História

Muitas são as versões que se arriscam a explicar a origem de nossa Comunidade Católica e o porquê da Padroeira ser Nossa Senhora da Piedade, não muito comum na devoção germânica. De todas as suposições, a mais “miraculosa” narra de um possível trajeto não concluído à comunidade de São Miguel de Dois Irmãos. Os mais antigos contam que uma carroça com dois burricos empacou com a imagem de Nossa Senhora em frente à capela, não saindo dali de modo algum. Impossibilitados de prosseguir viagem, os carroceiros optaram por deixar a imagem no local criando-se, assim, a capela em honra à Virgem das Dores.

De qualquer maneira, tal “coincidência” vem ao encontro da realidade espiritual do povo. Lembremos que nossa Comunidade é um dos berços da imigração alemã na região, e quem melhor intercederia pelas necessidades dos colonos do que Nossa Senhora das Dores? Escolhida como Padroeira pela comunidade por assemelhar-se ao sofrimento do povo imigrante que chegava às novas terras, a Virgem da Piedade sempre foi um acalento aos sofrimentos humanos. Tida como Mãe de todos pela Doutrina Católica, Maria Santíssima é quem intercede diretamente a Deus, por meio de Seu Filho Jesus Cristo, na angústia dos homens, tal como uma mãe que participa das necessidades de seus filhos e filhas. Dessa forma, os fiéis encontravam Nela um exemplo de perseverança na fé diante das perdas e medos e rogavam a Ela sua intercessão, sobretudo suplicando que a Mãe da Piedade os ensinasse como suportar as dores e revezes da vida.

TRÊS ETAPAS

A Comunidade Católica da Piedade sempre acompanhou de perto as mudanças conciliares da Igreja Católica Apostólica Romana. Por conta disso, a igreja Matriz possui três etapas de decoração interna.
A mais antiga remete às normas litúrgicas do Concílio Tridentino, onde observávamos a existência do púlpito de onde eram proferidas a proclamação do Evangelho e o famoso “sermão” dominical, hoje denominado homilia. No presbitério, temos o altar mor em honra a Nossa Senhora da Piedade e delimitando o mesmo, havia uma cerca de madeira (balaustrada) de onde a Sagrada Eucaristia era distribuída aos fiéis, que a recebiam de joelhos. O que vale também ressaltar é que na abóbada sobre o altar mor havia uma pintura que contemplava os quatro Evangelistas, além da imagem do Cordeiro.

Com o Concílio Vaticano II, além do altar mor com o Sacrário, um altar é acrescentado a fim de que a Santa Missa também fosse celebrada de frente para o povo. Segundo as novas orientações litúrgicas, que buscavam uma maior compreensão e participação do povo no Sagrado Sacrifício do Altar, o púlpito cederia espaço à presença do ambão da Palavra. A pintura da abóbada comporta, desde então, a representação do Calvário, onde Maria recebe o Filho morto descido da Cruz.

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Era o ano de 2003. No silêncio da madrugada, um incêndio elétrico-criminoso aconteceu no interior da igreja matriz. Com o imenso prejuízo contabilizado pela comunidade dá-se início à reforma do templo. Dessa maneira ele encontra-se hoje. A pintura de Nossa Senhora da Piedade, na abóbada, foi destruída pelo incêndio. No local foi pintado um céu de estrelas em relevo que nos remete a meta a ser alcançada, para onde deve se encerrar nossa peregrinação terrestre: a Casa do Pai, o Céu.


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A origem da imagem de Nossa Senhora da Piedade sempre intrigou a Comunidade Paroquial. Por isso, em 09 de junho de 1978, ela foi baixada do altar mor e feita uma limpeza. A partir de então se descobriu a sua inscrição de procedência: Mayer & Munich – Artistic Establichment.

Calcula-se que a imagem esteja na comunidade há 165 anos (2014). O Padre Rabuske, S.J., refere-se no Skt. Paulusblatt que um tal Josef Strottmann teria doado esta imagem. Não diz em qual fonte se baseou. De qualquer maneira, sabe-se que a imagem é oriunda de Munique (Alemanha) e toda esculpida em madeira, portanto, muito preciosa. Uma vez baixada do seu nicho, foram feitos diversos exames, limpeza, além de uma nova pintura, que se repetiu passados 33 anos.

No dia 19 de março de 2013, após 2 meses de restauração, foi novamente devolvida a imagem com toda a sua beleza e cor original.

131 ANOS “recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa FÉ, da abnegação do vosso AMOR e da firmeza da vossa ESPERANÇA em nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 1, 3).

RUMO AOS 132 ANOS EM CONTÍNUA MISSÃO
“Ameis a Igreja, que vos gerou na fé, que vos ajuda a conhecer melhor Cristo, que nos faz descobrir a beleza do seu amor. É impossível encontrar Cristo, e não dar a conhecer aos outros. Por isso, não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria de vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé; necessita, sem dúvida, de Deus” (Bento XVI).

133 ANOS DE FÉ E MISSÃO ININTERRUPTAS
“O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver em Ele. E este ‘estar com Ele’ introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita” (Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI, sobre o Ano da Fé, 10).

Os católicos da Paróquia Nossa Senhora da Piedade de Hamburger Berg

História em Fotos

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Nas galerias abaixo você poderá conferir fotos históricas, separadas por categoria.

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