Quem Planta Amor, Colhe o Céu!

Não sei se você já fez uma experiência super interessante que é plantar um feijãozinho e acompanhar todas as suas fases de crescimento… se ainda não fez, te convido a plantar um hoje. Toda semente carrega dentro dela uma vida, que se plantada e cuidada produz um fruto… e no caso do feijão, com certeza dará feijão… assim, se plantar maçã, você não terá como colher mamão. Se você olhar dentro da vagem que nasce deste feijãozinho, encontrará vários feijões. Tem um ditado popular muito verdadeiro que diz o seguinte: O QUE VOCÊ PLANTA, VOCÊ COLHE.

Conta uma história que todas as atitudes de amor que temos aqui na Terra, como ajudar as pessoas que precisam de nós, ajudar os nossos pais a cuidar da casa, cuidar das pessoas que são mais velhas e precisam de nós, ajudar nossos amigos na escola, ajudar nossos irmãos, enfim fazermos o bem… é como se fôssemos ajuntando tijolinhos no céu e quando chegar o nosso dia de ir pra lá, com o tanto de tijolos que tivermos mandado, é que será construída a nossa casa no céu, onde moraremos para sempre. Que tamanho será a sua casa, heim???

Portanto, quem planta AMOR, vai colher amor e ainda vai ganhar uma enorme casa no céu. E quanto mais amarmos, mais perto vamos estar de Jesus e também de Nossa Senhora.

Por falar em Nossa Senhora, imagina só como deve ser lindo o palácio de amor em que ela mora, bem no coração de Deus, isto tudo pelo quanto ela amou e nos ensinou a amar.

Para termos uma idéia do tanto que ela plantou amor, quando chegou o dia dela ir pro céu, os anjos vieram buscá-la.

Hoje Deus preparou algo muito especial para nós. Ele quer nos falar um pouco de sua mãe: Maria Santíssima.

Você assistiu o filme “Maria, mãe de Jesus”? Pois ele mostra um pouco do que Maria viveu e como viveu.

Era uma mulher simples, atenciosa, amorosa, gostava de ajudar as pessoas, era boa filha, e o mais importante, era alguém que rezava e conhecia bem a Palavra de Deus.

Foi a escolhida por Deus Pai, para gerar, cuidar e educar seu filho Jesus, juntamente com José. Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo, após nove meses Jesus nasceu num estábulo, pois não havia lugar para abrigá-los naquela cidade de Belém onde estavam.

Que mulher corajosa não!? Ter seu filho junto com os animais (burrinhos, bois, vaquinhas e etc), mas estava feliz, pois seu filhinho nasceu forte e bonito e era aquecido pelo bafo destes animais.

Voltando alguns dias depois para casa em Nazaré, foi cuidando de Jesus, dando banho, papinha e mama. Conversava com o seu filho, brincava com ele, viu seus primeiros passinhos e escutou suas primeiras palavras.

Maria era feliz!

Com o tempo, Jesus foi crescendo, passou pela adolescência e se tornou adulto. José o ensinou o oficio de carpinteiro e sua mãe o ensinou tudo sobre Deus e sua palavra. Rezavam juntos todos os dias e Jesus foi crescendo cheio de graça e sabedoria.

Maria participou dia-a-dia da vida de seu filho, cozinhando para ele, lavando suas roupas, indo a festas juntos, ensinando a ler e escrever, conhecia suas amigos, iam à Sinagoga (templo = Igreja) rezar e ouvir a Palavra de Deus. Ela sempre foi muito presente na vida de Jesus, renunciava muitas coisas para estar junto dele e servi-lo.

Aos 30 anos, Jesus começou a sair para as cidades vizinhas e povoados distantes, para levar o amor de Deus e mostrar a todos como era viver bem, deixando os pecados de lado, mudando de atitude, ensinando-os a rezar e a ter uma vida nova.

Nessa época Maria não ia junto, mas ficava em oração por toda obra evangelizadora realizada por Jesus e seus discípulos.

Sofreu muito quando o seu filho foi perseguido, bateram nele com chicotes, coroaram-no com espinhos e o levaram para ser crucificado.

Caminhou com Ele até o Calvário e viu o seu Jesus morrer na cruz. Seu coração estava esmagado pela dor do sofrimento.

Quando desceram Jesus da cruz, segurou-o em seus braços pela última vez. As lágrimas escorriam no seu rosto vendo seu filho morto e humilhado injustamente. Mas, mesmo assim seu coração estava cheio de esperança, pois sabia que não terminava ali aquela dor.

Depois presenciou Jesus ressuscitado: que alegria!!!

Maria viveu a sua vida toda santamente, sem reclamar, murmurar, acusar ou julgar quem quer que seja.

E você reclama? Murmura? Acusa os outros? Faz julgamentos?

Maria serviu toda a sua vida, rezou o tempo todo, estava sempre atenta em tudo e guardava tudo no seu coração.

