Festa da Exaltação da Santa Cruz – 14 de Setembro

O sinal da Santa Cruz
Reflexões espirituais de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará

A Igreja oferece, através de sua liturgia, a melodia da palavra e da oração, para ritmar os passos da vida humana. Como na música, o tempo forte da dança da vida é dado pelo Domingo, o Dia do Senhor, no qual se fazem presentes de forma excepcional os grandes mistérios do Cristo, em sua Morte e Ressurreição. Os mistérios como a Encarnação do Verbo de Deus e seu nascimento em Belém, a vida em Nazaré, no maravilhoso recôndito da família, a pregação do Evangelho, o chamado dos discípulos, os milagres, a entrada na vida cotidiana das pessoas, a prática do seguimento de Jesus na experiência dos santos, tudo isso é apresentado durante o ano, para que as leis da oração e da fé iluminem os passos dos cristãos e contribuam para chamar outras pessoas à mais digna aventura humana, acolher Jesus Cristo, nele acreditar e fazer-se discípulo. Neste final de semana, a delicadeza da Providência nos põe diante dos olhos a festa da Exaltação da Santa Cruz, a festa de Nossa Senhora das Dores e o diálogo de Jesus com seus discípulos, quando da profissão de fé feita por Simão Pedro (Mc 8,27-35). É tempo privilegiado para discípulos de ontem e de hoje se decidirem. A Cruz, terrível instrumento de suplício, quando o Corpo Santo do Senhor a tocou, tornou-se sinal de salvação, causa de glória e honra para todos os seres humanos. Olhar na fé para o Senhor, que foi elevado da terra, é estrada de graça e de vida (Cf. Nm 21,4-9; Jo 3,13-17). O apóstolo São Paulo, que não conhece outra coisa senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado (Cf. I Cor 2,2), identificou-se tal modo com este mistério que pôde dizer: “Com Cristo, eu fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim. Minhavida atual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,19-20). Para ele, a escolha foi feita e caíram todos os laços com o passado: “Quanto a mim, que eu me glorie somente da cruz do nosso Senhor, Jesus Cristo. Por ele, o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo” (Gl 6,14). Por isso a Igreja canta com alegria e não esmagada pelo peso da Cruz: “Quanto a nós devemos gloriar-nos na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é nossa salvação, nossa vida, nossa esperança de ressurreição, e pelo qual fomos salvos e libertos”. Ao iniciar a Páscoa, na Quinta-feira Santa, proclama sua convicção, retomando a proclamação da glória da Cruz: “Esta é a noite da ceia pascal, a ceia em que nosso Cordeiro se imolou. Esta é a noite da ceia do amor. A ceia em que Jesus por nós se entregou. Esta é a ceia da nova aliança. A aliança confirmada no sangue do Senhor”. A Cruz de Jesus é estandarte de vida, a ser alçado em todos os lugares, como sinal da presença dos homens e mulheres de fé. A vida resplandece onde o Cristo morto e depois ressuscitado, “Victor quia victima – Vencedor porque vítima” (Santo Agostinho, em Confissões X, 43) se faz presente! Aos pés da Cruz de Jesus, estava sua Mãe Maria, mulher altiva na sua fé (Cf. Jo 19,25-27), fiel até o fim, para dizer seu segundo sim, Desolada e depois Glorificada. Anos antes havia recebido o anúncio da espada de dor a transpassar seu coração, pela palavra de Simeão (Lc 2 34-35). A Igreja celebra a sua “festa”, pois vê em seu mistério profundo de dor e de entrega o chamado que se dirige a todos os homens e mulheres. Com ela são chamados a permanecer de pé, firmes, diante de todo o mistério do sofrimento existente na vida. Os discípulos de Jesus, Pedro à frente, percorreram muitas e exigentes etapas em sua formação (Cf. Mc 8,27-35) para chegarem a vislumbrar o mistério de Cristo. Pareceu-lhes sempre difícil entender que havia uma lógica diferente, quando esperavam um messias vitorioso, capaz de destruir todas as forças inimigas do bem. E a trilogia deste final de semana se conclui com a provocação, oferecida pela Igreja, a que mais uma vez as pessoas de nosso tempo se decidam a percorrer uma estrada diferente. “A lógica de qualquer projeto humano de conquista do poder é: luta-vitória-domínio. A lógica de Jesus ao invés é: luta-derrota-domínio! Também Jesus lutou, e como lutou, contra o mal no mundo. Com efeito, o título de Jesus Cristo ressuscitado – “Senhor” – é um título de vitória e de domínio, de modo que até chega a criar uma incompatibilidade com o reconhecimento de outro senhor terreno; mas se trata de um domínio não baseado na vitória, mas na cruz” (Cf. Raniero Cantalamessa, “O Verbo se faz Carne”, no prelo, Editora Ave-Maria). Concretizar esta escolha é apenas (!!!) decidir-se a sair de si, para amar e servir, buscando o que constrói o bem de todos, vencendo primeiro a si mesmo. Magnífica aventura! Vale a pena experimentar!

