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A importância da Missa

Padre Luizinho, Sacerdote Missionário da Canção Nova

Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianney dizia: “Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus”. A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.
Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: “Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações” (cf. Atos 2, 41-42).
Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.
Lembro-me, com muito carinho, da minha “paróquia mãe”, a Catedral de Sant´Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d´Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: “Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.
Celebração dominical, centro da vida da Igreja
§ 2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. “O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência”.
“Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos”.
Domingo primeiro dia da semana
§ 1166 “Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo”. O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia” em que Cristo, depois de seu “repouso” do grande sábado, inaugura o dia “que O Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.
§ 1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os ´regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.
Domingo dia principal da celebração eucarística:
§ 1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.
Obrigação de participar da liturgia dominical:
§ 1389 A Igreja obriga os fiéis “a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos” e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.
§ 2042 O primeiro mandamento da Igreja (“Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.
Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.
Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?
Nunca é tarde para recomeçar.

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A IGREJA NÃO É ´A CASA DA MÃE JOANA´!  
O que falta é um pouco de bom senso
Padre Gilvan Rodrigues dos Santos, Mestre em Teologia Bíblica- Pontifícia Univ. Gregoriana Roma

Todo o mundo deve saber o significado da expressão a “casa da mãe Joana”. E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: “Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: ´o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar´. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização”.
Como veem, a internet pode ser um auxílio necessário à superação de nossa ignorância, até mesmo para curiosidades desse tipo. Espero que a expressão tenha sido entendida pelo meu leitor, mas, se não, vamos instigar nossa massa cinzenta.
Na verdade, eu não sei nem conheço o meu leitor, embora saiba que, vez por outra, alguém me aborde na rua para me dizer que leu e gostou, ou não, de algum texto meu. O fato é que, apesar de ter de falar certas verdades incômodas, minha intenção não é, nunca, ferir a sensibilidade de quem quer que seja, mas, sobretudo, suscitar uma reflexão oportuna sobre comportamentos que não condizem com certas circunstâncias e lugares, no caso específico, refiro-me a atitudes sem propósitos que muitos hereges de plantão querem fazer dentro da Igreja. Nunca aparecem lá, e quando vão, pensam em querer fazer dela a “casa da mãe Joana”. Independentemente do que você faça ou realize como profissional, responda-me com sinceridade: “Você gostaria se alguém chegasse a seu lugar de trabalho – seu escritório, seu gabinete, sua casa, sua loja, seu supermercado, seu departamento de vendas, sua cozinha, sua barraca, sua empresa, sua farmácia – e começasse a mudar tudo de lugar, simplesmente, porque não gostou da disposição das coisas?”
Pode até ser que algum desorientado responda de maneira positiva, mas, o normal, é que diga: “Não, não gostaria!”. Então, por que na Igreja tudo deve ser permitido? Especialmente em “missas de formatura” – que é um termo inapropriado para a Celebração Eucarística, porque não existe “missa de formatura” – e em casamentos, muitos aborrecimentos chegam pelo fato de que muitas pessoas, não habituadas com a celebração litúrgica, não conseguem distinguir a diferença entre a Igreja, que é o espaço sagrado do louvor e do culto prestado a Deus, cuja presença está no Sacrário, permanentemente, e outro qualquer salão de festas, ou, quando não, um salão de debutantes. Quando digo que não “há missa de formatura”, quero dizer que a Liturgia da Igreja é uma só, e já está pronta no Missal Romano para as diversas circunstâncias da vivência cristã. Não somos nós que a reinventamos com as chamadas “adições inoportunas”, como bem caracterizou o Papa emérito Bento XVI.
Aí, pensa-se poder cantar de tudo, desde que cada um sinta a pulsação emocionante de seu coração embalado pelo romantismo que, às vezes, é visto na televisão. E, quando as pessoas sérias da Igreja tentam dar uma orientação conforme as exigências próprias da sagrada Liturgia, são taxadas de intransigentes e mal-educadas. Que o digam algumas pessoas entre cerimonialistas, fotógrafos, ornamentadores e cantores que, convidados a receberem formação litúrgica pela Arquidiocese, em 2010, quase em uníssono, manifestaram o desafeto em relação ao Padre da Paróquia “Jesus Ressuscitado”. Nesse âmbito, o que eu considero mais engraçado – para não dizer o mais cínica e lamentavelmente deslavado – é que eles vão lá para ganhar dinheiro à custa da Igreja, e ainda querem dizer como o padre deve presidir a Santa Missa ou assistir ao matrimônio.
Torço pelo dia em que a Igreja, de modo sereno e competente, chegue a gerir sua própria casa, também nesses momentos, sem precisar de vândalos interesseiros que muito perturbam o interior da igreja, quando, na verdade, deveriam favorecer o silêncio e a dignidade do ambiente sagrado ou o lugar do culto, onde está o Senhor presente na Eucaristia.
Ora, se a gente vai ao cinema e não pode dar um “pio”; no teatro, exigem educação, silêncio e respeito durante a apresentação. Da mesma forma, quando se mora num apartamento, há um horário limite para determinados barulhos. Assim como, se alguém vai ter um encontro com uma pessoa que a julga importante, não vai com a primeira roupa que encontra pendurada no cabide do guarda-roupa. Certo dia, encontrei um jovem que foi à Missa vestindo uma camiseta regata. Então, perguntei-lhe: “Por que você não veio mais composto?” E ele respondeu: “Deus quer é o coração, não a veste”. Sua falsa lógica provocativa não me dispensou imediato acinte: “Se é assim, por que não veio nu?!”. Se alguém não sabe, os especialistas em etiqueta afirmam que esse tipo de roupa não combina com nenhum evento social, a não ser com esporte e lazer.
No fundo, o que falta é um pouco de bom senso e respeito pelas pessoas ao redor, e, de modo muito mais especial ainda, pelo Cristo, o Dono da Igreja, presente no Sacrário. Incrível como nossa mediocridade e banalidade encontram justificativas e desculpas para tentar impor nossas razões hipócritas e incoerentes. E o que dizer dos aborrecimentos com os atrasos, considerados por alguns de “chiques”!?. Falta de educação e respeito nunca foram “chiques” em lugar nenhum. Infelizmente, fomos mal-acostumados com o incisivo e provocante rifão do “atrasar é chique!”. Entendo que nem tudo poder ser, rigorosamente, vivido na dinâmica respeitosa da pontualidade, mas, atrasar mais de meia hora, deixando o sacerdote esperando como um pateta, já é abuso. Agora, se for o padre quem atrasar, depois que os noivos e convidados tiveram entrado na igreja, coitado dele! Já tivemos sérios problemas por conta disso. Mas, os direitos deveriam ser iguais, quer dizer, direitos e deveres.
Quem não cumpre os deveres, deveria perder todos os direitos se não for capaz de encontrar legítimas e convincentes explicações para o seu atraso. De fato, esse é um problema que está presente na leviandade de muitas pessoas que não prezam por seus compromissos como deveriam, tratando-os com reverência e honradez. No aeroporto de Brasília (DF), presenciei uma confusão instantânea feita por um casal que, chegando depois do tempo previsto para o embarque, não o fizeram e perderam o direito para alguém que já estava na fila de espera havia mais de duas horas. A balbúrdia, a gritaria e o descontrole foram notáveis no balcão de controle do embarque. Eles dançaram o “samba do caboclo doido”, mas não viajaram. A orientação é para que se chegue, pelo menos, uma hora antes, em voos nacionais e, duas, em voos internacionais. No caso, da Igreja, que, graças a Deus, não vai decolar para lugar nenhum, o ideal seria que o padre se atrasasse tanto tempo quanto os noivos atrasam, depois do horário marcado e previsto para o início da celebração. Aliás, quando isso acontece por alguns minutos, os ânimos se sublevam e se agitam se o padre não aparecer logo. Sendo que a celebração do Matrimônio é um momento muito importante na vida de todos, dos noivos aos seus familiares e convidados, a exigência do diálogo se faz necessária com todos os envolvidos na esteira da preparação e da realização do evento, a fim de que tudo aconteça na mais absoluta e desejada ordem. Com efeito, o casamento não é apenas um encontro social, em que nos produzimos para sair bem na foto e, consequentemente, no álbum. É mais do que isso, é um Sacramento que os noivos recebem prometendo respeito e fidelidade recíprocos por toda a vida. E, para tal atitude, contam com a graça recebida pelo Sacramento da Igreja.
Os sacerdotes não somos funcionários da arbitrariedade e da incompetência de quem não leva a sério a responsabilidade de seus compromissos, querendo transformar a Igreja “na casa da mãe Joana”, onde cada um faz o que quer, quando quer e pensa que pode. Nosso desejo é que a reflexão ajude-nos a rever nossos conceitos e valores quando nos aproximamos das coisas sagradas da Igreja de Cristo, no intento de não entregarmos “pérolas aos porcos” (cf. Mt 7, 6). Embora pareça dura, a expressão é de Cristo Jesus, ensinando aos Apóstolos o santo dever da consciência de não profanar as coisas santas de sua própria e amada Igreja.

