A igreja Matriz

DETALHES

VITRAIS (da esquerda para a direita, de cima para baixo)

imagemJesus Crucificado com Maria Santíssima

“Ó Morte, por que me rasgas as entranhas com tua aguda espada? E ensangüentada arrebatas do colo maternal, o Filho? (Beato José de Anchieta)”. O Céu está encoberto, sopra um gélido vento e com persistência sacode o letreiro encimado da cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. O corpo inerte e sem vida do Rei repousa no trono cruento do madeiro da cruz: “comsummatum est” (tudo está consumado).

Alguns poucos lamentos, contam-se nos dedos as testemunhas da Cruz, algumas Marias, um soldado, um apóstolo apenas (aquele que Jesus amava), e Ela, a Mãe Dolorosa, a Rainha dos Mártires. De pé, com as mãos ensangüentadas, unidas em prece silenciosa, Maria contempla o Mistério da Redenção; relembra o “Sim” da anunciação, e novamente é convidada a dizer “Sim” aos pés da Cruz. O “Sim” que gera a Igreja de Jesus Cristo.

O saudoso Papa João Paulo II tão bem definiu o momento de Maria aos pés da Cruz, dizendo: “Na anunciação, Maria dá no seu seio a natureza humana ao filho de Deus; aos pés da Cruz, em João, recebe no seu coração toda a humanidade. Mãe de Deus desde o primeiro instante da encarnação, ela torna-se mãe dos homens nos últimos momentos da vida do Filho, Jesus”.

Eis a atitude que podemos aprender com Maria: não ter medo da cruz; contemplá-la com amor, pois o crucificado é a própria encarnação do amor. Aos pés da Cruz, ela se tornou nossa Mãe; pela oblação que fez do seu próprio filho, cooperando para que tivéssemos a Vida da Graça. Maria é, portanto, nossa Mãe, nossa verdadeira Mãe na ordem espiritual porque é Mãe de Jesus Cristo, e Jesus Cristo é a cabeça do corpo místico (Igreja), cujos membros (atuais e potenciais) somos todos nós, a humanidade inteira.

O lado é aberto pela lança do soldado romano Longuinus, um manancial de amor é derramado do Coração de Jesus. Um oceano de misericórdia escorre pelo madeiro, encharca a terra seca pelo pecado e traz vida nova. Sangue e água, eis o que jorra do lado aberto! Do coração escancarado de Jesus nasce a Igreja Sacramental! A partir dessa hora, da dor e da agonia, Maria está elevada a posição de segundo Eva, tornando-se Mãe de todos os viventes remidos pelo Sangue de Jesus.

Santo Agostinho formulou o apostolado maternal de Maria assim: “Todos os predestinados estão, neste mundo, ocultos no seio da Santíssima Virgem, onde são guardados, alimentados, conservados e engrandecidos por essa boa Mãe, até que ela os gere para a Glória depois da Morte”. Maria Mãe da Igreja corpo místico de Cristo, roga por todos nós, teus filhos gerados aos pés da cruz. Amém.

Pelicano (símbolo da Eucaristia)

Sempre e por toda parte a refeição foi símbolo de união. Para nós, cristãos, a refeição por excelência é a Eucaristia, com caráter de sacrifício e de ação de graças, como repetição do sacrifício de Cristo, do mistério pascal. São Jerônimo, num comentário do Salmo 102, disse: “Sou como um pelicano do deserto, que fustiga o peito e alimenta com o próprio sangue os seus filhos”. Ele é o símbolo do sacrifício e da doação de si mesmo. E a Eucaristia é Jesus Cristo, como pão do céu, da paz e a salvação da humanidade. A principal característica do pelicano é única: uma bolsa membranosa que prende o bico, duas ou três vezes maior que seu estômago, que tem a finalidade de armazenar alimento por um determinado tempo. Assim, como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Eles são encontrados em todos os continentes, com exceção da Antártida; medindo até três metros, de uma asa a outra e pesando até 13 quilos. Os machos são normalmente maiores e possuem bicos mais longos que as fêmeas e alimentam-se de peixes. Na Europa medieval eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam os filhotes com o alimento que extraíam da sua própria bolsa e chegando a faltar alimento, dava-lhes o seu próprio sangue. Daí tornar-se um símbolo da Paixão de Cristo, da Eucaristia e da auto-imolação, costumando a sofrerem de uma doença que os deixavam com marca vermelha no peito. Outra versão de que eles costumavam matar os filhotes e, depois, ressuscitá-los com seu sangue, o que seria análogo ao sacrifício de Jesus. Ó pássaro bom! Ó pelicano bom, Senhor Jesus! Temos consciência de que Eucaristia é a renovação da aliança do Senhor com os homens e que através dela se realiza de um modo contínuo a obra da Redenção. Temos convicção de que a Eucaristia é o sinal da unidade e vínculo da caridade e que também dela tende toda ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda sua força (cf. SC. 522, 537, 537 e 600). Que o pássaro bom nos ensine amar mais a Eucaristia, Sacramento no qual Jesus se acha presente, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Ele é banquete sagrado, “o pelicano bom a nos inundar com vosso sangue, sangue no qual uma só gota pode salvar o mundo inteiro” (Santo Tomás de Aquino).

Santo Inácio de Loyola

Ignacius de Loyola nasceu em 1491 no castelo da família Loyola em Azpeitia na Espanha. Ele tornou-se um soldado em 1521 e foi ferido na perna durante o cerco de Pamplona. Durante o seu longo período de convalescência ele sofreu uma conversão notável e a transformação iluminada pelas leituras da vida de Cristo e da vida e vários santos fez com que ele em 1522 ficasse determinado a ser não só um cristão, mas um santo. Saindo do castelo da família ele embarcou em uma peregrinação ao Monastério Beneditino de Montserrat. Ali ele confessou seus pecados e colocou a sua espada no altar da Virgem Maria para a qual ele se dedicou com o “cavaleiro” da Virgem Maria. Vivendo por um tempo em contemplação e estudos em uma caverna, ele iniciou a escrita do seu famoso trabalho chamado “Exercícios Espirituais”. Ele deixou Manresa em 1523 e foi para Roma e de lá para Jerusalém onde ele converteu muçulmanos locais. Os franciscanos o convenceram a voltar para Barcelona onde ele ficou 11 anos estudando em Alcalá, Salamanca e Paris. Em março de 1534 ele recebeu o seu grau de mestrado. Durante este tempo Inácio reuniu um grupo de seguidores que fortaleceu a sua busca espiritual. Em 15 de agosto de 1534 na capela beneditina do Monastério de Paris eles tomaram os votos de pobreza, castidade e obediência e uma especial esperança de expedições missionárias na Terra Santa. Este momento foi o nascimento da Sociedade de Jesus. Eles foram à Itália e receberam a ordenação em 1537, mas ficou logo claro que a peregrinação a Terra Santa seria impossível. Assim eles se apresentaram ao Santo Padre e ofereceram os seus serviços. O Papa Paulo III (1534-1549) imediatamente reconheceu o potencial deles e deu sua aprovação verbal para a Ordem em 1539. A aprovação formal veio em 1540 através da Bula Papal “Regimini Militantis Ecclesiae”. Inácio foi eleito o primeiro Provincial Geral da Ordem da Companhia de Jesus em 22 de abril de 1541. O resto de sua vida ele se devotou a avançar a causa da Sociedade. Ele redigiu a Constituição da Ordem em 1550 e fundou o Colégio Romano (mais tarde chamado de Universidade Gregoriana) e iniciou o Colégio Germano em Roma para preparar padres para o esforço de recuperar a Alemanha perdida ao protestantismo. Inácio foi o responsável por criar uma ordem religiosa única e a mais significativa da história da Igreja. Os Jesuítas provaram ser uma corajosa e nova comunidade com uma devoção especial a Santa Sé, educados de forma brilhante e ampla, com especial atenção a teologia, a filosofia e a pregação missionária, eles se converteram nos melhores e mais preparados educadores e missionários da Igreja. Santo Inácio foi também o responsável pela implantação dos “Exercícios Espirituais”, uma profunda coleção de meditações e regras, dirigidas a fortificar o desenvolvimento espiritual e a fé. Santo Inácio de Loyola faleceu em 31 de julho de 1556 em Roma. Foi beatificado pelo Papa Paulo V em 1609 e canonizado pelo Papa Gregório XV em 22 de março de 1622. O Papa Pio XI o declarou padroeiro dos exercícios espirituais e dos retiros espirituais. Os Jesuítas hoje têm 30.000 membros, 500 universidades e colégios, e ensinam a 200.000 estudantes a cada ano. Sua festa é celebrada no dia 31 de julho.

Imaculado Coração de Maria

A devoção ao Coração Imaculado de Maria germinou na era patrística e desenvolveu-se na Idade Média e nos tempos modernos, por obra de São Bernardo, de Santa Gertrudes, de Santa Brígida, de São Bernardino de Sena e São João Eudes. Este último foi o maior apóstolo do culto ao Coração de Maria, e em 1648 conseguiu obter a festa do Bispo de Autun (França). A Santa Sé mostrou-se-lhe favorável ao início do século XIX, até que, em 1805 Pio VII concedeu a celebração da festa às Dioceses e às Congregações religiosas que lhe faziam pedido. Mais tarde (1855), Pio IX aprovou a Missa e o Ofício próprios. Durante a última grande guerra (8 de dezembro de 1942), Pio XII fez a consagração da Igreja e de todo o gênero humano ao Coração Imaculado de Maria e, três anos após (1945), estendia a festa à Igreja universal. O objeto primário da festa do Coração Imaculado de Maria é a sua mesma pessoa. O objeto secundário é o Coração simbólico, isto é, o coração físico da Virgem enquanto é símbolo de seu amor e de toda sua vida íntima. O Coração Imaculado de Maria é a expressão de todos os seus sentimentos, afetos, e, sobretudo, de sua ardentíssima caridade para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante. A Festa sugere o louvor e ação de graças ao Senhor por nos haver dado uma Mãe tão poderosa e misericordiosa, à qual nos podemos dirigir confiantemente em qualquer necessidade. Inspira também que conduzamos uma vida segundo o coração de Deus e que peçamos à Virgem Santa a chama de uma ardente caridade.

