Insulto e indiferença também matam, alerta Papa na catequese

Sobre o quinto mandamento

Quarta-feira, 17 de outubro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé
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Papa voltou a falar sobre o quinto Mandamento, alertando que a ira, o insulto e o desprezo também podem matar

Papa explica, na catequese de hoje, o sentido ainda mais profundo que Jesus dá ao quinto Mandamento / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

“Não matar” é um apelo à misericórdia, um chamado ao amor e a viver segundo Jesus. Essas foram palavras do Papa Francisco nesta quarta-feira, 17, ao refletir, assim como o fez na semana passada, sobre o quinto Mandamento.

Francisco destacou que este mandamento revela que aos olhos de Deus a vida humana é preciosa, sagrada e inviolável. “Ninguém pode desprezar a vida do outro ou a própria; o homem, de fato, carrega em si a imagem de Deus e é objeto do seu amor infinito, qualquer que seja a sua condição em que foi chamado à existência”.

Na reflexão de hoje, o Papa falou do sentido ainda mais profundo que Jesus revela sobre este mandamento: também a ira contra o irmão é uma forma de homicídio. E Jesus acrescenta que também o insulto e o desprezo podem matar. “Nós estamos acostumados a insultar. Esta é uma forma de matar a dignidade de uma pessoa”, ressaltou o Papa.

“Para ofender a inocência de uma criança, basta uma frase inoportuna. Para ferir uma mulher pode bastar um gesto de frieza. Para despedaçar o coração de um jovem é suficiente negá-lo a confiança. Para aniquilar um homem basta ignorá-lo. A indiferença mata. É como dizer à outra pessoa: ‘Você está morto para mim’, porque você já a matou em seu coração. Não amar o próximo é o primeiro passo para matar; e não matar é o primeiro passo para amar”.

O Santo Padre ressaltou ainda que a vida humana precisa de amor, e o amor autêntico é aquele de Cristo, que mostrou a misericórdia. “Ninguém de nós pode sobreviver sem misericórdia, todos precisamos do perdão. Portanto, se matar significa destruir, suprimir, eliminar alguém, então não matar é dizer curar, valorizar, incluir. E também perdoar”.

Concluindo sua reflexão, o Papa lembrou aos fiéis que não basta não fazer o mal, mas é preciso fazer o bem. “Ninguém se iluda pensando: ‘Estou bem porque não faço nada de mal’. Um mineral ou uma planta têm este tipo de existência, o homem não. A um homem ou a uma mulher é pedido mais. Há o bem a fazer (…) ‘Não matar’ é um apelo ao amor e à misericórdia, é um chamado a viver segundo o Senhor Jesus, que deu a vida por nós e por nós ressuscitou”.

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