Você ajuda a quem precisa, a qualquer hora? Reza sempre? Fica sempre atento a tudo que acontece para saber o que pode fazer? E ao invés de brigar, falar mal, julgar, guarda tudo em seu coração?

Pois bem, foi por tudo o que ela viveu, como aceitou e acolheu tudo, que recebeu uma grande graça, uma grande bênção, um grande presente de Deus: FOI LEVADA AOS CÉUS DE CORPO E ALMA. O que significa isso?

Você já rezou o terço? Nos “Mistérios Gloriosos” contemplamos a “Assunção de Nossa Senhora ao céu”. É justamente isto: Maria não morreu, foi levada ao céu de corpo e alma. Fico imaginando Jesus vindo buscá-la e juntamente com os anjos levando-a para o céu.

É um mistério lindo, que também nós viveremos um dia, quando Jesus vier em glória.

Se já tivermos morrido, ressuscitaremos e se estivermos ainda vivos veremos com nossos olhos o que Nossa Senhora já viu, a glória de Deus e conheceremos o céu. Você quer esse presente?

Ah! Mas vai depender também de você, das suas atitudes, da sua maneira de amar, de ajudar os outros, de rezar e querer cada vez mais conhecer as coisas de Deus.

Se você tiver dificuldade, pense em como foi a vida de Maria e peça que ela te ensine.

Experimente, vale a pena!!!

Que Maria, Mãe de Jesus e nossa interceda por você e por mim.

Amém!!!

Fonte: Denize Simões Ferreira – Diocese de Franca  

 

MANUAL DE PSICOLOGIA DE MARIA MÃE DE JESUS

Há sete manifestações verbais de Maria nas Escrituras.

Inicia-se com sua primeira resposta/pergunta  -“MAS COMO ISTO PODE SER?” Segue-se por – “FAÇA-SE A SUA VONTADE”. Continua com a terceira (implícita) de sua SAUDAÇÃO À ISABEL. Em resposta ela rejubila com o – MAGNIFICAT. Continuamos – “POR QUE NOS FEZ ISTO?” – “ELES NÃO TÊM MAIS VINHO”.

Pontua-se com – “FAÇAM TUDO O QUE ELE VOS DISSER”.

MAS COMO? – Maria nos faz perceber que sempre existem dúvidas, dificuldades, incertezas, não conhecimentos. Em outras palavras, conflitos.  Nessas primeiras palavras, anuvia suas dúvidas sem querer provas, ou sorrindo incrédula. No caso, ela pensou que ela não sabia como, mas Ele saberia. Nas grandes dificuldades que enfrentamos como pais e mães quase nos afogamos exatamente nas dúvidas, incerteza, temores. Hoje em dia nas opções de valores para os filhos quando uma sociedade insiste em mostrar um lado inverso, chefiado por um outro deus qualquer é pergunta constante em todos os dias – “Mas como?”.

Ela não fica quieta, aguardando toda a comunicação do anjo Gabriel de olhos baixos e sem ousar se manifestar. Não, ela não se cala. Ela ousa e se manifesta. Uma característica de personalidade para os participativos que não temem uma atitude de iniciativa. Dá continuidade àquela conversa e a um novo rumo para a humanidade, demonstrando não haver impossibilidades superiores.

O fato psicológico, deste momento de Maria, fica por conta de ela questionar, querer entender, descobrir, saber o que aceitar. Todos estes raciocínios, referentes a atitude crítica, muitas vezes vitais. Podemos invocar por ela, nestes momentos em que senso crítico é necessidade.

Como num diálogo o anjo Gabriel retoma a palavra que agora era dele e a informa que o Espírito Santo estará com ela e que o poder do Altíssimo lhe cobrirá com sua sombra.

Ela é consciente de que GRANDES COISAS se reservam realmente para aqueles que abrem a porta ao Seu chamado. É a segunda manifestação de Maria. – “SOU A SERVA DO SENHOR, FAÇA-SE O QUE ELE DIZ SER PARA MIM”.

Este foi o SIM. Sim para Deus e para todos nós.

Como fator psicológico, desta passagem bíblica, fica o que a psicologia mais gosta – tomar consciência, vivenciar, tornar-se presente no que é preciso e válido.   A terceira manifestação nos vem implícita pela saudação de Maria a sua prima Isabel, que com sua resposta de alegria ouve a continuidade do quarto momento de pronunciamento de Maria. “MINHA ALMA GLORIFICA AO SENHOR, MEU ESPÍRITO EXULTA DE ALEGRIA EM DEUS MEU SALVADOR, PORQUE OLHOU PARA SUA POBRE SERVA”. É muito importante reavivar esta capacidade de auxílio, altruísmo, extroversão em ir alem de si mesma. Muitas famílias são marcadas pelo egoísmo, constante de ser apenas elas, serem ‘centros egocêntricos’ do mundo, não se ensinando a colaboração, a ajuda nas dificuldades de outras pessoas e a abrir espaços necessários. Há todo um fator psicológico em partilhar, cooperar e conviver. Ainda pelo Magnificat ela demonstra uma maravilhosa auto-estima – “O Senhor fez em mim maravilhas…”