Santo Antônio

Também conhecido como Santo Antônio de Lisboa. Santo Antônio de Pádua, Doutor da Igreja, um franciscano chamado de “O Martelo dos Hereges” e o “Trabalhador Maravilhoso” e a “Arte Viva do Covenant”. Ele nasceu Fernando Martin de Bulhom, em 15 de agosto 1195 em Lisboa, Portugal filho de um cavalheiro corte de do Rei Alfonso II, Martinho Bulhões e Maria Teresa Taveira. Em 1212 ele tornou-se um membro regular da Ordem de Santo Agostinho e foi educado em Coimbra em 1220. A chegada das relíquias de cinco mártires franciscanos de Marrocos em 1221 levou Santo Antônio a entrar para a ordem dos franciscanos. Ele foi em uma missão a Marrocos e ao voltar foi designado para atender a Capítulo Geral da Ordem de Assis em 1221. Tronando-se conhecido como um grande pregador com grande zelo e eloqüência, Santo Antônio viajou pela Itália pela sua Ordem e assumiu varias posições administrativas. De 1222 a 1224 Santo Antônio pregou contra os Catares, de 1224 a 1227 ele confrontou com os hereges Albigensianos. O Papa Gregório IX deu a ele ordem para por de lado todos os seus outros deveres, e continuar a sua pregação. Santo Antônio se fixou em Pádua, reformou a cidade, acabou com a prisão de devedores e ajudou os pobres. Em 1231 ele sofreu de exaustão e foi se recuperar em Campossanpietro. No seu retorno a Pádua ele não agüentou e acabou morrendo no convento das “Clarissas Pobres” em Arcella, em 13 de junho de 1231. Santo Antônio foi chamado o “Trabalhador Maravilha” pelos seus muitos milagres. Ele pregava para multidões na chuva e a sua audiência ficava seca a despeito do forte aguaceiro. Ele foi saudado como um traumatologista após ter curado a perna de um homem que tinha sido seccionada e fez outro homem voltar a vida, para testemunhar em uma audiência de assassinato onde um inocente estava sendo considerado culpado. Perto da morte de Santo Antônio aparece-lhe o Menino Jesus na cela de Camposampiero. Santo Antônio é o padroeiro de Pádua, de Lisboa, de Split, de Paderborn, de Hildesheim, dos casais é um santo popular para encontrar itens perdidos. No Brasil é o santo casamenteiro e é invocado pelas moças solteiras para encontrar um noivo. O “dia dos namorados” no Brasil é celebrado na véspera de sua festa, ou seja, no dia 12 de junho. Faleceu no dia 13-06-1231 em Arcella, nos arredores de Pádua. Foi canonizado em 30-05-1232 pelo Papa Gregório IX em Espoleto (Úmbria), Itália. Foi indicado Doutor da Igreja em 16-01-1946 por Pio XII com o título de “Doutor Evangélico”. Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado como um franciscano e às vezes com o Menino Jesus. O milagre dos peixes: Santo António faz um sermão aos peixes, no rio Marecchia porque os homens de Rimini não o querem ouvir. Ao ver isto eles arrependem-se e dirigem-se para junto do santo, ouvindo o sermão. O milagre do jumento: Um herege não acreditava que Cristo de fato estava presente na Eucaristia. Santo Antônio diz que o jumento, que o homem tinha, era menos teimoso e que seria mais fácil convencê-lo. Ao ver a hóstia o jumento ajoelha-se. Em 1236 fizeram o traslado do corpo do Santo. Foi possível encontrar a língua do Santo perfeitamente rosada no corpo já em decomposição. A língua ficou como relíquia lembrando que aquela língua anunciou a palavra de Deus ao mundo. O santo casamenteiro. Existem três versões: 1) Entre os Bascos, Santo Antonio é considerado o santo que faz o “matchmaker”, ou seja, encontra os iguais, ou seja, santo que casa coisas iguais ou santo “casamenteiro”. Ele seria o santo que fazia o sagrado encontro de duas pessoas ou o santo casamenteiro. De acordo com o costume relatado pelo Rev. Francis X. Weiser publicado em 1.958, as garotas Bascas faziam uma peregrinação no templo de Santo Antonio em Durango, no dia de sua festa, e oravam para ele encontrar para elas, um “bom rapaz”. Vale dizer que os rapazes bascos faziam a mesma jornada e ficavam do lado de fora do templo até as moças terminarem as suas preces e aí eles as tiravam para dançar. Weiser especula também que esta associação entre noivado e casamento é inspirado porque temos várias imagens de Santo Antônio carregando um “bebê ” (Menino Jesus) nos braços. 2) Outra versão, muito contada pelos antigos, diz que uma jovem depois de fazer uma novena à Santo Antônio e não tendo encontrado noivo, zangada, jogou a estátua de Santo Antônio que tinha em seu oratório, pela janela e a mesma caiu na cabeça de um caixeiro-viajante que passava. Este gritou e ela foi correndo ajudá-lo e levou-o para dentro e tratou de seu ferimento. Ele se apaixonou por ela e se casaram. 3) Conta-se que uma donzela não dispunha do dote para casar-se e, confiante, recorreu a Santo Antônio. Das mãos da imagem do Santo teria caído um papel com um recado a um prestamista (pessoa que empresta dinheiro a juros) da cidade, pedindo-lhe que entregasse à moça as moedas de prata correspondentes ao peso do papel. O prestamista obedeceu e pôs o papel num dos pratos da balança, colocando no outros as moedas. Os pratos só se equilibraram quando havia moedas suficientes para pagar o dote. Sua festa é celebrada no dia 13 de junho.

Lírios de Nossa Senhora (virgindade e pureza)

Este título, Maria já recebeu nas Sagradas Escrituras. Nelas o lírio, por sua beleza pura e sublime perfume, é usado com freqüência para designar as virtudes: a dignidade real; a beleza da sabedoria e a união esponsal. É muito fácil compreender porque a Virgem Maria sempre foi comparada a esta flor. O lírio é o símbolo da pureza e da beleza perfeita, em toda a natureza. E a Imaculada Conceição de Maria lhe conferiu a eterna pureza do corpo, a beleza perfeita da alma e o espírito pleno de sabedoria. Por isto, Maria é o lírio de Deus, a única criatura plena de todas as graças. Maria foi cantada em verso e prosa como um campo de lírios, e também, representada segurando um lírio na mão ou ladeada por estas flores. Mas a expressão latina: “lilium inter spinas”, ou seja: “lírio entre espinhos”, citada na Ladainha de Nossa Senhora de Loreto escrita em 1578, sem dúvida alguma é aquela que melhor descreve a Mãe de Deus. Esta comemoração se refere à primeira igreja dedicada a Nossa Senhora do Lírio. Situada na abadia cisterciense fundada em 1244, pelo rei Santo Luís IX e a rainha Branca de Castela, sua virtuosa mãe, que cedeu um castelo de sua propriedade em Melun, França. Antes de falecer, em 1252, a rainha-mãe expressou o desejo de ser sepultada na igreja desta abadia. As incontáveis graças e milagres alcançados por intercessão de Maria são uma constante na cristandade desde os primeiros séculos. Muitos destes episódios prodigiosos foram testemunhados e acabaram entrando para as tradições populares cristãs. Estas, por sua vez, determinaram o surgimento das igrejas santuários, meta de peregrinação e romaria dos devotos do mundo todo. O mais antigo santuário dedicado a Nossa Senhora do Lírio foi erguido em 1300, na cidade de Sciacca, situada na ilha da Sicília, Itália. Diz a tradição que ele surgiu por conta de uma imagem milagrosa da Imaculada Virgem Maria que na mão segurava um lírio, pintada no muro externo próximo da porta oeste da cidade. Em 1580 chegaram os franciscanos da Terceira Ordem, que construíram no lado oriental da porta da cidade, o próprio convento e uma nova igreja anexa, para melhor funcionalidade do serviço religioso. Logo em seguida esta igreja foi escolhida para ser o novo e atual santuário de Nossa Senhora do Lírio.

Santa Terezinha do Menino Jesus

Ou Santa Teresinha de Lisieux. Era uma mística, da Ordem das Carmelitas Descalças, popularmente chamada a “pequena flor”. Nasceu em 2 de janeiro de 1873 em Alençon , na Franca , foi batizada Marie Françoise Martin. Ela era a mais jovem de nove filhos nascidos de Louis Martin e sua esposa Zelie Guerin. Sua mãe morreu quando ela tinha 5 anos e a família mudou-se para Lisieux onde Teresa foi criada por uma tia e duas das irmãs mais velhas. Quando as suas duas irmãs se tornaram Carmelitas enclausuradas Teresa pediu para ser aceita no Carmelo, mas foi negado porque tinha apenas 15 anos. Teresinha foi então a Roma no jubileu do Papa Leão XIII, e consegui se infiltrar até junto ao Papa e ajoelhando-se aos seus pés pediu a ele de uma maneira tão linda que o Papa deu ordem para que ela fosse aceita e assim ela entrou para a ordem em 1890, sendo tomado o nome religioso de “Teresinha do Menino Jesus”. Ela serviu por um tempo como noviça serviçal de uma irmã que tinha tuberculoses até a mesma morrer e da qual contraiu a moléstia. Por ordem de madre superiora, Madre Agnes (sua irmã) Teresinha começou a escrever as sua experiências místicas. O resultado de seus esforços é um livro chamado a “História de uma Alma”, uma das biografias mais lida no mundo moderno. Teresinha é uma das mais populares santas da atualidade e seu encanto e simplicidade é adorado por todos aqueles que lêem a sua obra, que retrata seu tempo no convento com alegria e simplicidade de uma criança, isto numa época onde as irmãs viviam enclausuradas, quase não falavam, uma vida de privações, jejum extremos e ainda Teresinha tinha tuberculose e às vezes tinha crises que chegava vomitar sangue numa doença na época incurável, mas ela a tudo encarava como dádiva de Cristo e com uma, às vezes, inexplicável alegria. Teresinha nos seus sonhos convivia com um Jesus alegre e também jovial encantando a todos. Tem um sonho no qual ela almoça com Maria e Jesus, que é uma das passagens mais lindas de suas experiências místicas. Teresinha morreu aos 24 anos de idade, no dia 3 de setembro em Lisieux e o anúncio de sua morte provocou um imediato interesse mundial nela. Ela começou a ser chamada a “Santa do Pequeno Caminho”. Santa Teresinha foi canonizada em 1925 pelo Papa Pio XI e foi declarada padroeira das missões no estrangeiro junto com São Francisco Xavier, em 1927 e em 1944 foi declarada Padroeira da França junto com Santa Joana d’Arc pelo Papa Pio XII. Ela foi declarada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II em 1997. Sua festa é celebrada no dia 1 de outubro.

Santa Catarina de Alexandria

Nasceu e viveu na Alexandria no início do século IV. Sua vida era bastante simples e piedosa já que tinha muitas riquezas, visto que o seu pai era rico e ela era muito bonita. A sua conversão e sua paixão por Jesus teve lugar em uma Ermida na qual ela descobriu sua fé. Batizou-se e declarou publicamente a sua fé e que não queria homenagear ninguém nem o imperador, mas somente Jesus. Através de uma visão denunciou Maxentius por perseguir os cristãos. Metade dos seus convertidos foram queimados vivos por Maxentius. Maxentius ofereceu a Catarina um casamento real se ela renunciasse a sua fé. A sua recusa fez com que eles a levassem para a prisão. Na prisão, enquanto Maxentius estava fora, ela converteu a sua esposa e 200 de seus soldados. Na volta ele sentenciou todos a morte, e Catarina ao martírio. Os atos do martírio eram descritos por escribas romanos que tinham ordens de relatar o martírio e dar pouca ênfase ao santo sendo martirizado de modo assustar os cristãos, pois a os atos eram expostos no local do martírio e na biblioteca em Roma. O martírio foi feito amarando-a a um poste e girava-se uma roda de madeira com pás de ferro junto ao seu corpo e as pás iam dilacerando a carne num suplicio infernal. Os estudiosos dizem que as pás eram feitas, na época, de ferro, pelos mesmos ferreiros que faziam as ferraduras dos cavalos, de uma maneira grosseira, sem afiar a lamina, e desta forma, a carne era dilacerada por impacto e não por corte, provocando dores lancinantes, em especial na região dos seios. Mas com Santa Catarina a roda quebrou milagrosamente. Maxentius enfurecido mandou que fosse decapitada. Diz a lenda que de suas veias jorraram leite em vez de sangue. No Monte Sinai tem um monastério com o seu nome. Santa Catarina era uma das vozes que Santa Joana d’Arc ouvia. Ela é invocada contra acidentes no trabalho. Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada segurando a roda com as pás de ferro. Sua festa é celebrada no dia 25 de novembro.

Santa Cecília

Viveu no terceiro século. Uma das mais famosas virgens mártires. Ela era um membro de uma família nobre e casou-se contra sua vontade com Valeriano, mas o convenceu a respeitar sua virgindade e ele se converteu ao cristianismo. Valeriano e o irmão de Cecília, Tiburcio foram presos e seu corpos martirizados. Eles foram decapitados no vilarejo de Pagus Tropius perto de Roma. Quando estava enterrando os dois, Cecilia foi presa e julgada por Almachius, que a condenou a morte por asfixia, presa em uma sala de banho turco totalmente lacrada. É a padroeira dos músicos porque diz a tradição que, quando foi colocada para morrer asfixiada na câmara de banho turco, não parava de cantar musicas de louvor ao Senhor e depois de longo tempo, os seus executores ficaram furiosos e mandaram que ela fosse degolada. O soldado encarregado de cortar sua cabeça falhou de maneira inexplicável e Santa Cecília viveu por três dias antes de morrer pelos seus ferimentos em 16 de setembro. Ela foi enterrada no cemitério de São Callistus. Seu nome entrou para a “Prece Eucarística” bem cedo. O Papa Paschal I (817-824) mandou que suas relíquias fossem levadas para Trastevere. Assim suas relíquias estão hoje na Catedral de Santa Cecília em Trastevere. É a santa que tem mais capelas e templos, com seu nome, na Europa. Temos varias igrejas e capelas paroquiais com o seu nome em Boadella d’Empordà, Montcal, Sadernes, Les Serres, Terrades e Torrentbó. Também temos capelas em São Miquel de Pineda e outra na Catedral de Girona. Em Mieres se celebra uma festa no seu dia com todos os músicos da cidade e dos arredores. Sua festa é celebrada no dia 22 de novembro.

