O Santo Rosário

Se houver entre os ouvintes alguém que tenha mandado a uma pessoa amiga, rosas em sinal de afeição ou as tenha recebido como lembrança, apreciará certamente esta história duma prece. A humanidade sempre uniu instintivamente as alegrias e as rosas. Os pagãos coroavam as suas estátuas com rosas, como símbolos da oferta dos seus corações. Os adeptos da Igreja, nos seus primórdios, substituíram as rosas pelas orações. Nos tempos dos primeiros mártires – digo, “primeiros” porque a Igreja tem hoje mais mártires do que tinha nos primeiros quatrocentos anos – quando as jovens virgens caminhavam sobre a areia do Coliseu ao encontro da morte, vestiam-se com belos vestidos e adornavam a sua fronte com coroas de rosas, por irem jubilosas ao encontro do Rei dos Reis, pelo qual morriam. Os cristãos, depois de anoitecer, recolhiam as suas coroas de rosas e sobre estas oravam, rezando a cada rosa uma oração. No longínquo deserto, os Egípcios, os anacoretas e os eremitas contavam também as suas orações sob a forma de pequenos grãos reunidos à maneira de coroa. Maomé adotou esta prática para os seus maometanos. Do costume de se oferecerem ramos espirituais, nasceu uma série de orações conhecida por rosário, pois rosário significa “coroa de rosas”. Desde os primeiros dias que a Igreja pede aos fiéis: recitem os 150 salmos de Davi. Este uso conserva-se ainda em vigor entre os sacerdotes, porque são obrigados a recitar estes salmos que fazem parte do Breviário que rezam todos os dias. Mas não é fácil para todas as pessoas recordar os cento e cinqüenta salmos. Além disso, antes da invenção da imprensa, era difícil encontrar-se um livro. Eis porque alguns livros importantes como a Bíblia estavam acorrentados, à maneira das listas telefônicas nas estações ferroviárias; de contrário furtá-las-iam. O fato de a Bíblia estar acorrentada fez nascer a estúpida mentira de que a Igreja não queria permitir a ninguém que a lesse. Afinal, ela estava presa para que as pessoas a pudessem ler e consultar. Também a lista dos telefones está presa, e, no entanto é um dos livros mais largamente consultados nas sociedades modernas. As pessoas que não podiam aprender os 150 salmos, quiseram fazer qualquer coisa que pudesse, de algum modo, substituir esta prática. E substituíram-nos por 150 “Ave-Marias”, subdivididas em quinze dezenas. Cada uma das dezenas devia ser recitada ao mesmo tempo em que se meditavam os vários aspectos da vida de Nosso Senhor. Para se manterem as dezenas separadas, cada uma principiava por um “Pai Nosso”, e terminava com um “Glória”, em louvor da Santíssima Trindade. São Domingos, que morreu em 1221, recebeu de Nossa Senhora a ordem de pregar e popularizar a devoção em sufrágio das almas do purgatório, pela vitória sobre