Halloween é absolutamente anticristã

Igreja na Espanha anima as crianças a trocarem as bruxas por fantasias de Santos (L’Osservatore Romano)

A Conferência Episcopal Espanhola animou as crianças a se fantasiarem de santos ao invés de vestir-se de bruxas ou caveiras a noite de Halloween –véspera do Dia de Todos os Santos– para que isso seja “estímulo” para seguir com sua vida cristã.
Assim o indicou à Europa Press o secretário técnico da Comissão Episcopal de Liturgia, o padre Juan María Canals Casas, que se uniu à proposta feita pela Conferência Episcopal Britânica para a vigília da festividade que sugeriu realizar atividades divertidas para as crianças e fantasiar-se de santos como São Jorge, São Francisco, Santa Luzia ou Santa Maria.
“Essa nota da Inglaterra me parece perfeita, em vez de vestir-se de caveira ou de outras coisas, pois vestir-se do que é a festa de Todos os Santos”, particularizou o padre Canales, ao mesmo tempo em que advertiu que todo o resto é “pagão”.

Canals considera que é necessário “cristianizar totalmente” o Dia de Todos os Santos, e acredita que esta sugestão pode ajudar a recuperar a celebração da festa “como estava no princípio” e não com os elementos que se introduziram posteriormente.
Além disso, afirmou que disfarçar-se com trajes relacionados com o terror “não tem nenhum sentido” pois, a seu parecer, “não é pedagógico para as crianças” já que “não o fazem com um sentido religioso, de rezar pelos mortos, mas profano”.
Na mesma linha, a Conferência Episcopal Britânica publicou um comunicado no qual anima todos os cristãos a acenderem uma luz em sua janela no dia 31 de outubro, noite de Halloween para mostrar que são seguidores de Jesus Cristo, e reivindicar o sentido religioso da festa, uma iniciativa que denominaram ‘Night of light’.
Entre outras propostas, a Igreja de Reino Unido sugere fazer vigília, ir a Missa, levar um objeto de cor branca, e no caso dos menores, fantasiar-se de Santos, fabricar velas, cozinhar biscoitos ou organizar jogos, conforme assinalado na página Web ‘nightoflight.org’.
O Bispo da diocese de Arundel e Brighton e chefe do departamento de Evangelização e Catequese, Dom Kieran Conry, destacou que Halloween é agora “a maior festa comercial depois do Natal” e que “é hora de recordar aos cristãos seu verdadeiro significado”. Nesta linha, a Conferência Episcopal Britânica explica que Halloween vem de ‘All Hallows Eve’ que quer dizer ‘Véspera de Todos os Santos’

Aí está a invasão publicitária, como em todos os anos nesta época: abóboras, disfarces de bruxas, de fantasmas, de esqueletos, diabos e de morte. E com nomes sugestivos: “Filha das trevas”, “A morte branca”, “Emissário da morte”, “Fantasma do Inferno”.
Para as carteiras menos recheadas, também há forquilhas, cornos e caveiras luminosas e também perucas de lobisomen e dentes de vampiro. Basta entrar nos supermercados e centros comerciais e até mesmo nas lojas de bairro que adultos, crianças e jovens têm uma panóplia para celebrar o Halloween.
A festa das bruxas, que se celebra na noite de 31 de Outubro, coincide com a véspera de todos os santos. Todos os anos a Santa Sé alerta para o carácter pagão do Halloween que “tem um pano de fundo de ocultismo e é absolutamente anticristã” (L’Osservatore Romano). Alguns bispos na Europa alertam os pais para esta onda de paganismo e apresentam alternativas curiosas: as Holywins – que brinca com as palavras “Santo” e “Vencer” – lançada pela diocese de Paris para juntar os jovens e crianças na noite de 31 de Outubro.
Também os bispos do Reino Unido deixam um apelo para que as crianças se disfarcem de santos, em vez de bruxos e diabos, porque a palavra Halloween deriva da expressão inglesa “All Hallow’s Eve”, ou seja “Véspera de Todos os Santos”.
Que bom seria se os portugueses encontrassem alternativas para testemunhar a fé e a esperança cristã diante da morte, em vez de celebrarem o Dia das Bruxas.