 

Quatorze de setembro, festa da Exaltação da Santa Cruz. No ano 335 da nossa era, a mãe do Imperador Constantino, a Imperatriz Santa Helena, ordenou a construção da Basílica da Anastases, isto é, da Ressurreição em Jerusalém, no local em que Jesus havia morrido, onde havia sido sepultado e onde havia ressuscitado. Os primeiros cristãos não gostavam de figurar Jesus pregado numa cruz. As primeiras representações de Jesus Cristo na história do cristianismo, o retratam como o Bom Pastor, ou então através do símbolo do peixe, porque peixe em grego possui as mesmas palavras com as quais se pode formar o seguinte: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Apenas mais tarde entraram a fazer parte da iconografia cristã os nossos crucifixos. Naqueles tempos ainda chocava enormemente a presença da cruz. A cruz era um suplício terrível destinado aos piores criminosos, sobretudo aos escravos rebeldes. Façamos um exemplo de mau gosto impressionante: seria ver uma mulher que carregasse no seu colar uma guilhotina, ou então uma outra carregando num colar uma cadeira elétrica. Seria muito chocante e repito, de muito mau gosto. Mas com o tempo os cristãos se foram adequando ao modo como Jesus entregou sua vida a nós. Neste mundo não são poucos aqueles que gostam de se elevar: os políticos, gostam de se elevar, homens públicos, grandes empresários, artistas. Jesus Cristo também foi levantado! Só que a diferença de todos os demais que usam a sua elevação para a vaidade própria, Jesus Cristo foi elevado no duro madeiro da cruz. E assim Ele se apresenta a todos nós: sendo elevado na cruz, Ele pode ser contemplado por todos e a distância também. Seus braços continuam sempre abertos num desejo de abraçar qualquer pecador arrependido que dele se aproxime. Definitivamente Deus não podia manifestar a nós homens um Amor mais totalizante, um Amor pleno, do que manifestá-lo através de Jesus Cristo, pregado numa cruz. Ele me amou e se entregou por mim, escrevia Paulo, e hoje, no dia da festa da Exaltação da Santa Cruz, eu também posso exclamar: Ele me amou e se entregou por mim, Ele continua a me amar, continua a se entregar, Ele espera sempre por mim, se deu inteiramente, nada reservou a si próprio, e espera que eu me dê a Ele, sem nenhuma reserva de minha parte.

“No peito eu levo uma cruz, no meu coração o que disse Jesus”.

 