o mal e pela prosperidade da Santa Madre Igreja, e assim nos deu o rosário na sua forma atual. Já se tem objetado que há muitas repetições no rosário, e que o “Pai-Nosso” e a “Ave-Maria”, à força de repetidos, tornam-no monótono. Isto me faz lembrar o caso duma mulher que veio procurar-me uma tarde; depois da preleção. Disse-me: “Eu jamais me tornarei católica. Vós dizeis e repetis sempre as mesmas palavras no rosário, e quem repete as mesmas palavras não é sincero. Eu nunca acreditarei em tal pessoa. Tampouco Deus acreditará nela”. Perguntei-lhe quem era o homem que a acompanhava. Respondeu-me que era o seu noivo. Perguntei-lhe ainda: “Ele gosta de si?” “Oh! muito!” “Mas como o sabe?” “Ele me disse”. “Então como foi que ele lhe disse?” “Disse-me: te amo”. “Quando lhe disse?” “Há de haver uma hora”. “Já o tinha dito antes?” “Já. Ainda ontem à noite”. “Que lhe disse ele?” “Te amo”. “Mas não lhe tinha já dito antes disso?” “Diz-me todas as noites”. Respondi-lhe: “Não acredite. Ele que repete, é porque não é sincero”. A grande verdade é que não há repetição em “Eu te amo”, porque há um novo momento no tempo, um outro ponto no espaço, as palavras não têm o mesmo significado que da primeira vez. O amor nunca é monótono na uniformidade das suas expressões. O espírito é infinitamente variável na sua linguagem, mas o coração não o é. O coração do homem diante da mulher a quem ama, é demasiado pobre para traduzir a imensidade do seu afeto em palavras diferentes. Eis porque o coração emprega uma expressão apenas: “Amo-te” e dizendo-a muitas vezes nunca a repete. É a única novidade verdadeira do mundo. É isto que nós fazemos quando rezamos o rosário. Repetimos à Santíssima Trindade, ao Verbo Encarnado, à Santíssima Virgem: “Amo-te”, “Amo-te”, “Amo-te”. Há uma beleza no rosário. Não é apenas uma oração vocal; é também uma oração mental. Tendes ouvido por vezes uma representação dramática na qual, ao mesmo tempo em que a voz humana fala, se faz ouvir em surdina uma música agradabilíssima a dar maior expressão e relevo às palavras. O rosário é assim. Enquanto se reza a oração, não se ouve a música, mas medita-se na vida de Cristo, aplicada à nossa vida e às nossas necessidades. Assim como o arame sustenta as redes das camas, assim a meditação segura a prece. Nós muitas vezes falamos com determinada pessoa, enquanto o nosso espírito pensa noutra, mas no rosário nós não rezamos apenas a oração; pensamos. Belém, Galiléia, Nazaré, Jerusalém, Gólgota, Calvário, Monte das Oliveiras, Paraíso – tudo isto passa por diante dos nossos olhos, enquanto os nossos lábios oram. O rosário solicita os nossos dedos, os nossos lábios, o nosso coração numa vasta sinfonia de orações; é, por esse motivo, a maior oração que jamais foi composta pelo homem.