CELEBRAR OU NÃO CELEBRAR HALLOWEEN?
Entrevista com Paolo Gulisano, autor de um livro sobre o tema
ROMA, segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Grandes abóboras vazias iluminadas em seu interior, como se fossem caveiras, esqueletos e sombrias figuras encapuzadas, risadas assustadoras e um estribilho obsessivo; doce ou brincadeira? Tudo isso é Halloween, uma moda, uma festa, um novo costume que se impôs nos últimos anos, graças, em parte, à persuasão do cinema e da televisão.
A festa de Halloween se introduziu inclusive nas escolas de países nos quais há apenas alguns anos se desconhecia a existência da festa: em muitos centros escolares, desde a escola primária à superior, os professores organizam a festa junto aos alunos, com jogos e desenhos.
O tema de Halloween foi abordado em todos seus aspectos pelo escritor italiano Paolo Gulisano, autor de numerosos ensaios sobre literatura de fantasia e sobre a cultura anglo-saxônica. Junto à pesquisadora irlandesa, residente nos Estados Unidos, Brid O’Neill, publicou nestes dias em italiano um livro titulado «A noite das abóboras» («La notte delle zucche», editora Ancora).
Para aprofundar no significado da festa de Halloween, Zenit entrevistou Paolo Guiliano.

Em alguns setores, ante a expansão de Halloween, começou a manifestar-se uma certa preocupação. O que você pensa ao respeito?
É verdade. Há quem vê no Halloween um retorno a formas de «paganismo» e quem, ao contrário, vê um rito folclórico e de consumismo, uma espécie de inócuo carnaval fora de temporada. O fato é que ninguém recorda, não só entre as crianças e jovens e no âmbito mediático popular, a festividade cristã que Halloween está suplantando, Todos os Santos. Em 1º de novembro se confundiu com a comemoração dos Fiéis Defuntos, que cai na realidade no dia seguinte.

Mas o que significa Halloween?
O nome Halloween é a deformação americana do termo, no inglês da Irlanda, «All Howllows’ Eve»: Vigília de Todos os Santos. Esta antiqüíssima festa chegou aos Estados Unidos junto com os imigrantes irlandeses e lá se enraizou, para sofrer recentemente uma radical transformação. Das telas de Hollywood, a moda de Halloween chegou assim desde há alguns anos à velha Europa e a outras partes do mundo. Detrás de Halloween está uma das mais antigas festas sagradas do Ocidente: uma festa que atravessou os séculos, com usos e costumes que se foram redefinindo no tempo, mas que conservaram o mesmo significado. Suas origens, o significado dos símbolos, são, contudo, desconhecidos para a maioria.

Mas a festa se remonta ao paganismo dos celtas. Em 1º de novembro, era para eles o primeiro dia do ano, a festa na qual os espíritos buscavam corpos para reencarnar-se. A Igreja, na Idade Média, substituiria esta tradição pela festividade de Todos os Santos, que é seguida depois pelo dia dos Fiéis Defuntos.
Exato. Halloween não é mais que a última versão, secularizada, de uma ortodoxa festa católica, e em meu livro procurei explicar como pôde suceder que uma tradição plurissecular cristã tenha se convertido no atual carnaval de terror. Digamos antes de tudo, que a origem deste último fenômeno, Halloween, é completamente americana. Nesse país, ao que chegaram milhões de imigrantes irlandeses, com sua profunda devoção pelos santos, se tratava de um culto muito fastidioso para a cultura dominante, de caráter puritano. Deste modo, em sua atual versão secularizada, buscou-se descartar o sentido católico de Todos os Santos, mantendo em Halloween o aspecto lúgubre do mais além, com os fantasmas, os mortos que se levantam dos túmulos, as almas perdidas que atormentam aos que em vida lhes fizeram dano: um aspecto que se tenta exorcizar com as máscaras e as brincadeiras.
Obviamente, o velho continente não podia permanecer muito tempo sem adotar o novo «culto». De fato, vemos Halloween difundir-se cada vez mais entre nós com seu cortejo de artigos de consumo mais ou menos macabros — caveiras, esqueletos, bruxas — que não se propõe como uma forma de neopaganismo, nem como um culto esotérico, mas simplesmente como uma paródia da religiosidade cristã autêntica, com fins preferentemente consumistas: vender produtos de carnaval (o chamado mercado de Halloween), máscara, caveiras, abóboras, capas, gorros e outras coisas, além de espaços publicitários nos filmes de horror emitidos pelas emissoras de televisão. Halloween se propõe comercialmente como uma festa jovem, divertida, diferente, «transgressiva»; a pessoa se disfarça de fantasma, bruxa ou zumbi para ir a alguma festa…

