São Nicolau – 06 de Dezembro

A verdadeira História do papai-noel
Bispo de Mira

A cada final de ano, se destaca a figura de um bom velhinho de barba branca chamado papai-noel, que traz presentes na noite de Natal. Esse costume tem a sua origem na veneração muito antiga de São Nicolau, bispo de Mira (Turquia). Foi chamado bispo das crianças e dos necessitados.  Poucos santos gozaram de tanta popularidade, e a poucos se atribuiu tão grande número de milagres. Entre esses milagres destaca-se a ressurreição de dois rapazes. São Boaventura contou em um sermão que São Nicolau entrou em uma estalagem, onde o dono havia matado dois rapazes e se preparava para servi-los aos clientes. São Nicolau devolveu a vida aos dois rapazes e converteu seu assassino.  Também é conhecido como padroeiro dos marinheiros, porque, estando um navio em meio a uma terrível tempestade em alto-mar, seus tripulantes começaram a rezar: “Ó Deus, pelas orações de nosso bom bispo Nicolau, salvai-nos”. E imediatamente viram aparecer no barco a São Nicolau. Ele abençoou o mar, veio a calmaria, e a seguir desapareceu.
O costume de esperar algum presente de São Nicolau vem do modo como socorria os mais pobres. Saía à noite para ninguém saber quem os ajudava. Famosa é a história do modo como ajudou três moças a realizarem seu casamento. Naquele tempo era necessário dar um dote para o noivo, e o pai das moças era pobre. Não tendo como resolver esse problema, o pai pensava mandá-las para uma casa de prostituição. Sabendo do fato, São Nicolau certa noite jogou uma bolsa com moedas de ouro no quarto do pai. O pai, maravilhado com o dinheiro inesperado, casou a filha mais velha. O bom bispo usou o mesmo recurso para o casamento da segunda. Quando o santo se preparava para entregar escondido o dote da terceira, foi descoberto. O pai reconheceu-o, atirou-se aos seus pés arrependido e agradecido. Espalhou para toda a região como São Nicolau havia presenteado suas filhas. Sua generosidade se espalhou, e as pessoas recorriam a ele em suas necessidades. Com sua morte os milagres começaram a se multiplicar, assim como a sua fama.  Em muitos países da Europa e de outros continentes, devido ao gesto de presentear quem necessitava, foi transformado em um dos símbolos da festa de Natal.
Nasceu no ano 280 em Patara de Lícia. Recebeu uma boa educação de seus pais aos que parece perdeu de muito menino, pelo que uns parentes seus se encarregaram de sua educação. Já maior se deu conta que os bens desta terra não nos fazem felizes, e se dedicou a ajudar a todos os necessitados. Então começou já a obrar milagres dos que está cheia sua vida. Ao perder a seus pais, foi um tio seu, que era Bispo de Mira, quem o patrocinou e ajudou até que chegou a ordenar-se sacerdote. Mas aquela vida tampouco lhe enchia e por ele mesmo, decidiu abandonar o mundo e se retirou a Tebaida, aqueles tempos onde abundavam os monges, que fugindo do mundo levavam vida de oração e sacrifício, só entregados a Deus. Encontrava-se neste remanso de paz quando morreu seu tio o Bispo de Mira e os olhos do clero e do povo se pousaram em Nicolau, quem com muito pesar houve de abandonar seu retiro para entregar-se ao apostolado da Diocese. Governou-a com grande prudência e sabedoria e, sobretudo, com enorme caridade. Não havia pobre que acudisse a sua casa que não encontrasse remédio a suas necessidades. A escolha de Nicolau como Bispo de Mira (Turquia) foi rodeada de milagres. Também a de sua consagração episcopal. A lenda diz que uma mulher levou a seu filhinho que se havia abrasado nas chamas e o pôs aos pés do novo Bispo e Nicolau lhe devolveu a vida. No ano 325 se celebrava o primeiro Concílio da Igreja Universal na cidade de Nicéia. Parece ser que nele tomou parte nosso Santo. Durante esta viagem colocam o famoso milagre no que devolveu a vida a três jovens, que um bárbaro hoteleiro havia matado, para dar de comer aos que acudiam a sua pensão. A devoção a São Nicolau é a mais popular em muitos países, sobretudo por celebrá-lo como “Santa Claus” e como advogado em perigos. Tem muitas igrejas dedicadas em todo o mundo, sobretudo na Grécia. Se lhe chama “de Bari” porque desde o século XI repousam aí, em Bari, Itália, suas relíquias.

