Relíquias dos Reis Magos farão 855 anos na Alemanha

ROMA, 30 Jul. 14 (ACI/Europa Press) .- O Papa Francisco nomeou o Arcebispo de Milão (Itália), Cardeal Angelo Scola, como seu enviado especial na comemoração do 855º aniversário do traslado das relíquias dos Reis Magos de Milão (Itália) a Colônia (Alemanha). Esta comemoração acontecerá em 28 de setembro de 2019.

Segundo a história divulgada pelo site da Catedral de Colônia, a mãe do imperador Constantino, Santa Elena, encontrou as relíquias dos Reis do Oriente na cidade de Sabá e as transladou até a capital do Império Romano, Constantinopla, hoje Istambul.

Três séculos depois, o então Bispo de Milão, São Eustorgio, viajou a Constantinopla para que o imperador aceitasse a sua nomeação episcopal e este lhe deu de presente as relíquias dos três Reis que retornaram com ele à cidade italiana.

Entretanto, quando o imperador Barbarossa sitiou Milão, o Arcebispo de Colônia, Rainald von Dassel, descobriu que uma igreja milanesa custodiava as relíquias. A abadessa deste convento era irmã do prefeito da cidade e prometeu dar as relíquias a Von Dassel em troca de proteger a vida de seu irmão da fúria do imperador.

Por isso, depois do ataque à cidade, o Arcebispo de Colônia só pediu uma recompensa ao imperador: que permitisse que a abadessa abandonasse a cidade de Milão com tudo aquilo que pudesse carregar sobre seus ombros. O imperador se enfureceu quando percebeu que o que tinha levado sobre suas costas era o seu irmão. A abadessa cumpriu com a sua parte do trato e desta forma as relíquias puderam chegar a Colônia.

Atualmente, o Santuário dos Magos do Oriente na Catedral de Colônia é o maior e artisticamente mais significativo e ambicioso relicário da Idade Média. As relíquias foram transladadas de Milão a Colônia em 1164 e, desde 1190 a 1220 (30 anos) um grupo de artesãos trabalhou no santuário, no atelier do ourives Nicolás Verdún.

A ornamentação do santuário inclui ouro e prata, figuras douradas, painéis de filigrana, pedras preciosas, colunas e arcos. As imagens refletem episódios da história da salvação desde o começo dos tempos até o Juízo Final.

O santuário teve que ser reduzido depois de ser escondido das tropas revolucionárias francesas em 1974, mas depois foi restaurado entre 1961 e 1973. Atualmente, está construída por cima do altar maior medieval na parte de trás do coro interno, convertendo esta área no principal foco da catedral gótica que foi construída como um relicário de pedra para este tesouro.

 

Perito explica à luz da história os presentes dos Reis Magos ao Menino Jesus

MADRI, 06 Jan. 14 (ACI/Europa Press) .- O Professor de História do Oriente Médio da Universidade CEU – San Pablo, da Espanha, Hipólito Sanchiz, explicou que os três presentes que obsequiaram os Reis Magos ao Menino Jesus não foram escolhidos ao acaso, e explicou que o ouro era um presente para Jesus como Rei –pois era um presente destinado a nobres e monarcas–, o incenso era um presente para o Jesus como Deus –pois esta resina se queimava diante dos deuses– e a mirra, para Jesus como homem –pois com ela se embalsamava os mortos–.

Assim, Sanchiz explica que o ouro, o incenso e a mirra que os Reis do Oriente entregaram ao menino Jesus em Belém estavam associados a certos conceitos e rituais, além do fato de que os três poderiam ser equiparados ao que hoje seriam considerados produtos “caros” e de “luxo”.

Concretamente, em relação ao ouro, o perito considera que pode este ser estimado “como presente régio, destinado a um rei” e recorda que em Mateus 2,2 se faz referência a que os Reis Magos chegaram ao Presépio em busca do nascimento do “Rei dos Judeus”, por isso a presença do aspecto régio da visita.

Por sua parte, a simbologia do incenso é “muito clara” para Sanchiz, pois faz referência ao caráter divino de Cristo, já que na religião judia e nas pagãs, o incenso se queimava apenas diante dos deuses, muitas vezes como sacrifício, e, de fato as igrejas católica e ortodoxa seguem empregando-o em sua liturgia.

Em todo caso, ele admite certa diversidade de critério na hora de determinar de qual tipo de incenso se tratava, pois, enquanto que Vulgata aparece o término ‘thus’, que significa incenso, na versão grega de São Mateo se emprega a palavra ‘olívano’, que é um tipo de incenso, “uma substância gomosa composta de diversas resinas que ao queimar-se proporcionava um suave aroma”.

Em relação à mirra –substância aromática feita com a resina da árvore da mirra–, Sanchiz vê duas possíveis explicações pois a mirra se utilizava como anestésico –normalmente mesclada com vinho– e se pode interpretar como que o Senhor devia tirar a dor ao mundo”. Mas também a mirra era empregada para embalsamar os mortos, e por isso poderia representar “um anúncio de sua paixão e uma alegoria de que Jesus como homem estava sujeito à morte”.

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