozes. Os seus braços abertos e o seu coração trespassado tornaram-se assim o sacramento universal da ternura paterna de Deus, que oferece a todos o perdão e a reconciliação.

No dia da Ressurreição, o Senhor, aparecendo aos discípulos, saudou-os com estas palavras: “A paz esteja convosco!”, e mostrou-lhes as mãos e o lado com os sinais da Paixão. Oito dias mais tarde, como lemos na página evangélica de hoje, voltou a encontrar-se com eles no cenáculo e disse-lhes de novo: “A paz esteja convosco!” (cf. Jo 20,19-26).

2. A paz é o dom por excelência de Cristo crucificado e ressuscitado, fruto da vitória do Seu amor sobre o pecado e sobre a morte. Ao oferecer-se a si mesmo, vítima imaculada de expiação sobre o altar da cruz, Ele derramou sobre a humanidade a vaga benéfica da Misericórdia Divina.

Por conseguinte, Jesus é a nossa paz, porque é a manifestação perfeita da Misericórdia de Deus Pai. Ele infunde no coração humano, que é um abismo sempre exposto à tentação do mal, o amor misericordioso de Deus.

3. Hoje, Domingo in Albis, celebramos o Domingo da Misericórdia Divina. O Senhor envia-nos também para levar a todos a Sua paz, fundada no perdão e na remissão dos pecados. Trata-se de um dom extraordinário, que Ele quis unir com o sacramento da penitência e da reconciliação. Quanta necessidade tem a humanidade de conhecer a eficiência da misericórdia de Deus nestes tempos marcados por crescente incerteza e conflitos violentos!

Maria, Mãe de Cristo e nossa paz, que no calvário recebeu o seu testamento de amor, ajude-nos a ser testemunhas e apóstolos da sua misericórdia infinita.

São João Paulo II
(Extraído do “Devocionário à Divina Misericórdia – volume 3”)

A casa agora é dos cães, e não das crianças?

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A revista VEJA (Ed. 2429, de 10/06/2015, pg. 68ss) publicou uma matéria preocupante. Pesquisa do IBGE revela que no Brasil, o número de famílias que criam cachorros já é maior do que o de famílias que têm crianças. De cada 100 famílias no país, 44 criam cachorros, enquanto só 36 têm crianças. Ele apontou a existência de 52 milhões de cães, contra 45 milhões de crianças de até 14 anos – uma situação que se assemelha à de países como o Japão (16 milhões de crianças, 22 milhões de animais de estimação) e os Estados Unidos (em 48 milhões de lares há cães; em 38 milhões há crianças). Isso acontece porque, na maioria dos países as mulheres vêm tendo menos filhos. Ao mesmo tempo, há o aumento da população idosa, cujos filhos já saíram de casa. Então sobra espaço, tempo e dinheiro para os bebês de quatro patas, diz a reportagem.

O que a Igreja ensina sobre os animais? Eles foram criados para o homem, para servi-lo e alimentá-lo. Diz o Catecismo:

“Deus confiou os animais à administração daquele que criou à sua imagem. E, portanto, legitimo servir-se dos animais para a alimentação e a confecção das vestes. Podem ser domesticados, para ajudar o homem em seus trabalhos e lazeres. Os experimentos médicos e científicos em animais são práticas moralmente admissíveis, se permanecerem dentro dos limites razoáveis e contribuírem para curar ou salvar vidas humanas” (n.2417).

“É igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas”. (n. 2418).

Gostar dos animais e trata-los bem é uma coisa, mas não está certo trata-los como se fossem pessoas humanas. Isto mostra de certa forma o fracasso do ser humano em lidar com seus semelhantes. Dez cachorros ou dez gatos não substituem um filho. Cachorros tratados como filhos, com tantas crianças necessitando de saúde, adoção, escola, educação?

As projeções indicam que enquanto a população de crianças deve continuar a encolher no Brasil, a de cães seguirá se multiplicando. Em 2020 deveremos ter 71 milhões de cães e 41 milhões de crianças, diz a matéria da VEJA. Dados impressionantes são mostrados:

– O gasto médio anual com um animal de estimação no Brasil é de R$ 3404,00.

– O Brasil é o segundo país do mundo com mais cachorros e gatos; só perde para os Estados Unidos. O Brasil é o segundo pais no mercado de pets, com faturamento total de 7,2 bilhões de dólares. Em São Paulo, por exemplo, já há mais pet shops do que padarias.