Estes são os três verbos que devem guiar todo pastor, segundo o Papa

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O Santo Padre durante a oração do Ângelus. Foto: Vatican Media

Vaticano, 22 Jul. 18 / 08:35 am (ACI).- A partir do exemplo de Jesus apresentado no Evangelho, o Papa Francisco explicou que todo pastor deve ter três verbos para seu trabalho: ver, ter compaixão e ensinar.

O Santo Padre explicou, durante a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, neste domingo, 22 de julho, que esses são os três verbos do ensinamento do Senhor, como se narra no trecho do Evangelho do dia.

“O Evangelho de hoje nos narra como os apóstolos, após sua primeira missão, retornam para onde Jesus estava e lhe contaram tudo aquilo que tinham feito e ensinado”, assinalou Francisco.

Explicou que os apóstolos, “depois da experiência da missão, certamente entusiasmante, mas também esgotadora, tinham necessidade de descanso. Jesus, cheio de compreensão, se preocupa em assegurar-lhes um pouco de alívio e diz: ‘Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco’”.

Entretanto, “nesta ocasião a intenção de Jesus não se pôde realizar, porque a multidão, intuindo o lugar solitário para onde se dirigia com a barca junto com seus discípulos, chegou ao lugar antes deles”.

“O mesmo também pode acontecer hoje”, assegurou. “Às vezes, não conseguimos realizar nossos projetos porque surge um imprevisto urgente que modifica nossos programas e que requer de nossa parte flexibilidade e disponibilidade para com as necessidades dos demais”.

Quando acontece essa circunstância, “somos chamados a imitar tudo o que Jesus fez: ‘Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas’. Nesta breve frase, o evangelista nos oferece um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do divino Mestre e sua atitude”.