_0SC7384_0Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais difundidas da piedade eclesial, tal como refere recentemente o “Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia” da Congregação para o Culto Divino. Os Pontífices romanos têm salientado constantemente o sólido fundamento na Sagrada Escritura desta maravilhosa devoção. Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta. Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, Haurietis aquas, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30). Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.

São Pedro Canísio

Nasceu em 8 de maio de 1521 em Niemguen, Holanda. Foi educado em Colônia e estudou teologia em Mainz. Em 1543 ele entrou para a Ordem da Companhia de Jesus (jesuítas) e mais tarde voltou a Colônia onde fundou uma comunidade jesuíta e atuou na resistência contra as políticas protestantes do Arcebispo de Hermann de Wied. Como seus talentos foram logo reconhecidos pela Ordem, ele foi indicado professor em Colônia em Viena e Ingolstadt e estabeleceu Colégios Jesuítas em Munique, Innsbruck, Viena, Wurzburg e Dillingen. Ele logo ficou famoso pelos seus notáveis sermões e uma coerente defesa da Doutrina Católica e sua resistência ao protestantismo especialmente na Bavária, Boehmia e em outras partes da Áustria. O Arquiduque (mais tarde imperador) Ferdinando tornou Pedro seu conselheiro e ofereceu a ele a importante Sé de Viena em 1552. Os superiores de Pedro exigiram que ele não aceitasse a Sé já que seus talentos eram exigidos em outros locais para a luta contra o Protestantismo. Ele tem o crédito de ter revitalizado o Catolicismo na Áustria e na Alemanha numa época de grande perigo de perda para o Protestantismo. Pelos seus brilhantes escritos e é honrado como o segundo Apóstolo da Alemanha. Um notável teólogo, Pedro foi o autor de vários catecismos, o mais famoso sendo a “Summa Doutrinae Cristianae” publicado em 1555. Summa apresenta os dogmas católicos e 211 questões e respostas e é a principal obra da Reforma Católica (com exceção dos Exercícios Espirituais) e já foi impressa em 400 edições ao longo dos anos. Pedro faleceu em do dia 21 de dezembro de 1597, na cidade de Friburgo, Suíça. Foi beatificado em 1864 pelo papa Pio IX e canonizado e indicado Doutor da Igreja em 1925 pelo Papa Pio XI. É padroeiro da Alemanha, dos escritores e da imprensa católica. Sua festa é celebrada no dia 21 de dezembro.

São Luiz Gonzaga

Conhecido também como São Aluísio Gonzaga ou Aloysius Gonzaga. Nascido em Castiglione delle Stiviere na Lombardia, Itália no dia 9 de março de 1568 e morreu em 20 de junho de 1591, beatificado em 1605 e canonizado em 1726 e O Papa Benedito XIII o declarou padroeiro dos estudantes jovens e Pio XI o proclamou padroeiro da juventude cristã. Luiz era o mais velho dos filhos do Marques de Ferrante de Castiglione que serviu ao rei Filipe II da Espanha e Marta Tana Santena. A ambição do seu pai era que o seu filho mais velho fosse um grande líder militar. Na idade de 4 anos ele foi enviado para um campo militar e andava com uma miniatura de armadura militar e com uma espada. Ele disparou um canhão sem autorização e foi devolvido para casa. Na idade de 7 anos ele experimentou uma visão espiritual e decidiu a perseguir a vida religiosa. Ele dizia suas preces matinais e a noite desde sua infância e agora começava a recitar o Oficio da Bem-aventurada Virgem Maria todos os dias bem como os sete Salmos penitentes e outras devoções. Quando ele tinha nove anos seu pai o colocou com o seu irmão Ridolfo aos cuidados do tutor Francesco de Medici em Florença para ensiná-los o Latim e o italiano puro da Toscania. Mas Luiz fez mais progresso nos estudos dos santos que nos seus estudos. Naquele mesmo ano e tomou os votos de castidade. Daquele tempo em diante ele nunca olhou uma mulher no rosto, nem mesmo a sua mãe. Dois anos mais tarde em 1579 seu pai mudou os jovens para a corte do Duque de Mantua, que mais tarde o fez governador de Montserrat. Já com o a idade de 11anos Luiz decidiu renunciar aos títulos e propriedades que tinha herdado. Logo depois ele contraiu uma dolorosa doença renal que o atormentou pelo resto de sua vida. Mas deu a ele uma desculpa para gastar mais tempo em orações e ler a vida dos santos, escrita pelo grande Surius. Ele começou a praticar severos e austeros jejuns com pão e água e não acendia fogo ao orar no inverno. Inspirado por um livro de missionários jesuítas na Índia, ele começou a se preparar com a idade de 12 anos para ser um missionário jesuíta. Ele reuniu um grupo de jovens pobres e começou a ensiná-los o catecismo durante os feriados de verão em Castiglione. Em 1581 Don Ferrante foi chamado a servir a Imperatriz Maria da Áustria na sua viagem da Bohemia a Espanha. Sua família o acompanhou e ao chegarem na Espanha, Luiz e Rodolfo foram colocados ao serviço de Don Diego, príncipe das Austurias como pagens. Ele teve então que cuidar do príncipe e estudar com ele, mas não se distraia da suas devoções. Durante o tempo na corte do Dom Diego, Luiz resolveu entrar na Companhia de Jesus. Obteve primeiro a provação de sua mãe e em seguida disse ao seu pai que queria entrar para a Ordem dos Jesuítas e este furioso não deu a sua permissão até que amigos intermediaram a questão e finalmente Don Ferrante deu seu consentimento provisório. Não obstante após a morte do príncipe os rapazes foram dispensados dos seus deveres na corte, mas o Marques tentou distrair o seu filho enviando a visitar cortes no norte da Itália em 1584. Ele esperava que o rapaz sucumbiria a vida fácil e farta na corte italiana. Quando isto não funcionou seu pai tentou a pressão diplomática Ele e seus amigos tentaram convencer o rapaz de deixar a sua vocação e Don Ferrante o enviou em um sem numero de comissões seculares esperando interessá-lo nos negócios mundanos. Mas Luiz não modificou e renovou seu pedido. Dom Ferrante usou como seu ultimo esforço os dignitários da Igreja para falar com o seu filho a respeito. Finalmente seu pai foi persuadido quando a Comissão Imperial transferiu a sua sucessão para Rodolfo. Em 1585 ele finalmente permitiu que a Luiz entrasse para a Ordem dos Jesuítas em Roma. Em 25 de novembro de 1585 ele recebeu o noviciado jesuíta na Casa de Santo André. Como tinha sua saúde abalada os jesuítas ordenaram que moderasse a sua austeridade. Ele era obrigado a descansar, comer mais e era proibido de rezar fora dos horários. Ele foi mais tarde enviando a Milão para mais estudos e teve uma visão numa oração matinal que não viveria muito mais. Isto encheu seu coração de glória e alegria. A sua saúde debilitada forçou o seu retorno a Roma. No ano seguinte a praga tomou conta de Roma. Os jesuítas abriram um hospital e a Luiz foi permitido ajudar os pacientes, banhá-los e cuidar deles. Eventualmente ele contraiu a praga e surpreendentemente sobreviveu após receber os últimos sacramentos. Uma noite Luiz caiu em êxtase e passou toda a noite neste estado e disse ao seu confesso que iria morrer na oitava de Corpus Christi. Naquele dia ele estava muito melhor e o Reitor falou até em enviá-lo a Frascati. Mas Luiz manteve a sua crença que iria morre naquele dia e pediu a extrema unção do Padre Bellarmino. Logo depois Luiz ficou imóvel às vezes murmurando “em suas mãos Oh Senhor” e com olhos fixos no crucifixo ele faleceu com idade de 23 anos. Sua biografia bem como suas cartas e os escritos religiosos mostram um caráter e um espírito religioso, sem comparação. Ele foi enterrado debaixo do altar da Capela de Santo Inácio de Loyola em Roma. Na arte litúrgica da Igreja São Luiz Gonzaga é geralmente mostrado com um jovem jesuíta com um crucifixo nas mãos ou com uma coroa aos seus pés ou com um anjo ao seu lado, ou em êxtase elevado aos céus por anjos. Ele é o padroeiro dos adolescentes, dos jovens estudantes e da juventude católica. Sua festa é celebrada no dia 21 de junho.

Monograma do nome MARIA Santíssima

A Senhora das Graças. Encontra-se no plural, porque demonstra os inumeráveis favores que a Mãe de Deus derramou sobre a humanidade sofredora. De onde e quando surgiu essa devoção? Conta-nos a história que uma noviça das Irmãs Filhas da Caridade, chamada Catarina Labouré, rezava na capela de um convento em Paris, no dia 27 de novembro de 1830. Era véspera do primeiro domingo do Advento. Até a hora ficou registrada, cinco e meia da tarde. Nossa Senhora lhe aparece em forma de medalha oval. Permanecia sobre metade do globo terrestre. A serpente, figura do pecado, estava sendo esmagada com os pés. Sua veste era alvíssima. Um manto azul descia da cabeça ao calcanhar. Seus braços estendidos com as mãos abertas para a frente, despediam raios brilhantes sobre o mundo. Ao mesmo tempo, ouviu a voz celeste: “Estes raios são o símbolo das graças que Maria Santíssima alcança para as pessoas que oram”. Rodeando a aparição, liam-se as palavras douradas: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós”. No outro lado da medalha, destaca-se a letra “M” encimada por uma cruz. Por baixo do monograma de Maria, viam-se os Corações de Jesus, coroado de espinhos e de sua mãe santíssima, traspassado por uma espada. Uma coroa de estrelas rodeava aqueles símbolos. Depois, veio o pedido: “Manda cunhar medalhas, como este modelo. As pessoas que levarem consigo, receberão grandes graças”. A visão se repetiu em dezembro. De início, o diretor espiritual, Pe. Aladel, pensou tratar-se de ilusão da noviça, considerou-a até rebelde e presunçosa. Mas com a insistência de Maria, só em 1832, conseguiu autorização do arcebispo de Paris, dom Quelen, para ser feita a medalha. O diretor espiritual de Catarina mandou cunhar a medalha e que o povo chamou essa devoção de: Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, ou Nossa Senhora das Graças e ainda Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças. Quem não se anima a procurar Jesus por meio de Maria? São inúmeras as graças que o povo cristão recebe desta santa mãe. Pecadores se convertem. Pessoas que já trilham o bom caminho se santificam mais rapidamente. De ninguém, jamais se ouviu dizer que tivesse recorrido a Maria fosse por ela desamparado, já falava São Bernardo. ORAÇÃO: Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a pureza de coração, de corpo e de espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.

São João Batista

João Batista, chamado o “homem enviado por Deus” era um profeta eremita e mártir. Filho de Zacarias e Isabel, primo de Jesus. Nasceu em Ain-Karim, perto de Jerusalém, e seu nascimento foi anunciado a sua mãe pelo anjo Gabriel. Ele viveu recluso em um deserto da Judéia e depois começou a pregar as margens do Rio Jordão e batizando grande numero de penitentes. Finalmente Jesus Cristo veio para ser batizado por ele antes de ir a Galiléia para iniciar sua pregação. João continuou perto do Rio Jordão e foi preso a mando do Rei Herodes Antipas (4AC-39DC), rei da Perea e Galiléia (diz a tradição que como João pregava com veemência, contra a relação de Herodes com sua amante e rainha Herodias, a filha Salomé de Herodias que ela uma bela mulher conseguiu seduzir Herodes e exigiu dele a cabeça de João em um bandeja em troca de seus favores) e foi subsequente decapitado. João, o batista, é o precursor do Messias. A tradição diz ainda que ele nasceu livre do pecado original e foi santificado ainda no útero de sua mãe. Na liturgia da Igreja Católica sua festa e celebrada desde os primeiros anos da igreja católica no dia 24 de junho, e sua carreira como profeta é descrita nos evangelhos. João é venerado com como um dos primeiros a seguirem uma vida de austeridade monástica. Na arte litúrgica ele é mostrado batizando Jesus e com um bastão que termina numa cruz. É o santo padroeiro da amizade e sua festa é celebrada no dia 24 de junho.