– Na medicina veterinária os bichos são tratados como gente. A reportagem mostra que são usados aparelhos sofisticados no tratamento dos cães e gatos: raios X, imunização, ultrassom para identificar câncer, exames de sangue para detectar colesterol, diabetes, triglicérides, tomografia magnética para identificar tumores e derrames, eco cardiograma para detectar doenças do músculo e das válvulas do coração nos animais de idade avançada, colocação de marca passo para regular o ritmo cardíaco; e ainda uso de equipamentos laboratoriais automatizados que encurtam o tempo do exame de sangue.

Enfim, gasta-se uma fortuna com animais, enquanto muitas crianças e adultos não tem esses mesmos cuidados à sua disposição. É algo que nos leva a fazer um sério exame de consciência. O nosso Catecismo diz bem claro: “É indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens”.

O Brasil ainda é um país com pequena densidade demográfica, temos 20 pessoas / km quadrado, enquanto o Japão tem 330, e está fazendo campanha para aumentar a natalidade. E a população do Brasil logo vai começar a diminuir, enquanto a de cães e gatos aumenta.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/a-casa-agora-e-dos-caes-e-nao-das-criancas

A veneração da Misericórdia do Senhor

A última tábua da salvação!
Ricardo Sá

Parece o fim, mas não o é! O fato é que Jesus Cristo, mesmo após ter a vida entregue à morte na cruz, não obstante Seus inúmeros feitos como o Filho de Deus que era; após caminhar sobre as águas, ressuscitar mortos, renascer após três dias, subir aos céus e assim dar início à maior e mais profunda revolução na história da humanidade… Após ter o Corpo exposto à vergonha e chagas, ter o peito aberto, a fronte coroada de espinhos, sendo submetido à humilhação e ao desprezo… Este homem, ainda assim, considerou Seus feitos – por fraqueza nossa – ineficazes. Motivo pelo qual apareceu para a Irmã Faustina Kowalska, na Polônia, em 1931. Nessa oportunidade, Jesus pediu que fosse celebrada a Festa da Misericórdia. Em seu diário, na página 49 Irmã Faustina registra esse pedido para que Sua “imagem seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”. Disse que o perdão total das faltas e dos castigos será concedido àquele que nesse dia se aproximar da Fonte da Vida. “Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate.” Assim, ao escolher o primeiro domingo depois da Páscoa, o Senhor desejou indicar a estreita união entre o mistério pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus. “As almas se perdem apesar da Minha amarga paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Misericórdia. Se não venerarem a Minha Misericórdia, perecerão por toda a eternidade.” A Festa da Misericórdia destina-se aos pecadores, considerados por Jesus os mais dignos de Suas graças. Sua mensagem tem pressa, pois evoca a brevidade do tempo e a teimosia de quem não quer ou pouco consegue enxergar que a humanidade inteira afunda num mar de desencontros e mal. Suas palavras são repletas de esperança e salvação, concedendo uma intensa luz a quem já se sente cego por causa de seus próprios erros e desorientação. É a imagem de Jesus ressuscitado que traz aos homens a paz pela remissão dos pecados! Assim é Jesus Misericordioso! Suas vestes são brancas, Seu peito está aberto, de onde brotam sangue e água, para a salvação de todos sem distinção. Seus olhos são os mesmos expostos em Seu rosto na exata hora da crucificação; Suas chagas são a mais perfeita identificação com os menores de Seu Reino e são plenas indicações de que o caminho é mesmo feito em meio a dores, perda de sangue e entrega. Suas mãos abençoam! São bênçãos para todos, sob a condição de que saibam escolher que o tempo é agora! As graças? São colhidas com o vaso da confiança! Em poucas palavras, o tempo chegou! É tempo de Misericórdia!