É nessa frase que se mostram os três verbos que devem guiar toda a ação pastoral: ver, ter compaixão e ensinar. “Podemos chama-los de verbo do Pastor”.

“O olhar de Jesus não é um olhar neutro, frio ou distanciado, porque Jesus sempre olha com os olhos do coração. E seu coração é tão terno e tão pleno de compaixão, que sabe acolher as necessidades também mais escondidas para as pessoas”.

Por outro lado, “sua compaixão não indica simplesmente uma reação emotiva frente a uma situação de inquietude das pessoas, mas que vai além: é a atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. Jesus se mostra com a realização da solicitude e da ternura de Deus por seu povo”.

Além disso, “dado que Jesus se comoveu ao ver todas aquelas pessoas necessitadas de guia e de ajuda, poderíamos esperar dele que fizesse um milagre. Entretanto, se colocou a ensiná-las, a ensiná-las muitas coisas”.

“Eis o primeiro pão que o Messias oferece à multidão faminta e necessitada: o pão da Palavra. Todos nós necessitamos de palavras de verdade que nos guiem e que iluminem nosso caminho. Sem a verdade, que é o próprio Cristo, não é possível encontrar a orientação correta na vida”.

Ao contrário, “quando nos afastamos de Jesus e de seu amor, nos perdemos e a existência se transforma em desilusão e em insatisfação”.

Por último, recordou que, “com Jesus ao nosso lado, podemos proceder com segurança, podemos superar as provações, progride-se no amor para com Deus e para com o próximo. Jesus se fez dom para os demais, tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós”.

Bispo de Franca sobre teca intacta em incêndio: Deus fala conosco através de fatos da vida

Por Natalia Zimbrão
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SÃO PAULO, 19 Jul. 18 / 12:42 pm (ACI).- As imagens de um incêndio de um carro em Franca (SP) viralizaram na última semana, ao mostrar como, em meio às cinzas, uma teca (porta hóstia), um terço e uma oração ficaram intactos; e, após o ocorrido, o Bispo local, Dom Paulo Roberto Beloto, assinalou como Deus pode falar “conosco através dos fatos da vida”.

O caso aconteceu no último dia 8 de julho, quando Dona Maria Emília da Silveira Castaldi, de 76 anos, ministra extraordinária da Sagrada Comunhão, saía de casa para a Santa Missa, por volta das 7h30. Ela iria participar da Celebração Eucarística para, em seguida, pegar a sagrada comunhão e levar aos enfermos.

Conforme recordou a ACI Digital, Dona Maria foi pegar o carro na garagem e, quando o ligou, começou a sair fumaça do capô. “Eu não achei o controle do portão dentro do carro e desci para pegá-lo. Quando voltei, já estava uma proporção de fumaça muito grande”, lembrou.

Então, decidiu a abrir o portão e um vizinho e um homem que passava pela rua a ajudaram, tirando o veículo da garagem.

“Eu tinha pegado todo o material e coloquei no carro o jaleco, o livro da liturgia diária e, em cima, tinha colocado a bolsinha em que carrego a teca, além do sanguíneo e de um corporal”, contou, ressaltando que “a teca estava vazia”, pois quando termina de levar a Sagrada Comunhão aos enfermos, a primeira coisa que faz é “a purificação” do objeto.

“Quando colocaram o carro na rua, eu queria abri-lo para pegar tudo, mas não deixaram, porque poderia me queimar”.

Os bombeiros foram acionados e controlaram o incêndio, que “não durou mais do que 15 minutos”. Mas, a ministra contou ter ficado “muito apreensiva, pensando que ia queimar tudo”.

“De fato – assinalou Dona Maria Emília –, queimou o carro todo, o jaleco, o livro da liturgia, o corporal, o sanguíneo. Ficou apenas a teca, o terço e uma oração que rezamos toda primeira sexta-feira do mês na Missa do Sagrado Coração de Jesus na Catedral de Franca. Esse folheto com a oração não queimou nem molhou com a água do bombeiro”.

A oração em questão é o “Oferecimento do Dia”, que traz pedidos pelos sacerdotes, pelo Papa e pela Igreja.

Após o ocorrido, Dona Maria Emília contou os fatos ao Bispo de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, “que foi muito atencioso”. “Ele foi muito caridoso, dócil, amável e simples”, assinalou.

Após tomar conhecimento do que aconteceu, Dom Paulo Roberto indicou em declarações à Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese de Franca que este é um fato que impressiona.

“Não podemos negar que Deus possa nos comunicar algo através dos fatos da vida. Mas são experiências particulares, que respeitamos”, indicou o Prelado.

Ainda de acordo com o Bispo, “não podemos medir a nossa fé, experiência de Deus e de Igreja, por fatos assim”. “O que Deus tem para nos comunicar de mais concreto, sobre sua verdade e sua vontade, está presente nas Sagradas Escrituras, na Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e no Magistério da Igreja. Esta é a nossa segurança e o caminho que devemos seguir”, assinalou.

Por sua vez, Dona Maria Emília, que também é Carmelita da Ordem Secular, afirmou a ACI Digital que, para ela, “se este fato serviu como testemunho de fé para ao menos uma pessoa, valeu a pena”.

A ministra da Eucaristia recordou, por exemplo, que o policial que registrou a ocorrência “ficou muito tocado” com tudo o que viu.