Contudo, Halloween não pode ser considerado simplesmente como um fenômeno comercial ou como um segundo Carnaval…
Certamente. É importante conhecer e saber valorizar bem suas raízes culturais, e também as implicações esotéricas que se sobrepuseram ambiguamente a esta data. O dia 31 de outubro, com efeito, se converteu em uma data importante para o esoterismo, em cujos textos encontramos estas definições: «Volta do Grande Sabba [encontro entre as bruxas e Satanás, ndr.] quatro vezes ao ano… Halloween, que é talvez a festa mais querida»; «Samhain [festa celta de 1º de novembro, ndr.] é o dia mais mágico de todo o ano, ano novo de todo o mundo esotérico». O mundo do oculto a define assim: «é a festa mais importante para os seguidores de Satanás». A data de uma importante celebração de cultura celta antes e da cristã depois passou a fazer parte do calendário do ocultismo.

Então, o que se deve fazer no dia 31 de outubro?
Na minha opinião, pode-se e deve-se fazer festa. Em 1º de novembro, que foi o Ano Novo celta e depois Todos os Santos, é uma festividade extraordinária para os cristãos, e não vale a pena deixá-la nas mãos de charlatões e ocultistas. Não é preciso ter medo do Halloween «mal», e por isso é preciso conhecê-lo bem. Halloween, de qualquer forma, não pode ser ignorado, já faz parte já do cenário de nossos tempos. O que fazer, portanto?
Educadores e famílias deveriam mobilizar-se contra a falta de educação, de bom gosto, contra a profanação do mistério da morte e da vida após a morte, mas não é fácil ir contra a corrente, desafiar as modas que imperam em nossa sociedade.
Então, pode-se fazer festa em Halloween, recordando o que este dia significou durante séculos e o que continua testemunhando. Deve-se salvar Halloween, dando-lhe todo seu antigo significado, liberando esta festa da dimensão puramente consumista e comercial e, sobretudo, extirpando a pátina de ocultismo sombrio de que foi revestida.
Portanto, eu aconselharia organizar a festa e explicar claramente que se está festejando os mortos e os santos, de forma positiva e inclusive engraçada, para que as crianças sejam educadas em uma visão da morte como um acontecimento humano, natural, do qual não se deve ter medo.

 