 

O fundamento da misericórdia está na confiança
Padre Marcos Pacheco

A palavra que vamos partilhar está em (São Lucas 15, 11-32). “O vaso que acolhe o coração do Pai chama-se confiança” (Santa Faustina). Não existe um discípulo da misericórdia que não se deixe tomar pelo amor misericordioso de Deus. Do portão de casa pra fora é fácil viver a “misericórdia”, todo mundo é bom e misericordioso. Mas na vida daqueles que conhecem as nossas misérias, não é fácil viver a misericórdia. O demônio sabe que a misericórdia de Deus é infinita, que ele não possui a última palavra em nossa vida, ele quer que não consigamos ver o Senhor como Ele é. São Lucas quer apresentar um Deus que é Pai tomado de compaixão, de misericórdia, que perdoa, acolhe, quer nos apresentar um Deus que nos resgata. O demônio sabe: “Quando fazemos o encontro pessoal com Deus, a nossa vida nunca mais se torna a mesma”. A desconfiança nos faz sairmos da presença do Pai. E caímos na bobagem de pedir a parte na herança. Herança? Só existe uma, que é Deus. Precisamos cair em nós mesmos e voltarmos para casa. É preciso nos perguntarmos: “O que eu estou fazendo de minha vida?” O ingresso para entrar na misericórdia é a nossa miséria, através o pecado. Miserável é aquele que é necessitado da misericórdia, que somos nós. Ao voltar para casa o filho prepara um discurso: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Quando chega em casa, não foi o filho que viu o pai, mas o pai que viu o filho de longe. Se eu chegasse agora em minha casa, e só tocasse na corrente do portão. Minha mãe saberia que era eu. Pai e mãe conhece o filho de longe, pois conhece o filho que tem. Se conhecemos o filho de longe imagina Deus? “O pai viu o filho se aproximar, e tomado de compaixão correu ao seu encontro.”
Entrei para o seminário aos 13 anos. Meus pais foram as pessoas que mais me trouxeram dificuldades para que eu pudesse ser padre. Meu pai foi tão pai, que eu queria ser pai para os meus filhos. A mesma saudade que eu tinha de meus pais, eles também a tinham. Imagina a saudade do Pai por nós. ‘Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.’ Ele apertou o filho com força, mas o enchendo de beijos. O discípulo da misericórdia não pode apertar ninguém sobre o passado da vida dos outros. Não conseguimos amar, pois estamos ressentidos. Jesus nunca perguntou sobre o passado de ninguém. Acolher, não significa aceitar o pecado do outro, mas amar. Esta foi a atitude do pai que não o questionou. Como é bom sermos abraçados por Deus! Tive a graça de fazer uma experiência com o Senhor aos 5 anos. Em um hospital vi imagem de Jesus, naquele momento estava próximo ao ouvido do meu pai e ali cochichando disse: “Seu veio, quem é aquele homem no fundo daquela parede?” Ele disse: “Tu não conhece?” Foi o próprio Senhor me falando naquele momento. “Você não faz idéia de quem Ele é?” Foi Ele que deu você para mim. Enquanto muitos pais deveriam levar e seus filhos para Deus, estão o levando para “zona”. Ainda não há a misericórdia na nossa casa, pois não estamos levando o testemunho. Meu pai e minha mãe foram o canal de misericórdia para mim e meus irmãos. Não devemos questionar as pessoas que amamos. Quando o filho começou a falar: Trata-me como a um dos teus empregados’. Seu pai pediu para que matassem um boi. Para ter um boi da qualidade narrado por Lucas, foi por mais de 6 meses tratando do animal. O pai sabia que o filho iria voltar e sabendo não se preocupou com a maneira que chegaria. Para dizer que Deus não nos olha como chegamos, o que importa para Ele é que estamos chegando. O que nos faz perder a confiança em Deus é a concepção como Deus nos olha, a nossa confiança em Deus. Você não é amado pelo que faz, mas pelo que é. Lugar do filho é no colo do Pai. Porque o filho mais velho se encolerizou? ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.´ Ele não se tornou o canal da misericórdia, mas um trator na vida do outro. Quando eu faço a experiência: Sou amado pelo que sou filho de Deus. Quando o outro faz errado, eu me compadeço. Em Bethânia, certa vez chegou um filho andarilho que não conseguia tirar o calçado dos pés, pois estava inchado devido aos dez dias caminhando. A perna desta pessoa cheirava de carniça, mesmo depois de tomado o banho. E, naquela sala rezando o terço não agüentávamos o cheiro. O odor de Cristo não é fácil, acredito que Jesus estava ali naquele homem. Ele resolveu pedir a herança e assim como filho pródigo. Depois de algum tempo, ele voltou entorpecido com um discurso igual ao filho mais moço disse: “Eu vim aqui para ver se tem alguma vaga. Se não tiver, poderia me arrumar uma comida?” Não poderia deixar ele ir embora. Não tinha vagas, disse: Daqui deste lugar tu não vai levar comida nenhuma, eu pensei em te levar para onde estava, mas não! Porque você vai ficar aqui, é tua casa. Naquele momento o efeito da droga saiu daquele filho. Só toca na misericórdia, quem acredita em Deus. Aquele que foi tocado pela misericórdia com certeza será o canal. Depois de tomado banho, disse: “Vamos dormir?”. Ele me respondeu: “Quero rezar com vocês por esta graça.” Precisamos pedir a graça da libertação da concepção errada ao Senhor. O Senhor não esta ao nosso lado, pois Ele sempre esteve dentro de nós.