A CRUZ REDENTORA
Professor Felipe Aquino

Hoje a Igreja celebra a ‘Exaltação à Santa Cruz’. Queremos refletir um pouco sobre esta realidade. A cruz redentora da humanidade. A cruz que se tornou sinal da salvação e de vitória. Por isso gostamos de carregar a cruz sobre o peito, e ter o crucifixo em nossas casas. Um dos Concílios Ecumênicos, no ano 800, ensinou que devemos usar os sinais sagrados, porque são sinais da presença de Deus. No rito do exorcismo, a primeira coisa que o padre usa é a cruz do Cristo. O demônio tem pavor da cruz porque ele foi vencido por Cristo através da Cruz. Por isso a cruz passou a ser um grande sinal dos cristãos. Desde o século I a Igreja aprendeu a venerar a Santa Cruz. Na sexta-feira Santa, quando tem a ‘adoração à santa cruz’ , não é adoração ao madeiro, e sim ao Cristo pregado na cruz. O Cristo morreu em forma de cruz, de braços abertos. A cruz era aparente símbolo de derrota e maldição, porque era a pior morte naquele tempo, a forma mais terrível. Mas, Deus a transformou no sinal da salvação. Os Evangelhos e Cartas dos apóstolos enaltecem a Santa Cruz. O próprio Cristo diz: “Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24). São Paulo em sua carta aos Gálatas nos ensina: “Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6, 14). Não sei de onde tiraram a idéia de que não se pode venerar a santa cruz. Todas as nossas orações começam com o sinal da cruz e assim invocamos a Santíssima trindade sobre nós. Deus tinha muitas maneiras de salvar a humanidade. Mas se Deus escolheu esta via de salvação [a morte de Seu filho na Cruz], é porque Ele achou que era o melhor. Jesus não deixa dúvidas de que Ele estava pronto e disposto para abraçar a cruz. “O sinal da cruz é o nosso sinal, é o sinal da vitória” Jesus nunca fugiu da cruz. Na tentação do deserto o demônio queria tirá-lo do caminho da cruz. E Jesus o respondeu com a Palavra. Quando a tentação vier, use a Palavra de Deus. O sinal da cruz é o nosso sinal, é o sinal da vitória. Porque Deus quis vencer o demônio a custa da morte de seu filho na cruz? Deus não age pela violência nem pela força. Age pela justiça e pelo direito. No mesmo campo em que o demônio venceu o homem, o homem precisava vencer o demônio. Então Jesus, o verbo, a segunda pessoa da Santíssima Trindade se ofereceu para nascer como homem e vencer o demônio, pagando o preço que precisasse para salvar a humanidade (cf. Hb 10, 5). Por isso o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Olhem para o mundo hoje. Quanto pecado! O Cristo é crucificado de novo, muitas vezes. Quem persegue a Igreja de Deus, quem calunia a Igreja e a Jesus hoje, crucifica de novo o filho de Deus (cf. Hb 6, 6). O Cristo continua sendo crucificado muitas vezes. É preciso que diante do Santíssimo Sacramento se repare as muitas ofensas que se faz a Deus. A cruz para nós continua sendo sinal de vitória.

 

