XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano B

Por Pe. Inácio José Schuster

E vós, quem dizeis que eu sou? 
Isaías 50, 5-9a; Tiago 2, 14-18; Marcos 8, 27-35

Os três [evangelhos] sinópticos referem o episódio de Jesus, quando em Cesaréia de Filipe perguntou aos apóstolos quais eram as opiniões das pessoas sobre Ele. O dado comum nos três é a resposta de Pedro: «Tu és o Cristo». Mateus acrescenta: «o Filho do Deus vivo» (Mt 16, 16) que poderia, contudo, ser uma manifestação devida à fé da Igreja depois da Páscoa. Logo, o título «Cristo» converteu-se em um segundo nome de Jesus. Encontra-se mais de 500 vezes no Novo Testamento, quase sempre na forma composta «Jesus Cristo» ou «Nosso Senhor Jesus Cristo». Mas ao princípio não era assim. Entre Jesus e Cristo se subentendia um verbo: «Jesus é o Cristo». Dizer «Cristo» não era chamar Jesus pelo nome, mas fazer uma afirmação sobre Ele. Cristo, sabemos, é a tradução grega do hebreu Mashiah, Messias, e ambos significam «ungido». O termo deriva do fato que no Antigo Testamento os reis, profetas e sacerdotes, no momento de sua eleição, eram consagrados mediante uma unção com óleo perfumado. Mas cada vez mais claramente na Bíblia se fala de um Ungido ou Consagrado especial que virá nos últimos tempos para realizar as promessas de salvação de Deus a seu povo. É o chamado messianismo bíblico, que assume diversos matizes segundo o Messias é visto, como um futuro rei (messianismo real) ou como o Filho do homem de Daniel (messianismo apocalíptico). Toda a tradição primitiva da Igreja é unânime ao proclamar que Jesus de Nazaré é o Messias esperado. Ele mesmo, segundo Marcos, se proclamará tal ante o Sinédrio. À pergunta do sumo sacerdote: «És tu o Cristo, o Filho do Bendito?», Ele responde: «Sim, eu o sou» (Mc 14, 61 s). Tanto mais, portanto, desconcerta a continuação do diálogo de Jesus com os discípulos em Cesaréia de Filipe: «E lhes mandou energicamente que a ninguém falassem acerca d’Ele». Contudo, o motivo está claro. Jesus aceita ser identificado com o Messias esperado, mas não com a idéia que o judaísmo havia construído sobre o Messias. Na opinião dominante, este era visto como um líder político e militar que livraria Israel do domingo pagão e instauraria, através a força, o reino de Deus na terra. Jesus tem que corrigir profundamente esta idéia, compartilhada por seus próprios apóstolos, antes de permitir que se falasse Dele como Messias. A isso se orienta o discurso que segue imediatamente: «E começou a ensiná-los que o Filho do homem devia sofrer muito…». A dura palavra dirigida a Pedro, que busca dissuadi-lo de tais pensamentos: «Afasta-te de mim, Satanás!», é idêntica à dirigida ao tentador do deserto. Em ambos casos, trata-se, de fato, do mesmo intento de desviar-lhe do caminho que o Pai lhe indicou — o do Servo sofredor de Iahweh — por outro que é «segundo os homens, não segundo Deus». A salvação virá do sacrifício de dar «a vida em resgate de muitos», não da eliminação do inimigo. De tal maneira, de uma salvação temporal se passa a uma salvação eterna, de uma salvação particular — destinada a um só povo — se passa a uma salvação universal. Lamentavelmente, temos de constatar que o erro de Pedro se repetiu na história. Também determinados homens de Igreja, e até sucessores de Pedro, se comportaram em certas épocas como se o reino de Deus fosse deste mundo e como se fosse necessário afirmar-se com a vitória (se é necessário também das armas) sobre os inimigos, em vez de fazê-lo com o sofrimento e o martírio. Todas as palavras do Evangelho são atuais, mas o diálogo de Cesaréia de Filipe o é de forma de todo especial. A situação não mudou. Também hoje, sobre Jesus, existem as mais diversas opiniões das pessoas: um profeta, um grande mestre, uma grande personalidade. Converteu-se em uma moda apresentar Jesus nos espetáculos e nas novelas, nos costumes e com as mensagens mais estranhas. O Código da Vinci é só um dos últimos episódios de uma longa série. No Evangelho, Jesus não parece surpreender-se com as opiniões das pessoas, nem se preocupa em desmenti-las. Só propõe uma pergunta aos discípulos, e assim o faz também hoje: «Para vós, para você, quem sou eu?». Existe um salto por dar, que não vem da carne nem do sangue, mas que é dom de Deus que é preciso acolher mediante a docilidade a uma luz interior da qual nasce a fé. Cada dia, há homens e mulheres que dão este salto. Às vezes, trata-se de pessoas famosas — atores, atrizes, homens de cultura –, e então são notícia. Mas infinitamente mais numerosos são os crentes desconhecidos. Em certas ocasiões, os não crentes interpretam estas conversões como fraqueza, crises sentimentais ou busca de popularidade, e pode dar-se que em algum caso seja assim. Mas seria uma falta de respeito à consciência dos outros arrojar descrédito sobre cada história de conversão. Uma coisa é certa: os que deram este salto não voltarão atrás por nada do mundo, e mais ainda, se surpreendem de ter podido viver tanto tempo sem a luz e a força que vem da fé em Cristo. Como São Hilário de Poitiers, que se converteu sendo adulto, estão dispostos a exclamar: «Antes de conhecer-te, eu não existia».