 

Seja misericórdia para sua família
Ricardo e Eliana Sá

A festa da misericórdia é o primeiro domingo depois da Páscoa. Esta devoção nasceu na Polônia, terra natal do Papa João Paulo II. O Papa que elevou Santa Faustina aos altares. Jesus quer que celebremos bem a festa da misericórdia, devemos estar com o coração aberto para receber todas as graças que Deus tem para nós e para nossas famílias.
O que mais o demônio tem atacado é as nossas famílias. A sua casa precisa de você, não sei as circunstâncias que sua família está vivendo, problemas com alcoolismo, drogas, relacionamentos com mágoas, ódio. A sua família precisa de você, busque graças para sua família. Diga: “Jesus eu confio em vós.” Deixa Jesus fazer a renovação em sua família. “Senhor eu creio no teu amor, por minha família mando embora toda descrença, para que ela seja renovada.” Não desanime com a salvação dos seus, por pior que seja a situação eles são amados por Jesus misericordioso. “Envolve Senhor as nossas família com o sangue e água que jorram de seu coração.” Deus disse a Santa Faustina: “Ainda que a alma esteja em decomposição – como um cadáver, e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração e tudo se encontre perdido, as coisas não são assim para Deus. A maravilha da Misericórdia de Deus fará ressurgir a alma para uma vida plena. (D 1448). Tenha esperança, Deus não vê a nossa família como vemos. Proclame: “A minha família é uma benção, é abençoada, é querida por Deus, e o lugar da minha família é o céu!”. Olhe com os olhos do Pai, olhe com esperança para a sua família, ela precisa do olhar de Jesus. Deus tem muito mais para os da sua casa, mais do que você pode imaginar, chega de grito e reclamação dentro do seu lar. O seus precisa de você, seja o canal da graça frente as necessidades. No lugar do desespero a esperança e a oração. Sabe aquelas situação dolorosas que vivemos em nossa família e que já imaginamos a solução, mas Deus tem soluções inexplicáveis, melhores que a nossa, Ele tem o melhor para a nossa família. Muitas vezes você olha para a Deus e diz: o Senhor precisa fazer isto. Deixe Deus ser Deus em sua família e irá se surpreender. Precisamos abrir as portas da misericórdia, por isso abra um sorriso para a sua família. O mais lindo que hoje é o dia da preparação para a festa da misericórdia e o nosso fundador Monsenhor Jonas declarou a Canção Nova como casa da misericórdia. No ano de 2002, Monsenhor Jonas saiu em retiro com o diário da Santa Faustina. Ele disse que a Canção Nova não é a apenas um lugar físico, mas que cada um de nós (membro da Canção Nova) seja a misericórdia de Jesus para o outro. Amanhã é uma data muito importante teremos um momento em que veneramos a imagem de Jesus misericordioso. Ele quer que sua misericórdia chegue as nossas casas. Jesus conta com você para a salvação do seu lar, não maldiga a sua família, mas abençoe. O Senhor tem planos para sua casa, na sua família você tem que ser o primeiro a perdoar, acolher, a ter paciência, misericórdia. Você tem que ter a misericórdia primeiro. Tenha misericórdia entre lagrimas, Deus nuca te decepcionará. Jesus está curando você, deixa Jesus te curar. Jesus tem caminho que só a misericórdia conhece. Uma vez que Jesus não desiste de sua família você também não pode. Pode ser que você não veja mudanças em sua família. No último segundo entre a vida e a morte a misericórdia de Deus pode alcançar sua vida. A Igreja nos convida a esperança dos pecados. As nossas famílias devem ir ao céu. Tudo é um grande mistério não conhecemos o tempo, as horas. Você pode dizer este homem bebeu até a morte, mas não pode dizer que ele foi para o inferno. Pois a misericórdia pode ter lhe alcançado. São os piores da sua família que precisam de misericórdia. Você é o apostolo da divina misericórdia, precisa ser misericordioso com quem está ao seu redor. O inimigo quer que digamos que tudo esta perdido. Mas, Jesus misericordioso nos diz que não está, Ele tem soluções melhores. Confia no Senhor. Quem confia se entrega, se abandona, não se desespera. Não pense quem confia não experimenta a dor, a cruz, mas quem confia é feliz, segue em frente não abandona sua casa, Seu marido, pois confia no Senhor. A sua família precisa conhecer a divina misericórdia através de você. Jesus quer dar a salvação para sua família. Seja instrumento para que a salvação se concretize. Diário de Santa Faustina: 1577- “Diz às almas que não impeçam a entrada da Minha misericórdia nos seus corações, pois Ela deseja tanto agir neles. A Minha misericórdia trabalha em todos os corações que lhe abrem as suas portas. E tanto o pecador como o justo necessitam da Minha Misericórdia. A conversão e a perseverança são uma graça da Minha misericórdia”.

