Viver e não fingir que se vive

Viver é realmente uma arte, não basta apenas nascer, crescer e morrer. Não basta namorar, noivar e casar, ou entrar no seminário, ser diácono e, depois, padre. Viver consiste em buscar ser o que somos.

Como assim? Por acaso não somos o que somos? Infelizmente não! Muitas vezes, não somos o que realmente somos, e quando levamos uma vida assim, não vivemos, mas fingimos que vivemos.

Quantas vezes vamos, no decorrer da vida, assumindo inúmeros papéis, máscaras e personalidades que não nos identificam com o que realmente somos no íntimo? Quantas vezes cedemos às pressões sociais, às exigências exteriores só para sermos aceitos?

Quantos jovens vão para balada e lá se tornam tudo, menos o que são? Quantas vezes gastamos uma enorme força para sermos o outro ou o que o outro quer que sejamos?

Em vez de darmos um “enter” em nossa verdade mais profunda, e assim vivermos uma vida autêntica, escolhemos dar “CTRL C e CTRL V” em modelos, jeitos e ações de terceiros que nada revelam de nosso ser. Viver assim é fingir que se vive!

Autenticidade é, realmente, a virtude de ser aquilo que se é em todas as coisas. Nossos esforços do cotidiano são voltados para demonstrar, em nossas ações exteriores, o que somos em nosso interior e não o contrário.

Não precisamos copiar a roupa do artista, o jeito do colega, o carro do vizinho, nem pretender ser isso, aquilo, aquele etc., porque seremos nós mesmos, moldados pelo interior e não pelas ideias do outro, confundindo assim nossa real identidade.

Pense: se já custa tanto ser do jeito que se é, imagine passar a vida tentando ser outro? O pior é que tem tanta gente assim!

A autenticidade está ligada a duas palavras importantes: ao bem e à verdade. Ser autêntico, então, consiste em exteriorizarmos o que somos e não tudo que nos vem à cabeça, tantas vezes de forma desordenada ou corrompida pela pressão de fora.

Quando somos autênticos, vivemos um profundo autoconhecimento e também conhecemos melhor a Deus, pois Ele é simplesmente Aquele que é todo bem, toda beleza, todo amor.

Aí eu lhe pergunto: “Você está vivendo ou fingindo que vive? Eu o convido a viver!”

Adriano Gonçalves  
Membro da Comunidade Canção Nova

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