Sagrado Coração de Jesus

82208068São Pedro

São Pedro também chamado Simão Pedro ou Cephas (a rocha) foi o primeiro Papa, foi o príncipe dos apóstolos e o fundador, junto com São Paulo da Santa Sé de Roma. Pedro era um nativo de Bethsaida, perto do lago Tiberíades, era filho de João e trabalhava, como o seu irmão Santo André, como pescador no Lago Genesareth. André (primeiro discípulo de Jesus) introduziu Pedro a Jesus e Jesus chamou Pedro para se tornar um de seus discípulos (Mt 4, 18-20; Mc 1, 16-18; Lc 5, 1-11 e Jo 1, 40-42).

Em Lucas é recontada a história de que Pedro, capturando imensa quantidade de peixes, ajoelhou-se diante de Jesus e o Senhor lhe disse: “Não tenhas medo por que de agora em diante serás pescador de homens” (5, 10). Jesus também deu a Simão um novo nome, Cephas ou Rocha (daí Pedro, do grego Petros ou pedra). Tornando-se um discípulo de Jesus, Pedro o reconheceu com o “Messias, Filho do Deus vivo e Jesus respondeu dizendo”…e tu és Pedro e sobre esta pedra (ou rocha, em grego) Eu construirei a minha igreja e te darei as chaves do reino do céu. Tudo que ligares na terra será ligado no céu; e tudo que desligares na terra será desligado no céu”. Pedro sempre foi mencionado como o primeiro dos apóstolos em todas as passagens do Novo Testamento e um membro do circulo interno de Jesus com Tiago e João. Ele é mencionado, mais do que qualquer outro discípulo, e estava ao lado de Jesus na Transfiguração (Mt 17, 1-8) na cura da filha de Jairus, na agonia do Jardim das Oliveiras. Ele ajudou a organizar a Ultima Ceia e teve um papel relevante na Paixão. Quando o Mestre foi preso ele cortou com espada a orelha direita do escravo do Sumo Sacerdote Malchus. Ele negou a Jesus três vezes, como havia predito Jesus (Mt 26, 7.5) e depois chorou amargamente. Após a ressurreição, Pedro foi a tumba com outro discípulo (provavelmente João) logo após ter sido informado por uma das mulheres. A primeira aparição do Cristo Ressuscitado foi perante Pedro antes dos outros discípulos e quando o Senhor apareceu diante dos discípulos em Tiverias, deu a Pedro o famoso comando: “alimente meu rebanho …cuide do meu rebanho….alimente o meu rebanho”. Várias vezes imediatamente após a Ressurreição, Pedro é inquestionavelmente o líder dos apóstolos. Sua posição ficou ainda mais evidente quando ele indicou o substituto de Judas Iscariotes e foi o primeiro a falar para as multidões que se juntaram após a descida do Espírito Santo no Pentecostes. Foi o primeiro apóstolo a fazer milagres em nome do Senhor e o primeiro a fazer julgamento após a decepção de Ananias e Sapphira. Pedro foi o instrumento para trazer o evangelho a todos. Batizando o pagão romano Cornélius, e dando no Concílio de Jerusalém a sua orientação para que a Nova Igreja convertesse a todos e se tornasse universal. Esta é a grande mensagem de Pedro: a Igreja de Jesus é universal! Preso pelo rei Herodes Agrippa, ele foi ajudado a escapar por um anjo. Ele continuou os seu apostolado em Jerusalém e seus esforços missionários inclusive viagens á cidades pagãs como Antioch, Corinto, e eventualmente Roma. Ele fez referencia a Cidade Eterna na sua primeira Epístola (5, 13) fazendo notar que ele estava escrevendo da Babilônia (nome dado a Roma pelos primeiros cristãos). É certo que Pedro morreu em Roma e que seu martírio ocorreu no reinado do Imperador Nero, provavelmente em 64 DC. Testemunhos do seu martírio são extensos inclusive os de Origines, Eusébio da Cesárea, São Clemente de Roma e São Irineu. De acordo com a tradição Pedro foi crucificado de cabeça para baixo porque declarou não ter o mérito de ser morto da mesma maneira que o seu Mestre. Ele teria sido sepultado em Roma na Colina onde é o hoje o Vaticano, e escavações sob a Basílica de São Pedro teriam encontrado sua tumba e suas relíquias estão debaixo do altar de São Pedro. Desde os primeiros anos da Igreja, Pedro é reconhecido com o Príncipe dos Apóstolos e o Primeiro Sumo Pontífice. Assim teve uma posição de supremacia sobre toda a Igreja Católica. Enquanto a festa de São Pedro é celebrada no dia 29 de junho, ele também é honrado no dia 22 de fevereiro e no dia 18 de novembro. No dia 22 de fevereiro se comemora a Cátedra de São Pedro porque no passado a Cátedra era lembrada na Antioquia no dia 22 de fevereiro e em Roma no dia 18 de janeiro. Mais tarde foi unificada no dia 22 de fevereiro. O dia 22 de fevereiro foi escolhido por que é a mesma data citada no livro “Dispositio martyrium”. No dia 18 de Novembro é comemorado a consagração da Basílica de São Pedro construída pelo Papa Silvestre em 314 dC. Na arte litúrgica da Igreja, São Pedro é mostrado como um velho homem segurando uma chave e um livro. Seus símbolos são: uma cruz invertida, um barco (barco de Jesus) e um galo (tripla negação de Jesus). Pesquisando um pouco mais sobre São Pedro verificamos que ele tinha uma esposa e que ele viveu em Cpharnaum, com a sua sogra (a sua esposa não é mencionada) na casa dela (Mateus 8, 14;Lucas 4, 38) mais ou menos no início da pregação de Jesus nos anos 26-28 dC. Assim é de se supor que Pedro foi casado durante algum tempo. De acordo com Clemente de Alexandria (Stromata III, vi) Pedro teve filhos. Clemente também escreveu que conforme a tradição a sua esposa teria sido também martirizada (ibid, VII, xi). Alguns autores acham que a Santa Aurélia Petronilla seria filha de São Pedro, mas para outros estudiosos ela seria uma servente, que trabalhava com São Pedro e era uma das várias convertidas por ele e, seria a sua “filha espiritual”. Parece ter sido parente de Santa Domitilla e foi curada da paralisia por São Pedro. Eusébio, um dos maiores dos estudiosos da bíblia aceitou esses itens de Clemente (cf. Hist.Eccl.III, xxxi). O resto da literatura cristã é silenciosa a respeito da esposa de Pedro. Sua festa é celebrada no dia 29 de junho.

Cordeiro de Deus

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro. Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: “morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida”. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

Revelação do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque

Margarida Maria Alacoque nasceu no dia 22 de julho de 1647, na Borgonha, França. Seu pai, Claude Alacoque, era escrivão real; sua mãe, Philiberte Lamyn, era filha do também escrivão real François Lamyn. Sua família de posses, religiosa, com reputação de seriedade e honra, sofreu duro golpe após a morte do pai. Margarida teve uma juventude difícil: enfermidades, sua e da mãe, a resistência dos parentes para que abraçasse a vida religiosa. Finalmente, aos 24 anos, entrou no convento da Visitação de Santa Maria, em Paray-le-Monial, Ordem fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal. Ela permaneceu entre as Visitandinas por 20 anos, e desde o princípio se ofereceu como “vítima ao Coração de Jesus”. Foi incompreendida pelas religiosas, mal julgada pelos superiores; até os diretores espirituais desconfiaram dela julgando-a uma visionária. Finalmente, São Cláudio La Colombière tornou-se o guia precioso desta mística Visitandina, ordenando-lhe narrar, numa autobiografia, as suas experiências místicas. Por inspiração desta Santa a festa do Sagrado Coração de Jesus nasceu, e a ela se deve a prática das Nove Primeiras Sextas-feiras do mês. Santa Margarida Maria faleceu no dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na França. Em março de 1824, Leão XIII a declarou Venerável, e em 18 de setembro de 1864, Pio IX a beatificou. Santa Margarida Maria foi canonizada por Bento XV em 1920. Quando seu túmulo foi aberto canonicamente, em julho de 1830, ocorreram duas curas instantâneas. Seu corpo repousa sob o altar da capela em Paray, e muitos favores são obtidos por peregrinos atraídos a este lugar de todas as partes do mundo. A humilde visitandina, à qual o Sagrado Coração de Jesus fez suas confidências, viveu no tempo em que reinava na França Luís XIV, consagrado universalmente com o título de Roi-Soleil. Epíteto que correspondia à realidade, diziam que havia nele estofo para cinco reis. Luís XIV representava o tipo clássico daqueles reis de contos de fada que costumam deslumbrar a imaginação das crianças. Com uma alma privilegiada chamada a grandes realizações, cheio de predicados físicos e de grande personalidade, se aquele Rei tivesse seguido o exemplo de São Luis, talvez ele tivesse podido impedir a explosão da Revolução Francesa, a pseudo-reforma protestante sofresse desastres irreparáveis, e a História teria tomado um outro rumo. A vida de Luis XIV teve altos e baixos. Ávido de prazeres, ambicioso e vaidoso, sacrificou os recursos e prestígio que Deus lhe havia dado à sua sede de prazeres e à sua própria glória. Provocou guerras com o intuito de dilatar seus Estados, desuniu as potências católicas ameaçadas pelo protestantismo; aliou-se aos próprios muçulmanos contra o Santo Império, enfim, mereceu a censura de todos os franceses verdadeiramente católicos, mesmo os seus mais fieis súditos. Entretanto, ele prestou assinalados serviços para a Igreja, entre os quais figura com destaque a revogação do Edito de Nantes. Além disso, grandes foram os avanços em todos os campos da vida temporal, impulsionados por sua inteligência e bom gosto. O certo é que o Rei não desempenhava aquela missão providencial à qual fora chamado por Deus. Em determinado momento, a humilde Visitandina intervém. Entre as revelações que o Divino Redentor lhe fazia, certa feita mandou que ela dissesse ao Rei para consagrar a si próprio e o Reino ao Sagrado Coração. Nosso Senhor usou de um tom imperativo, e deixava claro que a sua recusa acarretaria para ele e para a França os mais severos sofrimentos. O Sagrado Coração de Jesus desejava uma consagração autêntica, que implicava na renúncia a todos os pecados e a todos os erros do Rei. Santa Margarida Maria fez chegar a comunicação a Luis XIV por meio de uma pessoa da nobreza com quem tinha relações. O Rei, porém, não lhe deu importância e a consagração não foi efetuada. Resultado: o Reino foi caindo mais e mais nos abismos da impiedade e da libertinagem, até que a Revolução Francesa lançou por terra o trono dos Bourbons, e espalhou pelo mundo inteiro o espírito de rebeldia e de ódio a Deus e a Religião Católica. Tempos mais tarde, entre os papéis do Rei Luis XVI, encontrados em sua prisão do Templo, se achou uma nota em que este soberano prometia se consagrar, e toda a França, solenemente, ao Coração de Jesus, caso fosse libertado, o que desde logo, em forma privada, ele o fazia no cárcere. Ele esperava com isto que o Coração de Jesus arrancasse a França aos horrores da Revolução. Mas, este ato piedoso valeu apenas para que ele enfrentasse com dignidade a guilhotina, e muitos o consideram como mártir. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus enfrentou muitas peripécias na sua expansão, mas atingiu o seu auge na Santa Igreja Católica no século XIX e no período que vai mais ou menos até meados do reinado de Pio XI, já no século XX. Com efeito, esta devoção foi muito estudada, ela teve grandes doutores, entre os quais São João Eudes, ela foi bem recebida pelos papas, Leão XIII fez uma consagração do mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Um pouco por toda parte encontramos igrejas consagradas ao Sagrado Coração de Jesus nas cidades construídas em fins do século XIX, ou no começo do século XX no Brasil, por exemplo. Era uma devoção que realmente fazia muito bem às almas. Esta devoção começou a ser objeto de uma campanha a partir do momento em que a heresia modernista, condenada por São Pio X, e que parecia estar em letargo, começou a levantar a cabeça com o rótulo de Ação Católica e Movimento Litúrgico. No reinado de Pio XI e até o reinado de Pio XII, inclusive, o modernismo não fez senão se desenvolver sorrateiramente dentro da Igreja e começou a combater a devoção ao Sagrado Coração de Jesus numa manobra a mais perigosa: o silêncio! Deixou-se de impulsionar esta devoção; deixou-se de falar a respeito dela; fez-se caso omisso disto. Com isto, esta devoção, como tantas outras, está posta de lado. São tesouros com que ninguém se preocupa, são fontes de graças que a Providência abriu para salvar o mundo e que, por estarem esquecidas, não produzem os frutos de salvação desejados pelo Coração que tanto nos ama. A Grande Revelação (entre 13 e 20 de junho de 1675): “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”. “Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra” (cf. Vida e Obras de Santa Margarida Maria, publicação da Visitação de Paray, 1920).