HALLOWEEN 
A VOLTA AO PAGANISMO

O halloween tem uma origem pagã. Esta celebração se atribui a um povo que habitava nas Inglaterra: os celtas. Esta festa tinha como objetivo principal celebrar os mortos.
Acreditavam que na noite do dia 31 de outubro, o deus da morte permitia aos mortos voltar a terra para criar um ambiente de terror. A invasão dos romanos (46 a.C.) às ilhas britânicas deu como resultado a mistura dos costumes da cultura celta com os usos e costumes da Europa. Esta influência foi diminuindo com a pregação do evangelho, e desapareceu totalmente no final do II século do cristianismo.
Esta comemoração voltou aos poucos como uma festa para as crianças usarem fantasias de bruxas ou outros personagens maus. Para ganhar simpatia juntou-se o costume de distribuir doces. Pôr trás de algo aparentemente inofensivo existe toda uma trama para voltar a crenças pagãs.
Muitos grupos satanistas e ocultistas usam o dia 31 de outubro como a sua data mais importante. Chamam a este dia de ” Festival da morte”, e é reconhecido pôr todos os satanistas, ocultistas e adoradores do diabo como véspera do ano novo da bruxaria.
Anton LaVey, autor da ” Bíblia satânica ” e sumo sacerdote da igreja de satanás, diz que o dia mais importante para os seguidores o maligno é o halloween. LaVey diz que nesta noite os poderes satânicos ocultos e de bruxaria estão no seu nível de potência mais alto, e qualquer bruxo ou ocultista encontrará mais êxito no dia 31de outubro, porque satanás e seus poderes estão em seu ponto mais alto nesta noite. Estes seguidores do príncipe da mentira asseguram que durante a noite do halloween, os anjos decaídos, assim como toda a classe de espíritos malignos percorrem o mundo inteiro.
Também é um fato registrado e documentado que na noite do dia 31 de outubro na Irlanda, Estados Unidos e outros países se realizam missas negras, cultos espíritas e outras reuniões relacionadas com o mal e o ocultismo.
Estas poucas informações servem para mostrar o lado negativo do halloween. A mensagem de amor, paz, caridade e esperança de Jesus Cristo é completamente contrária às imagens sangrentas, que retratam bruxas, mortos saindo de túmulos, vampiros e outros monstros. Halloween é na verdade uma celebração da maldade.
“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2Tm 4, 3-4).
Máscaras, disfarces, doces, maquiagem e demais artigos são um motor mais que suficiente para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror”. Sem dúvida, o Halloween hoje é, sobretudo, um grande negócio.
Para promover ainda mais esse comércio, Hollywood não deixa por menos com a exibição de uma série de filmes, nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade.

Mundialmente conhecida a festa Halloween é uma festa da cultura americana
…Um mundo que abre espaço para o ilusionismo na mente, principalmente das crianças… celebrada também no Brasil, que importou o evento com todas suas características: bruxas, fadas, gnomos e anões que fazem parte de um mundo ilusório. Um mundo que abre espaço para o ilusionismo na mente, principalmente das crianças, causando nelas opressão, sustos, noites mal dormidas, pesadelos e ainda tira delas a sensibilidade espiritual.
Segundo a psicóloga Mara Silvia Martins Lourenço, “as experiências vivenciadas nestas festas deixam impressas marcas negativas no consciente e no inconsciente das pessoas, as imagens ficam gravadas na memória e durante o sono através dos sonhos, elas são liberadas provocando pesadelos, que nem sempre recordamos ao acordar, mas que provocam inquietação, irritabilidade e mal humor, tirando a paz interior,” assegura.

Sair do negativo e entrar no positivo
Diante disso, muitos pais nessa época do ano encontram-se no dilema, de deixarem ou não seus filhos participarem das festas promovidas pela própria escola. O importante é que os pais não apenas proíbam as crianças a participar da festa, mas também tentem buscar elementos que ensinem o que simboliza a festa. Algumas escolas, felizmente, oferecem uma atividade alternativa e que clareiam justamente aquilo que precisa ser celebrado nesses dias. Para isso vamos conhecer o trabalho realizado pelo Instituto Canção Nova.
Interior do Estado de São Paulo, Cachoeira Paulista. O Instituto Canção Nova oferece todos os anos às crianças e as famílias uma opção diferente para a celebração da Festa do Haloween. Idéias criativas não faltam para dar as crianças um ensino positivo nesta data.
O Instituto tem como lema de trabalho: “Formar Homens Novos para um Mundo Novo”. Há seis anos desenvolve um trabalho de formação e educação didática e cultural. Atende 1.100 crianças e adolescentes, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Engloba um trabalho de educação integral, com apoio psicológico, atendimento social, escolinha de esportes, ações pastorais e de cidadania, como doações de cestas básicas para os alunos com pais de baixa renda.
Nesta época do ano em que a mentalidade do terror está a tona, a escola oferece uma festa …

