Os Três Sinos

Os três sinos de nossa igreja Matriz foram automatizados em junho de 2011. Repicam em Hamburgo Velho desde o dia 29 de março de 1896, quando foram consagrados pelo Sr. Bispo Diocesano Dom Cláudio José Gonçalves Ponce de Leão, depois de presenteados pela Sra. Helena Kroeff Sisterhen. Nesta cerimônia foram padrinhos o Sr. Hugo Kroeff e a Sra. Ida Kroeff, o Sr. João Senger e a Sra. Guilhermina Altmayer Friedrich. São mais de 116 anos chamando, anunciando, convocando, prendendo o fogo do Espírito nas consciências…

SINO GRANDE

STA MATER ISTUD AGAS CRUCIFIXI FIGI PLAGAS CORDI MEO VALIDE.

P. ANT WEBER S.J.

HAMBURGER BERG

BRASILIEN

Nº 2177

Gravação em alto relevo: imagem de Nossa Senhora da Piedade

Stabat mater dolorosa juxta Crucem lacrimosa, dum pendebat Filius. Cuius animam gementem, contristatam et dolentem pertransivit gladius. O quam tristis et afflicta fuit illa benedicta, mater Unigeniti! Quae moerebat et dolebat, pia Mater, dum videbat nati poenas inclyti. Quis est homo qui non fleret, matrem Christi si videret in tanto supplicio? Quis non posset contristari Christi Matrem contemplari dolentem cum Filio? Pro peccatis suae gentis vidit Iesum in tormentis, et flagellis subditum. Vidit suum dulcem Natum moriendo desolatum, dum emisit spiritum. Eia, Mater, fons amoris me sentire vim doloris fac, ut tecum lugeam. Fac, ut ardeat cor meum in amando Christum Deum ut sibi complaceam. Sancta Mater, istud agas, crucifixi fige plagas cordi meo valide. Tui Nati vulnerati, tam dignati pro me pati, poenas mecum divide. Fac me tecum pie flere, crucifixo condolere, donec ego vixero. Juxta Crucem tecum stare, et me tibi sociare in planctu desidero. Virgo virginum praeclara, mihi iam non sis amara, fac me tecum plangere. Fac, ut portem Christi mortem, passionis fac consortem, et plagas recolere. Fac me plagis vulnerari, fac me Cruce inebriari, et cruore Filii. Flammis ne urar succensus, per te, Virgo, sim defensus in die iudicii. Christe, cum sit hinc exire, da per Matrem me venire ad palmam victoriae. Quando corpus morietur, fac, ut animae donetur paradisi gloria. Ámen.

 

Estava em pé a Mãe dolorosa, chorando junto à cruz, enquanto o Filho pendia. Cuja alma gemendo, entristecida e doendo, um gládio atravessou. Oh! Quão triste e afligida foi aquela bendita, a Mãe do Unigênito! A qual se enlutava e sofria, e tremia enquanto via as penas do Glorioso dela nascido. Qual é o homem que não choraria, se visse a mãe do Cristo em tamanho suplício? Quem não se entristeceria ao contemplar a piedosa mãe, sofrendo com o Filho? Pelos pecados da sua gente, ela viu Jesus em tormentos, do flagelo sendo súbdito. Viu o seu doce bebê morrendo desolado, e entregando o espírito. Ó Mãe, fonte do amor, faz-me sentir a força da dor, para contigo me enlutar. Faz que o meu coração arda de amor por Cristo Deus, para Lhe agradar. Santa Mãe, para que faças isso, fixa as chagas do Crucifixo no meu coração, com força. Do teu Filho ferido, que por mim se dignou padecer, as penas divide, comigo. Faz-me chorar contigo, piedosamente, e condoer-me do Crucifixo, enquanto eu for vivo. Desejo estar contigo, junto à Cruz, e com gosto me associo ao teu pranto. Ó Virgem das virgens, ilustríssima, agora não me sejas amarga, deixa-me chorar contigo. Faz que eu carregue a morte de Cristo, faz-me consorte da Paixão, e que eu de novo cultive as Chagas. Faz-me ferido de Chagas, que nesta Cruz eu me embriague com o amor do teu Filho. Abrasado e ardendo, por ti, Virgem, seja eu defendido no dia do Juízo. Faz-me ser guardado pela Cruz, pela morte de Cristo fortalecido, e pela graça confortado. Quando o corpo morrer, faz que à alma seja dada a glória do Paraíso para todo o sempre. Amém.