 

COMO SÃO NICOLAU CONVERTEU-SE EM PAPAI NOEL, UMA TEORIA
Jeremy Seal relata a transformação histórica do velhinho cheio de presentes

BATH, sexta-feira, 22 de dezembro de 2005 (ZENIT.org).- A figura moderna de Papai Noel é um pálido reflexo da pessoa que a inspirou: São Nicolau, bispo de Mira, antiga cidade da costa meridional da atual Turquia. Como se produziu a transformação de santo caritativo em ícone do consumo natalino? O escritor Jeremy Seal empreendeu uma pesquisa internacional para dar resposta a esta pergunta, e comunicou suas conclusões no livro “Nicholas: The Epic Journey from Saint to Santa Claus” (Nicolau: a viagem épica do santo a Santa Claus), Ed. Bloombury. Em uma entrevista concedida a ZENIT, Seal relata que encontrou sinais do culto à Papai Noel (Santa Claus) em todo o mundo e os motivos que explicam por que São Nicolau, com seu carisma de caridade, persiste ainda hoje, apesar da comercialização das festas de Natal.

O que o levou a escrever este livro e até onde chegou para realizar sua pesquisa?
Este tema atraiu-me graças a minhas duas filhas que, quando comecei a pesquisa, tinham seis e dois anos. São elas as que me recordaram a importância, para as crianças, da figura do Papai Noel. A história de São Nicolau, logo, suscitou minha curiosidade, também por seu aspecto épico. Sou um escritor viajante, e o fato de que sua evolução póstuma lhe tenha levado a realizar uma viagem excepcional, partindo da Turquia para chegar à Europa, a Manhattan, até o Pólo Norte, foi para mim um forte estímulo. Logo viajei a todos os lugares associados à vida de São Nicolau. Comecei na Turquia, em Mira, onde se ergue uma basílica a ele dedicada. Segui seu culto para o Ocidente, em Bari, e para o norte, em Veneza, logo em Amsterdã e outros muitos lugares da Europa. Logo cheguei a Manhattan e posteriormente a Lapônia, ao norte da Finlândia, e à Suécia, junto a minhas filhas, justo no Natal passado.

Quem era São Nicolau de Mira?
Sabe-se muito pouco dele. Era bispo de Mira e viveu no século IV, em uma cidade da Turquia meridional, hoje conhecida como Demre. Não há ali atualmente nenhuma referência a sua vida, salvo uma referência material, em um manuscrito do século VI. Temos então que nos basear quase exclusivamente em elementos póstumos referentes a São Nicolau. Mas, dada a grande difusão de seu culto, é lícito deduzir que houve algo excepcional em sua vida. Não sabemos muito dele, mas intuímos uma pessoa especial. Nicolau parece ser uma pessoa sensível que se fez famosa por dedicar-se à ajuda material e concreta. Este aspecto manifestou-se firme no curso dos séculos, porque a ajuda material é algo de que todos têm necessidade, e que todos sabem apreciar.