Ressuscitou!

Toda a nossa alegria e esperança estão na Ressurreição do Senhor; por isso a Páscoa é a maior festa do calendário litúrgico. A ressurreição do Senhor é a garantia da nossa ressurreição para a vida eterna em Deus, quando então, como nos assegura São Paulo, “Deus será tudo em todos” (1 Cor 15,28).

Cristo passou pela morte para destruir a nossa morte e ressuscitou para nos dar uma nova vida, pois: “Todo aquele que está em Cristo, é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (2 Cor 5,17).

Pelo batismo, o Senhor aplica a cada um de nós a salvação que Ele nos conquistou. Por isso, esse é o primeiro sacramento a ser ministrado a cada fiel. Ensinou-nos o apóstolo: “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo, para que como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova” (Rm 6,3-4).

São Paulo deixou muito clara essa verdade essencial da nossa fé, ao repetir aos colossenses: “Sepultados com Ele no batismo, com Ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Cl 2,12).

No batismo nosso homem velho, escravo do pecado e do demônio, foi pregado na cruz santa do Senhor, morreu e, então, saiu da água ressuscitado. Ali foi cancelado “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. [O Senhor] aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). Por isso disse o Apóstolo: “Somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso” (Fl 3,20).

Que maravilha! Nosso corpo será semelhante ao corpo glorioso do Senhor ressuscitado! Que mais poderemos desejar? É em vista disso que São Paulo bradou aos incrédulos: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé” (I Cor 15,14). E mais, disse ele: “Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (I Cor 15,19).

A ressurreição do Senhor é a garantia da nossa. O apóstolo nos ensinou que “semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso” (1 Cor 15,42b-43). E, quando isto acontecer, disse o Apóstolo: “Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade […] então se cumprirá a palavra da Escritura: “A morte foi tragada pela vitória” (Is 25,8). “Onde está ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (Os 13,14)” (1 Cor 15,54-55). Cristo, com a Sua morte, destruiu o aguilhão (o ferrão) da morte, que é o pecado (cf. I Cor 15,56-57). Essa é a essência da nossa fé.

Com toda a diligência os Apóstolos anunciavam ao povo a ressurreição do Senhor. Já em Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, Pedro lhes dizia: “A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas” (At 2,32). “Vós o matastes crucificando-o por mãos de ímpios. Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte” (At 2,23b-24a). Na casa de Cornélio, Pedro repetiu: “Eles o mataram, suspendendo-o num madeiro. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia, e permitiu que aparecesse (…) às testemunhas que Deus havia predestinado , a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou” (At 10, 39b-41).

Em vista de tudo isso São Paulo advertiu: “Se, portanto ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,1-3).

Essa é a dimensão nova que a ressurreição do Senhor deve trazer à nossa vida “É hora de deixarmos de lado o homem velho com os seus vícios: ira, maledicência maldade, inveja, ciúme, palavra torpe, soberba, vaidade, luxúria, preguiça, etc., e buscarmos os frutos do Espírito Santo: amor alegria, paz, bondade, paciência, mansidão, confiança, autodomínio” (Gl 5,19-22). E, acima de tudo, como disse o apóstolo: “Revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3,14).

A Igreja não tem dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um evento histórico e transcendente. No n.639 o Catecismo afirma: “O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: “Eu vos transmiti… o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Kefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão às portas de Damasco.

