São Cosme e São Damião – 26 de Setembro

Encontramo-nos hoje com estes dois mártires orientais, que morreram decapitados na perseguição de Diocleciano (284-305). Eram irmãos e provavelmente gêmeos, de profissão médicos, de alta linhagem e de convicção cristã. Os Gregos chamam a cada um anargiros, que quer dizer sem dinheiro, porque no exercício da profissão eram sumamente desprendidos e caritativos com os pobres e necessitados.
Nas Actas que se conservam do martírio de ambos, entrelaça-se o autêntico com o lendário e oratório. Se nem tudo o que figura nelas é para ser admirado, conservam-se passagens que os mais exigentes críticos consideram reprodução exata do processo oficial. O juiz que os interrogou em Egeia da Cilícia, na Ásia Menor, é personagem histórica bem conhecida, que se chamava Lísias.
– Trazei-me esses homens da religião perversa dos cristãos.
– Diante do tribunal os tens, responderam os escrivães.
– Dizei-me o vosso nome, a vossa condição, a vossa religião e a vossa pátria.
– Somos duma cidade da Arábia.
– E como vos chamais?
– Eu chamo-me Cosme e o nome do meu irmão é Damião. Descendentes de ilustre família, professamos a medicina.
– E a vossa religião?
– A cristã.
– Bem, renunciai ao vosso Deus e sacrificai aos deuses que fabricaram o Universo.
– Os teus deuses são vãos e puras aparências, nem sequer se lhes pode dar nome de homens, mas de demônios.
– Atai-os de pés e mãos, e dai-lhes tormentos até que sacrifiquem.
Enquanto os verdugos despedaçavam as carnes dos dois irmãos com açoites e nervos de boi, os mártires sorriam e diziam ao juiz:
– Presidente, já podes atormentar-nos com maior diligência, pois certificamos-te que nem sequer sentimos a dor.
A espada pôs fim àquelas preciosas vidas e abriu-lhes a porta do paraíso.
Os cristãos do Oriente professaram-lhes muito profunda e sentida devoção desde o princípio. Levantaram-se igrejas e santuários em sua honra, recorria-se a eles em todas as doenças e Deus operava, por intercessão deles, curas e milagres constantes. No século IV vemo-los honrados em Constantinopla com quatro basílicas dedicadas à memória deles. Em Roma, o Papa Símaco (498-514) erigiu-lhes um oratório no Monte Esquilino e Félix IV (526-536) dedicou-lhes duas basílicas. O templum sacrae Urbis da Via Sacra passou a ser, e ainda é, a igreja principal dos dois irmãos médicos. A epígrafe, que recorda a dedicação desta basílica do Foro, conserva-se ainda e é o melhor elogio dos Santos Cosme e Damião, que entraram mesmo no Cânone Romano da Missa, pela grande devoção que lhes professava o povo: «Aos dois mártires médicos, esperança para o povo de salvação certa. O Foro com a honra sagrada dos Santos».
Com quanta generosidade não recompensa Deus o pouco que fazemos pelo seu nome, dando-Lhe o mais que podemos dar-Lhe, a nossa vida, que recebemos do seu amor e onipotência!

