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Papa: a Palavra de Deus é vida, não endurece o coração

Quinta-feira, 17 de janeiro de 2019, Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-palavra-de-deus-e-vida-nao-endurece-o-coracao/

Francisco indicou três palavras que podem ajudar a entender a atitude do cristão de coração fechado: “dureza”, “obstinação” e “sedução”

Papa Francisco na Missa desta quinta-feira, 17, na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

“Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo”. Esta advertência contida na Carta aos Hebreus, extraída da Primeira Leitura, inspirou a homilia do Papa Francisco ao celebrar a missa nesta quinta-feira, 17, na capela da Casa Santa Marta.

Todos os membros da comunidade cristã, afirmou o Pontífice, padres, freiras e bispos, correm o risco de ficar com o coração endurecido. Mas o que significa esta advertência? O Papa indicou três palavras, extraídas sempre da Primeira Leitura, que podem ajudar a entender: “dureza”, “obstinação” e “sedução”.

Cristãos pusilânimes, sem a coragem de viver

Um coração endurecido é um coração “fechado”, “que não quer crescer, se defende, se fecha”. Na vida, isso pode acontecer em decorrência de inúmeros fatores, por exemplo, uma “forte dor”, porque “os golpes endurecem a pele”, notou Francisco. Aconteceu com os discípulos de Emaús e também com Tomé. E quem permanece nesta atitude negativa é “pusilânime”, e um “coração pusilânime é perverso”:

“Podemos nos questionar: eu tenho o coração duro, tenho o coração fechado? Eu deixo o meu coração crescer? Tenho medo que cresça? E se cresce sempre com as provações, com as dificuldades, se cresce como crescemos todos nós quando crianças: aprendemos a caminhar caindo, do engatinhar ao caminhar quantas vezes caímos! Mas se cresce com as dificuldades. Dureza. E o mesmo, fechamento. Mas quem permanece nisto… “Quem são, padre?” São os pusilânimos. A pusilanimidade é uma atitude ruim no cristão, lhe falta a coragem de viver. Ele se fecha…”.

Cristãos obstinados

A segunda palavra é “obstinação”: “animai-vos uns aos outros, dia após dia, para que nenhum de vós se endureça”, está escrito na Carta aos Hebreus e é a acusação que Estevão faz àqueles que o lapidarão. A obstinação é “a teimosia espiritual “: um coração obstinado – explicou Francisco – é “rebelde”, é “teimoso”, está fechado no próprio pensamento, não “aberto ao Espírito Santo”. É o perfil dos “ideólogos”, também orgulhosos e soberbos.

“A ideologia é uma obstinação. A Palavra de Deus, a graça do Espírito Santo, não é ideologia: é vida que o faz crescer, ir avante e também abrir o coração aos sinais do Espírito, aos sinais dos tempos. Mas a obstinação é também orgulho, é soberba. A teimosia, aquela teimosia que faz muito mal: fechados de coração, duros – primeira palavra – são os pusilânimes; os teimosos, os obstinados, como diz o texto, são os ideólogos. Mas eu tenho um coração teimoso? Cada um pense. Eu sou capaz de ouvir as outras pessoas? E se penso diversamente, dizer: “Mas eu penso assim…” Sou capaz de dialogar? Os obstinados não dialogam, não sabem, porque se defendem sempre com as ideias, são ideólogos. E as ideologias quanto mal fazem para o povo de Deus, quanto mal! Porque fecham a atividade do Espírito Santo”.

Cristãos escravos da sedução

A última palavra sobre a qual o Papa reflete é a “sedução”, a sedução do pecado, obra do diabo, o “grande sedutor”, “um grande teólogo, mas sem fé, com ódio”, o qual quer “entrar e dominar” o coração e sabe como fazê-lo. Então, conclui o Papa, um “coração perverso é aquele que se deixa conquistar pela sedução e a sedução o leva à obstinação, ao fechamento e a tantas outras coisas”.

“E com a sedução ou você se converte e muda de vida, ou tenta fazer pactos: um pouco aqui e um pouco ali. “Sim, sim, eu sigo o Senhor, mas eu gosto desta sedução, mas um pouco…” E você começa a fazer uma vida cristã dupla. Para usar a palavra do grande Elias ao povo de Israel naquele momento: “Vocês mancam com as duas pernas”. Mancar com as suas pernas, sem ter uma firme. É a vida de pactos: “Sim, eu sou cristão, sigo o Senhor, sim, mas este eu o deixo entrar …”. E assim são os mornos, aqueles que sempre fazem pactos: cristãos de pactos. Também nós muitas vezes fazemos isso: o pacto. Quando o Senhor nos indica a estrada, também com os mandamentos, com a inspiração do Espírito Santo, mas eu gosto de outra coisa e busca o modo de caminhar nos dois trilhos, mancando com as duas pernas”.

A invocação final do Papa é para que o Espírito Santo nos ilumine para que ninguém tenha um coração perverso: “um coração duro, que o leva à pusilanimidade; um coração obstinado que o leva à rebelião; um coração seduzido, escravo da sedução, que o leva a um cristianismo de pacto”.

10 frases do Papa Francisco para a Família

https://www.acidigital.com/noticias/10-frases-do-papa-francisco-para-refletir-nesta-semana-nacional-da-familia-23006

Papa Francisco saúda uma família no Vaticano/ Foto: Bohumil Petrik (ACI Prensa)

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Ago. 18 / 09:00 am (ACI).- Em diversas oportunidades, o Papa Francisco dedicou algumas palavras para destacar a importância da família, tendo inclusive convocado um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário para abordar este tema, resultando na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Por ocasião da Semana Nacional da Família, que tem início neste domingo no Brasil, apresentamos a seguir 10 frases do Pontífice sobre a família, sua importância e missão na Igreja e na sociedade:

1. “A aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo”. (Amoris Laetitia, numeral 66, capítulo 3).

2. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”. (Amoris Laetitia, numeral 44, capítulo 2).

3. “O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos” (Mensagem ao 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, ocorrido em agosto de 2014)

4. “Esta é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós… Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Catequese da Audiência Geral de 17 de dezembro de 2014).

5. “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” (Homilia na celebração do matrimônio de 20 casais na Basílica de São Pedro, em 14 de setembro de 2014).

6. “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, nesta família que falou, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado” (discurso no encontro com as famílias em Cuba, em 22 de setembro de 2015).

7. “O convívio é um termômetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala mas assiste-se à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família ‘pouco família’” (Catequese da Audiência Geral de 11 de novembro de 2015).