São Tiago

Também conhecido como Saint James, the Greater. Apóstolo, santo patrono da Espanha como Santiago, tem em sua honra um grande templo em Compostela. Filho de Zebedeu e Salomé ele pescava para viver com o seu irmão João (o evangelista) na Galiléia. Mateus, Marcos, e Lucas atestam o seu chamamento por Cristo. Cristo deu a Tiago e a João o apelido “Filhos do Trovão” para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo (Lu 9, 54-56) e queriam sofrer com Jesus como testemunhas (Mar 10, 35-41). Tiago estava com Pedro e João quando Jesus ressuscitou a filha de Jairus dos mortos (Mc 5, 37). Estes mesmos três apóstolos estavam também presentes na “Transfiguração” e na “Agonia no Jardim das Oliveiras”. Tiago, o maior, é considerado o protomártir dos apóstolos, morto pelo Rei Herodes Agrippa em Jerusalém (At 12, 2). Ele foi decapitado e seu martírio é o único relatado pelos apóstolos no Novo Testamento. De acordo com a tradição ele pregou na Espanha antes de sua morte e por isso tornou-se o santo, mas venerado dos santos espanhóis. É costume aceito na Espanha que os seus restos mortais foram levados para Compostela durante a Idade Media. Na arte litúrgica ele é mostrado como um velho senhor e às vezes como um peregrino. Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.

São José

Esposo da Virgem Maria e padrasto de Jesus. Ele figura na infância de Jesus conforme a narrativa de Mateus (1-2) e Lucas (1-2) e é descrito com um homem justo. Mateus descreve os pontos de vista de José e Lucas descreve a infância de Jesus com José.

José é descendente da casa real de David. Noivo de Maria ele foi visitado por um anjo que informou a ele que ela estava com um filho e que o filho era do “Sagrado Espírito”. Ele tomou Maria e a levou para Belém e estava presente no nascimento de Jesus. Avisado de novo, por um anjo das intenções do Rei Herodes José levou Maria e Jesus para o Egito. Eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo, apareceu de novo a José, avisando da morte de Herodes. José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando das ovelhas e de Maria quando os reis magos chegaram. Defendeu o bom nome de Maria e Jesus Deus o chamava de pai e queria ser conhecido como filho de José. Ele levou Maria e Jesus para visitar o templo e apresentar Jesus a Deus no templo. E juntamente com Maria ficou preocupado quando Jesus teria se perdido no templo, isto quando Jesus tinha 12 anos. A última menção feita a José nas Sagradas Escrituras é quando procura por Jesus no Templo de Jerusalém. Os estudiosos das escrituras acreditam que ele já era um velho e morreu antes da Paixão de Cristo. Veneração especial a José começou na Igreja moderna, onde escritos apócrifos passaram a relatar a sua história. O escritor Irlandês, do nono século Felire de Oengus comemora José, mas veneração a José só se espalhou no 15° século. Em 1479 ele foi colocado no calendário Romano com sua festa a ser celebrada em 19 de março. São Francisco de Assis e Santa Teresa d’Ávila ajudaram a espalhar a devoção, e em 1870 José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa Pio IX. Em 1889 Papa Leão XIII o elevou a bem próximo da Virgem Maria e o Papa Benedito XV o declarou patrono da justiça social. O Papa Pio XII estabeleceu uma segunda festa para São José, a festa de “São José, o trabalhador” em primeiro de maio. Ele é considerado pelos devotos como padroeiro dos carpinteiros e na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um homem velho com um lírio, e algumas vezes com Jesus ensinando a Ele o ofício de carpinteiro. De acordo com uma antiga lenda, Maria e as outras virgens do Templo receberam ordens para retornar a sua casa e se casarem. Quando a Virgem Maria recusou-se, os anciões oraram por instruções e uma voz no Santuário instruiu a eles a chamarem todos os homens que podiam se casar para a Casa de David e para ele deixarem seus cajados no altar do templo durante a noite. Nada aconteceu. Os anciões então chamaram também os viúvos, entre eles estava José. Quando o cajado de José foi encontrado na manhã seguinte coberto de fores (“as flores no bastão de Jesse”) a ele foi dito para tomar a Virgem Maria como esposa e a guardasse para O Senhor. Muitas vezes o cajado florido é mostrado como um bastão de lírios. Outra versão da vida de São José é relatada nos “Atos de São José” que é tido por muitos como sendo apócrifa, mas estudiosos como Orígenes, Euzébio e São Cipriano fazem referência em suas obras. Nesses “Atos” José teria se casado jovem e só foi prometido a Maria quando já era viúvo. José teria tido, no primeiro casamento, duas filhas e quatro filhos sendo o caçula chamado Tiago, que Jesus considerava como irmão e com ele teria passado sua infância e parte de sua adolescência. E Maria achou o menor Tiago na casa de seu pai e este estava triste pela perda de sua mãe e Maria o consolou e o criou. Assim Maria é às vezes chamada de mãe de Tiago. Com o passar dos anos o velho José tinha uma idade bem avançada, mas nunca deixou de trabalhar, nunca sua vista falhou e nunca ficava sem rumo, tonto, e como um rapaz ele tinha vigor e suas pernas e braços permaneceram fortes e livres de nenhuma dor. Quando se aproximou a sua hora um anjo do Senhor veio até ele e disse a ele que estava para morrer e ele levantou-se e foi para Jerusalém orar no santuário e disse: “O Deus autor da consolação, O Senhor da compaixão, ó Senhor de toda a raça humana, Deus de meu corpo e espírito, com súplica eu Vos reverencio e Ó Senhor e meu Deus, se agora meus dias terminam e eu preciso deixar este mundo, peço a Vós que envie o arcanjo Miguel, o príncipe dos Vosso anjos, e deixe ele ficar comigo e leve minha alma deste aflito corpo sem problemas e sem terror. E José foi enterrado pelos seus amigos e parentes sem o odor dos mortos. Estaria explicado assim a grande polêmica do “irmão” Tiago que Jesus pediu para tomar conta de sua mãe Maria e deu origem a várias discussões sobre a virgindade de Maria. Desse modo os “Acts of Saint Joseph” tem o seu lado positivo e negativo e tem que se ter cuidado para lê-los assim como os “Acts of Saint Paul”. Sua festa é celebrada no dia 19 de Março. Cumpre observar que no passado, no mês de março, as cartas terminavam com SJMJ que significa: Salve Jesus, Maria e José.

237165822_8c35fabeabSagrada Família de Nazaré: José, Jesus e Maria

Foi o Papa Leão XIII quem instituiu essa festa, para, diz ele, ao desregramento dos costumes criado pelo Liberalismo, opor a austeridade do lar nazaretano. De fato, nessa risonha cidadezinha da Galiléia, viviam do trabalho honesto de S. José, o Deus Menino e a mais pura das criaturas saídas das mãos de Deus, Maria Santíssima. Viviam todos de dedicações e renúncias, obedecendo à ordem normal estabelecida por Deus na primeira sociedade oriunda da própria natureza, a Família. Jesus obedecia à Maria e a José, e aquela seguia a orientação deste, o chefe da casa. E nesta ordem, nesta renúncia, neste amor mantinha-se a coesão do lar e a felicidade de todos. Família modelar feita por Deus como protótipo de todos os lares bem formados. Oxalá fossem as intenções do Papa atendidas! Não teríamos progredido no egoísmo liberal até aos seus mais lídimos frutos. Estamos cansados de ouvir dizer que a Família é a célula da sociedade. De onde aprendemos que a defesa da sociedade está na defesa da Família. E ao Estado nada mais interessa do que amparar e fomentar os laços que tornem mais sólidos os vínculos familiares, e impedir ou destruir ou dificultar o mais possível as causas que enfraquecem ou destroem a união dos membros da família. Trata-se de uma auto-defesa, pois a morte da família acarreta a morte do Estado, melhor da sociedade civil que mereça esse nome. Pois que a destruição da família deixa o indivíduo inerme diante do alvedrio tirânico de um Estado absorvente. Segundo a ordem natural das coisas, é a família o alicerce da sociedade maior, a sociedade civil, enquanto ela se distingue especialmente de uma aglomerado de animais, ou seja, enquanto ela é civil, isto é humana. De onde destruída a família, não se mantém mais a sociedade civil. Os laços que unirão os homens num mesmo lugar perderão aquela unção humana própria da nossa espécie. O que quer dizer que todos devemos nos empenhar por defender a família. Infelizmente não é ao que assistimos. Por toda parte fomentam-se os fatores desagregadores da família. Em todo lugar alimenta-se de todos os modos a paixão que exacerba o egoísmo, inimigo de toda dedicação, ou seja da união familiar, feita de renúncias e dedicações. E como se isso não bastasse uma instabilidade econômica que deixa as classes menos favorecidas na incerteza do dia de amanhã. Desde que o momento é denominado pela preocupação econômica, ao menos que se firmem salários e custo de vida, de maneira que, sarado este mal, se possa cuidar dos outros fatores da estabilidade do lar, ou melhor, de expurgar a sociedade dos fatores dissolventes da vida familiar.

Santo Estevão

Em Catalão Esteve, Variante Estefan, Em Inglês: Stephen. Ainda conhecido como São Esteves. São Estevão, protomártir da fé Cristã, e um dos mais reverenciados de todos os mártires. Estefan é um nome obviamente grego e tem sido postulado que ele era um Helenita, significando os judeus que nasceram em uma terra distante de Palestina e que falavam grego como sua língua nativa. Contra esta teoria, temos a tradição que começou no século 5° que São Estevão era um nome equivalente do Aramaico “Kelil”, talvez o nome original de São Estevão, o qual foi escrito na sua tumba encontrada em 415. Que São Estevão teria origem judaica ficou mais patente ainda na lista dos decanos nos “Atos dos Apóstolos” (6, 5) onde lista apenas Nicolau como sendo da Antiópia, o que significaria que os demais diáconos seriam judeus. Virtualmente nada se conhece de sua vida antes de ser convertido. A primeira menção a ele de fato ocorre nos Atos (6, 5) quando ele é escolhido para ser um dos sete diáconos dos Apóstolos e tem a missão de trabalhar com os pobres. São Estevão foca a sua atenção nos convertidos Helenistas e dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres. Seu martírio foi contado nos Atos (6-7) e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sinédrio ele se defendeu com paixão e eloqüência (Atos 7, 2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte de acordo com a Lei Mosaica. Os seus executores colocaram suas mantas sob a guarda de Saul (futuro São Paulo) que estaria “consentindo na sua morte (8-2)”. As últimas palavras de São Estevão foram: “Jesus, meu Senhor receba meu espírito”. Pedindo ainda perdão para seus atacantes, ele foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. A sua tumba foi esquecida até ser descoberta por Lucian e uma igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460). É padroeiro dos pedreiros e dos coletores de moedas (uma espécie de coletor de impostos que colecionava um décimo da produção colhida, que mais tarde passou a se chamar dízimo). Na Europa ele é padroeiro dos cavalos. Era uma prática muito comum entre os fazendeiros da Europa decorar os seus cavalos no dia de São Stefano e levá-los para a igreja para serem bentos pelo pároco local e após faziam uma cavalgada com três voltas em torno da igreja, um costume ainda observado em varias regiões rurais. Mais tarde no mesmo dia toda a família saia em uma cavalgada festiva, em geral numa carruagem, e a festa tinha o nome de “A Cavalgada de São Stefano”. Na Suíça o sagrado diácono foi mudado na figura de um santo nativo local que seria um rapaz cuidador de um estábulo que teria sido morto pelos pagãos em Helsingland. Seu nome “S. Staffan” revela a origem do nome. Lá também tem a “Parada de S. Staffan”. Em algumas cidades da Suécia no dia 26 de dezembro, os devotos saem as ruas a cantar hinos e cânticos em honra do “santo dos cavalos”. Noutras localidades da Europa rural, no dia São Stefano, o sal é levado para ser bento pelo padre local e é dado aos cavalos como sendo um sal milagroso e capaz de prevenir varias doenças dos cavalos. É padroeiro dos fabricantes de caixão, diáconos, cavalos, pedreiros e da Diocese de Owensboro Kentucky, USA e invocado contra dores de cabeça. Na arte litúrgica da igreja ele é representado com um diácono carregando pedras e com a palma do martírio. Sua festa é celebrada no dia 26 de dezembro.

