Papa Francisco recorda a “dor e a amargura” dos casos de abusos sexuais na Irlanda

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Papa Francisco no início da Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

29 Ago. 18 / 09:25 am (ACI).- Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco recordou sua recente viagem à Irlanda por ocasião do Encontro Mundial das Famílias da semana passada e lembrou a dor pelos casos de abusos sexuais.

“Minha visita à Irlanda, além da grande alegria, deveria também recordar e assumir a dor e a amargura pelos sofrimentos causados neste país por várias formas de abuso, também por parte de membros da Igreja, e pelo fato de que as autoridades eclesiásticas no passado não souberam enfrentar de maneira adequada esses crimes”.

“O encontro com alguns sobreviventes – continuou – deixou um sinal profundo; e várias vezes pedi perdão ao Senhor por esses pecados, pelo escândalo e o sentimento de traição provocado”.

Francisco recordou que implorou “à Virgem para que interceda pela cura das vítimas e nos dê a força de prosseguir com firmeza a verdade e a justiça”.

“Os bispos irlandeses deram início a um sério caminho de purificação e reconciliação com aqueles que sofreram abusos e, com a ajuda das autoridades nacionais, estabeleceram uma série de normas severas para garantir a segurança dos jovens”, explicou.

Sobre o mesmo tema, argumentou que no encontro com os bispos “os encorajei no esforço para remediar os fracassos do passado com honestidade e coragem, confiando nas promessas do Senhor e contando com a aprofunda fé do povo irlandês para dar início a um tempo de renovação da Igreja na Irlanda”.

Por outro lado, afirmou que sua presença na Irlanda tinha como objetivo “confirmar as famílias cristãs em sua vocação e na missão”. “As milhares de famílias – casais, avós, filhos – reunidos em Dublin, com toda a sua variedade de línguas, culturas e experiências, foram um sinal eloquente da beleza do sonho de Deus para toda a família humana”.

“O sonho de Deus é a unidade, a harmonia e a paz, fruto da fidelidade, do perdão e da reconciliação que Ele nos doou em Cristo”.

“As famílias são chamadas a fazer resplandecer a alegria evangélica, irradiando o amor de Cristo”, ressaltou.

Francisco agradeceu a acolhida das autoridades do país e disse que “os testemunhos de amor conjugal dados pelos casais de todas as idades” recordaram “que o amor do matrimônio é um especial dom de Deus, que deve ser cultivado todos os dias na ‘igreja doméstica’, que é a família”.

“Mostrou-nos também como a fé se coloca em prática na vida cotidiana, ‘em torno da mesa de casa’ e difunde sua beleza na grande comunidade da Igreja e da sociedade”.

“Quanto o mundo tem necessidade de uma revolução de amor, de ternura!”, exclamou na catequese na Praça de São Pedro.

Sobre o encontro na Pró-Catedral de Dublin, contou que ali “recordei que o matrimônio cristão, pacto sacramental fundado no amor de Cristo, é fonte de contínua graça para caminhar juntos e superar a cultura do provisório”.

Na Festa das Famílias, no sábado à noite, “ouvimos testemunhos muito tocantes, de famílias que sofreram pelas guerras, famílias renovadas pelo perdão, famílias que o amor salvou da espiral das dependências, famílias que aprenderam a usar bem os smartphones e tablets e a dar prioridade a passar tempo juntos”.

Após recordar brevemente sua visita ao santuário de Knock, sublinhou que o Encontro Mundial das Famílias “foi uma experiência profética, reconfortante de muitas famílias comprometidas no caminho evangélico do matrimônio e da vida familiar; famílias discípulas e missionárias, fermento de bondade, santidade, justiça e paz”.

“No caminho para o próximo Encontro Mundial, que acontecerá em Roma em 2021, confiemos à proteção da Santa Família de Jesus, Maria e José, para que em suas casas, paróquias e comunidades possam ser verdadeiramente ‘alegria para o mundo’”, concluiu.

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