COMO ENFRENTAR O SOFRIMENTO?
Prof. Felipe Aquino

“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3, 16). Deus não poderia manifestar tal amor: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Atrás de Jesus, daquele homem que morreu na cruz estava Deus, o divino. É difícil entregar seu filho para a salvação dos outros. Muitas pessoas acham que Deus é um carrasco que entrega o filho, mas não foi. Ele entregou seu Filho para salvar a todos e não morrermos pelo pecado. Isso é amor de Deus! Em 1Jo 4, 10 diz: “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados”. Deus não obrigou a ninguém a fazer nada e todo mundo agiu contra Jesus espontaneamente. Deus usou disso como matéria prima para a salvação. Ele aproveitou de cada um para salvar a humanidade. Tudo isso para Deus mostrar o amor por nós. A cruz nos ensina o amor de Deus, o amor da renúncia. Amor é dar-se, mais do que dar é se dar a alguém, dar o seu tempo, o seu sacrifício, dar os seus planos e seus projetos. “A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. 5 Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. 6 Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. 7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13, 4-8). “Vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20). Ele assumiu em nosso lugar e morreu por nós. Deus nos ama de muitas maneiras. Jesus o Senhor enlouqueceu por amor. Só uma pessoa enlouquecida por amor que morreria na cruz. Deus é louco de amor por nós! O amor é mais forte que a dor. Jesus suportou tudo porque o amor por nós é maior O amor supera a dor, o medo e tudo. Agora temos que devolver esse amor. ‘Amor só se paga com amor’, nos diz São João da Cruz. Qual o amor que Deus espera de nós? Para que façamos a vontade de d’Ele é preciso de duas coisas; fazer o que Deus quer, e por segundo, querer o que Deus faz, nos diz Santo Afonso de Ligório. Deus quer que vivamos seus ensinamentos, a sua Palavra, Jo 14, 15: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Você quer ir para o céu e retribuir o Sangue que Ele derrubou na cruz? O amor é mais forte que a dor “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças” (Mc 12, 30). Ele não aceita ser segundo porque somos o primeiro amor da vida d’Ele. Deus nos ama acima de todas as coisas. Quando pecamos é o Cristo sendo crucificado de novo. Vamos ser honestos com Deus. Temos que viver a lei de Deus. O pecado antes de se realizar é concebido na nossa alma. A cruz vem para nos libertar. Querer o que Deus faz e aceitar a vontade do Senhor. Assim como no Pai-Nosso: ‘seja feita a Sua vontade’. A cruz é um sofrimento e não tem como escapar disso. Ninguém consegue viver sem sofrimento. Depois que o pecado entrou no mundo, nós sofremos. “Porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23). Não sofremos somente pelo nosso pecado, mas pelo pecado do mundo. Nós somos ligados uns aos outros. Cristo transformou o sofrimento em matéria prima. Jesus reciclou o sofrimento porque não foi Ele que inventou esse sofrimento, mas nós pelo mau uso da liberdade, por não usar os dons maravilhosos que Deus nos deu, então sofremos; Ele recicla o nosso sofrimento transformando em salvação. No Calvário havia três cruzes, os três homens foram crucificados do mesmo jeito e sofreram as mesmas penas: um como um Santo, Jesus; outro sofreu como um penitente arrependido e outro como um condenado e descrente que morreu blasfemando. Essa reflexão nos mostra que temos maneiras de sofrer neste mundo. Sofre-se como um santo, aquele que entende que o sofrimento santifica; como um penitente ou como um desesperado. Como você tem sofrido? O sofrimento é extraordinário! Pois o sofrimento nos purifica. Mas tem hora que o sofrimento é inevitável, então nesta hora: ‘seja feita a vontade de Deus’. De uma maneira que se aceita mesmo sabendo que não podemos suportar. E depois disso, tirar um bem de todo mal. “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios” (Rm 8, 28). Vamos parar de reclamar da vida. Aqueles que reclamam é porque não têm fé. Não se fixe no mal, mas Deus usa do mal para fazer o bem, por caminhos que não conhecemos. Mude de atitude!

 