Santa Águeda

Santa Ágata foi uma das mais veneradas virgens do início da Igreja. Ela foi martirizada e executada nas perseguições conduzidas pelo Imperador Trajanus Decius numa série de campanhas anti cristãs que o mesmo conduziu de 250 a 253. Ágata está na lista da Martirologia Hieronyminiana e na Martirologia Cartaginense do sexto século. Está também indicado o local do seu martírio na Catania, Sicília. O Papa Damascus escreveu um hino em sua honra e incluiu um poema para ela, escrito por uma outra pessoa, em seu livro de devoções. Segundo os atos de seu martírio, ela era filha de uma proeminente e nobre família siciliana e era muito bonita. Um senador romano de nome Quintianus nomeado prefeito da região, pediu Agata em casamento. Quando ela recusou e ele descobriu que ela era cristã, ele retaliou, colocando-a em um bordel onde ela milagrosamente escapou incólume. Quando isto não funcionou, Quintianus acusou-a de pertencer a seitas fora da lei e ela foi condenada e esticada na roda, acoitada, marcada com ferros em brasa e finalmente seus seios foram cortados. Nenhum remédio ou ataduras foram permitidas que se colocassem nas suas feridas e ela foi jogada num calabouço escuro e sem comida. Conta a tradição que ela teve uma visão de São Pedro acompanhado de um jovem carregando uma tocha. O jovem aplicou óleos medicinais em seus ferimentos, ficando curada. Quatro dias mais tarde, furioso pela cura milagrosa de Santa Ágata, Quintianus mandou que a rolassem nua, sobre uma cama de carvão em brasa misturado com pedaços de vasos. Ágata orava com grande paixão e fervor a Deus dizendo: “Meu Senhor e Jesus Cristo, Vós sois meu coração e a minha mente. Leve-me e faça-me seu”. Santa Ágata acreditava que a morte seria um feliz final para as suas torturas. Os carrascos tinham o cuidado para não deixá-la morrer e carregaram o seu corpo alquebrado de volta a cela, enquanto ela orava pela liberdade. Naquele exato momento um terremoto sacudiu a prisão e ela então veio a falecer. No seu funeral, inexplicavelmente apareceu um jovem com uma tocha para honrá-la. Pouco tempo depois, Quintianus foi jogado no rio pelo seu cavalo e afogou-se. No primeiro aniversário da morte de Ágata o vulcão do Monte Edna iniciou uma erupção. Os devotos de Santa Ágata tomaram o seu véu e colocando-o na ponta de uma lança subiram a montanha e o fluxo de lava milagrosamente parou. Santa Ágata também curou a mãe de Santa Luzia em uma visão. Ela é a padroeira da Catania e é invocada contra terremotos e erupções. Uma santa que resiste a tais torturas é muito reverenciada e o local de sua tumba é um local sagrado para os cristãos. São Gregório, o Magno tomou a igreja dos Góticos em Roma, e a consagrou a Santa. A Igreja de Santa Ágata está lá até hoje, para lembrarmos dela. Mais tarde pinturas de Santa Ágata carregando seus seios cortados em um prato, foram confundidos com pães e isto levou a prática dos pães de Santa Ágata, que são distribuídos no dia da santa para uma grande variedade de doenças e infortúnios. Sua intercessão como padroeira de Malta é creditada, como tendo preservado a ilha dos Turcos em 1551. A sua tumba está na Catania, Sicília e o seu véu está num santuário na Catedral de Florença. Varias igrejas são dedicadas a ela. Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada como uma mártir com uma palma e os dois seios em um prato ou às vezes como os seios em duas pinças ou coroada com palmas. Ela é mostrada no mosaico de Santo Apolinário Nuevo em Ravenna, Itália e em outro mosaico, mostrando seu martírio por Sebastião del Piombo, no Palácio del Pitti em Florença, Itália. Sua festa é celebrada no dia 5 de fevereiro.

Santo Anjo da Guarda

Também conhecido como Anjo Custódio ou São Custódio, que tem a custódia de nossa alma. O termo anjos da guarda se refere a crença que cada alma tem um anjo disponível para guiar a alma através da vida e ajuda a encontrar Deus. A crença na realidade dos anjos, mensageiros de Deus e a interação com eles remonta as mais remotas eras. Querubins protegiam Adão e Eva no Eden. Anjos salvaram Lot e ajudaram a destruir a cidades das planícies. Em Exodus Moisés segue um anjo e em certo ponto da jornada um anjo é apontado “leader” de Israel. O arcanjo Miguel está em vários pontos, Rafael aparece sempre na vida de Tobias e Gabriel entrega a Maria a anunciação da vinda de Cristo. O conceito de uma alma tendo seu anjo da guarda também é bem antigo e há muito aceito pela Igreja. Em Mateus 18, 10, Jesus diz: Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai, que está nos céus. Várias passagens do Novo Testamento sugerem a existência dos anjos da guarda. Um anjo consolou Jesus no jardim das oliveiras, outro ajudou Pedro a sair da prisão. A festa do anjo da guarda é celebrada no dia 2 de outubro e na Alemanha no primeiro domingo de setembro.

São Miguel Arcanjo

O arcanjo Miguel é um dos três anjos venerados por nomes pela Igreja (com Gabriel e Rafael). Miguel significa “aquele que se parece com Deus”. Na tradição da igreja ele é o chefe dos anjos no céu. A Igreja honra Miguel com quatro títulos: Primeiro, ele é o anjo da morte. Assim assiste cada alma na sua jornada final após a morte, até o céu para julgamento A tradição diz que Miguel dá uma última chance para todas as pessoas, a se redimirem antes da morte e assim provoca consternação ao demônio e seus seguidores. Segundo, ele é um padroeiro especial, e protetor do povo escolhido no Velho Testamento. Terceiro, ele é o supremo inimigo de Satã e segundo o Livro das Revelações ele lutará contra Satã e virá, no final dos tempos, comandando tropas de anjos do Senhor para a luta final. Quarto, ele é o guardião da Igreja. Miguel aparece duas vezes no Velho Testamento. Em Daniel (10, 13) que diz “Miguel, um dos grandes príncipes” e logo depois como “um grande príncipe”. Sua proeminência nas lendas e tradições judias fazem dele um poderoso líder angélico, o príncipe dos arcanjos e tem como certa o seu significado na tradição cristã dos anjos. A veneração a Miguel data dos tempos mais antigos da história cristã acompanhado de uma extensa tradição e lendas. Ele supostamente teria visitado o Imperador Constantino da Grécia (em 337), fez uma dramática aparição no Mausoléu de Hadrian, em Roma em resposta a um apelo para acabar com a praga da peste (a praga acabou e o mausoléu passou a ser chamado de Castelo de Sant’Ângelo em sua honra) e ele interveio em uma série de batalhas e guerras. Santa Joana d‘Arc (1431) credita a Miguel como sendo um dos espíritos santos que a ajudaram e deram a ela a coragem de salvar a França durante a guerra dos 100 anos (1337-1455). Numerosos teólogos examinaram Miguel, incluindo os “Patriarcas Gregos”, e outros grandes nomes da igreja como São Basil e São Tomas de Aquino. Este último, dedicou uma capítulo inteiro da “Summa Theologiae”, aos anjos e arcanjos. O papel de Miguel como o anjo que cura é celebrado pelas igrejas na Ásia Menor e varias igrejas tem o seu nome e são visitadas com freqüência pelos pobres e doentes. Marinheiros da Normandia o invocam, com seu padroeiro. E em 1950, Papa Pio XII o nomeou padroeiro dos policiais. O famoso Monastério do Monte São Miguel obviamente tem este nome, em sua honra. São Miguel é mostrado na arte litúrgica da Igreja como um anjo segurando uma espada ou lança, um escudo e uma balança. Ele é também padroeiro dos pára-quedistas, dos motoristas de ambulância, paramédicos, fuzileiros navais, radiologistas e marinheiros. Sua festa é celebrada no dia 29 de setembro, junto com Gabriel e Rafael.

Santo Expedito

Alguns acham que Santo Expedito não existiu. Na verdade existiu, mas teria outro nome. Um santo foi martirizado e morto em Roma, e após seus seguidores colocá-lo em um caixão resolveram despachá-lo para um Mosteiro na Espanha onde teria um enterro mais condizente e seguro, e assim um caixão contendo o corpo do santo foi despachado com urgência e com o nome “spedito” escrito, do lado de fora, significando “urgência” no despacho. Mas aqueles que receberam o caixão, confundiram o nome como sendo o nome do mártir (Expedito é um nome muito comum na Espanha) e com grande vigor e energia propagaram o seu culto como sendo o santo das causas expeditas, ou seja, das causas urgentes. Já havia na antiga Alemanha, por volta do século 18, a existência de uma devoção ao Santo Expedito como sendo o santo das causas urgentes é tão antiga quanto em 1781 onde já era invocado como padroeiro da cidade de Acireale na Sicília. Na Espanha ele tem muitos devotos e varias capelas dedicadas a ele em especial principalmente na Catalunha. Sua festa é celebrada no dia 19 de abril.

Cumpre observar que existe outra versão também aceita por muitos que diz que Santo Expedito teria sido soldado junto com Hermógenes e Caio, possivelmente no princípio do século IV e que foi martirizado como nos indica a palma – a palma do laurel do martírio-que segura na mão esquerda, e teria sofrido o martírio na cidade de Metilene, situada na republica Armênia região conhecida com Capadócia. Segundo esta versão a origem do nome é porque os soldados romanos de ataque rápido-tipo os comandos de hoje- tinham armas leves e pouca armadura-e eram chamados “expeditus”. O motivo do seu martírio foi porque ele não quis render culto aos deuses pagãos e o próprio imperador Diocleciano foi quem ordenou o seu martírio para que cedesse. Em alguns livros de santos se narra o martírio que sofreu junto com outros soldados para renunciar a sua fé cristã. Os atos dos martírios na época narram o martírio com grandes prensas de madeira que esmagavam os ossos dos joelhos e pés, a roda que esticava o corpo até arrancar os braços e finalmente queimaduras com óleos e brasas, até a morte. Assim só não cedia quem tivesse a fé de um santo, o que foi o caso de Santo Expedito.

Santos Mártires Riograndenses (Santo Afonso Rodrigues, São Roque Gonzales e São João de Castilho)

Santo Alphonsus nasceu em 1598 em Segóvia, Espanha. Jesuíta ordenado em 1624. Missionário no Paraguai e Brasil. Com São Roque Gonzales e São João de Castilho ele foi o co fundador da “Redução de Santo Inacio” no Rio Ijuhi. Em 1628 eles estabeleceram uma missão de Todos os Santos na cidade de Caaró, Brasil. Mortos 15 dias depois de seu trabalho missionário. Ele é um dos mártires jesuítas do Paraguai e um dos primeiro mártires das Américas a ser beatificado.