Entrevista
No Instituto Canção Nova, os professores decidiram, este ano, além da Festa dos Santos, promover o concurso dos santos. Ao chegar na escola encontramos crianças e jovens animados e eufóricos. Rosane Aparecida Horácio, professora das terceira e quarta séries, explica nessa entrevista, sobre a nova atividade.
As crianças e os jovens aqui então em festa, qual o motivo dessa festa?
– O motivo dessa alegria hoje é o primeiro concurso de santos. Cada série, de uma forma muito especial, recebeu de presente um santo, os alunos de 5ª a 8ª, e o segundo grau. Cada série tinha como objetivo pesquisa a biografia, fazer uma caricatura, e um dos alunos deveria se caracterizar do santo. Uma equipe de quatro jurados está fazendo a escolha da melhor apresentação.
Qual o objetivo principal dessa atividade?
– É fazer com que os santos sejam conhecidos, na vida deles. Até porque muitos dos nossos alunos ainda não tiveram essa experiência, de conhecer um santo, de saber o que é ser santo, se é possível ser santo nos dias de hoje, se é possível viver a santidade de vida.
E uma das coisas que nós ensinamos aqui é que só se ama aquilo que se conhece, então eu vou amar os santos, a partir do momento em que eu conhecer a história deles, e a partir do momentos que eu reconhecer que os santos não nasceram santos, mas eles se tornaram santos no dia a dia, na fidelidade das pequenas coisas. .
Qual o desafio hoje, porque vemos atualmente na sociedade uma onda de consumismo do terror, como por exemplo, festas de Halloween?
– O desafio, de fato, é mostrar o outro lado para os alunos, para os jovens, para as crianças. Pois se o mundo hoje dá ênfase para aquilo que é o terror, para aquilo que é o negativo, bruxaria, terror, temos o desafio de mostrar para eles que eles não precisam ficar no que é negativo.
Ninguém foi feito para o negativismo, muito menos as crianças e os jovens, eles foram feitos e criados para o positivo, e para o céu. Se hoje se dá importância ao Halloween, se dá importância ao que é mais negativo, então veste e enfeita a escola toda de preto, imagens de terror, assustadoras. Não, a gente não precisa disto, pode-se fazer diferente, pode substituir o preto pelo branco, substituir o vestir de bruxa por um vestir de santo, um santo que fez de tudo para alcançar o céu.
E como que as crianças respondem a isso?
– Eu percebo que hoje, prá eles, é uma festa. O Instituto Canção Nova tem uma filosofia de vida, alguns alunos no início não entendiam, ficavam um pouco resistentes, como se vestir de santo fosse a coisa mais boba do mundo. Mas hoje, com as explicações, com a formação, eles se empenham , têm orgulho de dizer que representam um santo, correndo atrás prá arrumar o vestuário, prá desenhar as caricaturas, a vontade de querer fazer teatro, a alegria, o sorriso nos lábios. A gente percebe que quanto mais eles são formados, mais eles vão acolhendo e crescendo.
Você acredita que é possível, então, mudar essa mentalidade de consumir o terror e passar a celebrar os santos, também em outras escolas?
– Com certeza é possível. Só precisa do empenho de cada um, de cada educando e também da escola. A escola precisa querer ser positiva e se empenhar nisso, e o professor precisa motivar seus colegas e seus alunos. Todos saem beneficiados.
Uma mensagem final para este dia de festa:
– A mensagem que eu quero deixar é: não importa qual seja a sua idade. Lembrando o que Dom Bosco disse para Domingos Sávio, “não importa a idade para você ser santo, o que importa é que você hoje se decida pela santidade.” Então, para ser santo não precisa esperar prá chegar nos 50 anos não, você pode ser santo hoje, com a idade que você tem, procurando ser fiel nas pequenas coisas.

Curioso
A festa de Todos os Fiéis Defuntos foi instituída por São Odilon, monge beneditino em 31 de outubro do ano 998. Ao cumprir o milenário desta festividade, o Papa João Paulo II recordou que “São Odilon desejou exortar a seus monges a rezar de modo especial pelos defuntos. A partir do Abade começou a estender o costume de interceder solenemente pelos defuntos, e chegou a converter-se no que São Odilon chamou de Festa dos Mortos, prática ainda hoje em vigor na Igreja universal”.
“Ao rezar pelos mortos – diz o Santo Padre –, a Igreja contempla sobre tudo o mistério da Ressurreição de Cristo que por sua Cruz nos dá a salvação e a vida eterna. A Igreja espera na salvação eterna de todos seus filhos e de todos os homens”.
Depois de destacar a importância das orações pelos defuntos, o Pontífice afirma que as “orações de intercessão e de súplica que a Igreja não cessa de dirigir a Deus têm um grande valor. O Senhor sempre se comove pelas súplicas de seus filhos, porque é Deus de vivos. A Igreja acredita que as almas do purgatório “são ajudadas pela intercessão dos fiéis, e sobre tudo, pelo sacrifício proporcionado no altar”, assim como “pela caridade e outras obras de piedade”.
Por essa razão, o Papa pede aos católicos “para rezar com ardor pelos defuntos, por suas famílias e por todos nossos irmãos e irmãs que faleceram, para que recebam a remissão das penas devidas a seus pecados e escutem o chamado do Senhor”.