Quais foram seus aspectos especiais?
Existe uma série de histórias, também porque foi especialmente longevo. Na época em que viveu, a maior parte dos santos cristãos eram mártires, mas sobre Nicolau se contaram muitas histórias porque viveu uma vida longa, e morreu em sua cama. Os relatos são muitos, mas a maior parte deles coincide em sua dedicação a ajudar os demais. Um infinito número de histórias conta que salvou alguns marinheiros, em meio a uma tempestade ante a costa de Mira. Outra vez, convenceu um capitão a que levasse em seu barco uma carga de trigo a Mira, onde as pessoas estavam morrendo de fome. Alguns militares, condenados injustamente, tiveram uma visão de Nicolau que os confortava e procurava para eles a libertação. Quando o culto de Nicolau chegou à Rússia, no século XI, nasceu toda uma nova série de histórias. Os russos o chamaram em sua língua “o que ajuda”. Na Rússia, sua ajuda assume formas diversas: ajuda aos pastores a proteger o rebanho dos lobos, protege as casas do fogo, etc.

Que obstáculos encontrou o culto de São Nicolau ao longo dos séculos?
Há em especial dois elementos: sobretudo, a partir do século VIII, sua terra de origem, o sul da Turquia, estava cada vez mais ameaçada pelos muçulmanos, que não tinham muito interesse em sua figura. As relíquias de São Nicolau foram tiradas da Turquia em 1087, e levadas a Bari, permitindo a difusão de seu culto no continente europeu. Foi um traslado do mais oportuno, porque haveria sido marginalizado em um futuro país islâmico. Deste modo, seu culto manteve-se, com base na basílica na qual se conservam seus restos. Em segundo lugar, está a Reforma, que se difundiu na Europa setentrional, nos séculos XVI e XVII, que reduziu muito o significado dos santos. Creio que este obstáculo foi superado justo porque se havia convertido em uma figura que ia mais além da Igreja, havia-se convertido em parte integrante de cada família. Desde o século XVI, cada 6 de dezembro, Nicolau chegava trazendo presentes às crianças do Norte da Europa, passando através da chaminé. Era uma figura muito popular e muito amada, e isto parece ter-lhe dado a força de resistir durante um período no qual as imagens e as estátuas dos santos eram derrubadas, queimadas e destruídas.

Como evoluiu a figura atual do Papai Noel?
O amor a Nicolau manteve vivo seu culto até finais do século XVIII, quando em Manhattan produziu-se uma revisão de sua imagem. O nome “Santa Claus” (Papai Noel) deriva da pronunciação americana da palavra holandesa “Sinterklass”. São Nicolau e Papai Noel são, portanto a mesma pessoa, ainda que muitos não saibam. Por outra parte, são representados de modo diverso porque o representam em lugares e tempos diversos, próprios de sua evolução póstuma. Não sabemos quando chegou seu culto a Nova Amsterdã, hoje Manhattan. Mas é provável que tenha sido levado ali pelas primeiras comunidades que se assentaram, e tenha ficado como uma vaga memória na América do Norte, latente até finais do século XVIII. Logo, a tradição dos presentes que até então era uma celebração local e estacional, na qual se intercambiaram objetos feitos em casa, estourou em algo muito maior. Iniciava a produção em massa, difundia-se o comércio, chegaram os jogos do Norte da Europa, e tudo se podia comprar: livros, instrumentos musicais, tecidos, etc. Por conseguinte, o uso dos presentes se transformou em algo irreconhecível, e isto fez nascer a exigência de encontrar ao espírito da entrega de presentes. São Nicolau era quem, nas tradições holandesas e inglesa do velho mundo, representava o doador; e não era necessário buscar muito para recordá-lo. As pessoas, ao final do século XVIII, popularizaram a imagem de Santa Claus, ainda que não imediatamente com fins comerciais. Nos anos vinte, do século XX, começou a adquirir suas características atuais: as renas, o trenó, os sinos. Elementos que são simplesmente característicos do mundo no qual emergiu: naquela época, os trenós eram o meio principal de transporte, no inverno, em Manhattan. A poesia “A visit from St. Nicholas” (Uma visita de São Nicolau), conhecida também como “Twas The Night Before Christmas” (Era a Visita de Natal), de 1822, descreve-o com todos os detalhes. Era muito similar à figura que conhecemos hoje. Enquanto estas características tomavam forma, foi associado cada vez mais ao âmbito comercial. Uma instrumentalização compreensível, mas depois de tudo sempre um desvio de seu significado original. Na Idade Média, era símbolo e ícone da caridade. Não me parece que possa ser definido do mesmo modo hoje. Atualmente parece mais uma estranha mescla de caridade e de consumismo que o invade todo.