O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

S. Paulo atesta que Ele “… ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Khefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).

“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32). “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”(Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: “A paz esteja convosco!” “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu”! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.

Por Cristo ressuscitado milhares de fiéis enfrentaram a morte diante da perseguição dos judeus e dos romanos. Multidões foram para o deserto para viver uma vida de penitência e oração; multidões de homens e mulheres abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado. Sua Igreja já sobrevive por 2000 anos, vencendo todas as perseguições. Já são 266 Papas, 21 Concílios Ecumênicos, e hoje são cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes e 2 bilhões de fiéis. E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores. “Eis que estou convosco todos os dias [Ressuscitado!] até o fim do mundo!” (Mt 28,20).

Prof. Felipe Aquino

Quais são os dias santos de guarda?

Os “dias santos”, em que todos os católicos têm a obrigação, de preceito, de participar da Santa Missa são:

1 – Todos os domingos do ano;
2 – O dia de Natal, 25 de dezembro;
3 – A solenidade da Santíssima Mãe de Deus, no dia 1º de Janeiro,que comemora o dogma da Maternidade divina de Maria, fonte de todos os seus privilégios;
4 – A Epifania (festa dos reis magos), dia 6 de janeiro, mas que no Brasil passou para o domingo seguinte (mais próximo do dia 6 de janeiro). Comemora-se a manifestação de Jesus aos Magos, os primeiros pagãos, e, consequentemente a todos os povos; não só aos judeus;
5 – São José, dia 19 de março. No Brasil, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) não considerou como dia de preceito a Solenidade de São José (19 de março). Portanto, no Brasil não é dia santo de guarda.
6 – Ascensão de Jesus ao Céu (antigamente na quinta-feira, 40 dias depois da Páscoa), quando se comemora a subida gloriosa de Jesus aos céus. No Brasil é comemorada no domingo após os 40 dias decorridos da Páscoa);
7 – Corpus Christi, sempre numa quinta-feira após a oitava de Pentecostes (oito dias após a Solenidade de Pentecostes), quando a Igreja adora a Presença Real de Cristo no Sacramento da Eucaristia;
8 – São Pedro e São Paulo, dia 29 de junho; passou no Brasil para o domingo seguinte, mais próximo do dia 29 de junho. A Igreja celebra a santidade de vida dos santos considerados “os cabeças dos apóstolos”, “as colunas da Igreja”;
9 – Assunção de Nossa Senhora, dia 15 de agosto; no Brasil passou para o domingo mais próximo ao dia 15 de agosto, quando todo o povo é convidado a se alegrar com a entrada de Maria Santíssima em corpo e alma na glória do céu;
10- Festa de Todos os Santos, dia 1 de novembro, no Brasil passou para o domingo seguinte, mais próximo do dia 1 de novembro. Neste dia a Igreja honra todos os santos do céu;
11 – Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, dia 8 de dezembro, quando é celebrada a criação da alma de Maria livre do pecado original, o primeiro passo rumo à nossa redenção, já que previa o futuro nascimento de Jesus para a nossa salvação.
(cf. Código de Direito Canônico, cânon 1246)

OBSERVAÇÕES:
a) para um dia ser considerado dia santo de guarda é necessário que ele seja celebrado por toda a Igreja do mundo inteiro. Assim, a Festa do Padroeiro da sua cidade não é dia santo.
b) O fato de no Brasil nem todos os dias santos de guarda serem declarados feriados nacionais, fez com que a CNBB pedisse à Santa Sé o privilégio de transferir estes dias para o domingo mais próximo ao dia santo comemorado no mundo inteiro. Assim, nem todo o feriado religioso é dia santo e nem todo o dia santo é feriado.

Resumindo: dentre as solenidades do calendário geral da Igreja há as que não coincidem com os dias declarados feriado civil no Brasil. Por isso, estas festas são automaticamente transferidas para o domingo mais próximo, normalmente o domingo seguinte. Encontram-se neste caso: a Solenidade da Epifania ou manifestação do Senhor; a Ascensão do Senhor; São Pedro e São Paulo; a Assunção de Maria; o dia de Todos os Santos.