8. “O dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais. E não me refiro só ao amor dos pais para os filhos, mas o amor dos pais entre eles, quer dizer, a relação conjugal. Isto faz muito bem a vocês e também a seus filhos! Não descuidem a família!” (Discurso durante audiência aos funcionários da Santa Sé, em 21 de dezembro de 2015).

9. “As famílias não são peças de museu, mas é através delas que se concretiza o dom, no compromisso recíproco e na abertura generosa aos filhos, assim como no serviço à sociedade” (Discurso em audiência aos participantes de encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas, em 1º de junho de 2017).

10. “Vocês são um ícone de Deus: a família é um ícone de Deus. O homem e a mulher: precisamente a imagem de Deus. Ele disse, não sou eu que digo. E isso é grande, é sagrado” (discurso durante audiência com delegação do Fórum das Associações Familiares, em 16 de junho de 2018).

O Coaching e o Cristianismo são antagônicos!

https://blog.cancaonova.com/livresdetodomal/o-coaching-e-o-cristianismo-sao-antagonicos/

Demorei-me para escrever um pouco sobre a realidade do Coaching e daquilo que eu vejo que não se “encaixa” com a Fé Católica, e para falar a verdade, não se encaixa com o cristianismo em si. Propositalmente eu queria “ver” o joio crescer, para que mais “crescidinho”, pudéssemos identificá-lo, e apontar alguns de seus extravios e sutis perigos para nossa caminhada; e arrancá-lo seguramente do nosso meio!
De certo, alguns aqui já começarão a se questionar sobre padres, pastores, missionários, e diversas outras pessoas que talvez eles tenham como referência para si, se utilizando de tal título de Coach…
Quero dizer que infelizmente muitos estão seguindo caminhos perigosos em seus ministérios, e muitos até se extraviaram do caminho da Verdade, da essência do Evangelho; e seguem a si mesmos e suas fúteis idéias como seus próprios deuses!
Alguns dirão: “Mas Danilo, como pode você falar assim destas pessoas? Tem até padres vivendo essas realidades?”
E eu só quero relembrar que quem entregou Jesus para ser crucificado não foi um pagão, um perseguidor, um revolucionário da época; foi um Apóstolo, um homem na qual Jesus por amor escolheu e elegeu, foi este que com um tipo de teatralidade de amor, entregou Jesus aos seus opositores. Então, não vos surpreenda tal afirmação da minha parte!
Quero também deixar aqui registrado que não vou entrar profundamente na questão espiritual, da visão que eu tenho sobre essa realidade, sua essência e etc, pois me delongaria muito para tratar disso em um artigo somente. Deixarei para tratar de detalhes, da visão da Igreja e tudo o mais, em outros artigos e no meu próximo livro… Aguardem!
Mais uma afirmação importante: Quem trabalha com a questão do Coaching, principalmente em nível da Fé, de misturar “alhos com bugalhos”, jamais se darão por vencidos, justificarão suas práticas com versículos e mais versículos bíblicos, que suas “teses” passam pelo crivo da Palavra de Deus, e que estão anunciando Deus através de “suas ferramentas”, e que estamos equivocados quanto à discordância sobre este assunto… Vão querer usar aquela frase relativista: que se está ajudando a pessoa, então não há problema algum… Falácias e mais falácias…
Nem vou explorar muito profundamente (por enquanto) a questão financeira e de valores que estes “servos do Senhor” têm embolsado em seus colóquios motivacionais!
– Demonizar o Coaching?
É claro que aqui não estou demonizando nada em relação ao Coaching, e nem falando de pessoas diretamente, mesmo que na sua mente já possam ter passado diversas! O que eu quero trazer neste artigo, são algumas contradições do ensinamento que contém por detrás da “ideologia do Coaching” – alguns preferem chamar de “Teologia do Coaching” – com as bases cristãs… (Apesar de haver várias contradições, vou expor algumas somente…)
– Mas o que de fato é o Coaching?
Quero trazer aqui a explicação que extrai de um site de um dos principais institutos de Coach do Brasil e como eles definem o que é o Coaching:
“Um mix de recursos que utiliza técnicas, ferramentas e conhecimentos de diversas ciências como a administração, gestão de pessoas, psicologia, neurociência, linguagem Ericksoniana, recursos humanos, planejamento estratégico, entre outras visando à conquista de grandes e efetivos resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar, espiritual ou financeiro”
– E como acontece em geral o Processo de Coaching?
“Conduzido de maneira confidencial, o processo de Coaching é realizado através das chamadas sessões, onde um profissional chamado Coach tem a função de estimular, apoiar e despertar em seu cliente, também conhecido como Coachee, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja”.
Aparentemente o que há de problema nisso? Você acha que nada? Você realmente prestou atenção naquilo que eles descreveram?
Convenhamos, e usemos o mínimo de racionalidade sobre a definição acima:
“… despertar em seu cliente, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja”.
– Que tipo de “potencial infinito” pode haver num “ser finito”?
“… para que este conquiste tudo o que deseja…” – Quer dizer que as conquistas do homem depende exclusivamente do seu desejo? “Se eu quero, eu posso”… Sou eu, os meus desejos, as minhas vontades, as minhas perspectivas que determinam quem me tornarei?
Existe um tipo de “onipotência” disfarçada no objetivo prático do Coaching, que quer “comandar” até mesmo a Onipotência Divina, querendo “manipular” os desígnios Daquele que realmente tudo pode! Quando eu coloco em mim e em ferramentas a possibilidade de aplicá-las e “conquistar tudo o que eu desejo”, estou colocando em xeque a ação do ÚNICO que é Onipotente; ou ainda tentando competir com Ele “onipotências”… Afinal, posso tanto quanto QUEM TUDO PODE, e quem decide o que serei e conquistarei sou eu!
Já é introduzido neste tipo de conceito, um tipo de ideologia venenosa e perigosa, principalmente para aqueles ainda que não estão maduros na sua caminhada com Deus! Entra nesta ideologia um tipo de Soberba e Prepotência; que acaba por deixando de lado a resignação aquilo que Deus quer de nós e para nós!
Isso é o tipo de afirmação que faria rir qualquer ser pensante, mas que dá vontade de chorar quando vemos que há tantos cristãos embarcando nesse barco furado!
Mas alguns vão dizer: “Eu faço Life Coaching Espiritual…” – Ai é que dá vontade rir mesmo!
Vou colocar abaixo a definição que o mesmo Instituto explica sobre isso:
“O Coaching Espiritual não tem ligação com religião, doutrina ou crença. O Coaching Espiritual tem como foco, proporcionar o equilíbrio entre a paz interior do indivíduo e com o universo em si. A metodologia age de dentro para fora, atuando nas questões internas da pessoa e no seu autoconhecimento. Portanto, o Coaching Espiritual auxilia o ser humano a identificar suas crenças e valores, a reconhecer a sua missão e propósito de vida, a acreditar em si mesmo, a ter amor próprio, a superar limites e assim, deixar um legado positivo, seja em âmbito pessoal ou profissional”.
Eu não sei nem por onde começar a rebater tanta besteira! Vamos lá:
“O Coaching Espiritual não tem ligação com religião, doutrina ou crença…” Se falamos que algo é espiritual, é porque consequentemente quer nos ligar a algo, ou Alguém que é superior a nós, ao nosso mundo; mas o “Coaching Espiritual” não tem ligação com “religião, doutrina ou crença”… É espiritual por que e em que então? Se não liga nada a nada, para que existe?
O texto, de forma confusa tenta responder: “O Coaching Espiritual tem como foco, proporcionar o equilíbrio entre a paz interior do indivíduo e com o universo em si. A metodologia age de dentro para fora, atuando nas questões internas da pessoa e no seu autoconhecimento”.
Espera aí… Essa definição deles já é um tipo de “doutrina/crença”; então já está “nos ligando” a algo que eles acreditam! Essa ligação do indivíduo com o Universo é um tipo de crença! E como então eles afirmam que não tem ligação com religião, doutrina ou crença? Confuso a explicação deles não é mesmo?!
Tem mais: “Portanto, o Coaching Espiritual auxilia o ser humano a identificar suas crenças e valores, a reconhecer a sua missão e propósito de vida, a acreditar em si mesmo, a ter amor próprio, a superar limites e assim, deixar um legado positivo, seja em âmbito pessoal ou profissional”.
Como que um Coaching Espiritual, – que não tem ligação com “religião, doutrina ou crença” – vai auxiliar o ser humano a identificar “suas crenças e valores”… Qual será o ponto de referência destas pessoas para identificar elementos tão ligados a Religião de dentro destas pessoas?
O drama continua: o Coaching Espiritual auxilia o ser humano a[…] “reconhecer a sua missão e propósito de vida, a acreditar em si mesmo, a ter amor próprio, a superar limites e assim, deixar um legado positivo, seja em âmbito pessoal ou profissional”.
Como que um Coaching Espiritual, que convenhamos, pode ser qualquer um que fez uns “cursinhos” por aí – pois não existe regulamentação para tal prática – ajudará alguém a reconhecer realidades tão importantes na vida das pessoas e tão ligadas a Deus?! Como separar missão e propósito de vida, de um chamado e designo de Deus?
Todo ser humano recebe uma Vocação, um tipo de chamado de Deus, uma missão realmente… Mas ninguém se lança num tipo de missão, se não há Alguém que o chamou e o lançou… Em todo chamado, em toda missão, existe um certo tipo de mística da vocação, do chamamento… Não é algo puramente racional… A história do cristianismo é permeada desta Voz que chama, e de alguém que responde à essa Voz!
Seja em atividades que podemos nomear de mais “extraordinárias” como muitos santos viveram, ou seja, no cumprimento e na dedicação com o amor ao dever de estado que se encontra a pessoa. São Josemaria Escrivá nos ensina lindamente esse cumprimento do dever de estado, do senso do dever, de missão e de obrigação, quando realizado com amor e com sentido, é um caminho seguro de Santidade. Mas até no cumprimento destes deveres, é preciso compreender essa Voz que habita e ecoa dentro de nós, pois se não, não será possível entender a grandeza de tais atos, e nada mais fará sentido!
E como amar a si próprio realmente, sem o conhecimento de Deus, sem compreendermos porque Deus nos quis?! Há um anseio dentro de cada um de nós, impresso por Deus em nossas almas, de encontra-Lo, ama-Lo e servi-lO! Há uma esperança VIVA dentro de nós que não se pode ser inventada pela mente humana! E ai está um dos grandes erros da “Teologia do Coaching” achar que por meio da projeção das nossas mentes virão os resultados, que através das “programações” que podemos fazer, os resultados certamente virão de maneira positiva!
Neste caso, o Professor e Filósofo Olavo de Carvalho aborda isso de maneira espetacular quando nos ensina:
“A mente não poderia encontrar dentro de si a solução de seus males, pelas simples razão de que o seu mal consiste em estar fechada dentro de si, sem abertura para o que lhe é Superior. Em vez de criar um sentido, a mente tem de submeter-se a ele, uma vez encontrado”.
Sem este entendimento e abertura para o que lhe é Superior, muitos continuarão nas tentativas de erros e acertos sobre os propósitos de suas vidas, e se depararão muito mais com os seus erros! Querem encontrar pela “força de suas mentes” as capacidades escondidas e as potencialidades em si; mas não percebem que a grande doença que trazem está em estarem fechados em si mesmos! Percebam que não faz o menor sentido quererem se utilizar de algo que está doente para ser o remédio!
São amplas as debilidades dos conceitos que este tipo de “Teologia/Ideologia do Coaching” traz, se formos colocar de frente com a realidade cristã! Isso porque eu me referenciei – por enquanto – em 2 pequenos textos que falam sobre o mesmo…
Não quero me delongar mais, para que não se torne extenso e cansativo o texto, mas gostaria que realmente você avaliasse os pontos colocados, e perceba com nítida clareza que há divergências na raiz da Ideologia do Coaching com o cristianismo…
Em próximos textos, vocês perceberão a ligação que há e que está se tornando “modinha”, dos Coaches começarem também o estudo e aplicação sobre a PNL, da hipnose e outras realidades mais… Por incrível que pareça, tem Coaches introduzindo até mesmo a questão da Terapia da Constelação Familiar! Está virando uma bagunça geral!

Para rezar bem é preciso ter um coração de criança, diz Papa

Quarta-feira, 16 de janeiro de 2019, Da redação, com Vatican Media
https://noticias.cancaonova.com/papa/para-rezar-bem-e-preciso-ter-um-coracao-de-crianca-diz-papa

Série de Catequeses do Papa sobre o Pai Nosso continuou nesta quarta-feira, 16

Na catequese desta quarta-feira, 16, o Papa Francisco deu continuidade à série sobre a oração do Pai Nosso.

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”. E para rezar bem, é preciso ter um coração de criança.