São Roque nasceu em 1576 no Paraguai. Nobre paraguaio, padre jesuíta e um dos arquitetos da Redução dos Jesuítas no Paraguai (uma espécie e de aldeia onde ficavam os nativos). Realizando o mal que o mercado de escravo trazia os jesuítas reuniram os índios e foram para o interior. No Paraguai no inicio de 1609 eles construíram aldeias, ensinaram agricultura, arquitetura, metalurgia, construção, pecuária, e escrita. Quando os jesuítas foram expulsos do Paraguai em 1767 eles tinham 57 vilas com 100.000 nativos residentes. Roque serviu com médico, engenheiro, arquiteto, fazendeiro e pastor supervisionando a construção de igrejas, escolas, casas e ensinando aos nativos como cuidar do gado e das ovelhas, bem como fornecendo os primeiros animais. Ela adaptou sua tática ao ornamento local bem como as danças e musicas indígena. Um dos grandes feitos de Roque é que ele celebrava solenes Missas em pequenas capelas e a aldeia vestia suas mais lindas roupas e celebravam o dia com festas, jogos, fogueiras, músicas de flautas e fogos de artifício. Guerreiros violentos eram amenizados pela bondade de Roque e pela sua notável capacidade de ensinar os evangelhos. Este progresso recebeu um severo golpe com a chegada do comercio de escravos e os comerciantes de escravos conseguiram da Corte Espanhola licença para sua atividade. Eles tiravam os nativos da Redução Jesuíta com falsas promessas e os vendiam como escravos. São Roque tornou-se um protetor e lutador pela sua liberdade e finalmente conseguiu que a “Redução de Santo Inácio” fosse deixada em Paz. Por causa do seu sucesso em evangelizar os nativos, um pajé local, que perdia seus poderes, conseguiu martirizar São Roque, São João de Castilho e Santo Alphonso Rodriguez. Ele é um dos mártires do Paraguai. Morreu a machadadas em 1628 em Caaró, Brasil quando terminava de rezar a Missa. Foi beatificado em 1934 e canonizado pelo Papa João Paulo II em 1988. Foi indicado padroeiro das tradições nativas. Sua festa é celebrada no dia 17 de novembro na Espanha, Estados Unidos, França e Portugal. Em alguns locais do Paraguai, no dia 16. No Brasil é celebrada no dia 19 de novembro

São João, missionário jesuíta no Paraguai e Brasil. Trabalhou e foi martirizado com São Roque Gonzales e Santo Alfonso Rogriguez. Um dos jesuítas mártires do Paraguai. Foi morto em 1628 em Caaró, Brasil quando terminava de celebrar a Missa. Beatificado em 1934 e canonizado em 1988 pelo Papa João Paulo II.

5d8189302733883154f65b4e79c7e63eSão Marcelino Champagnat

São Marcelino nasceu em 20 de maio de 1789 no povoado francês de Marlhes, uma localidade onde predominava o analfabetismo. Sua mãe e sua tia serviram de modelos e guias para a afirmação de seus primeiros passos como cristão, e uma criação com fé e oração. Logo passou a desertar em Marcelino a vocação mariana. A formação intelectual do jovem Marcelino foi bastante trabalhosa por falta de professores competentes. Ele negou a voltar a escola depois de ver como os professores maltratavam a um aluno e se dedicou a trabalhar na granja dos pais. Em 1805 quase analfabeto, respondeu generosamente ao chamado de Jesus foi ser sacerdote. Transcorridos alguns anos no seminário menor de Verrieres (1805-1813) ingressou no seminário maior de Lyon onde recebeu a formação ideológica e espiritual. Um grupo de doze seminaristas entre os quais o próprio Marcelino promoveram a criação da Sociedade de Maria formada por sacerdotes, irmãos e irmãs religiosas e leigos. Ordenado sacerdote em 22 de julho de 1816 ele foi indicado coadjutor da Vila de La Valla. Logo ficou impressionado com a pobreza cultural desta zona montanhosa e ainda observou que a escola atraia tão poucos que apenas alguns despreparados desejavam aprender.

Fundação dos Irmãos Maristas: Ao final de 1816 foi chamada a casa de um jovem de 16 anos chamado João Batista Montagne, que estava a morrer sem nunca ter ouvido ouvir falar de Deus. Nos olhos daquele jovem ele percebeu o clamor de milhares de jovens que como ele, eram vítimas de uma trágica pobreza humana e espiritual. Este fato fez com ele que entrasse em ação e em 2 de janeiro de 1817 reuniu seu primeiros discípulos dedicados a formar a Ordem dos Irmãos de Maristas. Ordem dedicada a ensinar aos meninos pobres o cristianismo. Os primeiros eram jovens do campo na maioria entre 15 e 18 anos mas habituados a duras tarefas do campo, a meditação e reflexão intelectual e ao trabalho. Marcelino transmitiu a esses jovens seu entusiasmo apostólico e educativo. Viveu entre ele como um deles. Ensinou-os a ler, somar, subtrair, a rezar e viver o evangelho a cada dia para chegar a uma comunidade de mestres e de educadores religiosos. Logo os enviou a casa dos mais pobres da comunidade para ensinar os meninos e, às vezes aos adultos, a religião e os primeiros princípios de leitura e escrita. Entre 1817 e 1824 fundou uma escola primaria no povoado de La Valla e a utilizou para ensinar também a religião. Durante os seus 51 anos de vida, Marcelino trabalhou consumindo forças para criar a sua família de educadores. Quando veio a falecer em 6 de junho de l840 a Ordem contava com 290 irmãos distribuídos em 48 escolas primarias. Foi declarado beato em 19 de maio de 1955 pelo Papa Pio XII pelos seus dois milagres plenamente comprovados e pelo terceiro foi canonizado pelo Papa João Paulo II, em 18 de abril de 1999. Sua festa é celebrada no dia 6 de junho.

Nossa Senhora do Rosário

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio à recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate. A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus. A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante. Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”. Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas – por isso Rosário – é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

São Domingos

Domingos Gusmão ou São Dominic. Fundador da Ordem dos Dominicanos. Filho de Felix de Guzman, ele nasceu em Calaruega, Espanha em 1170. Começou a estudar na Universidade de Palencia e se tornou um franciscano e decano da Catedral de Osma em 1199. Em 1203 Domingos acompanhado do Beato Diego de Azevedo foi para o sul da França para pregar contra os hereges Albifensianos e reformar o monastério local. Domingos abriu um convento em Prouille para mulheres convertidas. Os padres encarregados do convento formaram o núcleo da nova ordem. Em 1208 Peter de Castelnau, o núncio papal foi morto pelos Albigencianos. O Papa Inocencio III em imediatamente iniciou uma cruzada para terminar com a heresia Simão IV de Monfort e comandou uma campanha de sete anos sem sucesso. Domingos e 6 outros companheiros fundaram a nova Ordem. No quarto Consilho Geral de Lateran em Roma, em 1215, a Ordem não conseguiu a aprovação papal, mas no ano seguinte, o Papa Honorius III deu finalmente a aprovação e sua bênção à nova Ordem. Domingos passou os últimos anos de sua vida organizando a Ordem Ele viajou através da Itália, França e Espanha Os dominicanos tinham os costumes e tradições das demais ordens, mas davam especial interesse aos estudos e pesquisas intelectuais e assim atraiam para a ordem os grandes eruditos. Os dominicanos observavam o ceticismo da época e tinham um grande zelo ao pregar para o homem comum. Ele fundou, com São Francisco de Assis, os “Mendicantes” uma nova aventura para expandir o apelo da Igreja. Diz a tradição que a Virgem Maria para ele apareceu e o ensinou a orar o Rosário. Assim ele é considerado por muitos como o criador desta linda oração. Os dominicanos são os guardiões do Rosário e as mudanças, raríssimas, devem ter a sua aprovação e naturalmente a devida Bula Papal. Em outubro de 2002 ao Rosário está sendo acrescentados 5 novos mistérios (os luminosos) a serem orados no “terço” das quintas feiras. São Domingos fez o seu primeiro Concílio da “Ordem dos Pregadores” em Bolonha, Itália em 1220. Ele morreu logo depois em 8 de agosto do ano seguinte. É considerado um dos grandes incentivadores do Rosário. Foi canonizado em 1234. Ele é mostrado na liturgia católica segurando um lírio e é acompanhado de um cão ou um globo em fogo. O seu halo tem uma estrela para distingui-lo dos demais. A sua festa é celebrada no dia 8 de agosto.

ALTARES (imagens)

ALTAR MOR (PRINCIPAL):

altaSão Judas Tadeu

São Judas, filho de Cleophas que morreu martirizado (Cleophas era irmão de São José) e de Maria Cleophas (irmã de Nossa Senhora) assim era primo irmão de Jesus e diziam que se parecia muito com Ele. Era irmão de São Tiago, o menor e de São Simão, o apóstolo. Alguns especialistas acham que São Simão, o apóstolo, era o noivo do casamento no qual Jesus transformou a água em vinho (Bodas de Caná). São Judas assistiu de perto o milagre e estudiosos dizem que isto foi a causa de Judas Thadeu se tornar um seguidor quase fanático de Jesus. Lucas também chama Judas o “Zealote” (o fanático) (Lc 6, 15). Outros escolares acham que o “zealote” seria zeloso e não fanático devido ao fervor com que São Judas Thadeu seguia a lei judaica e mais tarde os ensinamentos de Jesus. Ele é o autor do menor dos livros do Novo Testamento: “A carta de Judas”; embora no versículo 17 desta carta, deixa uma dúvida de que talvez os apóstolos de Jesus já haviam morrido. A carta de Judas foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé cristã e a boa reputação do povo cristão. O escritor diz que ele planejava escrever uma carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã ele urgentemente escreveu esta carta para alertar a Igreja para acautelar-se contra eles. A tradição ocidental baseada nos contos apócrifos da “Paixão de Simão e Judas” diz que após pregarem no Egito, Simão juntou-se a Judas e foram em missões para a Pérsia. Lendas do século sexto descrevem o martírio de ambos Simão e Judas na Pérsia, na cidade de Sufian (Siani); embora a tradição oriental diz que Simão morreu pacificamente em Edessa. Como São Thadeu, Judas tem sido confundido também com Santo Addai na Mesopotania. Vários estudiosos das escrituras acreditam que Judas foi morto com uma serra ou um facão. Na arte litúrgica da Igreja São Judas Thadeu é mostrado como um homem de meia idade com uma serra ou um livro ou um barco. Algumas vezes ele é mostrado segurando um remo e algumas vezes um peixe. Suas relíquias estariam em Rheims e Touluse, França. Ele é venerado como um dos mais populares santos da Igreja e é considerado o patrono das causas perdidas. No Brasil, só perde em popularidade para São Jorge, mas alguns observadores ponderam que São Jorge é o mais popular, devido a invocações em práticas nada cristãs. Sua festa é celebrada no dia 28 de outubro.

Nossa Senhora da Piedade

Jesus é depositado nos braços de sua Mãe. A Redenção se consumou. Vosso sacrifício, Senhor Jesus, se fez inteiro. A Cabeça da Igreja, que sois Vós, sofreu quanto tinha de sofrer. Restava aos membros do corpo padecer também. Junto à Cruz estava Maria Santíssima. Para que dizer uma palavra que seja, sobre o que Ela sofreu? Parece que o próprio Espírito Santo evitou descrever a pungência da dor que inundava a Mãe como reflexo da dor que superabundou no Filho. O Profeta Jeremias, num tópico de suas Lamentações, colocou na boca do Redentor o seguinte brado de aflição, que este proferiria em Sua Paixão: ‘Ó vós todos, que passais pelo caminho, atentai e vede se há dor semelhante à minha dor’ (Jer 1, 12). Isto pode aplicar-se também à dor de Nossa Senhora. Só uma palavra a pode descrever: não teve igual em todas as puras criaturas de Deus. Nossa Senhora da Piedade! É assim que o povo fiel invoca Nossa Senhora quando A contempla, sentada, com o cadáver do Filho divino ao colo. Piedade, porque toda Ela não é senão compaixão. Compaixão do Filho. Compaixão dos filhos, porque Ela não tem só um filho. Mãe Dele, tornou-se igualmente Mãe de todos os homens. E Ela não tem apenas compaixão do Filho, mas também dos filhos. Ela olha para nossas dores, nossos sofrimentos, nossas lutas. E sorri para nós no perigo, chora conosco na dor, alivia nossas tristezas e santifica nossas alegrias. O próprio do coração de Mãe é uma íntima participação em tudo que faz vibrar o coração dos filhos. Nossa Senhora é nossa Mãe. Ela ama muito mais cada um de nós individualmente, ainda que seja o mais miserável e pecador, do que poderia fazê-lo o amor somado de todas as mães do mundo por um filho único. Persuadamo-nos bem disto. É a cada um de nós. É a mim. Sim, é a mim, com todas as minhas misérias, minhas infidelidades tão asperamente censuráveis, meus indesculpáveis defeitos. É a mim que Ela ama assim. E ama com intimidade. Não como uma Rainha que, não tendo tempo para tomar conhecimento da vida de cada um dos súditos, acompanha apenas em linhas gerais o que eles fazem. Ela me acompanha em todos os pormenores de minha vida. Ela conhece minhas pequenas dores, pequenas alegrias, meus pequenos desejos. Ela não é indiferente a nada. Se soubéssemos pedir, se compreendêssemos a importunidade evangélica como uma virtude admirável, saberíamos ser minuciosamente importunos com Nossa Senhora! E Ela nos daria na ordem da natureza, e principalmente na ordem da graça, muitíssimo mais do que jamais ousaríamos supor. Nossa Senhora da Piedade! Tanto valeria, ou quase, dizer Nossa Senhora da Santa Ousadia. Porque o que mais pode estimular a santa ousadia – ousadia humilde, submissa e conformada de um miserável – que a piedade maternal inimaginável de quem tudo possui?”

