A importância da força da fé

Angelus, domingo, 6 de outubro  de 2013, Jéssica Marçal / Da Redação

Francisco também recordou no Angelus o mês missionário em vigor e sua visita a Assis na última sexta-feira, 4

Papa Francisco reuniu-se com os fiéis neste domingo, 6, para rezar a tradicional oração do Angelus. Antes da oração mariana, o Pontífice disse algumas palavras sobre a fé cristã, destacando que ela pode ser pequena como um grão de mostarda, mas se for verdadeira é capaz de realizar coisas humanamente impossíveis.

Partindo do Evangelho do dia, Francisco comentou a passagem em que os apóstolos pedem que o Senhor aumente a fé deles. Segundo o Papa, esta é uma invocação que todos os homens podem fazer também hoje. “Sim, Senhor, nossa fé é pequena, nossa fé é fraca, frágil, mas nós a oferecemos a ti como ela é, para que o Senhor a faça crescer”.

Francisco disse que sobre esta invocação, Cristo diz que a fé pode ser pequena como um grão de mostarda, mas se for verdadeira é capaz de fazer coisas humanamente impossíveis. “Todos conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que verdadeiramente move montanhas!”, disse o Papa.

Fazendo menção ao mês missionário celebrado agora em outubro, o Santo Padre citou o exemplo de tantos missionários que superaram obstáculos para levar adiante a mensagem do Evangelho. Nesse ponto, ele exortou todos a usarem essa fé, mesmo que pequena, porém forte, para dar testemunho de Cristo, sendo cristãos com a própria vida.

O Papa aproveitou a ocasião para recordar sua visita a Assis na última sexta-feira, 4. “Quero agradecer a Deus por esta jornada que vivi em Assis. (…) Foi um grande presente fazer essa peregrinação, precisamente na festa de São Francisco”.

Após o Angelus, Francisco recordou o naufrágio ocorrido em Lampedusa, ilha italiana, na última quinta-feira, 3, pedindo orações por todos os que perderam a vida. “Rezemos juntos em silêncio por estes nossos irmãos e irmãs: mulheres, homens, crianças… Deixemos chorar o nosso coração. Rezemos em silêncio”.

 

ANGELUS
Praça São Pedro
Vaticano
Domingo, 6 de outubro de 2013
Boletim da Santa Sé  
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Antes de tudo, gostaria de dar graças a Deus pela jornada que vivi em Assis, antes de ontem. Pensem que foi a primeira vez que eu fui a Assis e foi um grande presente fazer esta peregrinação propriamente na festa de São Francisco. Agradeço ao povo de Assis pela calorosa acolhida: muito obrigado!

Hoje, o trecho do Evangelho começa assim: “Os apóstolos disseram ao Senhor: ‘Aumenta-nos a fé!’” (Lc 17, 5-6). Parece-me que todos nós podemos fazer nossa essa invocação. Também nós, como os apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumenta-nos a fé!”. Sim, Senhor, a nossa fé é pequena, a nossa fé é fraca, frágil, mas nós a oferecemos a ti como ela é, para que o Senhor a faça crescer. Parece bom para vocês repetir todos juntos isto: “Senhor, aumenta em nós a fé”? Fazemos isso? Todos: Senhor, aumenta em nós a fé! Senhor, aumenta em nós a fé! Senhor, aumenta em nós a fé! Que a faça crescer!

E o Senhor o que nos responde? Responde: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá” (v. 6). A semente da mostarda é pequena, mas Jesus diz que basta ter uma fé assim, pequena, mas verdadeira, sincera, para fazer coisas humanamente impossíveis, impensáveis. E é verdade! Todos conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que verdadeiramente move montanhas! Pensemos, por exemplo, em certas mães e pais que enfrentam situações muito pesadas, ou em certos doentes, inclusive gravíssimos, que transmitem serenidade a quem vai ali visitá-los. Estas pessoas, justamente pela sua fé, não se vangloriam daquilo que fazem, antes, como pede Jesus no Evangelho, dizem: “Somos servos como quaisquer outros. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10). Quanta gente entre nós tem esta fé forte, humilde, e que faz tanto bem!

Neste mês de outubro, que é dedicado em particular às missões, pensemos em tantos missionários, homens e mulheres, que para levar o Evangelho superaram obstáculos de todo tipo, deram verdadeiramente a vida; como diz São Paulo a Timóteo: “Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho” (2 Tm 1, 8). Isto, porém, diz respeito a todos: cada um de nós, na própria vida de cada dia, pode dar testemunho de Cristo, com a força de Deus, a força da fé. A fé pequena que temos, mas que é forte! Com esta força, dar testemunho de Jesus Cristo, ser cristãos com a vida, com o nosso testemunho!

E como conseguimos esta força? Nós a conseguimos de Deus, na oração. A oração é a respiração da fé: em uma relação de confiança, em uma relação de amor, não pode faltar o diálogo, e a oração é o diálogo da alma com Deus. Outubro é também o mês do Rosário, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica à Nossa Senhora de Pompeia, Beata Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este ato de confiança na nossa Mãe e recebamos de suas mãos a coroa do Rosário: o Rosário é uma escola de oração, o Rosário é uma escola de fé.

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