 
Por Pe. Fernando José Cardoso

Neste vigésimo quarto domingo do tempo comum, Jesus se apresenta a nós com sua verdadeira identidade: Ele é Messias! Messias rejeitado e crucificado. Quando Jesus, pela primeira vez, anunciou a Sua paixão em Cesaréia de Felipe, os discípulos ficaram totalmente desconcertados; mais que todos Pedro. Este em nome do grupo toma a palavra: “Isto não Senhor. Não. Tu não permitirás que um bando de insignificantes destrua a Tua vida. Pensa naqueles que Tu curaste. Pensa naqueles que Tu estás ensinando. Pensa nas belas palavras que saem da Tua boca. Pensa em Teu Pai. Teu Pai seria honrado com uma morte ignominiosa? Que faremos nós? O mundo aceitará um Filho de Deus rejeitado? Pensa em nós também, afinal de contas nós devemos estar prontos a lutar, e a lutar para que Tu te mantenhas em vida. Queremos a honra e a glória de Deus, mas jamais um Deus crucificado”. Naquele dia Pedro se comportava como Satanás numa de suas tentações a Jesus. Jesus teve que chamar a sua atenção com palavras duras: “Para trás de mim Satanás. Tu me estás tentando como o Demônio”. Porque isto havia feito no início da vida pública o Demônio. Jamais os Apóstolos imaginariam que seriam os arautos de um Messias crucificado. Tiveram que superar o escândalo da cruz pesadamente, dificultosamente, através do dom do Espírito Santo, para a seguir se mostrar ao mundo inteiro como discípulos do Cristo morto e ressuscitado. Jesus deseja hoje unir a mim e a você, a cada um de nós, ao seu mistério Pascal de morte e ressurreição. Quando nós O recebemos na comunhão, Ele nos comunica o Espírito Santo tingido de vermelho, isto é, ele vem tingido por dentro de Seu sangue, da Sua paixão, como fruto maior fruto maior da Sua paixão. Este Espírito Santo imprime em nós o rosto desfigurado e transfigurado de Jesus. Nós devemos como discípulos Seus, aceitar a paixão, porque Deus assim o quis. Deus quis manifestar Jesus ao mundo, não na glória do poder, mas na impotência da crucifixão Devemos imitá-Lo, devemos prolongar os Seus sofrimentos em nós para podermos mais tarde, após esta vida, participar da Glória de Sua ressurreição, que também não se deu neste mundo, mas apenas no Céu.

 

Época de provas
Mc 8, 27-35, 24º do Tempo Comum
Redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm
Bispo de Huesca e de Jaca (Espanha).

Tudo caminhava muito bem naquela comunidade que ia se forjando em torno desse Mestre especial nazareno. Mas de repente, Jesus quer fazer uma espécie de sondagem, uma “prova de setembro”: “Quem dizem os homens que eu sou?”. E então os discípulos foram compondo o mapa estatístico: João Batista, Elias, um dos profetas. Eram os comentários adivinhadores do que as pessoas pensavam de Jesus. Mas a estatística que mais importava a Jesus era o que seus discípulos pensavam sobre Ele. Então, Pedro fará uma memorável confissão: “Tu és o Messias”. Mas Jesus, talvez um pouco perplexo por uma resposta tão clara e tão justa, proíbe que divulguem esta verdade que Pedro acaba de pronunciar: não era conveniente que se soubesse, por enquanto, que Jesus era o Messias, talvez pelas conotações políticas que havia na época sobre o messianismo, e era preciso purificá-lo de falsas expectativas, pois, do contrário, poderiam esperar do Messias Jesus o que ele não tinha vindo dar nem oferecer. Se por acaso não tivessem compreendido, Jesus começou a instruir seus discípulos para explicar-lhes o alcance verdadeiro de sua identidade messiânica: “o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias”. Foi como um balde de água fria. Qual era o propósito desse comentário infeliz, sobre condenação, execuções e uma incompreensível ressurreição que ninguém entendia? Pedro, talvez animado pelo seu recente êxito, teve um “gesto” com seu Mestre: repreendendo Jesus, queria salvar seu Salvador. Mas Jesus lhe responderá: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. É uma mudança de cena de um dramatismo tremendo. Pedro passa de ser, quase ao mesmo tempo, alguém através de quem o Pai fala e alguém através de quem Satanás grita, capaz do melhor e do pior… Nessa agridoce e claro-escura posição nos encontramos todos, sendo tantas vezes testemunhas da luz e da verdade e, se mudam as circunstâncias, negociantes das trevas e da mentira… depende da proposta da concorrência. Jesus termina com um convite sem rodeios: sua verdade e missão não nascem de pesquisas de opinião nem dependem de um momento melhor ou pior dos seus discípulos. A questão decisiva é poder responder quem é Jesus, em comunhão com a Igreja e todas as testemunhas santas. Para esta resposta, não vale o que os outros dizem, nem uma retórica teórica, mas a que se torna seguimento, companhia do Senhor no concreto da vida à qual cada um foi chamado.