Hoje em dia acha-se que as características da auto-estima estão voltadas para se defender do que se acha que é baixa-estima, muito questionável principalmente em relação à educação de filhos. Fica tudo invertido e auto-estima merece outro conceito. Vale analisar toda esta passagem completa, pois toda a maravilha do MAGNIFICAT nos mostra o poder, a bondade a misericórdia de Deus acompanhando um bom princípio de auto-estima.

…E assim Jesus nasce e vai crescendo acompanhado por Maria. Poderíamos dizer que os dois crescem se acompanhando. Mãe também deve estar em constante crescimento para si mesmo e para seus filhos. – Mãe em crescimento. Mulher em crescimento. Crescer positivo, não imitando ou paralisando-se aos filhos mesmos ou querendo fazer suas coisas. Crescer para o mundo, com suas novidades, com suas ameaças, com suas atitudes. Tomar parte do mundo, pois ninguém faz se não é. Mãe não é só para prover recursos materiais e necessários, mas também inserir seu filho com elementos positivos neste mundo que aí está. Maria estava presente nas Bodas de Cana, ela estava presente aos pés da cruz.

No quinto momento o pronunciamento de Maria é a pergunta aflita feita a seu Filho com 12 anos de idade: -“POR QUE VOCÊ FEZ ISTO?”.

Na resposta que Ele estava se ocupando das coisas de seu Pai ela guardou em seu coração, mesmo que não a compreendesse bem.

Esta pergunta é constantemente feita pelos pais, sempre. Sabe-se bem o que é um momento torturante. É momento de apelos, orações, ameaças, temores fortes. Mas temos que corresponder às situações para poder encaminha-las para o lado positivo. Não ter receio de perguntar. Esta atitude é muitas vezes bem difícil. Saber respeitar, reorientar, acompanhar os filhos.

…E Ele e sua mãe continuavam em seus crescimentos.

E foram a uma festa de casamento.

No sexto momento ela fala diretamente com seu Filho, adulto, ao perceber que havia algo faltando. Ela avisa a seu Filho – “ELES NÃO TÊM MAIS VINHO”. Ele respondeu que não era ainda a hora dEle, mas ela insiste, pois ela sabe que sempre Ele lhe atende. E seu sétimo e último pronunciamento firme, seguro – “FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER” – parece um legado constante para o que devemos fazer.

Reler os evangelhos e buscar inspiração nos valores que passamos para nossos filhos. Na cruz Jesus apresenta Maria e João como mãe e filho. Jesus também diz, em outro momento, que seriam seus irmãos todos aqueles que ouvissem a palavra do Pai. Mas, pensamos que neste momento das Bodas de Cana é a própria Maria quem assume a maternidade de todos nós.

Este foi o primeiro milagre da vida pública de Jesus. Ele é introduzido na vida pública pelas palavras e, novamente, iniciativa de Maria, a mesma que lhe dá a vida física. Ele até titubeia a respeito de não ser sua hora, mas ela é firme, consciente e clara.

Desde o reencontro aos doze anos, para chegar neste ápice das bodas de Cana que não limitou negativamente seu filho, muitos usariam a palavra castração. Respeitou suas necessidades para Sua missão. Acompanhou seu desenvolvimento intelectual (sabe-se que Ele era conhecedor das Escrituras) e o “lançou” na vida pública.

Não deve ter sido nada fácil, embora sublime, ser mãe do Jesus humano. Mas ela, que desde a Anunciação percebemos não ser cabisbaixa demonstra acreditar na sua positiva autoridade. Autoridade dizendo (à humanidade) para fazermos tudo o que Ele nos dissesse. O que implicitamente era uma afirmação (ordem!) para que Ele fizesse o que era necessário.

Ela sempre pensa no bem dos outros, presta atenção aos que os rodeiam e esse desenvolvimento social é crescente desde o Jesus bebê convivendo com pastores, magos e homens de todas as classes e diferenças.

A maior psicologia de Maria é descobrir que nas fraquezas, nos sofrimentos, nas incertezas há toda a contrapartida da força, da transformação.

De fato Maria é um belo exemplo psicológico a ser refletido.

É Mãe por inteiro, pois sofreu, alegrou-se, desenvolveu-se junto com seu Filho, a ponto de não se intrometer, mas o encaminhando sendo, até, um ponto de referência para sua vida pública, o seu ‘deixar o ninho’.

Um bom lembrete – somos todos irmãos de seu Filho.

Fonte: Maria Lúcia Pedroso Yoshida

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