Pessoalmente, disse que considera que “já foi uma graça muito grande ter conseguido tirar o carro da garagem, porque se queimasse dentro da garagem seria muito perigoso, pois o tanque estava cheio”. Além disso, pôde sair do veículo antes que o incêndio se alastrasse.

“Para mim, foi bênção sobre bênção, graça sobre graça. E se isso servir como testemunho para as pessoas, fico muito feliz”, manifestou.

Por fim, Dona Maria Emília recordou uma frase que lhe foi dita pela Madre do Carmelo. “Ela disse ‘nós valemos muito mais do que uma simples teca, porque levamos Cristo em nosso coração’ Então, só isso basta”.

2018 – Agosto

Informativo_Agosto2018

3 pontos para levar em consideração ao discernir a vocação

https://www.acidigital.com/noticias/3-pontos-para-levar-em-consideracao-ao-discernir-a-vocacao-33744

Imagem / Crédito Referencial: Flickr Roman Catholic Archdiocese of Boston (CC BY-ND 2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Jul. 18 / 07:00 am (ACI).- A vocação é um chamado de Deus que implica uma escuta e uma resposta por parte do ser humano, mas o que deve ser considerado no momento de discernir o caminho que Deus tem para cada um?

O Centro de Estudos Católicos (CEC) propôs três chaves para levar em consideração no discernimento vocacional, tanto para o matrimônio quanto para a vida religiosa.

1. Compromisso

Em primeiro lugar, “tanto o matrimônio quanto a vida religiosa implicam um compromisso amoroso de serviço aos outros”, explica o CEC.

“Estar apaixonado é importante, mas não suficiente”, porque “o chamado ao matrimônio implica uma conversão de vida centrada no cônjuge e possivelmente nos filhos que possam nascer”.

No caso da vida religiosa, esta “implica um chamado ao serviço e à entrega de si” pelos outros.

2. Paciência

Por outro lado, é importante considerar que “o discernimento requer paciência”, pois em muitos casos os noivados podem ser longos e a vocação religiosa precisa de tempo para se estabelecer.

“A consistência da vocação será testada por um tempo”, assinala o CEC. “Um casal precisará de tempo, de repente anos, para conhecer-se, apaixonar-se, para tomar a decisão sobre a sua vocação ao matrimônio”.

No caso da vocação religiosa, “levará anos de seminário e formação, antes de realizar os votos perpétuos”.

3. Olhar realista

“O processo para fazer compromissos para a vida inteira é muito fácil de descrever e parece muito organizado e estruturado, mas na verdade é desordenado e imperfeito”, assegura o CEC.

Por isso, “não deveríamos procurar o cônjuge perfeito ou a comunidade perfeita. Inclusive se encontrássemos o casal perfeito, o casamento não seria perfeito depois de casados”.

“Isso está bem. É uma realidade humana e, assim também, de maneira tão humana e natural, devemos viver esse processo”, aconselha.

O Centro de Estudos Católicos é um ponto de encontro dedicado ao estudo, à reflexão e ao diálogo sobre diversas realidades humanas iluminadas pela riqueza da fé.

Esta é a “história secreta” da Humanae Vitae de Paulo VI

Por Walter Sánchez Silva
https://www.acidigital.com/noticias/esta-e-a-historia-secreta-da-humanae-vitae-de-paulo-vi-91029

Beato Papa Paulo VI. Foto oficial

Vaticano, 16 Jul. 18 / 12:05 pm (ACI).- Os documentos guardados no Arquivo Secreto do Vaticano permitiram ao estudioso italiano Mons. Gilfredo Marengo contar a história não conhecida sobre a origem da encíclica ‘Humanae Vitae’ do Beato Papa Paulo VI, o texto profético que no próximo 25 de julho completará 50 anos de publicação e que foi rechaçado inclusive por pessoas dentro da Igreja.

Em 25 de julho de 1968, o Beato Papa Paulo VI – que em outubro deste ano será canonizado pelo Papa Francisco junto com Dom Óscar Romero – publicou a encíclica ‘Humanae Vitae’ sobre a regulação da natalidade. O texto alertou sobre as consequências de usar métodos anticoncepcionais, tais como a degradação moral, a perda do respeito pela mulher e o uso desses métodos artificiais como políticas de Estado.

Para publicar o livro “O nascimento de uma Encíclica. Humanae Vitae à luz dos Arquivos do Vaticano”, Mons. Marengo recebeu uma autorização especial do Papa Francisco para investigar os documentos do Arquivo Secreto do Vaticano e dos Arquivos da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de completar os 70 anos previstos na norma para a revisão destes textos.

No livro, o também professor de antropologia no Instituto Teológico João Paulo II explica que Paulo VI deteve a publicação de uma encíclica que havia sido impressa em latim intitulada ‘De nascendae prolis’, porque considerou que era muito densa na doutrina e que não era pastoralmente adequada.

O jornal ‘Avvenire’, dos bispos italianos, assinala que o texto deveria ter sido publicado em 23 de maio de 1968. Era o resultado do trabalho realizado pelo sacerdote dominicano Mario Luigi Ciappi, o então teólogo da Casa Pontifícia que mais tarde foi nomeado Cardeal.

Dom Ciappi trabalhou sobre a base de um projeto preparado pela Congregação para a Doutrina da Fé em 1967, depois que, em 1966, Paulo VI considerou insuficiente o documento final da Comissão Pontifícia que estudou o tema e que se mostrou a favor dos contraceptivos.