Em sua opinião, o que os pais cristãos deveriam contar a seus filhos sobre Papai Noel?
O que quis fazer ao remontar-me às origens do Papai Noel é recordar a mim mesmo que existe um válido motivo moral para dar presentes. A idéia de São Nicolau era a de ajudar quem passava dificuldades. Este é o ensinamento que podemos extrair. Dar presentes, pelo gosto apenas de dá-los, a pessoas queridas que têm em abundância, poderia não refletir a essência da intenção de São Nicolau. Sobre como responder às perguntas das crianças sobre o significado deste nome, não saberia dizer. Eu sou um ex-anglicano, mas São Nicolau me atrai muito desde o ponto de vista intelectual e moral. Aprecio os importantes valores morais que representa, o sentido de uma caridade ativa. São Nicolau pode ser apreciado por qualquer um que tenha um mínimo de sentido moral; nenhum sistema de crenças pode estar em desacordo com o que ele representa. Fala a todos porque, enquanto a Teologia pode ser bastante complexa, suas histórias são simples. Creio que é este o motivo pelo qual foram contadas ao longo de centenas de anos e se transformaram neste rito familiar que celebramos ainda hoje com Papai Noel.

 

RELÍQUIA DE SÃO NICOLAU É DOADA A ORTODOXOS RUSSOS
Rádio Vaticano

A Igreja Ortodoxo russa e a Igreja Católica estão dando, neste período natalino, claros sinais de aproximação. O bispo católico da diocese da Transfiguração, em Novosibirsk, Dom Joseph Werth, entregou, no último dia 19, numa solene liturgia ortodoxa, uma relíquia de São Nicolau ao bispo russo-ortodoxo Aristarco, de Kemerovo e Novokuznetsk, Sibéria.

A Missa, da qual participou também o Núncio Apostólico na Federação Russa, Arcebispo Antonio Mennini, foi celebrada na solenidade russa de São Nicolau, na Catedral de São Nicolau, de Kemerovo.

O bispo Aristarco disse que a entrega da relíquia “é um sinal autêntico do amor e do apreço mútuo entre a Igreja Ortodoxa russa e a Igreja Católica”. Ele destacou também, a alegria com que os fiéis acolhiam a relíquia, recordando que a cristandade oriental e ocidental veneram, conjuntamente, numerosos santos.

Por sua vez, Dom Joseph Werth, que se dirigiu ao bispo Aristarco, chamando-o de “irmão no cargo episcopal”, disse: “Os bispos, sacerdotes e fiéis ortodoxos e católicos se encontram e rezam ao único Senhor. Estou certo de que, no futuro, se estabelecerão relações fraternas também em outras cidades da Sibéria.”

O Núncio apostólico na Federação Russa, Dom Mennini, explicou que o ato de entrega das relíquias de São Nicolau representa “um gesto de amor fraterno” por parte de Bento XVI, que sempre quis entregar esta relíquia ao bispo ortodoxo e aos fiéis de Kemerovo.

Dom Mennini assinalou ainda, que, para a Igreja Católica, era importante prosseguir o diálogo com a Igreja Ortodoxa, em todas as oportunidades. Os representantes de ambas as Igrejas qualificaram o evento como “histórico”.

A cidade de Kemerovo se encontra 3.400km a leste de Moscou, na região de Kuzbas, Sibéria.