(Texto redigido com base em: http://www.nsrainha.com.br)

CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO
CAPÍTULO I
DOS DIAS FESTIVOS
Cân. 1246 — § l. O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se como dia festivo de preceito em toda a Igreja. Do mesmo modo devem guardar-se os dias do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, Epifania, Ascensão e santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe de Deus, e sua Imaculada Conceição e Assunção, São José e os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e finalmente de Todos os Santos.
§ 2. A Conferência episcopal contudo pode, com aprovação prévia da Sé Apostólica, abolir alguns dias festivos de preceito ou transferi-los para o domingo.
Cân. 1247 — No domingo e nos outros dias festivos de preceito os fiéis têm obrigação de participar na Missa; abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo.

Todo mundo namora, menos eu!

Conteúdo enviado pelo internauta Paulo Franklin

Grande parte dos jovens cristãos enfrentam um dilema na sua vida amorosa: como competir com um mundo secular, no qual os valores são postos de lado e tudo é permitido em nome de uma felicidade passageira? No meio deste questionamento, o namoro acaba sendo uma grande interrogação, já que, por vezes, a vida parece conspirar contra aqueles que buscam viver o namoro do jeito que ele deve ser vivido.

O namoro, para inicio de conversa, não é um passatempo gostoso nem tampouco um troféu para ser exibido no meio dos amigos. Buscamos alguém para namorar, porque descobrimos que a vida partilhada é mais fácil de ser vivida. Nem todos se dão conta disso, mas o namoro para ser frutífero precisa iniciar-se pela admiração e só pode ser mantido se esta admiração se transformar em amor. Só o amor prepara o jovem casal para o sacramento do matrimônio.

Não é fácil encontrar alguém que enxergue o namoro como uma escola para o casamento. A mentalidade reinante é a de que, no namoro, tudo é permitido e nenhum compromisso precisa ser assumido. O resultado? Relacionamentos vazios, que acabam e deixam feridas difíceis de serem saradas.

O jovem que quer fazer a vontade de Deus precisa sofrer as demoras que são inerentes ao processo de espera. Leva tempo até encontrar alguém com mentalidade cristã para se relacionar. Namorar a primeira pessoa que aparece em nossa vida, temendo não encontrar mais ninguém que mereça o nosso amor, é uma atitude arriscada, já que o nosso coração não é um bilhete de loteria.

Acredite: você também vai encontrar alguém que queira partilhar a vida a dois. Se a sua vocação for para o matrimônio, esteja preparado para ouvir os anseios do seu coração e ouse fazer a diferença neste mundo tão cheio de valores deturpados. Esteja aberto aos relacionamentos, não se esconda das pessoas, mostre-se como você realmente é e, com estas atitudes positivas, a pessoa que você tanto procura chegará até você.

Quero namorar e não consigo  

Nada de desespero! O jovem cristão compreende e vive a sabedoria bíblica, que nos ensina que para tudo há um tempo, e não se deixa abater diante de uma realidade aparentemente assustadora. Sei que causa certo desconforto ver todos os nossos amigos namorando, enquanto continuamos solteiros; mas é preciso entender que tudo o que vale a pena nessa vida só se alcança com uma paciência de herói.

Não é vergonhoso estar solteiro. Aliás, um jovem que se empenha em viver santamente sua afetividade busca colocar Deus acima de todos os seus desejos, pois sabe que, como todo bom Pai, o Senhor conhece o que é melhor para nós e jamais vai nos privar de trazer coisas boas para nossa vida. Melhor esperar em Deus e encontrar alguém que o complete do que se arriscar em aventuras desnaturadas e encontrar alguém que lhe roube de você mesmo.

Vejo muita gente solteira, mas realizada. Não levanto a bandeira da solteirice eterna, mas também não acredito que um namoro desregrado seja melhor do que uma vida celibatária e feliz. Se a pessoa que você tanto procura está demorando a chegar, pense nisso como uma etapa necessária de crescimento. A mãe espera pacientemente por seu filho durante nove meses e, depois, alegra-se com a vida que lhe foi dada.

Aprendi que só a espontaneidade e a verdade nos gabaritam a encontrar alguém para namorar. Neste processo, a paciência tem de andar de mãos dadas com a lucidez. Quando o desespero bate à porta de alguém que se sente só, a visão se turva diante do essencial. Por isso, antes mesmo de querer ofertar nossos afetos para alguém, faz-se necessário avaliar o quanto estamos empenhados em fazer o outro feliz. E a felicidade só aparece no namoro do jovem casal que aprendeu a amar.