Do livro NOSSA SENHORA, transcrições de programas de rádio de D. Fulton Sheen (Bispo americano em processo de beatificação).

 

Um documento a redescobrir: convite maternal à oração
Meditação sobre a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae
Padre Mario Piatti, ICMS, editor da revista Maria de Fátima

ROMA, quinta-feira, 4 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Neste mês de outubro, recordamos o décimo aniversário da carta apostólica Rosarium Virginis Mariae e a proclamação do Ano do Rosário (outubro de 2002 a outubro de 2003), com que João Paulo II “relançou” e promoveu esta prática piedosa surgida gradualmente durante o segundo milênio, ao sopro do Espírito de Deus, em toda a Igreja. Na longa introdução do documento, o papa menciona a simplicidade e a profundidade desta oração, sua predileta desde a juventude, como instrumento eficaz para o crescimento pessoal e eclesial, sempre cultivada pelos santos e, em várias ocasiões, favorecida pelo magistério. Embora caracterizada pelo caráter mariano, o terço é uma oração que nasce do coração cristológico. Na sobriedade dos seus elementos, ela concentra toda a profundidade da mensagem do evangelho, do qual é um compêndio (RVM 1). A desconfiança manifestada às vezes contra essa devoção não tem qualquer justificação válida: pelo contrário, geralmente nasce da ignorância da sua articulada estrutura espiritual, da sua riqueza evangélica e da sua carga “carismática” inegável. Oração do coração, que ecoa a oração de Maria, o seu perene magnificat, ela tem a capacidade de comover e mover o afeto à meditação e à contemplação das “coisas de Deus”, através do Coração de Maria, introduzindo-nos na escola de Maria e na verdadeira contemplação da beleza do rosto de Cristo. A encíclica Supremi Apostolatus Officio, de Leão XIII, abriu em 1883 uma temporada feliz de pronunciamentos oficiais, através dos quais os papas testemunharam gradualmente a sua estima pelo rosário e pediram a sua divulgação e prática fervorosa. “Eu mesmo”, contava João Paulo II, “sempre incentivei a recitação frequente do rosário. Desde a minha juventude, esta oração teve um lugar importante na minha vida espiritual… O rosário me acompanhou nos momentos de alegria e de provação. A ele eu confiei tantas preocupações, nele encontrei sempre conforto” (RVM 2). Vários anos antes, em 1978, apenas duas semanas depois da sua eleição, ele tinha afirmado: “O rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade. […] Pode-se dizer que o rosário é, em certo sentido, uma oração-comentário do último capítulo da constituição Lumen Gentium, do concílio Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja” (ibidem). Rezar o terço, continua a carta, não é nada mais que contemplar com Maria o rosto de Cristo e dispor de uma oportunidade regular e fecunda para a contemplação pessoal e para a formação do Povo de Deus em vista da nova evangelização, que era tão cara ao Santo Padre: “Eu gosto de reiterá-lo também na feliz memória de outro aniversário: o dos 40 anos do início do concílio Vaticano II (11 de outubro de 1962), a grande graça preparada pelo Espírito de Deus para a Igreja do nosso tempo” (cf. RVM 3). Estas palavras, uma década depois e às vésperas da solene celebração do 50º aniversário do Vaticano II, ressoam ainda mais atuais e exigentes do que nunca. Perante as dificuldades inegáveis do nosso tempo, diante da descristianização em andamento, da profunda crise moral que afeta todos os membros da sociedade, nós somos todos chamados a não ser complacentes, mas a elevar a mente e o coração a Deus, para pedir-lhe a luz e a força a fim de renovarmos a fé e, generosamente, propô-la às pessoas do nosso tempo. O mundo de hoje parece ter tudo, promete receitas fáceis de felicidade, mas é forçado a admitir a sua insuficiência radical. A situação econômica devastadora que estamos atravessando é apenas um aspecto secundário, tangível e concreto, de um mal-estar bem mais profundo e mais inquietante: a pobreza radical do homem, que só Deus sabe preencher e curar. “Tu te julgas vivo, mas estás morto”, diz o Apocalipse… “Tu dizes: Sou rico, prosperei; de nada tenho necessidade. Mas não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3,1.17). O terço, humilde, na sua aparente fragilidade e inconsistência, é uma arma poderosa de salvação, colocada por Deus em nossas mãos. É um presente do céu, que reorienta o coração para o alto; é o conforto do espírito, a luz e o consolo na provação, uma “corrente do amor”, como dizem os santos, que leva a alma para Cristo, para a prática da fé, para a caridade viva e fraterna. É súplica e intercessão que “move” e que consegue a misericórdia de Deus para com as nossas famílias; é oração do pequeno, do simples, mas que sabe iluminar as mentes mais excelsas, naquela fusão maravilhosa de “Fides et Ratio”, que, há dois mil anos, torna encantadora a proposta cristã, porque ela sabe falar para a inteligência e para o coração. O rosário não se opõe à liturgia, mas lhe serve como suporte, já que nos introduz a ela e a faz ecoar, permitindo que as pessoas participem dela com plenitude interior, colhendo os seus frutos na vida diária (RVM 4). A nova evangelização deve necessariamente passar pelo Imaculado Coração de Maria. Só ela conhece plenamente os “segredos de Deus” e anseia com ardor comunicá-los à Igreja e a cada crente. Redescobrimos o rosário como via delicada e maternal, que nos dispõe para a graça e acompanha o nosso caminho, como a luz da esperança em meio às armadilhas destes momentos difíceis. (Trad.ZENIT)

 

MARIA, INTERCESSORA JUNTO A DEUS
“Segurar num terço é segurar nas mãos da Mãe”
Irmã Zélia

“Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28). A Palavra de Deus, hoje, é muito especial para o meu coração, porque ela vem para nos fazer entender algo sobrenatural: o encontro do anjo Gabriel com a Virgem Maria. É por meio desse encontro que o anjo chega saudando Nossa Senhora: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. Maria perturbou-se com essa saudação, mas, em seguida, o anjo lhe deu a garantia de que era um chamado de Deus. Ela não tinha dúvida de que o Senhor a preparara para esse encontro e, por isso, não teve medo de olhar para ele. Nesse momento, o coração dela ficou cheio da graça de Deus. Deus pensou em nós quando enviou o anjo a Maria. O amor d’Ele é tão grande que não quis que ficássemos sem mãe. Uma Mãe que tomasse posse da nossa dor, das nossas chagas, das nossas preocupações e as apresentasse a Jesus. Ela nos ensina a amar o seu Filho. O desejo de Maria não é reter nenhuma graça para Ela, mas nos levar a ser íntimos de Jesus. Assim nasce uma oração muito importante para nós: a Ave-Maria. Nessa oração, percebemos que a vontade de Maria vai se rendendo à vontade do Senhor. Nesse momento, o anjo sai de cena, e eis que Nossa Senhora se torna um sacrário vivo de alguém tão especial, que é o Salvador. O primeiro sacrário da terra é o útero de Nossa Senhora. A nossa Ave-Maria não é uma oração qualquer, mas uma oração do céu. Ela nasceu de uma intimidade profunda de Maria com Deus; é uma oração de poder. Por isso, quando rezamos, estamos repetindo as palavras de São Gabriel. É uma oração com fundamento bíblico. Rezar o rosário é um pedido de Nossa Senhora, é algo que, realmente, muda a vida de alguém. Homens e mulheres que rezam o rosário, diariamente, são pessoas diferentes. Por isso, quando fazemos essa oração, vamos adentrando no mistério do transcendente e começamos a entender que a única coisa boa na vida, que nos traz prazer, é fazer a vontade de Deus. O inimigo, sabendo disso, tem investido pesado nas nossas vidas para que não rezemos.

Cada Ave-Maria que você reza, é uma rosa que se exala de sua boca.

Maria quer entrar em nossa casa hoje. Este é o mês de Nossa Senhora Aparecida e de Nossa Senhora do Rosário, um mês em que a Igreja toda se volta para Maria. É por isso que o inimigo não quer que você reze o rosário, porque ele não suporta ver alguém com um terço na mão. Quando a Virgem Maria entra na vida de um leigo, de um consagrado, Ela sempre leva a redenção para a vida dessa pessoa. Cada Ave-Maria que você reza, é uma rosa que se exala de sua boca. Por isso, o rosário é um resumo do Evangelho e até o mais pobre pode proclamá-lo. Segurar num terço é segurar nas mãos da Mãe. Quem invoca Nossa Senhora em alguma situação não perde, de forma alguma, essa causa, porque Maria é a porta do céu, Ela é a Mãe Rainha, o caminho que nos leva a Jesus. Por que muitas casas estão vazias, por que muitos casais têm perdido o sentido de viverem juntos? Porque não levam Maria para a sua casa. Quantos testemunhos eu tenho de mulheres que, depois de rezar uma Ave-Maria, mudaram muitas coisas na vida delas! No terço, há uma união do Pai e da Mãe quando eu professo a minha fé. Essa é uma oração que tem o poder de curar, de libertar e salvar. Ela tem o poder de operar milagres, porque é uma súplica ao Pai. Quando eu rezo esta oração para mulheres que não podem engravidar, elas me ligam depois de algum tempo para me dar a notícia de que estão grávidas. Quando eu rezo as Ave-Marias diante de um doente e o coloco dentro do coração de Nossa Senhora, tenho certeza de que presencio o milagre de Deus. Ele não nos deixa sem resposta quando fazemos um pedido à Mãe. Você não está só, Maria está intercedendo por você. Quanto mais rezamos o terço, mais temos experiência daquilo que é sagrado. Quando temos Maria ao nosso lado, o nosso coração é amado pelo céu, porque a oração nos faz transcender. Muitas coisas não compreendemos, mas quando rezamos, “cai por terra” tudo o que não estava em nossa compreensão e passamos a enxergar além de nossa vida. Só podemos ser felizes se realizarmos a vontade de Deus.