 

GNOMOS, DUENDES, PAPAI-NOEL… E O PRESÉPIO DE NATAL?  
Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral da Diocese de Novo Hamburgo

Todos os anos, no mês de dezembro, aparecem nas cidades turísticas uma decoração de rua sui-generis: as figuras dos gnomos, duendes, fadas e outras mais, tiradas da mitologia pagã e retomadas sob o alento da Nova Era, que é um dos movimentos mais perigosos do mundo ocidental atual. É uma forma de ver, pensar e agir adotada por muitas pessoas e organizações, com a finalidade de mudar o mundo seguindo certas crenças em comum.
O perigo da Nova Era está em não possuir um único centro de difusão de suas idéias, nem regras, doutrinas ou disciplina em comum.
Essa tendência fala dos temas mais variados: Deus, o destino do homem, saúde, morte e outras vidas, meditação, arte… Para isso usa como pano de fundo o ponto de vista de diversas religiões, das ciências e da literatura. O resultado é uma mensagem feita de respostas fantásticas, com a finalidade de levar as pessoas a idéias e comportamentos contrários à mensagem do Evangelho.
“As idéias do movimento ‘New Age’ (Nova Era) conseguem, às vezes insinuar-se na pregação, na catequese, nas obras e nos retiros, e desse modo influenciam até mesmo católicos praticantes que, talvez, não tenham consciência da incompatibilidade entre aquelas idéias e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista e imanente, esses movimentos para-religiosos dão pouca importância à Revelação; pelo contrário, procuram chegar a Deus mediante a inteligência e a experiência, baseadas em elementos provenientes da espiritualidade oriental ou de técnicas psicológicas. Tendem a relativizar a doutrina religiosa, em benefício de uma vaga visão mundial, expressa como sistema de mitos e de símbolos, mediante uma linguagem religiosa. Além disso, apresentam com freqüência um conceito panteísta de Deus, o que é incompatível com a Sagrada Escritura e com a Tradição cristã. Eles substituem a responsabilidade pessoal das próprias ações perante Deus por um sentido de dever para com o cosmo, opondo-se, assim, ao verdadeiro conceito de pecado e à necessidade de redenção por meio de Cristo”.
A resposta cristã à Nova Era e às novas religiões está toda contida na festa do Natal: é o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria “para nos salvar”.
A verdade é que há muito sofrimento no coração dos nossos contemporâneos. E quem sofre experimenta todos os médicos. Isso explica a atual abundância de oferta em matéria de conhecimentos secretos e de receitas de felicidade para escapar ao sofrimento.  Os homens de hoje andam à procura de sinais e olham para as estrelas. O Natal é verdadeiramente um sinal para a humanidade. Mas não se trata da estrela dos magos. Ela aponta apenas de longe e cede o lugar quando surge o verdadeiro sinal, que não se destina aos magos, mas aos pastores: “Isso vos servirá de sinal: achareis um menino recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura (…) Eles foram correndo e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 12-16).
Esse sinal não é um sinal abstrato no céu, mas um homem concreto e histórico: JESUS, nascido de Maria em Belém. Os sinais cristãos são assim: encarnados, simples acontecimentos históricos dissimulados entre as pregas da vida de todos os dias. JESUS, “o sinal”, não é uma conjuntura favorável de estrelas no firmamento: é um menino que chora na manjedoura .
Também nesta época do ano, se destaca a figura de um bom velhinho de barba branca chamado papai-noel, que traz presentes na noite de Natal. Esse costume tem a sua origem na veneração muito antiga de SÃO NICOLAU, bispo de Mira (Turquia). Foi chamado bispo das crianças e dos necessitados.  Poucos santos gozaram de tanta popularidade, e a poucos se atribuiu tão grande número de milagres. Entre esses milagres destaca-se a ressurreição de dois rapazes. São Boaventura contou em um sermão que São Nicolau entrou em uma estalagem, onde o dono havia matado dois rapazes e se preparava para servi-los aos clientes. São Nicolau devolveu a vida aos dois rapazes e converteu seu assassino.
Também é conhecido como padroeiro dos marinheiros, porque, estando um navio em meio a uma terrível tempestade em alto-mar, seus tripulantes começaram a rezar: “Ó Deus, pelas orações de nosso bom bispo Nicolau, salva-nos”. E imediatamente viram aparecer no barco São Nicolau. Ele abençoou o mar, veio a calmaria, e a seguir desapareceu.  O costume de esperar algum presente de São Nicolau vem do modo como socorria os mais pobres. Saía à noite para ninguém saber quem os ajudava. Famosa é a história do modo como ajudou três moças a realizarem seu casamento. Naquele tempo era necessário dar um dote para o noivo, e o pai das moças era pobre. Não tendo como resolver esse problema, o pai pensava mandá-las para uma casa de prostituição. Sabendo do fato, São Nicolau certa noite jogou uma bolsa com moedas de ouro no quarto do pai. O pai, maravilhado com o dinheiro inesperado, casou a filha mais velha. O bom bispo usou o mesmo recurso para o casamento da segunda. Quando o santo se preparava para entregar escondido o dote da terceira, foi descoberto. O pai reconheceu-o, atirou-se aos seus pés arrependido e agradecido. Espalhou para toda a região como São Nicolau havia presenteado suas filhas. Sua generosidade se espalhou, e as pessoas recorriam a ele em suas necessidades. Com sua morte os milagres começaram a se multiplicar, assim como a sua fama.  Em muitos países da Europa e de outros continentes, devido ao gesto de presentear quem necessitava, foi transformado em um dos símbolos da festa de Natal.