Trocas culturais
Além do aspecto religioso, outra reflexão pode ser feita diante desta Festa, que é a de proteger as crianças de uma absorção dos costumes norte-americanos e patrocinar um desprezo da cultura brasileira. É que a cultura norte-americana está cada vez mais presente na vida dos brasileiros, no entanto, é preciso estar atento aos exageros das chamadas trocas culturais.
Temos uma cultura muito rica no Brasil, não precisamos importar a festa do Halloween ou qualquer outra festividade seja de origem pagã ou não, não há necessidade disto. Vejamos uma coisa, dia 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro, por que será que as escolas ao invés de concentrarem seu esforços para celebrarem o Dia das Bruxas não investem em valorizar o livro. Ao invés de quererem ampliar o contato dos alunos com a cultura inglesa, não ampliam o contato com o livro, em si mesmo um universo que dá acesso a todas as culturas que o aluno queira conhecer.
Em uma enquete feita pela revista Escola em 2003, 78% dos que responderam (a maioria deles docentes) consideram errado comemorar o Dia das Bruxas nas escolas, uma vez que não pertence à nossa tradição popular e, além disso, muitas de nossas lendas e costumes podem e devem ser lembrados no lugar da tal festa, por mais divertida que seja e por mais lucrativa que venha a se tornar (nos EUA, o Halloween já se tornou o segundo maior evento em faturamento financeiro, perdendo apenas para o Natal).

Origem da Festa
A festa de Halloween teve seus primórdios nos celtas. Eles que trouxeram através dos irlandeses esta festa que na verdade tinha como objetivo celebrar a colheita. Mas por causa de um episódio nos Estados Unidos envolvendo as chamadas Bruxas de Salém, mulheres acusadas de bruxaria teriam sido enforcadas. Por causa disto, esta festa da colheita foi transformada na festa das bruxas.

Significado
Halloween significa “All hallow´s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, já que se refere de noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu estrito sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo, tendência que se propagou também entre os povos hispanos.

Abóbora, guloseimas, disfarces…
A abóbora foi acrescentada depois e tem sua origem nos países escandinavos e em seguida retornou a Europa e ao resto da América graças à colonização cultural de seus meios de comunicação e os séries e filmes importados.

Sugestões para os pais de família
Organizar uma catequese com os meninos nos dias anteriores ao halloween, com o propósito de ensinar o porquê da festividade católica de Todos os Santos e os Fiéis Defuntos, fazendo ver a importância de celebrar nossos Santos, como modelos da fé, como verdadeiros seguidores de Cristo.
Nas catequeses e atividades prévias a estas datas, é boa idéia que nossos filhos convidem a seus amigos, para que se atenue o impacto de rechaço social e seus companheiros entendam por que não participam da mesma forma que todo mundo.
Explicar de maneira simples e clara, mas firme, quão negativo há no Halloween e a maneira em que se festeja. É necessário lhes explicar que Deus quer que sejamos bons e que não nos identifiquemos nem com as bruxas nem com os monstros, pois nós somos filhos de Deus.
Oferecer uma opção para seus filhos, pois certamente as crianças irão querer sair com seus amigos na noite do Halloween: As crianças podem disfarçar-se de anjos e preparar pequenas bolsas com doces, presentes ou cartões com mensagens e passar de casa em casa, e em lugar de fazer o “doces ou travessuras” ou de pedir doces, dar de presente aos lares que visitem e que expliquem que entregam doces porque a Igreja Católica terá muito em breve uma festa muito importante em que se celebra a todos aqueles que foram como nós deveríamos ser: os Santos.

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