STABAT MATER

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Stabat Mater (do latim “Estava a Mãe”) é uma seqüencia católica do século 13 atribuído a Jacopone da Todi. O poema começa com as palavras Stabat Mater dolorosa (“estava a Mãe de luto”), e fala do sofrimento de Maria, mãe de Jesus, durante a crucificação. Existe também o hino “Stabat Mater speciosa” (“estava a Mãe formosa”), atribuído ao mesmo autor, que contempla as alegrias de Maria junto ao presépio. O poema foi musicado por muitos compositores, como Antonio Vivaldi, Rossini, Dvořák e Pergolesi, Giovanni Pierluigi da Palestrina, Marc-Antoine Charpentier, Joseph Haydn, Emanuele d’Astorga, Charles Villiers Stanford, Charles Gounod, Krzysztof Penderecki, Francis Poulenc, Karol Szymanowski, Alessandro Scarlatti (1724), Domenico Scarlatti (1715), Pedro de Escobar, František Tůma, Arvo Pärt, Josef Rheinberger, Giuseppe Verdi, Zoltán Kodály, Trond Kverno (1991), Salvador Brotons (2000), Hristo Tsanoff, Bruno Coulais (2005), Anorexia Nervosa (banda de rock black metal), e mais recentemente Karl Jenkins. Em Portugal, o Stabat Mater dolorosa foi musicado por Pedro de Escobar, António Carreira e Pavia de Magalhães entre outros. No Brasil, recebeu música de Antônio Francisco Braga e também do compositor contemporâneo Amaral Vieira. No “Christus”, uma de suas maiores criações da maturidade, Franz Liszt utiliza os dois Stabat Mater: o Speciosa como terceiro movimento do Oratório de Natal, primeira parte de seu oratório, e o Dolorosa como décimo segundo movimento, na Paixão e Ressurreição, terceira parte dessa obra monumental. Antonio Vivaldi, 1669-1741, musicou o poema em uma obra para contralto solo órgão e cordas em 6 movimentos.

 

SINO MÉDIO

APOSTOLORUM GLORIAM TELLUS ET ASTRA CONCINUNT.

O.P.N. STE. JACOBE

CEW. VON WW HELENA KRÖFF

Nº 2176

Gravação em alto relevo: imagem do Sagrado Coração de Jesus

Hymnus

Exsultet orbis gaudiis: caelum resultet laudibus: Apostolorum gloriam tellus et astra concinunt. Vos saeculorum judices, et vera mundi lumina: votis precamur cordium, audite voces supplicum. Qui templa caeli clauditis, serasque verbo solvitis, nos a reatu noxios solvi jubete, quaesumus. Praecepta quorum protinus languor salusque sentiunt: sanate mentes languidas: augete nos virtutibus. Ut, cum redibit arbiter in fine Christus saeculi, nos sempiterni gaudii concedat esse compotes. * Patri, simulque Filio, tibique Sancte Spiritus, sicut fuit, sit jugiter saeclum per omne gloria. Amen. V. In omnem terram exivit sonus eorum. R. Et in fines orbis terrae verba eorum.

Do comum dos Apóstolos – I Vésperas / Hino da Liturgia das Horas

Exulte o mundo com alegria, brame o céu com louvor; a terra e as estrelas cantam juntas a glória dos Apóstolos. E aos juízes de todos os tempos, verdade às luzes do mundo, com as orações de nossos corações nós imploramos, Ouvi as vozes de seus suplicantes. Vós que fechastes os templos do céu, e soltastes seus pares por uma palavra, mandai-nos, os que são culpados, para ser libertada a partir de nossos pecados, nós oramos. Vós, cujos comandos imediatamente doença e saúde se sente, curar as nossas mentes lânguidas, aumento nos virtudes, que, quando Cristo, o Juiz, deve retornar, no fim do mundo, Ele possa conceder-nos a ser participantes da alegria eterna. Jesus, a Ti a glória, quem eras nascido de uma Virgem, com o Pai e o Espírito benigno, através dos tempos eternos. Amém.

Rogai por nós, São Tiago (Maior).

SINO PEQUENO

PER SIGNUM CRUCIS DE INIMICIS NOSTRIS LIBERA NOS DEUS NOSTER.

CEW. VON WW HELENA KRÖFF

Nº 2175

Gravação em alto relevo: imagem da Santa Cruz

Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos.

O Sinal da Cruz se faz de dois modos: persignando-se e benzendo-se.

Benzer-se é fazer uma cruz, com a mão direita aberta, da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, e do Filho, + e do Espírito Santo. Amém.

Esse não é apenas um gesto simbólico, por Ele expressamos, anunciamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando você diz: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Quando você leva à testa as pontas do dedo da mão direita aberta, dizendo: “Em nome do Pai”… você desse com a mão na vertical e toca no peito continuando: “…e do Filho”, você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao seio da Virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do “Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“… Santo…”), você está indicando a morte de Jesus na Cruz.

Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta: a primeira na testa; a segunda na boca; a terceira no peito, dizendo: Pelo Sinal + da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, + Nosso Senhor, dos nossos + inimigos.

Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um sentido Litúrgico mais abrangente e expressivo para o verdadeiro cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: a cruz na testa lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo ressuscitou.

O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na Liturgia da Palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com isso também estarmos de pé, indicando com essa posição, que estamos prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.

O Sinal da Cruz é o sinal do cristão: 1º porque serve para distinguir os cristãos dos infiéis, e 2º porque indica os principais mistérios da nossa Fé. Ele que foi traçado em nossa fronte no dia do nosso batismo assinala a marca de Cristo naquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos proporcionou por sua cruz. Estamos marcados, toda a nossa vida pertence a Deus.

Devemos fazer o sinal da cruz pela manhã, ao despertar; à noite, ao deitar; antes e depois das refeições; no princípio e no fim de qualquer trabalho; antes de começar a oração; nas tentações e nos perigos. E também quando passamos em frente a uma igreja por respeito e pelo desejo de que Deus esteja sempre presente em nossa vida.

FONTES: www.movimentoliturgico.com.br / http://catequesecasaforte.blogspot.com

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