De São Nicolau a papai-noel  
No século XVI, os holandeses emigraram para os Estados Unidos levando a tradição de celebrar São Nicolau (Sinter Klaas em holandês). Começa o processo de americanização, isto é, mudança de história e imagem. Lentamente desaparece a imagem do homem cheio do amor de Deus que socorre quem precisa. Transforma-se em um velhinho simpático em um trenó puxado por renas, que dá fortes risadas e saudações e que entra pelas chaminés para deixar os presentes para as crianças boas… A popularidade mundial desse papai-noel com jaqueta, calça e gorro vermelhos aconteceu em uma campanha publicitária da Coca-Cola em 1931.

O cristão e o papai-noel
As crianças esperam com ansiedade a noite de Natal para receber algum presente de papai-noel e nem sempre associam esse momento com o nascimento do Filho de Deus. Por isso, é importante resgatar a bonita origem da história do bom velhinho, associando-o ao acontecimento do Natal.
A bondade de São Nicolau era o modo de agradecer a Deus pelo grande presente de Natal: JESUS CRISTO. Quem tem a Ele é bom com seus semelhantes. Para São Nicolau presentear uma criança ou necessitado era o melhor modo para testemunhar o amor a Deus.  O verdadeiro amor manifesta-se por gestos. Cada pessoa é a oportunidade para amar a Jesus: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim… todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 35-36.40).  O resgate da figura de São Nicolau como um dos símbolos do Natal ajuda as crianças a serem também generosas com outras crianças.

O Presépio de Natal  
O presépio é fruto de uma intuição inspirada de São Francisco de Assis que o celebrou em Greccio na Noite Santa de 1223. A devoção a humanidade de Jesus e ao mistério da Encarnação é típica e original do humanismo franciscano, que provém da grande verdade de São João 1, 14: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”.
O Emanuel, Deus-conosco, que veio partilhar a aventura humana, assumindo plenamente a nossa natureza para elevá-la ao consórcio divino, não se concilia com figuras da mitologia pagã retomadas pela Nova Era. Colocar gnomos, duendes, fadas, papais-noéis no presépio, além de ser uma profanação do cenário sagrado do nascimento de Jesus, é um atentado contra a historicidade salvadora do Natal de Cristo.  É esquecer que o Evangelho no anúncio do nascimento do Salvador, é objetivo e real, situando a Jesus num contexto determinado e no lugar social dos humildes e pobres do Senhor, que esperavam ansiosamente a chegada do Messias.
O Papa João Paulo II, afirma na encíclica Fides et Ratio: “A Encarnação do Filho de Deus permite ver realizada uma síntese definitiva que a mente humana, por si mesma, nem sequer poderia imaginar; o Eterno entra no tempo, o Tudo esconde-se no fragmento, Deus assume o rosto do homem”.