São Cosme e São Damião
A Tradição nos coloca que curavam todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais, fazendo tudo gratuitamente
Por Fabiano Farias de Medeiros / HORIZONTE, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org) – Conhecidos como “os sem dinheiro” e com a graça de serem citados no Cânon da Missa e na Ladainha de Todos os Santos, os mártires Cosme e Damião nasceram em Egeia na Ásia Menor e seus nomes de batismo eram Acta e Passio. Tinham outros irmãos de nome Antimo, Leôncio e Euprépio que cresceram sob o regime de perseguição do imperador Diocleciano que findou por vitimar seu pai.
A hagiografia não traz muitos dados sobre a infância dos irmãos, mas revela que tinham um grande talento para a prática da medicina. A Tradição nos coloca que curavam “todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais, fazendo tudo gratuitamente”. Eles se aperfeiçoaram e se diplomaram na região da Síria e passaram então a exercer a profissão com maior zelo e profissionalismo, sem, contudo perder a fé e levando sempre seus pacientes à cura do corpo e da alma. A esta metodologia eram atribuídos vários milagres, convertendo até mesmo os mais abastados pagãos, pois Cosme e Damião não cobravam por seus serviços. A Tradição também narra que certa vez Damião aceitou o pagamento de uma mulher que havia sido tratada e foi severamente repreendido por Cosme.
O testemunho convicto de fé e caridade de Cosme e Damião chamaram a atenção e inflamaram a ira do Imperador Diocleciano. O prefeito da cidade chamado Lísias ordenou a prisão dos irmãos no intuito deles renunciarem a sua fé. Diante de sua postura firme e convicta de fé, foram torturados, mas não sofriam nenhum ferimento. O fato transcorreu até o dia em que foram condenados à lapidação, mas as pedras jogadas neles voltavam para seus algozes. Foram então alvejados por flechas, mas as mesmas retornavam sem feri-los. Por fim foram martirizados por decapitação no dia 27 de setembro por volta do ano 303 e seus corpos enterrados na cidade de Ciro na Síria.
Imperadores e Papas recorreram à intercessão de Cosme e Damião honrando-os com a construção de Igrejas dedicadas a eles em Jerusalém, Egito, Mesopotâmia e em Constantinopla. São Cosme e São Damião, entretanto, são padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