 

O TERÇO E A PALAVRA DE DEUS

Havia uma senhora muito simples, que vendia verduras na vizinhança. Certo dia, Tia Teca, conhecida por toda a vizinhança, foi vender suas verduras na casa de um senhor que era Pastor Evangélico e lá perdeu o terço no jardim da casa deste. Passados alguns dias, Tia Teca, voltou novamente à sua casa. Esse veio logo zombar da Tia Teca. Ele dizia para ela: – Você perdeu seu Deus? – Eu? Perder o meu Deus? Nunca. Então, ele pegou o Terço e disse: – Não é este o seu Deus? Ela disse: – Graças a Deus o senhor encontrou o meu Terço. Muito obrigada. Ele disse: – Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela Bíblia? Ela disse: – Porque a Bíblia eu não sei ler, e com o Terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no meu coração. Ele perguntou: – Medita a Palavra de Deus? Como assim? Poderia me dizer? – Posso sim, respondeu Tia Teca, pegando o terço, e disse: – Quando eu pego na Cruz, lembro-me que o Filho de Deus derramou todo o Seu Sangue, pregado numa Cruz, para salvar a humanidade. Esta primeira conta grossa, me lembra que há Um só Deus Onipotente. Estas três contas pequenas me lembram as Três Pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai-nosso. O Terço tem cinco Mistérios, que fazem lembrar as Cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, cravado na cruz. E cada mistério tem dez Ave-marias, que me fazem lembrar os Dez Mandamentos, que o Senhor mesmo escreveu nas Tábuas de Moisés. O Rosário de Nossa Senhora tem Vinte Mistérios, que são: cinco Gozosos, cinco Luminosos, cinco Dolorosos e cinco Gloriosos. De manhã, quando me levanto para iniciar a minha luta do dia-a-dia, eu rezo os Mistérios Gozosos, lembrando-me do humilde lar de Maria de Nazaré. Ao meio dia, no meu cansaço e fadiga do trabalho, eu rezo os Mistérios Luminosos, que me fazem continuar minhas tarefas, pedindo a Luz do Alto. À tarde, rezo os Mistérios Dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário. E quando chega o final do dia, à noite, com as lutas vencidas, eu rezo os Mistérios Gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus Cristo venceu a morte para nos dar a Salvação a toda a humanidade. E agora, diga-me: onde está a idolatria? Ele, depois de ouvir tudo isso, disse: – EU NÃO SABIA DISSO, ENSINA-ME, TIA TECA, A REZAR O TERÇO.

 

Rosário, uma arma eficaz nas nossas mãos

Precisamos ser orantes! Nossa Senhora tem insistido conosco sobre a importância do rosário. O problema é que não compreendemos seu valor; achamos que o rosário é uma simples repetição de Pais-nossos e Ave-marias, meditando os mistérios. Na realidade, quem torna eficaz essa forma de oração não somos nós: é Deus. Como acontece na Eucaristia: antes, é simples pão, feito com um pouco de farinha e água; mas, após a consagração, pela eficácia do poder do Espírito, torna-se Jesus vivo no meio de nós. A eficácia do rosário não vem dos homens, mas do céu. A recitação do rosário vem desde 1200. Nossa Senhora revelou a São Domingos a eficácia, a “violência” do rosário. Havia, na época, hereges que faziam mal à Igreja, sem que ninguém conseguisse detê-los. São Domingos ia de cidade em cidade, a todas as paróquias, rezando o rosário com as pessoas, e a situação começou a mudar. Como resultado, os hereges começaram a se converter. Basta lembrar o que a Santíssima Virgem Maria falou em Lourdes, em Fátima e o que tem falado em Medjugorje. Até quando ela vai ter de insistir conosco para que compreendamos o valor dessa oração?! Não esperemos ter tempo! Lavando roupa, cuidando da casa, indo para o trabalho… você pode ir rezando o rosário. Você pode também rezar um mistério, depois outro, e outro… Diante da violência que enfrentamos, é preciso, como aqueles homens nos tempos de Neemias, estar o tempo todo reconstruindo nossas famílias, com ferramentas numa mão e armas na outra. Uma delas é o rosário! Os reconstrutores eram homens e mulheres, meninos e meninas; eram famílias. Quando anoitecia, ninguém voltava para casa: eles dormiam ao pé da muralha, protegendo o que haviam construído durante o dia. Cansados, depois que escurecia, ficavam orando até que todos adormecessem. É assim que o Senhor quer que nós vivamos em família: em austeridade. Temos de ser famílias profundamente comprometidas com o trabalho. Se você não tem o emprego de que gostaria, procure outra coisa para fazer. É claro que você precisa de um trabalho remunerado, mas na obra do Senhor não falta serviço… Arrisque-se a trabalhar pelo Senhor e você verá se o Senhor lhe dará ou não um emprego remunerado! O problema está todo aqui: não temos a coragem de nos arriscar e confiar na Palavra que diz: “Procurai primeiro o Reino e a justiça de Deus, e tudo vos será dado por acréscimo” (Mt 6, 33). A justiça de Deus é ver nossas famílias reconstruídas. É isso que Jesus diz: “Ora, a vontade Daquele que me enviou é que eu não perca nenhum dos que ele me deu […]” (Jo 6, 39a). Invista sua vida no Reino e na justiça de Deus e comprove como Ele dará todo o resto em acréscimo.