O livro explica que o texto de Dom Ciappi, “do ponto de vista geral”, elevava “o perfil doutrinal já dominante no projeto da Congregação”. Deste modo, configurou-se “como um rigoroso pronunciamento da doutrina moral”.

O documento de Dom Ciappi também introduziu os temas do celibato e da virgindade consagrada, que o tornou ainda mais denso.

Quando o documento chegou aos tradutores, os teólogos franceses e espanhóis – entre eles os atuais cardeais Paul Poupard e Eduardo Martínez Somalo – advertiram acerca das dificuldades.

O Cardeal Giovanni Benelli, então Substituto da Secretaria de Estado, explicou o problema ao Papa, que decidiu não publicar a encíclica e entregá-la a outro sacerdote dominicano, Pe. Benoit Duroux, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé.

‘Avvenire’ indica que o novo texto também não era totalmente adequado, então Paulo VI “tomou toda a seção pastoral e acrescentou uma série de indicações muito delicadas que ainda revelam sua impressão”.

O Papa também mudou o novo título que havia sido dado ao texto, de ‘Vitae tradendae munus’, foi chamado ‘Humanae Vitae’. O livro de Mons. Marengo publica todas as correções feitas à mão pelo Beato.

Consulta aos bispos

Algumas pessoas acusam Paulo VI de ter publicado a encíclica sem ter consultado os bispos. A investigação de Mons. Marengo revela totalmente o contrário.

Durante o Sínodo dos Bispos de 1967, o Beato pediu a todos os prelados que compartilhassem com ele a sua posição a respeito do tema.

“A vontade do Papa de consultar todos os membros da assembleia sinodal é muito importante porque uma das acusações mais comuns depois da publicação da Humanae Vitae é que ele tomou a decisão de forma não colegial”, afirma Mons. Marengo.

Dos quase 200 bispos participantes do Sínodo, somente 26 responderam dentro do prazo estabelecido, de 9 de outubro 1967 a 31 de maio de 1968. Deste grupo, 19 se expressaram a favor dos anticoncepcionais e apenas sete contra.

Dos sete, os mais conhecidos e importantes foram o venerável Arcebispo americano Fulton Sheen; e o então Arcebispo da Cracóvia (Polônia), Karol Wojtyla, hoje São João Paulo II, que sempre quis ser recordado como “o Papa da família”, segundo afirmou o Papa Francisco durante a canonização do Papa polonês.

Como consequência da reação que recebeu a ‘Humanae Vitae’ em nível mundial, inclusive de importantes teólogos católicos, o Papa Paulo VI não voltou a escrever uma encíclica durante os 10 anos restantes do seu pontificado, que terminou em 1978. Nos cinco anos anteriores, havia escrito sete encíclicas.

O então Secretário de Estado, Cardeal Agostino Casaroli, disse que “na manhã do dia 25 de julho de 1968, Paulo VI celebrou a Missa do Espírito Santo, pediu uma luz do Alto e assinou: Esta foi a sua assinatura mais difícil, uma das suas assinaturas mais gloriosas. Assinou a sua própria paixão”.

Declararam-no morto, mas a Virgem do Carmo cumpriu sua promessa e “voltou à vida”

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Pe. John Higgins conhece Papa João Paulo II

REDAÇÃO CENTRAL, 15 Jul. 18 / 08:00 am (ACI).- Várias testemunhas de um hospital nos Estados Unidos asseguraram que um homem “voltou à vida” logo depois que um sacerdote tocou no escapulário da Virgem do Carmo que o falecido levava no peito.

A história do homem irlandês falecido com o escapulário da Virgem, que recuperou seus sinais vitais e algum tempo depois dirigiu-se ao sacramento da confissão com o Pe. John Higgins, da igreja São Raimundo Nonato, de Califórnia, foi recolhida pelo jornalista Joseph Pronechen em um artigo para o National Catholic Register.

Segundo Pronechen, o Pe. Higgins contou em uma entrevista que o fato inexplicável medicamente ocorreu quando servia na Igreja São Rafael, em Santa Bárbara, também na Califórnia.

“Após uma Missa com um grupo de jovens adultos e um churrasco entre amigos, o padre recebeu uma chamada de emergência do hospital”, narra o jornalista.

O Pe. Higgins foi levado ao hospital de Goleta Valley. Ao chegar, não soube quem estava deitado na cama do hospital, pois a cortina estava fechada, mas sabia que a enfermeira responsável pela emergência se chamava Anne. Ela e sua família eram membros de sua paróquia e ela sempre ligava para ele quando havia emergências deste tipo no hospital.

“Anne disse: ‘Ai, padre, chegou muito tarde’. Os especialistas começaram a retirar os cabos do monitor de frequência cardíaca. Aproximei-me do homem deitado e disse: ‘Ele tem um escapulário marrom, tem um velho escapulário’. Toquei o seu escapulário e, de repente, escutei um barulho. Anne disse: ‘Padre! O que está fazendo?’. E eu lhe disse: ‘Nada!’. O homem que estava deitado começou a respirar”, contou o Pe. Higgins.

Imediatamente, Anne e outra enfermeira pediram ajuda e conectaram novamente os cabos. Impressionados, os paramédicos ficaram totalmente surpreendidos pelo que acabava de acontecer.