O cristianismo é uma religião salvadora que assume a história e leva a sério o homem, convidando-o a colaborar com o Deus da vida que se revela e entra na experiência humana, acredita num Deus Uno e Trino, que dialoga e partilha a graça, perfazendo comunhão com a humanidade.  A Nova Era e o esoterismo, são radicalmente contrários ao verdadeiro Natal e qualquer tentativa de sincretismo, vem a deteriorar e desfigurar o sentido e o alcance do Mistério da Encarnação na vida do homem.

A CARTA DE JESUS POR OCASIÃO DO NATAL
Como você já sabe, comemoro meu aniversário no Natal e ele mais uma vez está chegando. No ano passado fizeram uma grande festa, e parece que vão repeti-la este ano. Pelo menos as pessoas estão fazendo muitas compras e há meses falam da festa. São muitos os anúncios sobre o meu aniversário de nascimento e é bom saber que pelo menos um dia no ano, algumas pessoas pensam um pouquinho em Mim. Já faz muitos anos que começaram a comemorar meu aniversário. No início parecia que as pessoas se davam conta e estavam agradecidas por tudo o que eu havia feito por elas, mas a maioria hoje, parece não saber direito a razão do Meu aniversário. No ano passado, quando chegou a época do Meu Aniversário, fizeram uma grande festa, mas… Você acredita que nem me convidaram? Imagine, Eu o convidado de honra, e eles se esqueceram de mim! Falavam tanto na festa, nos comes e bebes, nos presentes, nos programas de fim de ano, que se esqueceram completamente de mim… Bem, já aconteceu tantas vezes nestes últimos anos que nem estranhei. Mas apesar de não ter sido convidado, resolvi entrar de mansinho em algumas festas e fiquei observando… Todos estavam bebendo, comendo e se divertindo, quando de repente, entrou um homem gordo com uma roupa vermelha toda brilhante e uma barba branca postiça com uma risada falsa. Todos lhe deram viva. Quando ele sentou, todas as criancinhas foram correndo sentar em seu colo gritando: Papai Noel, Papai Noel… Dava para pensar que ele era o convidado de honra, que a festa era para ele… Em seguida ele começou a contar umas histórias estranhas, que mora no pólo norte com um grupo de anões e que todos os anos no meu aniversário, ele vem de trenó puxado por renas voadoras, entregando presentes para as crianças em todo mundo. Imaginem vocês… Que ilusão criaram pra não falar de mim que sou tão real e verdadeiro… Uma outra coisa que me deixa surpreso é que em meu aniversário, em vez de me darem presentes, as pessoas em sua maioria, dão presentes uma para as outras! E, para além do mais, geralmente são mil tipos de coisas que elas nem precisam. Você não acharia estranho se no seu aniversário, todos os seus amigos decidissem dar presentes uns para os outros para celebrar, e não dessem nada para você? Eu sei que alguns dizem: “Jesus, você não está aqui como as outras pessoas. Como, então podemos lhe dar presentes?” Você conhece a minha resposta: “Alimente os famintos e vista os nus; visite os doentes e os presos; dê um pouco de alegria as pessoas solitárias; partilhe com amor; pratique a justiça”. Eu digo: “Tudo isso é como se fosse para mim”. Não convencem minhas palavras… Imagine como me dói ver que, algumas pessoas nem mencionam o meu nome, mas só dizem: Boas Festas, e Feliz Ano Novo”. Imagine se eu lhe mandasse um cartão de aniversário e esquecesse o seu nome? Não lhe acolhesse e nem desejasse encontrar-me com você? É difícil de aceitar como verdade, que muitos só gostam do meu aniversário, por ter se tornado ele uma ocasião para comer e passar bem… Eu não desanimo… com amor estarei esperando que um dia me valorizem e lembrem-se de mim, então o milagre acontecerá à vida nunca mais será a mesma… Espero que não demore. Um abraço e até quando você conseguir mudar e acreditar… JESUS CRISTO

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