Trecho do livro “Considerai como crescem os lírios” de monsenhor Jonas Abib

 

O Rosário, oração mariana
Mons. Vitaliano explica a origem da festa do Rosário
Por Mons. Vitaliano Mattioli*

CRATO, sexta-feira, 5 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – O  mês de outubro é dedicado à Virgem do Rosario e no próximo domingo, dia 7, a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Rosário. Inicialmente esta festa se chamou festa de Santa Maria da Vitória, por celebrar a libertação dos cristãos dos ataques dos turcos,  na batalha naval do 7 de outubro de 1571 em Lepanto (Grécia). São Pio V, Papa de então,  para defender a Cristandade, estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Atribuindo a vitória à intercessão de  Maria, auxílio dos cristãos, instituiu esta festa no ano de 1572.  Sobre a origem do Rosário. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para defender a Igreja das heresias. O Rosário completo era formado por 150 ave-marias, substituindo a oração dos antigos monges que rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas isso não era possível para o povo porque a sua maioria era analfabeta. Assim nasceu o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, substituindo os 150 salmos pelas 150 ave-marias. Os papas sempre  recomendaram esta oração. A mesma Virgem em Fátima manifestou o seu grande desejo de que os cristãos rezassem o Rosário. O Beato João Paulo II escreveu a Carta Apostólica “O Rosário da Virgem Maria” (Rosarium Virginis Mariae, 16 de outubro do ano de 2002 ),  insistindo na importância desta oração; nessa carta incluiu os cinco mistérios da luz. Dessa forma, o Rosário completo passou a ser formado por 200 ave-marias. Nos vários mistérios pode-se meditar e contemplar toda a história da salvação, desde a Anunciação  até a coroação de Nossa Senhora, refletindo sobre a vida pública de Jesus, a sua paixão, morte e ressurreição.  Pode-se rezar  em qualquer momento e lugar.  Mas especialmente a Igreja aconselha rezar o Rosário em família.  Em tempos passados, na tarde ou na noite, toda a família se reunia para honrar a Maria com esta oração. Hoje,  que a família está em grande crise,  é fundamental recuperar esta devoção para a salvação da família,  pela sua unidade e pela perseverança na fidelidade dos esposos. Maria prometeu muitas graças aos seus devotos, a quantos a honram rezando o Rosário.    Neste mês de outubro seria bom que cada família pudesse encontrar o tempo para recuperar esta maravilhosa devoção.  Este é o desejo do Papa na sua Carta Apostólica: “Oração pela paz, o Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. Outrora, esta oração era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar perder esta preciosa herança. Importa voltar a rezar em família e pelas famílias, servindo-se ainda desta forma de oração…A família que reza unida, permanece unida.” (n. 41).
* Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma, Itália, em 1938 e realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e na Escola Clássica Apollinaire de Roma e Redator da revista “Palestra del Clero”. Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil. (Ed.TS)

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