O presbítero também recorda como o idoso abriu os olhos, olhou para ele e disse com um sotaque irlandês: “Padre, me alegro de que esteja aqui. Estava esperando você. Quero me confessar”.

“Eu estava em estado de choque! Eu não tinha ideia de que isto ia acontecer”, disse o sacerdote. Entretanto, a confissão teve que esperar porque “levaram o idoso pelo corredor” e só pôde dar-lhe “uma bênção rápida, não havia tempo para nada mais”.

O médico na sala de emergências saiu apressado do seu escritório e o Pe. Higgins recorda que o profissional se incomodou “porque já havia feito a declaração de falecimento”.

Até hoje, o Pe. Higgins assegura que a única coisa que ele fez foi tocar o escapulário da Virgem do Carmo.

Algumas semanas depois, o irlandês que “voltou à vida” diante dos olhos de Pe. Higgins, procurou-o para se confessar e contou que o doutor não conseguiu averiguar o que tinha acontecido.

“Os paramédicos lhe mostraram as notas que escreveram”, revelou o Pe. Higgins sobre o relatório oficial de falecimento do idoso irlandês. Imediatamente depois de registrar o tempo e local da sua morte, estes acrescentaram em grandes letras em negrito “devolvido à vida por Deus”.

Durante a visita, o homem irlandês revelou ao Pe. Higgins que estava na lista de espera por um coração novo. “O homem me encontrou uns seis meses mais tarde e me disse que foi retirado da lista porque seu coração havia sido curado”, narra o sacerdote.

Atualmente, Pe. Higgins assegura que o que ocorreu foi milagroso: “Foi uma alegria. Deus agiu através das minhas mãos… Aconteceu de acordo com a vontade de Deus”.

As promessas da Virgem do Carmo

O escapulário da Virgem do Carmo não é um amuleto nem uma garantia automática de salvação ou uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã.

Pelo contrário, é reconhecido pela Igreja como um sacramental, ou seja, um sinal que ajuda a viver santamente e a aumentar a devoção; este dispõe ao amor do Senhor e ao arrependimento se for recebido com devoção.

Segundo a tradição, a própria Virgem Maria fez uma promessa a todos os fiéis quando entregou o escapulário a São Simão Stock em 16 de julho de 1251: “deve ser um sinal e privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem morrer usando o escapulário não sofrerá o fogo eterno”.

Algum tempo depois, quando o Papa João XXIII rezava, apareceu-lhe a Virgem vestida com o hábito carmelita e prometeu tirar do purgatório no sábado depois da morte a quem morresse usando o escapulário: “Eu, Mãe de misericórdia, libertarei do purgatório e levarei ao céu, no sábado depois da morte, àqueles que tiverem usando o meu escapulário”.

Para ser merecedor da primeira promessa da perseverança final, requer ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote, levá-lo sempre no peito, especialmente na hora da morte, e inscrever o nome no livro da confraria.

Para ganhar a segunda promessa, o privilégio sabatino, sobre os três requisitos anteriores, exige-se guardar castidade, segundo o próprio estado, rezar sete Pai Nosso, 7 Ave Maria e 7 Glórias.

Guardar abstinência (sempre que for possível) nas quartas-feiras e nos sábados.

Recorda-se que muitos Papas também receberam sua proteção.

Um deles foi Pio XII, que disse em uma ocasião: “(…) Quantas almas, inclusive em circunstâncias que, humanamente falando, estavam além da esperança, devem sua conversão final e sua salvação eterna ao escapulário que usaram? Quantos mais, graças isso, experimentaram a proteção materna de Maria em perigos do corpo e da alma? (…)”.

Papa: missionário deve estar amparado unicamente em Cristo

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-07/angelus-15-julho-2018.html
Cidade do Vaticano, Angelus de 15 de julho de 2018

“O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê”. A missão tem um centro e a missão tem um rosto: estes são os dois pontos que resumem o “estilo missionário” destacado pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo.

Discípulos “livres e leves, sem apoios e sem favores”, ancorados unicamente no amor “d’Aquele que os envia” e fortes “somente de sua palavra que irão anunciar”. Este é o rosto que deve ter o discípulo missionário.

Inspirado no Evangelho do dia de São Marcos, que narra o momento em que Jesus envia os doze em Missão, o Papa Francisco refletiu sobre os dois pontos do estilo missionário: a missão tem um centro e a missão tem um rosto.

“O discípulo missionário tem antes de tudo – explicou o Papa – um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus”, como comprova a narrativa pela série de verbos usados a Ele referidos. Assim, seu modo de agir “parece como que irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”:

“Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como “enviados”, como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão”.

Este episódio do Evangelho diz respeito também a todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o Evangelho de Cristo:

“E também para nós esta missão é autêntica, somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão proclama o Evangelho “por si mesmo”, mas somente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo”.

A missão tem um rosto

“A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios”, disse Francisco, ressaltando que “seu equipamento atende a um critério de sobriedade”. Por isso, de fato, os Doze têm a ordem de “não levar nada além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto”:

“O Mestre os quer livres e leves, sem apoios e sem favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente de sua palavra que irão anunciar”.

“ O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê. ”

O Pontífice recordou então os muitos Santos da Diocese de Roma, da qual é bispo, que tinham este rosto, como São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros. “Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”.