Na catequese de hoje, o Papa inspirou-se na Carta de São Paulo aos Romanos 8, 14-16, para falar sobre nossa filiação divina: “hoje partimos da observação de que, no Novo Testamento, a oração parece querer chegar ao essencial, até concentrar-se em uma única palavra: Abbà, Pai”. Nesta invocação afirmou, dirigindo-se aos 7 mil fiéis presentes na Sala Paulo VI – concentra-se toda a novidade do Evangelho:

“Depois de ter conhecido Jesus e ouvido sua pregação, o cristão não considera Deus mais como um tirano a temer, não sente mais medo dele, mas floresce em seu coração a confiança nele: pode falar com o Criador, chamando-o de “Pai”. A expressão é tão importante para os cristãos, que muitas vezes é conservada intacta em sua forma original. Paulo conservou intacta ‘Abbà’”.

“É raro que no Novo Testamento as expressões aramaicas não são traduzidas para o grego”, observa o Papa. “Temos que imaginar que, nestas palavras em aramaico permanece como que “gravada” a voz do próprio Jesus, “respeitaram o idioma de Jesus”. Nas primeiras palavras do “Pai Nosso”, encontramos imediatamente a novidade radical da oração cristã”.

Rezar com verdade o Pai Nosso

Se entendermos que não se trata apenas de usar a figura do pai como um símbolo para relacionar ao mistério de Deus, mas o mundo inteiro de Jesus transvasado no próprio coração, podemos rezar com verdade o “Pai Nosso”:

“Dizer ‘Abbà’ é algo muito mais íntimo, mais comovente do que simplesmente chamar Deus de ‘Pai’. Eis porque alguém propôs traduzir esta palavra aramaica original ‘Abbà’ como ‘Papai’ (…). Nós continuamos a dizer “Pai nosso”, mas com o coração somos convidados a dizer “Papai”, a ter uma relação com Deus como a de uma criança com o seu papai, que diz “papai”. Na verdade, essas expressões evocam afeto, evocam calor, algo que nos remete no contexto da infância: a imagem de uma criança completamente envolvida pelo abraço de um pai que sente infinita ternura por ele. E por isso, queridos irmãos e irmãs, para rezar bem é preciso chegar a ter um coração de criança. Para rezar bem, não um coração autossuficiente. Assim não se pode rezar bem. Mas como uma criança nos braços de seu Pai, seu papai.”

Deus conhece somente amor

Mas são os Evangelhos no entanto – completa o Papa – a nos apresentarem melhor o sentido desta palavra. O “Pai Nosso” ganha sentido e cor se aprendemos a rezá-lo depois de ter lido a parábola do Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32):

“Imaginemos esta oração pronunciada pelo filho pródigo, depois de ter experimentado o abraço de seu pai, que o havia esperado por um tempo, um pai que não recorda as palavras ofensivas que ele havia dito, um pai que agora o faz perceber simplesmente a falta que sentiu dele. Então descobrimos como aquelas palavras ganham vida, ganham força. E nos perguntamos: como é possível que Tu, ó Deus, conheça somente o amor? Mas Tu não conheces o ódio? Não, responderia Deus. Eu conheço somente o amor. Onde está em Ti a vingança, a pretensão de justiça, a ira pela sua honra ferida? E Deus responderia: eu conheço somente amor.”

A força da palavra “Abbà”

A forma como o pai da parábola age – observa o Papa – “recorda muito o espírito de uma mãe”, pois no geral são as mães que desculpam seus filhos, que os cobrem, que não rompem a empatia que têm por eles, que continuam a querê-los bem. Mesmo quando não mereceriam mais nada:

“Basta evocar esta expressão – Abbà – para que se desenvolva uma oração cristã. (…) Nesta invocação há uma força que atrai todo o resto da oração”:

“Deus busca você, mesmo que você não o procure. Deus ama você, mesmo que você tenha se esquecido dele. Deus vê em você uma beleza, ainda que você pense ter desperdiçado inutilmente todos os seus talentos. Deus é não somente um Pai, é como uma mãe que nunca deixa de amar sua criação. Por outro lado, há uma “gestação” que dura para sempre, bem além dos nove meses daquela física, e que gera um circuito infinito de amor.”

Ter a confiança de uma criança

Para um cristão, “rezar é simplesmente dizer “Abbà”, dizer papai (…), mas com a confiança de uma criança. E acrescentou ao concluir:

“Pode acontecer que também a nós aconteça de caminhar por caminhos distantes de Deus, como aconteceu com o filho pródigo; ou de precipitar em uma solidão que nos faz sentir abandonados no mundo; ou ainda de errar e ser paralisados por um sentimento de culpa. Nesses tempos difíceis, podemos ainda encontrar a força de rezar, recomeçando pela palavra “Abbà”, mas dita com o sentido terno de uma criança, “Abbá”, papai. Ele não esconderá de nós o seu rosto. Recordem bem, talvez alguém tenha dentro de si coisas ruins, coisas que não… não sabe como resolver, tanta amargura por ter feito isto ou aquilo. Ele não esconderá o seu rosto. Ele não se fechará no silêncio. Você diz “Pai” e Ele responderá a você. Você tem um Pai! “Sim, mas eu sou um delinquente”. Mas você tem um Pai que ama você. Diga a Ele “Pai” e comece a rezar assim, e no silêncio nos dirá que nunca nos perdeu de vista. “Mas Senhor, eu fiz isto e aquilo”. Mas eu nunca perdi você de vista. Eu vi tudo. Mas sempre estive ali, próximo de você, fiel ao meu amor por você. Esta será a resposta. Não esqueçam nunca de dizer Pai. Obrigado!”.

Deixaram cair a Eucaristia na Missa e a reação deste sacerdote viralizou

Por Walter Sánchez Silva
https://www.acidigital.com/noticias/deixaram-cair-a-eucaristia-na-missa-e-a-reacao-deste-sacerdote-viralizou-95395

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público.

DETROIT, 15 Jan. 19 / 02:35 pm (ACI).- Há alguns dias, em uma Missa nos Estados Unidos, uma pessoa deixou a hóstia consagrada cair no chão e a reação do sacerdote celebrante viralizou nas redes sociais.

“Na Missa desta noite, alguém deixou a Eucaristia cair no chão e essa foi a reação do Pe. Jim. Depois que todos receberam a Comunhão, ele se prostrou em um dos joelhos, levantou a hóstia e a consumiu. Em seguida, limpou o chão com a mão e lambeu sua mão”, escreveu Nick Switzer em sua conta do Facebook em 5 de janeiro.

A publicação viralizou rapidamente, foi compartilhada mais de 4700 vezes e tem mais de 9 mil reações.