A CRUZ É TRONO DE GLÓRIA
Padre Hamilton Nascimento

Neste dia do Senhor, dia de alegria e ressurreição, neste mês de setembro que é o mês da Palavra de Deus, e exatamente hoje que celebramos a exaltação da Santa Cruz, nós que somos terra boa, somos convidados a acolher esta Palavra. Ninguém é ruim por excelência, pois todos nós temos uma essência boa, e por isso todos nós podemos mudar, a nossa essência não é o pecado, a nossa essência é o amor. São João define que Deus é amor e se o Senhor foi quem nos criou a nossa essência só pode ser o amor. Ainda que pequemos, que façamos coisas erradas, mas nossa essência é o amor e por isso não estamos condenados, pois podemos trilhar um caminho diferente. Muitos de nós pensamos em abandonar nossa cruz e o Senhor nos diz: “Não abandone sua cruz, eu não abandonei a minha, não abandone a sua!”. Neste Evangelho de hoje Jesus fala com Nicodemos, este homem não havia ainda escutado a maior das noticias, mas saindo ele a noite e encontrando-se com Jesus, Jesus falou para ele: “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”. Jesus desceu do céu no seio de nossa mãe Maria Santíssima, e aquilo que Jesus sofreu na carne, Maria também sofreu na alma, todos os sofrimentos que seu filho padeceu no corpo ela também os sentiu em sua alma. Assim muitas mães hoje por causa de um filho que foi injustiçado, um filho preso, que foi humilhado, um filho que se perdeu por estas noites da vida, estas mães também sofrem o que os filhos sofrem na pele. Porque a serpente foi erguida no deserto? Porque o povo de Deus que estava a caminho da terra prometida, que hoje para nós é o céu, este mesmo povo começou a reclamar, começou a murmurar. Quando o povo começou a pecar pela murmuração, o pecado começou a agir, apareceram umas cobras e começaram a picá-los e eles começaram a morrer. Mas Deus que é infinitamente misericordioso e viu o pedido de perdão do povo, olhou o arrependimento do povo. E então disse a Moisés para fazer uma serpente de bronze e para colocar numa haste e quem fosse picado pelas serpentes e olhasse para aquela serpente seriam curados, ou seja, do mesmo jeito que aquelas serpentes fariam mal para o povo, seria também por aquela serpente de bronze suspensa que viria a cura. Assim Jesus também foi suspenso no madeiro, na cruz e alguns dos antigos tinham a idéia de que a pessoa que era crucificada era suspensa para não tocar o chão, pois ela era considerada maldita, por isso não tocaria ao solo para não o contaminar. Mas aquilo que parecia maldição tornou-se bênção para todo o mundo, pois por Cristo é que fomos salvos. Tem muita gente que rejeita a cruz e murmura. E se continuar assim, murmurando, vai continuar sofrendo do mesmo jeito. Mas, se apesar desta cruz pesada você olhar para a cruz de Cristo e disser, “Senhor me ajuda a carregar esta cruz, pois ela esta pesada”, Deus te ajudará a carregar e aquilo que parecia maldição pode ser motivo de salvação para você. Há muitas mães que lutam com seus filhos, mulheres sofridas que lutam, que entendem que aquilo que elas vivem é uma cruz. Mas não amaldiçoam, não murmuram, e pelo contrário oferecem o seu sofrimento pela salvação das almas, estas mulheres vão se tornando fortes. Hoje nós estamos em um mundo de gente frouxa e temos que ser homens e mulheres de têmpera. Nós vamos sofrer, mas nós vamos superar e em Cristo Jesus nos venceremos. ‘Se grandes são nossos sofrimentos, maior será a glória que há de vir’ São Paulo diz que ninguém está neste mundo sofrendo à toa, e sabemos que nós não somos masoquistas, nós sabemos que não sofremos por sofrer, e sabemos que por causa do pecado original nós sofremos. Mas, sabemos que herdaremos o céu. O sofrimento de alguma forma que nos vem é para nos purificar, é para fazer de nós pessoas santas que não estamos sendo. E devemos saber que por causa do pecado original todo o tipo de mal vem sobre nós. Enquanto estamos caminhando rumo ao céu, vamos sofrer e temos duas opções ou nós brigamos, xingamos e ficamos bravos por causa dos sofrimentos ou nós entregamos a Deus nossos sofrimentos e vivemos bem de forma que todo o sofrimento nos purifique. Portanto nós não precisamos ter medo, se grandes são nossos sofrimentos, maior será a glória que há de vir e Cristo nos sofrimentos esta conosco e nós também devemos desejar estar com Ele. Conto uma história de um grande santo da Igreja chamado Dom Bosco. Houve um momento de sua vida em que sua mãe foi morar com ele e Dom Bosco cuidava de muitas crianças que eram rebeldes, pois não tinham amor, suas famílias eram desestruturadas e muitos deles faziam muitas artes. Estas crianças eram terríveis. Um dia a mãe de Dom Bosco disse a ele: “olha meu filho, eu não agüento mais”. E Dom Bosco perguntou: “Mas porque mamãe?”, e ela respondeu, “Por que essas crianças são terríveis, fazem tudo errado”, e depois de falar muito Dom Bosco perguntou a ela: “A senhora acabou de falar?”. Então ele disse para a sua mãe: “olhe para aquele crucifixo, Ele sofreu muito mais do que nós, bateram nele, judiaram, xingaram, mas ele foi até o fim, por amor de nós”. E aquela mulher acompanhou seu filho Dom Bosco até o fim e hoje os dois estão juntos no céu porque agüentaram firmes. Depois da tempestade vai vir o sol, agüenta firme, você vai ver a graça, você vai ver o milagre acontecendo em sua vida!!!

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