História de Jesus, prefigura destino de seu mensageiro

Mas a evangelização requer também a coragem, que somente pode ser encontrada se “estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado”:

“E a esse “rosto” também pertence a maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não seja acolhida ou escutada. Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu mensageiro”.

“Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou tribulação.”

Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, em particular as Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de diversos países e os jovens poloneses da diocese de Pelplin (Polônia), que participam de um curso de exercícios espirituais em Assis.

Texto original, em italiano: https://is.gd/EtRhyk

Um católico a favor do aborto pode comungar?

https://www.acidigital.com/noticias/um-catolico-a-favor-do-aborto-pode-comungar-37575

Imagem referencial / Crédito: Alexey Gotovsky – CNA

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jul. 18 / 06:00 pm (ACI).- Diante dos recentes casos de despenalização do aborto em países de maioria católica, como Irlanda, Colômbia, Chile e a possibilidade de que a mesma coisa aconteça na Argentina, surgiu a pergunta de se os fiéis que estão abertamente a favor desta prática podem receber a Eucaristia.

Para resolver esta dúvida, a Igreja emitiu vários documentos. Entre eles a carta “Dignidade para receber a Sagrada Comunhão: Princípios Gerais”, enviada em 2004 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, aos bispos dos Estados Unidos.

A carta assinala que, no caso do grave pecado do aborto, “quando a cooperação formal de uma pessoa é manifesta (entendida, no caso de um político católico, como fazer campanha e votar sistematicamente por leis permissivas de aborto e eutanásia), seu pároco deveria reunir-se com ele, instruí-lo a respeito dos ensinamentos da Igreja, informando-lhe que não deve apresentar-se à Sagrada Comunhão até que termine com a situação objetiva de pecado, e advertindo-lhe que de outra maneira se lhe negará a Eucaristia”.

Além disso, adverte que um católico seria “culpável de cooperação formal no mal, e tão indigno para apresentar-se à Sagrada Comunhão, se deliberadamente votasse a favor de um candidato precisamente pela postura permissiva do candidato a respeito do aborto e/ou da eutanásia”.

Neste contexto, quando um fiel católico foi formado a respeito do ensinamento da Igreja sobre o aborto, mas ainda mantém a sua posição pública “com obstinada persistência”, ainda se apresenta a receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve negar-se a distribuí-la”.

“Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou uma pena. Tampouco é que o ministro da Sagrada Comunhão esteja realizando um juízo sobre a culpa subjetiva da pessoa, senão que está reagindo ante a indignidade pública da pessoa para receber a Sagrada Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado”, esclarece o texto.

Em agosto de 2008, o então Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica da Santa Sé, Cardeal Raymond L. Burke, explicou que os católicos, especialmente os políticos que apoiam publicamente o aborto, não devem comungar.

O Cardeal também se referiu à responsabilidade da caridade que os ministros da comunhão têm de negá-la caso a solicitem “até que reformem a própria vida”.

Católicos devem se opor ao aborto

No ponto 2 da carta do agora Papa Emérito Bento XVI, recorda-se o que foi estabelecido na Carta Encíclica Evangelium vitae, em relação às decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto, declarando que existe “uma grave e precisa obrigação de opor-se através da objeção de consciência”.

“No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, ‘nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto’”, assinala no numeral 73.

Do mesmo modo, explica que os cristãos têm um “grave dever de consciência, a não prestar a sua colaboração formal em ações que, apesar de admitidas pela legislação civil, estão em contraste com a lei de Deus”.

Pecado do aborto

O aborto é um pecado grave, porque se trata de tirar a vida de um ser humano no ventre de sua mãe.

De acordo com o Direito Canônico, no cânon 1398, quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão automática (latae sententiae), que só pode ser absolvida pelo bispo da diocese e pelos sacerdotes autorizados por ele.

Por ocasião do Ano da Misericórdia em 2016, o Papa Francisco permitiu que os sacerdotes de todo o mundo absolvessem esse pecado. E, depois, com a Carta Apostólica Misericordia et misera, o Santo Padre estendeu esta permissão indefinidamente.

Feminismo, ideologia de gênero e pedofilia? Especialista explica como se relacionam

Por Diego López Marina
https://www.acidigital.com/noticias/feminismo-ideologia-de-genero-e-pedofilia-especialista-explica-como-se-relacionam-24553

Agustín Laje. Foto: Facebook.

Lima, 04 Mai. 17 / 07:00 pm (ACI).- Depois de concluir uma turnê que o levou ao Chile, Peru e Paraguai, para começar outra na Argentina, o politólogo argentino Agustín Laje explicou quais são os verdadeiros interesses do movimento feminista contemporâneo ao qual chamou de “terceira onda do feminismo”.

Em diálogo com o Grupo ACI, Agustín Laje, coautor com Nicolás Márquez do best-seller da Amazon ‘O Livro Negro da Nova Esquerda’, o qual desmascara a ideologia de gênero como uma nova cara do movimento político de esquerda, explicou que o feminismo que se vive hoje em dia está relacionado diretamente com a ideologia de gênero e com a pedofilia.

Feminismo e ideologia de gênero

Em seu livro, Laje explica a história do feminismo em três etapas: 1) uma “primeira onda”, que buscou o acesso da mulher aos plenos direitos civis e políticos; 2) depois, uma “segunda onda”, que estava ligada ao pensamento marxista, especialmente aos estudos de Friedrich Engels, que, em seu livro ‘A Origem da família, a propriedade privada e o Estado’, assegurou que o aparecimento da propriedade privada provocou um sistema opressivo na família, do homem para a mulher, o qual chamou de “patriarcado”; 3) e, finalmente, a “terceira onda” feminista, quando nasce a ideologia de gênero.