A Missa foi presidida pelo pároco Pe. James (Jim) Rafferty na Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation, na cidade de Rockwood, Arquidiocese de Detroit, Michigan.

“Enquanto um dos acólitos foi buscar um sanguíneo e água, Pe. Jim ficou no lugar em posição de genuflexão como se estivesse adorando o local onde a Eucaristia caiu, como se fosse terra santa”, continuou o relato.

“O acólito lhe deu o sanguíneo e a água, e Pe. Jim limpou completamente o local e de forma muito reverente. Foi lindo. A mulher que estava à minha frente chorou e eu quase chorei. O organista continuou tocando enquanto isso acontecia. Foi muito inspirador”, disse Switzer.

Depois do relato, Nick Switzer fez uma reflexão sobre o que significou para ele aquela reação devota do sacerdote.

“A Eucaristia não é apenas pão, mas o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. E são os sacerdotes como Pe. Jim, que tratam a Eucaristia como o que a Eucaristia realmente é, que mostram aos seus fiéis o presente incrível que temos na Igreja Católica. Obrigado Padre Jim”, escreveu.

A Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation confirmou ao Grupo ACI a autenticidade do relato de Switzer.

O que se deve fazer quando uma hóstia consagrada cai no chão?

O numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano declara que, “se cair no chão alguma hóstia ou partícula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o local em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidoiro colocado na sacristia”.

O sumidoiro é uma “bacia especial que tem um dreno diretamente no solo, onde se joga a água que sobra da celebração da Eucaristia, assim como a água com que se lavam os objetos sagrados. Geralmente fica na sacristia”.

A definição do numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano tem suas origens em um documento mais antigo chamado De Defectibus, no qual se lê que “se a hóstia consagrada, ou qualquer partícula dela, cair no chão, ela deve ser reverentemente retomada, e o lugar onde caiu lavado e ligeiramente raspado, sendo o ponto ou a raspagem colocados no sacrário”.

Em relação à posição em que Pe. Rafferty esperou para receber a água e sanguíneo cabe recordar que realmente se chama genuflexão, conforme relatado por Nick Switzer.

O numeral 274 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que “a genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao solo, significa adoração; é por isso reservada ao Santíssimo Sacramento e à santa Cruz desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-Feira da Paixão do Senhor, até ao início da Vigília pascal”.

Quem é Católico?

QUEM É CATÓLICO?
Compêndio do Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, 14 (39)

Católico é todo aquele que, incorporado plenamente à sociedade da Igreja, tem o Espírito de Cristo, aceita a totalidade de sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e na sua estrutura visível – regida por Cristo através do Sumo Pontífice e dos Bispos – se une com Ele pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime e da comunhão eclesiásticos.
Não se salva, contudo, embora incorporado à Igreja, aquele que, não perseverando na caridade, permanece no seio da Igreja “com o corpo”, mas não “com o coração”1.
Lembrem-se todos os filhos da Igreja que a condição sem igual em que estão se deve não a seus próprios méritos, mas a uma peculiar graça de Cristo.
Se a ela não corresponderem por pensamentos, palavras e obras, longe de se salvarem, serão julgados com maior severidade2.

 

TRÊS TIPOS DE CATÓLICOS
Pe. José Ribolla, C.SS.R. / Fonte: Os Sacramentos, trocados em miúdo. Ed. Santuário

CATÓLICO OU “CAÓTICO”?
Dizem que no Brasil – mas não é só no Brasil, não! – muitos católicos adotam um cristianismo original. Em vez de: católico-apostólico-romano, passa a ser: caótico-apostático-romântico… E bote isso tanto no masculino como no feminino!
Comecemos pelo “católico-caótico”. A palavra “católico” é um adjetivo da língua grega que, no masculino, feminino e gênero neutro corresponde respectivamente a: katolikós, katoliká, katolikón. O significado de católico é: universal. Quer indicar que o cristianismo deve ser universal, abranger todos os povos de toda a terra e de todos os tempos. O Evangelho é universal, é para todos. No caso, o substantivo é: cristão; católico é adjetivo, que poderia ser substituído por “universal”; mas, ficaria um tanto pernóstico dizer: “sou cristão universalll”… E por isso, ficamos com o adjetivo “católico” mesmo, querendo dizer “universal”. Entendido?
Pois bem. Mas, em nossa querida Pátria e alhures, o cristão em vez de ser “católico”, isto é, aceitar todo o Evangelho, a Igreja-Hoje, o tal cristão-”caótico” faz uma misturança de tudo e faz uma religião das suas conveniências, catando aqui e ali meias verdades e… bota tudo no “liquidificador” do seu egoísmo e da sua ignorância, aperta o botão das suas conveniências, e… dá aquela mistura caótica de católico-umbandista-cientificista-espiritualista-esotérico-maçonista e… diabo-a-quatro. E depois se mete a discutir religião sem entender bulhufas.
A Fé desse cristão caótico fica na periferia. E, no fundo mesmo, ele não quer é se comprometer com as dimensões da Fé: a dimensão pessoal da consciência limpa, a dimensão social da Justiça, a dimensão Política do compromisso com a ética do bem-comum; e, por aí afora. O cristão caótico cria um caos entre Fé e Vida, entre Fé e as realidades temporais onde ele deve atuar. O “caótico” cria uma religião liberalóide, à imagem e semelhança de suas idéias e gostos. Assim é fácil, não? …
 

APOSTÓLICO OU “APOSTÁTICO”? 
Outro tipo de católico original, mas muito comum, é o que afirma, nos recenseamentos, ser católico-apostólico, mas, em vez de “apostólico”, ele é “apostático”. Sem querer fazer muita apologética nem muita discussão sobre o assunto, é fácil verificar qual é a verdadeira religião cristã (universal = católica), a que vem desde os tempos dos apóstolos, do tempo de Cristo, portanto. É só ver nos Evangelhos como Jesus quis sua Igreja como sinal do Reino. E logo constataremos que Jesus quis, nessa Igreja, uma autoridade que fosse a pedra fundamental, garantia da unidade. E sabemos que ele colocou Pedro como a primeira autoridade, que depois vai tomando o nome de papa (pai). Está clara, nos Evangelhos, a indicação do Apóstolo Pedro como o primeiro chefe. E como essa Igreja deveria perdurar e continuar através dos séculos, vemos, na história da Igreja, que vieram Lino, Cleto, Clemente… até o nosso atual Papa Bento XVI. Então esta será, claro, a Igreja Apostólica, a Igreja que o Cristo quis… apesar de todas as misérias acontecidas com a necessidade de contínuas reformas na parte humana da Igreja.
Pois bem. O nosso católico “apostático”, em vez de ficar com essa Igreja, ele vai “apostando”, como o “caótico”, num sincretismo reli¬gioso, numa mistura de religiões ou fantasias religiosas, superstições e “etceterões” que não podem caber num “mesmo saco”, numa mesma vida…
Assim, de manhã, o “apostático” aposta na missa. Ao meio dia, aposta no horóscopo (alguns jornalistas-horoscopistas disseram-me como fazem quando “falta assunto”: pegam horóscopos de uns anos atrás e recopiam com algumas mudanças e publicam o “horóscopo do dia”…). E à noite, em que “aposta” o nosso “apostático”? No terreiro, saracoteando na macumba e quejando…
E assim vai ele, pela vida, “apostando”, até que acaba é apostatando mesmo, sem eira nem beira, sem convicção cristã nenhuma, sem compromisso com a Fé. Uma religião na base da emoção, da fantasia, sem firmeza histórica, sem firmeza evangélica, sem firmeza da Fé. Apostando no que lhe convém no momento… Nem cristão, nem católico, nem apostólico, mas: “apostático”…