Os filhos nos educam

Aprenda com os filhos

Os pais são educados mediante a educação dos filhos. A razão é muito simples: ninguém pode ensinar o bem sem vivê-lo; não dá para falar em honestidade para o filho, sem praticar esta virtude; e assim por diante.

Não só na exigência da prática das virtudes para poder bem educar, mas também em muitas outras coisas somos educados enquanto educamos, e assim, a família se torna, também para os pais, um educandário.

Ao educar os filhos você vai notar que nem sempre tudo sai bem, como a gente quer, então somos obrigados a exercitar a paciência, a tolerância, a bondade, etc. Muitas vezes aprenderemos que é preciso esperar e ter fé. Aprendemos que o trabalho em equipe é melhor, que a perseverança foi fundamental para resolver aquele problema.

Certa vez um dos nossos filhos, com apenas oito anos de idade nos deu uma grande lição, sem dizer nada. Era nosso costume rezar o Terço com eles desde pequenos; e um dia, antes da oração, eu lhes contei que algumas pessoas rezavam o Terço em cruz, isto é, com os braços abertos e na horizontal, como penitência. Contei isto sem pretensão alguma de que eles o fizessem. Mas qual não foi a nossa surpresa quando o menino nos disse: “pois eu hoje vou rezar o Terço em cruz!”. E ficou com os braços abertos por mais de vinte minutos até que tudo terminasse.

Por mais que eu insistisse com ele que já estava bom, que podia baixar os braços, não o consegui convencer. Fiquei abismado! Aprendi a respeitar mais a criança.

Outra vez tive que passar uma noite em claro no hospital com um deles com uma crise aguda de bronquite. Quanta coisa se aprende quando se passa uma noite em claro em um hospital…

Quantas lições de caridade, bondade, meiguice, pureza, naturalidade, espontaneidade, as crianças nos dão. Não é à toa que Jesus disse que para entrar no Reino dos céus temos que nos “tornar crianças”.

Elas nos dão grandes lições: não se preocupam com o dia de amanhã, vivem intensamente o presente, confiam em alguém com todo o coração, não se dão ao luxo e aos caprichos dos adultos. Não fazem discriminação de pessoas e se adaptam com facilidade a qualquer lugar.

Aprenda com os filhos.

 (Trecho extraído do livro “Educar pela conquista e pela fé”)  
Felipe Aquino felipeaquino@cancaonova.com

A ressurreição

Aprenda a cultivar o jardim da sua existência

A palavra “ressurreição” significa levantar, erguer. Ela é muito usada nos textos da Sagrada Escritura, quando fala da ressurreição dos mortos. É o ato de uma pessoa considerada morta viver novamente. Um termo que passa por profunda reflexão no mês de novembro, principalmente quando celebramos o Dia de Todos os Santos e de Finados.

Nos fundamentos e no entendimento dos cristãos, a ressurreição tem uma base de fé. Para os descrentes ela não passa de uma aberração. Os cristãos a entendem como plenitude da vida, tendo seu desfecho em Deus. É o que motiva e dá ânimo para o enfrentamento dos sofrimentos na história de vida das pessoas.

O que dá base para a fé na ressurreição é a fidelidade aos ensinamentos divinos. A vida temporal na terra deve apoiar-se na fé, na esperança e na caridade. Pela ressurreição, ela terá continuidade na eternidade, não necessitando mais dessas virtudes humanas, apenas na totalidade do amor de Deus.

No tempo presente, a pessoa precisa cultivar o jardim de sua existência, mesmo diante das dificuldades dos atos de perseguição, de sofrimentos e de desânimo. Mas deve levar consigo a certeza de que a morte não é o término da vida, mas o caminho que leva para a realização daquilo que é a finalidade do ser humano, a vida em Deus.

Pensar na ressurreição como obra divina significa ter convicção de que Deus é sempre misericordioso, mas que também leva em conta a prática da justiça. O Senhor não abandonará na morte os que preferirem morrer a negar a fé. Portanto, a ressurreição é fruto também da escolha de fé feita de forma livre e determinada.

Não é fácil ter fé firme no meio de um mundo marcado pela descrença. Muitas pessoas, além de não ter fé na ressurreição, tentam também impedir a propagação do Evangelho. Existe até uma hostilidade de adversários, mas o cristão não pode se intimidar e desanimar só porque encontra dificuldades. É fundamental trabalhar a possibilidade de vida nova, vida feliz e plenamente realizada em Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto

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