O sabor amargo dos doces de Cosme e Damião
Sincretismo religioso esvazia, relativiza e deturpa o sentido religioso e sagrado da verdadeira devoção aos santos mártires São Cosme e São Damião
Por Fabiano Farias de Medeiros / Horizonte, 25 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
Nos deparamos mais uma vez com a discussão acerca de São Cosme e Damião e a falaciosa relação dos santos católicos com a entrega de doces que é fruto da umbanda impulsionada pelo sincretismo religioso.
Em meio a tantos textos sem contextos, percebemos muitos pretextos que tiram nossos olhos da verdade e do sagrado. Vamos aos fatos:
Catolicismo
São Cosme e Damião são santos mártires da Igreja Católica, cuja memória é celebrada no dia 26 de setembro. Cosme e Damião eram irmãos gêmeos e exerciam a profissão de médicos. Eram chamados de “Anaryroi”, ou seja, “os sem dinheiro” por causa dos seus serviços de caridade. Diversas curas e milagres foram realizados através deles. Com a terrível perseguição imposta pelo imperador Diocleciano, os irmãos foram presos e acusados de usar de feitiçaria, bruxismo e meios satânicos para realizar as curas.
Ao serem interrogados, diante da acusação responderam: “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”. Foram então forçados a adorar os deuses sob pena de serem cruelmente torturados, ao que eles responderam: “Teus deuses nenhum poder têm; adoramos o Criador do céu e da terra”.
Sofreram severas torturas, mas milagrosamente não pareciam sentir nada dos cruéis flagelos que lhes eram impostos. Diante do fato foram então decapitados. Após o culto à Cosme e Damião se espalhar, o Papa Félix construiu por volta do ano 526 uma basílica dedicada a eles em Roma. A solenidade aconteceu então no dia 26 de setembro que ficou fixado como data da memória dos santos.
Umbanda
O primeiro aspecto que difere da celebração dos santos Cosme e Damião é o dia. Na Umbanda são celebrados dia 27 que no catolicismo é dia de São Vicente de Paula.
Segundo, são caracterizados apenas no nome, mas na realidade são “Ibejí” ou “Ibejís” que são os Orixás que protegem as crianças e são os Orixás de amor e alegria. São filhos gêmeos de Xangô e Iansã. O nome “Ibeji” é uma junção dos termos “iorubas” que quer dizer “nascimento”, e “eji”, que quer dizer “dois”.
Na própria Umbanda existe uma forte confusão por tudo isso, pois os “Ibejís” confundem-se com os “Erês” que provem do Candomblé. Os primeiros são espíritos muito fortes que, depois de Oxalá, são os únicos que dominam totalmente a magia. Os segundos são os intermediários entre a pessoa e seu Orixá. A palavra “Eré” significa “brincadeira, divertimento”.
Por serem divindades atribuídas a crianças, o dualismo entre eles próprios cria a confusão. Segundo a Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e do Entorno, “os Ibejis são celebrados com cultos próprios durante todo o ano, já que estão ligados a ideia de “criação” e são cultuados em todos os rituais”. A Umbanda celebra Cosme e Damião e não os Ibejis, na mesma data.
“Quando os escravos foram trazidos da África para o Brasil acabaram criando a Umbanda e, para realizar seus cultos, associaram seus deuses aos do catolicismo. Mas o princípio é o mesmo”, informa a Federação.
A grande cerimônia dedicada às divindades, acontece no dia 27 de setembro, como forma de agradecimento e como forma de devolver a proteção dispensada. É nesta ocasião que comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos frequentadores dos terreiros. E cultiva-se também o costume de distribuir-se tais doces na noite desta celebração.
Nos deparamos então com um profundo sincretismo religioso que esvazia, relativiza e deturpa o sentido religioso e sagrado da verdadeira devoção aos santos mártires São Cosme e São Damião.
Sobre este sincretismo o Papa Bento XVI nos alertou na Caritas in Veritate: “O mundo atual registra a presença de algumas culturas de matiz religioso que não empenham o homem na comunhão, mas isolam-no na busca do bem-estar individual, limitando-se a satisfazer os seus anseios psicológicos. Também uma certa proliferação de percursos religiosos de pequenos grupos ou mesmo de pessoas individuais e o sincretismo religioso podem ser fatores de dispersão e de apatia. Um possível efeito negativo do processo de globalização é a tendência a favorecer tal sincretismo, alimentando formas de « religião » que, em vez de fazer as pessoas encontrarem-se, alheiam-nas umas das outras e afastam-nas da realidade”.
Em um encontro com bispos do Brasil no vaticano, o Papa Bento XVI exortou: “o culto não pode nascer de nossa fantasia”.
Com relação a recepção dos tais “doces”, devemos estar atentos às obras das trevas e não ter parte com elas. Alguns definem não haver nenhum problema se for por pura filantropia e caridade, mas fica a pergunta: “Como definir quando, onde e quem está promovendo uma coisa ou outra?”.
Ficamos, portanto com aquilo que nos ensina a Palavra de Deus em Ef 5, 8-13: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz”.
São Cosme e São Damião, rogai por nós!

Hoje, celebra-se São Cosme e São Damião, gêmeos mártires e padroeiros dos médicos
REDAÇÃO CENTRAL, 26 Set. 15 (ACI) .- Neste 26 de setembro, a Igreja celebra os mártires Cosme e Damião, irmãos gêmeos que, junto com São Lucas, são os padroeiros dos médicos católicos.
No Oriente, são chamados “os não cobradores”, porque exerciam a medicina sem cobrar nada aos pacientes pobres. A única coisa que pediam aos pacientes era que lhes permitissem falar por uns minutos a respeito do Jesus Cristo e de seu Evangelho.
Lisias, o governador de Cilícia, desgostou-se muito porque estes dois irmãos propagavam efetivamente o cristianismo. Tratou inutilmente de que deixassem de pregar e, como não conseguiu, mandou atirá-los ao mar. Mas, uma onda gigantesca os levou sãs e salvos à margem.
Então, o governador mandou que fossem queimados vivos, mas as chamas não os tocaram e, em troca, queimaram aos verdugos pagãos que queriam atormentá-los. O mandatário pagão mandou que lhes cortassem a cabeça. Finalmente, derramaram seu sangue por proclamar o amor ao Divino Salvador.
Junto à tumba dos dois irmãos gêmeos, começaram a realizar-se milagrosas curas. O imperador Justiniano de Constantinopla, padecendo de uma grave enfermidade, encomendou-se a estes dois Santos mártires e foi curado inexplicavelmente.
São Cosme e Damião também são padroeiros dos cirurgiões, farmacêuticos, dentistas e faculdades de medicina.