ROMANO OU “ROMÂNTICO”? 
Vimos os dois tipos de cristãos batizados e crismados com os quais o Espírito Santo da Crisma não terá chance nenhuma de contar para o testemunho da Fé. São os católicos “caóticos” e os “apostáticos”.
Mas há um 3º espécimen, muito caracterizado e muito comum entre eles e entre elas… É o chamado cristão-católico “romântico”: “ái Jésúis!” E como os há, por aí afora… Dizemos “romântico” em oposição a romano; isto é, sem a adesão incondicional à Igreja de Jesus Cristo, desde os inícios sediada em Roma. “Romano” só porque, desde Pedro, os 263 Papas sediaram-se em Roma.
“Romântico” é o católico superficial, que tem as emoções como termômetro da Fé; o que se apega às periferias da religião, sem convic¬ções profundas, e que age ao sabor do “gosto não-gosto”. Neles e nelas não é a firmeza da Fé, a constância da Esperança nem a fidelidade do Amor que orientam a vida, mas sim, os “gostinhos” e preferências da ocasião, da “moda”.
“Romântico” é o católico que não perde a procissão do Senhor Morto e faz questão fechada de depositar seu ósculo no esquife do Senhor Morto… Mas foge, na vida do dia-a-dia, de “beijar” o Senhor vivo do Evangelho, o Cristo da justiça, do amor ao irmão, do perdão. É fácil beijar um “Senhor Morto” de madeira, de pedra, de gesso: quero ver é você beijar o Cristo do Evangelho, quando exige tomadas de posição na caminhada da Igreja, na justiça etc., etc.
Católica “romântica” é aquela que me dizia: “Ah! padre, o dia da 1.a comunhão de minha filha, quero que fique ‘indelééévvelll’… na minha vida…” Mas, ela mesma nem “limpou a cocheira” dos pecados para poder comungar com a filhinha… “Romântico” é o cristão que lê o Evangelho, concordando com umas coisas que Jesus disse e não con¬cordando com outras que o mesmo Jesus disse… “Eu acho… eu não acho…” como se cristianismo fosse “achismo”… E, por aí afora, meus amigos, quantos cristãos e cristãs romântico (a)s”, não? E onde fica o Batismo dessa gente, onde fica a Crisma com o Espírito Santo exigindo uma vida coerente com o Evangelho, com a Igreja e não com os caprichos de cada um?

SE ESTÁS BUSCANDO A IGREJA DE CRISTO…
Dom Fulton John Sheen

Não existem muitas pessoas que odeiem a Igreja Católica. No entanto, há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente crêem que a Igreja Católica seja. Isto certamente é uma coisa totalmente diferente. Dificilmente se pode culpar essas milhões de pessoas por odiar o católico crendo – como crêem – que os católicos “adoram imagens”; que “colocam a Virgem no mesmo nível de Deus”; que “dizem que as indulgências são permissões para se cometer pecados”; ou “porque o Papa é um fascista”; ou porque a Igreja “defende o capitalismo”. Se a Igreja ensinasse ou praticasse qualquer destas coisas, deveria ser odiada por justa razão.
Porém, a verdade é que a Igreja não ensina nem crê em nenhuma destas coisas. Disto, se constata que o ódio de milhões é dirigido contra um conceito errôneo da Igreja e não ao que a Igreja verdadeiramente é. De fato, se nós, católicos, crêssemos em todas as mentiras e falsidades que dizem sobre a Igreja, muito provavelmente odiaríamos a Igreja mil vezes mais do que odeiam essas milhões de pessoas mal informadas.
Se eu hoje não fosse católico e estivesse em busca da verdadeira Igreja, buscaria uma Igreja que não se desse bem com o mundo. Em outras palavras, buscaria uma Igreja que o mundo odiasse. É que se Cristo estivesse em alguma das igrejas de hoje em dia, deveria ser odiado tanto quanto foi quando habitou carnalmente sobre a terra. Se encontrasses Cristo em alguma igreja hoje, O encontrarias numa igreja que não se desse bem com o mundo…
Procure a igreja que é odiada pelo mundo, assim como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure uma igreja que seja acusada de estar ultrapassada, assim como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e sem instrução. Procure uma igreja que os homens desprezem por ser socialmente inferior, assim como desprezaram Nosso Senhor por ter nascido em Nazaré. Procure uma igreja que é acusada de ser endemoniada, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios.
Procure uma igreja que o mundo rejeite porque afirma ser infalível, assim como Pilatos rejeitou Jesus porque Ele declarou ser a encarnação da Verdade. Procure uma igreja que, entre a confusa selva de opiniões contraditórias, seja amada por seus membros, assim como amam a Cristo, e respeitam sua voz, assim como respeitam a voz de seu Fundador. Assim aumentarão as tuas suspeitas de que esta Igreja não condiz com o espírito do mundo e isso deve ser porque não é mundana; e se não é mundana é porque não é deste mundo; e por não ser deste mundo, lhe cabe ser infinitamente odiada e infinitamente amada, como ocorre com o próprio Cristo. A Igreja Católica é a única Igreja que atualmente pode traçar sua História até os dias de Cristo. A evidência histórica é tão clara neste aspecto, que resulta curioso ver tanta gente não estar a par de algo tão óbvio!

