Papa pede que fiéis não vivam como pagãos: É cristão? Viva como cristão

Quinta-feira, 29 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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“Abramos o coração com esperança e nos afastemos da paganização da vida”, incentivou Francisco na homilia desta quinta-feira, 29

Papa Francisco durante homilia nesta quinta-feira, 29/ Foto: Vatican Media

O fim do mundo e o fim de cada ser humano. Este é o tema que a liturgia da semana propõe e foi o tema também da homilia do Papa Francisco na missa desta quinta-feira, 29, na capela da Casa Santa Marta. O Pontífice alertou que chegará um dia em que o Senhor dirá “chega”, a uma civilização que se julga orgulhosa, suficiente, ditatorial, e seguiu questionando os fiéis a cerca da coerência de vida: “Você é cristão? Você é cristã? Viva como cristão. Não se pode misturar a água com o óleo. Sempre diferente. O fim de uma civilização contraditória em si mesma que diz ser cristã e vive como pagã”.

A primeira leitura, extraída do livro do Apocalipse de São João, descreve a destruição da Babilônia, cidade símbolo da mundanidade, do luxo, da autossuficiência, do poder deste mundo. A segunda leitura, do Evangelho de Lucas, narra a devastação de Jerusalém, a cidade santa. Francisco comentou que no dia do juízo, a paganização será destruída com um grito de vitória.

“A grande prostituta cairá condenada pelo Senhor e mostrará a sua verdade: morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus. Sob a sua magnificência, mostrará a corrupção, as suas festas parecerão de falsa felicidade. Sua destruição será violentada e ninguém mais a encontrará”, recitou o Papa em alusão ao fim da Babilônia descrito no livro do Apocalipse de São João.

O Santo Padre continuou: “O som dos músicos, dos tocadores de harpa, de flauta e de trombeta, não se ouvirá mais de ti; – não haverá belas festas, não… – nenhum artista de arte alguma se encontrará mais em ti; – porque não és uma cidade de trabalho, mas de corrupção – o canto do moinho não se ouvirá mais em ti; a luz da lâmpada não brilhará mais em ti; – será talvez uma cidade iluminada, mas sem luz, não luminosa; esta é a civilização corrompida – a voz do esposo e da esposa não se ouvirá mais em ti”.

Jerusalém, prosseguiu o Papa, verá a sua ruína devido a outro tipo de corrupção, a corrupção da infidelidade ao amor. “[Jerusalém] não foi capaz de reconhecer o amor de Deus no seu Filho. A cidade santa ‘será espezinhada pelos pagãos’, punida pelo Senhor, porque abriu as portas do seu coração aos pagãos”, comentou.

Francisco também citou a paganização da vida cristã e questionou os fiéis: “Vivemos como cristãos? Parece que sim. Mas na verdade, a nossa vida é pagã quando acontecem essas coisas, quando entra nesta sedução de Babilônia e Jerusalém, vive como Babilônia. Quer-se fazer uma síntese que não se pode fazer. E ambas serão condenadas”, alertou.

Retomando a narração das duas leituras, o Santo Padre afirmou que depois da condenação das duas cidades, se ouvirá a voz do Senhor; depois da destruição, haverá a salvação. “E o anjo disse: ‘Felizes são os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro!’. A grande festa, a verdadeira festa!”, sublinhou. Segundo o Pontífice, existem tragédias, mas diante delas, é preciso olhar para o horizonte, porque o Senhor redimiu a humanidade e virá para salvá-la.

“Viver as provações do mundo não num pacto com a mundanidade ou com a ‘paganidade’ que nos leva à destruição, mas na esperança, afastando-nos desta sedução mundana e pagã e olhando para o horizonte, esperando Cristo, o Senhor. A esperança é a nossa força: vamos em frente. Mas devemos pedir ao Espírito Santo”, incentivou o Papa.

Por fim, Francisco convidou os fiéis a pensarem nas babilônias deste tempo, nos inúmeros impérios poderosos, por exemplo do século passado, que ruíram. “E este será o fim também das grandes cidades de hoje, e assim acabará a nossa vida se continuarmos a levá-la neste caminho de paganização”. O Santo Padre concluiu dizendo que permanecerão somente aqueles que depositam sua esperança no Senhor. “Abramos o coração com esperança e nos afastemos da paganização da vida”.

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