Sobre a “terceira onda” feminista, Laje explicou que todos os seus postulados articulam um discurso ideológico que propõe a “luta de classes entre homens e mulheres” e, como consequência dessa luta, existe o que atualmente conhecemos como ideologia de gênero.

O politólogo assegurou que “a ideologia de gênero nasceu para suprir uma falta na esquerda (marxismo clássico) diante a falta do operário como classe revolucionária. Esta falta abre o caminho de uma luta de classes a uma luta pela cultura (neomarxismo)”, onde atuam atualmente as feministas radicais.

Nesse sentido, Laje colocou como exemplo a teórica feminista Monique Vittig, da França, que “escreveu um livro sobre o regime de ‘heterossexualidade obrigatória’, dizendo que o Ocidente oprime as mulheres porque as obriga a ser heterossexuais”.

“Isso é uma curiosidade, porque ela foi homossexual e o Ocidente nunca a impediu disso, nunca foi presa. Entretanto, ela era pró Mao Tse Tung, da China comunista, um modelo que tinha para os homossexuais pena de castração e, se reincidissem, pena de morte”, esclareceu.

O pensamento de Vittig e de outras que defendem a ideologia de gênero, segundo Laje, estão resumidas naquela frase da feminista marxista Simone de Beauvoir, que em seu livro ‘O Segundo Sexo’ disse que “não se nasce mulher: se chega a ser”, ou seja, que a sexualidade deixa de ser “um dado da natureza” e se torna uma “construção da sociedade”, o que hoje chamamos de “gênero”.

O jovem politólogo também faz em seu livro uma revisão teórica do feminismo radical nas figuras de Shulamith Firestone, Kate Millet, Zillah Eisenstein e, especialmente, Judith Butler, que “esticou tanto o conceito de gênero de modo que nele encaixem formas e preferências sexuais das mais estranhas” (multiplicidade de gêneros que “rompam a coerência existente entre o sexo, o gênero e o desejo sexual”).

Um olhar ao feminismo radical atual

Agustín Laje indicou que “o feminismo de hoje se caracteriza por ‘feminizacionismo’, ou seja, um machismo ao revés. É um feminismo que já não se articula por um discurso igualdade real, mas por um discurso de ódio pelo homem e privilégios para a mulher”.

Além disso, afirmou que este feminismo “tem algumas teóricas como Andre Dworkin, que explica que toda relação sexual heterossexual é uma violação contra a mulher, ou como Valerie Solanas, que diz que chamar o homem de ‘animal’ é um elogio”.

“É por isso que em todas as marchas feministas organizadas por estes grupos, encontramos nas inscrições dos muros de todas as cidades coisas como ‘assassine seu noivo’, ‘morte o macho’ e frases semelhantes a estas”, destacou.

Sobre o feminicídio, Laje disse que jamais ocorre “uma investigação para saber se isso realmente foi assim”.

“O feminicídio é definido pela intencionalidade do ataque do homem contra a mulher, no qual o motivo de tal violência é o ódio ao outro ‘gênero’ como tal. Sempre que se apresenta um caso de feminicídio, ninguém faz uma perícia psicológica ou algo parecido. Entretanto, o maior número de mortes de mulheres por assassinatos não são por casos de feminicídio e ninguém fala sobre isso”, destacou.

O politólogo reiterou que não existe uma verdadeira luta “pelos ‘gêneros’”, mas “uma luta política e que se explica através dos interesses do movimento político de esquerda”.

Feminismo e pedofilia

Em seguida, Laje indicou que “há muitos dados empíricos”, por exemplo, “na Alemanha existem organizações feministas que lançaram solicitações e apoios públicos aos grupos explicitamente pedófilos”.

Entre esses grupos estão NAMBLA (North American Man/Boy Love Association) e IPCE (International Pedophile and Child Emancipation).

“Desde as feministas Simone de Beauvoir, passando por Shulamith Firestone, Kate Millet, chegando a Lola Pérez, que atualmente na Espanha escreve no seu Twitter que é a favor da pedofilia, argumentam a favor do ‘sexo entre gerações’ ou os boys lovers, como costumam chamá-los”, disse Laje reafirmando a ideia do seu livro.

“Isto acontece porque tudo parte do mesmo tronco teórico que é ideologia de gênero. Esta diz que a sexualidade não tem nada a ver com a natureza, mas é uma construção da cultura”.

“O que é a cultura? Vem da palavra cultivo, ou seja, o que o homem faz e do qual o homem também é feito. A cultura é puro azar, a natureza é o dado e não pode ser mudada”, destacou.

Finalmente, disse que “se a sexualidade é apenas cultura”, então “não tem limites”.

“Por exemplo, o grupo jovem do Partido Popular Liberal Sueco está pedindo uma lei para que se legalize o incesto e a necrofilia. No Canadá, recentemente, foi legalizada a zoofilia, ou seja, o sexo com animais”.

“E no caso de pedofilia, temos a Holanda, onde em 2006 foi criado um partido (The Party for Neighbourly Love, Freedom, and Diversity) cujo único propósito era a legalização da pedofilia e o explicavam nos mesmos termos que os ideólogos de gênero”, concluiu.

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