Ângelus: Papa Francisco ensina que no batismo recebemos o amor do Pai

https://www.acidigital.com/noticias/angelus-papa-francisco-ensina-que-no-batismo-recebemos-o-amor-do-pai-43280

Papa Francisco no Ângelus deste domingo 13 de janeiro. Foto: Daniel Ibañez/CNA

Vaticano, 13 Jan. 19 / 10:44 am (ACI).- Após concluir na Capela Sistina, a celebração da Santa Missa da Festa do Batismo do Senhor, ocasião em que o Papa batizou algumas crianças, o Santo Padre foi até a janela do seu estúdio no Palácio Apostólico, e rezou o Ângelus com fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro aproveitando o encontro para refletir sobre a importância do batismo como a ocasião que recebemos o amor do Pai como uma chama de fogo que deve ser alimentada com a oração e a caridade.

“Hoje, no encerramento do tempo litúrgico do Natal, celebramos a festa do Batismo do Senhor. A liturgia nos chama a conhecer Jesus, de quem há pouco celebramos o nascimento, ainda mais plenamente e por esta razão que o Evangelho de hoje ilustra dois elementos importantes: a relação de Jesus com o povo e a relação de Jesus com o Pai”, disse o Papa.

“No relato do batismo, conferido por João Batista a Jesus nas águas do Jordão, vemos primeiro o papel do povo. Jesus está no meio do povo. Isto não é apenas um elemento acessório da narração, mas é um componente essencial do evento. Antes de mergulhar na água, Jesus “mergulha” na multidão, junta-se a ela e assume plenamente a condição humana, compartilhando tudo, exceto o pecado. Em sua santidade divina, cheio de graça e misericórdia, o Filho de Deus se fez carne precisamente para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo: tomar as nossas misérias, a nossa condição humana. Portanto, o dia de hoje também é uma epifania, porque ao ser batizado por João, entre o povo penitente de seu povo, Jesus manifesta a lógica e o significado de sua missão”, assinalou.

O Santo Padre explicou aos presentes que “ao unir-se às pessoas que pedem a João o Batismo da conversão, Jesus também compartilha o profundo desejo de renovação interior”.

“E o Espírito Santo que desce sobre Ele “em forma de uma pomba” (v.22) é o sinal de que com Jesus começa um novo mundo, uma “nova criação” que inclui todos aqueles que recebem a Cristo em sua vida. Embora cada um de nós, que estamos renasce com Cristo no batismo, viraram as palavras do Pai: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo””, acrescentou.

“Esse amor do Pai, todos nós no recebemos no dia do nosso Batismo, é uma chama que foi acesa em nossos corações, e requer a ser alimentada pela oração e a caridade”, ensinou o Papa Franciscou.

“O segundo elemento enfatizado pelo evangelista Lucas é que após a imersão no povo e nas águas do Jordão, Jesus “mergulha” em oração, isto é, em comunhão com o Pai. O batismo é o começo da vida pública de Jesus, da sua missão no mundo como enviado do Pai para manifestar a sua bondade e o seu amor pelos homens”, acrescentou.

Finalizando sua reflexão o Papa Francisco disse: “Queridos irmãos e irmãs, a festa do Batismo do Senhor é uma boa oportunidade para renovar com gratidão e convicção as promessas do nosso Batismo, comprometendo-nos a viver diariamente em harmonia com ele. Também é muito importante, como eu já disse várias vezes, conhecermos a data do nosso batismo. Eu poderia perguntar: “Quem entre vocês sabe a data do seu batismo?”

O Papa instou os fiéis a perguntar aos pais e avós: “Em que data fui batizada, fui batizado?”. E então não se esqueça: esta é uma data a ser mantida no coração para celebrá-la todos os anos.

“Jesus, que nos salvou não por nossos méritos, mas por realizar a imensa bondade do Pai, nos torne todos misericordiosos. Que a Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, seja nosso guia e nosso modelo”, concluiu o Pontífice.

A regeneração pelo Batismo

Quarta-feira, 9 de maio de 2018, Boletim da Santa Sé / Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova)

Praça São Pedro – Vaticano

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A catequese sobre o sacramento do Batismo nos leva a falar hoje do santo derramamento acompanhado da invocação da Santíssima Trindade, ou seja, o rito central que propriamente “batiza” – isso é emerge – no Mistério pascal de Cristo (cfr. Catecismo da Igreja Católica, 1239). São Paulo recorda o sentido desse gesto aos cristãos de Roma, primeiro perguntando: “Não sabeis que quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?”, e depois respondendo: “Por meio do Batismo fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos, assim também nós possamos caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 4). O Batismo nos abre a porta a uma vida de ressurreição, não a uma vida mundana. Uma vida segundo Jesus.

A fonte batismal é o lugar em que se faz Páscoa com Cristo! É sepultado o homem velho, com suas paixões enganosas (cfr. Ef 4, 22), para que renasça uma nova criatura; realmente as coisas velhas passaram e nasceram novas (cfr 2 Cor 5, 17). Nas “Catequeses” atribuídas a São Cirilo de Jerusalém, é assim explicado aos neo-batizados o que aconteceu com eles na água do Batismo. É bela esta explicação de São Cirilo: “No mesmo instante morreram e nasceram, e a própria onda salutar se torna para vós sepulcro e mãe” (n.20, Mistaggogica 2, 4-6: PG 33, 1079-1082). O renascimento do novo homem exige que seja reduzido a pó o homem corrompido pelo pecado. As imagens do túmulo e do ventre materno referidas à fonte são de fato incisivas para exprimir o que acontece de grande através dos simples gestos do Batismo. Gosto de citar a inscrição que se encontra no antigo Batistério romano de Latrão, em que se lê, em latim, esta expressão atribuída ao Papa Sisto III: “A Mãe Igreja dá à luz virginalmente através da água aos filhos que concebe pelo sopro de Deus. Quantos renasceram desta fonte, esperem o reino dos céus” [1]. É belo: a Igreja que nos faz nascer, a Igreja é o ventre, é mãe nossa por meio do Batismo.