 

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)  

“Ouvi, Senhor, as preces do vosso servo e do vosso povo eleito: daí a paz àquele que esperam em vós, para que os vossos profetas sejam verdadeiros” (cf. Eclo 36,18).

Meus irmãos,
O profeta Isaías (cf. Is 50,5-9a) nos apresenta Deus que nos oferece um “Servo” uma “língua de discípulo”(cf. Is 50, 4), um ouvido fiel: ele é o profeta, o autêntico porta-voz. Todo seu ser está a serviço da Palavra de Deus. Por isso o resultado não poderia ser outro: a perseguição. Entretanto, cônscio de sua união com Deus, nada teme, porque Deus está com ele. Esta profecia hoje pode e deve ser identificada com Deus e a sua palavra encontramo-la em Jesus Cristo, que dá a sua vida por fidelidade à sua mensagem e aos homens que a acolhem; porque ele é o “Servo de Deus” em plenitude.

Irmãos e Irmãs,
Simão Pedro, no Evangelho de hoje(cf. Mc 8,27-35), falando pelos Doze Discípulos, diz claramente: “Tu és o Messias”(cf. Mc 8, 29). Mas, imediatamente, Jesus faz os seus discípulos ver o que se deve entender por esse título. Pedro pensava provavelmente num “Filho de Davi”, num guerreiro, num herói nacional, libertador da opressão estrangeira, etc. Entretanto Jesus quer revelar um outro sentido do ser Messias. Proíbe seus Doze Apóstolos de falar aquilo que Pedro reconheceu, pois levaria a perigosos mal-entendidos, e ensina-lhes que o “Filho do Homem”- a figura que encarnava a intervenção escatológica de Deus(cf. Dn 7,13-14), devia sofria, morrer e ressuscitar, o que fez com que Pedro reagisse imediatamente. Daí Jesus replicou: “Vai para longe de mim, satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”(cf. Mc 8,33). Jesus censura a pouca visão de Pedro que não entendia ainda que Jesus ressuscitaria, ele mesmo que poucos minutos antes liderara a proclamação na fé messiânica de Jesus.

Meus irmãos,
Quem é Jesus? A essa pergunta vem a resposta de Pedro: “Tu és o Cristo”(cf. Mc 8, 29). O Cristo, o Messias, o Esperado, o Enviado do Pai. Ao sermos perguntados sobre quem é Jesus nós devemos também nos questionarmos sobre a que Jesus nos conduz. Jesus nos conduz ao mistério da Cruz. O mistério da Cruz de Cristo e o mistério da cruz de cada um que quer ser seu discípulo. Por isso devemos sempre lembrar do testemunho do Centurião Romano: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus”(cf. Mc 15,39). Nessa confissão de que Jesus é o Cristo, o Senhor vem o compromisso de todos os Batizados: “Pregai o Evangelho a toda a criatura”(cf. Mc 16,15). Assim, São Marcos aponta os horizontes e as qualidades do discípulo que quer morrer com Jesus e por Jesus. Por isso os Apóstolos terão muita dificuldade em compreender os ensinamentos de Jesus, mesmo depois da Ressurreição de Jesus.