São José

Santa Maria Goretti

Santa Maria Goretti foi uma virgem, mártir, com muitos milagres após a morte. Ela nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, Itália, filha de um fazendeiro, Luiggi Goretti que se mudou com a família para Ferriere di Conca, perto de Anzio. No dia 16 de julho de 1902 Maria estava sentada no degrau de sua casa remendando uma camisa, quando Alexandre Serenelli, filho do sócio de seu pai arrastou Maria para dentro e enquanto ele gritava e se debatia, ele rasgava as suas roupas tentava asfixiá-la, apertando o seu pescoço. Ela debateu-se e ele a ameaçou com uma faca, e ela continuou a gritar que preferia morrer a perder sua virgindade, então ele a esfaqueou repetidamente nas costas e depois correu. Ela foi levada para o hospital, mas estava claro que ela não iria sobreviver. Nas suas últimas horas de vida ela perdoou o seu assassino. Ela morreu no mesmo dia do ataque. Alexandre foi sentenciado a 38 anos de cadeia. Uma noite ele experimentou uma visão de Maria Goretti apanhando flores e oferecendo-as a ele, e daí em diante ele experimentou uma mudança de personalidade e do modo de ver a vida e pediu repetidamente o perdão a mãe de Goretti. No natal de 1937, Alexandre e a mãe de Maria Goretti, receberam a comunhão um ao lado do outro, atendendo, segundo a tradição, a visões que ambos tiveram, de que Santa Maria Goretti havia feito um pedido a eles em aparições separadas. Ele tem sido citado como um exemplo pelos advogados da abolição da pena de morte. Em 1947, Santa Maria Goretti foi beatificada pelo Papa Pio XII, que apareceu no “Balcão de São Pedro” com a mãe de Maria, três das suas irmãs e irmãos. Em 1950 ela foi canonizada pela sua pureza e uma grande multidão compareceu a cerimônia. Alexandre estava ainda vivo e compareceu a cerimônia. Na época de sua canonização já haviam sido verificados e certificados cerca de 40 milagres resultados de sua intercessão. Ela é padroeira das adolescentes, da castidade e das “Filhas de Maria”. Sua festa é celebrada no dia 6 de julho.

São Luiz Gonzaga

ALTAR LATERAL ESQUERDO: REVELAÇÃO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS A SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE (RELIGIOSA VISITANDINA)

São João Maria Vianney

João Maria Batista Vianney (1786-1859) nasceu em Dardilly, França no dia 8 de maio de 1786 filho de um criador de ovelhas. Na idade de 20 anos começou a estudas para ser padre, mas foi recrutado e teve que entrar no exército. Desertando ele voltou para casa em 1810 e foi para o seminário de Lyons em 1813. João foi ordenado por causa de sua bondade, porque normalmente não poderia ordenado devido as suas dificuldades nos estudos especialmente no Latim, língua exigida para rezar a missa na época. O Abade Balley de Ecully pessoalmente interveio para que João fosse designado para Ecully. Em 1813 ele tornou-se Cura como Pastor de Ars, o Cura d’Ars. Sua missão era conduzir o confessionário, e até o final de sua vida ele ficou 17 a 18 horas por dia administrando o sacramento da Confissão, Penitência ou Reconciliação para milhares que viam a Ars. Ele ajudou a fundar “La Providence”, uma casa para crianças órfãs e abandonadas. João era dotado de um espírito de discernimento e lia almas conseguindo que católicos relapsos voltassem a ser bons e devotados cristãos. Ele também construiu um santuário a Santa Filomena, um local que logo se tornou um santuário muito popular e com grande peregrinação e devotos. Por 30 anos ele sofreu vários ataques alguns de seus colegas padres que o acusaram que ele era muito ignorante para ser o Cura d’Ars. Mas mais tarde, reconhecido como o melhor “Cura D’Ars”, ele recusou todas as honras e promoções que lhe foram oferecidas e morreu em Ars em 1859. Foi canonizado em 1925 e foi indicado pelo Papa o padroeiro dos padres paroquiais. Sua festa é celebrada no dia 4 de agosto.

_0SC7369_0ALTAR LATERAL DIREITO: SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ – JESUS MENINO, MARIA E JOSÉ

Menino Jesus na cruz

Sejamos reconhecidos, gratos e generosos para com o Menino Jesus! O Natal marca o nascimento do Menino Jesus, de Maria Virgem! Ele veio ao mundo para nos remir e tornar possível nossa salvação eterna. Quem faria isso por nós? Se estamos vivos, devemos a Ele. Se temos bens, devemos a Ele. Se temos saúde, devemos a Ele. Se estamos sofrendo, é para angariarmos tesouros no Céu, junto a Ele. Se temos a oportunidade de nos salvar eternamente, é pelos méritos Dele. Não nos esqueçamos que o Natal é a festa Dele. Que o Natal é para nos unirmos em espírito a Ele. Para agradecermos a Ele. Para renovar o oferecimento de nós mesmos a Ele. Sejamos gratos, reconhecidos e generosos para com Ele. Não tenhamos para com Ele um coração de pedra, por isso, não enxotemos a Ele… como, ó ingratidão suprema, faz a imensa massa dos homens.

Santa Teresinha do Menino Jesus

RELÍQUIAS (santos na pedra ara)

São Casto Di Larino (290-304), primeiro bispo e fundador da Diocese de Trivento, Itália – festa no dia 22 maio.

Lembrando os Bispos de Trivento, em primeiro lugar deve-se citar São Casto, que desde ininterrupta tradição oral, e tudo isso encontra confirmação na antiqüíssima Cripta a ele dedicada, sempre foi reconhecido unanimemente como nosso primeiro Bispo. Convém recordar que este nosso São Casto não deve ser confundido com os outros mencionados no martirológio romano e venerados em Sessa, Capua e Gaeta. São Casto está bem identificado no Código Cassanatense do século XV, embora sua colocação histórica deva ser adiantada em dois séculos e, no texto, seus perseguidores sejam erroneamente citados como Sarracenos (islâmicos, inexistentes nos primeiros séculos da era cristã), quando deveriam ser Caracenos (Pentros). São Casto aparece em um antigo quadro do século XI, conservado palácio episcopal. No vilarejo há também uma localidade chamada São Castro, próxima de Verzaro e de Morro [Colle] Flório, onde provavelmente havia uma igreja dedicada ao Santo Bispo e que, antes da edificação da cripta – sobre as ruínas do templo de Diana que ali havia – teria podido conservar os seus despojos sagrados.

O Código Cassanatense narra a vida, a missão e a morte de São Casto em nove pequenos capítulos, como nas melhores hagiografias lendárias dos primeiros mártires cristãos. Resumidamente: o texto descreve São Casto como um jovem exemplar pela candura na virtude e na honestidade, instruído na doutrina evangélica a tal ponto que o Papa Clemente, terceiro sucessor de Pedro, enviou-o a Sannio pentro; neste lugar foi acolhido por um pequeno grupo em festa que tinha ido ao seu encontro e que, à medida que se aproximava da cidade de Trivento, tronava-se sempre maior e mais numeroso. Um dia, perto da “Ponte sobre o Rio”, foi atacado por um bando de Sarracenos, dos quais o chefe, durante uma luta violenta, arrancou-lhe o braço, deixando-o por terra todo ensangüentado. Os seus concidadãos se deram consta do acontecido e o levaram à capelinha do seu palácio episcopal, onde pouco depois espirava dirigindo palavras ardentes de fé e de conforto aos que estavam ao redor.

Ao considerar a figura de São Casto, não se pode desconhecer a longa controvérsia sobre a data exata do início da existência da Diocese de Trivento. Brevemente gostaria de recordar que os mais pessimistas situam-no no início do nono século, a partir de quando temos a primeira referencia escrita (Dominicus Trive ou Trivensis, mandado pelo Papa Nicolau I a Constantinopla, na época do cisma de Fozio, nos anos 868-870 d. C., cfr. Anais Eclesiásticos do cardeal Cesar Baronio, tomo IV, pag. 68). Os mais otimistas, ao contrário, estendem tanto, até demais, e, como se refere o citado Código Cassanatense, para a era pós apostólica. Como sempre, ao meu modesto parecer, a verdade poderia estar no meio, e as datas da seguinte forma: 294, vinda de São Casto a Trivento; e 304, martírio do primeiro Bispo, aproximando-se com maior probabilidade da verdade histórica.

São Generoso Di Tivoli, Mártir – festa no dia 17 julho.

O Cardeal Cesar Baronio o inscreveu no Martirológio Romano, no dia 17 de julho, mas a partir das memórias tiburtinas se percebe unicamente que as relíquias do mártir jaziam sob o altar Maior da igreja de São Lourenço, catedral de Tivoli. Não conhecendo nada a respeito desse santo, surgiram algumas hipóteses para identificá-lo. Para alguns, Generoso é o “generoso” bispo de Tivoli, lembrado por Procópio sem referência ao nome, o qual foi morto pelos Godos, junto com o seu povo, no governo de Totila. Muito perspicaz e muito próximo da verdade está Delehaye, quando escreve no Comentário ao Martirológio Romano: “Certum vero Generosam martirem ad diem 17 iulii fastis Latinorum inscriptam fuisse cum reliquis martyribus Scillitanis. Haec fortasse seorsim a sociis Tibure colebatur sub nomine Generosi”. Tal juízo já era intuído por Lanoni. Em um afresco que se encontra acima do trono episcopal da catedral, Generoso é apresentado como militar, enquanto confessa a fé diante do juiz: remonta ao tempo de Pio VII, então bispo de Tivoli.

Santa Generosa, Mártir (180) – festa no dia 17 julho.

No ano 200 da era cristã, o procônsul, Vigélio Saturnino, em nome de Cômodo, imperador de Roma, determinou que se voltasse à matança dos cristãos. Nessa ocasião, 12 confessores da povoação de Scili foram levados aos cárceres de Cartago na África do Norte – atual Tunísia. Interrogados os seis primeiros, entre os quais GENEROSA, confessaram-se cristãos, respondendo que gênero algum de morte poderia fazer com que desistissem de continuar em sua crença. A 17 de julho do ano 180, foram apresentados diante do tribunal os outros seis. O procônsul tentou convencê-los de adorar os falsos deuses, mas Esperato, em nome de seus companheiros, respondeu que não reconhecia a divindade do imperador e que servia unicamente a Deus, que era o Rei dos reis e o Senhor de todos os povos. Vendo seus esforços baldados, Saturnino manda castigar a todos, exortando-os em seguida a abandonar a fé cristã. – “Não tememos a ninguém – responderam eles, a não ser o Senhor, nosso Deus que está nos Céus! Cremos em Deus e desejamos continuar fiéis a Ele. Confiamos ter a perseverança cristã, não por nossas forças, mas por graça divina. Que todos escutem: somos cristãos”. Em vista disso, o procônsul leu a sentença condenatória: “Os acusados confessaram que vivem segundo as práticas cristãs. Foi-lhes dada a oportunidade para regressarem à religião romana e recusaram com obstinação. Por isso condenamos a perecer pela espada: Esperato, Natzalo, Citino, Vetúrio, Félix, Aquilino, Lactâncio, Januária, GENEROSA, Véstia, Donata e Secunda. Que o arauto anuncie publicamente a sentença e os leve ao suplício”. E todos os mártires responderam: – “Graças a Deus”. Os confessores, obtido o que tanto desejavam, agradeceram a Deus, graças ao qual se encaminhavam, cobertos de louros, para a Pátria celeste.

 

 

 

 

 

 

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