Se os nossos pais nos geraram à vida terrena, a Igreja nos regenerou à vida eterna no Batismo. Nós nos tornamos filhos no seu Filho Jesus (cfr. Rm 8, 15; Gal 4, 5-7). Também sobre cada um de nós, renascidos da água e do Espírito Santo, o Pai celeste faz ressoar com infinito amor a sua voz que diz: “Tu és o meu filho amado” (cfr. Mt 3, 17). Esta voz paterna, imperceptível aos ouvidos mas bem ouvida pelo coração de quem crê, nos acompanha por toda a vida, sem nunca nos abandonar. Durante toda a vida o Pai diz: “Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada”. Deus nos ama tanto, como um Pai, e não nos deixa sozinhos. Isso do momento do Batismo. Renascidos filhos de Deus, o somos para sempre! O Batismo de fato não se repete, porque imprime um sinal espiritual indelével: “Pecado algum apaga esta marca, se bem que possa impedir o Batismo de produzir frutos de salvação” (CIC, 1272). O sinal do Batismo não se perde nunca! “Padre, mas se uma pessoa se torna um bandido, daqueles mais famosos, que mata pessoas, que faz injustiças, o sinal se vai?” Não. Pela própria vergonha o filho de Deus que é aquele homem faz estas coisas, mas o sinal não se vai. E continua a ser filho de Deus, que vai contra Deus, mas Deus nunca renega seus filhos. Entenderam esta última coisa? Deus nunca renega seus filhos. Vamos repetir todos juntos? “Deus nunca renega seus filhos”. Um pouco mais forte, que eu ou estou surdo ou não entendo: [repetem mais forte] “Deus nunca renega os seus filhos”. Bem, assim está bem.

Incorporados a Cristo por meio do Batismo, os batizados são, portanto, conformados a Ele, “o primogênito de muitos irmãos” (Rm 8, 29). Através da ação do Espírito Santo, o Batismo purifica, santifica, justifica, para formar em Cristo, de muitos, um só corpo (cfr. 1 Cor 6,11; 12,13). Exprime isso a unção crismal, “que é sinal do sacerdócio real do batizado e da sua agregação à comunidade do povo de Deus” (Rito do Batismo das Crianças, Introdução, n. 18, 3). Portanto, o sacerdote unge com o sagrado crisma a cabeça de cada batizado, depois de ter pronunciado estas palavras que explicam o significado: “O próprio Deus vos consagra com o crisma da salvação, para que inseridos em Cristo, sacerdote, rei e profeta, sejam sempre membro do seu corpo para a vida eterna” (ibid., n.71).

Queridos irmãos e irmãs, a vocação cristã está toda aqui: viver unidos a Cristo na santa Igreja, partícipes da mesma consagração para desenvolver a mesma missão, neste mundo, produzindo frutos que duram para sempre. Animado pelo único Espírito, de fato, todo o Povo de Deus participa das funções de Jesus Cristo, “Sacerdote, Rei e Profeta”, e leva a responsabilidade da missão e serviço que dela derivam (cfr. CIC, 783-786). O que significa participar do sacerdócio real e profético de Cristo? Significa fazer de si uma oferta agradável a Deus (cfr. Rm 12, 1), dando-lhe testemunho por meio de uma vida de fé e de caridade (cfr. Lumen gentium, 12), colocando-a a serviço dos outros, seguindo o exemplo do Senhor Jesus (cfr. Mt 20, 25-28; Jo 13, 13-17). Obrigado.

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[1] «Virgineo fetu genitrix Ecclesia natos / quos spirante Deo concipit amne parit. / Caelorum regnum sperate hoc fonte renati».

A veste branca e a vela acesa no rito do Batismo

Revestidos de Cristo

Quarta-feira, 16 de maio de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Audiência geral na Praça São Pedro com o Papa Francisco / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

O Papa Francisco concluiu nesta quarta-feira, 16, o ciclo de catequeses sobre o Batismo, realizado nesse tempo pascal vivido pela Igreja. O tema de hoje foi “revestidos de Cristo”.

Na reflexão de hoje, Francisco se deteve sobre o significado da veste branca e da vela acesa, que fazem parte do rito. “A veste branca, enquanto exprime simbolicamente o que aconteceu no sacramento, anuncia a condição dos transfigurados na glória divina”, disse, explicando que revestir-se de Cristo, como lembra São Paulo, é revestir-se de sentimentos de ternura, bondade, humildade, mansidão, magnanimidade, perdão e, sobretudo, caridade.

Também a entrega da chama tirada do círio pascal lembra o efeito do Batismo. Sobre as palavras do sacerdote nesse momento – “Receba a luz de Cristo”, Francisco explicou que elas recordam que a luz é Jesus Cristo, que venceu as trevas do mal.

“Nós somos chamados a receber o seu esplendor! Como a chama do círio pascal dá luz a cada vela, assim a caridade do Senhor Ressuscitado inflama os corações dos batizados, enchendo-os de luz e calor”.

Francisco lembrou que essa é, de fato, a vocação cristã: caminhar sempre como filhos da luz, perseverando na fé. No caso das crianças, explicou o Papa, é tarefa dos pais, junto aos padrinhos, cuidar de alimentar a chama da graça batismal no coração dos pequenos, ajudando-os a perseverar na fé. “A educação cristã é um direito das crianças”, disse, citando o Rito do Batismo das Crianças.

“Ao término destas catequeses sobre Batismo, repito a cada um de vocês o convite que assim expressei na exortação apostólica Gaudete et exsultate: ‘Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. Não desanimes, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida (cf. Gal 5, 22-23)”, concluiu o Santo Padre.

Quando termina o Natal? Sacerdote esclarece

https://www.acidigital.com/noticias/quando-termina-o-natal-sacerdote-esclarece-64985

Imagem referencial / Crédito: Pexels

MANILA, 02 Jan. 19 / 10:13 am (ACI).- Um sacerdote das Filipinas, Pe. Rolly Arjonillo, recordou que o Natal não termina com a celebração do dia 25 de dezembro, mas que, para os católicos, este tempo começa e deve seguir sendo celebrado.

“Depois de quatro semanas de preparação no Advento para este evento tão importante na história da humanidade, hoje, toda a Igreja e o mundo cristão estão cheios de alegria e gratidão à Santíssima Trindade, à Mãe Maria e a São José, pois finalmente é comemorado o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Salvador”, disse Pe. Rolly através da página do Facebook e do site ‘Católicos Esforçando-se pela Santidade’.

Como indica CBCP News, o sacerdote disse que a liturgia da Igreja assinala que o Natal não é apenas um dia, mas uma temporada completa que dura desde a véspera do Natal, em 24 de dezembro, até a festa do Batismo do Senhor (geralmente o domingo depois da Epifania).

“A proclamação natalina do nascimento do Salvador deve impregnar todos os momentos de nossa existência, convencidos de que o imenso amor de Deus por cada um de nós está sempre disposto a fazer o que for necessário para nos levar à felicidade sem fim e à vida eterna. Ele está conosco sempre e nunca nos abandona”, continuou o presbítero.

Finalmente, disse que o católico deve fazer deste Natal “um encontro novo e especial com Deus, se o contemplamos e entramos no verdadeiro Natal de Cristo”.

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