Caros irmãos,
Pela cruz, à luz. Pela cruz à luz somos chamados a nos seduzirmos pela missão de anunciarmos o Cristo! Com São Bernardo que nos deixou esta frase memorial: “Pela Cruz, à luz!”, Jesus ensina que, para ganhar a vida, é preciso perdê-la; ensina que, para receber, é preciso renunciar. O Evangelho ressalta a oposição entre a sabedoria de Deus e a sabedoria do homem, a escala de valores segundo Deus e a escala de valores segundo nossos critérios humanos. As criaturas humanas vivem a vida toda em meio a contradições. E foi a essas criaturas que o Cristo veio trazer um destino divino. Compreender essas oposições, discerni-las e escolher o modo de pensar e agir de Deus e por ele pautar o comportamento chama-se CONVERSÃO. Não se pode seguir Jesus, tendo como modelo de orientação cristã a sabedoria humana – que manda satisfazer os instintos, usar de tudo, armazenar, ambicionar, ser auto-suficiente, silenciar a oposição, eliminar os contrários, receber o máximo com o mínimo de esforço. Ao mesmo tempo em que Jesus inicia a viagem decisiva a Jerusalém, começa a apresentar aos seus Apóstolos as qualidades do verdadeiro discípulo, qualidades que são diferentes das que exigiam de seus seguidores os mestres da Lei e da espiritualidade judaica. Isso inclui que o discípulo deverá morrer com o Mestre. Pode não ser uma morte física, mas certamente será uma morte aos próprios interesses, em benefício aos interesses de Deus. Quais foram às reações dos ouvintes aos ensinamentos de Jesus hoje? Uns se admiravam. Outros ficaram estupefatos. Outros maravilhados. Outros impressionaram-se com extraordinária atitude. E você?

Meus irmãos,
Jesus é mais do que Elias e Moisés e Ele vai deixar isso muito claro para os seus discípulos no caminho da viagem para Jerusalém. Jesus hoje nos ensina que não adianta somente se impressionar com Ele e admirar os seus milagres. É preciso assumir sua maneira de pensar, de comportar-se, de fazer a vontade do Pai até à morte e morte de Cruz(cf. Fl 2,8). Jesus hoje fala da sua morte como MISTÉRIO DE SALVAÇÃO. A MORTE DE JESUS É MISTÉRIO. MISTÉRIO DA CRUZ. MISTÉRIO DE NOSSA FÉ. Mistério da vitória de Jesus que venceu a morte pela sua ressurreição. Esse é o grande segredo messiânico. Os discípulos demoraram a entendem o mistério. Ademais, Judas traiu Jesus. Pedro negou-o. Os outros discípulos fugiram. São contraposições da história. São contraposições de nossa vida ainda hoje. Enquanto os discípulos fogem, Jesus retorna para congrega-los numa comunidade fraterna, onde a lealdade e o amor são os princípios básicos. A Segunda Leitura(cf. Tg 2,14-18), por sua vez, nos ensina, exemplos do que é o caminho da cruz, da negação de si mesmo. Não é imediatamente um martírio público ou sei lá o quê. É a abnegação de si mesmo nas pequenas coisas práticas. Não apenas desejar bem-estar aos outros, mas repartir com eles do que é seu, tirar algo de si para ser realmente irmão e “próximo” do necessitado. Fé não é uma adesão meramente intelectual; é escolher o caminho da negação de si em prol do irmão. E isso, porque Cristo no-lo mostrou. Porque lhe damos crédito, na experiência única que ele teve de Deus e que ele quer repartir conosco. A fé sem a caridade em atos não vale nada. A fé sem as obras é um cadáver. Não existe verdadeira fé sem autêntica caridade, não há ortodoxia sem ortopráxis.

Meus irmãos,
Deus, que sofre conosco num ato supremo de amor, ama o mundo! Não permite o mal tranquilamente, como que cruelmente! O mal não vem dele; ao contrário, ele o combate. Deus se apresenta a nós como salvador, numa das penas de morte mais cruéis que a humanidade conhece: uma estaca vertical, uma trave horizontal, e aí, suspenso, há um homem, que é Deus. Aquela cruz se prolonga em todas as direções como um homem de braços estendidos indica o insondável mistério de Deus, o centro do mistério. Na cruz Deus abriu o seu coração, revelou o seu mais profundo segredo: um Deus solidário com todos os homens. O seguimento de Cristo é de adesão a Jesus e passa pela renúncia a tudo e a todos pelo Cristo. Assim é radical o fecho do Evangelho de hoje: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois que quiser salvar a sua vida vai perde-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho vai salva-la”. (cf. Mc 8,34-35). Não basta apenas o conhecimento de quem é Jesus. É preciso mais, um comprometimento radical com o Cristo. Devemos acreditar na totalidade do mistério do Cristo e do homem e agir de acordo. Fé e obras se completam. Ver e considerar sempre o divino e acolher igualmente o humano, tanto em Jesus Cristo como em nós e no próximo. Por este grandioso mistério demos graças a Deus!

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