CONHEÇA
A verdadeira história de São Cosme e São Damião, mártires
São Cosme e São Damião são santos dedicados à salvação da vida
https://formacao.cancaonova.com/igreja/santos/verdadeira-historia-de-sao-cosme-e-sao-damiao-martires/

“Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!” Hoje, dia 26 de setembro, lembramos dois dos santos mais citados na Igreja: São Cosme e São Damião, irmãos gêmeos, médicos de profissão e santos na vocação da vida. Viveram no Oriente (Cilícia, Ásia Menor entre os séculos III e IV), e, desde jovens, eram reconhecidos por sua habilidade como médicos. Com a conversão, passaram a ser também missionários, ou seja, ao unirem a ciência à confiança no poder da oração, levavam para muitos a saúde do corpo e da alma.

Viveram na Ásia Menor, até que, devido à perseguição de Diocleciano, no ano 300 da Era Cristã, foram presos por serem considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Tendo em vista essa acusação, a resposta deles era sempre: “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”
Diante da insistência dos perseguidores da fé cristã, com relação à adoração aos deuses, responderam: “Teus deuses não têm poder nenhum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!”.

Atenção para este recado:
Na Igreja, muitos santos são estigmatizados pelo misticismo devido ao choque de culturas. Nada contra outras culturas, mas é sempre muito bom lembrar a verdadeira origem dos fatos. Muitos de nossos santos são cultuados também no candomblé e em outras religiões, mas a história é bem diferente. Na época da escravatura no Brasil, os escravos africanos criaram uma maneira criativa e inteligente de enganar os senhores de Engenho. Invocavam seus deuses Orixá, Oxalá, Ogum como São Sebastião, São Jorge e Jesus, e os negros bantos identificaram Cosme e Damião como os orixás Ibejis em um sincretismo religioso. E fizeram o mesmo com outros santos também, como São Jorge, Santa Bárbara entre outros. O sincretismo religioso é um fenômeno que consiste na absorção de influências de um sistema de crenças por outro.
Os negros bantos identificaram Cosme e Damião como os Ibejis: divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos [Cosme e Damião]. A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece, no dia 27 de setembro, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos frequentadores dos terreiros. Para nós, católicos, este é o dia de São Vicente de Paulo. Por isso, há o costume de distribuir doces e comidas às crianças no dia 27, que também foi um costume introduzido pelo candomblé.
São Cosme e São Damião jamais abandonaram a fé cristã e foram decapitados no ano de 303. São considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.
Senhor, dai-nos uma fé viva, livre de todas as misturas, uma fé nova, traduzida na vida e no amor aos irmãos. Por isso, proclamamos o Senhorio de Jesus em nossa vida, pois os santos não precisam de alimentos, pois eles já contemplam o Alimento da Vida, que é o próprio Senhor.

Oração: São Cosme e Damião, que, por amor a Deus e ao próximo, vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes. Abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que vossa proteção, São Cosme e Damião, conserve meu coração simples e sincero. Senhor nosso Deus, que dissipais as trevas da ignorância com a luz de Cristo, vossa Palavra, fortalecei a fé em nossos corações, para que nenhuma tentação apague a chama acesa por vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
São Cosme e São Damião, rogai por nós!

Minha bênção fraterna.
Padre Luizinho, natural de Feira de Santana (BA), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 22 de dezembro de 2000, cujo lema sacerdotal é “Tudo posso naquele que me dá força”. Twitter: http://@peluizinho

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